Veja o que Alex Medeiros (Jornal de Hoje) observa, com muita propriedade, sobre a atuação do Ministério Público. Leia abaixo:
Privilégios
Na mesma semana em que se descobriu a existência de 181 cargos de direção no Senado Federal, o Ministério Público do Rio Grande do Norte acrescentou 112 novos cargos comissionados em seu quadro funcional.
Agora, terão que mostrar serviço. Diante dessa crise, foram provocados . Então, senhores, ao trabalho.
Por si só criar cargo comissionado não é eticamente reprovável. Por vezes a sociedade e a imprensa em geral fazem críticas genéricas e colocam tudo na “vala comum” do oportunismo, da esperteza e do empreguismo. Não é porque há no senado e em outros órgãos aquelas imoralidades em cargos comissionados que tudo agora será imoral.
A existência de cargos comissionados é indispensável em qualquer administração pública do mundo.
Para se saber a pertinência da criação desses cargos comissionados no MP, e em qualquer outro órgão, é preciso antes que estas perguntas sejam respondidas: 1 – Que tipo de função os ocupantes dos cargos desempenharão? 2 – Onde serão lotados? Entre o total de servidores, qual o percentual de efetivos (nomeados após concurso) e de comissionados? Sem essas respostas não há como aferir se há necessidade desses cargos