domingo - 12/07/2026 - 10:20h
Conversando com... Plebe Rude

“O concreto já rachou” sobrevive atualíssimo 40 anos depois

Por William Robson – Especial para o BCS

Plebe Rude segue em turnê pelo país revisitando um marco do rock nacional (Foto: Instagram)

Plebe Rude segue em turnê pelo país revisitando um marco do rock nacional (Foto: Instagram)

Uma das bandas mais representativas do rock brasileiro está celebrando 40 anos do seu primeiro disco. Os brasilienses da Plebe Rude revivem o clássico “O Concreto Já Rachou” e destacam também o lançamento do vídeo/single com a nova gravação de “Até Quando Esperar” e a reedição em vinil enriquecido pelo compacto com quatro demos. Ainda fazem parte do pacote comemorativo concebido pela Universal Music Brasil, herdeira do catálogo da gravadora original, a EMI, um documentário “faixa a faixa” do álbum, com Philippe Seabra (voz) e André X (baixo) conversando com Álvaro Alencar, durante quase uma hora e vinte.

Dessa vez, ambos conversam com o jornalista William Robson, da página Bolsa de Discos (BDD). A entrevista, via Zoom, contou com os quatro integrantes da banda, Philippe, André e o guitarrista e vocalista Clemente e Marcelo Capucci (bateria). Os caras falaram de todos os bastidores da construção do clássico, dos seus 40 anos e a rotina de shows que ressaltam o álbum.

Para Philippe, “O Concreto Já Rachou” segue atual e seu grito de protesto relevante. E que a verve da revolta nos anos 80 permanece agora atrelada à experiência, aos equipamentos mais modernos e as variadas influências que tornaram o som ainda mais pesado e vibrante. A insurreição da Plebe, de forte influência punk, mas com sonoridade claramente pós-punk, renasce remasterizada, poderosa e mais forte do que nunca. 

William Robson (Bolsa de Discos): Vamos falar do aniversariante, o disco “O Concreto Já Rachou”.  Nesses 40 anos do álbum, vocês consideram que ele envelheceu bem ou rejuvenesceu bem? Como vocês avaliam?

Philippe Seabra: Envelheceu bem ou rejuvenesceu? Hum… Eu acho que ele não envelheceu, né? Eu já tinha falado isso anteriormente, isso é, assim, como compositor, como artista, “Uau, que legal!”. Assim, são poucos artistas que têm isso no currículo. Mas, como cidadão e pai, a gente fica meio desesperado. Porque você vê, pô, essas temáticas todas atuais. Das duas uma: ou a Plebe era vidente ou o país não mudou. Como não sou vidente, né? Porque se fosse vidente eu teria topado tocar no Legião (Risos) É… então o país não mudou muito, não. Na verdade, é um pouco triste. Essa celebração vem com uma coisa meio melancólica para mim ainda. De saber que, pô, depois de 40 anos, até hoje, a gente tem que cantar essas coisas, sabe?

William Robson: Vamos pensar também na pegada do disco, eu estava vendo também o clipe que vocês estão lançando. Vocês procuram aquela mesma sonoridade punk, né? Mas vocês se consideram uma banda punk? Porque o disco nasce em 86, num período pós-punk, vamos dizer assim. Portanto, vocês se consideram uma banda punk, mesmo com a sonoridade mais sofisticada? Como é que vocês se definem aí com base no som do “Concreto…”?

Philippe Seabra: Eu acho o seguinte: o denominador comum daquela época, das bandas é o pós-punk. Por algum motivo, o hard rock não pegou no Brasil em termos de mainstream. Olha as principais bandas, né? Todos com o disco de ouro, de Biquini a Titãs, a Plebe. É tudo new wave ou pós-punk, ninguém do hard rock. Você não tinha nenhuma banda “Rock!”, sabe, cantando ou com guitarrista com cabelão. E era a época das bandas farofa lá fora. Era o auge da MTV. Aí o grunge veio em 90, não sei o quê, que atropelou todo mundo. Eu não sei porque, eu queria que alguém me explicasse por que esse segmento não pegou no Brasil. É porque os fãs eram tão xiitas que se recusavam a ouvir em português? Através do pós-punk a gente teve uma linguagem em português. E tem um trecho, mais uma vez vendendo o peixe (tá sabendo do meu livro “O Cara da Plebe – A autobiografia). Eu falo quando a gente saiu do Rose Bom Bom (icônica casa noturna em São Paulo). E a Márcia, que, infelizmente, não está mais com a gente, era uma punk da época, a punk das punks. A gente nunca tinha visto alguém assim… Bota, tatuagem… Ninguém usava tatuagem.

Tatuagem de escorpião na orelha, essa era punk. Ela virou para mim e falou assim: “O mundo inteiro acordar e a gente dormir pro dia nascer feliz”, porque a gente estava saindo de madrugada até de manhã. O Rose Bom Bom ia até de manhã. Aí eu fiquei pensando: “Caramba, se a punk das punks, né, de São Paulo, tá citando o Barão, que é a coisa mais oposta aos punks no rock brasileiro… Uma linguagem estava se formando. É isso, então acho que através do pós-punk e da abertura democrática, essas bandas já vinham numa pegada, criou-se uma linguagem brasileira, cara. E virou MPB. Tanto que na lista da revista Rolling Stone dos maiores discos de MPB, a Plebe está lá, junto com João Gilberto, com João Bosco, com o Gilberto Gil. Tá lá a Plebe, cara. Né? Vai entender, né? É MPB, né?

William Robson: Essa relação em associar a Plebe com o punk ou mesmo o pós-punk, tem a ver com a crueza da gravação daquela época também do disco, não é? O disco soa sofisticado do ponto de vista de sonoridade e instrumentação, mas também cru dentro de uma proposta de rock que se assemelha ao pós-punk, concorda?

Philippe Seabra: É… sim, é. Isso a gente conseguiu graças ao Herbert [Vianna, dos Paralamas], que, lembra, foi a primeira produção dele. A gente gravando numa mesa Neve, assim, gravando igualzinho aos gringos. A única diferença eram os técnicos de som. Porque os técnicos estavam vindo da onda mpebista da década de 70. Então eles não tinham muita técnica, eles não sabiam. Pegavam o microfone mais caro e colocavam na frente do amp. Pegavam o microfone mais caro e colocavam na caixa, né? Porque, ué, é mais caro, é assim que grava MPB, porque, lembra, MPB era tudo baixinho, quietinho, não sei o quê. E aí chega esse som. Ninguém sabia o que estava acontecendo, a imprensa não sabia o que estava acontecendo. Os técnicos de som,  as casas de show. Quando a gente fazia show em ginásio, era tudo ginásio com telhado de zinco, ninguém sabia o que estava acontecendo, como regular. Essa geração inteira estava aprendendo. Os técnicos estavam aprendendo, as gravadoras estavam sabendo trabalhar esse segmento… aprendendo a trabalhar e a gente estava crescendo em público. Eu comecei na Plebe com 14. Com o “Concreto Já Rachou”, eu já gravando, tinha 18. Então a gente estava aprendendo. Aí veio o estouro do rock brasileiro. Isso não vem de um vácuo, né?

William Robson:  E essa onda da Plebe atual. Ou seja, não tão atual porque o Clemente já tá há um tempão. (Risos) Acho que o Marcelo Capucci é o mais recente…

Philippe Seabra: Ele é… ele é o bebê, ele é o bebê.

William Robson: É, né?

Philippe Seabra: Há quanto tempo? O Marcelo tá há 16 anos, né, ô… Capucci?

Philippe Seabra: E o Clemente vai fazer 22 anos na banda.

Marcelo Capucci:  Eu completo 15 anos, efetivamente no dia 26 de julho. Falta pouco tempo.

William Robson: 15 anos. O Clemente já tá há mais tempo porque ele tocou em Natal (no Mada), né?

Clemente Nascimento: Eu tô há 22 anos.

William Robson: Portanto, queria pegar esta sonoridade atual da Plebe, com esta galera que reformulou o som da banda, deu sua cara. Com o Clemente, traz aquela pegada mais punk mesmo. O Marcelo impõe agora também nas levadas da Plebe. Como vocês avaliam este novo som da Plebe, do O Concreto Já Rachou, 40 anos depois com essa formação?

Philippe Seabra: Bem, pelo menos naquela época, cara, eu não era chamado de “coxa branca” e de “pastel de catupiry”. Os outros dois tinham mais respeito nesse aspecto, né? Mas fora isso… (Risos)

Marcelo Capucci: Aí, Clemente! (Risos)

Clemente Nascimento: É… cara, mas na verdade, o que a gente faz é manter o espírito da Plebe. Eu ouvi o primeiro show da Plebe em São Paulo. E aquela sonoridade ficou impregnada. E a postura da banda naquele momento. Era o momento nascedouro da banda, que é legal, né? Então a gente procura manter isso.

Clemente, Marcelo Capucci, André X e Philippe Seabra: formação atual (Foto: Instagram)

Clemente, Marcelo Capucci, André X e Philippe Seabra: formação atual (Foto: Instagram)

William Robson: Vi que isso tá bem presente no novo clipe também, né? Lembra muito a Plebe de 86, né? Eu vi que vocês tentaram manter essa característica, mas vocês deram uma modernizada, assim, uma… passaram um penteado, né?

Clemente Nascimento: É, isso é uma coisa do verniz do tempo, né? Não tem como você voltar para trás. Então o amp hoje é mais moderno, a guitarra você tem a captação melhor, a gente toca melhor… O disco da Plebe é maravilhosamente bem gravado, o Concreto, só que é de 80.

Philippe Seabra: Mas a guitarra… a guitarra é a mesma.

Clemente Nascimento: É.

Philippe Seabra: A sua. A minha não.

Clemente Nascimento: A sua, a minha não. A sua é porque você já ganhou uma Gibson logo de cara, eu não. (Risos)

Philippe Seabra: Ganhou não. É que você leu meu livro, eu ralei muito para conseguir isso aí, não vem não.

André X: Pô, tá em competição de guitarra agora é? (Risos)

Clemente Nascimento: É. (Risos) Mas assim, ele entendeu. Mas o que eu tô falando é que a captação, a modernidade dos estúdios, os timbres, a gente consegue timbres hoje que a gente não conseguia. Eu estou usando Mesa Boogie que, na época não tinha nem que quisesse tirar esse timbre. Mas era o som que a gente sonhava.

Philippe Seabra: É que estamos preservando a essência da sonoridade da época. A gente tem um clima de banda assim que, infelizmente não tem como se esconder quando foi meio dramático. Mas, hoje está um clima muito bacana, uma amizade, cumplicidade, sabe? Coisa que não tinha tanto naquela época. A única diferença mesmo que eu sinto é que, na formação original da Plebe, eu não era chamado de “coxa branca”, de “pastel de catupiry”. Tá bom? (Risos) Pelo menos isso, né?

Marcelo Capucci: Não vai para essa seara não, cara. (Risos)

William Robson: E quanto ao Herbert Vianna? Ele já tinha participado também na produção, fez uma ponta também em “Minha Renda”, no disco. Agora faz os backing vocals, guitarras no clipe novo. Como é que foi aí o contato para  convidá-lo novamente para participar desse projeto?

Philippe Seabra: É pela história. Engraçado, 40 anos depois a gente está na mesma sala, o Jacques Morelenbaum (violoncelista e arranjador). Pô, olha só, Jacques Morelenbaum, rodou o mundo com Tom Jobim, tocou com o Sting. Os Paralamas nem se fala. A gente já rodou para caramba por aí também. É uma vivência toda, então isso para mim dá mais dramaticidade. A gente tocando a música de novo naquela sala. É como o Clemente falou, o verniz do tempo, né?

William Robson: Agora que eu estou vendo o André X aí, não tinha visto. Tudo bem?

Philippe Seabra: Ah, o André chegou agora. O Herbert sempre esteve, desde a primeira gravação ele levou a gente para a EMI. Quando a gente estava ensaiando aquele retorno, ele é que insistiu pelo disco ao vivo.

André X: Eu tinha esquecido disso, é verdade. Ele que arrumou espaço na gravadora, botou os fãs lá dentro, apresentou a banda. Então aquele disco ao vivo é um puta disco bem gravado ao vivo. E agora nos 40 anos do O Concreto Já Rachou, topou ir lá, gravar, passar uma tarde toda, o que não é fácil, cara.

Philippe Seabra: Eu acho que a Plebe é o lado mais hard que os Paralamas têm, mas que o Herbert também nunca investiu muito porque não não é bobo, né? Paralamas têm esse lado todo mais reggae, tem o lado muito romântico, né? Você não veria a Plebe cantando “Seu exército invadiu meu país”, coisas assim, você não veria essa temática. E o Herbert fazia isso muito bem, tanto que ressoou com a geração inteira. Mas os Paralamas, ao contrário das outras bandas mainstream cariocas, tinham o lado de verve política muito forte. E isso é porque ele viveu em Brasília. Ele não começou tocando em Brasília, ele tocava sozinho, mas a banda não. Os Paralamas é do Rio, mas  ele passou por Brasília. Então acho que a Plebe, dentro do repertório dele, meio que ajuda, meio que preenche esse espaço. Você vê músicas como “O Beco”, “Alagados”, que é uma obra-prima, sabe? É… tem umas músicas mais fortes dele, né? “Luís Inácio (300 Picaretas)”… Forte pegada política também.

André X: “Luís Inácio (300 Picaretas)”, que foi censurada.

Philippe Seabra: É, foi censurada. E quando o Herbert, em 95, foi proibido de tocar a música, ele tocou “Proteção”. Então tem uma simbiose ali. Eu já vi vídeos dos Paralamas antes da gente descer para o Rio, eles já tocavam, tipo, “Veraneio Vascaína” numa versão, pasmem, tipo Gang of Four, em 83. Então ele tinha isso nele. Herbert é um cara também muito safo em termos de mercado. Falou assim: “Bem, eu não posso calcar minha carreira inteira em cima desse tipo de som, mas eu tenho a Plebe que pode fazer isso por mim”. E eu até brinco no meu livro. A Plebe fazia, se ferrava, ele ria… cAjudava a apadrinhar e se sentia bem. Aí voltava para a estrada lá, os mega shows que eles faziam, entendeu?

William Robson: É como diz aquela famosa frase: “Já sei o que fazer para ganhar muita grana. Vou mudar meu nome para Herbert Vianna”. (Risos)

Philippe Seabra: Que banda começa já sacaneando o cara principal do rock brasileiro? E das duas uma: ou ele me enchia de porrada ou ele apadrinhava a banda e peitou. De repente ele tentou anular na fonte (Risos) Mas ele peitou e da mesma maneira que a gravadora e o Chacrinha, cara. Pô, a gente falava mal de gravadora, a gravadora peitou. A gente falava mal do Chacrinha, o Chacrinha peitou. Não é que foi uma aposta que a gente fez, era a gente, era o escorpião cabeceando o Rio em cima da tartaruga, só que a gente ficava tentando afundar a tartaruga o mais rápido possível. Mas que bom que, por algum motivo estranho, isso ressoou com uma plateia e… e olha aí, 40 anos… 45 anos depois a banda tá aí, até hoje.

William Robson: Esse relançamento do “Concreto…” , o disco passou por remasterização? Porque eu vi tem um compacto em vinil também, né?

André X: O disco foi remasterizado.

Philippe Seabra: Não remixado, remasterizado.

André X: Remasterizado. Então ele está com uma sonoridade, espero, mais forte e tudo. Ele vem com um compacto, e esse compacto é as demos que a gente gravava na época. Então, as demos só tinham em cassete, foi feito todo um trabalho de restauração daquele som para tornar bom para mostrar para o público. Então é bacana que o fã que comprar vai poder ouvir como eram as músicas que a gente tinha feito.

William Robson: Pegando esse gancho também. Vocês vão fazer alguma turnê? Vêm para o Nordeste? Tem uma perspectiva nesse sentido?

André X: Cara, a Plebe toca onde chamam a gente. Se chamarem para o  Nordeste, a gente vai lá e toca. (Risos)

William Robson: Mas para celebrar especificamente o disco?

André X: Sim, é… Claro, o show é esse, é 40 anos do O Concreto Já Rachou. A gente toca na íntegra o show.

Philippe Seabra: É que nem o Clemente falando “realmente as coisas mudam”, o show está muito mais sofisticado, a gente tá agora sincronizando vídeo, né? E… tá muito sofisticado o show, equipe técnica toda, equipamento novo, não sei o quê, mais a essência continuou a mesma coisa. É a boa e velha Plebe, talvez com uma… uma casca…

William Robson: Mas é aquilo que o Clemente falou, né? É a experiência, galera tocando melhor, tudo conta, né?

Clemente Nascimento: É, isso é bom. Eu faço música ruim para pessoas ruins. (Risos)

André X: Esse negócio de turnê, cara, é que não existe turnê no Brasil. Essa turnê que a gente conhece, que a gente ouve assim, por exemplo, “turnê do… sei lá, do The Cure”, cara, você já sabe um ano antes que eles vão começar em tal cidade, tudo planejado lá. Cara, o artista brasileiro toca onde tem show. Pode ser sexta em Pelotas, domingo em Campinas, segunda-feira em Natal, entendeu? É um ida e volta. E esse seria o fim de semana louco, na mesma linha, né? Mas não é… é uma coisa incrível. Não há infraestrutura de se fazer turnês mesmo, sabe?

Philippe Seabra: É, a gente pegou o final com o Concreto… No Nunca Fomos Tão Brasileiros, o segundo disco, que, por sinal, vai fazer 40 anos ano que vem, aí sim vai ser vai ser relançado o disco. É… a gente pegou o finalzinho dessa era de caminhão, equipe de 30 pessoas e ônibus seguindo o caminhão, não sei o quê, montando em cada estrada. Aí, aí, mas não tem mais isso. Mas também o público está renovando, está se criando espaços novos. Assim, motoclube não tinha, eu não me lembro motoclube organizados, que é um circuito enorme. isso é meio novo para a gente.

William Robson: Vocês estão tocando agora nesse para esse tipo de público, para um público mais jovem que consegue entender o som de vocês?

Philippe Seabra: O público na frente, cara, você vê às vezes é um bocado de gente de idade, sabe? Mas, a gente está vendo uma molecada no show e… mas não são os filhos desse pessoal, é um pessoal da internet, são pessoas curiosas que esbarram, veem um vídeo do Marcos Mion malhando ao som de Plebe, aí ele procura a banda e descobre um universo inteiro, sabe? E é bacana isso, tem muito fã que está descobrindo o catálogo inteiro através de uma música ou de outra. Ó, tem fãs que vão ficar assim: “Espere aí, 45 anos de banda, o que é isso?”. Aí o cara vai ouvir, aí vai entender por quê. Isso é muito massa, então aí a internet aí tem esse lado positivo: conhecer e se aprofundar.

William Robson:  Eupercebi também o seguinte: nos 40 anos do Concreto Já Rachou, como é o show que vocês estão promovendo. O disco é um EP, são poucas músicas. Então como é que é o setlist do show de vocês para dar conta? O Clemente também canta e também participa dos vocais da banda. Aí, vocês mesclam com músicas dos outros discos da Plebe? Vamos dizer, os Inocentes entram também aí? (Risos)

Philippe Seabra: A gente enfia os Inocentes quando a gente vê que alguém da Caieiras está chegando, a gente toca Inocentes rapidinho, não sei o quê, e depois volta para a Plebe. (Risos) É e lembra que o Clemente canta e encanta, então é diferente, né? Então, claro, a gente tem vários hits, toca músicas de outros discos. O show, claro, está centrado em cima do Concreto. Uma ou outra tem uma roupagem diferente. Mas o mais legal, por exemplo, músicas como “Johnny” com vídeo sincronizado. Agora é mais acessível e a gente tá conseguindo, que antigamente você precisava de uma equipe inteira…

Hoje em dia a gente tem uma maquininha que faz isso e toca vídeo, sincroniza o som e tal. Eu ficava meio frustrado porque eu via artistas sertanejos e tal com uma estrutura e telão. Falei: “Poxa, cara, imagina isso num contexto de rock?”. É claro que a gente não tá com telão de 200 mil metros quadrados. Mas é muito bacana ter esses recursos. No nosso caso, a gente não está tentando desviar a atenção da música ruim para servir de entretenimento. A gente acrescenta algo que a gente acha que seja legal. Então o rock merece ter esse nível de produção também. E o rock brasileiro finalmente chegou, o rock brasileiro tá quase com o mesmo nível de produção de show sertanejo. Isso é bom, todo mundo ganha com isso.

Grupo passou por modificações, mas preserva célula original e batida (Foto: Instagram)

Grupo passou por modificações, mas preserva célula original e batida (Foto: Instagram)

André X: Acho muito interessante a tua pergunta sobre o Clemente. Porque se você pensar, cara, o Clemente já é parte da Plebe hoje há mais tempo do que a formação original. Mais tempo do que o Jander (Bilaphra), mais tempo do que o… A Plebe sempre contou com dois vocais, duas guitarras. A gente gosta muito de trabalhar essas coisas das duas guitarras, dois vocais. Foi o que faltou quando a gente virou um trio, né? Eu acho que faltou essa… essa…

Philippe Seabra: Duo.

André X: Duo, quando a gente virou um duo, na verdade.

Philippe Seabra: É, no disco…

André X: O fã está pedindo o aniversário. Aí eu sei que a gente tem que retomar, eu sei, Capucci, eu sei. Mas,  assim, o Clemente é ótimo, canta, não só canta como manda.

William Robson: Como na música “Brasília”, são dois vocais ao mesmo tempo Quem faz agora?

André X: Os dois que estão aqui.

William Robson: Os dois, né? Philippe e Clemente, tá certo.

Clemente Nascimento: Porque assim, William, qual é a dificuldade da Plebe para arranjar uma voz para substituir o Jander? É um cara que cante e toque guitarra, né? Porque a Plebe sempre teve dois vocalistas, né? Então quando eu entro é justamente para cumprir essa função. Fechar esse espaço.

Philippe Seabra: Mas não foi uma coisa arquitetada assim: “Ah, vamos ter dois… vamos…”. Foi acontecendo. Aí acabou virando. O Ameba foi o primeiro cantor, mas aí eu comecei, depois de “Proteção”, a cantar e eu estava sentindo um pouco falta de mais melodia. Porque o Jander tinha uma voz mais monocromática, extremamente forte, muita presença no rock brasileiro. Mas eu estava sentindo um pouquinho falta de melodia. Aí o Clemente supre essa lacuna.

William Robson: Na cozinha, ainda temos a pegada do Capucci, mas já passaram outros bateras na Plebe. Até o Txotcha, do Maskavo Roots?

André X: O Txotcha foi um fundador… Foram três bateristas que passaram pela Plebe. Não, na verdade, acho que tem mais. (Risos)

William Robson: Mais?

Philippe Seabra: Márcio… É o Márcio Romano que tocou um tempo quando o Guto saiu. O Gominho por um show. (Risos) Bateristas crescem em árvore, por acaso.Não, calma, não, não, não. O Capucci é flamenguista, mas ele tem uma coisa legal que cresceu ouvindo Plebe (risos).  E o mais engraçado, ele fala que se inspirava nas baterias da Plebe. Até aí não estou errado, né, Capucci?

Marcelo Capucci: Não, até porque era o som que a gente ouvia quando era… Quando esse disco foi lançado eu tinha 9 anos, eu ouvia esse disco, assistia os caras tocando na rua. E você falou do lance do ao vivo e a gente precisa registrar, porque já tem 15 anos tocando com o André, que é o meu baixista, né? E isso é muito importante, né, cara? A gente tem dois vocais, duas guitarras e tal, um baixo e bateria. É a alma. Então, a gente tem uma simbiose muito forte tocando junto. Você vai ver isso aí no clipe que a gente gravou com o Herbert e com o Morelenbaum. O Álvaro dirigiu a gente super bem. Mas isso é fruto do nosso play tocando ao vivo.

A gente já toca há muito tempo junto, é importante para caramba a gente ressaltar isso. Eu acho legal para caramba as formações clássicas da banda. Mas, cara, a caravana tem que continuar. A gente respeita e tem o maior orgulho daquele início, daquele disco, daquele momento. Mas a gente está colocando a nossa voz, as nossas baquetas e levando isso para frente. Isso é legal para caramba. 45 anos, não posso deixar de registrar meus parabéns aí, Philippe Seabra e André X, cara. Uma admiração que eu tenho por vocês que é absurda. Eu acredito que o Clemente comunga disso comigo também, porque 45 anos não são 45 dias, meus irmãos. Continuem, porque vocês estão fazendo um puta trabalho.

William Robson: E eu só queria agora a última pergunta para não ocupar mais vocês. O que é que vocês estão ouvindo atualmente em termos de disco?

André X: Cara, nesse último domingo teve jogo do Brasil, daí eu estava na casa do cara que ele falou assim: “Olha, eu tenho uns discos aqui para vender”. Daí eu fui ver, ele tinha o “It’s Alive” do Ramones lacrado.

Philippe Seabra: Uau! Lacrado?

André X: Lacrado, cara! Daí, pô, os caras têm que que ter troca para 100. (Risos) Ele me vendeu e eu… eu botei para rodar. É uma coisa tão antiga… Mas, cara, como o Ramones era bom ao vivo. Pô, era muito, muito bom.

Philippe Seabra: É, eu conheci Ramones mais nessa fase e do “Road to Ruin”. Aí quando fui ouvir os primeiros parecia tão lento: “One, two, three, four…”. Engraçado, né? Porque a banda vai evoluindo também, né?

André X: Então, eu ouço coisas antigas também, que a gente ouve da adolescência, ainda ressoa bastante. Mas tem muita coisa nova aqui. Hoje em dia com YouTube, Discogs e  Bandcamp  você sempre consegue garimpar umas coisas.

William Robson: Philippe, você está ouvindo o quê?

Philippe Seabra: Cara, sabe o que é engraçado? Eu estou ouvindo e eu espero que a banda não fique zangada com isso? Eu tô ouvindo muito rock progressivo, cara. (Risos) Mas eu não fico também ouvindo, assim, mais é uma coisa que eu vejo no YouTube, então…

André X: Não fica ouvindo porque as músicas são meia hora, né? (Risos) Não, só ouve umas duas músicas aqui. (Risos)

Philippe Seabra: No ensaio a gente começou a tocar umas coisas meio atemporais, aí virou… Plebi de Patrin, né? (Risos) Então tem umas coisas loucas rolando e viva o YouTube! Eu uso o YouTube, por quê? Porque o YouTube é o único lugar que eu consigo comprar e encontrar os discos exóticos que eu gosto mesmo. Sim, se você quer encontrar aquele lado B do The Damned, você não vai encontrar em nenhum lugar, só vai encontrar no YouTube.

André X: Comsat Angels.

Philippe Seabra: Comsat Angels não existe em lugar nenhum. Você encontra lá.

William Robson: Se gostar, compra o disco, né? (Risos)

Philippe Seabra: É.

Philippe Seabra: Eu posso responder pelo Capucci, é Cássia Eller Acústico e Living Colour.

Marcelo Capucci: Living Colour sempre ouço, mas eu tenho passado por umas discografias que meu filho tem 9 anos, aí ele quer ouvir umas coisas. Aí hoje até estava vendo sua camiseta, a gente ouvindo o Superunknown do Soundgarden, que é um baita disco. Ele não gosta, ele quer falar: “Não, vamos botar a música aí do Roblox”. (Risos)

Philippe Seabra: Você sabia que a Plebe chegou a tocar ao vivo “Rusty Cage”? A gente jogava “Rusty Cage” ao vivo.

Marcelo Capucci: Olha aí, tá vendo?

Philippe Seabra: Exatamente.

William Robson: E Clemente, o garimpeiro dos sons novos? Fala aí, Clemente.  (Risos)

Arte ilus

Philippe Seabra e Herbert Viana, um reencontro para rachar o concreto (Foto: Robson Carlos Silva Gonçalves)

Clemente Nascimento: Ah, estou ouvindo um monte de coisa. Twenty One Children, que é uma banda da África do Sul, três moleques, só não tem baixo. Três moleques punk. Três pretinhos punk. Um disco novo do The King Blues, que eu acho do caralho. Tem o Radkey, que lançou uma música nova. Tô vendo o clipe aqui enquanto vocês estavam falando, que é bem legal. Ah, tem um monte de banda nova. Eu gosto de ouvir coisa nova também. Eu gosto de ouvir as coisas velhas, mas eu… eu gosto de sangue novo também. E de sons estranhos. Sim. É… Tem aquela banda de japonesa, Otoboke Beaver, né? Que são quatro meninas e tal, uma banda feminina. É bem legal. Tocaram aqui em São Paulo no Cine Joia. Mas fui ver o Red Cross agora, faz pouco tempo, que é uma banda velha, De punk, foi virando psicodélica e tal. E foi um show maravilhoso. Vou mesclando coisa velha com coisa nova.

Philippe Seabra: Se você tivesse lido meu livro, eu tenho uma história engraçada com o cara do Red Cross. Eu passei a tarde com ele, dois anos antes dele morrer de overdose naquela mesma casa. É… eu fiquei na cervejinha lá, o pessoal tava fazendo umas coisas mais pesadas, só batendo papo, descendo. É… Red Cross, é. É, dois anos depois, morreu.

William Robson: Poxa. Que coisa!  Bom, pessoal. Obrigado pela conversa. Espero que voltem ao Nordeste

Philippe Seabra: É mais difícil a gente subir para aí, que é uma pena, porque as passagens aéreas estão um absurdo, cara. Às vezes, tipo, é R$ 5.000 por pessoa, a gente viaja em 10 pessoas. Fica muito caro.

André X: Acho que tem que ter uma série de shows, né? É.

William Robson: É, tinha que ser uma série, né? Mas vamos ficar acompanhando aí, vamos ficar acompanhando.

William Robson é jornalista, mestre em Estudos da Mídia e pesquisador/doutor em Jornalismo (Posjor/Capes/Nephi-Jor/UFSC) e Universitat Autònoma de Barcelona (UAB)

Veja também a página da banda no Instagram AQUI e vídeo do clipe “Até quando esperar” com Herbert Viana e o violoncelista e arranjador brasileiro Jacques Morelenbaum.

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domingo - 12/07/2026 - 09:10h

Sobre confiança, conselhos e saudade…

Por Marcos Araújo

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Há uma solidão e uma angústia silenciosa que acompanham todo jovem profissional. Ela não está na ausência de conhecimento, mas no desejo de uma oportunidade para demonstrá-lo. Assome-se a isto uma justa expectativa – dele próprio e dos próprios pais – da obtenção de uma independência financeira logo que o diploma seja pendurado na parede. Foi assim comigo também…

Fui diplomado em Direito logo após fazer vinte anos. Trazia comigo a ousadia própria da juventude e as inquietações de mudança de vida, uma vez que era cobrador e garçom, simultaneamente. Fazia com a formatura um “up grade” profissional: de cobrador e garçom passava a ser advogado. Na primeira sala locada de Almir Gomes da Silveira (“Almir do Laçador”), na rua Dionísio Filgueira, pensava eu– erroneamente – que se encarrilhariam atendimentos contínuos de clientes…

Passei dias, meses, e até mais de um ano, em que a clientela consistia em dois ou três “gatos pingados”, amigos da família, sem qualquer remuneração. Eles serviram para associar a teoria à prática. E eu ainda era grato por ter a possibilidade de testar meus conhecimentos. Hoje em dia, o recém-formado imagina que o cliente é um privilegiado em ter lhe escolhido e que o diploma expedido há pouco já é uma prova de sua “elevada” qualificação técnica.

Escrevo estas linhas movido pela gratidão aos amigos (prefiro chamá-los assim, em vez de “clientes”) que confiaram naquele advogado ainda muito jovem, com pouco mais de vinte anos, inseguro e quase sem experiência.

Essa lembrança voltou a ativar o meu córtex cerebral depois de uma conversa nostálgica com o casal João Marcelo Fernandes e Lorna Frota Rosado, sobre o avô dela, seu Cristóvam Gurgel Frota. Foi um dos meus primeiros clientes, juntamente com Avelino Borges, Raimundo Alves, João Marinaldo e seu Chiquinho Germano. Foram eles os primeiros depositantes do critério validador de um profissional: a confiança. Em comum, para minha tristeza e desconforto pessoal, todos eles estão entre as miríades celestiais e têm assento no colo sagrado de Deus.

Outra característica em comum é que eles já eram pessoas maduras quando recorreram aos serviços daquele jovem. De seu Cristovam, ganhei um presente que remuneraria qualquer grande causa: uma caneta folheada a ouro, que guardo com muito carinho. De seu Chiquinho Germano, igualmente, ganhei como prova de nossa amizade um relógio de algibeira que foi do seu pai, o Desembargador José Vieira. São esses mimos meus grandes tesouros, juntamente com imagens de santos, terços, quadros e outros presentes de amigos/as queridos/as que fui acumulando ao longo de minha trajetória, todos guardados com inestimável carinho e muito cuidado.

Lembro demais de seu Chiquinho Germano. De vez em quando, ao abrir um arquivo com seu nome, ao manusear papéis de Rodolfo Fernandes, deparo-me com a letra dele. E aí, é como se a sua voz voltasse à minha memória, pedindo licença, perguntando pela família, oferecendo queijo de manteiga e cajus trazidos da fazenda São Gabriel. E brigando comigo porque estava respondendo mensagens pelo celular e não estava olhando direto para ele…

A minha clientela envelheceu comigo. Se os maduros me abriram as portas quando eu era um moço de mãos sem calo; agora sou eu quem lhes abre a porta, lhes ofereço a cadeira, lhes escuto as histórias longas … Não é apenas clientela: é gratidão convertida em ofício.

O advogado que atende gente madura aprende cedo uma lição que não está nos manuais: o cliente não procura apenas justiça, procura escuta. Ele quer que alguém acredite na sua versão dos fatos, sim, mas quer sobretudo que alguém acredite na sua versão da vida. E nós, que os escutamos, vamos ficando depositários involuntários de um acervo imenso: genealogia, histórias da família, disputas patrimoniais, safras perdidas, heranças disputadas, amores antigos, salinas, roçados, promessas pagas a santos e a homens. Por isso, adoro escutar Marcelo Monteiro, Vilmar Pereira, Fernando Rosado, seu Masatoshi Otani, dona Euvércia, dona Loyola, entre outros.

Pensando em conselhos e sabedoria, tenho muita saudade de meu pai. Carlos Drummond de Andrade, matuto de Itabira que entendia dessas coisas, escreveu que a ausência é um estar em si. É exatamente isso, meu pai me habita como habita um alicerce.

Mesmo amadurecido, já professor, já doutor, eu continuava subindo uma escada que nenhum sucesso dispensa: a da casa do meu pai. Ele, beirando os noventa anos, seguia sendo o meu primeiro conselheiro. Seu Ary era muito inteligente, e ainda por cima metido a filósofo, criador de frases soltas, dando orientações de vida com muita precisão.

Sentava-me diante dele como quem se senta diante de um oráculo, e escutava de tudo: conselhos sobre a vida, sobre a família, sobre a profissão… Descobri, então, que a idade não me havia emancipado da sabedoria dos mais velhos; havia apenas me ensinado a valorizá-la ainda mais. Diante do meu pai, mesmo como advogado, por mais rodado que fosse, voltava a ser um inseguro estagiário da vida. E, quando decidia azucriná-lo com brincadeiras, ele respondia impassível:

– Dizem que esse menino é inteligente, mas é mentira. Ô menino besta!

E eu adorava provocar essa reação dele, para ser desconstituído e desapossado dos rótulos formais, colocado em situação de inferioridade e dá-lo a condição de poder me chamar enfaticamente de “besta”. Queria muito que os meus filhos, e os filhos dos meus amigos, mesmo sendo adultos, tivessem esse mesmo privilégio de aceitar os conselhos dos pais, como poetizou Sebastião Dias, aprendendo que “O mundo tem dois caminhos um é certo o outro errado /  Na escolha de um deles é preciso ter cuidado.”

Há noites em que a memória faz uma ronda pelo meu cérebro e lá estão todos: meu pai, meus avós, os tios, os velhos clientes, os amigos do Inocoop, dormindo o sono fundo dos que já cumpriram sua sentença de viver. Mas o sono deles não é ausência definitiva. Mario Quintana ensinou que morrer é apenas deixar de ser visto. Eu os vejo. Vejo-os toda vez que atendo um senhor de oitenta anos que chega devagar, saco de plástico com documentos na mão, e começa a conversa pelo tempo e pela chuva antes de chegar ao assunto.

Por isso, quando fecho o escritório ao fim da tarde e apago a luz, tenho a impressão de que a cadeira do outro lado da mesa não fica vazia. Fica encantada, como diria Guimarães Rosa.

Cícero dizia que a gratidão é a maior de todas as virtudes. A eles, meus oráculos do passado e do presente, minha gratidão e o meu amor fraternal. Dizia Esopo que a gratidão é a virtude das almas nobres. Shakespeare denominava a gratidão como o tesouro dos humildes. Não sei se tenho virtude alguma, mas sou muito grato a todos esses que confiaram – e continuam a confiar – em mim! Aos jovens, aos nossos sucessores, a minha confiança plena também. Desejo-lhes sucesso, com virtude e respeito aos nossos antecessores.

Marcos Araújo é advogado e professor da Uern

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Categoria(s): Crônica
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 12/07/2026 - 08:26h

Viver não é preciso

Por Odemirton Filho

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Calma, dileto leitor, não se impressione com o título desta crônica. Como muitos sabem, sobredita expressão faz parte de um poema de Fernando Pessoa, que diz: “navegar é preciso, viver não é preciso”.

Aliás, dizem que o verso foi inspirado nas palavras do general romano Pompeu, o qual exigiu que os seus marinheiros navegassem sob forte tempestade.

O poema, sem dúvida, concede-nos a oportunidade de interpretá-lo, pois para navegar é imprescindível traçar rotas, abastecer de mantimentos a embarcação, verificar as condições climáticas, entre outras providências, ou seja, tudo deve ser feito de forma precisa.

Doutro lado, viver, muito embora façamos planos, nem sempre acontece da forma como almejamos. Muitas vezes, a vida nos remete para outros caminhos; o que traçamos para nossa existência pode não sair como esperávamos.

Quantos de nós, apesar de arquitetar um projeto com régua e compasso, não conseguem executar a obra? Muitos, com certeza. Por quê? Porque a vida não é linear, ela, aqui e acolá, direciona-nos para outros lugares, por isso, o bardo português afirmou que viver não é preciso.

Eu, à guisa de exemplo, laborei em múltiplas atividades profissionais. Trabalhei no setor pessoal do antigo supermercado Pague Menos, em loja de peças de automóveis, comercializando carros, material de construção, com copiadora (xerox).

Posteriormente, fui aprovado num concurso público de agente educacional para trabalhar com adolescentes infratores, advoguei durante três anos, lecionei no curso de direito por quinze anos e há vinte anos exerço o cargo de oficial de justiça.

No tocante à vida pessoal, casei-me com apenas dezoito anos de idade, porém, jamais imaginei ser papai tão jovem.

Além disso, nunca cogitei que, um dia, escreveria crônicas. É certo que sempre admirei os textos de Dorian Jorge Freire e de José Nicodemos, achava bacana a forma como eles escreviam, narrando com sensibilidade e maestria as minúcias da vida. Somente tempos depois fui apresentado aos textos de cronistas reconhecidos nacionalmente, como Rubem Braga, Antônio Maria, entre outros de igual quilate, os quais me inspiram.

O fato é que boa parte do que aconteceu não foi planejado, as coisas foram acontecendo, as contingências da vida me levaram por essas veredas. Na verdade, tudo o que passamos na vida tem um propósito, são ensinamentos, mesmo que deixem marcas na alma; e sempre, sempre deixam cicatrizes.

Mas, enfim. Talvez o sentido e a beleza da vida estejam na imprecisão, nas curvas que encontramos no meio do caminho, forjando o espírito, fortalecendo-o para as batalhas do cotidiano.

Odemirton Filho é oficial de justiça

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Categoria(s): Crônica
domingo - 12/07/2026 - 07:48h

Os órfãos dos próprios fakes; a novidade é … fingir surpresa

Por Laurita Arruda (Coluna Território Livre)

Arte ilustrativa

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Há quem trate o debate sobre perfis fakes na política como se estivéssemos diante de uma invenção de 2026. Não estamos.

Muito antes da internet, das redes sociais e dos algoritmos, campanhas eleitorais já conviviam com o anonimato. Os antigos panfletos apócrifos, distribuídos durante a madrugada, faziam exatamente o papel que hoje se atribui aos perfis sem identificação: atacavam adversários, espalhavam boatos, insinuavam, difamavam e diziam aquilo que seus autores jamais sustentariam de cara limpa em um palanque ou debate.

A tecnologia mudou. A natureza humana, nem tanto.

Quando a internet passou a influenciar eleições, o anonimato simplesmente migrou de plataforma. Vieram os blogs, depois o Orkut, o Twitter, o Facebook, o Instagram e tantas outras ferramentas. Em cada fase, surgiram personagens, páginas e perfis dedicados exclusivamente à guerra política.

O Rio Grande do Norte conhece essa história. E  muito bem.

Quem viveu a eleição municipal de Natal em 2008 certamente se recorda do Xeleléu News, mistura de humor, sátira e militância política que ganhou enorme repercussão durante a campanha que terminou com a eleição de Micarla de Sousa prefeita.

No auge do Twitter, entre 2010 e 2018, perfis potiguares tornaram-se protagonistas de disputas políticas e até de processos judiciais. A expressão “rei dos fakes” entrou definitivamente no vocabulário político do Estado. Coincidências entre discursos, sincronismo nas publicações e ataques coordenados eram assunto frequente muito antes de o algoritmo do Instagram dominar o debate público.

Nada disso é novidade.

O que há de novo, agora, é a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte determinando que a Meta preserve e forneça dados de perfis do Instagram investigados por suposta atuação coordenada em favor da pré-candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do Estado.

A decisão merece registro exatamente pelo seu aspecto jurídico. A Justiça busca identificar quem administra as contas, verificar eventual coordenação entre elas e produzir provas. Não condenou ninguém. Não reconheceu irregularidade. Apenas determinou a apuração dos fatos, como deve acontecer em um Estado de Direito.

É uma diferença importante, que parece obedecer o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral.

Antes mesmo da identificação oficial, um dos administradores resolveu aparecer espontaneamente. O estudante João Carlos assumiu ser responsável pelo perfil “RN com Allyson” e declarou agir por iniciativa própria. O fato, por si só, desmonta parte da narrativa segundo a qual toda manifestação política favorável a um candidato necessariamente nasce escondida atrás do anonimato.

Mas talvez a discussão mais interessante nem seja essa.

O curioso é observar quem descobriu apenas agora que existem perfis políticos nas redes sociais.

Subitamente, há quem fale do tema como se estivéssemos diante de uma prática inédita, exclusiva ou característica de um único grupo político. A memória, entretanto, costuma ser mais confiável que os discursos de ocasião.

Ao longo das últimas décadas, praticamente todos os agrupamentos políticos potiguares conviveram — alguns mais, outros menos — com blogs militantes, perfis anônimos, páginas de humor, influenciadores engajados e estruturas digitais dedicadas à construção de narrativas favoráveis e ao desgaste dos adversários.

Alguns condenavam quando eram vítimas.

Outros defendiam quando eram beneficiários.

Em muitos casos, eram exatamente as mesmas pessoas.

O jornalista Heitor Gregório aproveitou a polêmica para registrar  uma situação emblemática. Enquanto o ex-prefeito Álvaro Dias questiona perfis favoráveis a Allyson Bezerra, existe também um perfil nas redes sociais dedicado à divulgação de conteúdo crítico ao ex-prefeito de Mossoró sem identificação ostensiva de seu responsável. Até agora, não há notícia da mesma mobilização ou judicialização para descobrir quem está por trás dessa conta.

É justamente aí que mora a incoerência.

Não é o método que escandaliza. É o beneficiário.

Se o perfil favorece o aliado, trata-se de militância espontânea, liberdade de expressão ou engajamento popular. Se favorece o adversário, transforma-se imediatamente em uma ameaça à democracia.

O critério nunca foi o instrumento. Sempre foi o lado.

As redes sociais apenas sofisticaram uma velha prática da política brasileira. Aliás, o anonimato deixou de ser indispensável.

Hoje há perfis administrados por pessoas perfeitamente identificadas, com CPF, profissão, diploma, milhares de seguidores e ampla circulação. A blindagem já não depende da ausência de nome, mas da disposição de quem compartilha, impulsiona e amplifica determinado conteúdo.

O museu das grandes novidades continua funcionando normalmente.

Mudam os aplicativos.

Mudam os algoritmos.

Mudam os personagens.

O enredo permanece rigorosamente o mesmo.

Na política, a novidade costuma ser apenas o lado de quem, desta vez, resolveu se escandalizar.

Laurita Arruda é jornalista

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Categoria(s): Artigo / Opinião
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domingo - 12/07/2026 - 06:56h

Autoanálise

Por Marcos Ferreira

Arte ilustrativa com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa com recursos de IA para o BCS

Embora modesto, financeira e intelectualmente, digo de mim para comigo que sou um tipo afortunado, que vivo uma condição invejável por parte de outros indivíduos que se encontram abaixo da minha condição econômica. Acho que é isso. Quem olha de fora, quem põe uma lupa sobre meu minúsculo poder aquisitivo, talvez tenha até a impressão de que sou infeliz. É claro que às vezes, aqui recolhido com os meus botões, reflito um pouco e também me sinto menos que medíocre.

Mas, considerando minhas origens e uma malsegura trajetória de subempregos, além da falta de um diploma de nível superior, sinto que estou no lucro. Talvez eu não tenha me tornado um elemento de fato remediado, sem me preocupar com os algarismos que me cobram as companhias de água e de luz, entretanto hoje em dia levo uma existência sem grandes transtornos monetários. Passei por muitos perrengues, enfrentei tempos bicudos num passado não tão distante.

Primogênito de uma prole de onze filhos, comi o pão que o diabo amassou e vi dois irmãos pequenos morrerem de diarreia e desnutrição. Por pouco não fui parar na sarjeta, como tantos por aí. Minha salvação foi que um dia, após doze anos de completo analfabetismo, topei com a Língua Portuguesa, e esta me disse assim: “Vem! Sou tua tábua de salvação”.

Foi mais ou menos desse jeito. O nosso idioma, ao contrário da matemática e das outras ciências exatas, tornou-se o meu bote salva-vidas; um amor à primeira vista. Agarrei-me com o alfabeto e nunca mais o larguei. Aquela infância miserável e a adolescência constrangedora foram se desprendendo de mim lentamente. Aprender a ler e a escrever naqueles começos de minha educação formal foi o maior alumbramento do meu mundo. Não é a primeira vez que digo isso, porém repito.

Minha permanência em sala de aula foi curta; eu era então um sapateiro ganhando meio salário mínimo naqueles primeiros anos de fábrica de calçados Mossoró, mas nunca abandonei os livros: entenda-se a literatura. Li (outra vez repito) com uma fome ancestral. Sempre me faltaram alguns tostões, no entanto os livros de grandes autores pareciam destinados a chegarem às minhas mãos. Começar a escrever foi uma consequência. Hoje não mais, minha memória sofreu grande atrofia depois que entrei em colapso psiquiátrico, contudo naquela época de pouca comida e muita leitura eu sabia de cor e salteado uma variedade admirável de poesia. Crônicas e contos de menor tamanho (permitam a imodéstia) eu lia e relia até conseguir memorizá-los.

Por que, então, hoje estou batendo nesta tecla de autoanálise e vanglória? Faço isso para recordar a mim mesmo que não sou de todo uma criatura falhada na vida. Trilhando caminhos tortuosos, caindo e levantando aqui e acolá, cheguei ao nível social onde agora me encontro. Pois volta e meia é preciso a gente relembrar as nossas origens (especialmente quem saiu do útero da miséria e sabe o que é passar fome) para conseguir valorizar o que conquistamos, apesar dos pesares.

Este breve relato não é direcionado a você. Esta é tão somente uma reflexão que destino à minha própria pessoa. Tais palavras não têm outro endereço senão este cronista dominical. Para não me esquecer de quem sou.

Marcos Ferreira é escritor

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Categoria(s): Crônica
domingo - 12/07/2026 - 05:48h

Mohamed Salah – O último rei do Egito

Por Pedro Arthur

Salah, um fenômeno que reinou na liga mais competitiva do mundo (Foto: Web)

Salah, um fenômeno que reinou na liga mais competitiva do mundo (Foto: Web)

Na última terça-feira (07), tive a oportunidade de assistir ao craque Salah despedir-se da Copa do Mundo depois de um jogo exemplar da seleção egípcia, embora cheio de controvérsias para o lado argentino. Apesar das minhas opiniões sobre a arbitragem da partida, foi um prazer presenciar a atuação, talvez um pouco apagada, mas ainda excepcional, de um jogador que marcou minha geração.

Bom, não pude acompanhar Ronaldo, Romário ou sequer Kaká em seus auges, mas nasci e cresci em um mundo futebolístico dominado por duas lendas: Messi e Cristiano Ronaldo. E, entre tantos nomes que foram ofuscados pelos quase vinte anos de reinado dessa dupla, brilhou a estrela de Mohamed Salah.

O ano era 2017. Após um breve período na Roma, o egípcio se aconchega nas ruas de Liverpool e dá início a uma história muito maior do que as quatro linhas do campo. Na temporada 2017/18, sua primeira pelo clube inglês, o então jovem de 25 anos anotou 44 gols e 16 assistências em 52 jogos, levando o Liverpool à final da Champions League após 11 anos de seca, caindo diante do imbatível Real Madrid na fase final. A temporada de números e recordes impressionantes marcou o início de uma das mais belas relações entre jogador e clube que eu já presenciei no futebol. Naquele ano, Salah foi eleito o melhor jogador da Premier League e terminou em terceiro lugar na disputa pela Bola de Ouro.

Seguindo nos feitos esportivos, na temporada 2018/19, foi peça fundamental para levar o Liverpool novamente ao topo da Europa, vencendo o Tottenham na final da Champions League, e também ao topo do mundo, conquistando o Mundial de Clubes ao derrotar o meu Flamengo na decisão. Em 2019/20, o clube inglês voltou ao topo da Inglaterra após 30 anos de espera.

Foram três temporadas consecutivas com mais de 30 gols, até que, em 2023, Salah se tornou o maior artilheiro da história do Liverpool na Premier League. E, quando muitos já voltavam suas atenções para Kylian Mbappé e Erling Haaland, o egípcio respondeu com mais uma temporada histórica: em 2024/25, participou diretamente de 57 gols em 52 partidas, conduzindo o Liverpool ao título inglês mais uma vez.

Mas, apesar de uma carreira esportiva extremamente consolidada, Mohamed Salah ultrapassou os limites de Anfield Road com sua presença e importância na Inglaterra. Uma pesquisa publicada em 2021 pela American Political Science Review analisou mais de 14 milhões de tweets, além de pesquisas de campo, para investigar o chamado “Efeito Salah”. Os autores concluíram que os crimes de ódio contra muçulmanos diminuíram significativamente em Merseyside, região do Liverpool, em comparação com outras partes do país após a chegada do craque egípcio.

Como prevê o ditado, o bom filho à casa torna. Salah também contribuiu para o desenvolvimento urbano e social de sua cidade natal, Nagrig, financiando projetos que ajudaram a transformar a realidade local e incentivando novos sonhos, tanto no esporte quanto na vida de quem nasceu no mesmo lugar que ele.

Quando mais novo, eu sempre escolhia o Liverpool no PES para jogar com Salah e Van Dijk. Hoje, tenho a oportunidade de assistir a essas lendas caminhando para o fim de suas carreiras. Salah já não está mais na Inglaterra, mas me proporcionou acompanhar de perto uma das histórias mais bonitas que o futebol escreveu neste século.

Pedro Arthur Vieira Muniz é estudante

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Categoria(s): Crônica
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domingo - 12/07/2026 - 04:30h

Élder Heronildes, um cidadão irradiante de gratidão e otimismo

Por Dix-sept Rosado Sobrinho

Elder tinha 92 anos (Foto: Reprodução de postagem da Uern)

Elder tinha 92 anos (Foto: Reprodução de postagem da Uern)

Soube dia 1º de julho do ano da graça de 2026, com tristeza, da partida para a eternidade de um dos meus ídolos. Élder Heronildes da Silva, me permita conjugar sua vida no presente, é desses seres que encarnam a vitalidade com inteligência, elegância, firmeza, bondade, coragem.
Muitos os aspectos de uma vida tão multifacetada. Pessoa humana, família, cultura, profissão. Companheirismo.

Sobre Élder desta vez abordando um mandamento de Deus “Honra teu pai e tua mãe”, onde a religião prega o respeito aos pais e à herança familiar (Êxodo).

Lembro relato da origem da amizade entre o então prefeito de Mossoró, meu tio Dix-sept Rosado e o pai de Élder Heronildes, o mestre Velho Darico.

Havia Dix-sept assumido a administração da prefeitura, após marcante e renhido pleito eleitoral, eis que surge um problema de alvenaria na cidade que os técnicos a disposição não conseguem resolver. Cogita-se trazer um pedreiro de outra cidade ou da capital para resolver. O prefeito Dix-sept interroga assessores sobre quem na cidade poderia ter capacidade para tal.

Apontam o nome do Velho Darico como capaz de resolver, mas alertam o prefeito que ele não foi seu eleitor. Dix-sept, entre resoluto e ligeiramente irritado responde que a campanha eleitoral já havia se encerrado e os problemas administrativos tinham prioridade para solução. Mandou emissário contatar o Velho Darico. Veio, trabalhou, resolveu.

Desde então tornaram-se amigos, correligionários até e por todo restante de suas vidas.

Élder Heronildes honrou o Velho Darico e Dona Tita, pai e mãe. Levou adiante os ensinamentos de boas maneiras, competência e inteligência, de compromisso com o bem comum ensinados por seus pais, existência afora. Bailando lindamente pelos palcos da vida com sua amada Zélia a encantar a todos.

Exemplo de cidadão do mundo, feliz e compromissado com todos os aspectos benevolentes da existência humana.

Vida digna e eterna!

Dix-sept Rosado Sobrinho é médico

Leia também: Ex-reitor da Uern, Elder Heronildes falece em Mossoró

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Categoria(s): Crônica
sábado - 11/07/2026 - 23:46h

Pensando bem…

“O coração que está em paz vê uma festa em todas as aldeias.”

Provérbio hindu
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Categoria(s): Pensando bem...
sábado - 11/07/2026 - 17:50h
Coleção

Show de Selos continua no Nordestão

Banner de divulgação

Banner de divulgação

O Show de Selos continua no Nordestão e ainda dá tempo de montar a sua coleção exclusiva Le Cordon Bleu®️.

Você tem até 06/08 pra juntar os selos e até o dia 20/08 pra trocar as cartelas pelas peças de porcelana francesa.

Como participar?

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Dica: não deixe pra trocar tudo de uma vez, você pode ficar sem a peça que quer.

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Categoria(s): Gerais / Informe Publicitário
sábado - 11/07/2026 - 06:48h
Senado

Plenário pode votar na terça PEC dos agentes de saúde em 1º turno

Agentes aguardam sequência de tramitação (Foto ilustrativa)

Agentes aguardam sequência de tramitação (Foto ilustrativa)

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria aposentadoria diferenciada para os agentes comunitários de saúde e os agentes de combate às endemias (PEC 14/2021) passou, nesta quinta-feira (9), pela quarta sessão de discussão no Plenário do Senado. Como a quinta e última sessão obrigatória está prevista para terça-feira (14), isso permite que a proposta seja votada em primeiro turno no mesmo dia.

A PEC começou a ser discutida no Plenário em 30 de julho. Em caso de aprovação, terá que passar por mais três sessões de discussão para ser votada em segundo turno. Para ser aprovada, uma PEC precisa do apoio de pelo menos 49 senadores nos dois turnos.

De acordo com o texto em discussão, de autoria do ex-deputado Dr. Leonardo, os agentes comunitários de saúde e os agentes de combate às endemias terão direito à aposentadoria com idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, desde que comprovem 25 anos de contribuição e de efetivo exercício na atividade profissional.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, havia previsto que a votação da PEC fosse concluída até o dia 15 de julho, seguindo a tramitação normal.

Impacto orçamentário

O Executivo tem demonstrado preocupação com o impacto orçamentário da PEC. De acordo com os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento, esse impacto poderá chegar a R$ 3 bilhões por ano. A última reforma da Previdência estabeleceu em 65 anos a idade mínima para a aposentadoria tradicional dos trabalhadores brasileiros.

Fonte: Agência Senado

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Categoria(s): Política / Saúde
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 11/07/2026 - 04:30h
Sábado e domingo

Mossoró e Natal recebem espetáculo gratuito de mágica

Capitão Jack estará no Banco do Nordeste Cultural (Foto: divulgação)

Capitão Jack estará no Banco do Nordeste Cultural (Foto: divulgação)

O espetáculo “Mágica, a arte que faz encantar”, comandado pelo Mágico Capitão Jack, chega a Mossoró e Natal neste fim de semana com sessões gratuitas para toda a família. No palco, números de ilusionismo, humor e interação convidam o público a embarcar em uma jornada de surpresas que desafia a lógica e desperta o encantamento.

A primeira apresentação acontece neste sábado (11), às 16h30, no Banco do Nordeste Cultural Mossoró (Teatro Lauro Monte Filho). A montagem integra a programação da instituição após ser selecionada por meio do edital de ocupação artística, que definiu as atrações culturais do espaço para o mês de julho.

Já no domingo (12), às 16h, o Capitão Jack sobe ao palco do Alpendre do Natal Shopping como parte das “Férias com a Naty”, ação promovida pelo empreendimento durante o recesso escolar. A agenda reúne atrações culturais voltadas às crianças e suas famílias, com atividades que estimulam a imaginação e a criatividade.

Experiência única

Em “Mágica, a arte que faz encantar”, o público acompanha números que unem técnica, humor e participação da plateia. “É um espetáculo que busca despertar a imaginação, mexer com a sensibilidade e, principalmente, o poder do sonhar e do acreditar. Por isso, cada momento é pensado para encantar, divertir e emocionar, criando uma experiência única por meio da mágica, do teatro e da poesia de cordel”, destaca o Capitão Jack.

As apresentações em Mossoró e Natal antecedem o lançamento do projeto Domingo Mágico, previsto para setembro. A iniciativa reunirá uma programação especial de espetáculos de mágica para o público infantil, com o objetivo de ampliar o acesso à linguagem do ilusionismo e estimular a formação de plateias.

“Neste momento em que as telas fazem parte da rotina de tantas crianças, oferecer experiências sem intermediação de tecnologias eletrônicas ou digitais é um investimento no despertar da imaginação. Sabemos que a criatividade é um valor indispensável para hoje e para o futuro, e é também um estímulo a curiosidade e a busca de conhecimento. Queremos semear um futuro mais amplo, livre e seguro, através de uma ação que proporciona no presente uma infância mais rica em descobertas e vivências”, ressalta Tatiane Fernandes, produtora cultural da MAPA Realizações Culturais.

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Categoria(s): Cultura
sexta-feira - 10/07/2026 - 23:50h

Pensando bem…

“Eu aprendi há muito tempo que a coisa mais sábia que posso fazer é estar no meu próprio lado, ser uma advogada para mim e para outras pessoas como eu.”

Maya Angelou

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Categoria(s): Pensando bem...
sexta-feira - 10/07/2026 - 21:50h
Visita

Dirigentes da Fecomércio recebem comitiva do Sindivarejo Mossoró

Grupo do Sindivarejo posa ao lado de dirigentes da Fecomércio RN (Fotos: Sindivarejo)

Grupo do Sindivarejo posa ao lado de dirigentes da Fecomércio RN (Fotos: Sindivarejo)

Comitiva com diretores e executivos do Sindicato do Comércio Varejista de Mossoró (SINDIVAREJO) esteve nesta sexta-feira (10), em Natal. Visitou a nova sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN).

Foi recepcionada pelo presidente da Fecomércio, Marcelo Queiroz, além de outros dirigentes. O grupo do Sindivarejo Mossoró, liderado pelo presidente Michelson Frota, conheceu estrutura e setores da nova sede, localizada na rua Padre João Damasceno, 1935, Lagoa Nova.

O local concentra as equipes administrativas da Fecomércio, do Sesc e do Senac. Denominada Casa do Comércio José Roberto Tadros, homenagem ao presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), a sede conecta-se ainda com demais entidades do sistema, como o próprio Sindivarejo Mossoró.

Numa área superior a 7,2 mil metros quadrados, com subsolo, térreo e seis pavimentos, o edifício foi inaugurado dia 4 de dezembro do ano passado.

A visita dos integrantes do Sindivarejo Mossoró foi concluída com um almoço na própria sede.

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Categoria(s): Gerais
sexta-feira - 10/07/2026 - 17:30h
Governo

Allyson Bezerra defende “choque de gestão” para o RN

Allyson apontou experiência de Mossoró como referência (Foto: Divulgação)

Allyson apontou experiência de Mossoró como referência (Foto: Divulgação)

O pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil), afirmou de forma categórica que o enfrentamento da grave crise fiscal do Rio Grande do Norte será a primeira e mais urgente providência de sua futura gestão. Em entrevista ao programa Meio-dia TCM, na 95 FM Mossoró, o ex-prefeito defendeu a necessidade imediata de um “choque de gestão” para reorganizar as contas públicas.

A saída, salientou, passa por modernização tecnológica, corte rigoroso de desperdícios, formação de um secretariado estritamente técnico e amplo diálogo interinstitucional.

Allyson reforçou que, antes de qualquer coisa, será preciso arrumar e controlar a casa, pois sem finanças equilibradas não há como resolver os problemas da saúde, da segurança ou das estradas, assumindo esse desafio com coragem e sem enrolação.

A fala do pré-candidato toca diretamente na maior ferida do estado hoje, referendada por dados oficiais da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O Rio Grande do Norte amarga atualmente a nota “C” no Capag, indicador do Governo Federal que mede a Capacidade de Pagamento com base no endividamento, poupança corrente e liquidez.

O RN lidera o ranking nacional de crescimento de dívida, que saltou 35% em apenas um ano ao passar de R$ 7,2 bilhões para R$ 9,7 bilhões. O sufoco financeiro é agravado pelo fato de o RN ter comprometido 56,12% de sua Receita Corrente Líquida com despesas de pessoal no primeiro quadrimestre, estourando o teto da Lei de Responsabilidade Fiscal e atingindo o pior índice do Brasil.

O ex-prefeito relembrou que recebeu o município em situação caótica em janeiro de 2021 e conseguiu reverter quadro de insolvência, até conquistar a nota máxima, a prestigiada Nota “A” no mesmo indicador Capag da STN.

Lembrou que os servidores não tinham recebido o 13º salário, que havia terceirizados com cinco meses de braços cruzados por falta de pagamento e que a Previdência Municipal acumulava um rombo superior a R$ 230 milhões. “Nossa gestão enfrentou e resolveu os problemas sem ficar de braços cruzados culpando o passado.

O pré-candidato concluiu assegurando que não passará quatro anos olhando pelo retrovisor, procurando culpados ou tentando colocar a sujeira para debaixo do tapete, mas que vai sentar na cadeira para governar. Caminho é dialogar com a Assembleia Legislativa, com o Tribunal de Justiça e com os órgãos de controle e fiscalização, para resolver os problemas do Rio Grande do Norte de forma estritamente técnica.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sexta-feira - 10/07/2026 - 13:30h
Operação Compliance

PF mira publicitário que coordenou ações a favor do Master

Thiago Miranda e Daniel Vorcaro: afinação (Fotomontagem Canal Meio)

Thiago Miranda e Daniel Vorcaro: afinação (Fotomontagem Canal Meio)

Do Canal Meio para o BCS

A Polícia Federal deflagrou a 10º fase da Operação Compliance e cumpriu mandado de busca e apreensão contra o publicitário Thiago Miranda, proprietário da agência Mithi e responsável pela estratégia de gestão de crise de Vorcaro durante a crise do Banco Master. A estratégia incluía a contratação de influenciadores para fazer ataques ao Banco Central e a produção de dossiês sobre adversários do mercado financeiro e de outras áreas. As investigações identificaram conversas entre o publicitário e Vorcaro, nas quais os dois discutiam formas de conter reportagens da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, incluindo a obtenção de informações pessoais da colunista. Em nota, a defesa de Thiago Miranda negou qualquer prática ilícita e afirmou que sua atuação profissional sempre ocorreu dentro da legalidade. (Folha)

Daniel Vorcaro e Thiago Miranda, que também é sócio do Portal Leo Dias, mantinham uma estrutura para disseminar campanhas de desinformação com o objetivo de proteger a instituição financeira e seus dirigentes. Segundo a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF identificou Miranda como o principal articulador da rede destinada a recrutar influenciadores digitais e jornalistas mediante contratos sigilosos e pagamentos que poderiam chegar a R$ 2 milhões. (g1)

Na decisão, baseada em relatório da PF que diz que a operação de Miranda tinha “contornos de máfia”, Mendonça afirma que, “embora não tenham sido identificados elementos que apontem para a existência de vínculo operacional entre o ‘time’ de Thiago Miranda e outros investigados ligados ao grupo criminoso, como aqueles inseridos nas estruturas denominadas ‘a turma’ e ‘os meninos’, verificou-se a utilização de modus operandi semelhante ao empregado pela organização criminosa de Daniel Vorcaro”. (Estadão)

Em outras mensagens apreendidas pela Polícia Federal na investigação, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro solicita a produção de um dossiê com informações sobre o presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, e sua esposa, Camila Moretti Maluhy. De acordo com as conversas, Vorcaro pediu a Thiago Miranda um levantamento sobre o executivo porque ele estaria lhe causando “muitos problemas”. Miranda respondeu que assumiria a tarefa. Em outro diálogo citado pela investigação, o publicitário informa que o material já estava concluído e sugere divulgar seu conteúdo por meio de um terceiro veículo de comunicação após o Carnaval. (Globo)

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sexta-feira - 10/07/2026 - 12:52h
Penitenciária Federal

Ex-presidente da Assembleia Legislativa do RJ é transferido para Mossoró

Rodrigo Bacellar esteve antes preso em Bangu e Brasília (Foto: Reprodução)

Rodrigo Bacellar esteve antes preso em
Bangu e Brasília (Foto: Reprodução)

O ex-deputado Rodrigo Bacellar foi transferido na última quarta-feira para a Penitenciária Federal de Mossoró, localizada a cerca de 280 quilômetros de Natal, no Rio Grande do Norte. Antes da chegada ao estado, ele permaneceu durante uma semana na unidade federal de segurança máxima de Brasília, após deixar o complexo penitenciário de Bangu 8, no Rio de Janeiro.

A transferência para Mossoró foi interpretada por familiares e pessoas próximas como mais uma etapa de um suposto isolamento do ex-parlamentar, que, segundo eles, teria como objetivo pressioná-lo a firmar um acordo de delação premiada.

A decisão também provocou preocupação entre familiares, que relataram dificuldades para manter contato devido a distância entre a unidade prisional e o local de residência da família.

Inaugurada em 2009, a Penitenciária Federal de Mossoró possui capacidade para abrigar até 208 detentos classificados pela Justiça como de alta periculosidade. Entre os nomes que já passaram pela unidade estão líderes de organizações criminosas como Marcola, Fernandinho Beira-Mar e Marcinho VP.

Rodrigo Bacellar foi preso em sua residência, em Teresópolis (RJ), no dia 27 de março de 2026, após ter o mandato cassado e ser declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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sexta-feira - 10/07/2026 - 09:32h
Na serra

Martins promove seu XVIII Festival de Gastronomia e Cultura

Abertura foi noite com grande participação popular (Print de vídeo)

Abertura foi noite com grande participação popular (Print de vídeo)

Começou nessa quinta-feira(09) o XVIII Festival de Gastronomia e Cultura de Martins, no Centro da cidade.

O Abba The History e a banda Jota Quest foram as principais atrações musicais.

Uma noite supimpa.

Evento vai até o domingo (12).

Atrações principais

Sexta/hoje (10/07): AnaVitória

Sábado (11/07): Fagner e Demônios da Garoa

Domingo (12/07): Só Pra Contrariar e Mução

Veja Vídeo AQUI.

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sexta-feira - 10/07/2026 - 08:50h
Grande perda

Acidente em treino tira a vida de “Júnior Banana”

Júnior é um nome respeitado nacionalmente com o bicicross (Fotomontagem do BCS)

Júnior é um nome respeitado nacionalmente com o bicicross (Fotomontagem do BCS)

Morreu nessa quinta-feira (9), à noite, em Mossoró, após sofrer um acidente durante treino de bicicross (BMX), José Maria Lima Júnior (Júnior Banana), 50. Era um atleta conhecido nacionalmente e referência no bicicross.

O acidente aconteceu em pista que leva seu nome, no Ulrick Graff, proximidades do complexo de órgãos e poderes judiciais.

Júnior Banana caiu quando fazia uma manobra e teria quebrado o pescoço. Polícia e Samu chegaram ao local com agilidade, logo que cientificados do caso. Mas constataram óbito de imediato.

Júnior Banana era natural do Pará, mas há décadas estava radicado em Mossoró. Virou um incentivador do bicicross e participou de incontáveis competições oficiais no Brasil e exterior.

Foi bicampeão brasileiro, duas vezes vice-campeão pan-americano e esteve em edições do Campeonato Mundial de BMX.

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  • Art&C - UnP - 17 de Junho de 2026
quinta-feira - 09/07/2026 - 23:44h

Pensando bem…

“Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento”.

Érico Veríssimo

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quinta-feira - 09/07/2026 - 17:32h
Requinte Buffet

União Brasil do RN promove Inspira Mulher em Mossoró

Banner de divulgação

Banner de divulgação

O União Brasil do Rio Grande do Norte realiza nesta quinta-feira (9), às 18h30, no Requinte Buffet, em Mossoró, o Inspira Mulher, encontro voltado ao fortalecimento da participação feminina na política, à formação de novas lideranças e ao diálogo sobre o futuro do estado.

Aberto ao público, o evento reunirá mulheres, jovens, lideranças políticas e representantes de diversos segmentos da sociedade em uma programação voltada à inspiração, ao compartilhamento de experiências e à construção coletiva de ideias.

Dentro da programação terá a palestra da enfermeira, pesquisadora e empreendedora Érica Louise, referência em inovação na área da saúde.

O União Brasil destaca que o Inspira Mulher integra as ações do partido voltadas ao fortalecimento da participação feminina, à formação política e ao incentivo ao diálogo entre diferentes setores da sociedade, contribuindo para a construção de propostas para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte.

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quinta-feira - 09/07/2026 - 16:36h
Luto

O adeus de Katherine Chris de Saboya Bezerra

Reprodução de informação sobre velório e sepultamento

Reprodução de informações sobre velório e sepultamento

Faleceu em Mossoró nesta quinta-feira (09), Katherine Chris de Saboya Bezerra, 50, em consequência de problemas com diabetes.

Seu velório acontece no Centro de Velório Sempre, a partir das 18h30 de hoje.

O sepultamento está definido para essa sexta-feira (10), às 9 horas, no Cemitério São Sebastião, Centro de Mossoró.

Abaixo, uma crônica do jornalista Saulo Vale, irmão de Katherine Chris, em sua homenagem:

O adeus à minha irmã Katherine Chris de Saboya Bezerra, a nossa Kaká

É com tristeza que informamos o falecimento da minha irmã Katherine Chris de Saboya Bezerra, de 50 anos.

Ela estava internada após agravamento do seu quadro de diabetes. Lutou muito pela vida.

Katherine é minha irmã por parte de pai – Fernando Antônio Bezerra – em saudosa memória.

Sua mãe, Evaneide Saboya, partiu há pouco mais de um ano.

Ela deixa o filho, Lucas de Saboya, e cinco irmãos: Carlos de Saboya, Samuel Saboya, Rafael Vale, Saulo Vale e Sarah Vale.

Os horários e locais de velório e sepultamento ainda serão informados.

Deus trabalha de uma forma que muitas vezes não é intendível ao ser humano, porque os planos dEle são maiores que os nossos.

Você vai fazer falta, Kaká.

Descanse em paz.

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quinta-feira - 09/07/2026 - 13:40h
Câmara Federal

Desistência de Kelps deixa quatro vereadores livres para apoios

João Marcelo, Petras Vinícius, Lucas das Malhas e Vavá apoiavam Kelps (Fotomontagem do RN Notícia)

João Marcelo, Petras Vinícius, Lucas das Malhas e Vavá apoiavam Kelps (Fotomontagem do RN Notícia)

Do RN Notícia

A desistência oficial da pré-candidatura de Kelps Lima (UB) à Câmara Federal provoca reflexos diretos no cenário político de Mossoró e abre espaço para novas movimentações nos bastidores das eleições deste ano.

Com a saída de Kelps da disputa, quatro vereadores mossoroenses que orbitavam o seu projeto político passam a ficar livres no chamado “mercado político”: Petras Vinícius (PSD), o vereador mais votado da cidade, além de Lucas das Malhas (UB), João Marcelo (PSD) e Vavá (PSD).

Agora, a principal dúvida nos bastidores é qual será o destino político do grupo e quais projetos receberão o apoio dos parlamentares nas eleições proporcionais.

Entre as possibilidades mais comentadas estão as pré-candidaturas de João Maia (PP), Benes Leocádio (UB) e Robinson Faria (PP), todos em busca de fortalecimento de suas bases eleitorais no Oeste potiguar. O trio faz faz do arco da nominata da federação União Progressista, que tem o ex-prefeito mossoroense Allyson Bezerra (UB) como pré-candidato a governador.

Nos próximos dias, as articulações devem se intensificar e definir para onde os quatro vereadores irão “aterrissar” no tabuleiro político do Rio Grande do Norte.

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