A Polícia Federal está avançando nas investigações sobre o papel do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em um suposto esquema de tráfico de influência no governo federal que parece ter chegado à antessala da Presidência da República. As investigações mostram como eram íntimas as relações entre a amiga de Lulinha, Roberta Luchsinger, e o chefe de gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola.
Nas conversas fica claro que Marcola pediu e recebeu duas joias de Roberta que, segundo ele, seriam usadas como presentes no Dia das Mães de 2024.
De acordo com as mensagens, Marcola enviou pelo WhatsApp imagens das joias escolhidas e Roberta pagou a fatura de R$ 9,2 mil. Ao longo de 2024, os repasses da lobista ao então auxiliar de Lula teriam somado R$ 217 mil, entre transferências bancárias, pagamento de boletos e presentes. Quatro meses atrás, depois de a PF já ter apreendido o celular de Roberta, Marcola devolveu R$ 249 mil à lobista. (Globo)
A PF também descobriu que Lulinha recomendou a Roberta que emitisse uma nota fiscal para o empresário Cleber Ribas, dono da 3Structure IT, empresa que acumula R$ 85,7 milhões em contratos com o governo federal. A empresa de Ribas pagou ao menos R$ 150 mil à consultoria de Roberta.
A transferência foi realizada, oficialmente, por serviços de prospecção de clientes e oportunidades de negócios no setor de tecnologia. Ribas é investigado no mesmo inquérito que apura suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo Lulinha. (Metrópoles)
As mensagens obtidas pela Polícia Federal ainda mostram Lulinha e Roberta Luchsinger discutindo negócios e encontros com integrantes do governo federal. Em uma das conversas, Roberta afirma ao filho do presidente que o futuro dos dois era “a Suíça”. No diálogo, Lulinha também menciona reuniões com Marcola, então chefe de gabinete de Lula, e Swedenberger Barbosa, o Berger, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde.
Berger é investigado por sua relação com Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, que buscava viabilizar um contrato de fornecimento de cannabis medicinal ao SUS. (Poder360)
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