A enxurrada de pesquisas eleitorais dos últimos meses, no RN, deu no que deu.
Chegamos a ter 3, 4, 5 pesquisas por dia divulgadas nos mesmos endereços, assim sem qualquer constrangimento. Como se fosse natural confundir para aparentemente tentar esclarecer algo.
Fenômenos sociológicos não estão sendo captados ou a base de prospecção de dados está confusa, errada ou movediça demais?
Estamos diante de adulterações intencionais e sob encomenda?
Boa pauta para discussão séria, sem achismos.
Mas é nítido que algumas mídias e empresas de pesquisas precisam repensar o que fizeram e têm feito a cada campanha eleitoral. Nessa, no primeiro turno, tudo muito pior e num volume caudaloso, com algumas aberrações que constrangeram até pessoas que tinham seu candidato favorecido.
As urnas deixaram claro que a maioria do eleitor não foi nessa onda. Sinais que já existiam bem antes, nas redes sociais, quando cada pesquisa esdrúxula era despejada.
Pesquisa, material com que trabalho desde 1988, há 42 anos, deixou de ser conteúdo de informação e norteamento para a opinião pública e candidatos. Tem servido para indução e imposição de vontade e interesses. Com exceções honrosas, sejamos claros. Se colar, colou.
A legislação e a Justiça Eleitoral não conseguem frear os abusos. E o leque de sanções contra os responsáveis, não chega a ser incômodo. O que nos espera adiante, pois, logo agora no segundo turno, é que tudo siga como dantes.
Contudo, é bom que fiquemos atentos outra vez às urnas. Não existe “pesquisa das urnas.” Mas elas falam.
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