Como quem não queria nada, que-ren-do, a senadora Rosalba Ciarlini (DEM) liga para a aniversariante. O básico em desejos: saúde, "vitórias", felicidade etc. Como quem não queria nada, também que-ren-do, Wilma agradece e injeta o esperado convite.
A senadora não se faz de rogada. Desembarcou como "the flash" num luxuoso hotel da Via Costeira, onde ocorria a confraternização para poucos e chiques.
Agora alguém mais desavisado, alheio à polÃtica potiguar, pode perguntar se o congraçamento das adversárias significa composição. Não. Não há sentido direto. O quadro faz parte do continuado binômio "flerte" e "blefe", que as principais lideranças promovem com regularidade. Movimento todo pensado. Nada é por acaso.
Rosalba e Wilma, cada uma mais astuciosa do que a outra, usaram a situação pré-fabricada para emitir sinais ao seu entorno. Significa, numa análise de semiótica, que uma pode se movimentar na direção da outra, caso sofra asfixia demasiada – em seu grupo.
Não sei por que, o episódio me fez lembrar muito a "Guerra das Rosas", conflito entre forças da nobreza na Inglaterra em formação, ainda medieval, no século XV. As casas de York e Lancaster sempre se bicando, mas se respeitando.
Ah, só um detalhe ia me passando despercebido: ao final do conflito decenal pela coroa inglesa, as duas rosas foram unificadas, no que se chamou de "Rosa Tudor". Diz-se que a história vive se repetindo.
Não existe inocente nesse jogo de poder.























Carlos, esses polÃticos são mesmos sem escrupulos, fazem qualquer coisa pra se manterem e ou ir ao poder.
VERGONHA é o que lhes faltam. Isso é que é o fato.
Não tenho bem certeza, mas creio que de 3 prá lá é caracterizado como formação de quadrilha. Vou me certificar.