quinta-feira - 29/01/2015 - 12:02h
Em Natal

A morte de “Assis Besouro”, um assessor político diferente

Morreu hoje em Natal Francisco de Assis Araújo, 74. Tinha câncer, o que terminou ceifando sua vida.

"Besouro" era um assessor diferente (Foto: Web)

O nome em si não atrai maior atenção de ninguém. Mas o apelido de “Assis Besouro”, sim.

Quem conhece um pouco da história política do Rio Grande do Norte sabe que durante muitos anos, antes da febre das pesquisas eleitorais, Besouro era um ‘instituto ambulante’. Percorria e esquadrinhava cada cidade e rincão do Rio Grande do Norte, levantando informações como assessor político para seus assessorados.

Em suma: sabia quem é quem e arriscava antecipar nomes de eleitos e derrotados a cada pleito.

– Conhecia a geografia, a sociologia e a fisiologia, município a município, liderança ou não. E também sabia os ‘tapias'”, comenta o jornalista e publicitário Ricardo Rosado.

Vereador

– Marcou época na política potiguar. Conhecia cada homem e suas astúcias. Assessor competente – define o jornalista Rubens Lemos Filho.

Ele trabalhou para campanhas vitoriosas como de Geraldo Melo ao Governo do Estado em 1986 e Fernando Bezerra ao Senado em 1998.

O patético no obituário, é uma dessas trapaças da vida. Hoje, às 15h, está marcada a posse do seu filho como vereador efetivo da Câmara de Natal (veja AQUI), Klaus Araújo (PP). Ele não teve tempo de acompanhar uma conquista tão próxima.

O corpo estará sendo velado no Cemitério Morada da Paz, localizado Rua Aurino Vila, 882 – Emaús, Parnamirim, a partir das 16h desta quinta-feira (29).

Categoria(s): Política

Comentários

  1. Marcos Pinto. diz:

    No contexto dos ditos cientistas populares com certeza o ASSÍS BESOURO foi o último desse tipo na fauna da pesquisa à base da oitiva, dos cochichos e dos buxixos da política potiguar. Besourando aqui, ali e alhures. Ele sabia auscultar a vontade popular, expressamente contida nas conversas das barbearias das pacatas cidades do estado, nos açougues, nas conversas de pé de balcão dos papudinhos, sempre antenados com as últimas notícias políticas, nas esquinas das ruas, onde um pequeno amontoado de gente já é motivo de notícia nova na cidade. É sempre aquele inconfundível disse-me-disse que o caba disse e é verdade…

  2. Nilson Gurgel Fernandes diz:

    Caro Carlos;
    Com a morte de Assis Besouro, morre uma grande parte da história dos políticos e da política do nosso Rio Grande do Norte. Que Deus o tenha.

  3. Raimundo Marques, diz:

    Quando todos dizia que JOÃO, LAVÔ E JAJÁ, estavam eleitos. Assis besouro, arriscadamente foi a única voz, que JOÃO não, mas o Tanborete (Geraldo Melo) seria o Governador.

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