Sobre a denúncia envolvendo o capitão Alessandro Gomes do Departamento Estadual de Trânsito, é preciso evitarmos a distorção – intencional, dos fatos. Vamos separar joio do trigo.
A grande discussão do momento é se a gravação em que apareceria supostamente a voz do capitão, transacionando facilidades com fins eleitoreiros, é ou não dele. Vamos responder a isso para começarmos o enredo.
Se existem provas documentais irrefutáveis dessa acusação de aparelhamento do Departamento de Trânsito, aí são outros quinhentos.
Quanto à gravação em si, caso haja comprovação que a voz é de Gomes, tudo ficará muito fácil de ser conduzido judicialmente. Ocorrendo prova em contrário, teremos um apêndice delicado à essência do processo.
Se houve fraude no áudio, há um dolo gravíssimo: a Força do Povo (coligação denunciante) tentou enganar a própria Justiça. Estaria caracterizada a litigância de má-fé.
Portanto, num mesmo episódio, existem duas vertentes a serem minuciosamente analisadas: uma é da denúncia em si contra o capitão Gomes, que respinga diretamente em Lahyrinho Rosado (PSB) e Larissa Rosado (PSB), respectivamente candidatos a vereador e prefeito em 2008. A outra é se o áudio é uma farsa ou não.
Gomes, Lahyrinho e Larissa podem até sofrer sanções da Justiça caso fique provado o aparelhamento do Departamento de Trânsito. Mas também é possível que os acusadores respondam por uso indevido do áudio, caso seja apontada a fraude.
Simples. Tudo o resto que é discutido, sem se levar em conta esses aspectos, objetiva tão-somente distorcer os fatos. O que é comum na mídia local com a influência nefasta de interesses subalternos.
Isso tudo não vai da em nada, nem pro lado de Sandra nem pro lado de Fafa.