quinta-feira - 21/05/2009 - 21:01h

Advogado do DEM justifica trabalho de Ricardo Molina

O advogado Daniel Victor, que atua a serviço do DEM (Mossoró), apresenta versão para a postagem "DEM paga por laudo para tentar incriminar capitão Gomes" (AQUI).

Ele mostra argumentos que arrimam a contratação de laudo pericial particular, ao perito criminal Ricardo Molina. Leia abaixo:

Prezado Carlos Santos,

Na qualidade de leitor diário de seu blog e advogado da Coligação Força do Povo, tenho a lhe prestar os seguintes esclarecimentos em relação ao post “DEM paga laudo para tentar incriminar Capitão Gomes”, o que faço através das seguintes razões:

1) O Laudo Pericial apresentado pelo perito Ricardo Molina tem sim valor probante nos autos. De acordo com as regras emanadas do Direito Processual Civil, as partes tem direito a indicação de assistente técnico, quando da realização de perícia. Também podem impugnar conclusão de eventual perícia, fundamentada nos meios que dispõe. Nesse processo, não tivemos oportunidade de indicação de assistente técnico, pois não fomos intimados para tanto. Por ocasião da entrega da Perícia da Polícia Federal, fomos intimados para falar sobre seu conteúdo, o que estamos fazendo agora através da análise do melhor perito do País;

2) Por mais que o Laudo Judicial tenha sido preparado pela Polícia Federal, está igualmente sujeito a erros, como qualquer atividade humana. Os peritos judiciais que atuaram no caso são formados, conforme comprovamos nos autos, em Engenharia Elétrica e Eletrônica e forneceram um laudo inteiramente baseado em aspectos da Lingüística, ramo inteiramente diverso, não fornecendo no material qualquer outro aspecto técnico que fundamentasse sua conclusão. Por outro lado, o currículo do Prof. Ricardo Molina pode ser obtido na página (AQUI);

3) O laudo do Prof. Molina é enfático ao afirmar que os peritos da Polícia Federal erraram ao excluir o Capitão Alessandro Gomes como autor das vozes questionadas, vez que entre elas existem convergências, e não divergências, como sugere o Laudo da DPF. No entanto, devido a limitação de qualidade do material, QUE É O MESMO ANALISADO PELA POLÍCIA FEDERAL, não há como se afirmar categoricamente que a voz seja de Gomes, o que seria leviano e sem fundamento científico, fosse por ele ou por outro perito. Quando diz que um nova coleta da voz poderia trazer novos elementos, é porque o procedimento realizado pela Polícia Federal não atendeu as formalidades exigidas, conforme descreve no decorrer de seu laudo;

4) Em qualquer momento a Coligação a qual represento comprou um laudo, ou recebeu o resultado pelo que pagou. Digo isso porque fui a única pessoa que tratou com o Prof. Molina em todo esse processo, tendo ido pessoalmente a Campinas para levar o material a ser analisado. O DEM – Diretório Municipal de Mossoró pagou por um serviço de análise pericial, sem contudo exigir qualquer resultado. Inclusive, o Prof. Molina, desde o nosso primeiro contato, foi enfático quanto a sua imparcialidade e ao fato do laudo a ser preparado espelhar somente os materiais que iria analisar, o que pode ser comprovado pelos inúmeros casos nos quais atuou e ao grau de respeitabilidade que adquiriu perante a sociedade brasileira;

5) Você deixou de analisar em seu texto que existem áudios no processo, cuja autoria não foi impugnada, contendo as vozes de Laire, Larissa e Lairinho, quando especialmente esse último oferece a vantagem de liberação dos veículos e pede o voto para si e para sua candidata a prefeito, além de bilhetes assinados de próprio punho por Laire, encaminhando os populares para o Capitão Gomes. Portanto, nossa ação não se baseia apenas na ação de Gomes, mas sim de vários outros personagens, cujas provas são independentes e autônomas;

6) Não temos a intenção, como advogado, nesse processo ou em qualquer outro, de confundir o Poder Judiciário, pois somos adeptos da concepção de que o advogado deve servir de instrumento para construção da Justiça, estando no presente caso apenas utilizando de nossas prerrogativas legais e constitucionais de produzir prova, a fim de que ao final do processo o juiz possa proferir uma sentença que atenda aos princípios processuais, mesmo que venha a desagradar alguma das partes.

Solicito, por fim, que essa missiva tenha espaço em seu blog igual à notícia em referência, por dever de justiça.

Saudações,

Daniel Victor da Silva Ferreira.

Nota do Blog – Doutor Daniel, desnecessária sua solicitação expressa para ter espaço equânime à matéria que postei ontem, para o texto que o senhor elaborou acima.

O espaço concedido é ainda maior, em face de sua exposição alongada.

Este endereço é pluralista, democrático e legalista.

Não me apresento como "imparcial". Sou parcial mesmo. Tenho posições às claras.

Todas as vozes podem se manifestar aqui. Basta que atenda às Regras do Blog.

E obrigado pela leitura diária e fiel. Sabes do meu apreço a ti e à sua família.

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Comentários

  1. Lindeberg Ventura diz:

    Sabe o que acho disso? É tipo assim: você vai a uma loja e pergunta ao vendedor se a roupa que experimentou ficou bem em você. Será que o vendedor vai dizer que não? Ou será que ele irá dizer que a roupa ficou ótima em você e que foi feita na medida pra seu uso? Bom…o vendedor, provavelmente, irá induzir a vc a comprar a roupa. Agora me diga, o Advodago (o vendedor da loja) está sendo pago por quem? Será que irá revelar o conteúdo ao cliente (a sociedade) de que a roupa não lhe serve? Bom …ficam a qui minhas dúvidas…

  2. Everton Carlos da Costa Cardoso diz:

    “O Prof. Molina, desde o nosso primeiro contato, foi enfático quanto a sua imparcialidade”. QUANTA HIPOCRISIA! “O advogado deve servir de instrumento para construção da Justiça”. MUITO BONITO, MAS LONGE DA REALIDADE!

  3. Aurinete diz:

    Bom dia Carlos…aproveitando a polemica em torno do caso capitão Gomes, gostaria que alguem informasse como anda o caso de uma denuncia feita por uma senhora do assentamento MAISA moradora da vila Apodi em que envolve o Sr. Paulo Sidnei e outros que acompanhavam a Sra. Larissa e o Sr. lairinho… lembro que até fotos de Fafa foram arrancadas sem o consentimento dos denunciantes e pregadas fotos dos candidatos que eram acompanhados por esse Sr. Superintendente do Incra, ameaças de transferencia da verba do PRONAF para outras pessoas caso eles não se comprometessem a votar nos citados candidatos… Sera que essa ação parou no tempo? O constrangimento sofrido por essa familia parou no dia 29 de outubro de 2008 quando os denunciantes foram ouvidos? Me informem por favor quem souber…

  4. Camila Fontes diz:

    Concordo com vc Lindeberg muito bem! tem coisas bem piores lá ñ é?
    Abraço!!!

  5. Fatinha Queiroz diz:

    Carlos Santos, o que vc me diz disso?A Abelhinha ficou com a colmeia atrás das asas, manhã de ontem.

    Para saber o que conversaram, a portas fechadíssimas, no gabinete da senadora Rosalba Ciarlini, o maridón-ravengar Carlos Augusto Rosado, os senadores José Agripino e Garibaldi Filho, o deputado Leonardo Nogueira (marido da prefeita-mossoró Fafá Rosado) e o advogado Paulo de Tarso Fernandes…

    Correria

    De Brasília, Leonardo Nogueira chegou a tempo em Natal para o trabalho, à tarde, na Assembleia.

    Com direito à visita de cortesia do juiz eleitoral Fábio Holanda.Estraído do blog de Eliana Lima………

  6. Marcus Nunes diz:

    Os casos: Capitão Gomes, Maisa, e tantos outros. São apenas teatrinhos para enganar o povo, no final eles (rosados) fazem com que os processos sejam arquivados e tudo termina em pizza. Quem ja viu Rosado processar Rosado? Por ex os processos que Mario Rosado, Sandra e Rosalba abriram uns contra outros? deram em que? Gente acorda! tudo isso é apenas faz de conta, enquanto o povo discute quem esta certo ou errado eles (rosados) riem da gente mamando nas tetas de MOSSORO DA GENTE.

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