Há uma aura amadorÃstica permeando incontáveis campanhas eleitorais este ano. O ambiente é fértil para o surgimento de oportunistas e "marqueteiros" de faz-de-conta. Onde eles mais pululam é na imprensa, negociando notas como se assim fossem eleger ou deseleger alguém. Balela.
Em Mossoró existe um quadro de disputa que regride no tempo. É fácil perceber que algumas programações apenas repetem agenda obedecida em disputa passada, 2004.
Muita gente não atenta para o elementar: passaram-se quatro anos. As alterações sociológicas e geopolÃticas não ocorrem apenas fora dos limites da cidade. Até mesmo o número de eleitores saltou. São – por enquanto – 153.027.
Vivemos um tempo da informação online, da explosão da Internet, da verticalização residencial, da expansão do espaço urbano, a multiplicação desenfreada de veÃculos automotivos, além de melhoria – mesmo que tÃmida – na renda do pobre etc.
Campanha polÃtica não permite mais pitaco de amigos, acomodação de parente metido a gênio ou a crença de que dinheiro pode tudo. E em se tratando de disputa a vereador, com apenas 13 vagas à disposição, tudo tem importância. Da escolha da sigla à polÃtica de alianças, passando por estratégia de mÃdia, logÃstica e outros pontos.
Quando a faixa de concorrência é a chapa majoritária, os cuidados e profissionalização não devem ser menores. Apesar de Mossoró ter uma eleição atÃpica, baseada sobretudo em interesses e negócios prioritários de uma mesma famÃlia, há luta pelo voto é real. "De vera", que se diga.
O grande desafio é fazer o povo despertar da letargia em que está, envolvendo-se na campanha. Sem cachorro-quente, pinga, distribuição de camiseta e bonés, além da bunda das garotas do Tchan, não é fácil juntar gente.
A quase totalidade dos envolvidos na corrida pelo voto, de candidatos a "assessores", também ignora um item diferenciado em relação à campanha passada: a TV. Teremos programas no chamado "palanque eletrônico".
Na próxima edição deste "Diário de Bordo (Eleições 2008)" eu trato desse aspecto.
Até amanhã. Se Deus permitir, claro.























Hoje passeando por algumas colunas de jornais da cidade pude ver o quanto elas estão comprometidas com candidaturas A e B. Chegando a ser patético os comentários. Em uma coluna diz que foi tudo as mil maravilhas, que a campanha está tudo azul, a maior riqueza a maior beleza (isso todos já sabemos), que figuras já conhecidas de outras campanhas estão empenhados(agora estejam, sem o grande chefe eles estão lá só cumprindo tabela, ou seja, justificando seus gordos salários). Em outro orgão de imprensa diz que não vai tão bem, que estão errando, que naquela mesa está faltando ele e que a saudade dele vem mais tarde, que a falta dele poderá ser e será fatal. Pois bem, até o momento só estou vendo deslanchar uma candidatura que a dos aliados do presidente lula. Depois da movimentação do sabado na cobal estive por lá e fiz algumas indagações a amigos barraqueiros. Carlos parecia que era uma boca só falando, que ela não manda em nada, que ela ia ter o troco agora, que a candidata não era mais a rosa, e outras coisas do gênero. Amigo(acho que posso chama-lo assim) a campanha que se inicia promete surpresas. Aguardemos pois.
Concordo com você, em gênro, e porque não me remeter aos números também não é mesmo? Olha Carlos, todos os anos é a mesma coisa. A coordenação mapea as ruas e os estabeleciemntos, e antes há uma equipé de limpeza para dar um grau em tudo, bomseria que a prefeita fosse assim intinerantemente e visse o tratamento das ruas, das instituições, das pessoas, das unidades de saúde e das escolas. tudo às claras sem maquiagem e sem orientações de que ela a prefeita só pode e deve andar em Rua A e Rua B.