domingo - 24/05/2026 - 11:48h
Arrocho seletivo

Cortes de pensões militares atingem mulheres no RN e Brasil

Cancelamentos somam quase 50 no RN, mas a tesourada pode alcançar 3.000 mulheres no país

Por Marcello Benevolo – Especial para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Uma operação silenciosa de corte de pensões militares em curso no país ameaça deixar mulheres – idosas e doentes – sem o seu único sustento. O portal teve acesso exclusivo aos casos de duas pensionistas no Rio Grande do Norte que hoje travam uma batalha na Justiça para não perder um direito concedido há mais de 40 anos.

O drama dessas duas famílias é apenas a ponta de um iceberg. Uma fonte interna da Base Administrativa do Exército em Natal (RN) revelou, sob sigilo, que os processos de cancelamento de pensões em andamento somam quase 50, mas a tesourada pode atingir quase 3.000 mulheres pensionistas do Exército no Brasil.

A reviravolta acontece por causa de uma mudança de postura do Exército, baseada em um novo entendimento jurídico da Advocacia-Geral da União (AGU) emitido em 2024 (Parecer nº 00744/2024/CONJUR-EB/CGU/AGU). O documento defende que, se a pensionista se casar, ela perde automaticamente o direito ao benefício — não importa há quantas décadas ela já receba o dinheiro.

No caso das duas norte-rio-grandenses, ambas eram solteiras quando começaram a receber as pensões de seus irmãos falecidos e se casaram anos depois com conhecimento do Exército. Pela nova interpretação, a mudança no estado civil agora é motivo para cortar o pagamento de forma definitiva.

A pensionista Ana Teresa Xavier Rodrigues, de 62 anos, recebe o benefício devido à morte trágica de seu irmão, José Benevolo Filho, ocorrida em 17 de outubro de 1963. O jovem, então com 18 anos, cumpria o serviço militar obrigatório no 16º Regimento de Infantaria, localizado na Avenida Hermes da Fonseca, em Natal, quando morreu vítima da explosão de uma granada deixada por negligência nos arredores do quartel.

Ana Teresa tinha apenas três meses de vida quando o irmão morreu. A pensão foi concedida com base na lei da época (Lei nº 3.765/1960) como o único amparo para a família diante da tragédia provocada pelo Estado. Pelas regras tradicionais do Direito Previdenciário, uma pensão deve seguir estritamente a lei que valia no momento da morte do instituidor.

Diferente de quem tenta esconder informações para fraudar a administração pública, Ana Teresa jogou limpo. Quando se casou, em 23 de junho de 1984, ela informou o Exército em menos de dois meses e pediu a atualização do seu sobrenome. O setor de pensões da 7ª Região Militar não apenas aceitou, como registrou oficialmente em documento (apostilamento) a mudança de nome em função do casamento.

Durante mais de 40 anos, Ana Teresa fez a prova de vida e o recadastramento obrigatório anual. Sempre se apresentou com o nome de casada e entregou documentos atualizados ao setor de pessoal do Exército em Natal, sem nunca receber qualquer questionamento.

A surpresa desagradável veio no início deste ano. Isso porque em 31 de dezembro de 2025 (Processo NUP 64241.009107/2025-20), após quatro décadas de pagamentos regulares, o Exército abriu uma investigação interna (sindicância) para aplicar a nova regra da AGU de forma retroativa, tentando mudar o passado.

“O meu nascimento foi motivo de grande alegria lá em casa, pois eu sou a caçula de 5 filhos homens. Somente três meses após o meu nascimento ocorreu a tragédia com o meu irmão. Aquela alegria deu lugar a extrema tristeza. Meu pai e minha mãe viveram o luto por anos seguidos e jamais conseguiram superar a morte de José, um jovem alegre e cheio de vida”, conta Ana Teresa.

José Benevolo FIlho teve morte trágica, com uma granada, aos 18 anos Foto: cedida e restaurada com uso de IA)

José Benevolo FIlho teve morte trágica, com granada, aos 18 anos Foto: cedida e restaurada com uso de IA)

A pensionista lamenta que agora, repentinamente, o Exército trabalhe para cancelar um benefício recebido por ela durante toda uma vida, sob uma justificativa que não tem sequer fundamento na lei que instituiu a pensão. “Vamos lutar para manter esse direito. A pensão é uma questão de honra para nossa família diante da trágica morte do meu irmão; é uma justa reparação pela morte dele ocorrida dentro das dependências de um quartel do Exército”, diz.

Tratamento de câncer

O drama da potiguar Lucy Rodrigues Santos de Souza, de 64 anos, é idêntico, mas agravado por sua condição de saúde. Ela recebe a pensão como irmã do soldado Eliezer Rodrigues dos Santos, falecido em 16 de março de 1973. O benefício também foi concedido com base na mesma lei de 1960.

Sem nenhuma proibição na lei da época, Lucy se casou em 15 de dezembro de 1983 e nunca escondeu o matrimônio. Assim como Ana Teresa também informou o casamento ao Exército e a pensão foi paga normalmente todos esses anos, sem qualquer contestação.

Porém, recentemente, a chefia do Exército em Natal igualmente abriu um processo administrativo (NUP 64241.000214/2026-73) e decidiu, em 17 de março de 2026, cortar o benefício, alegando que o casamento quebrou a exigência de Lucy ser solteira.

Lucy atualmente se encontra em tratamento para um câncer e teme pela interrupção do tratamento, pois dependente exclusivamente da FUSEx (serviço de saúde do Exército). A pensionista não dispõe de condições financeiras para arcar com um plano de saúde comercial, caso o benefício previdenciário seja cassado e ela, por consequência, perca direito à assistência médica mantida pela força militar.

Estabilidade e boa-fé

Especialistas em direito previdenciário e militar ouvidos pela reportagem afirmam que esse pente-fino nas forças armadas atropela o direito à estabilidade e à boa-fé do cidadão. Como o próprio Exército autorizou e carimbou a continuidade dos pagamentos das pensões décadas atrás, ele próprio criou uma situação que durou quase meio século e não pode ser desfeita de uma hora para outra.

Para os advogados consultados, mudar o sentido da lei décadas depois para tirar o único sustento das pessoas – já fora da idade laboral – é uma manobra ilegal. A regra básica é clara: se a lei da época não proibiu o casamento como motivo objetivo para cancelar a pensão, o Exército não pode inventar essa proibição agora para prejudicar quem depende desse dinheiro para comer e comprar remédios.

“O legislador, na época, escolheu apenas a maioridade dos homens como motivo para cortar o benefício, deixando claro que as filhas e irmãs mulheres não tinham essa restrição”, explica a advogada Emanuelle Campbell, do escritório Aguiar, Leite e Campbell. Segundo ela, ser solteira era apenas uma exigência para começar a receber a pensão lá atrás, e não uma condição para manter o recebimento do benefício.

Na avalição da especialista, o novo parecer da AGU erra ao inventar uma punição que a lei de 1960 nunca previu. Segundo a advogada, uma lei de 1999 proíbe expressamente o governo de usar uma interpretação nova para punir ou tirar direitos do passado.

Na opinião dos advogados Stephanie Revoredo e Esdras Lopes, do escritório Revoredo e Lopes Advogados, a cassação da pensão militar também gera uma grave violação à segurança jurídica e ao princípio da confiança legítima, configurando um desrespeito ao direito adquirido.

Segundo a advogada Stephanie Revoredo, o Exército estaria adotando uma interpretação extensiva, sem base legal expressa, para cessar o pagamento, com fundamento em uma suposta perda automática do benefício em razão de matrimônio posterior. “A conduta reiterada da Administração Pública consolida uma situação estável ao longo do tempo, de modo que essa ruptura, após 50 anos, não poderia ocorrer dessa forma sem fundamento legal inequívoco”, argumenta.

O advogado Esdras Lopes complementa: o caso ultrapassa uma discussão estritamente financeira e esbarra no princípio da dignidade da pessoa humana e no direito à saúde. Caso o corte da pensão ocorra, a senhora Lucy, por exemplo, perderá, automaticamente, o vínculo com FUSEx, estrutura médico-hospitalar da qual ela depende integralmente para a continuidade do seu tratamento contra o câncer.

Questão humanitária

Procurado pela reportagem, o deputado federal pelo Rio Grande do Norte, General Girão (PL), posicionou-se de forma contundente sobre o processo de revisão das pensões de filhas e irmãs de militares, garantindo que o seu mandato está atento aos desdobramentos do caso.

Girão é deputado federal pelo RN (Foto: Zeca Ribeiro)

Girão mostra que há situação de “vulnerabilidade das pensionistas” (Foto: Zeca Ribeiro/Arquivo)

O parlamentar revelou que a pauta já foi objeto de pronunciamento em plenário na Câmara dos Deputados e motivou cobranças formais, enviadas por escrito, ao Comando do Exército. Segundo ele, o cerne do debate envolve a garantia do direito adquirido, que deve sempre obedecer rigorosamente ao princípio da legalidade.

Além da discussão técnica, Girão chamou a atenção para o impacto social da medida, defendendo que a conduta do Estado precisa ser balizada pelo princípio da humanidade. O deputado ponderou sobre a situação de vulnerabilidade das pensionistas que recebem o benefício há mais de quatro décadas de forma pacífica, sem que houvesse qualquer contestação anterior por parte da administração pública federal.

“Se as pessoas se consideraram beneficiárias há mais de 40 anos e não houve questionamento anterior em relação a isso, existe, sim, um princípio do direito que tem que ser considerado também”, ponderou o deputado.

Egresso das Forças Armadas e atuando como um dos representantes dos militares no Congresso Nacional, o parlamentar sinalizou que pretende dar um encaminhamento prático e legal à questão através do Poder Legislativo. Após compartilhar uma resposta oficial encaminhada pelo Comando do Exército sobre o tema, Girão colocou seu gabinete à disposição para acolher os casos específicos e ajudar com providências. “Eu entro na briga sim”, assegurou o deputado, reforçando o compromisso de buscar uma saída institucional e justa para as famílias afetadas.

Resposta da AGU

A Advocacia-Geral da União (AGU) rechaçou a tese de que haja uma mudança ou “inovação jurídica” na recomendação para cassar os benefícios. Em nota enviada pela Assessoria de Imprensa, o órgão federal justificou que o Parecer nº 00744/2024/CONJUR-EB/CGU/AGU apenas segue o entendimento já pacificado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo a instituição, a jurisprudência é clara ao determinar que filhas e irmãs habilitadas na condição de solteiras, com base na redação original da Lei nº 3.765/1960, perdem o direito à pensão civil caso contraiam casamento ou união estável em momento posterior.

A instituição também negou que a revisão tenha motivação econômica para promover ajuste fiscal nas contas da União. De acordo com a nota, a manifestação da Consultoria Jurídica Adjunta (Conjur-EB) teve caráter “estritamente jurídico” e foi elaborada exclusivamente para responder a uma consulta pontual da Diretoria de Assistência ao Pessoal do Exército. A AGU confirmou ter ciência de que, no caso analisado que originou o parecer, as beneficiárias recebiam os valores há décadas, mas pontuou que o documento não abrangeu a análise de outras pensionistas.

Questionada sobre o impacto humanitário do corte para mulheres que hoje são idosas e sem capacidade laborativa, a AGU argumentou que a lei das pensões militares não possui fundamento de assistência social a idosos ou incapazes. Por essa razão, critérios como idade ou vulnerabilidade não foram avaliados pela consultoria, restringindo-se o foco do parecer apenas à alteração formal do estado civil das beneficiárias.

Ao tratar dos impactos do Parecer nº 00744/2024/CONJUR-EB/CGU/AGU, a AGU informou, a partir de dados fornecidos pelo próprio Exército, que a medida não engloba esposas e filhas de militares. Contudo, há um contingente expressivo de pensionistas habilitadas na condição de irmãs que pode ser afetado pela verificação do estado civil. Hoje, existem 2.196 beneficiárias nessa situação em todo o Brasil, sendo 47 delas no Rio Grande do Norte, segundo dados apurados pela reportagem.

Procurado pela reportagem do BCS para se manifestar sobre o cancelamento das pensões o Comando do Exército não respondeu às perguntas enviadas por E-mail à Assessoria de Imprensa em Brasília.

De pires na mão

O pano de fundo desse cerco às pensionistas é seguramente a forte pressão financeira sobre as contas públicas para atingir o chamado equilíbrio fiscal. Uma reportagem da revista Veja, publicada em junho de 2025, revelou que o governo federal havia anunciado um corte de R$ 31 bilhões no Orçamento Geral da União para cumprir as metas fiscais. A Defesa foi a segunda pasta mais atingida, sofrendo uma tesourada de R$ 2,6 bilhões.

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

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Como mais de 80% do orçamento total do Ministério da Defesa (que era de R$ 133 bilhões) é usado para pagar pessoal, a conta ficou pesada. Os gastos com militares da ativa (cerca de R$ 30 bilhões) e com os da reserva (outros R$ 30 bilhões) dividem espaço com os custos dos pensionistas. Pressionados para cortar despesas, o Exército mira justamente na parcela mais vulnerável e silenciosa dessa folha de pagamento.

As decisões que estão por vir da Justiça Federal, onde tramitam as ações de Ana Teresa e de Lucy contra a União, vão decidir o futuro delas e de centenas de outras mulheres, pensionistas do Exército – e quiçá das três Forças Armadas – que serão afetadas por essa batalha jurídica em todo o País.

Marcello Benevolo é advogado e jornalista e colabora regularmente para o Blog Carlos Santos

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Categoria(s): Reportagem Especial
domingo - 24/05/2026 - 10:50h

Sobre escrever à mão

Por Odemirton Filho

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

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No último domingo, o programa de televisão, Fantástico, veiculou uma reportagem especial sobre como o hábito de escrever à mão perdeu espaço nos dias atuais. Hoje, poucas pessoas ainda cultivam essa prática, pois utilizam os computadores e celulares para digitar e enviar mensagens.

Foi-se o tempo que escrevíamos à mão cartas e bilhetes. Agora, digitamos as mensagens, enviando-as por meio de um “zap” ou e-mail. Conforme a reportagem, exames mostram que, ao escrever à mão, a atividade cerebral se espalha por diferentes regiões, formando um padrão amplo de conexões. Na digitação, esse padrão praticamente desaparece.

De minha parte, não posso negar que achei foi bom essa mudança. A minha caligrafia sempre foi sofrível, “garranchuda”, quase um hieróglifo. Minha mãe, coitada, gastou uma ruma de dinheiro comprando cadernos de caligrafia a fim de melhorar minha escrita, mas não teve jeito. Muitas vezes, eu mesmo não entendia o que estava escrito.

Quando eu lecionava, sempre usei slides nas aulas, uma vez que escrever na lousa, certamente, não era uma boa opção. Quando me submetia a provas subjetivas, elaborar uma dissertação, por exemplo, tinha que escrever devagar, com receio de não ser entendido pelo docente. Inúmeras vezes levei “batido” dos professores por causa da minha letra.

Quando eu corrigia provas subjetivas, já me deparei com alunos e alunas que tinham uma letra sofrível, quase ininteligível. Nessas horas, sentia-me feliz, pois percebia que não estava sozinho.

No mesmo passo, há vinte anos, quando iniciei a labuta enquanto oficial de Justiça, as certidões das diligências eram lavradas à mão, e eu tinha que ter o maior cuidado para escrever de modo que o magistrado compreendesse o teor.

De sorte, que admiro bastante quem tem uma letra bonita, daquelas que parecem um desenho. Milton Hatoum, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras, escreve os seus romances à mão, fugindo dos padrões atuais.

Pode ser impressão, mas quando escrevemos à mão, percebo que fixamos mais o conteúdo que estamos estudando. Por outro lado, digitar, além de ser prático, garante que o texto sairá com um visual apresentável, pelo menos na forma. Enfim, como tudo na vida, sempre há os dois lados da moeda.

Odemirton Filho é colaborador do Blog Carlos Santos

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Categoria(s): Crônica
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domingo - 24/05/2026 - 09:50h

A negação da morte, Ernest Becker

Por Honório de Medeiros

Becker e como sobreviver na memória dos outros (Foto: reprodução do themarginalian.org)

Becker e como sobreviver na memória dos outros (Foto: reprodução do themarginalian.org)

Adolescente, recém-chegado a Natal, apaixonado por livros, não sabia por onde começar na biblioteca de minha tia, que me acolhera em seu apartamento lá pelos meados da década de 70.

Li muitos, ali. Alguns livros, várias vezes. Naquele tempo não havia celular, e a televisão engatinhava.

Dia desses me perguntei quais daqueles livros, alguns ainda em minha posse, me marcariam hoje. Não precisei procurar tanto nos desvãos já meio empoeirados da memória. Foram três, não tenho dúvida.

Um deles é um clássico: O Meio é a Mensagem, de Marshall McLuhan. Na época, quando o li, não compreendi quase nada. Mas o conceito de “Aldeia Global”, um “meme” de McLuhan, fixou residência definitiva em meu cérebro.

Outro foi um romance de Rabindranath Tagore, A Casa e o Mundo. Uma estória de amor vivida na Índia, escrito com uma sutileza incomum, e uma prosa densamente poética.

Entretanto, o fundamental, aquele que me marcou para sempre, foi A Negação da Morte, de Ernest Becker, que ao autor valeu o Prêmio Pulitzer de Não-Ficção Geral de 1974.

É traumatizante a leitura de A Negação da Morte para alguém recém-saído da adolescência. Muito do que li, quando o peguei pela primeira vez, também me era incompreensível.

A custo, entretanto, de relê-lo muitas vezes e ir em busca dos conceitos-chaves utilizados por Becker na obra de Freud que jazia completa, à minha disposição, nas estantes de minha tia, terminei entendendo o núcleo de sua argumentação.

Para Becker o que é há de fundamental no ser humano é o medo da morte.

Esse receio, temor, medo, que está em cada um de nós desde que construímos nossas primeiras noções acerca do que nos cerca, é o motor que nos impulsiona e a fonte de nossa permanente angústia.

Agimos, em consequência, para reprimi-lo, construindo “mentiras vitais” que nos permitam enfrentar a morte sob a ilusão de permanência histórica, e explicam, assim, a conduta do homem.

Uma delas, a mais importante, é a ânsia por heroísmo, que em acontecendo, nos permite sobreviver na memória dos outros.

Creio, mas posso estar enganado, que Becker bebeu na fonte instigante de Sir Bertrand Russel que mina do seu Power: A New Social Analysis, onde ele expõe a teoria de que os acontecimentos sociais somente são plenamente explicáveis a partir da ideia de Poder.

Não algum Poder específico, como o Econômico, ou o Militar, ou mesmo o Político, mas o Poder com “P” maiúsculo, do qual todos são decorrentes, irredutíveis entre si, mas de igual importância para compreender a Sociedade.

A causa da existência do Poder, para Russel, é a ânsia infinita de glória, inerente a todos os seres humanos.

Se o homem não ansiasse por glória, não buscaria o Poder. Infinita posto que o desejo humano não conhece limites.

Essa ânsia de glória dificulta a cooperação social, já que cada um de nós anseia por impor, aos outros, como ela deveria ocorrer e nos torna relutantes em admitir limitações ao nosso poder individual.

Como isso não é possível, surgem a instabilidade e a violência.

É possível ler mais em:
//honoriodemedeiros.blogspot.com.br/2015/05/bertrand-russel-e-causa-da-existencia.html

Em tempos mais modernos, a incessante busca por notoriedade substituiu o impulso pelo heroísmo.

Talvez haja uma forte distinção entre um e outro calcada no caráter ético.

Enquanto no primeiro caso as ações parecem determinadas pelo narcisismo, no segundo pode haver a busca de passar para a história pelos feitos realizados em prol de uma ideia de Bem.

Ou será que a causa primeira nada mais seria que o narcisismo?

O certo é que Becker criou raízes fundas em mim, seja pelo impacto de uma teoria que tudo explicava mas nada devia a mitologias, seja pela angústia e prazer intensos que voar alto, nas coisas do espírito, ocasionam.

Nunca mais fui o mesmo.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura de Natal e do Governo do RN

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Categoria(s): Artigo
domingo - 24/05/2026 - 09:02h
Luto

Dia de nos despedirmos do músico e cantor Gilberto Loia

Gilberto Loia faleceu vítima de infarto (Foto: Redes sociais)

Gilberto Loia faleceu vítima de infarto (Foto: Redes sociais)

Mossoró despede-se neste domingo (24) do músico e cantor Gilberto Loia.

Residente em Tibau há alguns anos, ele faleceu de infarto à noite desse sábado (23).

Seu velório ocorre no Centro de Velório Sempre, à rua Melo Franco, 197, Centro, em frente ao Tiro de Guerra 07/010, a partir das 10 horas.

O sepultamento será ainda hoje no Cemitério São Sebastião, também no Centro, em horário a ser divulgado.

Nota do BCS – Além de músico diferenciado, figura do bem e bom. Na memória mais clara, o vejo no seu Musical 145 em Mossoró, lugar de música boa e leve. Sua cara e acordes.

Que Gilberto descanse em paz. E, através de Luzia, sua amada, transmitimos todo nosso pesar.

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domingo - 24/05/2026 - 08:48h

Manhecença

Por Jorge Fernandes

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

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O dia nasce grunindo pelos bicos
Dos urumarais…
Dos azulões… da asa branca…
Mama o leite quente que chia nas cuias espumando…
Os chocalhos repicam na alegria do chouto das vacas…
As janelas das serras estão todas enfeitadas
De cipó florado…
E o coên! do dia novo –
Vai subindo nas asas peneirantes dos caracaras…
Correndo os campos no mugido do gado…
No – mên – fanhoso dos bezerros…
Nas carreiras da cutia… no zunzum de asas dos besouros,
das abelhas… nos pinotes dos cabritos…
Nos trotes fortes e luzidos dos potros…
E todo ensanguentado do vermelhão das barras
Leva o primeiro banho nos açudes
E é embrulhado na toalha quente do sol
E vai mudando a primeira passada pelos
Campos todo forrado de capim panasco…

Jorge Fernandes (1887-1953)

*Publicado nesta página em 27 de dezembro de 2009. É um poema modernista do autor potiguar, datado de 1927.

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Categoria(s): Poesia
domingo - 24/05/2026 - 07:46h
Economia

Empresas brasileiras migram para o Paraguai e fogem de alta tributação

Com Lei de Maquila elas pagam média de 12% de impostos e encargos trabalhistas; Brasil, 80%

Por Camila Nascimento do Poder 360

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

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O Paraguai atraiu 232 empresas brasileiras desde 2007 para atuar dentro da Lei de Maquila –uma norma legal que permite a companhias estrangeiras voltadas para a exportação produzirem no país vizinho pagando menos impostos. Tais companhias são conhecidas como maquiladoras. O movimento se acentuou nos últimos anos, pois mais facilidades foram criadas para atrair negócios de outros países.

O principal atrativo é a baixa carga tributária. Fábricas sob esse regime têm impostos e encargos trabalhistas totais de 12%, em média, contra 80% no Brasil.

Segundo levantamento feito com base em dados do governo paraguaio e da Câmara de Empresários Brasileiros no Paraguai, o número de maquiladoras brasileiras corresponde a 70% das mais de 320 empresas estrangeiras que optaram pelo país vizinho.

Essas empresas empregam cerca de 25.000 pessoas no Paraguai – vagas que poderiam estar no Brasil.

Impostos simplificados

A estrutura tributária é complexa no Brasil. No Paraguai, é mais simples e menos onerosa. As empresas pagam só 1% sobre o valor agregado, ou seja, sobre aquilo que foi adicionado em cada etapa da produção ou comercialização de um produto ou serviço. Maquiladoras têm ainda isenção de imposto de renda sobre o pagamento de dividendos, na compra de máquinas e na importação de matéria-prima.

Outra vantagem está no custo da mão de obra. Embora o salário-mínimo no Paraguai seja maior que o brasileiro (2,9 milhões guaranis, ou de R$ 2.300 a R$ 2.400, dependendo da cotação, contra R$ 1.621), os encargos trabalhistas são bem menores.

Arte do Poder 360

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O funcionário com carteira assinada no Paraguai custa de 30% a 40% menos que um que é empregado seguindo as regras da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) no Brasil, uma lei criada em 1943 pelo ditador Getúlio Vargas (1882-1954) sob inspiração das regras fascistas da Itália, a “Carta del Lavoro”, e que teve poucas modernizações até hoje.

As férias aumentam progressivamente a cada ano no Paraguai, e só chegam a 30 dias depois de 10 anos na empresa. Além disso, não há FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), e a parcela da Previdência é menor. A carga horária semanal é de 48 horas no país, contra 44 no Brasil. No mercado brasileiro, em breve, deve haver uma redução para 40 horas semanais, com 2 dias de descanso por semana, como está em proposta de emenda à Constituição debatida pelo Congresso.

Caso o Brasil reduza a jornada para 40 horas semanais, como estabelece a proposta do fim da escala 6 X 1, o trabalhador paraguaio passaria a trabalhar 8 horas a mais por semana. Na prática, isso representaria cerca de 416 horas adicionais por ano —equivalente a aproximadamente 52 dias úteis de trabalho.

Migrações recentes

Das maquiladoras com origem no Brasil, 40 (17,2%) iniciaram a operação a partir de 2023 —e 26 delas se mudaram no período de 2024 a 2026.

Arte do Poder 360

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Receita e volume

As 10 maiores maquiladoras brasileiras operando no Paraguai tiveram receita de exportação de US$ 1,3 bilhão em 2025, segundo o Datasur, plataforma que reúne dados globais de importação e exportação. Ou seja, o Brasil deixa de arrecadar sobre essa quantia.

Estão fora do sistema de maquila no Paraguai parte das operações da JBS, maior produtora do mundo de proteína animal, e da Inpasa, maior biorrefinaria de etanol de grãos da América Latina. Essas empresas usam a lei para exportação só em alguns itens. Beneficiam-se de isenções oferecidas pelas leis paraguaias, como, por exemplo, na compra de maquinário.

Triplo 10

Nem todas as companhias brasileiras no Paraguai aparecem na lista de maquiladoras, porque o país tem outros regimes de incentivos, como zonas francas, além de leis que facilitam o investimento estrangeiro em turismo, mercado financeiro, além da indústria.

Mesmo para companhias fora do regime de maquila, o Paraguai apresenta sistema tributário bem mais simples, o chamado triplo 10:

10% de IR empresarial;

10% de IR pessoal;

10% de IVA (Imposto sobre Valor Agregado).

Na última década, grandes empresas brasileiras iniciaram ou retomaram a produção. É o caso de Lupo, Estrela, M.Dias Branco, Karsten, JBS e Lunelli. A BRF está no país pela subsidiária Hercosul, focada em ração animal. Nos últimos 2 anos, fora do regime especial, a Vale expandiu os investimentos em logística no país.

Já a Camil adquiriu a Rice Paraguai e da Villa Oliva Rice e ganhou condições de operar no mercado interno paraguaio.

Em 2026, a Karsten passou a fabricar toalhas no Paraguai. A empresa não divulga números oficiais de receita e faturamento. A estimativa é de US$ 10 milhões a US$ 18 milhões, considerando a capacidade da planta instalada em comparação com seus pares. A fabricante de calçados infantis Kidy também decidiu produzir no Paraguai neste ano. A Efisa se juntará às empresas no 2º semestre. A companhia já está presente no Paraguai desde 2012, mas com plantações florestais e processamento de madeira. A nova unidade usará matérias-primas locais e importadas para fabricar embalagens e pallets.

Mais de US$ 182 milhões (perto de R$ 1 bilhão) foram investidos no Paraguai por 6 empresas de origem brasileira de 2025 a 2026: JBS: US$ 70 milhões; Karsten: US$ 40 milhões; Lupo: US$ 30 milhões; Kidy: US$ 30 milhões; Efisa: US$ 9 milhões; Fiasul: US$ 3 milhões.  Multinacionais com grandes operações no Brasil transferiram parte da produção para o Paraguai. É o caso da japonesa Yazaki, a sul-coreana TNT Auto Parts e a alemã Kromberg & Schubert.

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Categoria(s): Economia
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domingo - 24/05/2026 - 06:40h

As mangas de doutor Paulo Renato

Por Marcos Ferreira

Imagem ilustrativa com recursos de IA para o BCS

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Vejam só o título a seguir: “As mangas de doutor Paulo Renato”. Pertence a um texto homônimo de autoria do poeta e prosador mossoroense Júlio Rosado. Recebi o link com o conto (este o gênero literário em destaque) enviado através do WhatsApp pelo próprio Júlio. O enredo foi publicado no Blog João Dantas, mais precisamente no dia 19 deste mês. Trago aqui essa informação por julgar que o referido conto merece, ao contrário das mangas, ser saboreado por outros leitores.

Admito que o nome do relato não me causou muita curiosidade. Avançando na trama, porém, senti logo que não era mais possível não ir adiante. Isto porque Júlio Rosado sabe contar uma história e prender o leitor com admirável competência. Foi o que se deu comigo, que a princípio julguei ter em mãos uma simples crônica ou um mero artigo.

O doutor Paulo Renato, a exemplo da senhora Gildete, pessoa esta de idade avançada e saúde precária, não recebem muito tratamento descritivo. Aliás, pouco sabemos acerca dessas duas personagens. E isso já é o bastante, sem prejuízo para o desenrolar dos fatos. Considero que as mangas é que assumem o protagonismo da fabulação. Exato, as frutas são as protagonistas da narrativa.

Nada mais comentarei a respeito da urdidura que lhes recomendo ler. Agora o que me resta é providenciar um pouco de café para animar as minhas ideias, deitar na página fluorescente do computador algum assunto que também desperte interesse nos leitores. Sei que ultimamente estou deixando a desejar nas linhas que remeto ao BCS — Blog Carlos Santos. É isso mesmo, estou devendo ao meu editor uma página à altura desse espaço de opinião e cultura.

Quem sabe seja interessante requentar um tema mais badalado, o das guerras que estão em curso no Oriente e Europa. Os Estados Unidos, país que possui o maior número de armamento nuclear, não querem permitir que o pequenino Irã também desenvolva as suas armas atômicas. É um poder soviético, como se dizia antigamente no tocante a algo muito autoritário.

Ninguém, todavia, suporta mais falar em guerras. Porque isso é despejado de maneira abundante na cabeça de todo mundo via televisão, internet e redes sociais. Alguém aí tem por acaso um tema que possa me recomendar? Estou aberto a sugestões. Não esqueçam as mangas de doutor Paulo Renato.

Marcos Ferreira é escritor

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Categoria(s): Crônica
domingo - 24/05/2026 - 04:24h

Menos jogador, mais time

Por Marcelo Alves

Plenário do STF em foto com uso de recursos de IA para o BCS

Plenário do STF em foto com uso de recursos de IA para o BCS

Andei escrevendo, estes dias, sobre o nosso Supremo Tribunal Federal, mais especificamente sobre o modelo de escolha dos seus ministros. Continuarei aqui tratando da nossa mais badalada corte. Mas, como estamos nas vésperas da Copa do Mundo, tentarei abordar a coisa por meio de uma metáfora futebolística.

Sem querer agora inventar a bola, acho que deveríamos urgentemente exigir do nosso Supremo Tribunal Federal um comportamento mais coletivo (de time, portanto), sem que tenhamos de nos preocupar constantemente com as idiossincrasias de seus diversos jogadores (que, como quaisquer seres humanos, são dotados de algumas qualidades e de muitos defeitos).

É verdade que existem órgãos judiciais monocráticos (compostos por um único juiz), mas não é à toa que os tribunais supremos/constitucionais, mundo afora, são sempre órgãos colegiados (ou times, no jargão peladeiro). Há, sem dúvida, inúmeras razões históricas, políticas, filosóficas e psicológicas para essa colegialidade.

Uma delas é a “difusão de responsabilidades”, fundamental nos dias de hoje, quando parte da imprensa e as tais “redes sociais” querem pautar – para não dizer, direcionar – as decisões do Judiciário. Como registra Aroldo Rodrigues no livro clássico “Psicologia Social” (Editora Vozes, 1972), times tendem a tomar decisões que envolvam maior risco ou responsabilidade que indivíduos isoladamente. Times sentem-se menos pressionados ao tomar uma decisão arriscada – leia-se, aqui, impopular –, mas que trará maiores benefícios caso dê certo.

A tendência é no sentido de enfrentar a turba em busca da decisão juridicamente correta, dividindo-se a responsabilidade pelo fracasso caso a decisão seja errônea.

Ademais, a colegialidade é um mecanismo que protege o indivíduo de suas idiossincrasias e daquilo que compõe o seu horizonte interpretativo pessoal. Mecanismo que funciona. Todos nós, e isso inclui tanto os jogadores como os juízes, temos preferências e valores diversos, e nossas decisões, para o bem ou para o mal, são afetadas por essas características herdadas ou adquiridas. As decisões tomadas no exercício da magistratura não fogem a esse contexto. Uma das virtudes da colegialidade, talvez a principal delas, é precisamente obrigar os juízes a controlar seus próprios juízos (sempre afetados por características herdadas ou adquiridas) em diálogos com juízos próprios (tomados anteriormente) e, sobretudo, alheios. Nesses diálogos colegiados, o juiz se torna mais independente de si mesmo e de suas próprias arbitrariedades.

A colegialidade também contribui para o aperfeiçoamento do processo decisório em si. Ela capacita os juízes a instigar a atuação de seus companheiros de time. Ela é, psicologicamente, um incentivo ao aperfeiçoamento do modo de decidir do juiz, já que os juízes, no debate de ideias, por saberem que suas posições irão ser objeto de escrutínio pelos pares, formulam-nas com maior cuidado e precisão. A colegialidade, assim, enseja um aprimoramento do resultado do trabalho decisório dos juízes e, consequentemente, um fortalecimento institucional do Poder Judiciário.

Por derradeiro, há a força em si das decisões colegiadas, sobretudo as tomadas por unanimidade. Quando uma corte/time decide um caso com base em regras e princípios colegiadamente debatidos, ela está, certamente, criando material precioso e raro, que, forjado na dialética, tende a ser sempre mais respeitado. Até porque as decisões colegiadas, representando não somente a experiência dos juízes, mas também seus diferentes talentos e perícia, refletem a sabedoria do tribunal/time como uma instituição que transcende o momento.

Dito e cumprido isso, teríamos mais estabilidade, previsibilidade, precisão, celeridade, igualdade e legitimidade na atuação do nosso Supremo Tribunal Federal. Não falaríamos mais em ministro/jogador da panelinha A ou B do STF. Seriam todos crias da seleção brasileira…

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

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Categoria(s): Artigo
  • Art&C - PMM - Maio de 2026 - Cidade Junina
sábado - 23/05/2026 - 23:50h

Pensando bem

“Auto-respeito é o fruto da disciplina. O senso de dignidade cresce com a capacidade de dizer para si: não.”

Abraham J. Heschel

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sábado - 23/05/2026 - 17:20h
Maravilha

O majestoso Rodeador traz alegria ao sertão

Imagens que merecem ficar guardadas na memória e no coração do nosso povo.

O Açude do Rodeador, localizado na comunidade Umari, entre Rafael Godeiro e Umarizal, voltou a transbordar dia 19 último, renovando a esperança de toda a região.

A última sangria havia sido registrada em 2023, e neste ano ele volta a trazer alegria ao sertão.

Considerado um dos principais reservatórios da região Oeste Potiguar, o Açude Rodeador possui capacidade para mais de 21 milhões de metros cúbicos de água, sendo fundamental para o abastecimento de Rafael Godeiro e Umarizal, além de representar segurança hídrica, desenvolvimento e esperança para milhares de pessoas.

🎥 Prefeitura de Rafael Godeiro

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Categoria(s): Gerais
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 23/05/2026 - 08:24h
Notícia boa, notícia ruim

Juventude atual consome menos bebida alcoólica, mas…

Consumo de álcool tem caído bastante, mas isolamento social preocupa (Imagem: Jcomp/Freepik)

Consumo de álcool tem caído bastante, mas isolamento social preocupa (Imagem: Jcomp/Freepik)

The News para o BCS

Menos ressaca, menos rolê? Os jovens estão bebendo cada vez menos e, à primeira vista, isso é uma boa notícia. A questão é que essa mudança pode indicar uma vida social cada vez mais isolada.

Contextualizando… A queda no consumo de álcool vem desde os anos 90, mas ganhou força entre jovens que cresceram em meio à pandemia, às redes sociais e a uma rotina com poucos encontros presenciais.

Em 1997, 75% dos alunos do último ano do ensino médio nos EUA diziam ter bebido nos últimos 12 meses. Em 2025, esse percentual caiu para 41%.

O problema não é a falta de bebida. A questão é que essa sobriedade pode estar atrelada a uma adolescência mais isolada, com menos experiências fora de casa — momentos importantes para criar vínculos, desenvolver autonomia e aprender a se relacionar fora do celular.

O que ajuda a explicar isso? A pandemia mudou a forma de socializar, as redes aumentaram a pressão por imagem e a cultura de performance e bem-estar deixou muitos jovens mais vigilantes com os próprios hábitos.

No fim, a sobriedade pode até ser uma boa notícia. Mas ela também abre uma pergunta maior: os jovens estão bebendo menos porque escolheram uma vida mais saudável ou porque estão tendo menos oportunidades de “viver a juventude”?

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Categoria(s): Gerais
sexta-feira - 22/05/2026 - 23:50h

Pensando bem…

“Ciente de tuas capacidades e limitações, não inicies nenhuma empreitada que não possas levar a cabo.”

Sun Tzu

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  • Art&C - PMM - Maio de 2026 - Cidade Junina
sexta-feira - 22/05/2026 - 23:10h
RN

Governo entrega 44 viaturas blindadas para reforço da segurança

Investimento passa de R$ 8 milhões, anunciou o governo (Foto: Sandro Menezes)

Investimento passa de R$ 8 milhões, anunciou o governo (Foto: Sandro Menezes)

O Governo do Rio Grande do Norte realizou nesta sexta-feira (22), na Escola de Governo em Natal, a entrega de veículos que passam a integrar as frotas da Polícia Militar e da Polícia Civil do RN. Amplia a capacidade operacional e garante mais proteção aos profissionais que atuam no enfrentamento à criminalidade, pois todas as viaturas são blindadas.

Ao todo, foram entregues 30 viaturas para a Polícia Militar e 14 para a Polícia Civil, todas do modelo Renault Duster. O investimento total supera R$ 8 milhões, com recursos oriundos do Fundo Nacional de Segurança Pública.

“Pela primeira vez na história, o Governo do RN realiza uma entrega de viaturas blindadas. É mais segurança e confiança para os policiais e servidores da Polícia Militar e Polícia Civil que atuam nos batalhões e delegacias de todo o estado. Também maior capacidade de enfrentar a criminalidade, pois são equipamentos de ponta”, declarou o secretário da Segurança Pública e da Defesa Social, coronel Francisco Araújo.

“Chegamos a 800 novas viaturas entregues nos últimos três anos, renovando 100% da frota da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros. Agora, com veículos blindados, proporcionamos ainda melhores condições de trabalho aos policiais. É uma prioridade da nossa gestão, pois segurança pública se faz com investimento, inteligência, valorização e, acima de tudo, compromisso com o bem-estar do povo do Rio Grande do Norte”, comentou a governadora Fátima Bezerra.

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Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
sexta-feira - 22/05/2026 - 21:38h
Secretaria da Fazenda

Dívidas fiscais terão descontos de até 99% com “Refis Mossoró”

O programa contempla tributos como IPTU, ISS e diversas taxas municipais (Foto: Walmir Alves)

O programa contempla tributos como IPTU, ISS e diversas taxas municipais (Foto: Walmir Alves)

A Prefeitura de Mossoró sancionou o Programa de Recuperação Fiscal do Município de Mossoró, denominado Refis Mossoró 2026, destinado à regularização de créditos tributários e não tributários inadimplidos. A Lei Complementar nº 240, de 21 de maio de 2026, está publicada na edição desta quinta-feira (21), do Diário Oficial de Mossoró (DOM).

A iniciativa do município busca dar oportunidade para que cidadãos e empresas regularizem sua situação fiscal, com mais facilidade, por meio da Secretaria Municipal da Fazenda (SEFAZ). A proposta incentiva o cidadão a ficar em dia com a cidade, oferecendo condições especiais para pagamento de dívidas vencidas até 31 de dezembro de 2025.

O Refis 2026 vai permitir desconto de até 99% em juros e multas para pagamento à vista. Para quem optar pelo parcelamento da dívida, também haverá redução nos encargos. O programa contempla tributos como IPTU, ISS e diversas taxas municipais, alcançando débitos inscritos ou não em dívida ativa, inclusive aqueles que já foram parcelados.

O contribuinte que aderir ao Programa Refis Mossoró 2026 deverá recolher o valor do débito consolidado, com os seguintes percentuais de redução exclusivamente nos acréscimos legais:

I – 99% (noventa e nove por cento) no caso de pagamento do débito em uma única parcela;

II – 95% (noventa e cinco por cento) no caso de pagamento do débito em até 4 (quatro) parcelas;

III – 90% (noventa por cento) no caso de pagamento do débito em até 8 (oito) parcelas;

IV – 80% (oitenta por cento) no caso de pagamento do débito em até 12 (doze) parcelas;

V – 70% (setenta por cento) no caso de pagamento do débito em até 24 (vinte e quatro) parcelas;

VI – 60% (sessenta por cento) no caso de pagamento do débito em até 36 (trinta e seis) parcelas;

VII – 50% (cinquenta por cento) no caso de pagamento do débito em até 48 (quarenta e oito) parcelas;

VIII – 40% (quarenta por cento) no caso de pagamento do débito em até 60 (sessenta) parcelas;

IX – 30% (trinta por cento) no caso de pagamento do débito em até 72 (setenta e duas) parcelas;

X – 20% (vinte por cento) no caso de pagamento do débito em até 84 (oitenta e quatro) parcelas.

Confira aqui a íntegra da Lei Complementar.

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Categoria(s): Administração Pública
  • Art&C - PMM - Maio de 2026 - Cidade Junina
sexta-feira - 22/05/2026 - 21:00h
Nota Oficial

Unimed Natal nega que tenha planos de vender seu hospital

Hospital da Unimed em Natal (Foto: divulgação)

Hospital da Unimed em Natal (Foto: divulgação)

A Unimed Natal emite Nota Oficial nesta sexta-feira (22), para contestar postagem de um blog sediado na capital do estado, que afirmou interesse dessa cooperativa médica em vender seu hospital. A manifestação da Unimed Natal contraria por completo o que foi veiculado.

“A Unimed Natal segue sólida, segura e focada em crescer com responsabilidade. Fiquem tranquilos, Unimed é UNIMED”, destaca a cooperativa.

Leia abaixo a íntegra da Nota Oficial:

É mentira que a Unimed quer vender seu hospital. Mais uma mentira

A Unimed Natal vem a público esclarecer mais uma publicação mentirosa feita por um blog que, desde o encerramento de sua relação comercial com a cooperativa em 2025, passou a promover uma sequência sistemática de ataques contra a atual gestão. Somente em 2026, já foram mais de 60 postagens negativas, muitas delas construídas com insinuações, distorções e tentativas claras de gerar insegurança entre cooperados, colaboradores e clientes.

Sobre a notícia mentirosa de “venda do Hospital Unimed”, a verdade é simples: uma gestão profissional e responsável analisa permanentemente todas as possibilidades de geração de receita, eficiência operacional e valorização do patrimônio da cooperativa. Isso inclui, naturalmente, estudos sobre parcerias e melhor aproveitamento de áreas sem uso pleno. Fazer gestão é ter responsabilidade com a sustentabilidade da Unimed e com o futuro dos cooperados.

A Unimed Natal reforça aqui que a operação do Hospital Unimed vem se consolidando acima da expectativa do planejamento inicial, cumprindo um papel importante, com indicadores bastante favoráveis, como a menor taxa de mortalidade e o segundo menor índice de condições adquiridas entre os hospitais da rede prestadora. Por isso, mais do que nunca, entendemos que o Hospital Unimed que possui hoje cerca de 200 leitos ativos é parte importante da nossa estratégia.

Da mesma forma, decisões administrativas relacionadas a serviços, operações e modelos de gestão seguem critérios técnicos, financeiros e estratégicos, sempre com foco em melhorar resultados, eficiência e experiência dos clientes.

A atual gestão da Unimed Natal segue entregando resultados concretos: basta que sejam verificados os números oficiais da Agência Nacional de Saúde, como o Índice Geral de Reclamações (IGR), para ver que a Unimed Natal saiu de um índice de reclamação de 58,33 por 100 mil beneficiários em 2024 para 38,52 em 2026. Os números comprovam isso diariamente e refletem uma administração séria, transparente e comprometida com o futuro da instituição.

Aos nossos cooperados, nossos colaboradores e e nossos quase 200 mil clientes, deixamos uma mensagem clara: a Unimed Natal segue sólida, segura e focada em crescer com responsabilidade. Fiquem tranquilos, Unimed é UNIMED.

Fazemos também um alerta: todo conteúdo publicado por esse blog e seus parceiros deve ser visto com extrema cautela e senso crítico, especialmente quando vier carregado de ataques pessoas, insinuações e mentiras.

Por fim, ressaltamos a todos os veículos de comunicação sérios, até mesmo os que trabalham com chantagens comerciais e sensacionalismos mentirosos, que a nossa assessoria de comunicação e a nossa diretoria estão disponíveis para serem consultadas sempre que estes veículos quiserem algum esclarecimento sério e oficial.

Conselho de Administração | Unimed Natal

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sexta-feira - 22/05/2026 - 20:24h
Inverno 2026

Reservas hídricas do RN ultrapassam 54% da capacidade total

Barragem Oiticica registra 74,81% da capacidade, com 555.534.663 m³ armazenados (Foto: Igarn)

Barragem Oiticica registra 74,81% da capacidade, com 555.534.663 m³ armazenados (Foto: Igarn)

Os 69 mananciais responsáveis pela segurança hídrica do RN, segundo o Relatório dos Volumes dos Reservatórios divulgado nesta sexta-feira (22), aponta que as reservas hídricas superficiais do RN acumulam 2.867.623.594 metros cúbicos de água. É o equivalente a 54,15% da capacidade total de armazenamento do estado, que totaliza 5.295.422.524 m³.

O trabalho é do Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (IGARN), que faz o monitoramento.

De acordo com o levantamento, 22 reservatórios monitorados estão com 100% da capacidade e vertendo (sangrando). Outros 11 reservatórios apresentam volumes entre 70% e 99,9% da capacidade.

Entre os maiores reservatórios do estado, a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior manancial do RN, acumula 1.060.702.454 m³, correspondendo a 44,70% da sua capacidade total. Já a Barragem Oiticica registra 74,81% da capacidade, com 555.534.663 m³ armazenados. A barragem Santa Cruz do Apodi acumula 448.575.000 m³, equivalente a 74,80% do seu volume total.

Entre os reservatórios monitorados pelo IGARN, 22 mananciais estão com 100% da capacidade e vertendo (sangrando): Campo Grande, em São Paulo do Potengi; Rodeador, em Umarizal; Marcelino Vieira, em Marcelino Vieira; Lagoa de Boqueirão, em Touros; Lagoa de Extremoz, em Extremoz; Apanha Peixe, em Caraúbas; Gangorra, em Rafael Fernandes; Riacho da Cruz II, em Riacho da Cruz; Flechas, em José da Penha; Passagem, em Rodolfo Fernandes; Beldroega, em Paraú; Encanto, em Encanto; Corredor, em Antônio Martins; Lagoa de Pium, em Nísia Floresta; Riachão, em Rodolfo Fernandes; Currais, em Itaú; Arapuá, em José da Penha; Tesoura, em Francisco Dantas; Inspetoria, em Umarizal; Dinamarca, em Serra Negra do Norte; Sossego, em Rodolfo Fernandes; e Lagoa do Jiqui, em Parnamirim.

O relatório também aponta 10 reservatórios em situação de alerta, com volumes inferiores a 10% da capacidade total: Itans, em Caicó, com 0,72%; Passagem das Traíras, em São José do Seridó, com 0,14%; Esguicho, em Ouro Branco, com 8,05%; Dourado, em Currais Novos, com 4,23%; Jesus Maria José, em Tenente Ananias, com 1,55%; Zangarelhas, em Jardim do Seridó, com 5,65%; Alecrim, em Santana do Matos, com 4,09%; 25 de Março, em Pau dos Ferros, com 9,36%; Totoró, em Currais Novos, com 2,64%; e Mundo Novo, em Caicó, com 2,65% da capacidade.

O monitoramento realizado pelo IGARN acompanha diariamente a situação volumétrica dos reservatórios estratégicos do estado, subsidiando ações de gestão dos recursos hídricos e planejamento da segurança hídrica no Rio Grande do Norte.

Veja o relatório completo no seguinte link: //www.adcon.rn.gov.br/ACERVO/IGARN/DOC/DOC000000000369386.PDF

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sexta-feira - 22/05/2026 - 18:54h
Maravilha

Tibau, sua linda

Vídeo que resume um pouco, tantinho assim, as belezas de Tibau, cidade-praiana a poucos quilômetros de Mossoró.

🎥 @imobiliariaescossia

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sexta-feira - 22/05/2026 - 10:20h
Climão pesado

“Rolezinho” do PT esquece o pré-candidato Rafael Motta

Banner de divulgação de evento político do PT (Reprodução)

Banner de divulgação de evento político do PT (Reprodução)

A divulgação está aí nas redes sociais e no boca a boca: dia 5 de junho, em Mossoró, tem o “Rolezinho com Cadu e Samanda.”

A programação política que exaltará as pré-candidaturas de Cadu Xavier (PT) ao governo estadual e da vereadora mossoroense, em Natal, Samanda Alves (PT), escancara o escanteamento do ex-deputado federal Rafael Motta (PDT).

O ex-parlamentar foi confirmado nessa quarta-feira (20) como segundo nome do governismo estadual ao Senado. Contudo, existe um crescente movimento para cristianizar sua postulação. Prioridade absoluta é votar em Samanda Alves; Rafael Motta, não.

O evento do Rolezinho não o esqueceu à toa.

Existem outras razões para essa resistência a Rafael Motta pela militância petista e setores do núcleo do PT no estado:

1 – Porque existe um vínculo até aqui impositivo dele com o ex-senador Jean-Paul Prates (PDT), para fazer do ex-congressista o primeiro suplente. O petismo não engole. Quer o espaço para si.

2 – Muitos não esquecem de 2022, quando Rafael Motta atravessou a disputa ao Senado com uma postulação própria, pelo PSB, rachando o governismo. Foi determinante para a eleição do ex-ministro Rogério Marinho (PL), odiado-mor do petismo potiguar.

Para 2026, vozes começam a se levantar contra Rafael Motta. A crença é de que ele vai prejudicar a petista-raiz Samanda Alves, em vez de somar para o grupo governista.

Leia também“Combo” ao Senado com Jean-Paul suplente aborrece petismo

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Categoria(s): Política
  • San Valle Rodape GIF
sexta-feira - 22/05/2026 - 09:14h
Crime organizado

Polícia Civil deflagra segunda fase da “Operação Lockout” em Mossoró

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou nesta sexta-feira (22), a segunda fase da “Operação Lockout.” O objetivo é cumprir 18 mandados judiciais, sendo 11 mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão.

A ação tem como foco desarticular um braço armado de uma organização criminosa com atuação na prática de homicídios na região Oeste do estado. Os alvos da operação estão localizados nos municípios de Mossoró, Natal e Baraúna.

A operação conta com o apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/Mossoró), além da mobilização de diversas unidades da Polícia Civil do Rio Grande do Norte.

Somadas, as duas fases da Operação “Lockout”, realizadas em dezembro de 2025 e maio de 2026, resultaram no cumprimento de 49 ordens judiciais, sendo 23 mandados de prisão preventiva e 26 mandados de busca e apreensão.

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Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
sexta-feira - 22/05/2026 - 08:38h
Presidenciável

‘Contaminado’, Flávio Bolsonaro segue em contradições vexatórias

Flávio volta a entrar em contradição no Senado Foto: Vitor Souza//AFP)

Flávio volta a entrar em contradição no Senado (Foto: Vitor Souza/AFP/Arquivo)

Do Canal Meio e outras fontes para o BCS

Apesar de pedir que uma CPI seja instalada para investigar o escândalo do Banco Master, o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República, deixou de assinar três dos cinco requerimentos de criação de comissões de inquérito que circulam atualmente no Senado. Entre os pedidos sem apoio do parlamentar está uma proposta apresentada por seu aliado Eduardo Girão, além de iniciativas articuladas por governistas.

A ausência de assinaturas contradiz declarações recentes de Flávio, que afirmou ter apoiado “todas” as propostas de investigação sobre o caso Master. (Estadão)

Andréia Sadi: “Aliados de Flávio Bolsonaro relatam, nos bastidores, um diagnóstico cada vez mais recorrente no entorno da direita: o senador virou um personagem ‘contaminado’ politicamente até para setores da própria base bolsonarista. O temor desse grupo político é de que a associação entre o senador e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master, acabe irradiando desgaste para campanhas locais e dificulte alianças para 2026”. (g1)

Leia tambémÁlvaro descola cuidadosamente a sua imagem de Flávio Bolsonaro

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Categoria(s): Política
  • Art&C - PMM - Maio de 2026 - Cidade Junina
quinta-feira - 21/05/2026 - 23:56h

Pensando bem…

“O conhecimento fala, mas a sabedoria ouve.”

Jimi Hendrix

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Categoria(s): Pensando bem...
quinta-feira - 21/05/2026 - 20:44h
Senado

Comissão aprova novo piso para médicos e cirurgiões-dentistas

Senador Dueire manteve texto substitutivo (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Senador Dueire manteve texto substitutivo (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou na quarta-feira (20) o projeto de lei que estabelece novo piso salarial nacional para médicos e cirurgiões-dentistas.

O valor passa a ser de R$ 13.662,00, com reajuste anual pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), para a jornada de 20 (vinte) horas semanais no setor público e privado. O texto, que corrige o congelamento do piso desde 2022, também prevê adicional de 50% para trabalho noturno e horas extras, além de pausas durante a jornada.

O PL 1.365/2022 ainda será submetido a votação em turno suplementar na comissão. Sendo novamente aprovado, seguirá para apreciação da Câmara dos Deputados, caso não haja recurso para apreciação da matéria em Plenário.

O projeto da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) foi relatado pelo senador Fernando Dueire (PSD-PE), que manteve texto alternativo (substitutivo) aprovado anteriormente na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

— A ausência de piso atualizado e indexado retroalimenta a precarização dos vínculos de trabalho na área da saúde. A denominada pejotização e a terceirização disseminaram-se no setor, privando profissionais de direitos previdenciários e trabalhistas fundamentais. A inexistência de patamar remuneratório mínimo claro e dotado de mecanismo de sanção cria incentivo estrutural para que empregadores comprimam custos por meio de arranjos contratuais atípicos. O novo marco proposto, ao fixar piso concreto com correção anual, contribui para reverter essa tendência — disse o relator.

Fonte: Agência Senado

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Categoria(s): Política / Saúde
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