domingo - 07/08/2016 - 07:18h
Diz Veja

Odebrecht passou R$ 10 milhões a pedido de Michel Temer

Do Congresso em Foco (Revista Veja)

O presidente interino Michel Temer foi citado nas negociações de delação premiada de Marcelo Odebrecht e executivos da empresa – considerada uma das explosivas na história da Operação Lava Jato. Documentos obtidos pela revista Vejarevelam detalhes sobre um jantar realizado em maio de 2014 no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente.

Na ocasião, Temer recebeu o atual ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o presidente da maior empreiteira do país, para quem pediu “apoio financeiro”.

Michel Temer teria se reunido com Marcelho Odebrecht no Jaburu (Foto: Editora Abril)

De acordo com a reportagem, Marcelo Odebrecht aceitou colaborar, tendo em vista a dimensão do partido presidido à época por Temer, além do próprio cargo ocupado pelo peemedebista. Assim, o empresário fez repasses entre agosto e setembro de 2014 que somaram R$ 10 milhões, em dinheiro vivo.

Deste total, R$ 6 milhões foram para Padilha e os R$ 4 milhões restantes tiveram como destinatário o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf – então candidato ao governo de São Paulo e apontado como o responsável pela articulação do jantar no Jaburu.

O anexo da delação obtido pela revista informa que a doação foi registrada na contabilidade do setor de operações estruturadas da Odebrecht – conhecido como o “departamento de propina” da empresa.

Repasses

Questionado sobre o assunto, Temer confirmou a realização do jantar em 2014, mas disse que conversou com o empresário “sobre auxílio financeiro da construtora Odebrecht a campanhas eleitorais do PMDB, em absoluto acordo com a legislação eleitoral em vigor e conforme foi depois declarado ao Tribunal Superior Eleitoral”.

O TSE registrou três repasses no período que somaram R$ 11,3 milhões em doação da empresa para o PMDB nas eleições de 2014. No entanto, na delação consta que o recursos repassados a pedido de Temer foram contabilizados no “caixa paralelo” da construtora.

O presidente interino não disse se o pedido de “apoio financeiro” partiu dele ou se foi oferecido por Marcelo Odebrecht. A assessoria do ministro Eliseu Padilha enviou uma nota de esclarecimento para a revista, e diz que o peemedebista não recebido recursos da empresa.

“Como Eliseu Padilha não foi candidato, não pediu nem recebeu ajuda financeira de quem quer que seja para sua eleição”, informou a assessoria. Porém, o ministro confirmou o encontro com Temer e Odebrecht. “Lembro que Marcelo Odebrecht ficou de analisar a possibilidade de aportar contribuições de campanha para a conta do PMDB, então presidido pelo presidente Michel Temer”, disse Padilha.

Skaf também negou ter recebido doações da construtora, e disse que sua campanha contabilizou apenas a doação de R$ 200 mil da Braskem, petroquímica controlada pela Odebrecht.

Os executivos da construtora ainda não tiveram a delação premiada homologada. Nesta etapa eles estão sendo ouvidos pelos investigadores da força-tarefa e, ao término desta fase, a Justiça ainda precisa aprovar os depoimentos.

Leia também: Presidente do TSE pede investigação que pode cassar registro do PT (veja AQUI).

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Categoria(s): Política

Comentários

  1. François Silvestre diz:

    Tudo contaminado! Sistema político esgarçado e corrompido. Sistema econômico falido. Administração pública caótica. Organização institucional confusa, dominada por castas. Legislação caduca. Poderes sem fronteiras de prerrogativas. Ordem constitucional desmoralizada. Só há uma saída. Sair para a refeitura, por via de Constituinte Originária, a ser dissolvida após a promulgação da Carta. Com candidaturas avulsas. E quarentena dos Deputados Constituintes, sendo impedidos de disputarem as eleições seguintes para o formação do Congresso Constituído. Ou a continuação do caos, que levará à falência jurídica do nosso sistema. Ainda resta o Bem Maior que é a Democracia. Se não houver a refeitura institucional até esse Bem Maior correrá risco.

    • Carlos Santos diz:

      NOTA DO BLOG – Já disse várias vezes e repito: por mim, estariam todos na Papuda, dormindo no chão, juntos e misturados: Dilma, Lula, Zé Dirceu, Vacari, Temer, Delcídio, Cunhão, Renan, Aécio, o criado-mudo, patinho de borracha, pinguim da geladeira e o boto tucuxi.

      Uma récua só.

      Pena que ainda encontrem defensores, que só vêem banditismo e traição à pátria do outro lado.

      Abração

  2. João Claudio diz:

    EU SABIA! EU SABIA! EU SABIA!

    Tá dominado, tá tudo dominado.

    Entre os presidentes pós diretas já, quem está livre de ser punido (se é que alguém vai ser punido) por corrupção, ladroagem, assalto, propina, maracutaia e formação de quadrilha, é o Itamar Franco porque já ”partiu” dessa. Livrou-se KKKKKKK

    Sarney, Collor, FHC, Lula Dilma e Temer, em se tratando de honestidade e bons governantes, se misturados em um liquidificador, o resultado será o mesmo o que o gato enterra. BOSTA!

    Quanto ao comentário do François, eu não acho que o brasil tenha ”jeito” a pequeno, médio e longo prazo. Existe no brasil uma ”massa” muito grande de pessoas que teimam em aceitar sério. Os adeptos à fuzarca generalizada, são maioria. Isso é fato. Um grande exemplo disso são os comentários de brasileiro que visitam a Europa e Estados Unidos. Quando aqui retornam dizem ”aquilo lá é lugar pra se viver. O bom é o brasil onde a gente faz o que quer e ninguém se importa”. Conheci poucos que não retornaram com esse pensamento. Dai, torna e difícil agradar a ”massa”. E ai de quem remar contra a ”massa”. Vai ficar todo amassado.

    Quanto a Constituinte Originária, só se espelharem-se nas constituintes de países estrangeiros sérios. A depender da mentalidade pífia e medíocre dos atuais cérebros brasileiros, salvo raríssimas exceções, será o mesmo que cagar e limpar com canjica, assim como aconteceu com a Constituinte de 1988, hoje, mais démodé que ”paletó lascado atrás”, tamanco de madeira e anágua de tule. Alguém conhece no mundo um estatuto mais ridículo que o do menor e do adolescente que criaram no país tupiniquim? Esse estatuto fez com que o país andasse ”patrasmente” várias e várias décadas.

    O país precisa sim, de uma nova constituinte que parta do zero, mas precisa sobretudo de cabeças pensantes que a façam, com olhos e ouvidos fixados no mundo moderno e num futuro distante. Remenda-la três meses depois de criada, não dá.

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