Fim da greve dos professores da rede de ensino do município de Mossoró. A decisão saiu em assembléia da categoria ao final da tarde de ontem. O segmento e o governo da prefeita Fafá Rosado (DEM) entenderam-se. Ótimo.
Dessa crise desgastante precisam ser extraídas algumas lições, feitas certas observações e assinalados determinados pontos. É minha modesta contribuição ao futuro, onde o ítem educação precisa ser visto com a devida importância. O que não acontece aqui na urbe mossoroense.
Primeiro, é importante exaltar a forma equilibrada com que a paralisação foi conduzida. O Sindiserpum (sindicato dos servidores) não se permitiu ao confronto besta e partidarizante, apesar da imprensa autárquica vender essa versão.
No lado do governo, apesar de claros sinais de arrogância, é significativo sublinhar que soube retroceder para a busca do entendimento. Evitou aprofundar o impasse, puxando o cabo-de-guerra.
A mobilização revelou que a luta organizada é viável em Mossoró, sobretudo quanto assentada em pleitos legítimos, civilidade e planejamento estratégico. Assim ocorreu.
Noutro lado, é lamentar o papel que a bancada governista na Câmara de Mossoró assumiu, o de tentar esvaziar o movimento. A estratética recomendada pelo Palácio da Resistência foi de defender negociação com setores em greve, descartando-se os respectivos sindicatos.
Esse é mais um procedimento comum aos regimes totalitários, como o fascismo. Além do controle da imprensa, perseguição a vozes em contrário e aparelhamento da máquina pública, a doutrina prega o desmanche das organizações sociais. A ordem é submetê-las ao jugo personalista do poder central.
A resistência do professorado só será melhor entendida adiante. O tempo é o senhor da verdade e terá meios de plasmar com maior nitidez essa vitória.
Hoje, poucos têm condições de entender o peso dessa greve, até porque a maioria da sociedade possui alma e olhar treinados à submissão determinista. São heranças atávicas, infelizmente.
Um dia essa terra ainda vai cumprir seu ideal.
Parabéns, sindicatos e professores.
Termina a greve dos professores e em breve iniciará a greve dos profissionais da saúde. Olha só, estes profissionais se organizaram juntamente com o sindicado para reinvidicar aumento de salário dos plantonista do SAMU e UPA’s. É que os médicos pediram aumento e foram atendidos por projeto enviado atraves da prefeita e sendo aprovado devido a simples cumplicidade da lider do governo Cláudia Regina. Este projeto enviado à câmara logo após o carnaval, causando polêmica devido o número de profissionais que estavam presenciando a votação, tendo estes a tristeza de ver o quanto os vereadores da situação são sacripantas. Pois bem, por conta da aprovação do projeto os vereadores agora formaram uma comissão e irá solicitar aumento para os demais profissionais da área da saúde (Enfermeiros, bioquímicos, auxiliar de enfermagem) que não foram beneficiados pelo aumento. E conserteza o Chico Carlos e o prefeito de fato não vai atender a reinvidicação da categoria. Se não acontecer a saúde pára e irão trabalhar somente os médicos. Aguardemos pois.
Estão cobertos de razão os profissionais de saúde.Vão a luta,a luta só provou para a educação que a união faz a força.Não desistam e nem baixem a cabeça para as ameaças que virão..
Estão de parabéns Sindicato e professores pelo fator politico da greve, mas em termos de ganhos reais fico a matutar se relamente ganhamos algo. Vejamos:
Piso nacional = 950,00
Salário mínimo = 465,00
Média salarial = 2,03 Salários Mínimos
Salário de um Agente Penitenciário com Nível médio = 2.500,00 – Nível superior R$ 4.500,00
Além de:
Ganhou professores que estavam abaixo do piso e os outros como ficam? Há anos não tem aumento.
Sabe quanto ganha um Gari no RJ = 865,00 = 1,8 SM
Professor = 2,03 SM
2,03 – 1,8 = # 0,23 SM??????????????