domingo - 01/03/2026 - 09:40h

Carne e osso

Por Bruno Ernesto

Teatro Municipal Casa da Ópera, Ouro Preto/MG Foto de Bruno Ernesto/ Dez de 2025)

Teatro Municipal Casa da Ópera, Ouro Preto/MG Foto de Bruno Ernesto/ Dez de 2025)

Desde setembro de 2023, quando passei a contribuir com o Blog Carlos Santos, procuro desconectar os textos de minha atividade profissional como advogado militante, e convirjo para o conteúdo cultural, sem pretensão de inculcar ideias, dogmas, correntes filosóficas, convencer alguém ou pregar o escárnio. Este, se necessário, talvez.

Proponho apenas contribuir com o domingo dos leitores com que se dispõem a lê-los, pois acredito que após uma semana intensa, esticada e estresso-irritante, ninguém queira ler conteúdo técnico ou enfadonho num espaço dominical.

Não por onde, embora exclua o viés técnico, não esqueça que entre a cadeira do escritório e as salas dos fóruns, há o cotidiano.

Embora há mais de vinte anos o processo judicial virtual seja uma realidade, a pandemia do Covid-19 acelerou o fim da papelada e sedimentou a virtualização do Judiciário.

Até mesmo o que mais resistia a ser implementado, que eram as audiências virtuais para todas as esferas foi, enfim, sedimentado, de modo que hoje, quando apenas imprescindível, as audiências são realizadas presencialmente.

Consequência disso, foi o esvaziamento dos corredores dos fóruns.

Esse esvaziamento também interrompeu uma cadeia intrincada de atividades e serviços correlacionados ao fluxo de pessoas, especialmente a socialização.

Aquele simples ato de chegar ao fórum e se deparar com vários amigos, colegas e conhecidos, por si só, muitas vezes já representava um ponto de ruptura da tensão do dia.

Uma breve, porém descontraída e cordial conserva entre advogados, servidores, magistrados, promotores, e todas as pessoas que frequentam, azeitam essa complexa engrenagem social – lembre-se, o Judiciário serve de controle social –, pois todos ainda são de carne e osso.

A presença, de alma e corpo é tão importante nesse ambiente, que essa semana, ao me dirigir para uma diligência presencial no Fórum de Mossoró, o vigilante que sempre nos recepciona com muita gentileza e cordialidade, disse que estava contente em ver o grande movimento do dia, pois ver os corredores vazios é uma tristeza só:

– Ninguém quer vir mais ao Fórum.

– Ninguém encontra mais nenhum conhecido.

– Não se tem notícia das pessoas, da vida. Nada.

Embora estivesse apressado, aquele breve momento me fez desacelerar e parei para conversar com ele. Claro, tive que concordar com ele.

Muitas vezes sequer olhamos para as pessoas, pois o nosso hiperfoco é o tempo. Sempre, e a todo tempo, o tempo.

Após uma breve conversa, entre risos e nostalgia, disse a ele que o que mais sentimos saudade da vida nos corredores dos fóruns – além dessas excelentes conversas – são as confusões. Nada como uma confusão, um arranca-rabo presencial!

Ele deu uma gaitada tão generosa, que ganhei o dia.

No fundo – não sei – tenha plantado uma semente desnecessária, pois, pensando melhor, de agora em diante, talvez ele até torça para que um arranca-rabo se suceda, sem maiores consequências, decerto. Ainda somos de carne e osso.

Lembre-se, caro leitor: todo mundo pode proporcionar uma grande alegria no dia alguém. Uns com a sua chegada, outros com a sua saída.

Bruno Ernesto é advogado, professor, escritor e presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mossoró – IHGM

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Categoria(s): Crônica
domingo - 01/03/2026 - 08:44h

Medidas de conforto na fisioterapia para enfrentar o câncer

Por Cinthia Moreno

Cuidados especiais é forma de promover bem-estar em momento difícil (Foto ilustrativa)

Cuidados especiais é forma de promover bem-estar em momento difícil (Foto ilustrativa)

O câncer avançado, que não responde ao tratamento curativo, pode gerar muitos sintomas e sofrimento, nos aspectos físico, emocional, social e espiritual, o que compromete a qualidade de vida do paciente e, também, de seus familiares, principalmente, de seu cuidador principal.

A dor e a fadiga são os sintomas mais comuns, mas outros sintomas físicos, como limitação da mobilidade e incapacidade de gerar força muscular, de forma adequada, comprometem a capacidade funcional e a execução de atividades, como tomar banho, se trocar e se alimentar, de forma independente.

Com a mobilidade geral reduzida, ocorrem outras alterações como a constipação. Há uma relação muito estreita entre a influência dos fatores físicos nos fatores emocionais e vice-versa.  Tudo isso, gera comprometimento no paciente e pode ser motivo de internações mais frequentes.

A fisioterapia, através de exercícios, técnicas específicas e medidas de conforto, pode beneficiar o paciente nessa fase da doença, para que tenha qualidade de vida e sensação de bem-estar. Orientar e demonstrar um posicionamento adequado, quando estiver deitado ou sentado, já faz diferença na respiração e na prevenção de lesões por pressão. Se o paciente já tiver alguma lesão, as mudanças de posição vão favorecer o processo de cicatrização.

As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), associadas ou não à fisioterapia, também, contribuem para melhora na qualidade de vida. A terapia manual, com massagens e uso de óleos essenciais (aromaterapia), promove bem-estar, melhora no humor e ajudam a aliviar dor e outros sintomas, como constipação. Acupuntura e auriculoterapia, também, mostram bons resultados.

Diante de um paciente com doença avançada, o fisioterapeuta deve ter sua atuação baseada em evidências, buscando estratégias e técnicas, que, comprovadamente, beneficiar o paciente, mas, para além disso, deve atuar de forma compassiva.

Cinthia Moreno é fisioterapeuta Casa Durval Paiva

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domingo - 01/03/2026 - 08:04h

A ilegalidade por trás da caneta que prejudica a Polícia Civil do RN

Por Cesar Amorim

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

No complexo universo do Direito Administrativo, a linha que separa a legítima reorganização da máquina pública de uma manobra para suprimir direitos é, por vezes, tênue. No entanto, a análise do Decreto nº 31.169/21, editado pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte, revela um caso em que essa linha foi inequivocamente cruzada, em prejuízo direto dos policiais civis que se encontram na linha de frente da segurança pública.

Sob o pretexto de “otimizar os serviços de polícia judiciária”, o referido decreto promoveu uma ampla fusão de delegacias no interior do estado. Unidades policiais de cidades menores foram formalmente extintas, e suas áreas de circunscrição, absorvidas por delegacias de municípios vizinhos. À primeira vista, um ato de gestão. Na realidade, um artifício jurídico para um fim específico: cessar o pagamento da gratificação por acumulação de trabalho, um direito garantido em lei.

A questão é simples: policiais que antes eram responsáveis pela sua delegacia e, ao mesmo tempo, respondiam por outra unidade vaga, recebiam uma gratificação por essa sobrecarga, conforme previsto no art. 97 da Lei Complementar nº 270/2004 (a Lei Orgânica da Polícia Civil). Com a “canetada” do decreto, o Estado passou a argumentar que, se a outra delegacia “não existe mais” no papel, o acúmulo também deixa de existir. Um argumento que não sobrevive a uma análise jurídica séria.

O Direito não se compraz com ficções. O Princípio da Primazia da Realidade nos ensina que a verdade dos fatos deve prevalecer sobre arranjos meramente formais. A pergunta que se impõe é: o trabalho desapareceu? A população daquela cidade deixou de precisar dos serviços de polícia judiciária? As ocorrências e investigações cessaram? A resposta é um sonoro não.

O que o decreto fez foi extinguir um nome no organograma, mas a carga de trabalho, a responsabilidade territorial e a demanda social foram integralmente transferidas para o policial da delegacia vizinha. O acúmulo, fato gerador da gratificação, não só persiste como se torna ainda mais pesado, agora sem a devida contraprestação.

Aqui reside a flagrante ilegalidade. Um decreto, ato normativo do Poder Executivo, não possui força para revogar ou limitar um direito estabelecido por uma Lei Complementar, norma hierarquicamente superior emanada do Poder Legislativo. Ao criar um cenário que impede a aplicação do art. 97, o decreto exorbita seu poder regulamentar e invade a competência do legislador.

Mais grave ainda, a manobra configura um claro enriquecimento ilícito do Estado. A Administração Pública continua a se beneficiar do trabalho acumulado do servidor, mas se recusa a pagar por ele. Exige-se o bônus do serviço prestado em dobro, mas nega-se o ônus da remuneração correspondente. Tal prática é vedada pelo nosso ordenamento jurídico e viola a boa-fé que deve reger as relações entre o Estado e seus servidores.

A situação se agrava ao considerarmos que o Poder Judiciário potiguar já havia consolidado o entendimento sobre o tema através da Súmula nº 56/2022, da Turma de Uniformização dos Juizados Especiais, que garante o direito à gratificação em casos de acúmulo por vacância. A estratégia do Governo, portanto, não apenas lesa os policiais, mas também contorna uma posição já pacificada pela Justiça.

Em conclusão, o Decreto nº 31.169/21, embora revestido de uma aparente legalidade administrativa, é, em sua essência, um ato que promove a precarização do trabalho policial e a redução indireta de vencimentos. Não se trata de eficiência, mas de uma economia que penaliza quem já se sacrifica em um cenário de notório déficit de efetivo.

Cabe agora, aos servidores lesados, buscar a tutela do Poder Judiciário para restaurar a legalidade, fazendo valer a máxima de que, no Estado de Direito, a realidade do trabalho se sobrepõe à ficção dos papéis, e todo labor, especialmente aquele que excede o ordinário, deve ser justamente remunerado.

Mas a questão transcende a mera ilegalidade. É aqui que cabe à imprensa livre, aos especialistas em segurança pública, aos sindicatos e à sociedade civil organizada cumprirem seu papel fiscalizador e declararem, em alto e bom som, a imoralidade desta prática. Não se trata apenas de uma rubrica no contracheque; trata-se do respeito ao trabalho, da valorização de quem arrisca a vida pela população e da recusa em aceitar que a “eficiência” administrativa seja um pretexto para a injustiça.

Leia também“Eficiência” com corte de gratificação prejudica policiais civis do RN

Uma polícia desvalorizada é o primeiro passo para uma segurança pública enfraquecida. E essa é uma conta que, no final, toda a sociedade paga.

César Amorim é advogado especialista em Direito dos Servidores Públicos

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domingo - 01/03/2026 - 06:48h

Lições de vida

Por Marcos Ferreira

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Acredito que se passaram três semanas, senão um mês ou mais, que uma passarinha colorida começou a construir um ninho com pequenos ramos de mato seco no recanto de duas linhas de madeira apoiadas sobre uma coluna de minha área de serviço. Achei que fosse desistir da empreitada, o mato estava caindo com frequência. Mas, graças aos recursos da natureza, ela superou as dificuldades e o ninho ficou pronto. Ali depositou três ovinhos.

Desde então, toda vez que olho para o local, lá está a pequena ave fiel ao seu propósito de chocar os ovos. Não sei como faz para adquirir meios para manter a si própria, como adquirir comida e água. Porque sempre a vejo acomodada em seu ninho, empenhada em sua obstinação materna.

Daí para cá tenho evitado movimentos bruscos no terraço, a fim de não assustar a avezinha e fazer com que ela saia momentaneamente do local. Porque isso já aconteceu algumas vezes, na fase de construção da estrutura. À noite, quando necessário, acendo a luz da área de serviço durante o menor tempo possível, isso para que a claridade não incomode esta que em breve terá filhotes.

Admito que me preocupo com a chegada dos rebentos que estão (quem sabe) prestes a quebrar a casquinha dos ovos. Temo que algum desabe enquanto a mãe estiver fora, em busca de alimento para si e as suas crias. Receio ainda que, no caso de algum cair, Juju abocanhe o recém-nascido, mesmo que não tenha a intenção de comer o passarinho implume. Juju ainda é uma cadelinha muito nova, cheia de infantilidade e desastrada. Receio que machuque ou mate a ave. Seria uma fatalidade ante a qual me vejo impotente, sem meios de evitar a queda e os dentinhos de Juju. Torço para que nenhum dos seres alados despenque de sua morada provisória.

Considero admirável demais a tenacidade e zelo com que a passarinha se mantém ali cuidando da minúscula e precária habitação por ela construída de forma intuitiva, instintiva. Deduzo que seja esta a primeira vez que se empenhou nesse desafio, possivelmente se alimentando mal e também passando sede. É muita pureza de instinto, amor desmedido dessa mãe à espera de seus filhos.

Isso tudo me recorda uma história por demais triste e dramática que ouvi narrada por uma de minhas vizinhas na calçada onde nos reunimos com cadeiras para falar um pouco da vida alheia do final da tarde até certo horário da noite. Sim, tratamos um pouco sobre a vida de terceiros, que ninguém é de ferro. Não recordo a fonte de onde a senhora Cilene Freitas (eis o nome da vizinha) obteve esta informação: uma jovem mãe, com aproximadamente catorze ou quinze anos, vendeu o filho com apenas três meses de idade em uma boca de fumo. Corajosa, a avó interveio, enfrentou os marginais e recuperou o neto. Maldito vício (precisamente o crack) que faz com que uma dependente química troque sua criancinha por esse tipo de droga.

Enquanto isso, com amor, pertinácia, e sem dependência em nenhuma espécie de substância, a ave que se aninhou no meu terraço aguarda pacientemente a chegada dos seus nascituros. É admirável o quanto esses seres ditos irracionais nos dão certas lições de vida. Fico aqui esperando os filhotes. De alguma maneira me sinto responsável pela segurança e o bem-estar dessas criaturinhas.

Marcos Ferreira é escritor

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Categoria(s): Crônica
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domingo - 01/03/2026 - 02:14h
Exercício

Não fomos feitos para corridas de grandes exigências físicas

Do Catraca Livre

Lieberman mostra processo de evolução do homem desde as cavernas (Foto: The New York Times)

Lieberman mostra processo de evolução do homem desde as cavernas (Foto: The New York Times)

Você provavelmente já ouviu que ficar sentado o dia todo faz mal, que o sedentarismo é um dos maiores vilões da saúde moderna e que correr é a solução para quase tudo.

Mas e se a ciência dissesse que essa narrativa está, pelo menos em parte, errada?

É exatamente isso que o professor de Biologia Evolutiva da Universidade de Harvard, Daniel E. Lieberman, defende no livro Exercício, uma obra que virou o senso comum de cabeça para baixo ao argumentar que os seres humanos não foram biologicamente projetados para correr, e que sentar, ao contrário do que se prega por aí, é uma atividade completamente natural para a nossa espécie.

O que diz o livro

Lieberman argumenta que, ao longo da história evolutiva humana, nossos antepassados viviam em ambientes onde não havia nenhuma necessidade de ficar em pé por longos períodos ou praticar atividades físicas intensas por prazer. O que os movia era a necessidade de sobreviver, coletar alimentos e caçar.

No restante do tempo, sentar em círculo ao redor de uma fogueira, descansar e conversar era o comportamento padrão da espécie. Ou seja, o repouso não era preguiça, era estratégia de sobrevivência.

O autor vai além ao afirmar que o ser humano desenvolveu, ao longo de milênios, um instinto inato de economizar energia.

Isso explica, segundo ele, por que tanta gente tem dificuldade em manter uma rotina de exercícios: não é falta de disciplina, é biologia. Em uma entrevista ao jornal espanhol La Vanguardia, Lieberman foi direto ao dizer que nunca evoluímos para fazer exercícios e que essa resistência ao esforço físico desnecessário faz parte da nossa programação natural enquanto espécie.

Em resumo, para Daniel Lieberman, somos evolutivamente capazes de correr maratonas (e muito mais), mas a nossa biologia prioriza a eficiência energética e o movimento moderado em vez do exercício intenso de alto impacto. 

Sentar faz tão mal quanto dizem?

Uma das ideias mais provocadoras do livro é justamente a defesa do ato de sentar.

Durante anos, comparações populares colocaram o sedentarismo no mesmo nível de hábitos altamente prejudiciais à saúde, criando um alarmismo que, segundo Lieberman, confunde mais do que ajuda.

Para ele, demonizar uma atividade tão natural para o corpo humano não tem base científica sólida e acaba desacreditando mensagens de saúde que realmente importam.

O que o professor defende não é que se passe o dia inteiro na mesma posição sem se mover, mas sim que o problema não está em sentar, e sim em sentar de forma contínua e prolongada sem nenhuma interrupção. A diferença é importante e muda completamente a forma de encarar a questão.

As recomendações dele apontam para um comportamento mais equilibrado, como levantar com frequência ao longo do dia, em vez de transformar o simples ato de sentar em um inimigo a ser eliminado.

Dados que surpreendem

O livro reúne uma série de dados que surpreendem até quem já tem alguma familiaridade com o tema. Alguns dos pontos mais curiosos que Lieberman levanta ao longo das páginas de Exercício são:

Nossos ancestrais caminhavam mais de 12 quilômetros por dia, não para se exercitar, mas para conseguir alimento por meio da caça e da coleta. Esse tipo de esforço tinha uma finalidade prática e era seguido de longos períodos de repouso, o que é muito diferente da ideia moderna de exercício como atividade de lazer ou estética.

O metabolismo basal consome entre 60% e 75% de toda a energia gasta diariamente, mesmo sem nenhuma atividade física. Isso significa que uma pessoa de 82 quilos pode gastar cerca de 1.700 calorias por dia simplesmente existindo, respirando e mantendo o coração funcionando, sem sair do lugar.

Corpo é adaptado para caminhar

Lieberman destaca que o corpo humano está muito mais adaptado para caminhar do que para correr.

A corrida, especialmente em volumes altos e com frequência elevada, representa uma sobrecarga que o organismo não está naturalmente preparado para absorver sem consequências.

Isso não significa que correr seja proibido ou prejudicial em si, mas que existe uma diferença enorme entre o esforço moderado que nossos corpos toleram bem e o excesso que as redes sociais frequentemente glorificam como ideal de saúde.

O professor aponta que o problema contemporâneo não é o exercício em si, mas a forma como ele é apresentado culturalmente, como se mais fosse sempre melhor e como se qualquer pausa fosse um fracasso.

O livro defende o exercício moderado, com destaque para caminhadas regulares, e até menciona a recomendação de 10.000 passos por dia como uma referência acessível e compatível com a biologia humana, sem transformar o movimento em uma obsessão ou em uma competição contra os próprios limites do corpo.

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sábado - 28/02/2026 - 23:54h

Pensando bem…

“Se você quer uma mudança permanente, pare de focar no tamanho de seus problemas e comece a focar no seu tamanho!”

T. Harv Eker

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sábado - 28/02/2026 - 23:24h
Economia

Censo Imobiliário mostra números muitos favoráveis

Apresentação mostrou dados do último trimestre de 2025 (Foto: Sinduscon/RN)

Apresentação mostrou dados do último trimestre de 2025 (Foto: Sinduscon/RN)

O setor imobiliário de Natal e região metropolitana registrou crescimento no último trimestre de 2025, conforme revela o Censo Imobiliário, elaborado pela Brain Inteligência Estratégica, e encomendado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do RN (SINDUSCON/RN) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do RN (SEBRAE/RN).

Os dados mostraram avanço significativo no volume de unidades verticais lançadas no período. A variação entre o quarto trimestre de 2024 e o mesmo período de 2025 foi positiva, com aumento expressivo tanto em Natal quanto na região metropolitana. Essa e outras informações foram apresentadas nessa quinta-feira (26), na Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN).

Entre os bairros com maior concentração de lançamentos no quarto trimestre, destacam-se Capim Macio, Tirol e áreas de expansão em Parnamirim, com predominância de unidades de 2 e 3 dormitórios e produtos de médio padrão e luxo.

O levantamento indicou ainda forte crescimento nas vendas de unidades verticais no comparativo anual. A variação entre o quarto trimestre de 2024 e 2025 superou a marca de 100% em Natal, enquanto a região metropolitana registrou avanço ainda mais expressivo. No acumulado de 12 meses, as vendas mantiveram desempenho positivo de 41%, reforçando o aquecimento da demanda.

O estudo apontou que empreendimentos específicos contribuíram para picos de comercialização ao longo do período, demonstrando o impacto de projetos de grande porte no desempenho geral do mercado.

A oferta final de unidades verticais apresentou crescimento moderado no comparativo anual em Natal, indicando equilíbrio entre lançamentos e absorção do estoque. Já na região metropolitana, a tendência foi de redução da oferta, refletindo a velocidade das vendas e menor volume de novos produtos disponíveis.

Preço médio

O preço médio do metro quadrado vertical em Natal (R$ R$ 9.449/m²) continuou em trajetória de alta e encerrou o quarto trimestre de 2025 com valorização acumulada relevante. Desde 2022, o indicador registra crescimento consistente, tendo 17% de crescimento, apenas nos últimos 12 meses, o que reflete fatores como aumento de custos, qualificação dos empreendimentos e demanda aquecida.

Entre os bairros com maior valor por metro quadrado estão Petrópolis, Tirol e Areia Preta, enquanto regiões como Pajuçara e Cidade da Esperança aparecem entre os menores valores, evidenciando a diversidade de perfis e oportunidades no mercado local.

Segundo Lucas Finoti, consultor da Brain, 2025 foi um ano bastante positivo para o mercado imobiliário da capital e da região metropolitana. “Tivemos crescimento tanto nos lançamentos quanto nas vendas, alcançando recordes no período pós-pandemia. Um dos principais fatores que explicam esse desempenho é a estabilidade no nível de emprego no Brasil, com taxas de desemprego historicamente baixas. Esse cenário aumenta a confiança do comprador e impulsiona a decisão de aquisição do imóvel”, avaliou.

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sábado - 28/02/2026 - 22:38h
Mossoró

Adutora beneficia mais de 3 mil pessoas em comunidades rurais

Sistema alcança a comunidade do Carmo (Foto: Wilson Moreno)

Sistema alcança a comunidade do Carmo (Foto: Wilson Moreno)

A Prefeitura de Mossoró, através da Secretaria Municipal de Infraestrutura (SEINFRA) e Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Rural (SEADRU), entrega neste domingo (1º) a rede de abastecimento de água das comunidades de Melancias, Passagem de Pedra, Carmo, Sussuarana e Piquiri. A solenidade está marcada para as 13h, em Passagem de Pedra. O sistema adutor beneficiará mais de 700 famílias destas comunidades, o que representa mais de 3 mil pessoas.

O Município investiu mais de R$ 6 milhões na construção do sistema adutor, que faz parte do programa “Mossoró Realiza”, e também com recursos da Petrobrás. A implantação da adutora tem como objetivo garantir o fornecimento de água potável de forma contínua, segura e eficiente, promovendo melhorias significativas na saúde pública, qualidade de vida e desenvolvimento social das comunidades atendidas.

A obra beneficiará 770 famílias (residências), por meio da implantação de aproximadamente 70 quilômetros de rede de distribuição, sendo 31 km de adutora (rede principal), 39 km de rede auxiliar (rede de distribuição), além da instalação de sistema de bombeamento e reservatórios em pontos estratégicos, assegurando maior confiabilidade operacional e regularidade no abastecimento.

“Serão mais de 3 mil pessoas beneficiadas nestas comunidades rurais com esta adutora recebendo água diretamente em suas casas sem necessitar de carro pipa e qualquer outra fonte de água a não ser desta adutora. São 70 quilômetros de adutora que vão garantir qualidade de vida e dignidade para as comunidades rurais contempladas”, destacou Faviano Moreira, titular da Secretaria de Agricultura de Mossoró.

A comunidade de Piquiri tem o maior número de famílias beneficiadas, chegando a 242 no total. Na sequência vem Passagem de Pedras (232 famílias), Sussuarana (212 famílias), Melancias (45 famílias) e Carmo (39 famílias).

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sábado - 28/02/2026 - 22:12h
Oliver

Restaurante muda para endereço novo e próprio em março

Oliver ocupará endereço novo e próprio (Foto ilustrativa/Rede Social)

Oliver ocupará endereço  (Foto ilustrativa/Rede Social)

Sob a batuta dos sócios Ewerton Machado e Adolpho Medeiros, o Oliver Restaurante deve inaugurar até o finzinho de março seu endereço próprio.

Há anos tem funcionado no International Drive, à Rua Amaro Duarte, 270, bairro Nova Betânia em Mossoró.

Agora, o imóvel onde se instalará fica no Abolição II, proximidades do condomínio Varandas do Nascente.

Um salto necessário à sua crescente demanda.

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Categoria(s): Gerais
sábado - 28/02/2026 - 10:38h
Gratidão

Mobilização social ajuda a salvar vida de policial civil baleado

Banner de postagem da Polícia Civil do RN (Reprodução do BCS)

Banner de postagem da Polícia Civil do RN (Reprodução do BCS no Instagram)

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte expressa sua mais profunda gratidão a todos os policiais civis, familiares, amigos, profissionais da segurança pública e membros da sociedade em geral que participaram da doação de sangue realizada nesta sexta-feira (27), no Hemonorte, em favor do policial civil Thiago de Medeiros Celestino.

A mobilização foi marcada por uma corrente de solidariedade e empatia, resultando em mais de 150 doações de sangue. O gesto coletivo demonstra a união e o compromisso com a vida, valores que norteiam não apenas a atuação policial, mas também o espírito de humanidade que nos conecta como sociedade.

Informamos que o policial civil passou por procedimento cirúrgico e segue estável, sob cuidados médicos, com acompanhamento contínuo das equipes de saúde.

Além de contribuir diretamente para o tratamento do policial civil, as doações realizadas irão reforçar os estoques do hemocentro e beneficiarão inúmeras outras pessoas que necessitam de transfusões, ampliando o alcance desse ato de amor ao próximo.

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte agradece, de forma sincera, a cada pessoa que se dispôs a ajudar, seja por meio da doação, do apoio, das mensagens de incentivo ou das orações. Seguimos confiantes na recuperação do nosso colega e certos de que a solidariedade demonstrada hoje permanecerá como exemplo de união e valorização da vida.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil/RN – SECOMS

Nota do BCS – Você vai ficar bem e plenamente recuperado, cara. Amém!

P. S – Ele foi ferido à bala em São João do Sabugi durante o cumprimento de mandados judiciais contra faccionados, ontem (veja AQUI).

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sexta-feira - 27/02/2026 - 23:48h

Pensando bem…

“Nunca responda quando estiver com raiva, nunca prometa quando estiver feliz, nunca decida quando estiver triste.”

Bruce Lee

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sexta-feira - 27/02/2026 - 20:30h
Lajes-RN

Chuvas fortes chegam a 140 milímetros

Choveu 140 milímetros em Lajes-RN, até o final da tarde desta sexta-feira (27).

Ruas, praças e avenidas alagadas, e uma ponte que divide os bairros Alto da Beleza e Alvorada, sob ameaça de desabamento. Eis o quadro hoje nesta cidade do Sertão Central.

A Defesa Civil interditou esse trecho, e vai aguardar as águas baixarem para averiguar melhor a situação.

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sexta-feira - 27/02/2026 - 18:22h
Socorro

Policial baleado em confronto no Seridó chega a Natal

O helicóptero Potiguar 02 fez o transporte ao Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, do policial civil Thiago de Medeiros Celestino – ferido à bala, no rosto, em confronto nesta sexta-feira (27), na região do Seridó.

A ação ocorreu entre os municípios de Caicó e São João do Sabugi durante o cumprimento de mandados judiciais.

Houve resistência de bandidos no Sítio Bom Jesus. Um suspeito morreu no local e um policial civil foi ferido durante a ocorrência.

O agente foi socorrido inicialmente para o hospital do Seridó e, em seguida, transferido em UTI aérea pelo helicóptero Potiguar 02 até o Hospital Walfredo Gurgel.

Nota do BCS – Estamos na torcida e na fé para que esse agente possa se recuperar plenamente. Que assim seja.

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sexta-feira - 27/02/2026 - 12:24h
Efeito cicatrizante

Mossoroense conclui doutorado com estudo de planta de área salineira

Kelly Kercy Nogueira da Silva foca em planta do ecossistema da região (Foto: divulgação)

Kelly Kercy Nogueira da Silva foca em planta do ecossistema da região (Foto: divulgação)

A produção científica do Rio Grande do Norte ganha destaque com a conclusão do doutorado da mossoroense Kelly Kercy Nogueira da Silva, que desenvolveu uma pesquisa inovadora voltada para a análise do efeito cicatrizante induzido pela espécie Sesuvium portulacastrum em feridas.

O estudo foi realizado no Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia (PPGB), no Curso de Doutorado Profissional em Biotecnologia da Saúde da Universidade Potiguar (UnP), sob orientação do Dr. Fausto Pierdoná Guzen, pesquisador com atuação consolidada na área da saúde e da biotecnologia.

Biodiversidade nordestina como fonte de inovação

A pesquisa parte de um olhar atento para a biodiversidade brasileira, especialmente para espécies adaptadas às condições adversas do Nordeste. A Sesuvium portulacastrum é uma planta halófita, capaz de sobreviver em ambientes salinos, frequentemente encontrados em regiões litorâneas e áreas com solos impactados pela salinidade presente em diversos territórios nordestinos.

Segundo Kelly, a motivação para o estudo surgiu da busca por alternativas terapêuticas sustentáveis, acessíveis e baseadas em recursos naturais nacionais.

“A literatura científica já apontava propriedades antioxidantes e antifúngicas da espécie. A partir disso, decidimos investigar seu potencial cicatrizante, considerando também o baixo custo e o impacto ambiental reduzido”, explica a pesquisadora.

Potencial ampliado

Além das propriedades terapêuticas, a planta também apresenta capacidade de fitorremediação no processo de recuperação de solos contaminados, o que amplia ainda mais seu potencial ecológico e biotecnológico.

Na região da Costa Branca potiguar, que abrange municípios como Mossoró, Areia Branca, Grossos e Macau, a produção de sal é uma das principais atividades econômicas. Por ser rica em salinas, a região apresenta grande incidência dessa espécie vegetal em seu entorno.

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sexta-feira - 27/02/2026 - 10:28h
Governo do RN

Governador-tampão passa por Ezequiel; sem ele, nada feito

No dia 19 de outubro, final do segundo turno, Ezequiel garantiu apoio seu e do seu grupo à Fátima (Foto: divulgação)

No dia 19 de outubro de 2018, final do segundo turno, Ezequiel garantiu apoio seu e do seu grupo à Fátima (Foto: arquivo)

Fique certo: a escolha indireta do próximo governador do RN, que permita a renúncia ‘tranquila’ da governadora Fátima Bezerra (PT), passa pelo atual presidente da Assembleia Legislativa do RN (ALRN), deputado Ezequiel Ferreira (PSDB).

Sem ele, nada feito.

O nome?

Alguém da confiança da governadora, com trânsito livre entre grupos que formam a Casa, manufaturado e avalizado pelo próprio Ferreira, que é aliado importante de Fátima Bezerra desde o fim da campanha do segundo turno das eleições de 2018 (veja AQUI).

Sozinha e com os meios que dispõe, sendo governo, Fátima não junta votos suficientes na Assembleia Legislativa para fazer seu sucessor. O governador-tampão será ungido porque o vice Walter Alves (MDB) não quer assumir; mesma decisão de Ezequiel Ferreira, pré-candidato à reeleição à ALRN.

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sexta-feira - 27/02/2026 - 09:40h
Assembleia Legislativa

Cristiane Dantas defende centro de referência para doenças raras

Cristiane: "Estamos aqui cobrando, mais uma vez, ações mais concretas" (Foto: João Gilberto)

Cristiane: “Estamos aqui cobrando, mais uma vez, ações mais concretas” (Foto: João Gilberto)

A deputada Cristiane Dantas (SDD) utilizou a sessão plenária desta quinta-feira (26) para reforçar o apelo por maior atenção e políticas públicas efetivas para as pessoas com doenças raras no Rio Grande do Norte. Em seu pronunciamento, a parlamenta enfatizou os desafios enfrentados por esses pacientes e suas famílias, especialmente na capital potiguar.

A legisladora iniciou sua fala questionando os presentes sobre a esclerodermia, uma das inúmeras condições raras existentes. Ela explicou que se trata de uma doença autoimune e crônica, caracterizada pela inflamação e endurecimento da pele, podendo afetar órgãos internos devido à produção excessiva de colágeno. Cristiane ressaltou que, no Brasil, cerca de 13 milhões de pessoas vivem com alguma enfermidade de baixa prevalência, muitas delas enfrentando dores constantes e um cenário de incerteza.

Sensibilizada com a causa e a necessidade de visibilidade, Cristiane Dantas lembrou que foi a propositora da Lei Estadual nº 11.477/2023, que institui o último dia de fevereiro como o Dia Estadual das Doenças Raras, data que será celebrada neste próximo sábado, dia 28. Acompanhando o discurso da parlamentar na galeria, estavam representantes da Associação de Doenças Raras do Rio Grande do Norte e de outras entidades de pacientes, a quem a deputada se dirigiu: “Vejam ali na galeria, não são só números, são pessoas, são mães, pais, são crianças, são pacientes que enfrentam dor, incerteza, e muitas vezes a invisibilidade do poder público”, afirmou.

Sem cura

A deputada destacou que a maioria dessas enfermidades é permanente, progressiva e sem cura, exigindo acompanhamento contínuo, equipe multiprofissional e acesso regular a medicamentos. No entanto, o cenário atual no estado apresenta “diagnósticos que demoram anos, falta de geneticista na rede pública estadual, déficit de reumatologistas, ausência de concurso e carência de medicamentos essenciais, levando famílias à judicialização pela UNICAT para garantir o que já deveria ser direito”. Ela classificou a situação como “inadmissível”.

Embora tenha reconhecido a importância da inauguração do primeiro serviço especializado em doenças raras em Mossoró, a representante pontuou que “não é suficiente”, especialmente porque a capital, Natal, concentra grande parte da demanda e ainda carece de um centro de referência estruturado para atendimento integral e contínuo. “Já realizei audiência pública nesta Casa para discutir essa pauta. E estamos aqui cobrando, mais uma vez, ações mais concretas”, declarou.

Entre as reivindicações apresentadas pela deputada Cristiane Dantas, constam a implantação de um centro de referência em doenças raras e crônicas em Natal, articulado à unidade de Mossoró; a contratação imediata de médicos geneticistas (atualmente há apenas um no estado); a realização de concurso público para reumatologistas; a garantia de fornecimento regular de medicamentos; a criação de linhas estaduais de cuidado; a transparência e respeito às prioridades legais; e o atendimento multiprofissional estruturado.

“Não estamos pedindo privilégios. Estamos falando de direito à saúde, previsto na Constituição. O Rio Grande do Norte precisa avançar, e precisa avançar agora”, concluiu a legisladora, enfatizando que “a luta das pessoas com doenças raras é uma luta por dignidade, e a Casa Legislativa não pode se omitir”.

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sexta-feira - 27/02/2026 - 09:22h
Escândalo do INSS

Supremo e CPI do INSS quebram sigilos de Lulinha

Lulinha seria sócio oculto do "Careca do INSS" (Foto: Reprodução)

Lulinha seria sócio oculto do “Careca do INSS” (Foto: Reprodução/Arquivo Poder 360)

Do Canal Meio para o BCS

O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luiz, conhecido pelo apelido de Lulinha, voltou à berlinda. Acusado por diversas vezes de usar o nome do pai em operações pouco ortodoxas, Lulinha teve seu sigilo bancário e fiscal quebrado pela CPI do INSS. A sessão que aprovou a quebra dos sigilos de outras 86 pessoas, incluindo a de um ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, foi tumultuada.

Após o requerimento ser aprovado, parlamentares trocaram socos e ao menos dois deles, Rogério Correia (PT-MG) e Luiz Lima (Novo-RJ), foram retirados da sessão pela Polícia Parlamentar. Lulinha já havia tido seus sigilos quebrados pelo ministro do STF André Mendonça em janeiro, bem antes do pedido da CPI. O pedido foi feito ao Supremo pela Polícia Federal, que suspeita do envolvimento de Lulinha no esquema de desvio dos benefícios pagos a aposentados. (Globo)

A briga entre parlamentares governistas e da oposição foi registrada em vídeo. Veja aqui. (UOL)

A Polícia Federal havia pedido a quebra do sigilo de Lulinha ao STF por conta das referências ao filho do presidente Lula em mensagens de WhatsApp, passagens aéreas e no depoimento de uma testemunha. A suspeita é que Lulinha teria atuado como “sócio oculto” do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. A defesa de Lulinha negou qualquer vínculo com o instituto e classificou as citações como “ilações”. (Estadão)

E o governo reagiu. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, classificou como “golpe” a quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha na CPI do INSS. Segundo Gleisi, a deliberação foi conduzida de forma irregular pelo presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG). “Foi uma votação simbólica, sem contagem individual de votos. Consideramos que é nula”, afirmou.

Governistas articulam junto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a tentativa de anular o ato. Aliados do Planalto alegam que detinham maioria entre os titulares presentes, mas não puderam solicitar nova verificação nominal porque o instrumento já havia sido usado anteriormente pela oposição na mesma sessão. (Folha)

Irmãos de Toffoli

Em meio à confusão no Congresso, o ministro André Mendonça autorizou que José Eugênio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli não compareçam à CPI do Crime Organizado no Senado. Os dois são irmãos do ministro Dias Toffoli. A decisão atende a pedido da defesa, que argumentou que ambos foram convocados na condição de investigados e, portanto, não são obrigados a prestar depoimento.

Mendonça aceitou o pedido afirmando que, como são investigados, os irmãos de Toffoli têm assegurado o direito constitucional de não produzir prova contra si mesmos. (g1)

Vinícius Torres Freire: “O acordão para ‘abafar o caso’ está com desarranjo. Balançam os acertos tácitos ou explícitos de proteger amigos e comparsas nos casos do Master, da roubança do INSS e até dos esquecidos fundos secretos da Reag”. (Folha)

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sexta-feira - 27/02/2026 - 08:24h
Uma desistência, uma insistência

Cedo lançados, nomes ao governo vivem situações desconfortáveis

Rogério com "teto" baixo passou bastão para Álvaro; "Cadu de Lula", com Fátima, precisa de pista limpa (Fotomontagem do BCS)

Rogério com “teto” baixo passou bastão para Álvaro; “Cadu de Lula”, com Fátima, precisa de pista limpa (Fotomontagem do BCS)

A política é uma atividade muito complexa, mas quase sempre não segue a “lógica” da vontade travestida de opinião, que a militância repete sem raciocinar. Apenas repete, porque raciocinar dá muito trabalho.

No RN, por exemplo, dois nomes antagônicos que cedo foram lançados à sucessão estadual vivem situações distintas e desconfortáveis, mas que em essência se parecem.

O senador Rogério Marinho (PL) foi o primeiro a se apresentar como pré-candidato ou “candidato natural” do bolsonarismo.

Por rejeição intransponível e falta de intenções de voto suficientes, desistiu com o álibi de que foi convocado à equipe de trabalho à postulação presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ah, tá! Muita gente faz-de-conta que acreditou. Outros bobamente são condicionados à crença.

Pesquisas qualitativas o fizeram descobrir o que eu e boa parte do RN já sabíamos: é inviável à disputa ao governo. Só isso e nada mais. Demérito algum. Só fato.

O secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), outro cedo lançado, justamente no fim do mês de fevereiro do ano passado, há um ano, até hoje não decolou. Na boca da sua rede de apoios na mídia, e, de partidários, é vendida versão inversa: está disparado. Ô!

Ele e o governo sabem que não.

Faz-se um esforço desmedido para inflá-lo. Há meses que seu marketing  gera pré-campanha o vendendo como “Cadu de Lula (PT)”, porque não é seguro apresentá-lo como de Fátima Bezerra (PT), governadora apoiadora com alta reprovação administrativa.

Noutra frente, há empenho até do Palácio do Planalto para tirar a todo custo o prefeito mossoroense Allyson Bezerra (UB) da competição. Com ele atravancando o caminho, não se materializa a polarização dos sonhos com um candidato bolsonarista em solo potiguar.

Tem tempo, tem tempo. Principalmente para tentar impedir que Bezerra seja candidato e a pista ficar limpa para Cadu de Lula encarar o ex-prefeito natalense Álvaro Dias (Republicanos), a quem Rogério Marinho repassou o sonho que não conseguiu realizar.

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sexta-feira - 27/02/2026 - 07:06h
Mossoró

Prédio da Rádio Rural será o Centro Administrativo da Catedral

Imagem mostra como ficará a fachada do prédio, com contornos arquitetônicos preservados (Reprodução do BCS)

Imagem mostra como ficará a fachada do prédio, com contornos arquitetônicos preservados (Reprodução do BCS)

O antigo prédio da Rádio Rural de Mossoró está passando por um amplo processo de revitalização para se tornar o novo Centro Administrativo da Catedral de Santa Luzia.

O espaço foi planejado com o objetivo de centralizar e modernizar os serviços administrativos, oferecendo mais estrutura, organização e acolhimento à comunidade.

O novo centro contará com: Lojinha permanente de Santa Luzia, Secretaria Paroquial, Salas de reuniões e atendimento, Sala de imprensa e tesouraria.

A iniciativa busca não apenas aprimorar a gestão e o atendimento pastoral, mas também preservar a essência histórica do prédio.

Elementos originais, como a fachada e os tradicionais ladrilhos, estão sendo mantidos, garantindo que a memória da Rádio Rural permaneça viva.

“A transformação do espaço representa um investimento no futuro, sem abrir mão do respeito à história e à identidade que marcaram gerações em Mossoró”, destacou o pároco da Catedral e vigário geral da Diocese, padre Antoniel Alves da Silva.

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sexta-feira - 27/02/2026 - 06:44h
Governo do RN

“Eficiência” com corte de gratificação prejudica policiais civis do RN

PCRN começou ação logo cedo nesta quarta-feira (Foto: PCRN/Divulgação)

Policiais civis seguem com mesmas obrigações e perderam direitos remuneratórios (Foto: PCRN/Arquivo)

Uma suposta reorganização administrativa na Polícia Civil do Rio Grande do Norte, implementada pelo Decreto nº 31.169/21, está no centro de um grande debate. Policiais civis e especialistas em direito acusam o Governo do Estado de usar a medida como uma “manobra” para cortar uma gratificação essencial, paga a servidores que acumulam o trabalho de mais de uma delegacia, mesmo que a sobrecarga de serviço continue a mesma.

O decreto, que tinha como objetivo declarado “otimizar os serviços de polícia judiciária”, promoveu a fusão de diversas unidades policiais no interior do estado, situação que na prática, extinguiu no papel delegacias de cidades menores.

É aí que reside o cerne do problema. Policiais que antes recebiam uma gratificação por acumulação de delegacias prevista na Lei Orgânica da Polícia Civil tiveram o benefício cortado sob a justificativa de que a “outra delegacia” deixou de existir formalmente.

Em termos concretos, o Estado acaba por se beneficiar do labor extraordinário do policial, promovendo economia de recursos à custa do esforço de quem atua na linha de frente da segurança pública, valendo-se, ainda, de um arranjo meramente formal para conferir aparência de legitimidade ao que, em essência, revela-se injustificável.

Enquanto o Governo alega que a medida visa a eficiência, os policiais na ponta da linha pagam o preço da suposta competência dos inquilinos do poder. Tudo significa mais trabalho e menos direitos. O faz-de-conta legal conflita com a realidade.

Sem diálogo, medida outra não há que não seja discutir a questão na via judicial, pois trabalho acumulado deve ser trabalho remunerado. E assim caminham os prejudicados. Vão recorrer à Justiça.

O entendimento da categoria, é que parece clara a má-fé administrativa.

Judiciário já se pronunciou

O que torna a situação ainda mais grave é que no passado o Estado também não pagava pelo serviço extra, mesmo havendo previsão legal, tendo passado a pagar após o ano de 2018, por força de decisão judicial.

Contudo, a partir do decreto, deixou remunerar diversos policiais, sob pretexto da extinção das delegacias.

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Categoria(s): Administração Pública / Segurança Pública/Polícia
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quinta-feira - 26/02/2026 - 23:54h

Pensando bem…

“Todo o homem que alcança sucesso torna-se objeto de inveja e suspeita.”

Mark Twain

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quinta-feira - 26/02/2026 - 12:28h
Agricultura familiar

Isolda Dantas destaca Mecaniza RN e entrega de equipamentos

"O campo não é atraso, é produção, é dignidade e é cidadania”, disse Isolda (Foto: João Gilberto)

“O campo não é atraso, é produção, é dignidade e é cidadania”, disse Isolda (Foto: João Gilberto)

A entrega de equipamentos dentro do programa Mecaniza RN foi tema do pronunciamento da deputada Isolda Dantas (PT), na sessão plenária desta quinta-feira (26), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. A parlamentar destacou que a governadora Fátima Bezerra e o secretário estadual de Agricultura Familiar, Alexandre Lima, realizaram a entrega de mais de 40 equipamentos voltados à mecanização da agricultura familiar. Segundo ela, o programa já soma mais de R$ 4,5 milhões em investimentos e prevê a distribuição de mais de 400 máquinas para todas as regiões do estado.

Entre os equipamentos entregues estão tratores adequados à realidade do pequeno produtor, plantadeiras e pulverizadores adaptados. Isolda ressaltou ainda parcerias com a Ufersa, a Uern e uma universidade da China, além de emenda parlamentar superior a R$ 300 mil destinada ao programa.

“Estamos dando um passo importante para aposentar a enxada e melhorar a vida de quem produz o alimento que chega à nossa mesa. O campo não é atraso, é produção, é dignidade e é cidadania”, afirmou.

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