terça-feira - 16/10/2018 - 09:20h
PDT

Apoio de Carlos Eduardo a Bolsonaro pode causar sua expulsão

Do Blog Saulo Vale

O Integrantes do PDT nacional pedem ao Conselho Nacional de Ética da legenda o pedido de expulsão e de cassação de registro de candidatura de Carlos Eduardo (PDT) da legenda. O motivo é o apoio do pedetista potiguar ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

Campanha de Carlos já ostenta Bolsonaro (Foto: reprodução)

O colegiado tem poder consultivo. Segundo a nota, a decisão do ex-prefeito de Natal contraria a orientação da Executiva Nacional, que fechou as portas a qualquer diálogo com o capitão da reserva em todo o país e que declarou ‘apoio crítico’ ao presidenciável Fernando Haddad (PT).

“Não é apenas uma suposta nota. É o pedido de expulsão lançado na Comissão Nacional de Ética, enviado por mim e endossado por companheiros de grande valor no Diretório Nacional como Rafael Galvão e Júlio Rocha e quadros de várias partes do país. O pedido não apenas se atém ao Carlos Eduardo, mas envolve candidatos a governador como Odilon de Oliveira [do Mato Grosso do Sul] e Amazonino Mendes [de Amazonas] que declararam o apoio público a Jair Bolsonaro (PSL), contrariando as deliberações oficiais da Executiva Nacional do PDT em 10 out 2018”, afirmou o presidente do Conselho Nacional de Ética do PDT, Wendel Pinheiro, do Rio Grande do Sul, em contato com o Blog Saulo Vale, na manhã desta terça-feira (16).

Ele confirmou a veracidade da nota abaixo.

“Resistir ao fascismo é preciso! Pelo trabalhismo”

Na longa nota datada de 13/10/2018, assinada por todos os membros do Conselho Nacional de Ética, há um apelo à identidade ideológica do partido. “Em relação a Carlos Eduardo Alves, já foi expresso em sites locais do Rio Grande do Norte as tentativas de articulação do candidato a Jair Bolsonaro no 2º turno, para se contrapor à Fátima Bezerra (PT). A necessidade de vencer as eleições não é maior que a IDENTIDADE IDEOLÓGICA EM DEFESA DO TRABALHISMO.

Portanto, é inconcebível qualquer flerte ao neofascismo, em tempos graves como este, sob a iminência da vitória de Jair Bolsonaro. Para agravar a situação, o mesmo faria declaração pública a favor de Jair Bolsonaro no programa eleitoral do PDT do RN no segundo turno.

Em outro trecho,  o colegiado chega a pedir a cassação do registro de candidatura de Carlos Eduardo.

“Logo, solicitamos a expulsão imediata dos três candidatos a governador e a cassação imediata dos seus registros de candidatura, em defesa do trabalhismo. […] Seria vergonhoso, na História do Brasil, um Partido com a história de lutas como o PDT abrigar em seu seio notórios oportunistas que flertam, paqueram e transam abertamente com o fascismo”.

Outro trecho explica. “A expulsão de todos é em defesa dos Direitos Humanos do povo brasileiro. Defender a expulsão de todos os supracitados é defender a causa da mulher, do negro, do índio, da população LGBT, do jovem, do nordestino, do inválido e dos aposentados”.

Nota do Blog Carlos Santos – No segundo turno, Carlos Eduardo tinha pelo menos três opções em relação à disputa presidencial: Equidistância das duas candidaturas, apoio crítico à de Fernando Haddad (PT), que é apoiado por sua adversária Fátima Bezerra (PT), ou ficar com Jair Bolsonaro (PSL).

A opção pró-Bolsonaro não é por acaso. Seu marketing aposta no combustível do embalo do candidato do PSL, para puxar o pedetista pro alto, atropelando a contendora.

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terça-feira - 16/10/2018 - 07:56h
Distância

Vereadores boicotam reunião da chapa Carlos Eduardo-Kadu

A bancada governista na Câmara Municipal de Mossoró fincou pé nessa segunda-feira (15).

Resolveu firmar pacto e não participar à noite de evento político em prol da chapa Carlos Eduardo Alves (PDT)-Kadu Ciarlini (PP) no Sítio Cantópolis.

Apenas o vereador Manoel Bezerra de Maria (PRTB) compareceu ao encontro, quebrando o acordo.

Os governistas não são atendidos em pleitos à gestão Rosalba Ciarlini (PP), optando por não participarem da campanha em seu segundo turno.

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segunda-feira - 15/10/2018 - 23:56h

Pensando bem…

“Aprendemos a voar como pássaros e a nadar como peixes, mas não aprendermos a conviver como irmãos.”

Martin Luther King Jr.

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segunda-feira - 15/10/2018 - 22:00h
Coluna do Herzog

O caráter punitivo do novo “voto útil”

Por Carlos Santos

O comportamento do eleitor nas urnas, este ano, produziu um novo conceito de “voto útil”. Ao contrário do que a Ciência Política define em seus compêndios ou em extensas teorias, votar útil passou a ser uma escolha para expurgo de favoritos, em vez de opção por alguém em especial.

Teve caráter punitivo, que se diga.

Esse fenômeno aconteceu por todo o país. Produziu mudanças consideráveis no Congresso Nacional e legislativos estaduais. Surpreendeu-me positivamente, porque é resultado da própria indignação do povo que selecionou outros personagens em vez de se anular.

Essa tsunami também não ficou localizada à esquerda ou a direita. Foi generalizada. A Câmara Federal terá menor número de sindicalistas, como também boa parte dos líderes da reforma trabalhista não retornará. Dos 32 senadores candidatos à reeleição, apenas oito se elegeram. Ou seja, 75% de mudanças. Na Câmara Federal, 157 deputados (43% dos 362 que eram candidatos à reeleição) não tiveram a aprovação.

Congressistas e os maiores partidos do país fizeram esforço graúdo à aprovação de uma minirreforma política que tecnicamente tornaria mais difícil a eleição de novidades. Encolheram as campanhas (45 dias), reduziram tempo em rádio e televisão, restringiram a propaganda nas ruas e aumentaram fundos partidário-eleitorais, além de outras medidas.

Não deu certo. Não combinaram com a massa-gente.

A revolta popular contra a política, os políticos e os partidos marchava para número alarmantes do chamado não voto (branco, nulo principalmente e abstenção), contudo terminou calibrada para exclusão de velhos caciques, políticos profissionais e muita gente às voltas com a justiça.

A campanha do voto nulo que favorecia indiretamente os políticos mais tradicionais, acabou perdendo para esse voto tático. A manobra de 180 graus do eleitor, que parece extraída da “teoria dos jogos”, é uma agradável surpresa para a jovem democracia brasileira, que quase não conhece alternância no poder, mas precisa promovê-la pela soberania popular, ou seja, o voto.

Como diz o reeleito deputado federal Tiririca, “pior que tá, não fica“. Será? Veremos, veremos!

PRIMEIRA PÁGINA

Fátima Bezerra ganha apoio do PSB em forma de combo – No final de semana, a candidata ao governo estadual pela Coligação Do Lado Certo, senadora Fátima Bezerra (PT), recebeu apoio do PSB com o deputado federal reeleito Rafael Motta (veja AQUI). No “combo”, o PSB incluiu o deputado estadual não reeleito Ricardo Motta. O parlamentar que enfrenta várias denúncias de corrupção ganhou espaço até para discurso efusivo ao lado da candidata, com farta divulgação em redes sociais. Quem precisa de adversário, hein?

Ricardo Motta discursa e é saudado no apoio do PSB e dele à Fátima e ao vice Antenor Roberto (Foto: divulgação)

Rosalba Ciarlini ‘descobre’ após quase nove anos que é a ‘mãe’ dos IF’s – No final de semana, a prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP) espalhou gravação em áudio e prints em redes sociais, garantindo que é a ‘mãe’ da série de Institutos Federais (IF’s) implantados/construídos no RN. Ainda provocou a senadora/candidata Fátima Bezerra (PT), tratando-a por “oportunista e mentirosa” – veja AQUI. Esquisito: a “Rosa” só percebeu o próprio feito agora, em plena corrida eleitoral, após ter saído do Senado em 2010, participado de várias campanhas e nunca ter apresentado a iniciativa como um feito seu. Vá entender. Deduzo que talvez tenha sido por modéstia ou esquecimento.

Bota-fora da velha guarda surpreende e promove aposentadorias – O “não” nas urnas que os senadores Garibaldi Alves Filho (MDB) e José Agripino (DEM) ouviram praticamente encerrou carreira de ambos. Colecionaram vitórias ao Senado e governo estadual, além de outros êxitos eletivos como é o caso de Garibaldi, que também foi deputado estadual e prefeito eleito do Natal. Contudo, é simplista se definir o insucesso de ambos como uma situação localizada no RN e particular do eleitor potiguar. Uma olhada no quadro eleitoral do país, logo permitirá que vejamos que eles foram atingidos por um cataclismo nacional. Agripino chegou a ser aconselhado por amigos a não abrir mão da disputa ao Senado, mas terminou tentando sobreviver concorrendo à Câmara Federal. Mas nem aí escapou. Ficou apenas como segundo suplente, atrás de Beto Rosado (PP). Garibaldi foi o quarto colocado ao Senado (veja AQUI).

Bolsonaro é a estrela em lugar de Rosalba (Foto: divulgação)

Bolsonaro passa a ser protagonista para dar fôlego ao rosalbismo – A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) deixou de ser principal cabo eleitoral da candidatura ao governo de Carlos Eduardo Alves (PDT) e do vice Kadu Ciarlini (PP), seu filho, em Mossoró. Apesar de sua importância no universo paroquial, quem surfa como puxador de votos e principal estrela é o candidato Jair Bolsonaro (PSL). A foto do capitão substitui a figura de Rosalba, utilizada em larga escala no primeiro turno. A ordem é associar ao máximo a chapa estadual a Bolsonaro, fomentando o antipetismo como mal menor do que a perpetuação oligárquica. Paradoxalmente, o rosalbismo ganha novo fôlego sem Rosalba como protagonista. Coisas da política.

Eleição está encaminhada para Bolsonaro; disputa estadual segue indefinida – É pouco provável que Fernando Haddad (PT) consiga reagir e atropelar o primeiríssimo colocado em pesquisas e vencedor do primeiro turno, Jair Bolsonaro (PSL). A campanha caminha para consolidar vitória do seu adversário. Mas em relação à disputa estadual, não. O cenário é de indefinição, não obstante dianteira de Fátima Bezerra (PT) em relação a Carlos Eduardo Alves (PDT). Menos de duas semanas pela frente, tudo poderá acontecer. Quem errar menos, leva.

Narrativa do “gópi” contra Dilma não tem amparo nas urnas – Derrotada na disputa por uma vaga ao Senado em Minas Gerais, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) é uma das grandes frustrações petistas do pleito do último dia 7. Também foi figura jogada de lado e intencionalmente escanteada na campanha presidencial, tamanho seu desgaste para campanha de Fernando Haddad (PT). A militância inorgânica que é treinada para repetir bordões, chavões, clichês e versões de cima para baixo, sem questionar, testemunhou outro duro “gópi”. Segundo a teoria conspiratória, a “presidenta” foi ejetada do poder por ser honesta e fazer um grande governo. Nas ruas e nas urnas, o povo não entendeu assim.

Vários mantras petistas caem por terra; e o #EleNão? – O petismo precisa repensar um monte de coisas depois da campanha nacional deste ano. Há meses que prega o “Lula livre”, mas Lula continua preso. Gasta saliva desde 2016 com o “É golpe” e a grande maioria da população ignora essa tese conspiratória. O “Fora, Temer” saiu de moda e o presidente não deixou o Palácio do Planalto. Sobrou o #EleNão. As urnas no dia 28 próximo vão dizer se “sim” ou “não”.

Bolsonarismo dá desmontração de força como movimento político

É cedo, em minha ótica, para se afirmar que Jair Bolsonaro (PSL) produz um movimento político – o “bolsonarismo” – equivalente em peso, à direita, ao “lulismo”. Porém é inquestionável a força avassaladora desse fenômeno por todo o país, das grandes cidades aos rincões, com militância tão ativa quanto a petista. No primeiro turno, ele venceu em 18 estados e Distrito Federal. Lembra Lula em 2006, vitorioso contra Geraldo Alckmin (PSDB) ao ganhar em 19 estados e DF, reelegendo-se no segundo turno.

Em 2002, sua primeira eleição, Lula alcançou 46,44% dos votos válidos no primeiro turno e somou 39.455.233 votos, com vitória em 23 estados e DF, contra José Serra (PSDB).

No primeiro turno deste ano, Bolsonaro obteve 49.276.990 votos (46,03%). Encarou 12 adversários, contra cinco de Lula àquele ano. Em 2002, o PT fez 90 deputados federais, puxados por Lula. Foi a maior bancada (aumento de 55,2%).

Em 2018, o partido de Jair Bolsonaro, o PSL, elegeu 52 deputados federais e virou a segunda maior bancada da Câmara. A sigla só perde para o PT, que teve 56 candidatos eleitos. Em 2014, só elegera um parlamentar, saltando para oito devido transferências no curso da atual legislatura. Em 2002, Lula venceu o segundo turno com 52.793.364 (61,27%). Jair Bolsonaro poderá superar essa marca recorde no país.

Mais pesquisas serão divulgadas – Na quarta-feira (17), o RN terá pesquisa do Ibope para Governo do Estado no Segundo Turno. Também haverá pesquisa do Instituto Seta. Mais dois trabalhos que devem tirar o fôlego de muita gente.

Tio e sobrinho devem participar de discussões políticas em Mossoró – Primeiro suplente de deputado federal na Coligação Renova RN, o ex-prefeito de Almino Afonso, Lawrence Amorim (SD), terminou eleição com 10.153 votos em Mossoró. Seu tio e também ex-prefeito do mesmo município, o médico Bernardo Amorim (Avante), foi eleito à Assembleia Legislativa com 42.049 votos, o terceiro mais votado à Casa. Só em Mossoró, ele obteve 4.543 votos. Os dois, mesmo em faixas político-eleitorais distintas, querem participar das discussões políticas em Mossoró, com vistas ao pleito de 2020. Muito do que acontecerá adiante, logicamente, dependerá do resultado do segundo turno.

EM PAUTA

Cartola – O espetáculo teatral-musical “Cartola simplesmente divino” vai ser apresentado à noite da próxima quinta-feira (18) no Teatro Riachuelo, no Midway Mall em Natal. Retrata a vida e a arte do compositor Cartola.

Dom Mariano – Dom Mariano Manzana, sexto bispo de Mossoró, completará 14 anos de bispado nessa quarta-feira (17). Sua posse aconteceu no dia 17 de outubro de 2004, na Catedral de Santa Luzia.

Advogados – A disputa pela controle da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seccional do RN, promete ser mais acirrada do que nunca este ano. As eleições vão ocorrer no próximo mês.

Dia 12 – Marília Mendonça, a dupla Zé Neto & Cristiano e Cavaleiros do Forró serão as trações da tradicional festa do dia 12 de Dezembro, véspera do feriado de Santa Luzia em Mossoró. A promoção é da empresa Gondim & Garcia.

SÓ PRA CONTRARIAR

Eleição no RN é baseada no artificialismo estratégico antipetismo x antioligarquias. Assim, nenhum dos lados precisa tratar do que realmente interessa.

GERAIS… GERAIS… GERAIS…

Prepare-se: o horário de verão começará no dia 4 de novembro próximo. Relógios precisarão ser adiantados em uma hora. Nós, desse lado de cá, ficaremos com um cochilo a mais.

Obrigado à leitura do Nosso Blog Walter Gomes (Brasília),  Paulinho Almeida (Mossoró) e  Jânio Rêgo (Feira de Santana-BA).

Veja a edição anterior da Coluna do Herzog (01/10) clicando AQUI.

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segunda-feira - 15/10/2018 - 19:12h
Pesquisa

Bolsonaro impõe 18% de maioria sobre Haddad no Ibope

Candidato presidencial do PSL tem dianteira confortável sobre petista faltando 13 dias para eleições

O Ibope divulgou nesta segunda-feira (15) o resultado da primeira pesquisa do instituto sobre o segundo turno da eleição presidencial.

O levantamento foi realizado na sábado (13) e domingo (14), e tem margem de erro de 2 pontos, para mais ou para menos.

A maioria pró-Jair Bolsonaro (PSL) é expressiva. Chega a 18 pontos percentuais. Nos votos válidos, os resultados foram os seguintes:

Nos votos totais, Bolsonaro também leva ampla vantagem, atingindo 15 pontos percentuais de dianteira em relação a Fernando Haddad (PT):

  • Jair Bolsonaro (PSL): 52%
  • Fernando Haddad (PT): 37%
  • Em branco/nulo: 9%
  • Não sabe: 2%

Sobre a pesquisa

  • Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos
  • Entrevistados: 2506 eleitores em 176 municípios
  • Quando a pesquisa foi feita: 13 e 14 de outubro
  • Registro no TSE: BR‐01112/2018
  • Nível de confiança: 95%
  • Contratantes da pesquisa: TV Globo e “O Estado de S.Paulo”
  • O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos. Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Pesquisa Datafolha

Na última quarta-feira (10), três dias após as eleições, o Instituto Datafolha apresentou a primeira pesquisa deste segundo turno (veja AQUI).

Ele terminou o primeiro com soma de 49.276.990 votos (46,03%) contra 31.342.005 votos (29,28%) de Haddad.

A vantagem pró-Bolsonaro em votos ao final do primeiro turno foi de 17.934.985, ou seja, de 16,75%.

Agora, em se tratando de intenções de voto, a maioria é de 16 pontos percentuais.

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segunda-feira - 15/10/2018 - 18:38h
Operação Candeeiro

Denunciado por corrupção, Ricardo Motta poderá ser afastado

Ação Originária está pautada para julgamento no próximo dia 23, às 14h, na Primeira Turma do STF

Motta foi candidato à reeleição este ano (Foto: reprodução)

A Ação Originária (AO) sob o número 2275 vai ser apreciada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em sessão na Primeira Turma dessa corte, às 14h do próximo dia 23 (veja AQUI). A demanda trata de denúncia contra o deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa Ricardo Motta (PSB), envolvido na “Operação Candeeiro”.

A AO chegou a figurar no portal do STF como matéria “para julgamento” na sessão da terça-feira (26 de junho deste ano), mas estranhamente não foi incluída da pauta.

Está na Primeira Turma dessa corte, que é composta pelos ministros Alexandre de Moraes (presidente), Rosa Weber, Luiz Roberto Barroso, Marco Aurélio de Mello e Luiz Fux, relator do processo.

No dia 21 de agosto último, a Procuradoria Geral da República (PGR) “reiterou os termos de denúncia e requereu providências” (veja AQUI). Entre outras sanções, cobra seu afastamento do mandato por 180 dias, proibição de acesso à Assembleia Legislativa e perda de benefícios inerentes ao cargo. Motta não se reelegeu este ano.

Operação Candeeiro, denúncia, suspeição

Motta foi denunciado pelo Ministério Público do RN (MPRN) em maio do ano passado (Ex-presidente da Assembleia Legislativa é denunciado pelo MP).

Segundo os autos, entre janeiro de 2013 a dezembro de 2014, ele teria desviado, em proveito próprio e de terceiros, R$ 19.321.726,13 (dezenove milhões, trezentos e vinte e um mil, setecentos e vinte e seis reais e treze centavos) em prejuízo do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA).

A Operação Candeeiro foi deflagrada no dia 2 de setembro de 2015 (veja AQUI). O parlamentar chegou a ser afastado da AL por decisão monocrática do desembargador Glauber Rêgo, no dia 8 de junho de 2017 (veja AQUI). Entretanto, em duas sessões seguidas no Tribunal de Justiça do RN (TJRN), respectivamente nos dias 12 de julho e 19 de julho de 2017, essa Corte não teve quórum para apreciar matéria relativa ao caso. O caso subiu ao STF.

Na primeira (veja AQUI), sete desembargadores alegaram suspeição:  Expedito Ferreira, Amaury Moura, Judite Nunes, Claudio Santos, João Rebouças, Saraiva Sobrinho e Virgílio Macedo. Na segunda (veja AQUI), se juntou a eles o desembargador Dilermando Motta, totalizando oito. Em função desse impasse, o processo subiu ao STF.

Em agosto de 2017, o ministro Luiz Fux acatou o pedido do Ministério Público para que o caso passasse à alçada da corte suprema do país.

Ricardo retornou ao exercício do mandato discursando na tribuna da Assembleia Legislativa no dia 25 de outubro de 2017 (veja AQUI).

Leia também: Ricardo Motta está prestes a ir para a “Câmara de Gás” (24-06-2018).

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segunda-feira - 15/10/2018 - 13:20h
Sem reeleição

Quase 70 parlamentares perdem foro privilegiado

Garibaldi e Agripino: sem retorno (Foto: arquivo)

Do Congresso em Foco

Sem mandato, sem foro privilegiado. Essa será a situação, a partir de fevereiro de 2019, de quase 70 parlamentares que não se reelegeram e respondem hoje a algum tipo de acusação criminal no Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre os que devem perder a prerrogativa de só serem julgados pela mais alta corte do país estão o senador Romero Jucá (MDB-RR), o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), o deputado Cabo Daciolo (Patriota-RJ), ex-candidato a presidente, e o líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE).

Entre os parlamentares potiguares, o Congresso em Foco levantou os nomes do deputado federal Felipe Maia (DEM), além dos senadores Garibaldi Filho (MDB) e José Agripino (DEM).

Veja mais detalhes clicando AQUI.

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segunda-feira - 15/10/2018 - 12:40h
Tempos difíceis

Jornalista denuncia deputado por “intolerância política”

Ex-titular da Comunicação do Estado do RN, integrante da Assessoria de Comunicação da Assembleia Legislativa, mas com atuação também no rádio e televisão do Natal, a jornalista Juliana Celli faz desabafo denso em suas redes sociais.

Resume incidente em que foi vítima de intolerância política, devido sua independência como profissional, cidadã e eleitora.

Leia abaixo:

Como jornalista, talvez esse seja o texto mais difícil que já escrevi. Olhos cheios de lágrimas, coração apertado, dúvidas sobre o que pode acontecer comigo a partir de agora.

Mas muita vontade de dar a minha contribuição de viver num mundo melhor, pra mim e pra minha filha. Decidi não me calar.

Celli: incidente desagradável (Foto: arquivo)

Na última quinta-feira (11/10) eu fui vítima da intolerância política que estamos testemunhando no país e que chegou no seu mais grave momento com a chegada do segundo turno das eleições. Eu já noticiei tanto sobre esses casos que estão acontecendo.

O último, o de uma médica, no serviço público do Rio Grande do Norte, que rasgou uma receita porque ao perguntar em que candidato o paciente votaria, ele afirmou votar no candidato do PT. Fiquei indignada!

Mas, jamais pensei passar por isso. Estava enganada!

Na quinta-feira pela manhã eu estava trabalhando quando um superior fez o sinal usado pelo candidato Bolsonaro, aquele que simula duas armas. Ele me perguntou se eu estava pronta pra fazer o tal gesto.

Eu falei que não faria porque não voto nesse candidato, na verdade decidi não votar em nenhum dos dois candidatos postos por não concordar nem com um nem com o outro. Foi aí a minha surpresa, o superior, o deputado estadual Getúlio Rêgo (DEM), que até então sempre tive uma boa convivência, começou a me insultar.

Ouvi palavras como corrupta, mentirosa, e que eu deveria pedir exoneração do meu cargo (de confiança).

Ele estava completamente alterado, falando alto, gesticulando em minha direção. Por um momento, pensei em explodir, me contive. Consegui me manter firme e respeitosa, mesmo que muito constrangida, principalmente pelo fato de na hora estar conduzindo convidados para uma reunião de trabalho.

Argumentei que o voto é livre, e eu podia votar em quem quisesse ou até mesmo me omitir. Ele continuou esbravejando, na frente deles e de mais alguns servidores, que eu deveria votar em quem meu chefe mandasse.

Eu voltei a argumentar que não estávamos mais no tempo de “votos de cabrestos”, algo muito utilizado nos “currais” eleitorais e que meu chefe direto é democrático, jamais iria me obrigar a votar em quem eu não quisesse. Ele continuou sem respeitar a minha decisão.

Se alterou ainda mais, falando em tom ameaçador.

Eu decidi encerrar o assunto entrando na sala para participar da reunião que estava programada. Pedi desculpas aos convidados pelo ocorrido, mantive a calma para terminar aquela demanda, mas depois desabei.

Conversei com colegas, ouvi familiares, procurei um advogado.

Algumas pessoas disseram que seria meu fim eu expor esse assunto, outras me apoiaram, me incentivaram. Passei alguns dias analisando sozinha, pedindo a Deus uma resposta, deixando a “poeira” baixar e a emoção ser controlada para aí sim tomar uma decisão mais acertada.

Se eu, jornalista, assessora de imprensa, apresentadora de um jornal na rádio, de um programa de TV, não pode falar, quem pode?

As milhares de mulheres e homens que estão passando por isso em seus empregos em todo país ou em outros locais? Não. Eu digo não à intolerância política!!! O voto é livre!!!

Se você vota num candidato que eu tenho repulsa, eu preciso respeitar. Não deixe ninguém lhe dizer que você é menos inteligente ou menos cidadão por isso.

Se você quer votar em Haddad, vote livremente. Se você vota em Bolsonaro, vote livremente. Se quiser votar em branco, nulo, vote livremente.

Em tempos de #elenão e #elesim eu o convido a levantar uma bandeira muito mais importante, a da tolerância. Essa é a minha campanha.

#intoleranciaNao

Nota do Blog – Lamentável, moça. Lamentável, lamentável. Ó tempos, ó costumes! Tens minha solidariedade irrestrita, já manifestada particularmente.

Quanto ao deputado Getúlio Rêgo, o espaço está a disposição para o contraditório. Aguardamos.

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segunda-feira - 15/10/2018 - 12:10h
Candidatos

Tatibitates

Por François Silvestre

Os dois candidatos à presidência têm pelo menos uma coisa em comum. Ambos são tatibitates.

Não no sentido infantil, de trocar consoantes.

Mas na condição adulta, de linguagem tartamudeada.

Os dois têm carência de articulação, cada um do seu jeito, e ambos tropeçam na pronúncia e têm dificuldade de expressão.

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Categoria(s): Opinião
segunda-feira - 15/10/2018 - 11:22h
Pesquisa

Carlos tem grande crescimento e ameaça a líder Fátima

O candidato pedetista teve uma elevação de 13,93 pontos percentuais em menos de uma semana

A chapa Carlos Eduardo Alves (PDT-Kadu Ciarlini (PP) tem motivos para comemorar a divulgação da primeira pesquisa de opinião pública quanto ao segundo turno das eleições no RN. A chapa reduziu a distância para Fátima Bezerra (PT)-Antenor Roberto (PCdoB), que venceu o primeiro turno com maioria de 222.217 mil votos, ou seja, 13,72 pontos percentuais. Fátima da Coligação Do Lado Certo soma 53,62% contra 46,38% de Carlos da Coligação 100% RN, na contagem apenas dos votos válidos, o que da maioria para a petista de 7,24 pontos percentuais. Ou seja, houve redução de 6,48 pontos percentuais na dianteira que Fátima e Antenor tinham em relação a Carlos e Kadu.

Os números foram divulgados à manhã desta segunda-feira (15) pela Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN), em trabalho realizado pelo Instituto Certus (com exclusividade) para a entidade.

Ambos candidatos crescem, mas Carlos sobe bem mais

Algo importante também para melhor entendimento quanto ao desempenho dos dois candidatos, é a relação entre os votos obtidos no primeiro turno e as intenções de voto de cada um nesta primeira pesquisa. Quem mais cresceu foi Carlos Eduardo. Ele obteve 32.45% dos votos válidos nas eleições de 7 de outubro, mas agora aparece com 46,38%.

O candidato pedetista teve uma elevação de 13,93 pontos percentuais em menos de uma semana pós-eleições. Anote, que nas urnas ele perdeu para Fátima Bezerra por 13,72 pontos percentuais. Crescimento maior do que a maioria que ela impôs.

Quanto à Fátima, nas urnas do último dia 7 ela totalizou 46,17% dos votos válidos. Agora, a primeira pesquisa atesta percentual de intenções de voto para segundo turno em cima de 53,62%.

Assim, a candidata da Coligação Do Lado Certo subiu 7,45 pontos percentuais da eleição para sábado (13).

Estimulada

Na modalidade de pesquisa Estimulada, quando é apresentada a lista com os candidatos ao entrevistado, Fátima tem 44,61% e Carlos Eduardo surge com 38,58%. Nenhum chega a 9,72%, Não sabe é de 6,88% e Não respondeu apenas 0,21%.

A maioria de Fátima Bezerra é de 6,03 pontos percentuais.

Espontânea Em relação à pesquisa Espontânea, quando não é apresentado ao entrevistado qualquer nome, Fátima tem 39,22% e Carlos Eduardo totaliza 34,30%. Não sabe fica em 15, 67%, Nenhum teve 9,65% e Outro, 0,35%.

A maioria de Fátima nessa sondagem ficou em 4,82 pontos percentuais.

Rejeição

Quanto à rejeição, Fátima e Carlos têm empate técnico, mas com maior repulsa numérica afetando a candidata do PT.

Fátima Bezerra é rejeitada por 40,07%. Já 39,50% afirmam que votariam nela Com Certeza; 1,28% não responderam; 0,14% Não Sabem.

Quanto a Carlos Eduardo, 38,16% não votariam nele de jeito nenhum; 33,76% votariam Com Certeza; 26,67% Poderiam Votar nele; 0,99% não responderam e 0,43% não sabem.

Sobre a pesquisa

Essa é a primeira Pesquisa FIERN/Certus Retratos da Sociedade Potiguar sobre o 2º Turno das eleições 2018, registrada na Justiça Eleitoral sob os números BR – 00385/2018 e RN – 02146/2018.

A Certus ouviu 1.410 eleitores domiciliados em 40 municípios, com margem de erro de 3 pontos percentuais (para mais ou para menos), intervalo de confiança de 95% e realizada entre os dias 10 (quarta-feira) e 13 (sábado).

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domingo - 14/10/2018 - 23:58h

Pensando bem…

“Neutro é quem já se decidiu pelo mais forte.”

Max Weber

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domingo - 14/10/2018 - 23:30h
Às 7h30

Blog Carlos Santos no Cidade em Debate nesta segunda-feira

Às 7h30 desta segunda-feira (14) estaremos no programa “Cidade em Debate” da Rádio Difusora de Mossoró – 1.170 kHz.

A apresentação é de Carlos Cavalcante.

Política nacional e estadual à mesa.

Sucessão presidencial e sucessão estadual em pauta.

Sintonize pela Internet clicando AQUI.

Até lá.

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domingo - 14/10/2018 - 23:16h
Eleições 2018

Ibope e Certus apresentarão pesquisas nessa segunda-feira

O Ibope divulgará nesta segunda-feira (15) sua primeira pesquisa com foco na sucessão presidencial, no atual segundo turno.

O jornal O Estado de São Paulo e a Rede Globo de Televisão são os contratantes.

O resultado deverá ser apresentado à noite.

Sucessão estadual

No Rio Grande do Norte, a expectativa é pela primeira Pesquisa Fiern/Instituto Certus no segundo turno também.

Será divulgada pela Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN) nesta segunda-feira, através do seu endereço na rede social Twitter, a partir das 7 horas.

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domingo - 14/10/2018 - 21:20h
Educação

IF de Pau dos Ferros forma apicultores e muda região

Reportagem especial do Globo Rural neste domingo (14) mostra importância de escola federal no RN

Do Globo Rural

No sertão de Pau dos Ferros, no Grande do Norte, divisa com o Ceará, uma escola profissionalizante virou marco na paisagem e símbolo de esperança. Lá é ministrado o primeiro – e único – curso de apicultura de um instituto federal do país.

Curso técnico em apicultura em instituto federal em Pau dos Ferros, Rio Grande do Norte (Foto: Reprodução/TV Globo)

A estrutura é de fazer inveja a muita escola de elite mundo afora. Grande parte da eletricidade que consome é gerada lá mesmo, captando luz solar nos telhados. O Instituto Federal Rio Grande do Norte (IFRN) tem ainda ar condicionado e aparelhagem completa de data show, com telão e controle remoto para os professores, em todas as salas.

As turmas fazem Ensino Médio completo, incluindo aulas de língua estrangeira. Classes de música também estão na grade de ensino. Mas os estudantes não recebem apenas a educação padrão, aprendem junto uma profissão.

Além do curso de apicultura, eles podem escolher o curso de tecnologia de alimentos e de informática.

Dos 1 mil alunos do instituto, 250 cursam apicultura. A seleção é concorrida e, do total de vagas, 50% são reservadas para alunos de escolas públicas.

João Victor, filho de agricultores (Foto: reprodução BCS)

Segundo a diretora Antônia Francimar da Silva, de cada dez alunos, sete vêm de classes mais populares.

É o caso do João Victor Pires da Silva, filho de agricultores, que acorda às 4h30 e viaja 60 quilômetros todos os dias, de moto e ônibus, para chegar à escola.

Também é o caso de José Kelvin de Araújo Silva, filho de um conhecido tapioqueiro da região, José Zildomar Silva, chamado de Zé Tapioca.

A instituição provoca na região uma transformação parecida com a que acontece quando chove na caatinga, quando a vida explode e fica tudo verdinho. Com educação de excelência, a juventude floresce e a cidadania frutifica.

Apicultura do campo à indústria

O curso de apicultura vai na vida real das profissões, para que o aluno já possa, se for o caso, ter um ganha pão longo que conclui o Ensino Médio. Por isso, as aulas práticas são intensas.

Em um dos experimentos práticos, por exemplo, os estudantes desenvolvem estruturas que simulam ninhos para que os apicultores possam criar as abelhas solitárias, sem ferrão e que não formam enxames, que polinizam com mais eficiência algumas culturas e também têm papel importante na preservação da vegetação nativa da região. Já foram coletadas no instituto cerca de 300 dessas abelhas, de 15 espécies diferentes.

Além de técnicas de produção, propriamente, o curso oferece também uma formação mais científica sobre os chamados aspectos físico-químicos dos derivados da abelha, com muita pesquisa de laboratório. É que só uma análise técnica pode indicar a qualidade do mel.

“Por que ter aulas com todo esse conhecimento de análise? Porque enquanto técnicos eles podem prestar consultoria aos produtores, para já dividir e classificar (o mel)”, diz a química e professora do instituto Luciene de Mesquita Carvalho.

IFRN de Pau dos Ferros é um privilégio quando na verdade deveria ser um direito comum no país (Foto: reprodução BCS)

Poderão também prestar consultoria para solucionar um desafio que, na caatinga, é maior que em outras regiões do país, a falta de pasto apícola causada pelos longos períodos de estiagem.

Nas classes, os alunos aprendem a produzir o chamado “bife das colmeias”. Trata-se de uma pasta feita de albumina, uma proteína presente no ovo, da qual os insetos passam a se alimentar quando não encontram mais néctar nem pólen na vegetação ao redor.

Diferentes tipos de alimentação artificial para as abelhas vêm sendo testadas em laboratório há três anos pelo professor do instituto e biólogo Antonio Abreu.

Formação que abre mercado

A educação integrada com formação profissional atraiu novas empresas, novos negócios, novos empregos na região de Paus dos Ferros.

Em um sítio em Marcelino Vieira, os produtores vivem um momento histórico. Fazia seis anos que a caatinga, o semiárido do Alto Oeste do Rio Grande do Norte não via chuva. Com ela, a agricultura voltou e a apicultura também.

Eles acabaram de realizar a primeira safra de mel deste ano: cerca de 10 toneladas, um resultado até bom diante do baque que os enxames sofreram com a longa estiagem.

Dois fatores contribuíram para a reviravolta que estão dando, além do clima: o conhecimento prático do seu Antonio Medeiros, o pioneiro que 30 anos atrás começou a montar apiários na região e, sobretudo, a contribuição do curso do curso que o apicultor Euzir de Queiroz fez. Ele se formou na primeira turma de apicultura do IF, em 2015, e aprimorou várias técnicas para manter e fortalecer os enxames na época que não tem florada.

Produto teve crescimento este ano (Foto: reprodução BCS)

“Antes eu era criador e com o curso eu adquiri o conhecimento teórico. E hoje vejo isso como fundamental para o crescimento dos meus enxames”, avalia Euzir.

E o dinheiro do mel ficou importante na região. “Com ele é que a gente mantém a criação de gado, que compra a ração dos animais, para quem tira leite especialmente. Ele é importante demais para a gente”, diz Antonio.

Educação que amplia horizontes

Mas nem todos os alunos do instituto pretendem abraçar a profissão aprendida ali. Segundo a diretora, pela qualidade do ensino, muita gente procura o curso profissionalizante como plataforma para a universidade.

O José Kelvin, por exemplo, quer ser psicólogo. Há mais de 50 alunos que saíram do IF para fazer medicina e mais de cem fazendo engenharia.

“A qualidade do ensino que é ofertado aqui é que proporciona isso. Ele (o estudante) pode até não ser o apicultor (…) mas ele vira um engenheiro agrônomo, um engenheiro de produção, um médico, um enfermeiro, um advogado”.

Porém, boa parte da turma de apicultura sonha em trabalhar com as abelhas, como João Victor.

“Antes de entrar no curso de apicultura, eu não me via como apicultor, eu não sabia, na verdade, a definição de apicultura. Hoje eu posso afirmar que sou apaixonado pela apicultura.”

Veja a reportagem completa (em vídeo) que foi veiculada no programa Globo Rural da Rede Globo de Televisão neste domingo (14), clicando AQUI.

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domingo - 14/10/2018 - 11:34h
Genocídio

A fábrica de extermínio em massa de Adolf Hitler

Escritor mostra como a morte de milhões de judeus se tornou uma "necessidade" da máquina de guerra

Por Luís Antônio Giron (IstoÉ)

O historiador e documentarista inglês Laurence Rees, de 61 anos, se tornou especialista no Holocausto judeu porque ficou intrigado com o surgimento e o progresso do monstruoso modo de produção e destruição nazista. Por isso, sentiu necessidade de compreendê-lo para estabelecer uma interpretação racional de um dos maiores monumentos à incoerência, à violência e ao genocídio.

Sua pesquisa durou 25 anos e resultou no livro “O Holocausto — Uma Nova História”, lançamento da Editora Vestígio. Rees entrevistou centenas de sobreviventes, soldados e oficiais nazistas responsáveis pelos campos de concentração. Tratou de organizar depoimentos inéditos em uma narrativa que busca explicar o nexo entre a chamada “solução final” e a dinâmica da guerra. O resultado é uma história sistemática de um tema muito abordado, mas, até agora, superficialmente analisado.

Rees descortina o nascimento do monstro e o descreve do seguinte modo: no final de 1941, o exército alemão dava aos primeiros sinais de que começava a perder a Segunda Guerra Mundial para os Aliados. Era preciso incentivar a produção das indústrias do Terceiro Reich com um aporte numeroso de mão de obra produtiva — e eliminar aqueles que atrasavam o avanço econômico, como os deficientes físicos e mentais, além da população de judeus. O chanceler alemão Adolf Hitler acreditava que o afluxo de migrantes judeus inviabilizaria o estoque de alimentos e resultaria em fome para toda a população.

Três anos antes, na Conferência de Evian, convocada pelo presidente americano Franklin Delano Roosevelt, que reuniu representantes de 32 países no balneário francês, Hitler havia proposto que todos os países acolhessem os judeus radicados na Alemanha. Ele os culpava por terem desencadeado a Primeira Guerra Mundial.

O Führer (em alemão, “condutor”, “guia”, “líder”) se dispusera a expulsar os judeus aos países que simpatizassem com eles, “até em navios de luxo”, como declarou. Mas ninguém aceitou recebê-los, fato que Rees identifica como um dos dois fatores causadores do Holocausto, como ficou conhecido o extermínio judeu, além do de outras populações, como poloneses, ciganos e minorias, como os homossexuais.

O segundo fator foi a crescente escassez de recursos da Alemanha. Isso acelerou a construção da indústria da morte nazista.

Adolf Hitler em rara aparição no fim da guerra: atribuiu a derrota aos judeus (Crédito:Walter Frentz)

“Evian foi um momento crucial do Holocausto”, diz Rees em entrevista.

“Por que os Aliados não tomaram providências? Ainda que o restante dos países tenha se manifestado de forma simpática, agiram muito pouco. Mesmo assim, ainda era cedo para imaginar os horrores que se seguiriam.”

Van de gás

Com o recrudescimento da guerra, os nazistas se sentiram obrigados a pôr em prática o extermínio. A solução foi encontrada por Hans Frank, chefe do Governo Geral. “Os judeus devem desaparecer”, disse. “São tremendamente prejudiciais a nós devido à quantidade de comida que devoram.” Para conter a escalada que colocava em risco a vida dos “arianos”, Frank criou o primeiro dispositivo para matar judeus: a van de gás. O veículo passou a transportar deficientes físicos e mentais, crianças e mulheres.

Enquanto a viagem ocorria, gás carbônico era despejado no compartimento traseiro, matando os passageiros, que eram enterrados no caminho. Morreram centenas, mas as vans chamavam atenção e não davam conta da demanda.

Para resolver o problema, os nazistas inauguraram uma câmara de gás fixa em Chelmno, na Polônia. Foi o primeiro dos 48 campos de concentração que se espalhariam pelo Reich e assassinariam 6 milhões de judeus e outras etnias até o fim da guerra, em 1945. Um milagre econômico.

O Campo de Concentração de Auschwitz exibia o lema que define uma certa ética: “O trabalho liberta” (Arbeit macht Frei). Leia-se: “O trabalho extermina”.

Tais operações, segundo Rees, não foram planejadas no início da guerra, mas resultaram de ações graduais.

“É preciso entender o genocídio no contexto da guerra e não de um projeto racional”, diz.

“Ele cresceu à medida que os nazistas eram derrotados, os recursos se tornavam escassos e era preciso usar prisioneiros para garantir a estrutura do país.” À medida que eram encurralados, eliminavam-se os “imprestáveis”. Ao mesmo tempo, negociavam prisioneiros para servir às indústrias nas franjas do regime para gerar lucros.

Visão inédita

Os historiadores tentaram explicar como uma nação civilizada perpetrou a barbárie total.

Duas teorias vigoraram nos últimos 70 anos: a intencionalista, segundo a qual a matança partiu de Hitler, e a funcionalista, que afirma haver na origem das execuções uma combinação entre o poder de Hitler e forças externas.

Rees contesta ambas. Segundo sua visão inédita, o extermínio não resultou de um ato apoteótico e nem de um método sistemático.

“A jornada rumo ao Holocausto foi gradual e cheia de idas e vindas, até encontrar sua expressão final nas fábricas de morte nazistas.”

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domingo - 14/10/2018 - 09:42h

O “esperto” na politiquinha

Por Honório de Medeiros

Meu amigo Fulano me disse que tinha se aposentado da política. “Como assim?”, perguntei-lhe. “Quer dizer que não vai mais exercer qualquer cargo público?” “E se seu candidato voltar ao Governo?” Meu amigo, que foi do segundo ou terceiro escalão do governo de um dos estados vizinhos (claro!) abriu um sorriso matreiro e respondeu condescendente: “eu não quero mais cargo nenhum, mas vou ajudar meus amigos porque você sabe como é, tenho filhos para criar, e no nosso mundinho só vai p’ra frente quem se dá bem com os ômi”.

Meu amigo Fulano é um homem esperto, dentro daquela categoria que o finado ex-padre Zé Luiz genialmente criou lá pelo começo dos anos 80 (Leia: A quem interessar possa). Dizia Zé Luiz, e ele nunca aceitou essa história de ex-padre – “uma vez padre, sempre padre” – que há dois tipos de homens, que merecem atenção: os inteligentes e os espertos. E para ilustrar sua tese elencou, em sua coluna dominical no Poti, de um lado os espertos, do outro, os inteligentes. Não é preciso dizer o rebuliço que essa crônica causou na província.

Pois bem, meu amigo Fulano é um homem esperto. Não tem o vôo dos condores, quando muito dos galináceos, mas sabe evitar uma panela e enxerga bem além dos seus passos curtos. Em certo sentido, jamais admitido nem por ele, nem por quem lhe fornece o meio para sobreviver, é alguém que vive de expedientes: ajeita aqui, ajeita acolá, facilita p’ra um, dificulta p’ra outro, se torna da cozinha do poderoso, na qual chega na hora do café-da-manhã trazendo as últimas novidades e os próximos pedidos.

Duvido que na atual estrutura de Poder na qual vivemos a política nossa de cada dia, em tudo e por tudo idêntica a dos nossos ancestrais, se diferenciando apenas quanto à aparelhagem tecnológica utilizada – antes era a cavalo que a informação seguia, hoje é via Email – o coronel com saias ou sem elas possa viver sem esse tipo de agregado.

Ele é imprescindível para as pequenas coisas: pequenos delitos – é incapaz de pensar os grandes; aliás, é incapaz de pensar, quando muito reage: seu destino é pequenas confidências, pequenos favores, pequenas difamações e/ou injúrias, algumas torpezas, cumplicidade nos vícios, solidariedade nos acidentes de percurso, desde que não afetem sua sobrevivência…

É capaz de grandes bajulações, aceita ser o bobo-da-corte do seu senhor feudal – se considera até honrado em ser alvo de brincadeiras nas quais sua intimidade é exposta publicamente -, quando não, é capaz de desforço físico na defesa da bandeira que empunhou o que o tornará, sem sobra de dúvidas, alvo de muitas e variadas homenagens prestadas nas hostes do “exército” ao qual pertence. Não por outra razão meu amigo Fulano está fadado a morrer feliz posto que realizado na medida em que encaminhar, através de sua rede de amigos granjeados a partir da troca de favores recíprocos, e da benção do chefe político, os seus rebentos.

Não lhe digam que hoje só é possível entrar na administração pública através de concurso. Há sempre um caminho para encontrar uma torneira aberta: cargo em comissão, gratificação, empresa de construção de fundo-de-quintal, licitações manipuladas, consultorias e assessorias.

“E os concursos públicos, esses, há, nem lhe conto” me disse ele.

Meu amigo Fulano somente precisa tomar cuidado para não cometer algum erro. Aliás, ele precisa ter muito cuidado para não ser usado como boi-de-piranha: quando ele acerta, o mérito é do chefe; quando o chefe erra, a culpa é dele.

E precisa ter cuidado, muito cuidado, mas muito cuidado com a ingratidão e o tal de laço-de-sangue. Porque não é possível ter dúvida: entre ele, o fiel correligionário, e o parente, este sempre vence. É o instinto!

Honório de Medeiros é escritor, professor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Estado do RN

* Texto originalmente publicado no dia 21 de agosto de 2011, portanto há mais de sete anos. Atendemos a pedidos de webleitores.

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domingo - 14/10/2018 - 08:08h

Nossa Constituição balzaquiana

Por Odemirton Filho

A Constituição Federal de 1988 chegou aos trinta anos. Em 05 de outubro daquele ano foi inaugurada uma nova fase na vida política e jurídica do Brasil.

Uma Constituição é a base fundamental de um Estado. É ela que dá suporte aos direitos e garantias fundamentais, organiza a estrutura político-administrativa, os Poderes do Estado e as principais normas que disciplinam a vida da sociedade.

Como Lei Maior, confere validade a todo ordenamento jurídico, não podendo as normas infraconstitucionais ir de encontro ao que preceitua.

Elaborada por um Poder Constituinte originário alicerça as bases do novo Estado que se estar a construir. Terá início, não se sabe quando será o seu fim. Sua extinção dependerá das circunstâncias políticas que lhe dão sustentação.

Como norma que é deverá se amoldar as variantes fáticas que a coletividade exige, pois, como sabido, os valores de uma sociedade mudam com o passar do tempo.

Diz o ministro Barroso que os vivos não podem ser governados pelos mortos. A Constituição, destarte, não pode estar em descompasso com a vida.

Entrementes, nos últimos trinta anos a nossa Carta Maior não tem sido somente reformada para acompanhar, pari passu, o ritmo da sociedade. Tem, ao contrário, sofrido profundas mutilações no seu texto.

Nesse sentido, assevera o jurista Lenio Streck: “trinta anos se passaram. O texto já não é o texto. Foi jurisprudencializado em demasia (assim como o restante do Direito), por vezes substituído pela voz das ruas ou por superinterpretações. Ou simplesmente por juízos morais”.

Há, sem dúvida, um ativismo judicial em voga. O Judiciário, com o objetivo de concretizar os direitos e valores encartados na Constituição, por vezes, extravasa a exegese, criando norma, papel este que é conferido ao Poder Legislativo, legítimo condutor dos anseios populares que representa. Ou, pelo menos, deveria representar.

Diante de tais interpretações o cidadão, que precisa de segurança jurídica, fica atônito, ante as decisões conflitantes, ficando ao sabor de entendimentos diversos, não da norma jurídica que foi engendrada para trazer estabilidade a um Estado Democrático de Direito.

A rigor, manter os postulados da Constituição Federal é fundamental para a estabilidade político-jurídico do país.

Estamos, é certo, vivendo momentos de incertezas, seja político ou jurídico. As eleições gerais que ocorreram no último dia 07 foi mais um teste para colocar à prova a longevidade da Constituição.

Em entrevista após a realização do primeiro turno, os presidenciáveis Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) afirmaram que irão se submeter à Constituição Federal o que, sem dúvida, é um alento para a nossa democracia. Só o tempo dirá se irão cumprir a promessa.

Aos trinta anos a Constituição da República Federativa do Brasil já pode se considerar adulta, ou madura, parafraseando Honoré de Balzac em sua obra, A Mulher de Trinta Anos. Assim, a experiência constitucional que adquirimos ao longo desse tempo deve ser preservada e respeitada.

O Supremo Tribunal Federal (STF) é o guardião da Constituição. Ele, mais do que qualquer outro, deve respeitá-la e fazer valer o seu comando normativo. Perder-se na vaidade de seus membros ou ceder aos encantos do poder é perigoso.

O respeito à Constituição Federal é basilar para se manter a nossa democracia. Ofendê-la é desestabilizar o nosso incipiente regime democrático.

Por fim, sempre é bom lembrar as palavras de Ulysses Guimarães:

“A persistência da Constituição é a sobrevivência da democracia. Quando, após tantos anos de lutas e sacrifícios, promulgamos o estatuto do homem, da liberdade e da democracia, bradamos por imposição de sua honra: temos ódio à ditadura. Ódio e nojo”

Odemirton Filho é professor e oficial de Justiça

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domingo - 14/10/2018 - 05:10h

Oito estados do Nordeste lideram “extrema pobreza” do país

Por Josivan Barbosa

A extrema pobreza cresceu em todo o país durante a crise, de 2014 a 2017, mas foi na região historicamente mais carente, o Nordeste, em que essa piora se deu de forma mais intensa. Estados como Bahia, Piauí e Sergipe viram dobrar ou quase dobrar o número de famílias vivendo na miséria.

Nove Estados atingiram um nível recorde no ano passado. Na média nacional, a pobreza extrema avançou de 3,2% em 2014 para 4,8% em 2017, maior patamar em pelo menos sete anos. Dos dez Estados com maior proporção de famílias vivendo em situação de miséria no país, oito ficam no Nordeste.

O Maranhão segue liderando o ranking de extrema pobreza do país. Mais abaixo aparecem Acre, Bahia, Piauí, Alagoas, Sergipe, Amazonas, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Na contramão, a Paraíba registra diminuição.

São consideradas em situação de extrema pobreza as famílias com renda domiciliar per capita abaixo de R$ 85 no ano passado.

Inflação

O próximo governo terá que se posicionar acerca do que fazer com a continuidade do regime de inflação. Mantida a regra, ele terá que definir em 2019 a meta de 2022 e assim sucessivamente, até definir a meta de 2025 no seu último ano de gestão, em 2022.

Quando o atual regime de inflação se iniciou, o país tentou ter um sistema que convergisse para metas muito baixas, que esbarrou nas dificuldades vivenciadas pela economia brasileira a partir de 2001. Depois de alguns anos tumultuados, a partir de 2005 e por um período de 14 anos, vigorou uma meta de 4,5%.

Ano passado, o governo anunciou duas novidades. A primeira foi a redução da meta, pela primeira vez desde meados da década passada. E a segunda foi a mudança da periodicidade, uma vez que ao invés de em junho ser definida a meta dois anos à frente, estendeu-se o período de alcance da meta e ela foi fixada também para 2020, quando será de 4%, tendo sido a meta de 2019 definida em 4,25%. Em junho do corrente ano, o Governo apontou a meta de 2021, que, conservando a tendência, foi definida em 3,75%, com nova queda de 25 pontos.

Campos Maduros

A ANP publicou resolução que reduz em até 5% a cobrança de royalties sobre a produção incremental em campos maduros. Isso deve atrair interessados nesses campos, já que se disciplina sobre o que deve ser feito para obter tais incentivos para elevar a vida útil dos campos, mas por outro lado reduz a arrecadação de royalties para os governos municipal, estaduais e federal.

Os campos maduros são os que têm mais de 25 anos ou os que já atingiram 70% da estimativa de produção. Nessa concepção há 241 campos (53% do total do país), dos quais 54% estão concentrados na Bacia de Campos, cuja produção começou nos anos 70. A Bacia RN-CE tem também um número considerável de poços maduros e há uma expectativa de que a exploração pelo setor privado se converta em incremento de royalties.

Fruticultura

Os exportadores de frutas do Brasil veem boa chance de ganhos se houver uma negociação com os Estados Unidos sobre reciprocidade tarifária, como o presidente Donald Trump ameaça fazer com vários parceiros. De acordo com Luiz Roberto Barcelos (Sócio-proprietário do grupo Agrícola Famosa, presidente do COEX e presidente da Associação Brasileira de Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) será uma boa oportunidade porque há anos se tenta melhor acesso aos EUA, mas sem sucesso.

Trump tem feito ameaças persistentes de impor taxas de reciprocidade sobre vários parceiros com o objetivo de ter as mesmas tarifas de importação que esses parceiros aplicam contra os EUA, sem levar em conta que as alíquotas existentes são resultado de demoradas barganhas.

Exportação de frutas

O Brasil é o terceiro produtor mundial de frutas, atrás de China e Índia. Mas só exporta 2,5% do que produz, e sua fatia nas vendas globais é de 3%. Para 2018, a expectativa é que as exportações brasileiras cresçam cerca de 12% e alcancem quase US$ 1 bilhão. Com a recessão no país até recentemente, a demanda interna caiu e a saída foi lutar mais no exterior.

Cimento

No início do ano, o setor cimenteiro projetou, conforme desempenho verificado a partir de dezembro de 2017, que as vendas de cimento poderiam crescer de 1% a 1,5% neste ano, comparado com o desempenho de 2017, que foi de 53,3 milhões de toneladas. Mas, o que se verá é um decréscimo da ordem de 2% ante o desempenho de 2017. E a capacidade ociosa do parque fabril cimenteiro deverá terminar o ano em 48% – o parque cimenteiro tem condições de fabricar 100 milhões de toneladas ao ano. Em quatro anos, a retração acumulada nas vendas das cimenteiras chega a 26%

Estimava-se vender 54 milhões de toneladas em 2018. Agora, nos cálculos do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), com números revisados, após os dados de setembro, estima-se vendas de 52,1 milhões de toneladas.

Anos dourados

Os anos dourados da indústria cimenteira – de 2005 a 2014 – ficaram apenas na lembrança das fabricantes locais. No período, o consumo no país mais que dobrou, para 72 milhões de toneladas. Hoje, de 100 fábricas instaladas, cerca de 20 estão com atividades paralisadas e das 80 que operam muitas estão com um ou até dois fornos desativados.

Os números compravam essa realidade. O SNIC divulgou que as vendas internas caíram 2,2% na soma de janeiro a setembro, na mesma base de comparação, para 39,52 milhões de toneladas. Em setembro, frente ao mesmo mês de 2017, o recuo foi de 5,6%, em 4,6 milhões de toneladas. Em 12 meses, de outubro do ano passado a setembro, as vendas caíram 2,9%, ficando em 52,4 milhões de toneladas.

O aumento do custo do frete é um item crucial no negócio do cimento e do coque. Gastos com transporte de cimento correspondiam a 28% da receita líquida das empresas. Com o reajuste de 114%, essa fatia elevou-se para cerca de 50%. É um grande baque na conta das empresas. O coque, que representa 35% do custo de fabricação do cimento e é trazido dos EUA, subiu quase 200% em dois anos e meio.

Biometria

A identificação biométrica não funcionou para 10% dos mais de 87 milhões de eleitores habilitados a usar tecnologia na eleição de domingo. O percentual, que é superior aos 8,5% do pleito de 2014 – quando 21,6 milhões de eleitores tinham digitais cadastradas – foi considerado aceitável pelo tribunal. O plano do TSE é ter um índice de reconhecimento superior a 90%.

Explicação

Três fatores podem ter feito o percentual ficar em 10% no primeiro turno do pleito deste ano. O primeiro está relacionado à coleta inicial das digitais. Se o processo não foi bem feito, a verificação na sessão de votação pode dar problemas. O segundo é o possível desgaste da digital entre a coleta e o dia da votação por conta de fatores como o tempo seco ou sujeira. A terceira hipótese é uma falha no acompanhamento por parte do mesário.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 13/10/2018 - 23:59h

Pensando bem…

“As más companhias são como um mercado de peixe; acabamos por nos acostumar ao mau cheiro.”

Provérbio Chinês

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sábado - 13/10/2018 - 15:08h
Hoje

PDT anuncia apoio de seis prefeitos para Carlos Eduardo

Evento reuniu políticos na sede do PDT (Foto: cedida)

A campanha do candidato ao Governo do Rio Grande do Norte e ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo, recebeu na manhã deste sábado (13), na sede do diretório estadual do Partido Democrático Trabalhista – PDT, o apoio de seis prefeitos.

A maioria é do PSD, partido do governador Robinson Faria, que tentou a reeleição no primeiro turno e não obteve êxito.

Foram apresentados pelo deputado estadual reeleito Tomba Farias (PSD). No primeiro turno, o parlamentar já acompanhara Carlos.

Confirmaram apoio a Carlos Eduardo os chefes do Executivo dos Municípios de Maxaranguape (Luiz Eduardo – PSD), Japi (Jodoval Pontes – MDB), São Tomé (Anteomar Pereira “Baba” – PSD), Vera Cruz (Marcos Cabral – PSB), Passa e Fica (Léo Lisboa – PSD) e Bodó (Marcelo Porto – PSD).

Avern

O presidente da Associação dos Vereadores do Rio Grande do Norte (AVERN), Bruno Melo (PSDB/Severiano Melo), é outro nome que apresentou apoio a Carlos Eduardo Alves. Ele e seu partido estavam na Coligação Trabalho e Superação de Robinson Faria.

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sábado - 13/10/2018 - 14:44h
Segundo turno

Após apoiar Robinson, PSB desembarca na aliança de Fátima

Apoiadores e candidatos posaram para fotografia hoje em Natal (Foto: cedida)

O PSB do Rio Grande do Norte anunciou, na manhã deste sábado (13), apoio à candidatura ao Governo do Estado da senadora Fátima Bezerra (PT), da Coligação Do Lado Certo. No primeiro turno, o PSB estava na Coligação Trabalho e Superação, que tinha o governador Robinson Faria (PSD) como nome à reeleição.

O anúncio foi feito na sede do Diretório Estadual do partido, em Natal, pelo seu presidente, o deputado federal Rafael Motta, e contou com representações de 70 municípios.

Fátima, seu vice Antenor Roberto (PCdoB) e outros representantes da coligação foram recebidos pelo PSB potiguar.

“Apesar de existir um entendimento nacional entre os partidos, essa é uma escolha com motivações locais. Conheço Fátima e nós defendemos muitas bandeiras juntos, em Brasília”, disse Rafael.

O deputado federal reeleito salientou que as representações dos 70 municípios que foram pessoalmente ao partido manifestaram interesse no apoio à Fátima Bezerra.

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sábado - 13/10/2018 - 14:04h
Segundo turno

Campanha de Carlos Eduardo tem novo coordenador

Genildo: de Rogério a Carlos (Foto: Web)

Do Blog da Chris

O advogado Genildo Pereira assumiu a coordenação da campanha ao Governo do RN de Carlos Eduardo Alves (PDT), da Coligação 100% RN.

Desde quinta-feira (11), todas as demandas referentes aos municípios nesse segundo turno ficaram sob a responsabilidade de Genildo.

Genildo já foi presidente da Datanorte e atualmente é assessor do deputado federal Rogério Marinho (PSDB).

Excelente escolha.

Genildo é competente, polido, de fino trato e sabe do métier.

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