Por Bruno Ernesto
Já reparou que tem dia que pensamos estar numa época distante de nossa vida?
Num dia lembra a nossa adolescência – a volta do colégio, da casa dos avós, da missa, da volta do supermercado, ou até do ambulatório quando sequer existia o SUS -, no outro, só dá saudade.
Mesmo que estejamos equidistantes entre o início e o fim, é mais que uma nostalgia.
Enquanto o sinal do trânsito está fechado num de chuva copiosa, você percebe a sua total desnecessidade, pois o trânsito, por si só trava. Nem vem, nem vai.
Você olha a chuva, o trânsito, o relógio, a correria, o cansaço de uma noite mal dormida, o compromisso daqui a quinze minutos – no trajeto de vinte e cinco ou trinta minutos.
Mais tarde, alguém surge com uma gentileza imponderável de deixar o carrinho de compras bem no meio da única vaga do estacionamento do supermercado ou escolhe indecisamente o que quer pedir para o almoço, quando o restaurante só tem um garçom e quinze mesas.
Quem sabe, bem na hora de você abastecer o seu carro, a motocicleta avança na sua vez, embora você tenha esperado impacientemente por quase cinco minutos, e o frentista vai atender primeiro o motociclista, claro.
Decerto, uma hora ou outra, alguém vai demonstrar o verdadeiro charme que o filósofo francês Gilles Deleuze dizia sempre residir nas pessoas, que é justamente quando elas perdem as estribeiras, quando essas pessoas não sabem muito bem em que ponto estão.
Ao contrário do que se pense – dizia -, não são pessoas que desmoronam. Pelo contrário, nunca desmoronam.
E neste ponto, que se você não captar a pequena marca de loucura de alguém, não pode gostar deste alguém.
Simplesmente você jamais gostará dele, pois é justamente este lado que de fato interessa. É esse lado que todos nós temos.
Os inimigos e invejosos se revelam no nosso velório. Os amigos verdadeiros nos prestigiam em vida e sem obrigação.
Não entenda mal. Eu quis dizer isso mesmo.
Nem tudo é saudade.
Bruno Ernesto é advogado, professor e escritor. Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de -Mossoró – IHGM
























Parabéns
Nem tudo é saudade! Existe teatro e atores que se desmancham em lágrimas nos velórios. Podem até estarem sentido aquele momento. Nem sempre. Muitas vezes é conveniência. E arrisco afirmar que empatia é coisa rara. Pessoas desrespeitam regras, avançam sinais, desconsideram pessoas. Num dado momento, fingem que somos essenciais. Fingem saudade!
Diante tiodo este imbróglio do dominante materialismo dialetuco, sigo as pegadas do maluco-beleza Raul Seixas, wue morreu sem alcancar a tal “Sociedade alternativa. É possível que tenha vivido momentos luducos e oníricos sob o instigante efeito da saudavel “Canabis Sativa”. Neste duapasão existencial, é issivel que se encintre reais motivos de se almejar eternos e eternizantes momentos alternatvos – especie de fuga desenfreada deste mundo cão. Essa e de lascar.