Eis um exemplo quentinho: a bem-articulada deputada estadual Micarla de Souza (PV) quer porque quer ser classificada como "governista". Só me beliscando para ver se acordo e começo a reordenar as idéias. É mais ou menos isso.
Sem ter o apoio do prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB) e da governadora Wilma de Faria (PSB), que personificam o governismo em Natal, Micarla está lançada como pré-candidata à prefeitura. Só que Carlos e Wilma apresentaram a deputada federal Fátima Bezerra (PT) como ungida pelo governismo. Predileção de ambos. Falta só oficializar em convenção no próximo mês.
Na atual conjuntura, Micarla conta com outras forças, exemplo do DEM, liderado pelo senador José Agripino, contendor de Carlos Eduardo e Wilma na capital.
Sua entrevista ao Diário de Natal – nessa terça (20), enxovalha qualquer compêndio de Ciência Política, dribla a semântica, confunde a lógica e implode a etimologia. Além de ser um insulto à inteligência alheia. Quanto ao marketing político, a estratégia é no mínimo arriscada.
– Deveria ser perguntado à governadora se ela me vê como uma pessoa de oposição ao seu governo – reagiu Micarla ao Diário. Sua declaração partiu de entrevista dada pelo vice-governador Iberê Ferreira no domingo (18), quando esse afirmou que a parlamentar era "oposição."
O mimetismo da pré-candidata a diminui perante o eleitorado. Estamos diante de um "camaleonismo acrobático". Falta-lhe coragem para se assumir como oposição. O eleitor não a escolherá à prefeitura por ser "Governista do B", de segunda classe.
A desculpa de que historicamente está ligada à governadora, não a faz governo no contexto sucessório de 2008. Há outro "cenário", figura de linguagem muito usada pela própria Wilma de Faria. Micarla foi descartada.
A deputada, mulher ainda muito nova, talvez não lembre, mas o Brasil viveu o período das sublegendas (final dos anos 70, até às eleições de 1982). O artifício foi criado pelo regime militar. Acomodava a superpopulação de aliados e tentava barrar o crescimento do então MDB, a oposição permitida à época.
Como esse casuísmo não foi resgatado pela legislação eleitoral em vigor, a reedição pela deputada é extemporânea, lúdica e inconsistente. Serve como um excelente mote para a pilhéria popular e os chargistas. Não dá voto.
Posso apostar que esse jogo de palavras, depois de decodificado pelo povo, vai causar desidratação nas intenções de voto da deputada. É só aguardar a próxima pesquisa.
Carlos, parabéns pelo seu comentário sobre a postura da dep. Micarla de Souza. Concordo que o pretendido por Micarla não existe nem resiste mais. Além do mais, ela ganhou de “mão beijada” o discurso das minorias, contra os caciques e está jogando fora a medida que insiste em se dizer correligionária da Governadora. Como se sabe, ninguém faz omeletes, sem quebrar ovos! Laurita
É, concordo com você, a deputada está com jeitinho de quem foi pega botando os pés pelas mãos, sem discurso, insiste em fazer -se acreditar governista, apesar de ter que empreender campanha na qual terá que obrigatoriamente combater e apontar falhas do sistema do qual não admite desligar-se, comportamento incoerente e oportunista.
Será um momento historico para Natal o que irá acontecer na eleição de outubro deste ano, e digo o porque:
1- Micarla será eleita Prefeita mesmo estando “todos contra ela”, e isso entrará para a historia, pois o povo é soberano
2- Pessima escolha, Fatima Bezerra, esse nome nao sera suficiente para vencer a eleição de outubro.
Guardem este email, pois se alguem duvida, essa sera a prova.