domingo - 02/08/2026 - 10:52h

Reminiscências que me remetem ao Hotel Caraúbas

Por Assis Nascimento

Hotel Caraúbas, anos 60, Acervo de Maria Lucineide, printada do Facebook

Hotel Caraúbas, anos 60, Acervo de Maria Lucineide, printada do Facebook

Foi no ano de 1968, o meu primeiro pernoite na cidade de Mossoró, e o local a nossa disposição foi o Hotel Caraúbas, que na época era administrado por Salvador Marinho e o Antônio Caraúbas.

Pois bem, naquela época eu e meu irmão Chagas estudávamos internos no Colégio Marista de Aracati-CE, e a viagem de Porto do Mangue a Mossoró era feita em Jeep, na companhia de meu pai e do motorista Sebastião Peres do Amaral, que ele dizia dizia ter nome de deputado e que o chamávamos carinhosamente de “Bastinho.”

Nessa época, a Rodoviária em Mossoró ainda estava sendo construída, e o ônibus da Expresso Rápido Mossoró, que fazia linha para Fortaleza-CE, saía exatamente do Hotel Caraúbas. Lá tinha uma bilheteria onde comprávamos a passagem. Na frente do hotel, rua Dionísio Filgueira, havia um espaço reservado para o ônibus estacionar.

Lembro-me ainda, que na época, lateral do hotel, na rua Meira e Sá, ficava um pequeno comércio de carne de sol, queijos e outros produtos oriundos do sertão, tocado por Pedro Salvador, irmão de Salvador Marinho.

Guardo com carinho, esses momentos vividos no local e das pessoas que nos acolheram, entre os anos de 1968 e 1970, antes da nossa vinda em definitivo para a Terra de Santa Luzia em 1971.

Deixo aqui o registro, do que vivi ao longo desses anos, para que não caia no esquecimento, pois a idade avança a passos largos, e com ela a minha memória.

Assim penso, por isso escrevo o que me vêm à cabeça.

Assis Nascimento é bancário aposentado

Compartilhe:
Categoria(s): Crônica
domingo - 02/08/2026 - 10:12h
Conversando com... Jorge Luis Borges

“Sou um anarquista conservador”

Estudante de apenas 15 anos pediu uma entrevista com o escritor e ele aceitou, à sua surpresa

Por Claudio Pérez Míguez

Claudio Pérez Míguez, aos 15 anos, entrevistando Jorge Luis Borges em 1982 (Foto: Reprodução)

Claudio Pérez Míguez, aos 15 anos, entrevistando Jorge Luis Borges em 1982 (Foto: Reprodução)

Quando eu cursava o terceiro ano do ensino secundário, em Don Bosco, distrito de Quilmes, na província de Buenos Aires, com quinze anos de idade, a professora de literatura, uma espanhola radicada desde pequena na Argentina e grande admiradora da obra de García Lorca, Josefa Iglesias de Fanelli, deu como trabalho prático que escolhêssemos alguém para entrevistar.

A literatura e a figura de Borges, tão polêmica naqueles anos, já tinham chamado a minha atenção, por isso tive a ideia de fazer a reportagem com ele. Nem eu nem as pessoas com quem eu convivia tínhamos contatos no meio literário, daí a ideia de ver se encontrava o número dele na lista telefônica. Procurando por Borges, vi que o telefone ainda estava em nome da mãe dele, Leonor Acevedo de Borges, que já era falecida. Lembro-me do número até hoje: 42-2801. Liguei imediatamente e fui atendido por Fanny Úbeda, a mulher que cuidava da casa, que me disse que Borges estava em viagem.

Como havia um prazo para entregar o trabalho, tentamos outras pessoas para cumprir a tarefa, mas, quando faltavam dois dias, ocorreu-me a ideia de tentar novamente. Fui de novo atendido pela senhora Fanny, e quando já esperava falar com alguma outra pessoa para explicar minha ideia para que esta então a transmitisse para Borges, ela passou o aparelho diretamente para ele, que, depois de ouvir a minha solicitação, disse:

– “Venha amanhã ou depois de amanhã, entre 10 e 10 e meia”. Naquela mesma noite, preparei as perguntas. Mostrei-as ao meu pai, para que me desse a sua opinião sobre o questionário, e ele me sugeriu que eu, em vez de tentar fazer uma entrevista imitando as que eram feitas pelos jornalistas em busca de uma declaração bombástica para dar um bom título, tentasse encará-la do meu ponto de vista, focando naquilo que poderia ser do meu interesse, com a idade que eu tinha. Pareceu-me um bom conselho, e procurei mudar as perguntas nesse sentido.

Como se tratava de um trabalho em grupo, convidei meus colegas e vários deles me acompanhavam quando cheguei à casa de Borges, é claro, às 10 horas da manhã do dia seguinte.

Esse encontro possibilitou que eu passasse a visita-lo com frequência na sua casa, levando-o a falar com os alunos na minha escola, a visita a minha casa, em um grande número de encontros que certamente moldaram o meu gosto pelos livros e pelo universo da literatura. Mas isso já outra história. Voltando ao que nos diz respeito: a entrevista foi feita no apartamento de Borges, na rua Maipú, 994, em Buenos Aires, no dia 29 de julho de 1982, mais de um ano antes da volta da democracia à Argentina. O resultado é este que transcrevemos a seguir e que permanecia inédito até agora. “Para mim, nem parece” que já se passaram mais de três décadas desde a sua morte. “O tempo que os mármores desgasta” muda muitas coisas, outras não. Suas palavras continuam a iluminar o meu caminho.

Poderia nos contar como era formada a sua família?

Sim. Minha mãe era descendente de europeus, católica, mas católica da maneira argentina, ou seja, mais por uma questão social do que teológica. Minha avó inglesa era de tradição protestante, de pastores metodistas. Sabia a Bíblia de cor. Você recitava um versículo qualquer, e ela dizia, sim, Livro de Jó, capítulo tal, versículo tal, e assim em diante. Entre os protestantes, tem muita gente que conhece a Bíblia de cor. Nos hotéis, por exemplo, na Inglaterra, na Escócia e também em Nova York, tem sempre uma Bíblia na gaveta do criado-mudo. Além, disso, as citações bíblicas, que podem soar pedantes em castelhano, são muito comuns em inglês. As pessoas estão sempre fazendo citações de versículos da Bíblia ou de frases bíblicas, e não soa nada pedante. Em contrapartida, nos países católicos, pareceria uma coisa forçada. De forma que minha avó era muito religiosa, metodista.

A família de minha mãe era católica, como eu dizia, à maneira dos países latinos, de uma forma superficial. Meu pai era agnóstico, quer dizer, um livre pensador, e todos nos dávamos muito bem; isso jamais foi motivo de discórdia.

O que mais posso dizer sobre a minha família? Meu pai era professor de Psicologia no Colégio de Línguas Vivas, e lembro muito bem o quanto ele ganhava, era também advogado, assessor cível. Tinha de dar duas aulas de Psicologia por semana no Colégio e lhe pagavam 100 pesos por mês. Cem pesos por mês era um bom dinheiro na época, sendo que hoje em dia diz mais respeito à literatura fantástica. Hoje, 100 pesos não significam nada. Naquele tempo sim; tudo era muito mais barato do que agora. Lembro que o dólar valia 2 pesos e cinquenta centavos. Acho que hoje o valor dele subiu bastante, não? Acho que a nossa moeda é a mais barata do mundo.

Do lado do meu pai e minha mãe, era uma família militar. Meu avô, o Coronel Francisco Borges, morreu, realmente, na batalha de La Verde, que aconteceu perto do vilarejo de 25 de Maio, na província de Buenos Aires. Meus avós participaram da campanha pela independência, depois das guerras civis, da guerra com o Brasil, tudo isso.

Agora, do lado da minha avó inglesa, não. Eram pastores e professores.

Quais estudos o senhor fez?

Poucos. Estudei no Collège de Genebra, estudei e tenho o meu diploma. Ali havia duas matérias principais, que eram o francês e o latim. Eu logo percebi que, se estudasse bastante o francês e o latim, poderia prescindir das outras matérias, o que fez com que me tornasse uma pessoa extremamente ignorante, pois tive aulas de física, botânica, mineralogia, zoologia, música, ginástica, química, e não sei absolutamente nada sobre esses assuntos. História, sim, disso eu gosto. Mas, na Suíça, a aula de história não era obrigatória, e sim opcional. Se quiser, você pode estudar História suíça, se não quiser, não estuda. Eu tinha muito interesse em conhecer a história da Suíça, pois vivia ali, , por isso estudei. São obrigatórias a história antiga, a moderna etc; mas a suíça, não.

Esse é o único diploma que eu tenho. Todos os outros são títulos Honoris Causa, que são apenas fruto de generosidades. Sou Doutor Honoris Causa de Tucumán, de Nova York, de universidades italianas, colombianas, mexicanas, também de Harvard, de Oxford, da Sorbonne, mas acredito que posso ser chamada do doutor, já que esses títulos de Honoris Causa são um favor que outorgam a algumas pessoas, e é claro que agradeço a eles, pois é uma honra, embora eu não saiba se realmente a mereço.

Pessoalmente, posso dizer apenas que sou formado no Collège de Calvino de Genebra.

Com que idade o senhor tomou consciência de sua vocação literária?

Eu não sei. Não me lembro de uma época em que não lesse ou escrevesse. Eu sempre estava lendo e escrevendo. Mas meu pai me disse para só ler aquilo que me interessasse, que não lesse um livro pelo sentimento de dever, porque era famoso. Que eu lesse apenas quando me interessasse, e que só escrevesse quando tivesse necessidade de fazê-lo. Que eu escrevesse muito, que descansasse muito e que não me apressasse para publicar, já que publicar não é parte necessária do destino de um escritor.

Como conseguiu publicar seu primeiro livro?

Meu primeiro livro foi publicado tardiamente. Eu tinha 24 anos. Chamava-se Fervor de Buenos Aires e foi publicado aqui, em Buenos Aires. Meu pai me deu 300 pesos, que me permitiram imprimir 300 exemplares. Não foi colocado à venda. Reparti entre meus amigos. Me agradava muito. Mas, na realidade, era o quarto livro que eu escrevi. Tinha escrito três antes que, curiosamente, destruí. Talvez devesse ter destruído esse também.

Como surgem suas obras? O senhor se senta para escrever sistematicamente ou o faz quando sente a necessidade?

Isso é muito complexo. Eu sinto que há algo que quer que eu escreva sobre ele, e eu tento dissuadi-lo. Mas se há um assunto que volte, um argumento de um conto ou um poema, então escrevo. Me parece um erro procurar assuntos. É preciso deixar que os assuntos procurem e encontrem alguém. Senão saem livros fabricados.

Creio que todo o mundo escreve assim, ainda que os jornalistas, não. Eles procuram assuntos. E, por exemplo, um escritor que admiro muito, Capdevila, escreveu um livro sobre as 14 províncias argentinas. É muito estranho que todas tenham lhe interessado e que tenham lhe interessado de maneira favorável. Isso é fabricar um livro. Eu, por exemplo, escrevi um poema em homenagem à água, mas não me ocorreu escrever para o fogo, a terra e o ar. Seria uma coisa mecânica. Escrevi um poema para a água porque me interessava. De modo que procurar assuntos é um erro. Há escritores que se propõem a escrever sobre a vida dos camponeses de tal lugar, e assim saem os livros.

Qual de seus livros é o seu favorito e por que?

Bem, a maioria não me agrada. Me conformo com eles. Aproveitei as chamadas obras completas para omitir dois livros. Para mim, meu melhor livro é o que se chama El Libro de Arena. É de fácil leitura, um livro curto, não uso nenhuma palavra que solicite o uso do dicionário. É um livro de contos, e outro livro de contos de que gosto é El Informe de Brodie. El Libro de Arena é o único com o qual estou satisfeito. Talvez o tempo também julgue o mesmo e apague os demais, que são realmente rascunhos apagáveis.

Mas há muita gente que admira toda a sua obra…

Sim, mas não me encontro entre eles. Isso é um erro, e eu não sei se agradeço, porque não sei se podemos agradecer aos erros.

Como o senhor definiria a si mesmo?

Jorge Luis Borges (Foto: Reprodução Web/Sem identificação de autoria)

Jorge Luis Borges (Foto: Reprodução Web/Sem identificação de autoria)

Se eu tivesse que me definir diria um escritor, ainda que talvez fosse melhor dizer um leitor, já que creio que sou melhor leitor do que escritor.

Como é um dia na vida de Jorge Luis Borges?

Bom, de manhã, se tenho sorte, recebo a visita de jornalistas de Quilmes. Mas geralmente meus dias não são tão favoráveis, portanto faço uma sesta e escrevo algo.

O que é a amizade para o senhor?

Quando Eduardo Mallea publicou o livro História de Una Passión Argentina, eu pensei: deve ser sobre a amizade, já que a amizade é a paixão argentina, talvez a única. Eu tenho essa impressão de que a amizade é muito importante para nós, o que está bem, não?

Como definiria Buenos Aires?

Eu tenho um poema, no meu último livro, que se chama La Cifra. Vou citar o primeiro verso, que é uma definição: “Nasci em outra cidade que também se chamava Buenos Aires”. Ou seja, que mudou tanto que é outra. É que uma pessoa não chega aos 83 anos impunemente. Aos 83 anos, quase todos os meus amigos estão na Recoleta. A cidade mudou totalmente. Eu nasci no centro de Buenos Aires, na rua Tucumán, entre Esmeralda e Suipacha. Todo o quarteirão, salvo o armazém que ficava na esquina, era de casas baixas, com terraços, pátios e cisternas. Havia algumas casas altas construídas depois, na rua 25 de Maio ou na Reconquista.

O que o senhor diria aos jovens que começam a se interessar pelos problemas do país?

Eu não sei. Há tantos problemas. Na melhor das hipóteses este país consegue se salvar, apesar de eu não ver como. A situação é ruim. Não só aqui como no mundo inteiro. Talvez todos os momentos sejam terríveis e estejamos sentindo mais este porque está mais próximo. Não vejo salvação possível e talvez caminhemos para a terceira guerra, que pode ser a última. O que está acontecendo no Líbano, o que aconteceu aqui, o que está acontecendo no Iraque e no Irã. Esperemos que não, porque seria um suicídio da humanidade.

O senhor acredita que os jovens devem se interessar pela política?

Não sei. Eu nunca me interessei por política. Me interesso mais pela ética. Creio que se cada pessoa age de maneira ética, isso pode ter um efeito político muito grande.

Que forma de governo o senhor prefere?

Eu gostaria de ter um governo mínimo, mas lamentavelmente os governos – até os maus governos – ainda são necessários. Como a polícia, que evidentemente é necessária. Se fôssemos eticamente perfeitos, os governos não seriam necessários. Eles são um perigo, sem dúvida. Mas eu não posso opinar em matéria de política. Sou um anarquista conservador. Meu pai era anarquista. Uma vez fomos a Montevidéu e meu pai me disse para prestar atenção nas bandeiras, nos postos alfandegários, nos uniformes, nas igrejas, nas delegacias, porque tudo isso iria desaparecer. Nós, quando fomos à Europa em 1914, viajamos sem passaporte. Não existia passaporte. Você passava de um país a outro como de uma sala a outra. Em seguida veio a Primeira Guerra Mundial, a desconfiança, a espionagem, e agora tudo mudou, não se pode dar um passo sem se identificar. É muito triste. Espero que em Quilmes as coisas estejam melhores do que em Buenos Aires.

Como o senhor imagina o futuro da Argentina?

Quero pensar que já terei morrido, mas acredito que vamos ladeira abaixo. Eu já não tenho esperança. Vocês são jovens, talvez tenham esperanças. Eu já não tenho nenhuma.

Muitas declarações suas geram polêmica, e há quem acredite que o senhor procura justamente esse efeito…

Claro que não! Quem pensa isso não me conhece em nada.

Para terminar, o senhor gostaria de nos deixar algum conselho ou mensagem?

Eu não soube administrar minha vida, então não posso dirigir a vida dos outros. Minha vida foi uma série de equívocos. Não posso dar conselhos. Ando um pouco à deriva. Quando penso no meu passado, sinto vergonha. Eu não transmito mensagens, os políticos transmitem mensagens.

Claudio Pérez Míguez é coordenador do Centro de Arte Moderno de Madri e diretor do Centro Editores

*Publicado originalmente em El Pais (Espanha), em 14 de junho de 2016.

Compartilhe:
Categoria(s): Conversando com... / Entrevista/Conversando com...
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 02/08/2026 - 09:24h

Juristas renascentistas

Por Marcelo Alves

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Já faz um bocado de anos, quando das minhas idas ao Recife, que costumo ler/reler no carro (informo que não sou o piloto da ocasião) o livro “Noções de história da filosofia” do padre Leonel Franca (1893-1948). Uma edição de 1944 da Companhia Editora Nacional, mais que surrada, já atacada pelas traças, mas que guardo e degusto com carinho. Um clássico que educou a geração do meu pai. É souvenir de um tempo que ainda luto para não deixar passar.

Numa dessas releituras, uma coisita me chamou a atenção: o preconceito do padre Leonel para com aquilo que chamamos de Renascimento. Segundo ele, “o movimento de ideias, conhecido pelo nome de Renascimento e caracterizado na literatura e nas artes por um esmerado cultivo da forma e por uma admiração exageradamente entusiasta da antiguidade pagã, apresenta-se em filosofia como uma reação hostil, cega e violenta contra as tendências medievais. Por toda parte, os filósofos, mediocridades, na maioria, de pequena envergadura, não fazem senão impugnar, criticar e destruir as antigas doutrinas, sem vingar construir uma síntese duradoura. A desorientação geral do pensamento é manifesta”. Mais crítico impossível.

Dividindo os renascentistas em grupos (humanistas, helenizantes, naturalistas, céticos), o padre curiosamente aponta a categoria à parte dos “juristas”. Aqui ele até tenta esboçar alguns elogios sobre os doutos de então, mas, ao final, acaba, senão crítico, apresentando pouquíssimo entusiasmo.

Sobre o italiano Maquiavel (1469-1527) e seu “Il Principe” (1513), o padre afirma ser “a entronização do deus-estado e a proclamação impudente de que o fim justo legitima o emprego de todos os meios”. Tem certa razão, é vero. Acerca do inglês Thomas Morus (1480-1535), aduz ter ele bosquejado um “plano de um estado ideal no gênero da República de Platão”, mas apenas “morreu mártir da fé, sacrificado ao despotismo cismático de Henrique VIII”. Quanto aos alemães, se sobre Althusius (1557-1638) é até elogioso, sobre Melanchton (1497-1560) é crítico, lembrando haver este “ensinado a teoria do direito divino dos reis, pressurosamente acolhida pelos príncipes e soberanos protestantes e vitoriosamente impugnada pelos publicistas católicos, nomeadamente por Suarez e Belarmino”.

Para o padre Leonel, dos “juristas renascentistas”, o que “mais se distinguiu nesta ordem de estudos foi Hugo Grócio, holandês, que além de poesias sagradas e vários trabalhos de teologia e exegese religiosa, escreveu o célebre tratado De jure belli et pacis (1625)”. Para o nosso padre, “Grócio, ao que parece, foi um protestante bem intencionado que trabalhou em reconduzir os seus correligionários ao seio da Igreja católica, na qual veio a falecer”.

De toda sorte, ao final, vem o padre com a sua pitadinha ácida: Grócio “por muitos é tido como o fundador do direito internacional moderno. O título é exagerado. Porque, como bem observou Gonzalez, não se encontra em Grócio questão importante que já não houvesse sido amplamente tratada por S. Tomaz, Vitória, Molina, Soto e Suarez. O seu merecimento foi reunir estas questões esparsas num corpo de doutrina, codificando em sistema completo as principais teorias da filosofia social”.

É preciso dar um bom desconto nas opiniões do jesuíta Leonel Franca, por óbvio. De sólida formação intelectual, tanto filosófica como teológica, tomista/neoescolástico, ele era também um polemista, sobretudo em contradita aos chamados cristãos protestantes. Foi também integralista. Mas… “Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra” (João, 8:7).

De minha parte, com todo respeito ao culto padre, ficaria muito feliz em ser chamado de “jurista renascentista”.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

Compartilhe:
Categoria(s): Crônica
domingo - 02/08/2026 - 08:00h
Trilha ao Planalto

Lula será candidato à Presidência da República pela 8ª vez

Do Poder 360

Lula rejeitou matéria na data-limite (Foto: Adriano Machado/Reuters/22-04-2025)

Lula fará 81 anos em outubro deste ano (Foto: Adriano Machado/Reuters/22-04-2025)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 80 anos, será candidato ao Planalto pela 8ª vez. O petista oficializa a entrada na disputa à reeleição neste domingo (2.ago.2026), às 10h, no Expo Center Norte, na Vila Guilherme, em São Paulo (SP).

Lula foi candidato em 1989, 1994, 1998, 2002, 2006, 2018 e 2022. Em 2018, estava preso e teve o nome barrado pelo TSE com base na Lei da Ficha Limpa.

Quando disputou para valer, o petista perdeu 3 vezes (1989, 1994 e 1998) e venceu em outras 3 ocasiões (2002, 2006 e 2022). Se reeleito, será o mais velho no posto: faz 81 anos em outubro deste ano. Lula também será o 1º brasileiro a vencer 4 eleições diretas para presidente. O Brasil já teve 9 eleições presidenciais que permitiam 2 turnos. Um petista sempre ficou como 1º (5 vezes) ou 2º colocado (4 vezes), mas nunca houve uma vitória petista no 1⁰ turno.

É um trauma que Lula carrega. Pensou que levaria na 1ª rodada de votação em 2006. Não conseguiu.  Em 1989, Lula perdeu para Fernando Collor de Mello (PRN) no 2º turno. O adversário obteve 53,03% dos votos válidos. Collor sofreu impeachment em setembro de 1992 depois de o Congresso Nacional considerar procedente a denúncia por crime de responsabilidade. O caso envolvia uso de contas-fantasma para despesas pessoais.

Fernando Henrique

Lula foi derrotado no 1º turno em 1994 e 1998. Fernando Henrique Cardoso (PSDB) venceu nas duas ocasiões. Dessa disputa, nasceu uma rivalidade entre PT e PSDB no plano nacional, que arrefeceu com o ocaso dos tucanos. A 1ª vitória de Lula se deu em 2002. O petista deu uma repaginada no visual, passando a usar com frequência ternos, gravatas e a aparar a barba. Em síntese, suavizou a imagem.

O marqueteiro Duda Mendonça (1944-2021) esteve à frente dessa estratégia que levou o PT ao Planalto. Criou o slogan “Lulinha paz e amor” para acalmar setores mais conservadores, o mercado financeiro e a classe média. Resultado: Lula derrotou o ex-ministro da Saúde José Serra (PSDB) no 2º turno ao obter 61,27% dos votos válidos.

Em 2006, o petista desbancou o ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB). Tinha a expectativa de ser reeleito ainda no 1º turno, o que não se concretizou –recebeu 48,61% dos votos válidos. Naquela ocasião, Lula nem compareceu aos debates antes da 1ª votação. Mesmo com o governo envolto no Mensalão –esquema com suborno a congressistas em troca de apoio político. Com o baque, o presidente teve de sair da zona de conforto e ir aos debates.

No confronto direto, a votação de Alckmin encolheu no 2º turno (39,17% dos votos válidos) e Lula atingiu 60,83%.

Padrinho de Dilma

Lula apadrinhou a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). Os elevados níveis de aprovação do seu 2º mandato ajudaram a aliada a ser eleita a 1ª mulher presidente do Brasil, em 2010. Dilma também foi reeleita em 2014, numa disputa polarizada com o então senador mineiro, Aécio Neves (PSDB).

Fez um governo frágil e foi alvo de impeachment depois que o Congresso concluiu que houve crime de responsabilidade pelas chamadas “pedaladas fiscais”.  Ela deixou o Planalto em definitivo em 31 de agosto de 2016. Michel Temer (MDB), eleito vice na chapa petista, ficou no cargo até 1º de janeiro de 2019.

Inferno astral petista

Além do impeachment de Dilma, o PT e as esquerdas tiveram de lidar com a prisão de Lula durante a operação Lava Jato, em 2018. Ele ficou 580 dias preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, de 7 de abril de 2018 a 8 de novembro de 2019. Lula foi condenado pelo ex-juiz Sergio Moro em 2018 pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, apurado pela Lava Jato.

A pena, antes estabelecida por Moro em 9 anos e 6 meses, foi aumentada em 2ª Instância pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) para 12 anos e 1 mês.

À época, havia a expectativa de que sua sentença pudesse ser reduzida para 4 a 6 anos. No entanto, veio a 2ª condenação de Lula, em fevereiro de 2019, pelo caso do sítio em Atibaia (SP). A juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara Federal do Paraná, somou à pena mais 12 anos e 11 meses. O TRF-4 aumentou o tempo de prisão para 17 anos, 1 mês e 10 dias.

Lula foi solto em 8 novembro de 2019. O Supremo Tribunal Federal havia determinado que a pena só pode ser cumprida depois do chamado “trânsito em julgado”, ou seja, quando não cabe mais recurso. As condenações foram posteriormente anuladas pelo STF,

Em abril de 2021, o plenário da Corte confirmou, por 8 votos a 3, a decisão do ministro Edson Fachin, que anulou todas as ações penais contra Lula ao declarar incompetência da vara de Curitiba para julgar os casos. Lula recuperou os direitos políticos. Em junho de 2021, o STF confirmou, por 7 votos a 4, que Moro agiu com parcialidade na ação do tríplex do Guarujá.

Em razão da prisão de Lula e a consequente inelegibilidade, o candidato a vice, Fernando Haddad (PT), assumiu a cabeça de chapa em 2018. Perdeu no 2º turno para Jair Bolsonaro (à época no PSL), que recebeu 55,13% dos votos válidos.

Retorno ao Planalto

A polarização petista passou a ser com o bolsonarismo. Em 2022, Lula teve Alckmin como vice na chapa que concorreu ao Planalto. O adversário e crítico de outrora passou a ser um aliado e o ajudou na campanha vitoriosa: Lula foi eleito ao obter 50,90% dos votos válidos (ou 60.345.999 votos) no 2º turno.  Bolsonaro recebeu 49,10% dos votos válidos (ou 58.206.354 votos).

Agora em 2026

Em 2026, Lula terá o senador Flávio Bolsonaro (PL) como principal adversário na corrida presidencial. Há uma tentativa de colar no filho mais velho de Bolsonaro a pecha de “entreguista” e “traidor da pátria” pela proximidade com o presidente dos EUA, Donald Trump. O ministro da Secom, Sidônio Palmeira, busca novamente aproveitar o discurso nacionalista em razão do tarifaço sobre produtos brasileiros e por conta do Pix.

O chefe do Executivo terá o maior número de partidos de esquerda e centro-esquerda em sua aliança já no 1º turno: PT, PC do B, PV, PSB, PDT, Psol e Rede. Um fato-novo desde 1989.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso Facebook AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 02/08/2026 - 07:28h

Claro, Mirta!

Por Bruno Ernesto

Foto do autor da crônica (2026)

Foto do autor da crônica (2026)

Para conhecer a cultura local e, sobretudo, os seus habitantes, nada melhor que visitar suas feiras de rua.

Por mais que tentem gourmetizá-las, as verdadeiras feiras ainda guardam em suas entranhas aquela simplicidade, a aura de que ali é um lugar onde a informalidade, a negociação arrastada centavo a centavo, desafia a hora da xepa.

Sim, toda feira que se preze tem a sua hora da xepa!

A organização é necessária, facilita a visualização e a circulação, mas aquele improviso, além de providencial, é tradicional. O vuco-vuco de gente, coisas passando para um lado e outro e as mercadorias sendo erguidas ou apontadas pelos clientes aos olhos do vendedor em busca de um melhor preço, é um verdadeiro baile, altamente sincronizado.

Você começa numa ponta de uma rua e se perde ao sair no fim inesperado de uma fileira de barracas.

Sempre gostei de perambular por todos os tipos de feiras populares, visitar antiquários, entrar em brechós, vendas improvisadas, percorrer os centros populares, comer em mercados, bodegas e cantinas. A comida de rua é uma iguaria imperdível.

Repare que as feiras têm o mesmo cheiro em qualquer lugar do mundo, e o burburinho também.

Aliás, até mesmo as bodegas e mercadinhos de bairro têm o mesmíssimo cheiro, quer seja uma bodega no centro de Mossoró, no Quartier Latin, em Paris ou um almacén na Recoleta. Seria uma espécie de petricor das feiras e adjacências.

Mas outro aspecto também caracteriza essas feiras e com mais frequência que se possa imaginar.

A dificuldade financeira e a luta pela sobrevivência também rondam esses espaços.

Na feirinha de San Telmo, avistei uma senhora sentada num batente, imóvel, segurando uma pequena plaquinha de papelão improvisada, silenciosamente pedindo ajuda.

Observei-a por vários minutos, e lá ficou imóvel e invisível, com a plaquinha erguida e um pequeno carrinho de feira ao seu lado, aparentando ali ter tudo o que tinha na vida.

Atravessei a rua e abordei-a calmamente e perguntei se ela estava sentindo alguma coisa ou com fome. Disse que não, mas que se eu pudesse ajudá-la, aceitava qualquer contribuição, financeira ou não.

Perguntei qual era o seu nome, idade e se ela estava bem.

– Mirta, 78 anos. Só estou cansada; a vida tem sido difícil ultimamente.

Conversamos mais um pouco, prestei a minha ajuda, pelo que ela agradeceu muito e me perguntou algo que até agora ressoa na minha mente:

– Você pode rezar por mim?

Claro, Mirta!

Bruno Ernesto é escritor, Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mossoró – IHGM e curador do portal cultural marsertao.com @ihgmossoro @marsertaoblog

Compartilhe:
Categoria(s): Crônica
domingo - 02/08/2026 - 06:44h

A Casa da Revista

Por Odemirton Filho

Casa da Revista na Rua Santos Dumont, Centro de Mossoró (Foto: Relembrando Mossoró)

Casa da Revista na Rua Santos Dumont, Centro de Mossoró (Foto: Relembrando Mossoró)

Os tempos são outros. Vivemos a era digital, da Inteligência Artificial, dos celulares iPhones. Qualquer pesquisa pode ser realizada por meio da internet, onde encontramos tudo. Hoje, as interações humanas são, em boa parte, pelas redes sociais, e a leitura pode ser feita por meios de avançados recursos tecnológicos.

No entanto, tempos atrás, não era assim. Somente líamos livros físicos, e fazíamos as pesquisas escolares por meio de volumosas enciclopédias. Quando queríamos saber sobre as fofocas dos famosos, recorríamos às revistas especializadas no assunto.

Em Mossoró, a Casa da Revista foi, por vários anos, um estabelecimento comercial especializado no gênero. Por lá, encontrávamos variados tipos de leitura, de gibis a revistas com conteúdo para maiores de idade. Quem gostava de ler, quase semanalmente ia comprar revistas de publicação mensal/semanal ou em busca de novidades.

Noutros tempos, além da Casa da Revista, lembro que havia as bancas de revistas de Zé Maria e de Ademar, que, aliás, ainda existem. Havia, também, duas bancas que se localizavam, salvo engano, na praça dos Correios e ao lado da Catedral. Quem lembra de Antônio “Queixinho”, que comercializava revistas na calçada lateral do Cine Pax?

Falar em Zé Maria, recordo-me que inúmeras vezes fui, de manhãzinha, comprar jornal. Gostava de ler, principalmente, as colunas de Canindé Queiroz, Dorian Jorge Freire e José Nicodemos. Zé Maria achava bom que só resenhar sobre política e futebol; a turma que andava por lá, também, só que, às vezes, as discussões ficavam acaloradas.

Lembro, ainda, que a Casa da Revista, durante o mês de janeiro, abria um ponto de vendas num prédio ao lado do antigo posto da Telern, em Tibau.

Bem, eu não sei dizer por quanto tempo a Casa da Revista permaneceu em atividade; só sei que por muitos anos contribuiu para a cultura local.

E Você? Costumava ir à Casa da Revista?

Odemirton Filho é oficial de justiça

Compartilhe:
Categoria(s): Crônica
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 02/08/2026 - 05:50h

O pesadelo da fome

Por Marcos Ferreira

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Mossoró, Rio Grande do Norte, 2 de agosto de 1978. É quarta-feira. A noite começa a cair no então pequeno município governado pelo prefeito João Newton da Escóssia, filiado ao partido Arena — Aliança Renovadora Nacional. Amélia Guimarães chega em casa com duas bolsas de palha aos ombros cheias de mantimentos. Trata-se de uma jovem dona de casa de trinta e quatro anos, mãe de seis filhos miúdos. Amélia, de compleição esguia, pele branca e cabelos loiros compridos, sorri para as crianças. Marta é a sua primogênita; tem nove anos. Os demais são quase uma escadinha: possuem diferença de idade de pouco mais de um ano ou dois.

Todos estavam na frente da tapera quando a mãe finalmente chegou. A precária moradia, feita de pau a pique, constitui-se de uma sala, um corredor, um só quarto e uma cozinha um tanto maior que a sala. As cordas de armar as redes são presas em locais onde as paredes têm partes da madeira expostas. No quarto, todavia, há uma ordinária cama de casal. O banheiro, também de estuque, fica no meio do quintal, que é bastante amplo. O imóvel está situado na Avenida Alberto Maranhão, 3521, no Bom Jardim. Rua sem pavimentação. A areia fina gera muita poeira. Naquele setor há diversas residências de taipa. O trânsito de automóveis é mínimo. O maior número é de bicicletas e carroças, estas puxadas por jumentos, cavalos ou burros.

Amélia entra no domicílio com as bolsas e é seguida pelos filhos. A mulher põe a carga sobre a pequena mesa de madeira rústica da cozinha. Acende uma lamparina de querosene e começa a retirar os víveres oferecidos por mãos piedosas. Cuida logo de acender o fogão a lenha para preparar o café. Martinha, única filha menina, ajuda na arrumação dos gravetos mais finos. Em breve a madeira mais grossa começa a queimar. As crianças, de olhos arregalados e pidões, contornam a mesa. Lucas, Nestor, Evaristo e Fernando ocupam os quatro tamboretes com tampo de couro cru. Adonias e Martinha, os mais velhos, permanecem ao lado da mãe.

Amélia se antecipa, abre um dos pacotes de bolacha seca e branca que adquiriu e dá algumas a cada um dos filhos, para que vão mitigando a fome enquanto o café fica pronto. Há também oito ou dez pães entre os alimentos. É a segunda vez que Amélia se viu forçada a pedir esmolas no comércio, principalmente no Mercado Central. Viúva há cinco meses, ela não adquiriu nenhuma lavagem de roupa nos últimos dez dias. O armário da comida já se achava vazio; e as crianças penavam com o pesadelo da fome. O falecido Eduardo Guimarães, trabalhador do ramo de salinas, sofreu um infarto enquanto estava na labuta. Tinha apenas trinta e sete anos.

A casa, única coisa que Eduardo deixou para a mulher e os filhos, encontra-se em más condições. Como costelas, parte da madeira está à mostra. Outro problema é que o casebre não possui água encanada nem luz elétrica. Quando dispõe de alguns tostões, Amélia precisa pagar a um carroceiro para que encha os potes da cozinha e o tanque de alvenaria do banheiro. A lamparina é usada com absoluto escrúpulo. É preciso economizar o combustível ao máximo. Após a morte do marido, o velho Adolfo, dono do Mercadinho Bom Pastor, não vende mais fiado à viúva, sequer o querosene. O corte no fornecimento agravou a situação dos Guimarães.

Nas palavras de Amélia, Deus é maior e ela haverá de conseguir roupa de terceiros para lavar e obter recursos para si e as suas crias. Sente imensa vergonha de pedir esmolas. Amanhã e depois, entretanto, considerando o que arranjou hoje, não será necessário. “Deus é bom o tempo todo”, diz ela em pensamento. O aroma do café preenche a cozinha de paredes cobertas pela tisna do fogão.

Marcos Ferreira é escritor

Compartilhe:
Categoria(s): Conto/Romance
sábado - 01/08/2026 - 23:52h

Pensando bem…

“Somos todos águas de rios diferentes, mas um dia vamos nos encontrar num grande oceano”.

John Lennon

Compartilhe:
Categoria(s): Pensando bem...
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 01/08/2026 - 18:26h
Protesto marcado

Aposentados e pensionistas não recebem pagamento

Banner de divulgação do Sonai-RN

Banner de divulgação do Sinai-RN

O Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Indireta do RN (SINAI-RN) denuncia o atraso no pagamento dos salários dos aposentados e pensionistas do Estado.

A entidade cobra do Governo do RN a regularização dos vencimentos.

Enquanto os servidores da ativa receberam seus salários conforme o calendário, aposentados e pensionistas iniciam o mês de agosto sem o pagamento em conta.

“Diante desse desrespeito, o Sinai-RN convoca todos para um ato em defesa dos direitos dos aposentados e pensionistas”, assinala a entidade.

Movimento será segunda-feira (03), às 9h, em frente à Governadoria, em Lagoa Nova, Natal. Um “Ato em defesa dos aposentados e pensionistas.”

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso Facebook AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Gerais
sábado - 01/08/2026 - 16:28h
Histórico

Primeira promotora de Justiça trans do Brasil toma posse

Entra para a história do Ministério Público brasileiro a posse de Fabi Diniz de Queiroz Pilate, primeira mulher trans a ingressar na carreira de promotora de Justiça no Brasil, após aprovação em concurso público.

O momento representa um marco para a instituição e para o sistema de Justiça brasileiro, reafirmando o compromisso do MP do Amazonas com a valorização da diversidade, da inclusão e da igualdade de oportunidades no serviço público.

Sua posse ocorreu nessa sexta-feira (31).

Natural de Paranaíba (MS), Fabi construiu carreira ligada ao Direito, ao serviço público e à educação. Foi advogada e servidora do MP de Mato Grosso do Sul, concluiu mestrado na UFMS, foi aprovada no doutorado e lecionou nas universidades Estadual e Federal do estado.

NOTA DO BCS – Maravilha, doutora. Um marco nessa luta contra preconceito e perseguições infames.

Ave, doutora Fabi. Ave!

🎥 @portalacritica

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso Facebook AQUI.

 

Compartilhe:
Categoria(s): Gerais
  • San Valle Rodape GIF
sábado - 01/08/2026 - 09:30h
Governo do RN

Band promoverá primeiro debate com candidatos no dia 9

TCM, TV Tropical e Inter TV também farão esse modelo de programa especial este ano
Logo da programação especial da Band (Reprodução)

Logo da programação especial da Band (Reprodução)

A Band RN, televisão sediada em Natal, promoverá o primeiro debate da campanha ao Governo do Estado do RN em 2026.

Será domingo (09) próximo, às 20 horas.

Programa ocorrerá ao vivo, com transmissão pela TV, rádios e canais oficiais digitais da emissora.

Outros

No dia 3 de setembro, às 20h15, será a vez da TV Cabo Mossoró (TCM Telecom), Canal 10, promover seu debate.

Já no dia 21 do mesmo mês, a TV Tropical fará o seu às 18 horas.

A Inter TV Cabugi promoverá o último debate do período, no primeiro turno. Está definido para o dia 29 de setembro, após a novela das 20h.

Eleições vão acontecer no dia 4 de outubro.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso Facebook AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Comunicação / Política
sábado - 01/08/2026 - 08:48h
Fiern

Relação entre empresários e políticos em campanha é debatida

Juiz Herval Sampaio (último à esquerda do presidente Roberto Serquiz) falou sobre nuances da legislação (Foto: Fiern)

Juiz Herval Sampaio (último à esquerda do presidente Roberto Serquiz) falou sobre nuances da legislação (Foto: Fiern)

Os limites, a transparência e a integridade da relação entre empresários e políticos foram tema de destaque na reunião da diretoria da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), nesta sexta-feira (31). O juiz Herval Sampaio Júnior, titular da 1ª Vara da Comarca de Ceará-Mirim e juiz eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN), orientou os diretores e presidentes de sindicatos da indústria sobre a prevenção de riscos na relação entre empresários e políticos.

Ele destacou que agendas institucionais de associações de classe são canais republicanos de representação de interesses. “O contato institucional entre empresários e políticos não é, em si, ilícito. Mas é uma necessidade imperiosa se preocupar com esse tema, ainda mais durante um ano eleitoral, para garantir a integridade e o cumprimento dos limites normativos”, frisou Herval.

Ele destacou que o fim do financiamento privado de campanhas redesenhou as regras do jogo eleitoral, mas que o abuso de poder econômico ainda é um tema de desafio nas relações. “A diligência prévia, ou due dilligence, é a principal ferramenta do empresário para não ser instrumentalizado. Esse é o processo de verificação prévia e contínua dos riscos jurídicos, reputacionais e financeiros de qualquer aproximação institucional com agentes políticos”, explicou o magistrado.

O presidente da Fiern, Roberto Serquiz, ressaltou que a Federação tem o compromisso permanente de orientar os industriais para que a atuação institucional do setor produtivo seja pautada pela ética e pela legalidade. “A apresentação do juiz Herval Sampaio Júnior chega em um momento estratégico, às vésperas do período eleitoral, e reforça que o diálogo entre empresários e agentes políticos é legítimo e necessário para o desenvolvimento do Estado, mas precisa ser conduzido com transparência e dentro dos limites da lei.”

“Trazer esse tema para a diretoria é uma forma de reforçar a importância de pautar a relação com os políticos dentro dos marcos legítimos. A diligência prévia mencionada pelo magistrado é uma proteção tanto para o empresário quanto para a própria credibilidade das instituições de representação industrial”, completou Serquiz.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso Facebook AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Gerais / Justiça/Direito/Ministério Público / Política
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 01/08/2026 - 07:46h
Coligação Endireita RN

Álvaro e Babá têm encontro político com apoios em Serra Caiada

Ex-prefeito Faustinho, Babá Pereira, Álvaro Dias e o prefeito Joãozinho Furtado; apoio (Foto: Assessoria)

Ex-prefeito Faustinho, Babá Pereira, Álvaro Dias e o prefeito Joãozinho Furtado; apoio (Foto: Assessoria)

O prefeito de Serra Caiada, Joãozinho Furtado (PSDB), anunciou apoio à candidatura de Álvaro Dias (PL), Coligação Endireita RN, ao Governo do Rio Grande do Norte. Ele e seu tio, o ex-prefeito Faustinho Andrade, além de sete vereadores, estiveram com o candidato e seu vice Babá Pereira (PL).

O encontro político para o anúncio ocorreu nessa sexta-feira (31).

Ao agradecer a manifestação de apoio, Álvaro Dias disse que pretende manter o diálogo com as lideranças locais e trabalhar por ações voltadas ao desenvolvimento do Rio Grande do Norte e de Serra Caiada.

“Agradeço a confiança do prefeito Joãozinho, do ex-prefeito Faustinho, dos vereadores e de todas as lideranças que estão conosco. Para mim, é uma honra receber esse apoio do prefeito Joãozinho, que é um dos prefeitos mais bem avaliados do nosso estado. Vamos seguir juntos, somando esforços pelo Rio Grande do Norte”, finalizou.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso Facebook AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
sábado - 01/08/2026 - 06:50h
Apoio ao governo

Prefeita de Grossos recebe Allyson Bezerra em evento expressivo

Prefeita reuniu lideranças e populares em Grossos, com seus candidatos (Foto: Assessoria)

Prefeita reuniu lideranças e populares em Grossos, com seus candidatos (Foto: Assessoria)

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte pela Coligação Esperança e Trabalho, Allyson Bezerra (UB), cumpriu agenda em Grossos – região da Costa Branca potiguar – nesta sexta-feira (31). Foi recebido pela prefeita Cinthia Sonale, todos os vereadores locais, populares e lideranças no município, no tradicional “Espaço da Colmeia” (casa do seu pai – “Vertinho”).

A expressiva aglomeração recebeu ainda a senadora Zenaide Maia (PSD), o primeiro suplente do candidato Tércio Tinoco (União Brasil), Marcos Solano (União Brasil|) e o deputado federal Benes Leocádio (União Brasil).

A mobilização teve forte adesão dos moradores e lideranças comunitárias, também demonstrando liderança da prefeita.

“É Grossos que está abraçando essa grande mudança para o Rio Grande do Norte. É do Oeste, do Litoral, da Costa Branca, do estado inteiro. A força que vem das ruas nos dá a certeza de que estamos no caminho certo para construir um governo presente, municipalista e alinhado com o futuro que nosso povo deseja”, declarou Allyson Bezerra.

Veja AQUI vídeo do evento.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso Facebook AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • San Valle Rodape GIF
sexta-feira - 31/07/2026 - 23:46h

Pensando bem…

“Não tenha medo de pensar diferente dos outros, tenha medo de pensar igual e descobrir que todos estão errados.”

Eça de Queiroz

Compartilhe:
Categoria(s): Pensando bem...
sexta-feira - 31/07/2026 - 20:46h
Chapa presidencial

PP não incentiva senadora para ser vice de Flávio Bolsonaro

Tereza Cristina é do PP de Mato Grosso (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)

Tereza Cristina é do PP de Mato Grosso (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)

Da CNN, outras fontes e BCS

A cúpula nacional do Progressistas (PP) avisou à senadora Tereza Cristina (PP-MS) que a sigla se manterá neutro na disputa presidencial. O União Brasil, que compõe com o Progressistas a Federação União Progressistas, tem a mesma posição.

O partido iniciou na quarta-feira (29) uma série de consultas aos diretórios estaduais sobre a possibilidade de apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo dirigentes do partido, a maioria dos diretórios estaduais manteve a preferência por uma neutralidade na disputa ao Palácio do Planalto.

A posição foi informada a Tereza, que havia acenado com a disposição de compor uma chapa presidencial com o primogênito de Jair Bolsonaro.

Na quarta-feira (29), Flavio procurou Tereza e conseguiu obter dela um aceno de disposição em compor uma chapa presidencial.

A senadora havia recusado inicialmente e afirmado que seu projeto é ser presidente do Senado Federal em 2027.

A indicação chegou a animar um segmento da federal lá partidária, próximo ao PL, para alterar a postura da federação.

O grupo, porém, é minoritário e sem força para alterar uma decisão já tomada.

Chapa puro-sangue

Sem apoios, Flávio terá de lançar uma chapa puro-sangue para a disputa presidencial.

Os nomes hoje mais fortes são da vereadora Priscila Costa (PL-CE) e da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC).

Flávio se pronuncia

Flávio Bolsonaro afirmou que respeita a decisão do PP de vetar Tereza Cristina como candidata a vice, mas disse ter ficado “muito honrado” com a aceitação inicial do convite. “Até o dia 5, tudo pode acontecer”, declarou.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso Facebook AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • San Valle Rodape GIF
sexta-feira - 31/07/2026 - 19:38h
Pro Animal

Abrigo Mossoró realiza corrida em prol da construção de sede própria

Banner de divulgação

Banner de divulgação

Quem deseja participar da 2ª Corrida Pro Animal Potigás tem este fim de semana, até dia 02 de agosto às 23h59, como última oportunidade para se inscrever. O evento será realizado no dia 16 de agosto e tem como objetivo arrecadar recursos para a construção da sede própria do Abrigo Mossoró.

Toda a renda obtida com a corrida será destinada ao início da construção do espaço, que ampliará o atendimento aos animais resgatados.

A corrida contará com percursos de 5 km, Cãominhada de 2 km e Categoria Kids, reunindo esporte, solidariedade e apoio à causa animal.

2ª Corrida Pro Animal Potigás
📅 16 de agosto de 2026
📍 Partage Mossoró
🎟 Inscrições: somente até este fim de semana, pelo www.oticketplay.com.br

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso Facebook AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Gerais
sexta-feira - 31/07/2026 - 18:34h
Em Mossoró

Vereador John Kenneth é apresentado como nome a deputado federal

Evento político ocorreu no bairro Santo Antônio (Foto: divulgação)

Evento político ocorreu no bairro Santo Antônio (Foto: divulgação)

O vereador mossoroense John Kenneth (Solidariedade) foi apresentado nessa quinta-feira (30) como candidato a deputado federal, na Coligação Esperança e Trabalho.

O evento político ocorreu no populoso bairro Santo Antônio em Mossoró, no Érika Buffet.

O candidato a governador Allyson Bezerra (UB) e a candidata a deputada estadual Cìnthia Raquel (UB) apresentaram John Kenneth.

“É uma pessoa nossa, de grupo, correta, que chega para somar em nossa nominata”, defendeu Allyson Bezerra.

O prefeito Marcos Bezerra (Republicanos) também prestigiou a apresentação, além de diversas lideranças populares e o presidente local do Solidariedade, vereador Thiago Marques.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso Facebook AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sexta-feira - 31/07/2026 - 17:42h
Campanha

Um peso para Cadu Xavier carregar em breve

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Por Vicente Serejo (Cena Urbana/TN)

Como a governadora Fátima Bezerra (PT) não explica a grave crise financeira do governo, o fardo vai cair nas costas do seu candidato, Cadu Xavier, quando a propaganda eleitoral começar.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso Facebook AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
sexta-feira - 31/07/2026 - 08:40h
Sistema prisional

Onze presos fogem do Complexo de Alcaçuz em Nísia Floresta

Presídio de Alcaçuz em Nísia Floresta, na Grande Natal (Foto de Adriano Abreu/TN/2020)

Presídio de Alcaçuz em Nísia Floresta, na Grande Natal (Foto de Adriano Abreu/TN/2020/Arquivo)

Onze presos fugiram da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, conhecida como Pavilhão 5 do Complexo de Alcaçuz, localizada em Nísia Floresta, Região Metropolitana de Natal. Ocorreu por volta de 5h30 desta sexta-feira (31). A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte (SEAP/RN) adianta que inicialmente 13 foram os fugitivos, mas dois foram capturados ainda na área física de Alcaçuz.

Alguns dos fugitivos são listados como líderes da facção Comando Vermelho (CV).

Policiais penais e outras forças de segurança já iniciaram as buscas pelos fugitivos. Até o momento, não há informações sobre o paradeiro dos detentos. Equipes permanecem no local realizando diligências para localizar e recapturar os foragidos.

Helicópteros também foram acionados na caçada aos fugitivos (veja vídeo AQUI).

Fugitivos

Julianderson Francisco Nogueira;

Eliandson Luciano de Lima;

Jonatas Ferreira Isis Dorea da Silva;

Jackson Matheus Martins Simões;

Petrúcio Railande dos Santos;

Tiago Nogueira da Silva;

Kaio do Nascimento Gomes;

Isaac Donato Rodrigues;

Diogo da Luz Silva;

Thiago da Silva Maia Braga;

Cleidson Martins Dantas.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso Facebook AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sexta-feira - 31/07/2026 - 08:04h
A boa música

Alzinete di Oliveira canta boleros

Banner de divulgação

Banner de divulgação

Prepare-se para viver uma noite repleta de emoção, romantismo e grandes clássicos da música. Com mais de 40 anos de carreira, Alzinete di Oliveira sobe ao palco para interpretar os mais belos boleros em um espetáculo que celebra um dos gêneros mais apaixonantes da música latino-americana.

Data: 31 de julho
📍 Geladinha Mossoró (Rua Duodécimo Rosado, 620, Doze Anos)
🕖 19h
🎵 Abertura musical: Marcos Augusto

Uma noite para cantar, recordar e se emocionar.

Garanta seu ingresso!

📲 Informações: (84) 98800-7253

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso Facebook AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Gerais
sexta-feira - 31/07/2026 - 07:46h
André Mendonça

Ministro do STF autoriza PF a abrir investigação contra Lulinha

André Mendonça e Fábio, o "Lulinha" (Fotos: Victor Piemonte/STF e Reprodução de Redes Sociais)

André Mendonça e Fábio, o “Lulinha” (Fotos: Victor Piemonte/STF e Reprodução de Redes Sociais)

Do Canal Meio e outras fontes para o BCS

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito da Polícia Federal para investigar suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A investigação apura possíveis crimes de corrupção e tráfico de influência relacionados à autorização para comercialização de produtos de cannabis medicinal em iniciativas vinculadas ao Ministério da Saúde. Segundo a PF, há indícios de que Lulinha teria atuado no setor ao lado da empresária Roberta Luchsinger e do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

O pedido de investigação também menciona contatos entre os investigados e servidores públicos, incluindo integrantes do gabinete da Presidência. A suspeita é de que Lulinha e Roberta tenham atuado em favor da empresa World Cannabis, ligada a Antonio Carlos Camilo Antunes, utilizando influência junto ao Ministério da Saúde e ao Palácio do Planalto. (Folha)

Lula afirmou que o Lulinha não terá tratamento diferenciado caso seja responsabilizado por qualquer irregularidade. “Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como o filho de qualquer pessoa. Não haverá qualquer privilégio. Jamais pedirei para um juiz não fazer a coisa correta. Se ele estiver certo, terá minha ajuda. Se fez coisa errada, não terá”, disse o presidente em uma entrevista ao podcast Inteligência Ltda. Lula acrescentou que o filho conhece as consequências de uma investigação. “Ele sabe o que eu passei. Sabe o que é ver na TV te chamarem de ladrão. Ele não tem o direito de errar”, afirmou. (g1 e Inteligência Ltda)

A defesa de Lulinha criticou a decisão de instaurar um novo inquérito da Polícia Federal para investigar o filho do presidente Lula. O advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou que a medida transmite a impressão de uma “pesca probatória”. Segundo ele, as investigações sobre as fraudes no INSS não encontraram qualquer elemento que vinculasse Lulinha ao caso. (Metrópoles)

A Polícia Federal
 acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) para tentar reverter determinações do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a condução da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes bilionárias no INSS e na qual estaria envolvido o filho do presidente, Lulinha. A PF pediu que a AGU adote uma medida judicial para contestar a decisão do ministro, que determinou o envio imediato ao STF de todos os atos da investigação. O atrito entre a corporação e Mendonça teve início após o ministro retirar do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, o acesso às informações da investigação. (CNN Brasil)

Mendonça, que também é relator do caso Master no Supremo, derrubou o sigilo da ação que trata das possíveis ligações do senador Jaques Wagner com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. O ministro manifestou preocupação explícita com o risco de vazamento das investigações após “coincidência” em pedido de audiência pelo próprio senador. O material também contém um diálogo na qual Vorcaro aponta a um jornalista os aliados de Lula favoráveis à venda do Master para o BRB: Wagner e os ministros Rui Costa e Alexandre Silveira. A PF mapeou 74 telefonemas entre Wagner e Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, entre 2023 e 2025. (Metrópoles)

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso Facebook AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.