Do Canal Meio e Blog Carlos Santos
O ministro Paulo Guedes está trabalhando em um pacote que somará R$ 750 bilhões para enfrentar o impacto econômico do novo coronavírus. Parte deste dinheiro já havia sido anunciado — são medidas como liberação de depósitos compulsórios do Banco Central, reforço no Bolsa Família e antecipação de 13º dos aposentados.

Temor do governo federal e, do mundo afetado, é que a onda seguinte seja ainda mais catastrófica (Foto Web)
Haverá ajuda do governo para que micro e pequenas empresas mantenham seus empregados — em alguns casos, o Estado poderá arcar com até 100% dos salários. Em grande parte, não é dinheiro novo, apenas adiantamentos. (G1)
A Câmara dos Deputados aprovou, ontem um projeto que destina R$ 600 a toda pessoa que comprovar não ter renda, por pelo menos três meses. Mães que comandam sozinhas famílias podem receber duas cotas, totalizando R$ 1.200. Ainda será preciso passar pelo Senado. (Poder 360)
Nas contas do governo, o benefício atingirá 24 milhões de pessoas. A campanha Renda Básica que Queremos, que conta com o apoio de inúmeras empresas e economistas, avalia que pelo menos 77 milhões de brasileiros precisarão de uma ajuda assim.
Os bancos, ah, os bancos!…
Na outra ponta, os bancos estão apertando o torniquete — empresas, de micro a grandes, que os procuram para negociar dívidas, em busca de capital de giro ou empréstimos a longo prazo, estão encarando maior rigidez do que antes da pandemia.
Os mais atingidos são bares e restaurantes, os primeiros a sentir o impacto da crise. A promessa da Federação Brasileira dos Bancos (FEBRABAN) era outra. (Folha)
Reino Unido
Na Inglaterra, governo anunciou que vai pagar até 80% dos ganhos dos trabalhadores autônomos. A base de cálculo será a média dos últimos três anos. O limite é de cerca de 2,5 mil libras, algo em torno de R$ 15 mil/mês.
EUA
O Congresso deve aprovar um pacote de estímulo de US$ 2 trilhões nesta quarta-feira, incluindo um fundo de US$ 500 bilhões para ajudar indústrias afetadas com empréstimos e uma quantia comparável para pagamentos diretos de até US$ 3.000 a milhões de famílias norte-americanas. Outras medidas já foram anunciadas pelo Federal Reserve (FED), o Banco Central norte-americano.
Alemanha
Em 23 de março, acertou um pacote de até 750 bilhões de euros; 100 bilhões de euros para um fundo de estabilidade econômica que pode assumir participações diretas em empresas; 100 bilhões de euros em crédito ao banco público de desenvolvimento para empréstimos a empresas em dificuldades; o fundo de estabilidade oferecerá 400 bilhões de euros em garantias de empréstimos para garantir dívidas corporativas sob o risco de inadimplência.
Itália
Foi baixado decreto de emergência no valor de 25 bilhões de euros que suspende o pagamento de empréstimos e hipotecas para empresas e famílias e amplia os fundos para auxiliar empresas a pagarem trabalhadores demitidos temporariamente.
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