O ex-governador Fernando Freire (PMDB) desembarcou ao final da tarde de hoje no Aeroporto de Parnamirim. Estava sob escolta policial. Agora é um dos escassos presos do Quartel do Comando Geral da PolÃcia Militar.
Freire foi preso ontem em BrasÃlia, sob a acusação de envolvimento em desvios de milhões de reais no perÃodo de nove meses, em que fora governador (2002). Na manha desta quinta (6), Delânia Melo, ex-assessora do ex-deputado estadual Dadá Costa (PDT) teve prisão também por suposta participação em igual caso.
Não tenho procuração para defender o ex-governador, nem vou fazê-lo. Mas sem dúvidas deve ser um homem, hoje, de poucos amigos. Afinal de contas, o poder já se esvaiu entre seus dedos, não tem mais a fortuna de outrora e uma providencial imunidade parlamentar – ou foro privilegiado – inexiste.
Fernando Freire é um homem de fino trato, acessÃvel – mesmo quando no poder. Fora dele ou nesse tempo de governo, vem tendo a vida devassada por investigações. Que pague na forma da lei, se for culpado.
Sem dúvidas que tem muita gente desejosa do seu silêncio.
Ao mesmo tempo, há torcida que o rigor imposto ao ex-governador, também chegue a outros figurões, sobretudo os detentores de cargos públicos, sempre hábeis no ziguezague ao cerco da lei.
Vamos acompanhar. Parece ter chegado a vez de Fernando Freire.























Uma senhora chega a uma farmácia e pede:
– Eu gostaria de um remédio à base de “Fernando”
Dai o balconista pergunta:
– A Sra. prefere o “Collor”, “Henrique”, “Bezerra” ou o “Freire”.
A mulher responde:
Vou optar pelo “Beira-Mar” pois acho bem mais confiável.
O balconista responde:
– Perdão Sra., o “Beira-Mar” está fora de circulação.