Por Bruno Ernesto
A cena mais comum de todo viajante pelo interior do sertão são aquelas pequenas e simples casas com típica porta bipartida.
Muitas delas já estão fechadas. Não se veem mais seus moradores, muito menos o vizinho.
Umas até estão bem caiadas, portas e janelas bem pintadas, sem marca de uso; nem mesmo na fechadura.
Não se avista nem uma marca de sujeira de um pé de conversa. Parece que até mesmo o costume de se apoiar na parede com o pé enquanto se conversa acabou.
Sim, nem conversa tem mais. Nem vizinhos.
Ali e acolá, ainda se via a metade de cima da porta aberta, talvez para aliviar o calor. Nem isso também.
Aqui e acolá se via um jarro com ervas, manacá ou vinca ao pé de um tamborete.
Muitas vezes pensei que era pelo dia e hora. Mas, não.
Caiaram e foram embora.
Bruno Ernesto é escritor, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mossoró – IHGM e curador do portal cultural marsertao.com @ihgmossoro @marsertaoblog
























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