domingo - 14/06/2026 - 10:38h
Abundância

Fundo Eleitoral é maior do que orçamento de quase 96% das cidades

Arte do Poder 360

Arte do Poder 360

Do Poder 360

A parcela do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral ou “Fundão”, destinada ao Partido Liberal (PL) é maior que o orçamento inteiro de quase 96% das cidades brasileiras. O dado é de levantamento do Poder360 com dados de 5.312 municípios (do total de 5.569) que enviaram informações orçamentárias de 2025 ao Tesouro Nacional.

A sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro lidera os repasses e terá R$ 881,7 milhões do fundo para impulsionar seus candidatos. O PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, terá a 2ª maior fatia: R$ 615,4 milhões. O dinheiro dos petistas é mais que todo o empenho de 94% os municípios cujos números estão disponíveis.

O União Brasil receberá R$ 526,2 milhões, mais que 92% das cidades.

O Fundo Eleitoral é repassado aos partidos em anos de eleição. O mecanismo foi criado pelo Congresso em 2017, depois da decisão do Supremo Tribunal Federal que, em 2015, proibiu o financiamento de campanhas por empresas privadas.

A distribuição dos recursos está determinada na Lei das Eleições. Do total do fundo, 2% são divididos igualmente entre todos os partidos com estatuto registrado no TSE; 35% são distribuídos proporcionalmente aos votos obtidos pelas legendas na última eleição geral para a Câmara dos Deputados; 48% são repartidos conforme o número de representantes eleitos para a Câmara; e 15% são divididos de acordo com a representação dos partidos no Senado.

No Brasil, só 196 cidades têm orçamento maior que R$ 1 bilhão. As outras 5.116 que declararam suas contas tiveram gastos menores do que isso em 2025. Outras 257 não enviaram os dados e, por isso, não entraram no levantamento.

Distribuição do dinheiro

O Tribunal Superior Eleitoral divulgou na 4ª feira (3.jun.2026) como serão distribuídos os R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Eis como ficou a divisão, considerando os critérios determinados na lei:

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Categoria(s): Política
domingo - 14/06/2026 - 09:48h

A vida é líquida

Por Honório de Medeiros

Imagem ilustrativa de Anna Tolipova

Imagem ilustrativa de Anna Tolipova

“A vida é líquida”, disse Zygmunt Balman, aludindo à consistência das relações entre nós e os outros, ou entre nós, as coisas e os fenômenos.

Líquida, posto que a consistência não tem forma definida, assume aquela que o recipiente (o contexto) impõe.

Não seríamos estruturas rígidas imutáveis que atravessam o tempo pouco atingidas pelas circunstâncias, somos proteiformes, somos difusos, somos evanescentes.

Vivemos em uma época na qual as gerações mais novas escrevem tudo em uma linha. No máximo algumas poucas linhas. E somente leem, e são treinadas pela realidade virtual com a qual convivem em tempo integral exatamente para isso, algumas linhas, umas poucas linhas…

Tal é o ser (e o dever-ser) que a realidade virtual impõe: tudo é frenético, tudo é descartável, tudo é cambiante, imediato. É a maximização das potencialidades, negativas ou positivas, da nossa espécie sobrevivente e dominante, conforme descrita pela teoria da seleção natural.

O ensino, hoje, anda em ruínas por vários motivos, desconfio que o modelo que ainda predomina está fadado ao fim, entre outras razões em decorrência do descompasso com essa realidade que aos poucos se impõe, no qual não há mais espaço para uma educação que se estrutura a partir de livros, com textos pesados, longos, e que exigem tempo e estudo profundos, bem como para o “pensar” típico dos escolásticos medievais, que moldou as bases do nosso ensino ocidental e cristão.

Quem, hoje, lê Em Busca do Tempo Perdido?

As gerações mais novas, que herdarão o mundo, ou o que restar dele, e sua forma de apreender e expressar a realidade, estão em processo de descompasso com aquela construída pelos nossos antepassados. Não se trata de estarmos certos, e eles errados, por não quererem ler livros como Ulisses, de James Joyce, Paidéia, de Werner Jaeger, ou Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust.

São elas, essas gerações, filhas do “meme” que é a realidade virtual: caracterizam-se por viver em ritmo alucinante, pensar freneticamente, falar acelerado, em contraposição ao viver, pensar e falar arcaico, que vai sendo abandonado.

O livro de papel sobreviverá, como sobreviveu o ritual do chá no Japão moderno que a restauração Meiji instaurou, e atirar com arco-e-flecha, algo excêntrico, típico de verdadeiros “outsiders”; serão criadas seitas e seus inevitáveis rituais iniciáticos, para os escritores e leitores.

Livros em ambientes virtuais existirão cada vez mais. Mas nunca serão consumidos como o foram os livros de papel após Gutenberg.

Assim como os monges que salvaram a civilização como nós a conhecemos, na Alta Idade Média, copiando os textos antigos e os deixando para a posteridade, será em ambiente monacal que os iniciados lerão obras como as que foram citadas acima.

O velho mundo está morrendo, viva o novo mundo, do qual serei espectador privilegiado, posto que, quando menino, fui apresentado ao milagre da televisão quando já completamente cativado pelo livro de papel, e, agora, muito tempo depois, me maravilho com as infinitas possibilidades de uma realidade sequer possível de ser imaginada antes, domínio e prisão dos que, hoje, ainda são apenas adolescentes.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura de Natal e do Governo do RN

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Categoria(s): Crônica
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 14/06/2026 - 08:38h

Só um palpite

Por Marcos Ferreira

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Minha cidade não é mais a mesma, claro que não. Mudou positivamente. Mas essa mudança não foi muito para melhor se levarmos em conta a tríade igualdade, fraternidade e liberdade. De qualquer modo, pelo que tenho visto, o mossoroense anda exultante em meio a toda a pirotecnia e carnavalização de uma terra que há tempos jogou para o escanteio preceitos sociais, morais e ideológicos. Ao povo (há exceções!) basta o furdunço, a folia, as decorações juninas, o foguetório retumbante e um entorpecedor e aclamado carnaval fora de época. É aí que são adquiridos uns trapinhos coloridos com que os caboclos e as caboclas daqui se vestem e curtem sua apoteose em camarotes custando os olhos da cara. Isso não é problema, alguns se estrepam no cartão de crédito e tudo dá certo, sem que se importem com a ressaca econômica.

Hipnotizantes eventos fazem desaparecerem das vistas dos nativos a enorme buraqueira nos bairros periféricos, a superpopulação de animais abandonados e a fome, a desvalia dos sem-teto; pessoas sem amparo nenhum por parte dos órgãos públicos desta nossa feliz e purificada pátria do faz de conta.

Apesar dos pesares, e a bem da verdade, minha cidade melhorou ao longo dessas últimas três ou quatro décadas; está indubitavelmente mais apresentável, entretanto piorou sobremaneira no tocante à insensibilidade para com os necessitados, gente invisível, sujeira social varrida para debaixo do tapete do Executivo e do Legislativo desde sempre. Chato falar sobre o óbvio, eu sei. Assunto desagradável e repisado. Tenho consciência de que estou ferindo susceptibilidades, abespinhando melindres. É isto, admito que venho chovendo no molhado e enfeando o verniz reluzente na carranca de certos cidadãos baludos. Assim mesmo ponho o dedo nessa ferida. Porque o mutismo geral, absoluto, produz uma infecção do tipo “cada um que se vire”.

Acho que podemos ser mais que estampidos e cheiro de pólvora. Mossoró, com necessária boa-fé e freio em obras de orçamentos suspeitos, pode agir em favor dos maltrapilhos, desses conterrâneos que agora se encontram na sarjeta. Cães e gatos magríssimos e famintos perambulam por toda parte!

Que o povo se divirta, ora essa! Que festeje e se esbalde nos carnavais e no são-joão, mas sem perder a ternura, a sensibilidade. Avanços graúdos já foram conquistados; obras de relevo e projetos estruturais realizados em diversos pontos do município. Falta, porém, destinar recursos para a vida de quem não tem nada na vida. Ações sociais precisam ser desenvolvidas e contar com lastro financeiro do governo municipal. Não é possível sustentar um país (mesmo que o País de Mossoró) apenas com pão e circo.

A propósito, se olharmos com um pouco mais de atenção, veremos que há cada vez menos pão. O circo armado e nutrido com milhões de reais pela prefeitura na Estação das Artes Elizeu Ventania é algo de nível primeiro-mundista.

Admito que minha cidade está bonita. Tem futuro, potencial, contudo é da conhecida ordem de inúmeras outras que empurram no miolo dos munícipes o ópio das festanças e da fuzarca. Precisamos assegurar meios para oferecer o mínimo aos desvalidos, criar um programa de controle populacional de gatos e cachorros, que também passam fome e sede nesta urbe. Podemos ser melhores sob o aspecto humano, caridosos, comprometidos com o bem-estar daqueles que precisam de nós.

Isto é só um palpite; sequer um puxão de orelha. Longe de ser uma receita para a prosperidade geral. Todavia, quem sabe, represente um grito para que não percamos a boiada no precipício do egoísmo. O gado tem disso; é facilmente tangido, transformado em massa de manobra em currais eleitoreiros.

Vejam! Mais uma eleição se aproxima.

Marcos Ferreira é escritor

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Categoria(s): Crônica
domingo - 14/06/2026 - 07:44h

Sem plágio

Por Marcelo Alves

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

A questão do plágio sempre interessou aos amantes da arte. Desde antanho, já havia plágios nas artes plásticas, na música, na literatura. Em ambientes “informais” e especialmente na academia. Lembro-me bem do meu doutorado no King’s College London – KCL, onde, com uma ênfase por vezes exagerada, nos advertiam da gravidade de um tal “plagiarism”. Ameaçavam-nos até com o uso de “detectores de plágio”. Era já a inteligência artificial se metendo na questão (sobre isso, IA e plágio, falarei oportunamente).

Na literatura, na escrita em geral onde milito (infelizmente não sou pintor ou músico), o plágio – numa definição bem direta, que nos é apresentada pelo grande Lemos Britto, no clássico “O crime e os criminosos na literatura brasileira” (Livraria José Olympio Editora, 1946) – não é outra coisa “senão o furto literário. Consiste no ato de publicar alguém, como se fosse autor, [sem qualquer citação ou referência], obras ou porções de obras que foram compostas por outrem”.

A ferro e fogo, o plágio é considerado crime no direito brasileiro. Está aí o artigo 184 do nosso Código Penal, falando da “violação de direito autoral”, que não me deixa mentir. Mas o plágio é também – e talvez sobretudo – uma questão sujeita à crítica moral (mas o que é a moral?).

E é aí que entram alguns senões.

Há quem diga, segundo Lemos Britto, que “não há em prosa e versos bem sonantes/algo que já não fosse dito antes”. Então, tudo, ou quase tudo, seria permitido, com os plagiários assim vivendo no “melhor dos mundos”.

Há também o que Lemos Britto chama de plágio automático, “não intencional, derivando de leituras que se vincularam ao cérebro”, que afloram à superfície do pensamento e “que por bem dizer se infiltram na produção de um escritor”, sem que ele verdadeiramente se aperceba da traição de que está sendo perpetrador. Só seria verdadeiro plágio aquele “intencional, doloso, fraudulento. O plagiário, nestas condições, é sempre um amoral. Ele sabe que está se apropriando do que ao outro pertence, e despreza esta circunstância para se pavonear com a obra alheia, embora possa ser surpreendido e apontado como tal”.

E, claro, há ainda a assertiva, um tanto quanto cínica, de que os escritores medíocres copiam; os grandes, se inspiram. Ou, como cita Lemos Britto, “Não se sabe que os melhores escritores plagiam aos mais obscuros, aos mais ignorados, aos piores? E que, ao plagiá-los, os embelezaram, os honraram e quiçá os fizeram conhecidos?”.

Nesse ponto, Gabriele d’Annunzio, Edmond Rostand, Théophile Gautier e outros tantos “famosos escritores e poetas foram acusados de plagiários” – como são grandes, o foram “injustamente”. Mas, “quando o plágio é praticado por quem a sociedade sabe incapaz de voos altos, a obra ou trecho surripiado transforma-se em gilvaz que põe na face do burlão marca indelével, humilhante, tal o ferro em brasa que vincava na do escravo as iniciais do senhor”.

De minha parte, como sou capaz apenas de pequenos voos, fiz questão de reiteradamente citar aqui o grande Lemos Britto. Portanto, sem plágio.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

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Categoria(s): Crônica
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domingo - 14/06/2026 - 06:22h

Aqui há de um tudo

Por Odemirton Filho

Efeito de câmera e edição mostra o Corredor Cultural e seu entorno no dia do Pingo da Mei Dia (Foto: Realize Filmes)

Efeito de câmera e edição com o Corredor Cultural e seu entorno no dia do Pingo da Mei Dia (Foto: Realize Filmes/Arquivo/2025)

O mês de junho chegou chegando. O Pingo da Mei dia, como sempre, abriu brilhantemente os festejos juninos. O Mossoró Cidade Junina há tempos está consolidado. É uma festa bonita, a cidade, em alguns locais, fica lindamente decorada, sente-se um clima de alegria. Há quem não goste, é claro, o que devemos respeitar.

Entretanto, o que eu quero dizer, é que no tempo da minha juventude não havia tantas festividades juninas por estas bandas, pelo menos que me lembre. Nalgumas escolas e nos bairros mais afastados da cidade é que havia arraiás. Lembro que acendíamos uma pequena fogueira pra assar milho em frente da nossa casa e que preparavam algumas comidas típicas. E Só.

Contudo, festa junina como a de hoje, sinceramente, não recordo. Se havia, levei falta.

Aliás, como em toda cidade, nos tempos de minha adolescência, em Mossoró havia quase de um tudo. Porém, o que me vem à memória mais vivamente são as festas na ACDP, na AABB, no Realce e no clube do BNB. E como esquecer os grandes comícios no largo do Jumbo e da Cobal? O Potiba? Os bingos no Nogueirão?

Havia, também, a churrascaria Kancela, as noites no Meca Shopping, o burburinho do Burburinho, a pizzaria de Patrício Português, a sorveteria do Juarez e as festas no Imperial. Inesquecíveis, outrossim, são as Festas de Santa Luzia de antigamente.

O leitor chegou a prestigiar as vaquejadas do Puxaboi? Chegou a frequentar o Ferrão? Bons tempos, né?

Vale acrescentar que o carnaval na minha época de rapaz não era o forte em Mossoró. Dizem os mais velhos que carnaval bom de verdade eram os realizados na ACDP e no Ypiranga. Não posso afirmar, nem desafirmar, apenas escuto as histórias, e vejo um leve sorriso no rosto do meu pai quando fala sobre aqueles tempos.

Além disso, eu jamais poderia esquecer dos vesperais no Cine Pax, das sessões no Cine Cid e no Caiçara. Era um bocado de meninos e meninas indo assistir aos filmes de Caratê e de ação. Era bom que só andar de bicicleta no patamar da Igreja de São Vicente.

Tudo isso, são algumas de minhas lembranças. Certamente, os leitores têm as suas, pois cada um traz no peito algumas recordações, às vezes, até umas saudades. Não que eu queira voltar ao passado. Absolutamente. No entanto, para algumas pessoas relembrar o passado pode ser lenitivo para a alma. Eu, todavia, “vou viver as coisas novas que também são boas”.

E, pra finalizar o texto deste domingo, transcrevo um pedaço de uma crônica escrita pelo mestre Dorian Jorge Freire há muitos, muitos anos:

“Aqui há de um tudo. As miscigenações, lá fora temerárias, aqui são saudáveis, revelam o pluralismo democrático. Aqui todo mundo é partidário, toda gente passional, 8 ou 88. Tomamos partido em briga de galo, brigamos em dança de pastoril, eu com a Diana do cordão encarnado, você escravo da Diana do cordão azul. Aqui tudo é nosso: nossa cidade, nossa Catedral, nosso rio, nosso O Mossoroense, nosso baixo meretrício. (…) Sabe lá, Tágide minha, o que é viver em Mossoró, sem perder a perspectiva do futuro improvável, nem a saudade do passado presente”.

Odemirton Filho é oficial de justiça

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Categoria(s): Crônica
domingo - 14/06/2026 - 05:22h
Revista Veja

Vorcaro deu R$ 115 milhões a Alcolumbre; PT da Bahia teve negócios

Do Canal Meio e Veja para o BCS

Wagner e Alcolumbre em relações perigosas com Vorcaro e Master (Foto: Brenno Carvalho/O Globo/Arquivo)

Wagner e Alcolumbre em relações perigosas com Vorcaro e Master (Foto: Brenno Carvalho/O Globo/Arquivo)

A irritação que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), vem demonstrando nos últimos meses, refletida nos contínuos embates com o Executivo, ganhou mais uma explicação. Segundo reportagem de Robson Bonin, o senador do Amapá teria recebido US$ 30 milhões, cerca de R$ 115 milhões, do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, acusado da maior fraude financeira na história do país.

A informação, segundo o texto, consta da nova proposta de delação premiada apresentada pela defesa de Vorcaro à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República.

O dinheiro teria sido depositado em uma conta em nome do senador no exterior por Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro. A reportagem não explicita o que Vorcaro recebeu em contrapartida, mas o fundo de previdência dos servidores do Amapá, então comandado por um indicado de Alcolumbre, investiu R$ 400 milhões em títulos do Master.

Em nota, o presidente do Senado negou as acusações e disse que vai processar Vorcaro. (Veja)

PT baiano também…

A reportagem destacou também a já conhecida relação do ex-controlador do Master com o PT da Bahia. Em 2007, o senador Jaques Wagner (PT-BA), então governador, criou o CredCesta, um sistema de empréstimo consignado do qual o Master se tornou principal operador.

Seu sucessor, o hoje ministro da Casa Civil Rui Costa, publicou em 2022 um decreto restringindo a portabilidade das dívidas, o que beneficiou diretamente a instituição de Vorcaro. O banqueiro, porém, não detalhou se pagou alguma contrapartida a essas vantagens. (Veja)

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Categoria(s): Política
  • Art&C - PMM - 09 a 30 de Junho de 2026 - Cidade Junina
domingo - 14/06/2026 - 04:48h

Misofonia

Por Bruno Ernesto

Recortes, colagens, lembranças... (Foto de Bruno Ernesto)

Recortes, colagens, lembranças… (Foto de Bruno Ernesto)

Desde criança me interessei por colecionar todo tipo de coisa que você possa imaginar: selos postais, moedas, cédulas, cartão telefônico, álbuns de figurinhas, revistas em quadrinhos, embalagens de cigarros, lata de cerveja etc. Em relação a esses dois últimos, registre-se, não fiz uso. Pelo menos não naquele tempo.

Por volta dos meus 12 anos de idade, comecei a cultivar outro hábito: guardar recortes de jornal.O que ia achando interessante, ou guardava a folha inteira do jornal, ou passava a tesoura e guardava o que me interessava. Alguns colava na porta do meu guarda-roupa.

Após tantos anos, restaram apenas um imagem de Noel Rosa, Luiz Gonzaga, o Nogueirão e um recorte sobre fobias.

Por sinal, minha mãe ainda conserva meu velho guarda-roupa num dos quartos da casa dela, apesar de destoar de todos os outros móveis feitos sob medida.

Numa das portas, ainda está bem conservado um recorte de jornal que colei, lá pelos meus dezesseis anos de idade, onde consta mais de sessenta fobias dispostas em quatro colunas. Tem de fobia pra tudo. Sabia que um dia me serviria.

Recentemente, por volta das 14h de uma quarta-feira, eu e minha namorada fomos almoçar num restaurante aqui em Mossoró. Um bristô bem aconchegante e reservado na Nova Betânia, e que não é tão movimentado nesse horário, de modo que poderia ficar aguardando enquanto ela ia ao salão fazer as unhas e aproveitar o restaurante vazio, com um ar-condicionado geladíssimo para aplacar esse calor infernal do verão e, assim, fazer render esse tempo de espera.

Aproveitei para continuar lendo uma tese de doutoramento sobre sátira na literatura brasileira contemporânea que achei bastante interessante e havia guardado – sim, agora coleciono textos digitais -, aproveitando o gancho que escrevi sobre sátira no texto anterior (Concórdia //blogcarlossantos.com.br/concordia/ ).

Após uns vinte minutos de leitura, entrou um casal; ele aparentando ter por volta de 25 anos de idade e ela, 20.

Pelo adiantado da hora, só tinha a minha mesa ocupada, e o único som que podia escutar, além da música estilo lounge ambiente, era o do tilintar da louça sendo lavada na cozinha do restaurante, mas algo suportável.

Ocuparam uma mesa ao lado da minha. Para o meu azar.

Pediram dois croissants. Para beber, o rapaz pediu um refrigerante; ela um suco.

Conversavam a meio tom, trocando sorrisos e olhares de soslaio enquanto comiam. Ela aparentava estar bem encabulada. Tensa.

Você deve estar pensando, caro leitor, o porquê de eu estar tão curioso, observando o jovem casal. Decerto.

Entretanto, o motivo era outro mais obscuro, e tive a prudência de proceder com olhares rápidos e discretos.

O que me chamou a atenção, na verdade, foi o mastigado do rapaz, que me desconcertou a leitura a ponto de não conseguir mais prosseguir.

Era um mastigado mole, intercalado com diálogos com a boca cheia de croissant e coca cola; chupados esquisitos, uns assobios: um tipo de simbilado bem esquisito.

Alguém já me disse que sofro de misofonia. Penso que deva considerar procurar uma fonoaudióloga ou uma neurologista.

Agora, pondere. Quem nunca se irritou com mastigado de boca mole, chupado de canudo, bicada em café e sopa quente feito aspirador de pó; gente mastigando gelo ou comida crocante em um ambiente não adequado, como sala de aula, biblioteca, e até mesmo, no ambiente trabalho?

E mais! E aquelas pessoas falando com a boca cheia, roçando o talher nos dentes para arrancar a comida dele e o famigerado palitar dos dentes?

Calma! Você, por acaso, já reparou na quantidade de gente que arrasta os pés no supermercado? À vezes observo para ver se estão tentando tirar algo preso na sola do calçado.

Ledo engano meu: é a mania irritante da pessoa que parece estar sendo arrastada a força pelos corredores do supermercado em direção à guilhotina. Antes fosse. Justificaria, e até me compadeceria com o seu final.

Enquanto isso, no restaurante, a situação só se agravava. Pensei em abordar o rapaz e perguntar se ele estava bem, no intuito de interromper aquela sinfonia em dó sustenido maior.

Porém, abortei a ideia, pois, certamente, estragaria o encontro amoroso. Poderia ferir de morte o galanteio.

Não vendo uma solução compatível com a urbanidade, me fiz de covarde e bati em retirada decorosamente.

Antes o calor que fazia fora do restaurante, a permanecer naquela tortura ou estragar o encontro amoroso.

Ponderei a situação e pensei no futuro de uma família. A minha, claro! Poderia sair dali direto para o xilindró.

Minha namorada quando me viu sentar num banco em frente ao salão, no calor, já mudou a fisionomia. Sabendo como sou calorento, decerto já imaginou que algo de grave ocorrera para eu não estar no restaurante.

Perguntou, via mensagem de texto, se eu estava bem. Apenas disse que estava com dor de cabeça. Desconversei. Vi de longe que ela não acreditou.

Não sei se, de fato, sofro de misofonia ou mesmo de fonofobia. Agora, toda vez que abro o velho guarda-roupa e ponho os olhos no recorte de jornal, mais me identifico.

Lembrei o fato de que na tradição japonesa, tomar sopa sem sugar fazendo um barulho terrível é sinal de má educação e que não gostou da sopa. Entretanto, o rapaz não tinha feições nipônicas.

Talvez o ditado de que o costume de casa vai à praçaesteja em pleno vigor no caso do tipo de cena que vi no restaurante.

Entretanto, penso que não seria o caso. Sei da tarefa que os pais têm de combater isso. E me incluo nessa peleja.

Apesar de tudo, a conclusão que tive foi a de que aquela garota teve, em verdade, muita sorte, pois o rapaz poderia ter pedido uma refeição acompanhada com farofa; e, a considerar a empolgação da conversa, teria sido um desastre. Apesar de que há quem até assobie chupando cana, numa harmonia impressionante.

A bem da verdade é que, misofônico ou não, é melhor manter a calma e sair de perto numa situação dessa.

Perder a calma fará com que apenas você saia prejudicado. Ainda que a tentação seja grande e possa valer a pena em certos momentos.

Melhor não arriscar.

Bruno Ernesto é advogado, professor e escritor

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Categoria(s): Crônica
domingo - 14/06/2026 - 03:34h

O cangaceiro Medeirinhos

Por Jânio Rêgo

Honório de Medeiros, em foto capturada de sua rede social Instagram

Honório de Medeiros, em foto capturada de sua rede social Instagram

Volto a Mossoró e me deparo com Francisco Honório de Medeiros Filho no Cangaço. Parceiro de Kydelmir, Paulo Gastão e outros cangaceiros e coiteiros. Não me surpreende. A Turma do Patamar de São Vicente, embora orgulhosa de Seu Manoel Duarte e da torre da igreja crivada de balas, sempre nutriu certa identidade com os cangaceiros. Nas profanações à sacristia, roubando hóstias de Pe. Sátiro, desafiando Clodoaldo e Major Bezerra ou mesmo trocando tapas com os meninos do rabo-da-gata.

De linhagem e porte fidalgos, Chico nunca foi dos mais endiabrados. Como Ricardo Pinto, originalmente do bando da Praça da Cadeia, mas com incursões constantes ao universo do Patamar, a ponto de ser um dos nossos. Ou Marcos Porto, que era um cangaceiro pop e vanguardista, uma espécie de Zé Limeira da São Vicente.

Ambos de comportamentos imprevisíveis, fosse no futebol, fosse na bandeirinha, no jogo de dupla ou nas conversas noturnas ao som das corujas brancas e dos morcegos rasantes. Mas, como todos nós, Medeirinhos tinha seus rompantes de crueldade em brigas de tirar sangue no adversário. Portanto, mesmo sendo um Fernandes Sena tradicional e letrado, era um cangaceiro que todos respeitávamos e não ousávamos atiçar sua ira incontrolável.

Foi-me natural, portanto, vê-lo integrado ao bando novo formado em Mossoró. Só não imaginei que levaria isso tão a sério, a ponto de se meter pelos sertões potiguares e paraibanos em busca de histórias, fotos e depoimentos sobre Massilon, o cão danado que quase infortuna a vida do coronel Rodolpho Fernandes ao convencer Lampião a atacar Mossoró.

Desconfio que foi uma suspeita sobre paixão de Massilon pela filha do Intendente, publicada no Diário de Natal, que despertou o pesquisador.

Talvez movido pela curiosidade científica mesmo, talvez movido pelo sentimento de estirpe.

De todo modo, só teremos a ganhar. Chico Filho, Medeirinhos (como ainda o chama Carlos Santos), Honório de Medeiros, só se mete numa empreitada para fazer bem feita.

Jânio Rêgo é jornalista

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sábado - 13/06/2026 - 23:54h

Pensando bem…

“Seja humilde se queres obter a sabedoria, porém, seja ainda mais humilde, quando a tiver adquirido.”

Helena Petrovna Blavatsky

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sábado - 13/06/2026 - 23:46h
Medalha Prefeito Rodolfo Fernandes

Maior honraria de Mossoró marca vida de Genivan Josué Batista

“Só eu sei avaliar a grandeza desse momento", falou, emocionado, o homenageado (Foto: Wilson Moreno)

“Só eu sei avaliar a grandeza desse momento”, falou, emocionado, o homenageado (Foto: Wilson Moreno)

A Prefeitura de Mossoró, por meio da Secretaria Municipal de Governo (SEGOV), realizou na manhã deste sábado (13), no Palácio da Resistência, a cerimônia de entrega da medalha “Prefeito Rodolfo Fernandes” ao professor, odontólogo e empresário Genivan Josué Batista. A solenidade, presidida pelo prefeito Marcos Medeiros (Republicanos) aconteceu no Salão dos Grandes Atos e marcou a entrega da maior honraria concedida pelo município.

Instituída pela Lei nº 3.951, de 13 de junho de 2022, a medalha “Prefeito Rodolfo Fernandes” reconhece personalidades que prestaram relevantes serviços e contribuíram para o desenvolvimento de Mossoró.

O secretário municipal de Cultura, Cícero França, destacou a importância da escolha do homenageado. “A edição de 2026 da medalha trouxe vários nomes com grande relevância para Mossoró. Nada mais justo do que homenagear Genivan Batista, uma pessoa que venceu através da educação e construiu um legado forte e inspirador”, ressaltou.

Genivan Josué Batista tem trajetória marcada pela contribuição ao desenvolvimento econômico, educacional e social do município e do RN. História e legado inspiram gerações pelo exemplo de ética, perseverança e determinação.

Emocionado, Dr. Genivan Josué Batista falou sobre a importância da homenagem. “Só eu sei avaliar a grandeza desse momento. É a maior homenagem do município de Mossoró. Cheguei aqui para ser funcionário do Banco do Brasil e hoje recebo uma homenagem como essa. Eu me sinto engrandecido”, afirmou.

Perfil

Natural de Jardim de Piranhas (RN), Genivan Batista é presidente fundador a Rede A Construtora, com matriz em Mossoró. Graduado em Odontologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), ele enveredou para a área comercial na década de 1980, dando início à rede no segmento da construção civil.

Também foi professor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), instituição em que Genivan foi vice-reitor de 1979 a 1980 e reitor de 1980 a 1982. Ainda passou pela função de secretário estadual da Educação e sempre teve atuação em importantes entidades classistas. Casado com dona Lenita Rosado, é pai de quatro filhos – Josué, Lavoisier, Marcos e Marcelo.

Nota do BCS – Aplausos, aplausos. Que bom estarmos criando o hábito de homenagearmos em vida, pessoas como Genivan Batista.

Evento ocorreu no Salão de Grandes Atos da municipalidade (Foto: Wilson Moreno)

Evento ocorreu no Salão de Grandes Atos da municipalidade (Foto: Wilson Moreno)

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Categoria(s): Administração Pública / Gerais / Política
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sábado - 13/06/2026 - 23:22h
Brasil

Uma geração medíocre

Aerte ilustrativa

Aerte ilustrativa

Em 2002, fomos penta com Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho, Rivaldo, Kaká (reserva), Cafu, Roberto Carlos e outros notáveis. Alguém no atual plantel chega a esse nível?

Temos uma geração medíocre na Copa 2026.

Brasil 1 X 1 Marrocos neste sábado (13).

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Categoria(s): Esporte
sábado - 13/06/2026 - 10:50h
Política

Álvaro Dias prestigia a 14ª Caprifeira de Coronel Ezequiel

Álvaro esteve acompanhado do vice Babá Pereira e outros pré-candidatos (Foto: divulgação)

Álvaro esteve acompanhado do vice Babá Pereira e outros pré-candidatos (Foto: divulgação)

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PL), participou nesta sexta-feira (12) da 14ª Caprifeira de Coronel Ezequiel, considerada uma das mais importantes exposições da caprinocultura e ovinocultura do estado. O evento reúne produtores rurais, expositores, agricultores e visitantes, movimentando a economia local e fortalecendo o setor agropecuário da região.

Recebido pelo prefeito Thales Farias, pelo vice-prefeito Adailton, vereadores do município e diversas lideranças políticas, Álvaro percorreu os estandes da exposição, conversou com produtores e recebeu o carinho da população presente ao evento.

Também participaram da programação o deputado estadual Gustavo Carvalho (PL), o pré-candidato a vice-governador Babá Pereira (PL), o pré-candidato ao Senado Coronel Hélio (PL), o pré-candidato a deputado federal Coronel Brilhante (PL), além de representantes de entidades ligadas ao setor agropecuário e membros do Poder Legislativo local.

A edição deste ano da Caprifeira reúne cerca de 530 animais e reforça o papel de Coronel Ezequiel como referência na promoção de eventos voltados ao desenvolvimento da agricultura e da pecuária no Rio Grande do Norte.

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sábado - 13/06/2026 - 07:30h
Igreja Católica

Vida e legado de Dom Heitor serão destacados em seus 100 anos

Papa Francisco e Dom Heitor: registro histórico (Foto: Arquivo)

Papa Francisco e Dom Heitor: registro histórico (Foto: Arquivo)

Germinado numa família com fortes vínculos à Igreja Católica e à fé cristã em São José de Mipibu, o arcebispo emérito de Natal, Dom Heitor de Araújo Sales, fará 100 anos dia 29 de julho. Lúcido e ativo, que se diga.

Para comemorar a data, um elenco de amigos e admiradores de Dom Heitor organiza há vários meses um tributo à sua vida e legado. Série de ações é trabalhada, como os lançamentos de livro biográfico e documentário, além de eventos religiosos.

Dom Heitor foi ordenado padre em 1950, na Igreja Matriz Nossa Senhora da Apresentação, em Natal. Logo assumiu a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Nova Cruz. No ano seguinte, voltou a residir em Natal para administrar a Paróquia de Nossa Senhora das Graças e Santa Teresinha, no Tirol.

Ainda na capital potiguar, foi capelão do Colégio Santo Antônio – Marista (1953), professor do Seminário Arquidiocesano de São Pedro e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Em 1978, ele ascendeu ao bispado por nomeação do Papa Paulo VI, na Paróquia de Caicó.  A posse episcopal foi conduzida por seu irmão – Cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales.

Na circunscrição de Natal, teve nomeação como arcebispo metropolitano em 27 de outubro de 1993. Aposentado em 2003, segue mesmo assim seu pastoreio.

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Categoria(s): Gerais
sábado - 13/06/2026 - 06:40h
Mulher

OAB Mossoró lança campanha de conscientização contra a violência

Banner de divulgação

Banner de divulgação

A Comissão da Mulher Advogada da Subseção de Mossoró da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB Mossoró) promove campanha de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher. Abrange período de maior mobilização social e cultural do ano, com eventos como a Copa do Mundo e o Mossoró Cidade Junina (MCJ).

A iniciativa tem como objetivo reforçar a mensagem de que nenhuma celebração, resultado esportivo ou momento festivo pode servir como justificativa para agressões, assédio, importunação ou qualquer outra forma de violência contra mulheres.

A OAB Mossoró reforça que mulheres em situação de violência podem buscar apoio por meio dos canais oficiais de denúncia, como o Disque 180, além das autoridades policiais e órgãos de proteção especializados.

“Momentos de grande mobilização social, como eventos esportivos e festas populares, devem ser vividos com alegria e respeito. Nossa campanha reforça que nenhuma emoção, seja ela positiva ou negativa, justifica qualquer tipo de violência contra a mulher. Precisamos continuar promovendo informação, conscientização e incentivo à denúncia”, destaca Dra. Brunna Lima, presidente da Comissão da Mulher Advogada.

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Categoria(s): Gerais
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sexta-feira - 12/06/2026 - 23:54h

Pensando bem…

“Lembre-se da sabedoria da água: ela nunca discute com um obstáculo, simplesmente o contorna.”

Augusto Cury

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sexta-feira - 12/06/2026 - 22:22h
Política

TRE condena Álvaro e seu vice por propaganda eleitoral antecipada

Babá e Álvaro: excessos (Foto: redes sociais)

Babá e Álvaro: excessos (Foto: redes sociais)

Do Agora RN

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) condenou por unanimidade o pré-candidato ao Governo do Estado Álvaro Dias (PL) e o pré-candidato a vice-governador Baba Pereira (PL) por propaganda eleitoral antecipada. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (11) e resultou em multas de R$ 15 mil para Álvaro e R$ 5 mil para Babá.

A ação foi movida pelo Republicanos. Seu advogado, Caio Vitor Barbosa (veja VÍDEO AQUI), apontou a veiculação, em abril deste ano, de um programa de rádio transmitido por emissoras de Caicó contendo um jingle que exaltava a chapa formada pelos dois pré-candidatos.

Segundo o TRE-RN, o conteúdo extrapolou os limites permitidos para a pré-campanha ao promover eleitoralmente os nomes de Álvaro e Babá em um meio cuja utilização é restrita pela legislação.

No voto que foi acompanhado por todos os integrantes da Corte, o relator Daniel Maia afirmou que a propaganda apresentava “inequívoco conteúdo promocional” e utilizava linguagem semelhante à adotada em campanhas eleitorais. O magistrado também entendeu que ficou demonstrado o prévio conhecimento dos representados sobre o material divulgado.

A defesa de Álvaro Dias e Babá Pereira negou irregularidades, alegou que não autorizou a transmissão, informou que notificou as emissoras para interromper as veiculações e sustentou que o conteúdo apenas divulgava realizações administrativas e qualidades pessoais, sem pedido explícito de voto.

O TRE-RN, porém, rejeitou os argumentos e manteve a condenação por propaganda antecipada.

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  • Art&C - PMM - 09 a 30 de Junho de 2026 - Cidade Junina
sexta-feira - 12/06/2026 - 09:20h
Opinião

O candidato mais forte do RN ainda não apareceu na pesquisa

Allyson, Álvaro e Cadu: tempo, tempo, tempo… (Fotomontagem da 96 FM)

Allyson, Álvaro e Cadu: tempo, tempo, tempo… (Fotomontagem da 96 FM)

Por Ênio Sinedino (Diretor da 96 FM de Natal)

No Rio Grande do Norte, três nomes disputam de verdade o governo. Alysson Bezerra (UB), ex-prefeito de Mossoró, que as pesquisas colocam na frente. Álvaro Dias (PL), ex-prefeito de Natal, no encalço. E Carlos Eduardo Xavier (PT), o Cadu, ex-secretário da Fazenda de Fátima Bezerra (PT), agarrado a números, que quando muito, chegam a dois dígitos.

Detalhe: sobre Cadu pesa uma rejeição ao governo que ele representa que beira os 65% — mancha que nenhuma assessoria de imprensa maquia com perfeição.

Essa é a fotografia do momento. Mas o filme ainda nem começou a rodar, e quem o dirige não é o eleitor distraído de junho. É o cronômetro de setembro.

Há uma verdade que os marqueteiros sabem e os candidatos fingem esquecer: eleição majoritária no Brasil não se ganha só no palanque de madeira, nos conchavos politicos.

Ganha-se, sobretudo, no palanque eletrônico — os segundos de rádio e televisão do horário gratuito. É ali, na sala de jantar, no carro a caminho do trabalho, na cozinha com a novela em pausa, que o eleitor forma sua opinião. E esse eleitor, convém lembrar, é a imensa maioria.

O tempo de propaganda não é detalhe técnico. É um dos ativos mais valiosos da campanha — e o único que dinheiro nenhum compra fora da urna. Ele se conquista antes, na aritmética fria das alianças, porque se distribui conforme o tamanho da coligação. Traduzindo: quem soma mais partidos, fala mais; quem fala mais, repete;  e em comunicação quem repete, convence.

Por isso o dado mais importante desta eleição não está em pesquisa de intenção de voto nenhuma. Está na partilha do tempo. Alysson Bezerra deve concentrar quase metade de toda a propaganda eleitoral gratuita. Atrás de Alysson, no relógio — depende de um nome que ainda não se pronunciou: Ezequiel Ferreira, presidente da Assembleia e dono da chave do PSDB local.

O apoio dele não vale apenas um abraço festivo ou uma foto sorridente. Vale segundos. Vale a diferença entre Álvaro e Cadu. Daí o silêncio calculado: quem tem o que os outros precisam não tem pressa, tem oferta e procura. Cada dia sem anúncio é um dia em que dois pré-candidatos gritam o lance maior.

Para Cadu, a matemática é mais complicada. Mesmo que arrebanhe o PSDB e ganhe tempo, terá de gastá-lo primeiro para drenar 65% de rejeição antes de construir qualquer voto.  A aposta, então, é trocar de fiador: diante da rejeição ao governo Fátima, Cadu buscará em Lula no palanque a sua boia de salvação, na esperança de que o capital do presidente no estado cubra o passivo que carrega em casa. É uma jogada compreensível — mas arriscada. Boia de salvação só funciona enquanto quem a empresta está flutuando; se o vento federal virar, os dois morrem abraçados.

Política, é verdade – é feita de propostas, biografia, máquina, sorte e timing, e seria leviano fingir que nada disso pesa. Mas há um peso que se mede em segundos e quem fala mais, com raras exceções, é quem o eleitor lembra na hora de votar.

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Categoria(s): Opinião / Política
sexta-feira - 12/06/2026 - 06:50h
Negócios

O “Mounjaro” para cães está chegando ao Brasil

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

The News para o BCS

Sim, você leu certo. A corrida para criar um emagrecedor pet está em andamento. O ex-CEO da Alpargatas, que comandou a empresa até 2023, lançou no ano passado a Wigow — uma linha de snacks funcionais para cães. Até aí nada de novo…

Mas, a partir de agosto, a empresa planeja lançar um petisco que funcionará como canetas emagrecedoras. Diferente das injeções, os produtos têm como base proteína de salmão, ingredientes funcionais e nutrientes para dar saciedade.
Mas qual a relevância?

A obesidade não é algo exclusivo da nossa espécie: 40% dos cachorros estão acima do peso ideal ou obesos. O volume de animais com sobrepeso por aqui saltou 108% na última década.

Hoje, o Brasil tem a terceira maior população de pets do mundo, atrás apenas de EUA e China.
No entanto, o mercado de suplementos para pets ainda atinge apenas 5% dos lares com animais por aqui, movimentando menos de R$ 1 bi.

Na terra do Tio Sam, esse número chega a 35%, movimentando R$ 9 bi.

Lá, a californiana Okava Pharmaceuticals testa com 50 gatos um implante que libera hormônios emagrecedores por até seis meses — e planeja fazer uma versão para cachorros.

Globalmente, estima-se que o mercado de controle de peso para pets deve crescer a 6,5% ao ano até 2030.

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Categoria(s): Gerais
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quinta-feira - 11/06/2026 - 23:50h

Pensando bem…

“Gente pequena tenta diminuir o outro para não encarar o próprio vazio.”

Patrick Nilo

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quinta-feira - 11/06/2026 - 23:24h
Governo do RN

Allyson Bezerra recebe apoios em municípios da região Oeste

Prefeito de Riacho de Santana recepcionou Allyson Bezerra (Foto: divulgação)

Prefeito de Riacho de Santana recepcionou Allyson Bezerra (Foto: divulgação)

Em pré-campanha ao Governo do RN que alcançou essa semana o Médio e Alto Oeste,  Allyson Bezerra (UB) recebeu o apoio do prefeito Dr. Cássio Fernandes (PP) e da maior parte da Câmara Municipal de Riacho de Santana nessa quinta-feira (11). Com a companhia da prefeita de Pau dos Ferros, Marianna Almeida (PSD), ele ampliou contatos e adesões.

Também passaram a integrar o projeto o presidente da Câmara municipal, Tobias Vinícius (PL), além dos vereadores Ygo Costa (PSD), Alessandra de Deca (PL), José Laécio de Sousa (PSD), Clégio Nunes (PSD), Luis Cavalcante (PL) e Nilsinho Fontes (PL).

Na mesma região, a caravana de Allyson Bezerra ainda esteve com o vice-prefeito Dr. Allan Fernandes, de Major Sales, e aliados. Em Luís Gomes, encontrou-se com populares e esteve na Comunidade Quilombola Sítio Lagoa de Pedra, ao lado da liderança do ex-candidato a prefeito Francisco Joseilson da Silva (PSD), o “Nilsinho.”

Semana cheia

A agenda na região começou segunda-feira (08) com Allyson sendo recebido em Umarizal pelo prefeito Raimundo Pezão (UB) e vice Vinícius Fernandes, deputado estadual Neilton Diógenes (PP) e o prefeito de Itaú José Roberto (UB), além de Mariana Almeida. Ainda na segunda-feira, o prefeito de Severiano Melo, Jacinto Carvalho (UB), fez expressiva manifestação para recepcionar o pré-candidato.

Na terça-feira (09), ponto alto foi a mobilização desencadeada pela Fundação Índigo – entidade ligada ao União Brasil – em Pau dos Ferros, no evento denominado de “Caravana Desenvolve RN.” Delegações de vários municípios participaram do encontro político na AABB.

Meta do pré-candidato é percorrer literalmente todos os 167 municípios do RN. Foram visitados essa semana os municípios de Umarizal, Encanto, São Francisco do Oeste, Severiano Melo, Martins, Luís Gomes, Major Sales, Marcelino Vieira, Pau dos Ferros, Riacho de Santana, Francisco Dantas, Portalegre, Rafael Godeiro, Almino Afonso, Lucrécia e Antônio Martins.

Pau dos Ferros recebeu a "Caravana Desenvolve RN" Foto: divulgação)

Pau dos Ferros recebeu a “Caravana Desenvolve RN” Foto: divulgação)

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quinta-feira - 11/06/2026 - 22:12h
Saúde

Hemocentro de Mossoró tem nova diretora indicada por deputado

Aryne Cavalcante Gonçalves foi omeada nessa quinta-feira (Foto: Reprodução)

Aryne Cavalcante Gonçalves foi omeada nessa quinta-feira (Foto: Reprodução)

Do Blog Saulo Vale

A enfermeira Aryne Cavalcante Gonçalves assumiu a direção do Hemocentro Regional de Mossoró. A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quinta-feira (11).

Aryne foi indicada pelo deputado estadual Ivanilson Oliveira (PV), aliado da governadora Fátima Bezerra (PT).

Ela substitui a enfermeira Maria Rezende, que deixou o cargo.

A nomeação reforça a ocupação de espaços do grupo político de Ivanilson na estrutura do Governo do Estado em Mossoró. O movimento ocorre em meio às articulações da pré-campanha eleitoral de 2026, quando o parlamentar buscará à reeleição.

Nos bastidores, a indicação é vista como mais um gesto de fortalecimento da presença política do deputado na região Oeste, ampliando sua influência em órgãos estaduais instalados no município.

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Categoria(s): Política / Saúde
quinta-feira - 11/06/2026 - 21:44h
Investimento

Sebrae começa construção de nova sede em Mossoró

Projeto mostra como ficará o prédio-sede (Reprodução)

Projeto mostra como ficará o prédio-sede (Reprodução)

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do RN (SEBRAE/RN) avança com ações de fortalecimento do empreendedorismo no interior do estado ao autorizar a construção da sede própria da Agência Sebrae no Oeste, em Mossoró. Está localizada no Centro da cidade, onde já existe imóvel abrigando-o há vários anos.

A ordem de serviço para a execução da nova estrutura foi assinada nessa terça-feira, 9. A iniciativa foi projetada para ampliar a capacidade de atendimento aos empreendedores da região, oferecendo ambientes modernos voltados à capacitação, inovação, geração de oportunidades e desenvolvimento empresarial.

A assinatura da ordem de serviço marca o início de um empreendimento estratégico para a atuação da instituição no Oeste potiguar. Com investimento de R$ 8,7 milhões e prazo de execução de 12 meses, a nova sede em Mossoró reforça o compromisso do Sebrae com o fortalecimento dos micro e pequenos negócios e com o desenvolvimento econômico dos 13 municípios atendidos pela agência regional.

Estrutura

Com mil metros quadrados de área construída, distribuídos em dois pavimentos interligados por elevador, a nova unidade foi concebida para atender às demandas atuais e futuras dos empreendedores da região. O espaço contará com ambientes destinados ao atendimento ao público, salas de atendimento privativo, salas de reunião e espaços de coworking. Também a sede própria terá salas de capacitação, laboratório de inovação (SebraeLab), cafeteria, além de áreas administrativas e demais estruturas de apoio necessárias ao funcionamento da unidade.

A execução da obra ficará sob responsabilidade da AeC Construções e Serviços Ltda.. Já a fiscalização técnica será conduzida pela Select Projetos e Gerenciamento LTDA, responsável também pelos estudos técnicos, projetos de arquitetura e engenharia e demais documentos que viabilizaram o empreendimento.

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