quarta-feira - 16/07/2008 - 15:46h

Diário de Bordo (Eleições 2008) – 3

Nem visto nem lembrado

É fácil identificar que o maior duelo político deste ano em Mossoró, é mesmo para a Câmara de Vereadores. O "funil" para 13 vagas produz um vale-tudo.

A disputa começou bem antes da largada oficial da campanha, no dia 6 passado. Quem acertou na escolha do partido e na coligação proporcional, leva  uma vantagem sobre os demais. São filigranas importantes.

Favoritismo também para a grande maioria dos atuais vereadores. Possuem estrutura e conhecem o "caminho das pedras." Estão desgastados, é certo, mas apostam no alheamento da massa à obtenção de nova vitória eleitoral. 

Treze assentos na câmara a tornam elitista e sem representatividade social. Pouquíssimos entre os eleitos chegarão lá sem considerável força econômica. 

O dinheiro não tem o peso da compra pura e simplesmente. A "mufunfa" precisa ser entendida e administrada sob outra Ã³tica. Sem o mínimo de recurso financeiro, o concorrente não consegue se movimentar, ganhar visibilidade e se tornar palatável ao gosto do eleitor. Não é visto nem lembrado.

A mídia também não elege ninguém. Pode até produzir efeito contrário. Uma notinha no Blog do Carlos Santos, notícias plantadas na coluna do jornal "xis" ou insistentes aparições na TV não asseguram eleição a ninguém. O excesso tende a representar efeito corrosivo na votação final do candidato.

Em 2004, por exemplo, nomes como Gilvanda Peixoto (DEM), Arlene Souza (DEM), Sargento Osnildo (PSL) e Aluízio Feitosa (PDT) passaram episodicamente pela cobertura "generosa" da mídia. Assim mesmo foram eleitos. Normalmente vende-se gato por lebre no meio.

Se determinados colunistas tivessem a força que dizem possuir, na hora de negociar sub-repticiamente elogios a terceiros, eles é que seriam candidatos. Há 20 anos a comunicação social de Mossoró não elege alguém diretamente, sobretudo do rádio, celeiro de gente boa de urna.

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Categoria(s): "Diário de Bordo" (Eleições 2008)

Comentários

  1. alcides diz:

    Concordo com você Carlos no quesito: não basta ter dinheiro tem que saber usar. Alguns candidatos vão ter uma bela decepção. Não contam mais com a estrutura do Palácio para reelege-los. A prioridade é a reeleição da atual ocupante do citado imóvel. Você veja pelo desprestígio dos atuais edís. Nem para uma pequena substituição temporária de secretários eles consultados. hahahahahahahahahahahahaha

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