segunda-feira - 14/09/2026 - 11:00h
Operação Sem Lastro

Federal apreende R$ 1,5 milhão para possível uso eleitoral no RN

Dinheiro estava com um servidor público (Foto: PF)

Dinheiro estava com um servidor público (Foto: PF)

A Polícia Federal deflagrou, nesta segunda-feira (14/9), a Operação Sem Lastro, para apurar indícios de falsidade ideológica eleitoral e possível utilização de recursos financeiros não declarados em atividades de campanha eleitoral. Simplificando: caixa dois.

Por determinação da Justiça Eleitoral, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Natal. Durante as diligências, foram apreendidos celulares, documentos, equipamentos eletrônicos e mais de R$ 1,5 milhão em espécie.

As investigações identificaram saques em espécie realizados por um servidor do Rio Grande do Norte, em circunstâncias que indicam possível incompatibilidade entre os recursos movimentados e o patrimônio declarado à Justiça Eleitoral.

Nota do BCS – Informação de uma fonte ouvida por nossa página é que, “seguindo o dinheiro”, a PF poderá chegar à candidatura à reeleição de um deputado estadual oposicionista/bolsonarista.

Veremos.

P.S – No programa “Meio Dia RN com BG”, da 96 FM de Natal, foi informado que o agente político flagrado com R$ 1,5 milhão é ligado ao deputado estadual Luiz Eduardo (PL),  na coligação Endireita RN.

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segunda-feira - 14/09/2026 - 09:50h
Campanha sofrível

A 20 dias das eleições, Álvaro revela fadiga e momento delicado

No seu passo, ronceiro, exausto, Álvaro tenta acompanhar o ritmo adversário (Foto: Assessoria)

No seu passo, ronceiro, exausto, Álvaro tenta acompanhar o ritmo adversário (Foto: Assessoria)

A 20 dias das eleições no primeiro turno, que acontecerá dia 4 de outubro, das 8h às 17h, a campanha eleitoral no RN revela com clareza que entre os principais candidatos ao Governo do RN, o ex-prefeito natalense Álvaro Dias (PL) vive o momento mais delicado.

Não empolga e dificilmente chegará ao segundo turno se esse quadro se mantiver. Sinal amarelo, tudo ou nada. Muda ou desce a ribanceira de vez.

Próximo dias serão decisivos para Álvaro Dias. Se não tracionar, será lentamente afetado por dispersões e o fantasma do voto útil.

Essa sua última semana foi sofrível, insistindo numa pregação virulenta contra Allyson Bezerra (UB) e sem conseguir enxergar que Cadu de Lula (PT) é, hoje, de fato, seu principal contendor.

Vejamos alguns pontos:

Prefeito de Nísia Floresta e o vice de Riacho da Cruz anunciaram apoio a Allyson Bezerra;

O marketing de Álvaro Dias e sua mídia colaboracionista exploraram imagem com uso de drone, no endereço em que Allyson Bezerra reside atualmente em Mossoró. O caso gerou desgaste e desaprovação até entre aliados. Nas redes sociais, o monitoramento mostrou que a reação do ex-prefeito mossoroense superou em muito o ataque adversário.

Série de pesquisas revelou fadiga de Álvaro e Cadu de Lula em sua cola. Existe ameaça real de que Álvaro Dias não chegue a um segundo turno. Se houver;

Prefeita aliada de Álvaro Dias em Rafael Godeiro, Ludmila Amorim, teve vídeo viralizado numa fala incisiva de cobrança de voto a eleitores, sob ameaça de retaliação, se não for atendida;

Num momento de grande pressão sobre sua candidatura, com escândalo envolvendo o Banco Master/Daniel Vorcaro/Alexandre de Moraes, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) divulga mensagem de apoio a Álvaro Dias. Dias tenta pelo menos agarrar o eleitor ortodoxo do bolsonarismo à sua candidatura;

Comícios, passeatas e carreatas de Allyson Bezerra em várias cidades, em regiões distintas, ganharam expressiva dimensão, com forte engajamento popular.

Apoiadores de Álvaro Dias chegaram a admitir, publicamente, que campanha está perdendo força e que será “uma vergonha” ser ultrapassado por Cadu de Lula, com governo de Fátima Bezerra (PT) reprovado.

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segunda-feira - 14/09/2026 - 07:50h
Crise sem fim

Ministros exigem celular de Vorcaro; Mendonça resiste

Zanini, Moraes, Mendes e Mendonça: crise sem fim (Fotos: Antônio Augusto, Gustavo Moreno e Rosinei Coutinho / STF)

Zanini, Moraes, Mendes e Mendonça: crise sem fim (Fotos: Antônio Augusto, Gustavo Moreno e Rosinei Coutinho / STF)

Do Canal Meio e outras fontes para o BCS

O fim de semana que antecede uma das sessões mais importantes e tensas na história do Supremo Tribunal Federal (STF), que julga amanhã a conduta do ministro Alexandre de Moraes, não tinha como ser calmo. Após uma série de decisões, despachos e manifestações, o domingo terminou com os ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e o próprio Moraes determinando que uma cópia dos dados brutos do celular de Daniel Vorcaro fosse entregue até às 23h em seus gabinetes.

Os ministros pediram urgência ressaltando que o julgamento da ação contra Moraes é amanhã. Zanin argumenta que não só André Mendonça, relator do caso e acusador de Moraes, como a defesa de Vorcaro e até os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito que apurou o escândalo Master no Congresso tiveram acesso à cópia dos dados brutos do aparelho do ex-banqueiro. (UOL)

Mais cedo, o presidente do STF, Edson Fachin, atendendo a um pedido dos três ministros, havia determinado que a Polícia Federal prestasse informações sobre a custódia e o estado do material extraído do celular de Daniel Vorcaro. (Correio Braziliense)

Em resposta, a PF informou que o material original extraído do celular de Vorcaro permanecia sob custódia da corporação. Além disso, a Polícia Federal garantiu ter plenas condições técnicas de produzir e encaminhar imediatamente cópias idênticas da extração aos gabinetes dos ministros que solicitaram acesso. A PF esclareceu que os dados enviados ao gabinete do ministro André Mendonça, em março deste ano, não correspondem ao material original. Segundo a corporação, o conteúdo original jamais deixou sua custódia. O que foi encaminhado a Mendonça foi uma cópia solicitada pelo próprio gabinete. (Metrópoles)

Já Mendonça afirmou que uma eventual retirada do sigilo das informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro poderia “contribuir para tumultuar o julgamento” previsto para amanhã. O ministro reiterou que todo o material utilizado no julgamento de terça-feira está disponível, na íntegra, aos demais ministros da Corte. Segundo Mendonça, ele dispõe “exatamente do mesmo conjunto de elementos de informação” que os colegas que participarão da sessão. Segundo o ministro, a divulgação dos dados poderia gerar questionamentos e desviar o processo do objeto que será analisado pelo plenário. (CNN Brasil)

Antes disso tudo, Fachin assumiu a relatoria da discussão sobre a suposta relação entre Moraes e Vorcaro. O presidente do STF também determinou o envio ao seu gabinete dos processos relacionados às investigações sobre as fraudes do INSS e do Banco Master. Ao assumir a relatoria do caso, Fachin passa a conduzir as medidas a serem tomadas no procedimento. A mudança também pode alterar o rito da sessão que decidirá se será aberta ou não uma investigação contra Moraes. (g1)

Fachin também usou o fim de semana para negar o pedido de Alexandre de Moraes para que o plenário da Corte decidisse conjuntamente sobre a abertura ou não de investigações contra ele e o ministro André Mendonça. Com a decisão, Fachin manteve a sessão dedicada exclusivamente à análise do relatório da Polícia Federal (PF) que apontou mais de 50 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes. No mesmo despacho, Fachin marcou para 23 de setembro uma sessão para analisar questionamentos sobre a condução de Mendonça nos casos relacionados ao Banco Master e às fraudes no INSS. (g1)

Apesar disso, a estratégia dos ministros ligados a Moraes, conta a coluna de Malu Gaspar, continua a ser unir os dois julgamentos. O pedido deve ser apresentado na sessão de amanhã como uma questão preliminar, que deve ser votada pelo colegiado antes de se entrar no mérito. Caso tenham sucesso, o julgamento de Moraes também ficaria para o dia 23. Mas há uma incógnita para o funcionamento da estratégia: o voto da ministra Cármen Lúcia. Segundo Bela Megale, ela vem sofrendo pressões dois dois lados e já evita atender o telefone. A seus interlocutores, tem dito apenas que vai “fazer a coisa certa”. (Globo)

Já o ministro Flávio Dino usou o domingo para retirar o sigilo dos documentos de uma investigação sobre o possível direcionamento de emendas parlamentares no Estado de São Paulo para financiar o filme Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão determina que o STF centralize o inquérito que tramitava na Polícia Civil de São Paulo e inclui o levantamento do sigilo dos autos e dos atos investigativos já documentados. Segundo Dino, a medida busca garantir transparência e evitar vazamentos seletivos. (BBC)

Dino também autorizou a quebra do sigilo fiscal da empresária Karina Ferreira da Gama e do Instituto Conhecer Brasil (ICB), do qual ela é dona. A entidade mantém um contrato de R$ 157 milhões com a Prefeitura de São Paulo para a instalação de serviços de wi-fi na cidade. A suspeita é que parte dos recursos do contrato tenha sido desviada para Go Up Entertainment, também de propriedade de Karina, entre outros destinatários. A empresa é a produtora de Dark Horse. A quebra do sigilo já havia sido solicitada pela Polícia Civil de São Paulo, mas não foi autorizada pela Justiça Paulista. (Globo)

A Polícia Científica de São Paulo recusou realizar perícia técnica em telefones e notebooks apreendidos na primeira operação policial a mirar a produtora Karina Gama porque a Polícia Civil de São Paulo os lacrou com folga suficiente para a passagem de um cabo USB. Isso quer dizer que eles não estavam lacrados e podem ter sido manipulados antes de serem entregues à perícia. (Metrópoles)

Karina Gama e Mário Frias: alvos (Fotomontagem do G1)

Karina Gama e Mário Frias estão no centro das investigações (Fotomontagem do G1/Arquivo do BCS)

O ministro ainda afirmou que as investigações em curso reúnem indícios de que o deputado federal Mário Frias (PL-SP) pode ter exercido papel de liderança e centralidade em um possível esquema criminoso de desvio de recursos. Segundo Dino, a investigação faz referência recorrente ao deputado e, no campo hipotético da apuração, ele teria papel de liderança na suposta estrutura criminosa. (g1)

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domingo - 13/09/2026 - 23:26h

Pensando bem…

“O mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando.”

Guimarães Rosa

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domingo - 13/09/2026 - 14:42h

Olhos nas pontas dos dedos – cirurgião antigamente

Por Marconi Amorim

Arte meramente ilustrativa com recursos de IA para o BCS

Arte meramente ilustrativa com recursos de IA para o BCS

Hoje me emociono relembrando os tempos de outrora, e tive a ousadia de verter para estas linhas essa memória viva, latente.

O leigo que observa um bloco cirúrgico costuma fixar os olhos na frieza do metal. Vê as pinças alinhadas, o reflexo do foco sobre o campo estéril e o brilho cego do bisturi. Imagina que a grande virtude da medicina está na força do corte ou na precisão milimétrica da visão. Engana-se.

O verdadeiro milagre da cirurgia não começa nos olhos do rosto, mas naquilo que pulsa na extremidade dos braços do médico. Há momentos no meio de uma operação em que a luz falha em ajudar. O campo se enche, a anatomia se esconde sob tecidos inflamados e a visão direta se torna impossível. É nesse instante de penumbra e silêncio tenso que o aço é deixado de lado. O cirurgião desce a mão enluvada até às profundezas do corpo humano. E, ali, acontece a mágica.

O cirurgião precisa ter olhos na ponta dos dedos.

Quando a polpa digital toca o órgão doente, o tato se transforma em visão. O dedo que desliza na escuridão da matéria sabe distinguir, pelo relevo e pela textura, o que é vida e o que é ameaça. Ele “vê” a fronteira exata onde termina o tumor e onde começa o tecido sadio. Sente o pulsar oculto de uma artéria que não se pode errar; percebe a elasticidade de uma cicatriz ou a fragilidade de uma parede que está prestes a romper.

Diz-se que a mão do cirurgião é uma extensão de sua mente, mas, na verdade, ela é a extensão do seu coração. É um misto de técnica rigorosa e intuição quase divina. Enquanto o cérebro calcula os riscos, o dedo lê a anatomia como um leitor cego lê o Braille, decifrando os mistérios do mapa interno de um ser humano.

Na ponta daqueles dedos moram, ao mesmo tempo, a audácia de invadir o corpo e a extrema delicadeza de quem sabe que está tocando o templo de uma vida. Quando a cirurgia termina e o paciente se recupera na ala anônima do hospital, poucos sabem que, no escuro daquela cavidade, os dedos do médico enxergaram a cura onde os olhos do mundo nada podiam ver.

Dr. José Marconi Varella Amorim é médico cirurgião geral

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domingo - 13/09/2026 - 12:30h

Um velho ou um novo código

Por Marcelo Alves

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

A história conta que o rei Hamurábi (1810-1750 a.C.) subiu ao trono do Império Babilônico, sucedendo ao pai, em 1792 a.C. Era um período de relativa paz, no qual Hamurábi pôde dedicar-se ao desenvolvimento interno do seu reino. Já as décadas de 1760 e 1750 a.C. foram marcadas por sucessivas e vitoriosas guerras com os povos vizinhos, o que fez da Babilônia, no período de Hamurábi (cujo reinado vai até 1750 a.C., ano de sua morte), indiscutivelmente, senhora de quase toda a Mesopotâmia.

Mas, certamente, o principal legado desse grande rei para as civilizações futuras reside no “código de leis” que ele promulgou para a Babilônia durante o seu reinado, por volta de 1772 a.C., e que leva o seu nome: o “Código de Hamurábi”.

Para quem não sabe, esse velhíssimo código chegou até nós em um belo monólito de pedra de diorito, achado por uma expedição francesa que, na virada dos anos 1901-1902, realizava escavações na Acrópole da cidade de Susa, no atual Irã. Essa “pedra”, mais que preciosa, encontra-se hoje no museu do Louvre, à disposição de especialistas e curiosos de ocasião.

Composto no alfabeto cuneiforme e na língua acadiana, o Código de Hamurábi contém 282 disposições (ou 281, se considerarmos que a cláusula 13, por superstição, foi omitida), organizadas, segundo informa Michael H. Roffer em “The Law Book: from Hammurabi to the International Criminal Court, 250 Milestones in the History of Law” (Sterling Publishing Co., 2015), por temática: processo, propriedade, direito de família, danos pessoais, forças armadas e por aí vai.

Com suas gravíssimas punições retributivas – a exemplo da “lex talionis” do “olho por olho, dente por dente” –, mas que podiam variar a depender do status social do ofensor e da vítima, muitas das disposições do Código de Hamurábi certamente nos parecerão hoje fora de propósito. Isso é vero.

Todavia, nestes tempos tão conturbados no direito brasileiro, a história do velho Código de Hamurábi nos dá uma lição valiosíssima: a afirmação escrita e pública, exposta nos templos do reino, de um conjunto de normas, uma rule of law (mesmo que rudimentar), para regular o direito e a vida dos cidadãos.

Como lembra José Roberto de Castro Neves, quando trata do Código de Hamurábi no seu “O espelho infiel: uma história humana da arte e do direito” (Nova Fronteira, 2020): “Do ponto de vista da evolução social, observa-se um grande salto com a promulgação de leis escritas. No Egito, cabia ao faraó dizer quem tinha razão diante de determinada disputa, o que ele fazia livremente, sem prestar contas a ninguém. Com as leis escritas e previamente conhecidas, a situação se altera e iniciam-se, ainda que muito timidamente, as mais básicas garantias individuais. De alguma forma, mesmo que incipiente, limitava-se a vontade dos soberanos”.

Dizem que o nosso Supremo Tribunal Federal, nestes tempos tão conturbados, está para editar um novo código, desta vez o de ética, para resolver os BOs dos seus magistrados/ministros. Mas será que isso é mesmo necessário? Não seriam já as nossas velhas leis/códigos suficientes para evitar essa bagunça toda? Respondo afirmativamente à segunda indagação. E nem falo de ir tão longe ao tempo e às disposições do Código de Hamurábi (um “olho por olho, dente por dente” entre os envolvidos). Refiro-me simplesmente a cumprir o que está na nossa (nem tão carcomida) Constituição, que é tanto bem escrita quanto pública.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 13/09/2026 - 10:42h

Coisas da infância

Por Odemirton Filho

Arte ilustrativa exclusiva com efeitos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com efeitos de IA para o BCS

Fizesse chuva, fizesse sol, eu gostava de ir à casa de minha avó, na rua 06 de janeiro. Quase toda tarde ia com minha mãe e minhas irmãs. Quando descia do carro, corria pra rua vizinha, onde jogaria bola com os meus primos; as ruas naquela época ainda eram de areia.

Entrava pela noite jogando bola. Ao terminar, tomava sopa de feijão na casa de minha tia, picava pão francês e colocava no prato e, às vezes, ovos pra dar “sustância”. Quando estava enjoado da sopa, comia arroz de leite com carne assada lá em vovó.

Eram tardes/noites maravilhosas, com uma ruma de primos. Alguns mais velhos, outros, da minha idade ou mais jovens. Cada um com suas manias e apelidos. Eram o “Magrela”, “o Jarrão”, o “Mentirinha”, o “Saraça”.

Não conto as vezes que vi meu avô Vivaldo Dantas de Farias sentado na cadeira de balanço, lendo um livro, assistindo ao noticiário da televisão ou conversando sobre política. A Belina azul estacionada na garagem. Minha avó ficava pela cozinha, dando ordens ou na beira do fogão finalizando a “janta”; vez ou outra dava “carão” nos tios e primos mais danados.

Recordo vagamente da fábrica de redes da qual eles eram donos. Dos meus avôs por parte de pai, não lembro, eles morreram quando eu ainda era bem pequeno.

Depois voltávamos pra casa, na rua Tiradentes. Então, eu ia brincar com os meninos da rua Francisco Ramalho, jogar mais bola ou conversar “miolo de pote” no pé da calçada. Outras vezes, íamos andar de bicicleta no patamar da Igreja de São Vicente.

Quando ficava um pouco mais tarde, ficava assistindo a novelas ou algum programa humorístico dos anos oitenta. Na infância, é claro, havia os sonhos, os medos, as alegrias e tristezas. Lembro de muitos pedaços da minha infância; alguns foram doces como doce de leite.

Na verdade, “são sempre enormes as coisas da infância, as maiores que teremos na vida, eu penso. As mais inesquecíveis. Talvez, as mais sentidas como verdadeiras. Passamos o resto do tempo atrás dessa sensação”. (fragmento do livro, Véspera, da escritora Carla Madeira).

Odemirton Filho é oficial de justiça

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domingo - 13/09/2026 - 09:36h

Do homem

Por Honório de Medeiros

Arte produzida por  Emrah Avci

Arte produzida por Emrah Avci

Assim é a rede social: uma praça virtual semelhante às das cidades do interior, onde a vida de cada um e de todos é passada a limpo todos os dias.

Continuo crendo que o homem não mudou nada com o passar dos anos, desde a era da caça e coleta..

Antes, andávamos a pé ou em cima de animais, hoje viajamos de avião; antes, comunicavamo-nos aos grunhidos, hoje via internet; o homem, entretanto, continua o mesmo, talvez muito pior: está mais fragmentado, mais cheio de ódio, rancor e ressentimento.

Não sua, destila fel.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura de Natal e do Estado do RN

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domingo - 13/09/2026 - 08:40h
História

Veja as eleições ao Senado em 136 anos e todos os nomes do RN

No caminho até aqui, foram sete Constituições, diversas regras eleitorais e formas de composição

Por Guilherme Oliveira, da Agência Senado, especial para o BCS

Mobilização à frente do Congresso, durante o Colégio Eleitoral que elegeu Tancredo Neves para a Presidência da República, pondo fim ao período militar (Foto: Célio Azevedo/Senado/Arquivo BCS)

Mobilização à frente do Congresso, durante o Colégio Eleitoral que elegeu Tancredo Neves para a Presidência da República, pondo fim ao período militar (Foto: Célio Azevedo/Senado/Arquivo BCS)

Em 1890, o Brasil republicano realizou sua primeira eleição para o Senado. Não há números oficiais do eleitorado brasileiro naquele ano. Sabe-se, porém, que no início da República os votantes representavam cerca de 2% da população, que era de pouco mais de 14 milhões. Com base nesses dados, estima-se que cerca de 300 mil brasileiros tenham participado da escolha dos primeiros 63 senadores.

Hoje, 136 anos e 36 eleições depois, o eleitorado é de 158,7 milhões, o país tem 27 unidades da Federação representadas e o Senado tem 81 membros. No caminho até aqui, foram sete Constituições, diversas regras eleitorais e formas de composição, diferentes arranjos políticos e transformações sociais.

Neste levantamento inédito, a Agência Senado reúne as informações sobre todas as eleições para a Casa na história da República. Criado em 1932, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) unifica as informações sobre as eleições ordinárias desde 1945. As eleições anteriores a essa data e as eleições suplementares estão documentadas de forma esparsa, mas as informações podem ser encontradas em documentos disponíveis nas Bibliotecas do Senado e da Câmara dos Deputados e nos tribunais regionais eleitorais (TREs).

Neste LINK AQUI, clique para saber quais foram os senadores eleitos e demais candidatos do Rio Grande do Norte, por ano eleitoral. Período vem desde a Primeira República.

Senadores do RN na Primeira República (Reprodução do BCS)

Senadores do RN na Primeira República (Reprodução do BCS)

Primeira República

As primeiras eleições para o Senado da República ocorreram em 15 de setembro de 1890, pouco menos de um ano depois da proclamação. Os então 20 estados do Brasil e o Distrito Federal (que correspondia à cidade do Rio de Janeiro, capital do país), elegeram, cada um, três senadores para compor a Assembleia Constituinte que inaugurou o novo regime. A Assembleia foi instalada em novembro e, em fevereiro, promulgou a primeira Constituição republicana.

Uma das principais mudanças foi a forma de representação. No Senado do Império, o número de senadores de cada província estava relacionado à sua representação na Câmara dos Deputados. Com a transformação do país em uma federação, o Senado passou a assegurar representação igual para os estados. Cada um tinha direito a três senadores, independentemente de sua população. A Câmara dos Deputados, por sua vez, manteve a representação proporcional à população.

Palácio Conde dos Arcos, sede do Senado durante o período Imperial e as primeiras décadas da República (Foto: Memória Viva/Tadeu Sposito/Senado)

Palácio Conde dos Arcos, sede do Senado durante o período Imperial e as primeiras décadas da República (Foto: Memória Viva/Tadeu Sposito/Senado)

A Constituição também acabou com a vitaliciedade do cargo de senador, que vigorava durante o Império, e estabeleceu mandato de nove anos. A primeira composição foi uma exceção: em cada estado, o senador constituinte menos votado teve mandato de três anos, o segundo mais votado, de seis, e o mais votado, de nove anos.

A distribuição dos mandatos em períodos diferentes permitiu a renovação alternada das cadeiras. A partir de então, a cada três anos, uma das três cadeiras de cada estado seria renovada. Os mandatos começaram a contar em 1891.

No Senado da Primeira República não havia suplentes de senador. Em caso de renúncia ou morte, uma nova eleição era realizada para escolher o substituto, que cumpriria o restante do mandato original.

Constituição de 1934 e Estado Novo

A Revolução de 1930 interrompeu as atividades do Congresso Nacional e pôs fim aos mandatos dos parlamentares em exercício. O Senado foi recomposto em 1935, depois da promulgação de uma nova Constituição. Desta vez, os senadores não integraram a Assembleia Nacional Constituinte e foram escolhidos depois da conclusão dos trabalhos constituintes.

Os senadores foram escolhidos por meio de eleições indiretas nas assembleias estaduais e na Câmara Municipal do Distrito Federal. O número de senadores e a duração dos mandatos também mudaram: passaram a ser dois representantes por estado, com mandato de oito anos.

Rebeldes gaúchos da Revolução de 1930 à frente do Palácio Monroe, sede do Senado na época. Fechado por Vargas, o Parlamento só retomou atividades em 1935 (Foto: Instituto Moreira Salles)

Rebeldes gaúchos da Revolução de 1930 à frente do Palácio Monroe, sede do Senado na época. Fechado por Vargas, o Parlamento só retomou atividades em 1935 (Foto: Instituto Moreira Salles)

As eleições ocorreram nos primeiros meses de 1935, sem uma data unificada. Os novos senadores tomaram posse à medida que eram escolhidos. Na primeira composição, o candidato menos votado em cada estado recebeu mandato de quatro anos, enquanto o outro senador ficou com mandato de oito anos, mantendo a renovação alternada das cadeiras.

A nova configuração, porém, teve vida curta. Em 1937, o golpe do Estado Novo fechou as portas do Congresso e encerrou todos os mandatos novamente. A Constituição de 1937, que vigorou durante todo o período ditatorial seguinte, aboliu o Poder Legislativo.

Fim do Estado Novo e redemocratização 

O Estado Novo chegou ao fim em 1945, com a deposição do presidente Getúlio Vargas pelos militares e a convocação de eleições. Em dezembro daquele ano, cada estado escolheu dois senadores para a Assembleia Nacional Constituinte. Uma peculiaridade da eleição era que um mesmo candidato podia concorrer a mais de um cargo e em mais de um estado. Vargas, por exemplo, foi eleito deputado federal em sete estados e senador em dois: Rio Grande do Sul e São Paulo. Ele escolheu assumir o mandato de senador pelo Rio Grande do Sul.

Em setembro de 1946, foi promulgada uma nova Constituição. A Carta restabeleceu a composição de três senadores por estado, manteve a duração dos mandatos em oito anos e introduziu, pela primeira vez, a figura dos suplentes de senador. Em janeiro de 1947, foram realizadas novas eleições para o Senado. A votação serviu para escolher o terceiro senador de cada estado e os suplentes dos senadores que já haviam sido eleitos.

Os senadores que participaram da Assembleia Constituinte tiveram mandato assegurado até 1955. Já os eleitos em 1947 tiveram mandato de quatro anos, de modo a restabelecer a renovação alternada das cadeiras. Em 1950, novas eleições renovaram as cadeiras com mandato mais curto. Em 1954, foram renovadas as demais cadeiras, completando o ciclo de alternância que passou a orientar as eleições para o Senado.

Reprodução do BCS

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Ditadura militar

O regime instaurado pelo golpe militar de 1964 manteve inicialmente o Congresso Nacional em funcionamento, mas alterou de forma significativa as regras eleitorais. Após a reforma partidária que estabeleceu o bipartidarismo, com a Arena, de apoio ao governo, e o MDB, de oposição, a ditadura criou a sublegenda. Com ela, um partido poderia lançar mais de um candidato nas eleições majoritárias para senador e prefeito. A soma dos votos dos candidatos determinava o partido vencedor, e a cadeira ficava com o candidato mais votado da legenda vencedora. Assim, o candidato mais votado individualmente poderia não ser eleito.

A ditadura também criou, para a eleição de 1978, a regra dos senadores “biônicos”. A norma determinava que, nos anos em que fossem renovadas duas cadeiras do Senado por estado, apenas uma delas estaria aberta à eleição direta. A outra seria preenchida por eleições indiretas nas assembleias estaduais, nas quais o governo tinha maioria em quase todos os estados.

Outras mudanças foram a instituição do segundo suplente, a partir de 1978, e a adoção do voto vinculado, em 1982. Pela regra, o eleitor deveria escolher candidatos do mesmo partido para todos os cargos em disputa; caso contrário, a cédula seria anulada.

Na ditadura militar surgiu o bipartidarismo e o senador biônico (Foto: Arquivo Público do DF)

Na ditadura militar surgiram o bipartidarismo, sublegenda, voto vinculado, segundo suplente e o senador biônico para que tudo parecesse democrático (Foto: Arquivo Público do DF)

Nova República

O processo de abertura política eliminou gradativamente os mecanismos eleitorais criados durante a ditadura. Uma emenda constitucional aprovada em 1985 restabeleceu a eleição direta para todas as cadeiras do Senado e extinguiu os senadores “biônicos”. No mesmo ano, o voto vinculado foi descartado, e, em 1986, a sublegenda foi extinta.

As demais regras para a eleição do Senado foram mantidas: três senadores por unidade federativa, mandatos de oito anos e renovação alternada de um terço e dois terços das cadeiras.

Eleições suplementares

Eleições suplementares são pleitos extraordinários, realizados fora do calendário das eleições regulares para preencher vagas abertas durante o mandato. Na Primeira República, os pleitos suplementares eram frequentes porque os senadores não tinham suplentes. Em caso de vacância, uma nova eleição era realizada para escolher o substituto. Além disso, os senadores precisavam renunciar ao mandato para assumir outros cargos, como o de ministro.

As mudanças eram tão frequentes que houve casos de senadores que, depois de deixar a cadeira, foram novamente eleitos para ocupá-la. Isso aconteceu 13 vezes durante a Primeira República:

Reprodução do BCS

Reprodução do BCS

A Constituição de 1946 também previa eleições suplementares. Como a partir daquele período já havia suplentes de senador, os pleitos suplementares se tornaram menos frequentes. Quando necessário, os estados adotaram três procedimentos diferentes:

aguardar a eleição regular seguinte e incluir uma vaga suplementar na disputa;

aguardar a eleição regular seguinte e realizar duas eleições separadas: uma para preencher as vagas previstas e outra para preencher a vaga suplementar;

realizar uma eleição fora do calendário regular, exclusivamente para preencher a vaga.

A instituição do segundo suplente tornou os pleitos suplementares ainda menos frequentes. Na Nova República, as eleições suplementares deixaram de ser realizadas, e as vagas passaram a ser preenchidas por decisão da Justiça Eleitoral. Quando uma cadeira ficava vaga, outro candidato da mesma disputa assumia o mandato, conforme a ordem estabelecida pela legislação eleitoral. Em 2015, uma mudança na legislação voltou a permitir a realização de eleições suplementares para o Senado.

Reprodução do BCS

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Criação e extinção de estados

Ao longo dos anos, as eleições para o Senado também passaram por mudanças decorrentes da criação e, em um único caso, da extinção de estados. As alterações ocorreram entre a ditadura militar e os primeiros anos da Nova República.

1966: Acre — Transformado de território em estado, passou a ter uma bancada própria, com três senadores eleitos.

1975: Guanabara — Incorporada ao estado do Rio de Janeiro, deixou de ter uma bancada própria. Os senadores com mandato em vigor passaram a integrar a bancada do Rio de Janeiro, que ficou temporariamente com mais de três senadores. Os mandatos originados na Guanabara não foram renovados, até que a bancada do Rio de Janeiro voltasse a ter três senadores, em 1983.

1978: Mato Grosso do Sul — Criado a partir do desmembramento de Mato Grosso, passou a ter uma bancada com dois senadores eleitos e um senador transferido da bancada de Mato Grosso. A vaga aberta em Mato Grosso foi preenchida por eleição suplementar.

1982: Rondônia — Transformado de território em estado, passou a ter uma bancada própria, com três senadores eleitos.

1986: Distrito Federal — Passou a ter bancada própria, com três senadores eleitos.

1988: Tocantins — Criado a partir do desmembramento de Goiás, passou a ter uma bancada própria, com três senadores eleitos.

1990: Amapá e Roraima — Transformados de territórios em estados, passaram a ter bancadas próprias, com três senadores eleitos em cada unidade.

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial
domingo - 13/09/2026 - 07:30h

Página de gratidão

Por Marcos Ferreira

"Setup" (configuração) do ambiente de trabalho do autor, em sua casa, a partir de foto sua, repaginada com recursos exclusivos de IA para o BCS

“Setup” (configuração) do ambiente de trabalho do autor, em sua casa, em foto sua – repaginada com recursos exclusivos de IA para o BCS

Posso até parecer vaidoso, senão impróprio, entretanto me arrisco ao tornar público o meu sentimento de gratidão sempre que me vejo agraciado por quem quer que seja. Sinto assim que apenas o reconhecimento cara a cara ainda não é o bastante para externar o meu regozijo. Pois bem. Às vezes fico com aquela ideia de que a escrita é um bom caminho para ampliar um agradecimento, bendizer aquele ou aquela pessoa que nos honra com um determinado mimo, gesto ou testemunho. É isto o que hoje anseio realizar no decorrer destas linhas passionais quanto gratas. Porque fico com a desconfiança de que não basta simplesmente dizer muito obrigado a quem nos dedica apreço, a quem nos trata com deferência.

Havia um bom tempo que meu velhobook me pedia para ser substituído, ir para o vestiário e gozar de um merecido e definitivo descanso. Ele chegou ao limite, atingiu a maioridade com longos dezoito anos de bons serviços prestados. Segundo Marcos Rebouças, técnico de informática que cuidou da manutenção dele até anteontem, o computador da HP, de configuração modesta, deu o que tinha que dar. Quem sabe daqui a mais uns dezoito anos seja a vez deste escriba se aposentar também, pendurar as chuteiras.

Agora, enfim, a substituição é praticável, exequível. Isto tão somente porque (permitam-me a indiscrição) acabo de receber de presente um outro aparelho novinho em folha. Foi o que aconteceu: ganhei um computador. Tal oferta partiu do meu inoxidável xará Marcos Araújo, professor, advogado e cronista deste BCS — Blog Carlos Santos. Carlos, a propósito, foi quem relatou ao meu benfeitor as condições precárias em que vinha se arrastando o meu antigo laptop. Digo antigo porque já escrevo esta página no aparelho substituto. Trata-se, com toda a consideração e respeito ao velhobook, de uma máquina das mais avançadas; coisa de primeira qualidade. Entusiasmo à parte, dá gosto a gente escrever em um equipamento desse nível. É um Samsung que decerto vai durar outro bom número de anos.

Fico aqui a pensar, entretanto, na quantidade de escritos que produzi digitando no longevo HP que utilizei até bem pouco. Todas as crônicas que engendrei ao longo de aproximadamente cinco anos para o BCS, por exemplo, foram tamboriladas no aparelho anterior. O que facilmente pode resultar em três livros do gênero. Nele, além das crônicas e duas compilações de poemas, eu trouxe a lume três romances, uma seleta de contos e outros textos avulsos. Todos esses trabalhos, por uma razão ou por outra, continuam inéditos.

Enquanto nenhum desses títulos vai para a gráfica, aqui e acolá pego determinada obra e fico realizando diversas releituras e retoques no texto. Escrever, de acordo com Fernando Sabino, é cortar. Por sua vez, na qualidade de mestre, Luis Fernando Verissimo diz o seguinte: “Escreve bem quem reescreve bem.” Então, tudo o quanto produzo é relido e reescrito incansavelmente.

Escrever literatura de boa qualidade não é moleza. Existem vários depoimentos interessante acerca da arte da escrita assinados por escritores de alto coturno. Para exibir aqui outra frase memorável, transcrevo mais esta citação: “O escritor é um homem que mais do que qualquer outro tem dificuldade para escrever.” Esta pérola é um aforismo do alemão Thomas Mann.

Admito que estou sendo um tanto quanto cansativo; além de prolixo. Entrei em um oito e está complicador sair dele. Decerto porque isso (o referido presente) talvez devesse ser do conhecimento apenas meu e dos amigos Marcos Araújo e Carlos Santos. Agora é tarde. Aqui faço publicidade da bonomia e filantropia do meu xará Marcos Araújo. Mais uma vez, então, muito obrigado.

Marcos Ferreira é escritor

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Categoria(s): Crônica
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 13/09/2026 - 06:22h

Bichos de sete cabeças

Por Bruno Ernesto

Gatos da Rua Chile em Natal, em 10 de novembro de 2025 (Foto: Bruno Ernesto)

Gatos da Rua Chile em Natal, em 10 de novembro de 2025 (Foto: Bruno Ernesto)

Que os gatos são místicos, os egípcios já sabiam disso há mais de cinco mil anos. E se você reparar bem, talvez o segredo deles seja levar uma vida sem muitos protocolos.

Essa aura, e o estilo de vida deles, bem que poderiam ter sido aplicadas indistintamente aos humanos. Talvez nos poupasse de muita coisa a longo da vida. Do dia já seria excelente, convenhamos.

A outra fama de que eles são boçais e que desprezam as pessoas, é muito injusta. Quer dizer: nem tanto. Às vezes é bom nos comportarmos como os gatos e, em certas situações, não seria má ideia ver, fingir que não é com você e ignorar solenemente. É plenamente compreensível.

Quem convive com gato, sabe que nada fica no mesmo lugar se ele achar interessante derrubar, e nem um estofado se livrará das suas unhas se ele achar que ali é um bom lugar para relaxar.

Todavia, se ele quiser passar despercebido, ele singrará por entre plantas, copos, garrafas, livros, móveis e cristais e você jamais saberá que ele esteve ali.

Na hipnagogia, enquanto você tenta dormir às dezesseis horas do domingo, após ler três ou quatro folhas de um livro que você teima em não terminar, talvez ele mie escandalosamente ao pé da porta até você levantar e ir lá abri-la para, depois, solenemente, ele desistir de sair e, ao invés, caminhar vagarosamente para a cozinha, para ali cochilar numa cadeira; não sem antes lhe encarar de soslaio e bocejar, como quem diz:

 – Apague a luz e saia daqui.

– De meia em meia hora venha me ver.

– Talvez me esconda e você pensará que fugi. Ficarei lhe observando lá de cima do armário enquanto você corre pela casa e me procura por todos os cantos. Menos neste.

– Talvez eu mude de ideia, se não cochilar.

Quem é meticuloso demais, irredutível demais, insistente demais, certo de tudo demais, compreensível demais, clemente demais, sorridente demais, triste demais, aberto demais, fechado demais e tudo demasiadamente demais – até mais que o próprio pleonasmo -, precisa de um gato para se aprumar.

Não faça um bicho de sete cabeças por tudo, pois a vida requer outro ritmo e nada há de errado em mudar de ideia sem dar explicação.

Bruno Ernesto é advogado, professor e escritor

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Categoria(s): Crônica
sábado - 12/09/2026 - 23:40h

Pensando bem…

“O destino decide quem vamos encontrar na vida, atitudes decidem quem fica.”

Karen Gibbs

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Categoria(s): Pensando bem...
  • San Valle Rodape GIF
sábado - 12/09/2026 - 20:30h
Comunicação, voto e lei

Influenciadores participam de campanha, mas existem limites

Influenciadores não podem ser usados para impulsionar conteúdo político-eleitoral (Foto: Adobe Stock)

Influenciadores não podem ser usados para impulsionar conteúdo político-eleitoral (Foto: Adobe Stock)

No Brasil, existem mais de 10 milhões de influenciadores com, pelo menos, mil seguidores na plataforma Instagram, resultado que coloca o país na segunda posição do ranking global, atrás apenas dos Estados Unidos. São os dados de um levantamento feito pela Nielsen, empresa que analisa o comportamento dos consumidores em mais de 100 países.

Com tanta gente produzindo conteúdo e falando para diferentes públicos, os influenciadores também ganham espaço no período eleitoral. A capacidade de influenciar escolhas de consumo pode se estender a outros assuntos do cotidiano, incluindo o debate político. Nas redes, esses criadores podem falar sobre propostas, candidatos, eleições e cidadania para milhares ou até milhões de pessoas.

Embora a televisão e o rádio ainda tenham forte presença nas eleições brasileiras, especialmente por meio do horário eleitoral gratuito, as redes sociais vêm ganhando espaço como fontes de informação e debate público.

O estudo Digital News Report 2026, publicado pelo Instituto Reuters em parceria com a Universidade de Oxford, mostra que 53% dos brasileiros já utilizam as redes sociais e plataformas de vídeo para acessar notícias semanalmente. O relatório também aponta que 33% recebem conteúdos de criadores ou influenciadores que se concentram principalmente em notícias.

O que dizem as regras do TSE para 2026?

O consultor legislativo Rodrigo Marengo explica que a Resolução 23.755, de 2026 atualizou as regras para as Eleições 2026. Ele destaca que o texto não usa a palavra “influenciador”, mas estabelece que é lícita a veiculação de propaganda eleitoral em canais e perfis de pessoas naturais (art. 28, § 6º-A).

— As regras vigentes permitem que os influenciadores participem ativamente da propaganda eleitoral, desde que de forma totalmente gratuita e sem a realização de impulsionamento de conteúdo — afirma o consultor.

Isso significa que candidatos, partidos e federações partidárias não podem contratar, premiar ou oferecer qualquer benefício para que influenciadores publiquem propaganda eleitoral, mesmo de forma indireta.

O consultor destaca ainda que os influenciadores podem exercer a sua liberdade de expressão como qualquer eleitor.

— O influenciador pode manifestar seu pensamento livremente, desde que: 1 — não se valha do anonimato; 2 — não ofenda a honra ou a imagem de candidatos e partidos; 3 — não promova a incitação de atos ilícitos; e 4 — não divulgue fatos sabidamente inverídicos ou gravemente descontextualizados, como as fake news — afirma.

No ambiente digital, a distinção entre manifestação espontânea, publicidade e propaganda eleitoral se torna um dos principais desafios para quem consome o conteúdo. A professora Issaaf Karhawi acredita que os influenciadores digitais podem desempenhar um papel relevante na aproximação dos eleitores com o processo eleitoral, desde que atuem com transparência e responsabilidade.

— Um problema na comunicação dos influenciadores é perceber a distinção entre o que é pessoal e o que é comercial — explicou.

Como denunciar irregularidades?

Abusos cometidos por influenciadores digitais durante as eleições, como propaganda eleitoral paga ou publicações irregulares nas redes sociais, podem ser denunciados pelo aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral. Sempre que possível, guarde o link da publicação, faça capturas de tela e registre a data, o horário e o perfil responsável. Esses dados ajudam a Justiça Eleitoral a analisar a denúncia.

Veja aqui como usar o aplicativo Pardal.

Fonte: Agência Senado

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Categoria(s): Comunicação / Política
sábado - 12/09/2026 - 19:52h
Política de submundo

Caixa-preta do Master abre as portas de promiscuidade bilionária

Edson Fachin abriu a caixa preta e de lá tem saído puteiro e relações promíscuas de membros do próprio STF (Foto: Antônio Augusto/STF)

Edson Fachin abriu a caixa preta e de lá tem saído puteiro e relações promíscuas de membros do próprio STF (Foto: Antônio Augusto/STF)

Num ano de eleições gerais ou quase gerais, no Brasil, é o Judiciário e a corrupção que parece escorrer para seu interior e do seu interior, o principal tema em discussão no país. Mas, nem assim, deixa de pesar e pode influir nos rumos das eleições 2026.

O Judiciário está movimentado. Na quinta-feira (10), à noite, o presidente do Supremo Tribunal (STF) pediu a quebra de sigilo dos documentos do caso Master que não fossem atrapalhar investigações em andamento. A justificativa para a liberação foi a votação da Corte, que acontecerá na próxima terça-feira (15), para decidir se Moraes deverá ser investigado.

Cá para nós e o povo da rua: não deverá ser investigado. Nem precisa ser investigado. O STF é de longe o poder menos confiável da República aos olhos da sociedade. Todos vão ficar onde estão, mesmo que desmoralizados. Moraes e outros togados têm participação especial nessa desmoralização, que se diga. Leia também: Treze ex-ministros do STF pedem imediata apuração de escândalos

O ministro André Mendonça aceitou o pedido e entendeu que deveria liberar apenas documentos relacionados ao caso de Moraes. Nessa primeira leva de documentos, houve a divulgação de suspeitas e acontecimentos que chamaram a atenção. Entre eles:

Cifras milionárias

A PF suspeita que o ministro Dias Toffoli seria proprietário ou beneficiário final do fundo de investimento Arleen, que recebeu R$ 35 milhões de Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Balada secreta tem potiguar como “organizador”

Em 2023, Vorcaro organizou uma festa de Halloween com 20 homens e 120 mulheres. As conversas mostram a participação de Fábio Faria na montagem da lista de convidados e registram referências a políticos e integrantes do Judiciário. Em uma das mensagens, Vorcaro deixa claro que quer “só menina nova”.

Depois dessas quebras, a PGR criticou a liberação parcial e pediu a divulgação total. Edson Fachin aceitou o pedido da Procuradoria e deu 24h para André Mendonça liberar todos os documentos. Depois que Fachin estipulou o prazo, o ministro Mendonça acabou liberando mais alguns casos…

Tem PP, tem PL, tem PT

Nessa segunda leva, entre os documentos divulgados, estão casos de grande repercussão — mas já conhecidos. Entre eles está o inquérito sobre Flávio Bolsonaro relacionado ao filme “Dark Horse” e as investigações envolvendo a relação do Banco Master com o senador Ciro Nogueira (PP), o ex-governador Cláudio Castro (PL) e o senador Jaques Wagner (PT).

Pelo visto, ainda tem muita água para rolar debaixo desse ponte banco. A nova divulgação de documentos e o julgamento no STF sobre a relação de Vorcaro com Moraes têm potencial para influenciar o resultado das eleições.

Vamos aguardar…

Leia também: Corte Suprema – Em algum lugar do mundo

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Categoria(s): Política
  • Art&C - PMM - Festa da Liberdade - Setembro de 2026
sábado - 12/09/2026 - 18:28h
Greve

Correios param; governo quer tirar plano de saúde de servidores

Prejuízos são bilionários e funcionários podem perder benefícios (Foto: (Imagem: Fotoarena | Reprodução)

Prejuízos são bilionários e funcionários podem perder benefícios (Foto: Fotoarena | Reprodução)

The News para o BCS

Trabalhadores dos Correios entraram em greve por tempo indeterminado em todo o país. A medida foi tomada depois de sucessivas rodadas de negociação sem sucesso com o Tribunal Superior do Trabalho.

Meus pedidos vão atrasar? Talvez. Em meio à greve, os Correios adotaram medidas, como o remanejamento de equipes, para manter os serviços e reduzir possíveis impactos.

Um dos principais impasses da paralisação envolve o plano de saúde dos funcionários. A diretoria propõe estudar um novo modelo e retirar a garantia de que os Correios continuarão como mantenedores do benefício. A mudança poderia gerar uma economia de R$ 700 milhões por ano a partir de 2027.

A medida faz parte de um plano de reestruturação dos Correios, criado em meio às dificuldades enfrentadas pela companhia. Esse programa prevê corte de gastos, fechamento de agências e captação de recursos.

Neste ano, a organização lançou um novo programa de demissão voluntária para reduzir gastos.

A empresa já realizou um empréstimo de R$ 12 bilhões no ano passado e deve receber mais R$ 7 bilhões ainda neste mês.

📉 No pano de fundo, o correio anda entregando prejuízo. No ano passado, a empresa encerrou com um prejuízo de RS$ 8,5 bilhões — o quarto resultado anual negativo consecutivo.

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Categoria(s): Gerais
sábado - 12/09/2026 - 17:00h
Pai

Uma vida inteira numa declaração de amor

Uma gravação despretensiosa dentro do carro terminou em um momento inesquecível para Rogério Antunes, de Cascavel, no Paraná.

Enquanto Noah tentava explicar algo, o pai começou a filmar sem imaginar que ouviria uma declaração tão emocionante.

Ao perceber que o filho falava sobre ele e dizia que Rogério era a sua vida, o pai não conseguiu conter as lágrimas.

Com o coração cheio de amor, Rogério respondeu que Noah também era a vida dele. A cena espontânea mostra como poucas palavras, quando ditas com sinceridade por uma criança, podem tocar profundamente o coração de um pai e se transformar em uma lembrança para sempre.

🎥 Reprodução: @aqueleantunes |@dommedia.br

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 12/09/2026 - 16:22h
Eleições 2026

Acompanhe a agenda dos candidatos ao Governo do RN – 28

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

Veja abaixo, em ordem alfabética, a relação nominal dos concorrentes ao Governo do Estado do RN e endereço de cada um. Clique e acompanhe agenda do seu interesse.

Eles exploram seus espaços virtuais próprios à divulgação de agendas, propostas, comícios, carreatas, além de não faltar postagens com conteúdos focados em adversários:

Allyson Bezerra (UB) – AQUI

Álvaro Bezerra (PL) – AQUI

Arinalva do MBL (UP) – AQUI

Cadu Xavier (PT) – AQUI

Carlos Jararaca (DC) – AQUI

Dário Barbosa (PSTU) – AQUI

Henrique Lyra (PCO) – AQUI

Karlo Rodrigo (Agir) – AQUI

Robério Paulino (Psol) – AQUI

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sábado - 12/09/2026 - 14:52h
Imprevisto

Deputado sofre fratura em acidente e suspende agenda

Deputado emitiu comunicado oficial

Deputado emitiu comunicado oficial

O deputado estadual candidato à reeleição, Gustavo Carvalho (PL), sofreu fratura num acidente em plena campanha.

Ocorreu à noite dessa sexta-feira (11), em Coronel Ezequiel.

O veículo aberto em que ele estava precisou dar freada brusca, o que acabou o levando a um trauma ósseo. Teve fratura em uma das vértebras.

Recomendação é repouso. Pelo menos por 72 horas, inicialmente.

NOTA DO BCS – Saúde, Gustavo.

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  • San Valle Rodape GIF
sexta-feira - 11/09/2026 - 23:32h

Pensando bem…

“Não basta que todos sejam iguais perante a lei. É preciso que a lei seja igual perante todos.”

Salvador Allende

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sexta-feira - 11/09/2026 - 23:02h
Urgente!

Vamos dar uma força

Reprodução de apelo público postado em redes sociais

Reprodução de apelo público postado em redes sociais

Maria de Lourdes Holanda Ramos precisa com urgência de doação de sangue.

Qualquer tipo de sangue pode ser doado.

Doação pode ser feita no Hemocentro Mossoró, rua Projetada, S/N, bairro Aeroporto.

Atendimento acontece nesse sábado (12) entre 7 e 17 horas.

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  • Art&C - PMM - Festa da Liberdade - Setembro de 2026
sexta-feira - 11/09/2026 - 22:22h
Apoio

“É Álvaro para mudar o que está aí”, defende Flávio Bolsonaro

Candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) defende em vídeo postado nesta sexta-feira (11), o nome de Álvaro Dias (PL), ao governo estadual.

“É Álvaro para mudar o que está aí”, garante.

É a primeira aparição do candidato na campanha estadual, em apoio a Álvaro Dias.

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sexta-feira - 11/09/2026 - 17:30h
Pesquisa Agora RN/Exatus

Lula impõe 24,5 pontos percentuais de dianteira sobre Flávio no estado

Candidato bolsonarista também aparece com maior rejeição entre os concorrentes à Presidência
Lula, no RN, tem tem problemas com Flávio e Cury segue distante também (Fotos: Divulgação/Reprodução)

Lula, no RN, tem tem problemas com Flávio e Cury segue distante também (Fotos: Divulgação/Reprodução)

Do Agora RN

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à Presidência da República, lidera o cenário estimulado no Rio Grande do Norte com 54,1% das intenções de voto. Os números são da nova rodada da pesquisa Exatus, contratada pelo Grupo Agora RN e divulgada pelos jornais Agora RN e O Correio de Hoje.

Flávio Bolsonaro, candidato do PL, aparece na segunda posição, com 28,6%. A distância entre Lula e o senador é de 25,5 pontos percentuais. O escritor Augusto Cury, candidato do Avante, ocupa o terceiro lugar, com 7,5%.

Ronaldo Caiado, do PSD, registra 1,2%, enquanto Renan Santos, do Missão, aparece com 1%. Romeu Zema, do Novo, tem 0,2%. Edmilson Costa, do PCB, e Samara Martins, da UP, registram 0,1% cada. Pablo Marçal, do PRTB, Clariana Barão, do DC, Hertz Dias, do PSTU, Rui Costa Pimenta, do PCO, e Veterinário Wilson Grassi, do Democrata, não pontuaram no cenário estimulado.

Entre os entrevistados, 2,6% declararam que não votariam em nenhum dos candidatos apresentados. Outros 4,5% não souberam ou não responderam.

Rejeição

A pesquisa também mediu a rejeição dos candidatos à Presidência. Flávio Bolsonaro apresenta o maior índice, com 44,03%, enquanto Lula registra 31,35%. Augusto Cury tem 0,86%; Renan Santos, 0,79%; Ronaldo Caiado, 0,27%; Pablo Marçal, 0,21%; Samara, 0,12%; Hertz Dias, 0,10%; Zema, 0,08%; Edmilson Costa, 0,03%; e Clariana Barão, 0,02%.

No quadro de rejeição, 14,77% disseram não rejeitar nenhum dos nomes, 4,81% afirmaram rejeitar todos e 2,55% não souberam responder.

A Exatus entrevistou 1.500 eleitores em todas as regiões do Rio Grande do Norte entre 7 e 9 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Os registros da pesquisa são RN-07539/2026 e BR-01764/2026.

Dados técnicos

A pesquisa foi contratada pelo Grupo Agora RN e divulgada pelos jornais Agora RN e O Correio de Hoje. Foram entrevistados 1.500 eleitores em todas as regiões do estado entre 7 e 9 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Os registros na Justiça Eleitoral são RN-07539/2026 e BR-01764/2026.

Leia tambémAllyson abre 19,70 pontos sobre Álvaro; Cadu cola no 2º colocado

Leia tambémCadu lidera rejeição com 21,56%; Álvaro tem 16,71% e Allyson, 5,67%

Leia tambémStyvenson obtém 41,27%; Zenaide 15,53% e Samanda 9,57%

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