segunda-feira - 27/07/2026 - 16:50h

Midiatalks apresenta dados relevantes para o rádio e lança manifesto

Evento ocorreu nesta segunda-feira na OAB em Natal (Foto: Evaldo Lopes)

Evento ocorreu nesta segunda-feira na OAB em Natal (Foto: Evaldo Gomes)

Com apresentação de dados do Kantar Ibope a respeito do mercado de rádio no Brasil e o lançamento de um manifesto pelo setor radiofônico do Rio Grande do Norte, a segunda edição do Midiatalks trouxe um debate qualificado e com presença de bom público nesta segunda-feira (27). O evento ocorreu na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seccional do RN, em Natal.

Organizado pelo Sindicatos das Empresas de Rádio, Televisão, Jornais, Portais e Revistas do RN (MIDIACOM/RN) e o das Agências de Propaganda do RN (SINAPRO/RN), o evento mostrou também oportunidades de investimento no setor.

Além disso, uma pesquisa de audiência foi contratada pela 98 FM, Rádio Clube, Jovem Pan News (93,5 FM) e 104 FM, que será apresentada ao mercado e a sociedade.

Segundo Felinto Filho, vice-presidente de Rádio da Mídiacom/RN, o período eleitoral evidencia a influência do veículo, que se mantém como fonte de informação para grande parte dos ouvintes. “Essa mobilização ocorre de forma contínua, não apenas em períodos específicos”, declarou.

Ele apontou que o rádio incorporou a digitalização às suas rotinas de distribuição de conteúdo. Para ele, esse processo ampliou as formas de contato entre o veículo e o público, sem substituir a relação já estabelecida.

Já o gerente regional do Kantar Ibope, Leonan Torres, apresentou dados sobre o alcance do rádio na população. Alguns deles, como quase 80% dos brasileiros ouviram rádio nos últimos 30 dias, e em Natal esse índice chega a quase 70% nos últimos oito dias.

“O consumo diário do veículo ultrapassa quatro horas, tanto em Natal quanto no restante do país”, informou.

A Head de Mídia e Intelligence na Art&C Comunicação Integrada, Alzira Paiva, disse que vê de “forma muito positiva essa movimentação” pois, segundo ela, “atua tanto na aproximação quanto no fortalecimento do mercado como um todo”.

Enquanto isso, o palestrante e consultor Fernando Morgado afirmou que previsões anteriores sobre o fim do rádio, feitas quando a televisão surgiu, não se confirmaram. “O veículo permanece relevante no cenário atual de comunicação”, assegurou.

Manifesto

Durante a edição do Midiatalks foi lançado o manifesto pelo crescimento do rádio potiguar. “Hoje não termina um evento. Hoje começa um movimento”, declarou Felinto Filho. O documento estabelece uma agenda de compromissos coletivos para o setor e se organiza em três eixos.

O primeiro, representar, que trata do fortalecimento institucional do rádio e da defesa de sua credibilidade junto ao mercado anunciante. O segundo eixo é provar e prevê a produção conjunta de inteligência de mercado, incluindo estudos e indicadores compartilhados entre as emissoras. O objetivo é embasar decisões do setor com dados comuns.

E o terceiro eixo é vender, que se propõe ampliar o investimento publicitário no rádio e fortalecer sua atuação digital. Incluindo ainda o desenvolvimento de projetos e soluções comerciais integradas entre as emissoras.

Participantes apresentaram manifesto em defesa do rádio Foto: Evaldo Gomes)

Participantes apresentaram manifesto em defesa do rádio (Foto: Evaldo Gomes)

Presença

O evento teve a presença do secretário do Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação do RN (SEDEC/RN),  Lahyre Rosado Neto, e o diretor-presidente da Empresa Potiguar de Promoção Turística (EMPROTUR), Raoni Fernandes, e o presidente da Midiacom Bahia, Augusto Correia.

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Categoria(s): Comunicação / Gerais
segunda-feira - 27/07/2026 - 14:24h
UBS's

“Ouvidoria Itinerante” segue com a pesquisa “Vozes da Saúde”

Servidores e usuários são ouvidos (Foto: Walmir Alves)

Servidores e usuários são ouvidos (Foto: Walmir Alves)

A Ouvidoria-Geral do Município (OGM) segue nesta semana com a pesquisa “Vozes da Saúde” nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A equipe da OGM estará na quarta (29), quinta (30) e sexta-feira (31) em unidades de saúde previamente escolhidas. A ação tem como objetivo ouvir usuários e servidores, avaliando a qualidade dos serviços prestados e identificando oportunidades de melhoria no atendimento à população.

A iniciativa vai percorrer até setembro, os equipamentos da Rede Municipal de Saúde de Mossoró. A pesquisa é realizada por uma equipe da OGM, devidamente identificada, que visita as UBSs e demais equipamentos da rede para aplicação de questionários presenciais.

Os participantes poderão avaliar aspectos como atendimento, acolhimento, estrutura física, acesso aos serviços, tempo de espera e resolutividade, além de registrar sugestões para o fortalecimento da saúde pública municipal.

Os dados coletados serão consolidados em relatórios técnicos que subsidiarão o planejamento e a avaliação das ações desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Saúde, fortalecendo uma gestão baseada em evidências e na participação cidadã.

A iniciativa integra as ações da “Ouvidoria Itinerante” e amplia os canais de diálogo entre a população e a administração pública, transformando a opinião dos cidadãos em informações estratégicas para o aperfeiçoamento dos serviços oferecidos pelo Município. A OGM já realizou, no primeiro semestre de 2026, a pesquisa “Vozes da Escola”, que ouviu alunos, pais e servidores da Rede Municipal de Ensino. Agora, é a vez de ouvir as vozes da saúde.

Canais de Atendimento

A OGM disponibiliza diferentes canais de atendimento, assegurando acessibilidade, diversidade de meios e capilaridade do serviço. Os atendimentos registrados ocorrem por meio de atendimento presencial, atendimento telefônico, atendimento por e-mail, atendimento via WhatsApp e atendimento via Fala.BR. Esses canais permitem acolher manifestações diversas, tais como solicitações de informação, reclamações, denúncias, elogios e sugestões.

A Ouvidoria mantém link da pesquisa permanente de satisfação do usuário do serviço público. Para acessá-lo bastar clicar em //ouvidoria.mossoro.rn.gov.br/questionario-de-avaliacao-dos-servicos-de-atendimento-ao-publico-da-prefeitura-de-mossoro-usuarios.

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde
segunda-feira - 27/07/2026 - 08:00h
Menos, gente

A força do volume na campanha eleitoral e a realidade final nas urnas

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Campanhas eleitorais mudaram profundamente nas últimas décadas. Redes sociais, marketing digital, inteligência artificial e comunicação instantânea transformaram a forma de disputa do voto. Mas alguns métodos, lendas e conceitos permanecem intactos nas contendas e no imaginário popular.

Um deles é a crença de que “fazer volume” em comícios, convenções e carreatas significa sucesso eleitoral ou até antecipação da vitória.

Menos, gente.

No passado, sobretudo no interior, candidatos gastavam fortunas para transportar manifestantes de cidades vizinhas. Ônibus, caminhões, carros e todo tipo de veículo reforçavam a plateia. Distribuir combustível para abastecer carreatas era prática tão comum quanto pedir votos. Fiscalização precária — ou convenientemente míope — ajudava a alimentar esse modelo.

O tempo passou. A ilusão da quantidade, porém, continua. Seguirá imutável, creio, por tempos e tempos…

No fim de semana, as convenções de Cadu Xavier (PT), Allyson Bezerra (União Brasil) e Álvaro Dias (PL), em Natal, foram apresentadas por militantes e pela mídia alinhada como as maiores de todas. Cá para nós e o povo da rua: todas tiveram públicos numerosos e agitados. Ao gosto de cada um, a ponto de se afirmar ‘com segurança’ que essa ou aquela foi a maior.

E daí?

Convenção é, antes de tudo, uma festa política. Serve para mobilizar a militância, atrair indecisos, estimular apoiadores e, se possível, causar algum desconforto nos adversários. Passa ideia, sim, de força. Ou de falta dela. As entrelinhas é que precisam ser enxergadas e analisadas fora de cada bolha.

Na juventude, no interiorzão, comício, passeata e carreata eram nosso shopping center. A gente ia a todos. Era diversão.

Depois, ao longo de mais de quatro décadas no jornalismo político, continuamos observando aqui e ali a disputa para saber quem reuniu mais gente. Dava manchete, mexia com a opinião pública. O marketing, sem a tecnologia instantânea e cinematográfica de hoje, recorria até a fotomontagens e enquadramentos calculados para esticar multidões nos jornais impressos ou em vídeos na televisão.

No fim das contas, porém, havia um único lugar onde tudo era conferido e tínhamos finalmente uma certeza: a urna.

Até lá, só uma pessoa não podia acreditar na própria propaganda enganosa que irradiava: o candidato. Nem todos conseguiam. Nem todos conseguem.

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Categoria(s): Opinião / Opinião da Coluna do Herzog / Política
segunda-feira - 27/07/2026 - 07:20h
Política

Governo reage às agressões do presidente argentino em solo brasileiro

Javier Milei protagonizou as baixarias da convenção de Flávio Bolsonaro (Foto: Allison Sales/NurPhoto via AFP)

Javier Milei protagonizou as baixarias da convenção de Flávio Bolsonaro (Foto: Allison Sales/NurPhoto via AFP)

Do Canal Meio e outras fontes para o BCS

O governo brasileiro chamou de volta a Brasília, para consultas, o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, após os ataques de Javier Milei contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a convenção do PL que confirmou Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência, no sábado. No evento, o presidente argentino classificou Moraes como “lixo careca” por ter negado seu pedido para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por tentativa de golpe de Estado.

Além disso, disparou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem chamou de “ladrão”, “presidiário” e “lixo socialista”.

A convocação de um embaixador é um dos principais instrumentos diplomáticos de demonstração de descontentamento entre países. Segundo o Itamaraty, Bitelli retorna hoje ao Brasil. A medida não encontra precedente semelhante entre Brasil e Argentina desde a redemocratização. (Folha)

O Itamaraty também convocou o embaixador da Argentina no Brasil, Guillermo Daniel Raimondi, para prestar esclarecimentos sobre os ataques de Milei. Em nota, a chancelaria brasileira diz que “não há precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, enfeixe agressões e ofensas ao Chefe de Estado, às instituições democráticas, inclusive ao Poder Judiciário, e ao povo brasileiro”. (CNN Brasil)

Em outra frente, o Ministério das Relações Exteriores recusou o pedido de visto de dois funcionários do governo dos Estados Unidos. De acordo com o Itamaraty, os americanos alegaram que viriam ao país fazer contatos eleitorais e promover discussões sobre liberdade de expressão, mas pretendiam questionar o sistema eleitoral brasileiro.

O Departamento de Estado dos EUA negou que eles tivessem o objetivo de interferir nas eleições, sem detalhar os planos de viagem dos dois funcionários. O Brasil costuma receber observadores internacionais nas eleições, mas a avaliação da chancelaria é de que os dois funcionários americanos não se enquadram nessa classificação. (Jornal Nacional)

Lula no Washington Post

Em um artigo publicado no Washington Post (um dos mais influentes jornais do país), o presidente Lula endureceu o discurso contra as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, classificando as medidas como “injustas” e um “erro estratégico” para a economia americana e a relação entre os dois países. O petista rebateu as justificativas apresentadas pelo presidente Donald Trump, negou que o Pix discrimine empresas americanas e defendeu a regulação das plataformas, afirmando que liberdade de expressão “não é carta branca para atividades criminosas”.

Ao final, ponderou que o Brasil “não será derrotado com base em mentiras” e que o destino do país cabe aos brasileiros, “sem interferência estrangeira ou subserviência”. (Washington Post)

Nota do BCS – O “Post”, como é tratado muitas vezes por seus leitores, é tradicionalmente classificado como de centro-esquerda ou liberal nos padrões políticos dos Estados Unidos.  Em outubro de 2024, sob a direção e influência de seu proprietário, o bilionário Jeff Bezos (fundador da Amazon), o jornal abdicou da tradição de endossar candidatos presidenciais (democratas), adotando formalmente uma postura de neutralidade institucional.

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domingo - 26/07/2026 - 23:50h

Pensando bem…

“O arrependimento é a única dor da alma que o tempo não consome.”

Jean-Jacques Rousseau

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domingo - 26/07/2026 - 22:28h
Convenção do PL

Álvaro e Babá mobilizam apoiadores na Zona Norte de Natal

O Partido Liberal (PL) homologou a chapa Álvaro Dias-Babá Pereira ao Governo do Estado. O evento aconteceu no Ginásio Nélio Dias, na Zona Norte de Natal, neste domingo (26).

A convenção partidária foi expressiva em termos comparecimento de populares e delegações de vários municípios.

O prefeito natalense Paulinho Freire e o presidente do PSDB/RN e da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, foram presenças de destaque. Também participaram os candidatos ao Senado, senador Styvenson Valentim (Podemos) e Coronel Hélio Oliveira (PL).

Depois daremos mais detalhes com bastidores e desdobramentos das convenções e disputa em andamento.

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domingo - 26/07/2026 - 18:46h
Convenção

Allyson Bezerra e Hermano Morais estão oficializados candidatos

Convenção partidária neste domingo (26), no Palácio dos Esportes, em Natal, oficializou as candidaturas de Allyson Bezerra (UB) e Hermano Morais (MDB) como candidatos da Coligação Esperança e Trabalho ao Governo do Estado.

O evento ganhou proporções além das estruturas desse equipamento poliesportivo, marcando grandiosidade da convenção.

Depois daremos mais detalhes com bastidores e desdobramentos das convenções e disputa em andamento.

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domingo - 26/07/2026 - 11:38h

Uma força da Natureza

Por Marcelo Alves

Otto Maria Carpeaux

Otto Maria Carpeaux (1900-1978) – austríaco naturalizado brasileiro, jornalista e ensaísta dos grandes, historiador e crítico de literatura, arte e música, polímata e poliglota, autor de “A História da Literatura Ocidental” (volumosa <em>magnum opus</em>) e de “A história concisa da literatura alemã” (que, em edição da Faro Editorial, 2013, tenho citado aqui) – foi uma força da natureza.

Carpeaux nasceu em Viena, então capital do Império Austro-Húngaro, numa família judia (pelo pai) burguesa de classe média. Estudou direito sem terminar. Foi cursar filosofia e química, ainda na Universidade de Viena, obtendo graduação nessas duas ciências. Tentou dar aulas por ali. Partiu Europa afora. Berlim, Roma, Amsterdam, Londres, Paris e por aí vai. Sempre estudando (literatura, cinema, música, ciência política etc.) e já fazendo jornalismo internacional.

Voltou a Viena. Casou. Com a morte do pai, converteu-se ao catolicismo. Escreveu mais crítica literária e jornalismo. Fez política nos níveis mais altos do governo austríaco. Com a anexação da Áustria pela Alemanha nazista, fugiu de sua terra natal. Destino final: Brasil. Sorte nossa.

A estada de Carpeaux entre nós viria a durar décadas. De 1939 a 1978, o ano de sua morte, do coração, no Rio de Janeiro, cidade que adotou como sua. E quem não gostaria de morar no “Rio antigo”, “como nos velhos tempos”, conforme descrito na música do nosso Chico Anísio (1931-2012)? No Brasil, ele teve seus anos mais produtivos. Foi bibliotecário e enciclopedista importante. A partir do saudoso Correio da Manhã fez muito jornalismo. Publicou livros à saciedade. “A História da Literatura Ocidental”, que tenho aqui numa coedição da UniverCidade Editora e Topbooks, é originalmente de 1959-1966. Monumental. E, quando caiu em si, foi um feroz crítico do regime militar/ditatorial brasileiro (1964-1985).

A influência de Carpeaux no panorama cultural brasileiro foi enorme. Eis as palavras de Willi Bolle, no texto “À sombra do muro (anos 1960 a 1990)”, que atualiza “A história concisa da literatura alemã”: “A vocação de Otto Maria Carpeaux como historiador da cultura manifesta-se desde obras de grande abrangência, como História da Literatura Ocidental, até os ‘pequenos’ ensaios publicados em jornais. No meio do caminho situa-se seu livro sobre A Literatura Alemã (1964), que oferece ao leitor da América Latina e especialmente no Brasil uma visão do universo cultural de origem do seu autor.

O que destaca a obra de Carpeaux é sua repercussão formadora no meio intelectual brasileiro. Contribui para isso a capacidade de síntese com que ele expõe um panorama da literatura alemã, desde os primórdios até os autores contemporâneos. Panorama organizado por estilos de época – Barroco, Classicismo, Romantismo etc. – ou pelo recorte alternadamente estático e político: Revolução, Expressionismo, República de Weimar… Contribuem também a escolha acertada dos autores e das obras, bem como a sensibilidade e firmeza na avaliação, trabalho em que Carpeaux se baliza pelo estado da Ciência e da crítica literária do seu tempo. Na caracterização dos períodos e na arte de torná-los concretos, através dos retratos de escritores e textos, revela-se o grau de compreensão do historiador”.

Se a grandeza e a influência de Carpeaux parecem patentes (há gente mais habilitada para tratar disso do que eu), eu quero aqui deixar registrado o que mais me impressiona na vida desse cidadão do mundo e do Brasil (sobre as minhas impressões, quem melhor fala sou eu mesmo).

Como imigrante, Carpeaux aqui aportou com muito pouco. E menos sabia do Brasil. Embora poliglota – li que dominava alemão, francês, flamengo, inglês, italiano, espanhol, catalão, galego, provençal, servo-croata e o clássico latim –, o homem não versava o português. Dizem até que originalmente mandava seus textos jornalísticos em francês, que eram traduzidos para publicação. Outros tempos.

Mas ele aprendeu bem a nossa língua. Embora, nas leituras de “A história concisa da literatura alemã”, eu tenha notado alguns erros (não sei se de edição) e sobretudo tenha tido a impressão de estar diante de um texto escrito por alguém que não teve o português como língua materna.

Bom, a obra brasileira do “nosso” escritor é impressionante. Monumental, repito. E quem já precisou escrever em alto nível, em língua não maternal, sabe o quão difícil, quase impossível, isso é. É necessária muita força. Uma força da natureza, como no caso de Otto Maria Carpeaux.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República e doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL

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Categoria(s): Crônica
domingo - 26/07/2026 - 11:00h

Para ti

Por João Morgado

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Veste uma gota de perfume,

nada mais,

deixa-me amar-te!

Deixa-me despir um beijo na tua boca,

respirar-te!

João Morgado é poeta e escritor português

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Categoria(s): Poesia
domingo - 26/07/2026 - 10:32h

Para que servem as palavras

Por Honório de Medeiros

Imagem da página Duas ou Três Blogspot

Imagem da página Duas ou Três Blogspot

“As palavras valem também para isso, dar alguma existência aos nossos delírios”, diz Raduam Nassar em “Cantigas d’amigos”, Cadernos de Literatura Brasileira, Ariano Suassuna.

Ariano, entrevistado pelo Cadernos, em certo momento: “não sou um escritor de muitos leitores; costumo dizer que sou um autor de poucos livros e poucos leitores -, (…) Mesmo que eu não publique, tem um círculo de leitores que sempre lê o que escrevo”.

Retruca o Cadernos: “Este é um circuito antimoderno, o circuito da comunidade interessada”.

Qual uma confraria de amigos, na Idade Média. Bocaccio, Cino de Pistoia, Petrarca; a rede dos trovadores na Provença, sul da França e Península Ibérica…

Assim é, assim será, dado o caráter dos tempos atuais, no qual a imagem evanescente e superficial é tudo e as palavras, suas profundezas, mesmo se delírios, manjar para poucos.

Quem ainda lê Proust?

Aqui a palavra é arte.

Relendo “O Crime do Padre Amaro” do imenso Eça de Queiróz, lá encontro essa ideia pela voz do seco Padre Notário:

– Escutem, criaturas de Deus! Eu não quero dizer que a confissão seja uma brincadeira! Irra! Eu não sou um pedreiro-livre! O que eu quero dizer é que é um meio de persuasão, de saber o que será que passa, de dirigir o rebanho para aqui ou para ali… E quando é para o serviço de Deus, é uma arma. Aí está o que é – a absolvição é uma arma”.

Recordo que dizia para meus alunos de Filosofia do Direito ser a confissão um inteligente serviço secreto, à serviço da aristocracia, para a manutenção dos interesses da elite política.

A palavra: arte ou instrumento. Às vezes ambos ao mesmo tempo.

Não somente a palavra escrita, mas também a falada, mesmo a que dá existência aos nossos delírios.

Natal, em 7 de março de 2015.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura de Natal e do Governo do RN

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Categoria(s): Crônica
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 26/07/2026 - 10:12h

Língua portuguesa

Por Marcos Ferreira

Foto ilustrativa

Foto ilustrativa

Houve momentos em que me arrisquei tocando em assuntos delicados ou polêmicos. Discorri acerca de temas espinhosos, como política, religião e até um pouco sobre futebol. Imaginem só isso! Futebol! Uma inconsequência de meu bestunto, admito. Mas o que busquei foi oferecer o máximo de minha pena, da linguagem de que faço uso com certa dose de imoderação, descomedimento.

Pois escrever, embora duro, penoso e solitário, também é algo que nos liberta e aprisiona a um só tempo. Sempre escolhi o melhor verbo, tentei simplificar sem baixar o nível, de forma que o leitor possa se elevar.

De minha parte, então, entreguei-me com ardor. Vivo em função da palavra. Não tenho outro anseio, ambição, exceto reverenciar nossa Língua Portuguesa. O texto é uma pedra bruta que nos propomos a esculpir. Às vezes a escultura derrota o escultor. Noutras vezes o resultado consagra o artista. De um modo ou de outro, enfim, escrever não é moleza. Requer paixão, entrega, tenacidade.

Colhi das árvores e beirais, durante a alvorada e à hora do crepúsculo, o canto benigno dos pássaros. Incrustei no exercício do meu letramento uma constelação de estrelas. Tudo isso em favor da literariedade e poeticidade da folha momentaneamente vazia. Nada pior que uma página em branco.

Reproduzi (bem ou mal) o som de regatos, o melódico dialeto da chuva banhando o espaço e a terra, metrificando horizontes, retomando seus caminhos. Cantei a moeda infalível da Lua, a juba indomável do Sol, o rendilhado das estrelas, o pisca-pisca de vaga-lumes parnasianos. Essas e outras joias apenas para louvar a poesia que há em cada vocábulo que descortina a hora azul do silêncio.

Caminhei com minhas limitações, com minha cultura rasa e modesta de um devoto da literatura. Porque não sou doutor em coisa alguma, não possuo estofo intelectual como o de alguns amigos e escritores que admiro.

Minha universidade foi uma pequena estante de livros. Daí provém o que sou e reconheço ser. Tudo fiz com esta verve, do meu jeito, à minha maneira. Não achei melhor forma de me expressar exceto pela escrita.

Marcos Ferreira é escritor

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Categoria(s): Crônica
domingo - 26/07/2026 - 09:36h

Extramuros

Por Bruno Ernesto

Foto ilustrativa de autoria do autor da crônica

Foto ilustrativa de autoria do autor da crônica

Trago na memória, desde tenra idade, a imagem do cemitério público municipal São Sebastião, localizado no centro de Mossoró. Desde sempre, passo diariamente em frente a ele. Várias vezes ao dia.

Tive a tristeza de ir me despedir de vários amigos que lá estão sepultados. Até visitei os túmulos algumas vezes tempos depois.

Falar da morte pode não soar muito bem para a maioria das pessoas. Penso que é um assunto que deve ser tratado com naturalidade. Porém, reconheço que quando ocorre próximo da gente, sempre cabe uma reflexão. Como disse Manoel Bandeira: “Tudo é milagre. Tudo, menos a morte.”

Na nossa tradição cristã, especificamente católica, até meados do Século XIX, ante a inexistência de cemitérios como estamos acostumados a ver hoje, os sepultamentos se davam nos adros.

Com o crescimento populacional e a ocorrência de epidemias e, por vezes, desastres, que passaram a vitimar mais pessoas num curto espaço de tempo, os adros já não mais comportavam as inumações como antes a tradição católica exigia. A partir de meados do Século XIX foram construídos os primeiros cemitérios nos moldes que ainda podemos ver, com túmulos ornamentados, alamedas, epitáfios e, por vezes, esculturas.

Com o passar do tempo, além do seu propósito, também passaram a ser local de grande expressão artística, aliado ao aspecto religioso que, desde o início, guardam. Veja-se, por exemplo, que suas administrações eram feitas por congregações religiosas, notadamente católicas.

No caso de Mossoró, com a construção do cemitério público São Sebastião no ano de 1869, o cemitério velho, idealizado pelo Vigário Rodrigues, os sepultamentos que se davam nos adros da igreja da Mata Fresca, Capela de Santa Luzia, Casa de Oração do Bairro da Igreja Velha e, por fim, na Matriz, passaram a ser feitos no mesmo. Suas dimensões atuais se estabeleceram nos anos de 1877-1879, ampliação feita em razão de uma grande seca que vitimou grande número de pessoas em Mossoró, havendo registros de que centenas de pessoas eram sepultadas diariamente em grandes valas abertas detrás da capela do cemitério.

Retomando o raciocínio inicial, os cemitérios passaram a ser não apenas um local de despedida e repouso final dos nossos entes queridos e amigos, cujo aspecto religioso ainda guarda forte traço de espiritualidade – afinal, o grande dogma do cristianismo é a ressureição -, passando após, a ser um verdadeiro centro de expressão artística. Vem daí a construção de túmulos e mausoléus que são verdadeiras obras de arte, com seus significados e representações, e que nos levam a refletir sobre a própria morte; como podemos constatar nos famosos cemitérios da Recoleta, da Consolação e do Père-Lachaise.

Em verdade, os cemitérios revelam o que pensa determinada sociedade sobre a morte.

Hoje, independentemente do porte, das personalidades enterradas, da importância e representatividade dos construtores e artistas que, verdadeiramente, assinaram suas obras de artes nesses antigos cemitérios, e, até mesmo da religião de quem lá está sepultado, o que se revela é que a morte vem sendo ressignificada para nós. Porém, a simbologia se mantém inalterada, posto que tem por função perpetuar a memória de quem deixou a vida terrena.

Cemitério de São Sebastião (Foto: Glauber Soares)

Cemitério de São Sebastião (Foto: Glauber Soares)

Razão disso, há pessoas que visitam regularmente os cemitérios para orar pelo ente querido, para refletir sobre a própria existência, ou mesmo contemplar o cemitério, como é o caso daqueles famosos cemitérios ou daqueles mais modestos, que, no entanto, cumprem fielmente sua função, especialmente a espiritual.

A morte sempre possuiu uma simbologia. Para uns, de irresignação. Para outros, de reflexão.

Bruno Ernesto é advogado, professor e escritor

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domingo - 26/07/2026 - 08:20h

O menino que não amava os livros

Por Carlos Santos

Arte ilustrativa (Origem não identificada)

Arte ilustrativa (Origem não identificada)

Tá bonito pra chover!” Expressão típica do nordestinês que tantas vezes ele ouvia, não era apenas antecipação de que testemunharia uma bela “precipitação pluviométrica”, como falavam os radialistas à época. Era senha em ordem implícita: deveria entrar rapidamente, fugir daquela benção que estava próxima de desabar no sertão.

Que privação cruel! O menino que queria correr nas calçadas, cruzar a rua, chutar poças de água e desaparecer naquela enxurrada como qualquer outro, sabia que não podia sequer imaginar-se em tantas traquinadas, que incluiriam obrigatórios banhos de bica.

Trovões ou raios que talvez rasgassem o teto do mundo, não eram os causadores da apreensão. Mirrado, era um milagre de sobrevivência, muito até por teimosia de dona Mariinha, a vó que virava “mãe” e o tinha sempre protegido à barra da saia.

Escravo da asma, era condenado a assistir à rotina de outras crianças que faziam da natureza o seu recreio de exaltação à liberdade. Pelas frestas da janela, fenda à porta, via o que era negado sem entender o porquê de não ter direito à infância normal.

“Olhe o mormaço! Saia daí”.

Quem poderia acreditar que água fizesse mal? Chuva, então?! Como? Quem o convenceria que tudo aquilo não fosse exagero ou má vontade?. Talvez os primeiros chiados pulmonares, o olhar aflito para o teto e aquela sensação de afogamento no seco fossem a prova de que não devia teimar em ser como os outros: criança.

Seria um menino daquele jeito mesmo: confinado, isolado, em conflito com os elementos – terra, água e ar, além daquele fogo de terra em brasa do sertão. O picolé não podia, mas aqui e acolá era permitido drená-lo no copo de alumínio, socado e prensado como se fosse sorvete.

Seu refúgio foram os livros. Não porque os amasse; não mesmo. Eram as companhias possíveis, que foram o abduzindo num teletransporte quântico de matéria. Eram sonhos, personagens, fantasias em capa e espada, viagens ao centro da terra, mergulhos submarinos, o lúdico como escapatória da realidade incômoda.

Tempo para consumir os Tesouros da Juventude, Enciclopédia Britânica (o Gooogle impresso da época), livros, livros e mais livros. Tudo ia sendo devorado como se alimento o fosse, num duelo contra o tempo e aquela clausura sem fim.

Não havia qualquer disciplina ou ordem pedagógica. No cardápio entrava ainda um pequeno rol de publicações ininteligíveis, que só anos ou décadas depois foram decifradas total ou parcialmente, como se fossem a Pedra de Roseta de Champollion.

Ele queria apenas fazer parte do mundo lá fora. Queria jogar futebol sem saber, ser super-herói sem poder ou apenas um menino normal. Era “Carlinhos”, que não amava os livros, que jamais jogou futebol nem se deu conta até hoje de que não nasceu para Batman ou Homem-Aranha, apesar de milhares de quadrinhos que também povoaram seu quarto e cabeça.

Está na hora de ouvir Prelúdio para ninar gente grande (Luiz Vieira)… “Sou menino-passarinho com vontade de voar”.

Carlos Santos é criador e editor do Canal BCS (Blog Carlos Santos)

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Categoria(s): Crônica
domingo - 26/07/2026 - 07:44h
Governo do RN

PL faz convenção na zona Norte para oficializar chapa puro-sangue

Banner de divulgação da convenção do PL

Banner de divulgação da convenção do PL

É neste domingo (26), às 9 horas, no Ginásio Nélio Dias, na Zona Norte de Natal, a convenção estadual do Partido Liberal (PL). Serão oficializadas as candidaturas majoritárias e proporcionais da legenda, além de formalizadas alianças interpartidárias. s

O ex-prefeito natalense Álvaro Dias será confirmado como candidato ao Governo do Estado, Babá Pereira (PL) como vice-governador . Uma chapa puro-sangue.

Em relação ao Senado, também outro nome do PL: Coronel Hélio. A convenção também confirmará o apoio do partido à candidatura à reeleição do senador Styvenson Valentim (Podemos).

Além da chapa majoritária, o PL homologará nove candidatos à Câmara dos Deputados e 25 candidatos à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

O senador Rogério Marinho (PL) será a principal presença do evento, além de lideranças políticas, prefeitos, vereadores, filiados e representantes dos partidos que integrarão a coligação.

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Categoria(s): Política
domingo - 26/07/2026 - 07:02h
Em Mossoró

Styvenson faz convenção à reeleição e apoio a Álvaro Dias e Babá

Convenção juntou representações de várias regiões do RN (Foto: Assessoria)

Convenção juntou representações de várias regiões do RN (Foto: Assessoria)

O senador Styvenson Valentim (Podemos) realizou convenção estadual do seu partdo em Mossoró, nesse sábado (25). O evento ocorreu no Garbo Eventos & Recepções.

O encontro político reuniu prefeitos, vereadores, lideranças políticas diversas de várias regiões do estado.

“Foi a primeira convenção estadual realizada em Mossoró, um gesto que reforça a parceria construída entre o mandato do senador e o município ao longo dos últimos anos”, justificou sua assessoria em comunicado à imprensa.

Anne Kelly Valentim, irmã do senador, também teve seu nome homologado na primeira suplência. A vice-prefeita de Currais Novos,  advogada Milena Galvão (PSDB), irmã do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Ezequiel Ferreira (PSDB), foi oficializada na segunda suplência.

Os convencionais também referendaram a aliança entre Podemos, PL, PSDB e NOVO em torno do nome de Álvaro Dias (PL) ao Governo do Estado, com o Coronel Hélio (PL) como segundo candidato ao Senado pela coligação.

Prestigiaram a convenção o prefeito de Natal, Paulinho Freire; presidente da Assembleia Legislativa do RN, Ezequiel Ferreira; ex-governadora do RN Rosalba Ciarlini; pré-candidato ao Governo do Estado Álvaro Dias; pré-candidato a vice-governador Babá Pereira (PL); e o pré-candidato à segunda vaga ao Senado, Coronel Hélio (PL).

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Categoria(s): Política
domingo - 26/07/2026 - 06:26h
Convenção

“Esperança e Trabalho” oficializa Allyson e Hermano ao governo

Banner de divulgação do evento

Banner de divulgação do evento

A Federação União Progressista e os partidos aliados realizam neste domingo (26), às 9h, no Palácio dos Esportes, em Natal, a Convenção “Esperança e Trabalho.” Vai oficializar a candidatura de Allyson Bezerra (UB) ao Governo do Rio Grande do Norte, Hermano Morais (MDB) a vice-governador, Zenaide Maia (PSD) e Tércio Tinoco (UB) ao Senado, além de homologar as nominatas de deputados estaduais e federais.

O evento reunirá lideranças políticas de todas as regiões do estado, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, pré-candidatos e apoiadores.

A coletiva de imprensa com o candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, será realizada a partir das 9h, antes do início da Convenção “Esperança e Trabalho”, no Palácio dos Esportes, em Natal.

A Coligação Esperança e Trabalho reúne o maior leque de partidos da campanha que vai começar, com vista as eleições de 4 de outubro: União Brasil, Progressistas, Solidariedade, PRD, Avante, PSD, MDB e Republicanos.

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Categoria(s): Política
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domingo - 26/07/2026 - 04:00h

O tempo e o silêncio

Por Odemirton Filho

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas, é uma das obras-primas da literatura mundial; é também um dos meus livros preferidos. Em um dos diálogos da história, um dos personagens afirma que para todos os males há dois remédios: o tempo e o silêncio.

Não sei se afirmação é verdadeira, mas, sem dúvida, leva-nos à reflexão. O tempo, senhor da razão, como se costuma dizer, pode acalmar um coração atribulado. Quer um exemplo? Às vezes, sentimos saudade de alguém ou dum momento vivido. O tempo nos ajuda a conviver com a saudade, apesar de não conseguir afastá-la, pois as lembranças ficam gravadas na memória afetiva.

Além do mais, as coisas costumam se acomodar com o tempo ou, quem sabe, nos conformamos com o acontecido, e deixamos a vida seguir o seu fluxo. Certamente, na alma ficarão cicatrizes. Contudo, aprendemos a conviver com a dor, com a decepção, com a saudade.

Num mundo repleto de egoísmo e vaidade, no qual o ser humano muitas vezes se acha infalível, o tempo mostra a verdade, ensinando-nos da pior forma. Há pessoas que passam a vida inteira cometendo o mesmo erro. Todavia, chegará o momento em que a vida cobrará o preço de nossas escolhas.

Por outro lado, vivemos tempos de muito barulho, sobretudo, nas redes sociais. As pessoas se expõem demais, mostrando a sua intimidade, o seu dia a dia, pois o importante é obter curtidas. Quanto mais, melhor.

Esquecem, porém, de guardar o silêncio. Deixam de conversar consigo mesmo, de sentir o coração, de ouvir a voz suave de Deus. Hoje, todos têm certezas, mesmo que não possuam o mínimo conhecimento sobre o assunto. Confundem liberdade de expressão com liberdade de agressão, sem falar naquelas pessoas que adoram ser desagradáveis ou deselegantes em seus comentários.

Enfim, eu não sei você, no entanto, eu confio na maturidade que o tempo traz e, em algumas situações, adoto o silêncio como resposta. Poucas coisas na vida valem o nosso sossego.

Odemirton Filho é oficial de justiça

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Categoria(s): Crônica / Cultura
sábado - 25/07/2026 - 23:54h

Pensando bem…

“Não somos apenas o que pensamos ser; somos também o rastro de luz que deixamos na vida de quem passa por nós.”

Sigmund Freud

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Categoria(s): Pensando bem...
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 25/07/2026 - 21:38h
Muuuuu!

As vacas do futuro são negociadas na Bolsa de Valores com “tolken”

Animais têm sua própria "identidade" individual (Foto: Cowmed)

Animais têm sua própria “identidade” individual (Foto: Cowmed)

Um produtor rural do Paraná tokenizou 10 vacas do seu rebanho para conseguir R$ 100 mil em crédito. Essa foi a primeira operação do tipo registrada na Bolsa de Valores brasileira.

Explicação rápida: Tokenizar um ativo — como um imóvel ou animal — é criar uma identidade digital para ele, permitindo que seja negociado no mercado financeiro.

Somado a isso, as vacas receberam uma coleira que monitora a saúde e outras informações do rebanho. Esses dados são anexados à identidade digital dos animais depois de serem tokenizados para dar mais confiabilidade sobre as condições do gado para os que desejarem recebê-los como garantia.

Por que isso importa? Muitos bancos não aceitam animais como garantia devido à dificuldade de ter acesso simultâneo a dados de saúde e localização — que influenciam diretamente no valor dos bichos. A junção das duas tecnologias ajuda a resolver esse problema.

Essa operação faz parte de um movimento conhecido como tokenização da economia. Na prática, ativos do mundo real passam a ser transformados em ativos digitais que podem ser negociados no mercado. Uma casa, por exemplo, pode ser dividida em 10 mil tokens para investidores comprarem pequenas fatias e receberem um aluguel proporcional.

A empresa responsável por monitorar os dados de saúde das vacas do Paraná já o faz com 100 mil vacas na América — com um valor total estimado de R$ 2 bilhões. A expectativa é que 20% dos produtores atendidos passem a utilizar a nova estratégia para conseguir créditos.

Saiba mais AQUI.

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Categoria(s): Economia / Gerais
sábado - 25/07/2026 - 19:28h
Evento em Natal

GINGA Moda foca na ampliação de mercado e fortalecimento do setor

Modelos da Bonor Indústria, uma das empresas expositoras (Foto: Divulgação)

Modelos da Bonor Indústria, uma das empresas expositoras (Foto: Divulgação)

O GINGA Moda RN, evento que terá a moda potiguar como protagonista na próxima semana, em Natal, representa uma oportunidade para ampliar mercados, difundir inovações, estimular práticas sustentáveis e aumentar a competitividade da atividade no estado. A avaliação é compartilhada por empresas que participarão da iniciativa, com estandes, palestras e demonstrações de tecnologias voltadas ao setor.

A programação será realizada nos dias 27 e 28, no Hotel Praiamar Arena, reunindo marcas de diferentes segmentos da moda do Rio Grande do Norte, espaço dedicado ao artesanato, desfiles, rodadas de negócios, palestras e talk shows, com oportunidades de troca de conhecimentos e capacitação.

A entrada é gratuita, com inscrições disponíveis no site //gingamoda.com.br.

Serão 40 expositores e pelo menos 18 estados compradores, nesta primeira edição, com perspectivas de geração de R$ 1,8 milhão em negócios durante os dois dias. A expectativa é atrair aproximadamente 2 mil participantes, entre profissionais do segmento, empreendedores/as, especialistas, estudantes, consumidores/as e demais interessados/as.

O evento é uma realização do Serviço Nacional da Indústria (SENAI), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do RN (SEBRAE/RN) e da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (SEDEC), com apoio da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), Associação de Moda do Rio Grande do Norte (AMO-RN), Associação Seridoense de Confecções (ASCONF), Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem em Geral do Rio Grande do Norte (SIFT), Sindicato das Indústrias de Vestuário do Rio Grande do Norte (SINDIVEST) e do Sindicato das Indústrias de Bonés e Chapéus do Estado do Rio Grande do Norte (SINDIBONÉS). Riachuelo, Instituto Riachuelo, Vicunha, Bonor e Grupo NS são patrocinadores.

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Categoria(s): Gerais
sábado - 25/07/2026 - 17:50h
Federação Brasil da Esperança

Convenção estadual oficializa chapa Cadu-Larissa ao Governo do RN

Fátima e Cadu convocaram militância à campanha (Foto: Assessoria)

Fátima e Cadu convocaram militância à campanha (Foto: Assessoria)

A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) realizou convenção estadual neste sábado (25), no Ginásio Professor Marcelo Carvalho, o “Ginásio do DED”, em Candelária, na Zona Sul de Natal. O evento oficializou o nome de Cadu Xavier (PT) para disputar o Governo do Estado do Rio Grande do Norte. Larissa Rosado (PSB) foi confirmada à vice-governadora.

Também foram apresentados os candidatos ao Senado – Samanda Alves (PT) e Rafael Motta (PDT), bem como nominatas à Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados.

Coube à governadora Fátima Bezerra (PT) apresentar os candidatos da federação e do seu partido, para um público numeroso de militantes e delegações dos partidos, inclusive de outros municípios, que compõem a aliança comandada pelo petismo.

“O que nos move é o compromisso com o povo desse estado. Nós temos aqui o Time de Lula, e eu tenho muito orgulho de andar com todos eles”, disse Cadu Xavier, que adotou o nome político de “Cadu de Lula”, para a campanha eleitoral.

Larissa Rosado, que é exaltada por ter conquistado quatro mandato como deputada estadual (2002, 2006, 2010 e assumiu em 2017 com renúncia do titular Álvaro Dias), falou da disposição para agregar ao projeto de fazer pela mais pelos potiguares.

“Nessa caminhada com Cadu, as pessoas me perguntam qual o meu papel. E eu digo que é ser parceira, nem atrás e nem na frente, mas é ao lado. Ao lado desse homem com um coração que pulsa e vibra pensando em trabalhar pelo bem do povo do RN. Agora é Cadu! Agora é o Time de Lula”, destacou Larissa Rosado.

Orgulho

A governadora Fátima Bezerra, maior liderança política do estado, falou do orgulho de reunir esse time para lutar pelo povo do Rio Grande do Norte.

“Cadu é o melhor, não só no quesito técnico, mas é o melhor na honestidade, no compromisso com a coisa pública, e é ele quem vai seguir com esse trabalho que estamos fazendo, mudando a história do Rio Grande do Norte”, falou Fátima Bezerra.
O evento marca a consolidação do “Time de Lula” no Rio Grande do Norte, reforçando a aliança entre o projeto nacional do presidente Lula, a gestão da governadora Fátima Bezerra e as novas candidaturas majoritárias do projeto liderado por Cadu de Lula, que busca o comando do Executivo Estadual.

Cadu Xavier e Larissa Rosado é a aposta do grupo da governadora Fátima Bezerra (Foto: Assessoria)

Cadu Xavier e Larissa Rosado é a aposta do grupo da governadora Fátima Bezerra (Foto: Assessoria)

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Categoria(s): Política
sábado - 25/07/2026 - 14:26h
Convenção com emoção

PDT resiste à pressão e aclama Rafael Motta ao Senado

Márcia, Samanda (enxugando lágrimas), Rafael e Jean-Paulo: "O time de Lula" (Foto: BCS)

Márcia, Samanda (enxugando lágrimas), Rafael e Jean-Paulo: “O time de Lula” (Foto: BCS)

Apesar de característica cartorial, a convenção do PDT potiguar produziu um turbilhão de emoções neste sábado (25) pela manhã, em Natal. Aconteceu no Instituto de Educação Superior Presidente Kennedy (IFESP).

Teve choro, não faltou discurso com recado, contou com participação de representante do PT e aclamou o ex-deputado federal Rafael Motta como segundo nome ao Senado, na aliança com a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdo B e PV). Também definiu nominata à Câmara dos Deputados.

A candidata ao Senado pelo PT, vereadora natalense e presidente do partido no estado, Samanda Alves, chegou ao Ifesp ao lado de Rafael Motta. Bem acolhida pela militância pedetista, chegou a chorar, mas precisou sair logo para estar na convenção do seu partido e da Federação Brasil da Esperança no Ginásio Professor Marcelo Carvalho, conhecido como Ginásio do DED. Não esperou pelos principais oradores do evento.

Ao lado do seu suplente, ex-senador Jean-Paul Prates, e da presidente estadual da legenda, ex-deputada estadual Márcia Maia, Rafael Motta deu o norte da campanha. Para ele, será de união. Atrás dos três, um banner informava: “O time de Lula está completo”, numa alusão ao presidente Lula da Silva (PT).

Luta por Rafael Motta

Márcia Maia, sempre muito moderada e serena, elevou o tom no discurso – mesmo sem subir a voz.  Falou para os que tentaram implodir a postulação de Rafael Motta, tendência petista comandada pela deputada federal Natália Bonavides (PT) e outros figurões da sigla, que até a última hora tentaram a substituição do pré-candidato pedetista como segundo nome ao Senado. E olhe que nem citou um detalhe pouco conhecido: a governadora Fátima Bezerra (PT) chegou a tentar demovê-lo da pré-candidatura ao Senado, para alojá-lo como vice de Cadu Xavier (PT). Motta e o partido resistiram.

Ontem, sexta-feira (24), a pressão continuou. O Diretório Estadual do PT por 27 votos a favor e 25 abstenções, resolução que aprovou Rafael Motta como segundo nome ao Senado. Ou seja, PT está rachado na preferência, com reflexos que devem chegar à campanha.

Jean-Paul e Márcia ouvem Rafael aponta o caminho, apesar das pressões Foto: BCS)

Jean-Paul e Márcia ouvem Rafael aponta o caminho, apesar das pressões (Foto: BCS)

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