quarta-feira - 10/06/2026 - 04:14h
Tecnologia

Brasil pode ser decisivo para o futuro da Inteligência Artificial

Data center nos Estados Unidos (Foto Nathan Howard/Bloomberg)

Data center nos Estados Unidos (Foto Nathan Howard/Bloomberg)

The News para o BCS

Vai faltar energia para alimentar a inteligência artificial? Pelas estimativas, o consumo dos data centers deve mais que dobrar até 2030, alcançando cerca de 945 TWh por ano — mais do que o consumo total da Alemanha.

Enquanto a maioria dos países tem dificuldade para expandir sua capacidade energética, o Brasil tem grande disponibilidade de energia renovável e uma rede elétrica interligada, capaz de distribuir energia entre diferentes regiões.

Inclusive, em determinados períodos, isso vira um problema: a gente produz mais eletricidade do que o sistema consegue absorver. No último ano, as usinas tiveram que abrir mão de produzir 20% da energia que poderiam produzir.

Essa característica aumenta o apelo para investidores do setor. Prova disso é que o maior acordo da América Latina foi firmado aqui: um contrato de US$ 2 bilhões para o fornecimento de até 300 megawatts por 20 anos.

No entanto…

Para aproveitar esse momento, o país ainda precisa superar desafios de infraestrutura e questões regulatórias. No ano passado, o governo criou o REDATA, um regime especial de tributação voltado para o setor — suspendendo cobranças sobre GPUs, servidores e outros componentes para data centers que não sejam fabricados no Brasil.

Mas a medida perdeu a validade no início deste ano por não ter sido convertida em lei, reacendendo dúvidas para novos investimentos.

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terça-feira - 09/06/2026 - 23:52h

Pensando bem…

“O otimismo é o perfume da alma, só que às vezes a alma esquece de passar.”

Luis Fernando Verissimo

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terça-feira - 09/06/2026 - 22:22h
Mossoró

Secretária municipal de Saúde reage à campanha contra Hospital Municipal

A secretária municipal de Saúde de Mossoró, Morgana Dantas, reagiu aos ataques desencadeados pelo governo estadual e pré-campanha governista à sucessão estadual, contra o Hospital Municipal de Mossoró Francisca Conceição da Silva (HMFC). Em vídeo postado em suas redes sociais agora à noite, enfrentou a campanha de desinformação e má-fé contra esse equipamento de saúde.

Morgana desfiou números quanto ao atendimento no HMFC desde 16 de janeiro último, um dia após sua inauguração à noite do dia 15. Assinalou que o Centro Cirúrgico com suas três salas já realizou 647 pequenas cirurgias e quase 500 procedimentos gerais e ginecológicos até o momento. “Já são quase 9 mil atendimentos entre consultas, exames e cirurgias”, apontou.

Sem rodeios, respondeu sobretudo ao secretário de Estado da Saúde Pública do RN (SESAP/RN), Alexandre Motta, que espalhou vídeo descontruindo o hospital.

Nota do BCS – Se o interesse do governismo, seus candidatos majoritários e também da oposição bolsonarista é fechar o Hospital Municipal a qualquer custo, creio que melhor caminho é formalizar denúncia ao Ministério Público do RN (MPRN), Conselho Regional de Medicina (CREMERN) e à Comissão de Saúde da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RN).

Se existe convicção de que o hospital não é hospital, mas um núcleo de curanderismo, charlatanismo ou feitiçaria, usem a força legal.

Mas continuar essa patifaria politiqueira, que só prejudica à população mais carente, é enojante. Em mais de 41 anos de profissão, testemunhei poucos casos com esse requinte de maldade consciente contra os mais vulneráveis.

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terça-feira - 09/06/2026 - 08:52h
Pesquisa Agora RN/Exatus

Em Natal, Álvaro lidera com 38%, Allyson tem 28% e Cadu 16%

Ex-prefeito da capital tem alta rejeição, como Cadu; pré-candidato mossoroense é bem menor
Álvaro tem 38,51% de intenções de voto, mas 34,77% de rejeição; Allyson 28,45% e apenas 6,03%; Cadu soma 16,38%, mas rejeição chega a 28,74% (Fotos: José Aldenir)

Álvaro tem 38,51% de intenções de voto, mas 34,77% de rejeição; Allyson 28,45% e apenas 6,03% o rejeitam; Cadu soma 16,38%, mas rejeição chega a 28,74% (Fotos: José Aldenir)

Do Agora RN

A pesquisa Exatus de maio mostra um cenário diferente em Natal em relação ao quadro geral do Rio Grande do Norte. Na capital, o ex-prefeito Álvaro Dias (PL) aparece na liderança da disputa pelo Governo do Estado no cenário estimulado, com 38,51% das intenções de voto. O ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União Brasil), que lidera no resultado estadual, aparece em segundo lugar entre os eleitores natalenses, com 28,45%. O ex-secretário estadual da Fazenda Cadu Xavier (PT) registra 16,38%.

No recorte da capital, Robério Paulino (PSOL) aparece com 2,01%. O candidato Dário Barbosa (PSTU), citado no levantamento estadual, não pontuou em Natal. Outros 10,63% afirmaram não votar em nenhum dos nomes apresentados, enquanto 4,02% disseram não saber em quem votar.

O resultado em Natal contrasta com o desempenho estadual. No Rio Grande do Norte, Allyson lidera com 41,01%, seguido por Álvaro, com 22,75%, e Cadu, com 12,61%. Na capital, porém, Álvaro inverte a ordem da disputa e abre vantagem de 10,06 pontos percentuais sobre Allyson. Em relação a Cadu, a diferença do ex-prefeito de Natal é de 22,13 pontos.

Para o recorte específico de Natal, a margem de erro aproximada é de 5,25 pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando nível de confiança de 95%. Com esse parâmetro, Álvaro lidera numericamente na capital e aparece à frente de Allyson por diferença superior à margem individual calculada para o recorte.

45,40% dos eleitores não têm candidato 

A liderança de Álvaro em Natal também aparece na pesquisa espontânea, quando os entrevistados citam livremente o nome em quem pretendem votar, sem apresentação de lista. Nesse cenário, o ex-prefeito de Natal aparece com 22,99% das menções. Allyson registra 15,23%, enquanto Cadu soma 12,07%.

A diferença entre Álvaro e Allyson na espontânea é de 7,76 pontos percentuais. Em relação a Cadu, a vantagem de Álvaro é de 10,92 pontos. O dado mostra que o ex-prefeito de Natal não lidera apenas quando a lista de nomes é apresentada, mas também quando o eleitor responde livremente.

Apesar disso, o levantamento espontâneo mostra que o eleitorado natalense ainda tem alto grau de indefinição. Ao todo, 45,40% dos entrevistados em Natal não souberam responder em quem votariam para governador.

Outros 2,59% declararam voto em nenhum, branco ou nulo.

Também foram citados a governadora Fátima Bezerra (PT), com 1,44%, e o senador Rogério Marinho (PL), com 0,29%.

Álvaro tem rejeição muito alta

A pesquisa também mediu a rejeição dos pré-candidatos ao Governo entre os eleitores de Natal. Nesse recorte, Álvaro Dias aparece com o maior índice, com 34,77%, contra  38,51% de intenções de voto. É uma situação muito delicada. Cadu Xavier vem em seguida, com 28,74%. Allyson Bezerra registra 6,03%, o menor percentual de rejeição entre os três principais nomes da disputa na capital.

Também aparecem na rejeição em Natal Robério Paulino, com 5,75%, e Dário Barbosa, com 5,46%. Outros 4,02% afirmaram não rejeitar nenhum dos nomes apresentados, 2,87% disseram rejeitar todos, e 12,36% não souberam ou não responderam.

Os números mostram que Álvaro mantém em Natal seu principal ponto de força eleitoral, mas também enfrenta na capital seu maior índice de rejeição entre os nomes testados. O ex-prefeito lidera tanto na estimulada quanto na espontânea, mas é também o mais citado quando o eleitor é perguntado em quem não votaria de jeito nenhum.

Para Allyson, o recorte de Natal mostra desempenho abaixo do resultado estadual. Embora apareça em segundo lugar na capital, o ex-prefeito de Mossoró mantém rejeição baixa no município, com 6,03%, e aparece à frente de Cadu na estimulada e na espontânea. No conjunto do Estado, Allyson lidera a pesquisa e alcança percentual suficiente para vencer no primeiro turno quando considerados apenas os votos válidos.

Cadu, por sua vez, tem em Natal desempenho acima de sua média estadual. Na capital, o pré-candidato do PT registra 16,38%, contra 12,61% no total do Rio Grande do Norte. Na espontânea, aparece com 12,07%, também acima do resultado geral estadual, em que soma 7,46%. A rejeição, porém, chega a 28,74% entre os eleitores natalenses.

Dados da pesquisa

A pesquisa Exatus foi realizada entre os dias 26 e 29 de maio, com 1.500 eleitores em todas as regiões do Rio Grande do Norte. A margem de erro geral do levantamento é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Para o recorte da capital, a margem de erro aproximada é de 5,25 pontos percentuais. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número RN-01045/2026.

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terça-feira - 09/06/2026 - 08:14h
Malha Fiscal Digital

Receita notifica 394 empresas no RN por “divergências tributárias”

Problemas podem dificultar a emissão da Certidão Negativa de Débitos (Ilustração da Receita Federal)

Problemas podem dificultar a emissão da Certidão Negativa de Débitos (Ilustração da Receita Federal)

A Receita Federal está notificando empresas que apresentaram divergências entre os valores apurados, declarados e efetivamente recolhidos de Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Em todo o país, foram identificadas inconsistências que somam R$ 4,91 bilhões e resultaram na notificação de 29.061 pessoas jurídicas.

No Rio Grande do Norte, 394 empresas foram incluídas na ação fiscal.

A iniciativa utiliza informações obtidas por meio da Malha Fiscal Digital (MFD), ferramenta que cruza dados fiscais e contábeis para identificar inconsistências nas obrigações prestadas pelos contribuintes. Segundo a Receita Federal, as empresas notificadas registraram débitos de IRPJ e CSLL na Escrituração Contábil Fiscal (ECF), mas deixaram de declarar corretamente esses valores.

Em alguns casos, conforme explica o órgão, houve declaração parcial dos tributos; em outros, os valores foram apurados contabilmente, mas não chegaram a ser recolhidos.

As notificações estão sendo encaminhadas pelo e-CAC e por correspondência física, com prazo para autorregularização até 31 de julho. Após essa data, empresas que mantiverem pendências poderão ser autuadas e ficam sujeitas à cobrança dos tributos devidos, acrescidos de juros e multas.

“E além do impacto financeiro, os débitos podem dificultar a emissão da Certidão Negativa de Débitos, exigida em licitações, financiamentos e diversas operações empresariais”, alerta o sócio-diretor da Rui Cadete Consultores Associados, Gustavo Vieira.

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terça-feira - 09/06/2026 - 04:00h
Negócios

Varejo físico se vira para enfrentar concorrência no mundo virtual

Foco vai além das vendas (Imagem: Foam Zone/Reprodução)

Foco vai além das vendas (Imagem: Foam Zone/Reprodução)

The News para o BCS

Os imóveis comerciais estão deixando de ser apenas vitrines e compras. Para sobreviver ao e-commerce, o varejo físico global está se transformando em polos de entretenimento e experiências imersivas.

Tradicionalmente, a proporção de shoppings seguem o padrão 70% lojas e varejo tradicional e 30% praça de alimentação e lazer — e a métrica principal sempre foi faturamento de vendas diretas por m2.

Agora, ao que parece, a proporção está se invertendo e a métrica “tempo de permanência do cliente” tem ganhado mais relevância. Os shoppings estão deixando de ser centros de consumo para virarem destinos de lazer.

Espaços antes ocupados por grandes lojas de departamento agora dão lugar a arenas de e-sports, simuladores de golfe, parques temáticos e gastronomia gourmet. Em tempo de copa, até a pontos de trocas de figurinhas… risos.

Os fatores de atração:

Imersão: Consumidores — especialmente os mais jovens — buscam experiências coletivas que não podem ser replicadas em uma tela de celular.

Efeito Halo: O entretenimento atua como a nova “loja âncora”. O cliente vai pelo evento ou pelo lazer e, por consequência, acaba consumindo no varejo físico e nos restaurantes locais.

Resiliência imobiliária: Proprietários que adaptaram seus portfólios para o modelo híbrido (varejo + entretenimento) registram taxas de vacância significativamente menores e maior valorização dos ativos.

Boa parte do varejo de conveniência migrou para o digital. O papel do espaço físico parece, cada vez mais, ser gerar conexão emocional e entretenimento.

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  • Art&C - PMM - 09 a 30 de Junho de 2026 - Cidade Junina
segunda-feira - 08/06/2026 - 23:56h

Pensando bem…

A única vitória que perdura é a que se conquista sobre a própria ignorância.”

Jigoro Kano

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segunda-feira - 08/06/2026 - 21:44h
Estudo

Uern faz pesquisa sobre impactos socioeconômicos do Cidade Junina

Uern teve equipe atuando na coleta de dados no Pingo da Mei Dia (Foto: Divulgação)

Uern teve equipe atuando na coleta de dados no Pingo da Mei Dia (Foto: Divulgação)

Com o tradicional bloco junino “Pingo da Mei Dia”, teve início no sábado (06) a programação do Mossoró Cidade Junina (MCJ) 2026. Durante todo o mês de junho, a cidade recebe milhares de visitantes, aquecendo significativamente a economia do município e movimentando diversos setores do comércio e dos serviços.

Os efeitos desse aquecimento econômico são acompanhados de perto pelo Diagnóstico dos Impactos Socioeconômicos do Mossoró Cidade Junina, pesquisa realizada anualmente, desde 2017, pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

Coordenada pelo professor Leovigildo Cavalcanti e realizada em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Mossoró, a pesquisa faz um levantamento completo sobre o impacto financeiro do evento, a participação do público, o fluxo turístico e a geração de empregos durante o maior evento cultural do município.

Além de contribuir para compreender os reflexos econômicos e sociais do Mossoró Cidade Junina, o estudo também subsidia ações e planejamentos futuros, fortalecendo o papel da Uern enquanto instituição comprometida com a realidade local e com o desenvolvimento socioeconômico da região.

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  • Art&C - PMM - 09 a 30 de Junho de 2026 - Cidade Junina
segunda-feira - 08/06/2026 - 18:56h
Disputa no RN

Jornalistas e marqueteiros divergem sobre polarização política no RN

Alex Medeiros, Alexandre Macedo, Micarla de Sousa, Arturo Arruda e Osair Vasconcelos: política em dia (Foto: reprodução de vídeo pelo BCS)

Alex Medeiros, Alexandre Macedo, Micarla de Sousa, Arturo Arruda e Osair Vasconcelos: política em dia (Foto: reprodução de vídeo pelo BCS)

A sucessão estadual de 2026 no Rio Grande do Norte divide até os analistas políticos. Em debate na TV Ponta Negra no sábado (06), programa Jornal do Dia, especialistas apresentaram leituras distintas sobre o peso da polarização nacional, a força eleitoral de Allyson Bezerra (União Brasil), os desafios de Cadu Xavier (PT), o espaço de Álvaro Dias (PL) e o impacto do desgaste do governo Fátima Bezerra (PT) na disputa pelo Executivo estadual.

Participaram do programa os publicitários e marqueteiros Alexandre Macedo e Arturo Arruda, jornalistas Alex Medeiros e Osair Vasconcelos, tendo a jornalista Micarda de Sousa como âncora.

O principal ponto de divergência foi a influência da eleição presidencial no cenário potiguar. Para o jornalista Alex Medeiros, a disputa tende a ser nacionalizada, reproduzindo o confronto entre Lula e Bolsonaro. Na avaliação dele, isso favoreceria uma disputa de segundo turno entre Álvaro Dias, identificado com o bolsonarismo, e Cadu Xavier, apoiado pelo lulismo e governismo estadual.

Já o publicitário Arturo Arruda discordou da tese. Para ele, Allyson Bezerra não pode ser tratado como terceira via porque lidera as pesquisas, possui estrutura política robusta, amplo tempo de televisão, apoio de parlamentares e prefeitos e reúne condições concretas de chegar ao segundo turno.

“Allyson sim estará no segundo turno, não sei contra quem”, afirmou.

O estrategista Alexandre Macedo reconheceu que a polarização nacional pode influenciar a eleição, mas destacou uma dificuldade específica para o campo governista: a necessidade de Cadu Xavier defender um governo que enfrenta elevados índices de desaprovação.

Segundo ele, o secretário licenciado possui qualidades técnicas, mas está “umbilicalmente ligado” à gestão Fátima Bezerra.

O debate também avançou sobre o papel do marketing político, a força das redes sociais e a credibilidade das pesquisas eleitorais. Houve críticas à quantidade de levantamentos divulgados no Estado, com analistas apontando divergências entre resultados e questionando a transparência de algumas contratações.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 08/06/2026 - 16:10h
"Maré cheia"

Documentário revela estragos provocados pela engorda de Ponta Negra

Engorda virou um grande problema (Foto: reprodução)

Engorda é enfoque central da produção; obra causa desdobramentos devastadores (Foto: reprodução)

As transformações provocadas pela obra de engorda da Praia de Ponta Negra, em Natal (RN), são o foco do documentário “Maré Cheia: entre rendas, redes e resistência”, que estreia nesta quarta-feira (10), às 9h, no auditório da Biblioteca Central Zila Mamede, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

A iniciativa é do projeto de extensão “Esta cidade é minha: a comunicação como estratégia de visibilidade e fortalecimento na construção de territórios sustentáveis”, em parceria com o Ministério Público Federal (MPF) e outras organizações.

Anunciado na semana em que é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente, o documentário lança um olhar sobre os impactos sociais, ambientais e urbanos provocados pelas recentes intervenções na orla. O MPF contribuiu com a produção de imagens aéreas de drones.

A produção reúne também relatos de moradores da Vila de Ponta Negra, pesquisadores e representantes do poder público e órgãos de fiscalização, como o MPF. O documentário dá visibilidade às comunidades tradicionais do território e às mudanças que vêm alterando modos de vida historicamente ligados à praia, como a pesca artesanal e a renda de bilro.

Entre os entrevistados estão a rendeira da Vila de Ponta Negra e mestra do pastoril, Maria Helena, a pescadora artesanal Núbia Peixoto, o procurador da República Camões Boaventura e o geólogo Venerando Amaro.

Mais do que apresentar conclusões, o documentário propõe uma reflexão sobre cidade, território e meio ambiente a partir das experiências de quem vive diretamente as mudanças na principal praia urbana de Natal.

Projeto

O filme é produzido por Tatiana Castro, Sandra Mara, Yann Henrique, Beatrice Ramos, Rierson Marcos e Gabriel Dias, integrantes do projeto de extensão desenvolvido pela UFRN. A iniciativa busca fortalecer o diálogo entre universidade e sociedade por meio da comunicação pública e da valorização de territórios tradicionais.

Leia também: TCU encontra irregularidades na obra de engorda de Ponta Negra;

Leia também: Obra de R$ 100 milhões usa tubulações falsas e faz praia alagar;

Leia também: Quase 40% da engorda de Ponta Negra está perdida, diz estudo.

Obra milionária sofre questionamentos do MPF e do TCU (Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV/Arquivo)

Obra milionária sofre questionamentos do MPF e do TCU (Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV/Arquivo)

Após a exibição de estreia, haverá uma roda de conversa mediada com convidados, promovendo a troca de perspectivas entre participantes e público sobre os temas abordados no documentário.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
segunda-feira - 08/06/2026 - 15:30h
Missa e um ano

Para lembrar Maria de Lourdes Alves Dias de Souza

Convite Missa Reprodução)

Convite Missa (Reprodução)

A familia de Maria de Lourdes Alves Dias de Souza comunica a Missa de 1 ano, a ser celebrada às 17h00 horas do dia 11 de junho de 2026 (quinta-feira), na Igreja Bom Jesus das Dores (Ribeira).

Dona Maria de Lourdes (Diúda Alves) era mulher do deputado estadual José Dias e mãe do escritor e procurador da República Marcelo Alves.

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Categoria(s): Gerais
segunda-feira - 08/06/2026 - 14:00h
TCM

Programa “RN de Todos os Tempos” entrevista Gustavo Rosado

Stella apresenta programa e recebe Gustavo Rosado (Foto: Divulgação)

Stella apresenta programa e recebe Gustavo Rosado (Foto: Divulgação)

O programa “RN de Todos os Tempos (RNTT)” da TV Cabo Mossoró (TCM Telecom), Canal 10, destaca nesta segunda-feira (08) a história do empresário mossoroense Gustavo Rosado. A atração, apresentada por Stella Maris, poderá ser conferida a partir das 20h15, pelos Canais 10 e 14.1 e site www.tcmplay.tv.br.

Formado em Economia pela Universidade do Estado do RN (UERN), com atuação na área empresarial, Gustavo Rosado foi chefe de Gabinete e secretário de Cultura e Cidadania da Prefeitura de Mossoró, na gestão de sua irmã Fafá Rosado.

Além disso, ele também foi idealizador do Pingo da Mei Dia, considerado o maior bloco junino do Brasil.

O programa conta com produção da jornalista Daniele Silveira. Confira pelas multitelas da TCM.

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segunda-feira - 08/06/2026 - 09:50h
História

Associação Comercial e Industrial de Mossoró completa 107 anos

Banner de divulgação

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Fundada em plena efervescência do pós-Primeira Guerra Mundial, a Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM) completa, neste 8 de junho de 2026, exatamente 107 anos de existência. Mais de um século representando o comércio, a indústria e o empreendedorismo de Mossoró e de toda a região Oeste do Rio Grande do Norte. Uma história que começou com um punhado de comerciantes visionários e que, hoje, segue firme como um dos pilares do desenvolvimento econômico potiguar.

Seu idealizador e fundador foi o empresário e comerciante Delfino Freire da Silva (12/10/1861 – 29/08/1926), uma das figuras mais proeminentes do meio comercial mossoroense do início do século XX.

A entidade nasceu com a missão declarada de lutar pela construção da estrada de ferro em Mossoró e pela implantação de uma agência do Banco do Brasil na cidade — pautas que refletiam as necessidades mais prementes de uma cidade comercial em expansão, dependente de escoamento de produção e de crédito. De lá para cá, no mesmo endereço à Rua Santos Dumont, 228, Centro, a Acim inseriu-se em diversas lutas classistas e de interesse público.

Curiosidade histórica: A ACIM foi fundada apenas 7 anos após a criação da Federação das Associações Comerciais do Brasil (1912), demonstrando que o associativismo comercial local acompanhou de perto o movimento nacional desde seus primórdios.

O Blog Carlos Santos (Canal BCS) parabeniza a Acim, através dos seus atuais dirigentes – Michelson Frota (Presidente) e Nilson Brasil (vice), mas também assinala a importância de tantos outros que construíram sua história.

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segunda-feira - 08/06/2026 - 08:48h
Direito do trabalhador

FGTS pode ser movimentado para atender ao TEA ou doença grave

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

A Justiça Federal do Rio Grande do Norte (JFRN) reconheceu o direito do trabalhador de movimentar os valores depositados em contadas vinculadas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), quando filho ou dependente é acometido de Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou de enfermidade grave que exija tratamento contínuo, especializados e elevado custo. A decisão foi do juiz federal Janilson Bezerra de Siqueira, da 4ª Vara Federal.

Sua decisão advém de uma ação civil coletiva do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Rio Grande do Norte.

O magistrado citou na sua decisão a Lei n.º 8.036/90 estabelece que a conta vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser movimentada quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for acometido de neoplasia; quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for portador do vírus HIV; quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes estiver em estágio terminal, em razão de doença grave, nos termos do regulamento; quando o trabalhador com deficiência, por prescrição, necessite adquirir órtese ou prótese para promoção de acessibilidade e de inclusão social; quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for, nos termos do regulamento, pessoa com doença rara, consideradas doenças raras aquelas assim reconhecidas pelo Ministério da Saúde.

O juiz federal Janilson de Siqueira analisou ainda que o direito deve ficar restrito “às hipóteses em que haja comprovação, mediante documentação médica idônea, de que o trabalhador, filho ou dependente é portador de transtorno do espectro autista ou de enfermidade grave que demande tratamento contínuo, especializado e de elevado custo, a caracterizar excepcional vulnerabilidade social e econômica”.

Nesses caso, não poderá a Caixa Econômica negar o pedido.

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segunda-feira - 08/06/2026 - 06:24h
Distanciamento

Uma multidão em Natal não é de ninguém

Ilustração: Dreamstime

Ilustração: Dreamstime

Nas eleições municipais em Natal em 2024, em dois turnos, um quarto do eleitorado disse não a tudo e a todos. Ojeriza a candidatos e tendências de todos os matizes.

No primeiro turno, 145.176 (25,02%) eleitores não compareceram à votação.

No segundo turno, 150.064 (26,7%) também se abstiveram.

Numa análise apenas superficial, ainda, pode ser dito que há resistência forte dessa massa-gente a tudo que têm experimentado em Natal nos últimos anos.

Disseram não ao bolsonarismo, rechaçaram o PT, ignoraram o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB, hoje no União Brasil) e viraram as costas para o prefeito eleito Paulinho Freire (UB) e seu principal apoiador, o então prefeito Álvaro Dias (Republicanos, hoje no PL). Tudo em dois turnos que se interligaram em 2024.

Esses eleitores decidem uma eleição em Natal e podem ser determinante no RN, no pleito 2026.

“Natal não é de ninguém!” Segue atual essa frase que o então deputado federal Djalma Marinho – avô do senador Rogério Marinho (PL) – cunhou nos anos 60.

Entende?

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segunda-feira - 08/06/2026 - 03:42h
Disputa bilionária

TV’s abertas se unem contra CazéTV em Copa do Mundo

Delay nas transmissões (Imagem: Instagram/Reprodução)

Delay nas transmissões (Imagem: Instagram/Reprodução)

The News para o BCS

As duas maiores emissoras de TV aberta do país se juntaram em uma campanha para incentivar o público a instalar antenas digitais em casa durante a Copa do Mundo. O argumento principal é evitar o “delay” e não levar spoiler do vizinho na hora do gol.

Explicando: O delay é um atraso de sinal que varia conforme o meio de transmissão. Para se ter uma ideia da diferença, na TV aberta, o atraso é de 3-5 segundos em relação ao estádio. Já em um streaming padrão (como na CazéTV), esse atraso é de 15-25 segundos.
O atraso existe porque antes de chegar na tela, o sinal percorre um caminho. Primeiro, a câmera captura o lance, os dados viajam pela internet, são processados e só então chegam aos usuários.

Sabendo da campanha das TVs, o streamer Casimiro Miguel alfinetou a campanha ao vivo. O influenciador disse: “Não comprou sua antena? Sintoniza na CazéTV! Tem gente que vai comprar antena e não vai achar o jogo, hein?”

A briga esconde uma diferença no número de jogos. Isso porque na TV aberta, a Globo vai transmitir 55 jogos e o SBT apenas 32. Já a CazéTV é a única que vai transmitir todos os 104 jogos da Copa de graça.

Para entender a dimensão que o canal do yotuber já alcançou, a CazéTV e o YouTube conseguiram cerca de R$ 2 bilhões em patrocínio para o torneio — a mesma quantidade que a Globo arrecadou para o mesmo período.

Apesar disso, 38% dos brasileiros pretendem assistir à Copa do Mundo pela Globo. A CazéTV aparece com 10%, em empate técnico com o SBT, que registrou 9%.

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Categoria(s): Comunicação / Esporte
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domingo - 07/06/2026 - 23:54h

Pensando bem…

“Nada é mais exaustivo do que a eterna pendência de uma tarefa incompleta.”

William James

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domingo - 07/06/2026 - 21:20h
BR-304

Pré-candidato a deputado federal sofre acidente de carro

Veículo ficou bastante avariado; Juninho e demais ocupantes do veículo tiveram apenas escoriações (Fotomontagem do BCS)

Veículo ficou bastante avariado; Juninho e demais ocupantes do veículo tiveram apenas escoriações (Fotomontagem do BCS)

O ex-prefeito de Caraúbas e empresário Juninho Saia Rodada (PL) esteve envolvido em acidente de trânsito à noite desse sábado (06), na BR-304, proximidades do acesso à cidade de Paraú. Seu carro, uma Hilux, bateu noutro veículo, um Fiat Strada. Ele emitiu nota esclarecendo o caso. Veja abaixo:

Nota

Amigos e amigas,

Durante o deslocamento de Mossoró para a cidade de Lagoa Salgada, onde cumpriria agenda previamente programada, envolvi-me em um acidente automobilístico nas proximidades de Assú, juntamente com um assessor e o motorista.

Todos passam bem. Sofremos apenas ferimentos leves e fomos atendidos no serviço de Pronto Atendimento da cidade de Assú, sendo liberados em seguida. O acidente resultou apenas em danos materiais ao veículo.

Agradeço, de coração, todas as mensagens, ligações, orações e demonstrações de carinho recebidas, bem como à equipe da UPA de Assú que nos atendeu atenciosamente.

Seguimos bem, em segurança e com gratidão a Deus por esse livramento.

Nota do BCS – O pré-candidato não informou nada sobre os ocupantes do outro veículo. Mas, é noticiado em Assú, que não houve registro de nenhum ferido com gravidade.

Há poucos dias, outro pré-candidato sofreu acidente na BR-405, proximidades da comunidade do Jucuri, em Mossoró. Foi o deputado estadual Neilton Diógenes (PP). Também ocorreram apenas danos materiais. Veja AQUI.

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Categoria(s): Gerais / Política
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domingo - 07/06/2026 - 13:50h
Valorização

“Pingo da Mei Dia só tem aqui”, define Bell Marques

Em entrevista à TV Tropical nesse sábado (06), em que mais uma vez se apresentou com sua banda no “Pingo da Mei Dia”, o cantor-compositor e músico baiano Bell Marques se declarou.

Disse que se sentia “orgulhoso” de fazer parte do evento.

Entrevistado pelo apresentador de TV, Cyro Robson, Bell Marques definiu:

– “O Pingo da Mei Dia é uma festa muito original; só tem aqui.”

O Pingo faz parte da programação do Mossoró Cidade Junina (MCJ).

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Categoria(s): Gerais
domingo - 07/06/2026 - 11:52h

Do Oriente

Por Marcelo Alves

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

George Steiner, em “Lições dos mestres” (Record, 2005), anota que: “O fascínio pela ‘luz que vem do Oriente’, a esperança de conhecer revelações vindas da Ásia, técnicas de purificação e de meditação que permitam acesso ao transcendental são uma constante na cultura ocidental. Sabemos do encanto que coisas arcanas do Egito e da Pérsia exerciam sobre as escolas de Pitágoras e de Platão. O ‘guru’ chega até nós através dos hindus e dos sikhs. De maneiras distintas os europeus e os anglo-americanos têm expressado suas próprias ‘passagens para a Índia’ (comparem-se as conotações dessa expressão em Walt Whitman e em E. M. Forster), bem como suas imagens de taoísmo, budismo e do zen.

O atual fascínio remonta ao ‘parlamento das religiões’ que se reuniu em Chicago em 1893. Por meio de acólitos como Hermann Hesse e Aldous Huxley, esses construtos inspiraram a literatura, as artes, a música e a psicoterapia. (…)”.

Steiner escreveu isso já faz mais de 20 anos. De lá para cá, no Ocidente, para muitíssimas pessoas, esse tipo de sentimento, outrora de encantamento, perdeu o seu charme. E o pior: deu lugar a uma cornucópia de preconceitos culturais, religiosos, raciais, sociais e por aí vai.

É uma pena. O Oriente, seja o próximo (dito também médio) ou o extremo, tem muitos encantamentos e, sobretudo, para nós ocidentais, muitos mistérios. Certamente bem mais até do que “ousa imaginar a nossa vã filosofia”.

Tenho, nos últimos anos, tentado conhecer paragens mais distantes. Se um dia, como orgulhoso fã de “Jornada nas estrelas” (“Star Trek”), sonhei viajar pelo “Espaço, a fronteira final”, na nave estelar Enterprise, “para explorar novos mundos, pesquisar novas vidas e novas civilizações, audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve”, hoje me dou por muitíssimo satisfeito em pôr minhas botas, quando guerra não há, no próximo ou no extremo Oriente. Emirados Árabes, Catar, Turquia, Índia, Japão, já estive por lá, turista/explorador curioso.

De toda sorte, não me julgo em condições de falar sobre suas distantes filosofias ou religiões, sobre essa “luz que vem do Oriente”. Talvez dê acolá um pitaco de direito comparado, conte alguma aventura/desorientação num dos descomunais mercados locais ou reclame/elogie a comida e a bebida que fiz questão de experimentar. Mas não passaria disso, trivialidades que apreendi de ciência própria ou por ouvir dizer.

Sobre a “luz que vem do Oriente”, seus hinduísmos, budismos, jainismos, taoísmos, confucionismos, islamismos e por aí vai, “qualquer compreensão confiável dessas fontes”, como diz George Steiner,  “teria como pré-requisitos o conhecimento de uma dúzia de línguas e alfabetos, estudos extremamente árduos, o conhecimento de milênios de história religiosa, filosófica e social, alguma submissão pessoal a códigos de sentimentos e de disciplina física alheios ao modo de ser ocidental”.

Mesmo os grandes orientalistas, respeitados etnólogos e estudiosos de religião comparada, como ocidentais, só conseguem vislumbrar uma fração de todo esse conhecimento mais que milenar. E apenas um número ínfimo de homens e mulheres ocidentais puderam verdadeiramente experimentar algo, e ainda assim específico, da vida espiritual oriental.

O restante da turma, mesmo que se arrotem espiritualizados, não passam de mochileiros, com suas vivências superficiais, apenas aceitos pela cultura local com aquele interessado e interesseiro desdém. Se pobres mortais, somos – e acho que sempre seremos – estrangeiros por lá.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e membro da Academia Norte-riograndense de Letras – ANRL

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Categoria(s): Crônica
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 07/06/2026 - 09:52h

Depois do medo, vem o mundo

Por Odemirton Filho

Arte ilustrativa (Arquivo)

Arte ilustrativa (Arquivo)

A frase acima, dizem, foi escrita pela poetisa Clarice Lispector. Não sei. Na verdade, para mim pouco importa a autoria. O importante é a reflexão que dela podemos extrair. Ademais, a leitura dominical deve ter leveza, para suavizar o coração. Mas quais são os nossos medos?

Com certeza, muitos enfrentam cotidianamente os seus medos. Temos incertezas que estremecem a alma e nos fazem vacilar na caminhada. Aqui e ali, tropeçamos. Ficamos na dúvida se as veredas que desbravamos estão corretas ou, talvez, pegamos o bonde errado.

Nesta vida desembestada, neste mundo das redes sociais onde quase tudo parece perfeito, ficamos a matutar se realmente estamos a fazer o certo. Ser CLT ou um empreendedor? Estudar e/ou trabalhar? Ou, quem sabe, tentar ser um influenciador de sucesso para ganhar muito dinheiro.

Nesse turbilhão no qual vivemos, com mentiras a mancheias, muitas vezes ficamos angustiados, pois a cobrança diária para sermos o melhor naquilo que nos propormos a fazer tornou-se abusiva. Em alguns casos, metas precisam ser cumpridas, sob pena de demissão, diminuição salarial ou empecilho para ascender na carreira profissional.

Quando lecionava, inúmeros alunos e alunas me confidenciavam que estavam com ansiedade, quiçá depressivos, com medo de não conseguirem ser aprovados na OAB e não lograr êxito na profissão. Eram pessoas jovens, tristes, sem o viço e a alegria da juventude.

É claro que é preciso se esforçar para alcançar objetivos, todavia, em tudo deve haver limites, sobretudo em respeito à saúde e ao bem-estar.

Decerto, cada um de nós sabe quais são os seus medos. Há os que temem não constituir uma família ou findar os dias sem alguém ao seu lado; no entanto, há quem prefira viver sozinho em seu mundo.

Enfim, depois de vencer o medo, vem o mundo, e, como já disse Nelson Mandela, “bravo não é quem não sente medo, é quem o vence”.

Odemirton Filho é oficial de justiça

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Categoria(s): Crônica
domingo - 07/06/2026 - 08:14h

Antes que eles cresçam

Por Affonso Romano de Sant’Anna

Arte ilustrativa (Arquivo)

Arte ilustrativa (Arquivo)

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos. É que as crianças  crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença.

Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.

Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente. Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?

Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas.

Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração. Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto.

Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros.

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos. Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções.

Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram  para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta   dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela.

Deveríamos ter ido mais  vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir  sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, posteres e agendas coloridas de pilô. Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e Cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.

Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto. No princípio  subiam a serra ou iam à casa de  praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis.

Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo  com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio  dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos.

Agora é hora de os pais na montanha  terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes. O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco.

Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto. Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.

Affonso Romano de Sant’Anna (1937-2025) foi escritor, professor e cronista brasileiro

*Texto originalmente publicado dia 9 de outubro de 2011 nesta página.

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Categoria(s): Crônica / Grandes Autores e Pensadores
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