“O brinquedo mais simples, aquele que qualquer menino é capaz de fazer funcionar chama-se avô”.
Sam Stevenson
Jornalismo com Opinião
“O brinquedo mais simples, aquele que qualquer menino é capaz de fazer funcionar chama-se avô”.
Sam Stevenson
Para tentar evitar mais vexames, tragédias e propaganda negativa no pior “Mossoró Cidade Junina” (MCJ) de todos os tempos, a gestão Rosalba Ciarlini (PP) disparou uma operação emergencial.
É tudo ou nada!
Desde o final de semana e ainda madrugada de hoje (domingo, 18), que passou a utilizar meios próprios e de terceiros (não licitados) para cobrir deficiências insanáveis de empresas que venceram concorrência e não param de descumprir compromissos.
O socorro é compreensível, mas está longe de ser legal e moralmente aceito.
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A vitória do América diante do lanterna Sergipe parecia que se tornaria fácil após o alvirrubro abrir 2 a 0 no primeiro tempo. Porém os sergipanos empataram a partida no segundo tempo, mas os natalenses conseguiram o terceiro gol e selaram a classificação para a segunda fase da Série D do Campeonato Brasileiro.
A partida foi disputada na Arena das Dunas e válida pela quinta rodada do grupo A09 da quarta divisão nacional.
Os gols do Mecão foram marcados por Tadeu, logo aos quatro minutos, e Cascata, aos 46 minutos do primeiro tempo, e Danilo, aos 36 minutos da etapa final. Os gols do alvirrubro sergipano foram assinalados por Alexandre e Netinho, aos 8 e 21 do segundo tempo, respectivamente.
Potiguar volta a perder
As remotas chances do Potiguar de classificação para a segunda fase da Série D do Campeonato Brasileiro se encerraram na noite deste domingo, 18. O alvirrubro mossoroense foi derrotado pelo Guarany de Sobral, por 2 a 1, e está eliminado da edição 2017 da quarta divisão nacional.
A partida foi realizada no estádio Edgarzão, em Assu, e válida pela quinta rodada do grupo A05.
Os gols da vitória do Guarasol foram marcados no segundo tempo. O primeiro saiu aos 16 minutos através de Elanardo. Oito minutos depois veio o segundo tento dos cearenses. Monga, aos 24 minutos. Ao apagar das luzes, Capacete descontou para o Potiguar dando números finais ao confronto.
O resultado selou a eliminação do time mossoroense na competição com 2 pontos. Saiba mais detalhes AQUI.
Globo vence fora
Uma vitória fora de casa, hoje, deu ao Globo de Ceará-mirim a segunda posição em seu grupo, o A6, na Série D do Brasileirão. Jogou em Juazeiro do Norte (CE) e venceu o Guarani por 2 a 0 com gols de João Victor e Gláucio e agora.
O time potiguar atingiu 9 pontos.
No domingo que vem o Globo pega o Parnahyba no Barrettão.
No outro jogo do grupo, o Parnahyba venceu o América de Pernambuco por 2 a 0 e lidera o A6 com os mesmos 9 pontos.
América de Pernambuco e Guarani tem seis pontos cada.
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Por Adonias Vidal de Medeiros Júnior
É um erro muito grave atribuir à Rede de Ensino Superior do Estado às razões das dificuldades pela qual atravessa o RN. Os problemas nacionais, regionais e estadual, são outros. Podemos até abrir uma frente de discussão sobre isso em outra ocasião.
A Universidade do Estado do RN (UERN) é um patrimônio educacional e de desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Norte e gera retornos econômicos e sociais superavitários em relação à aplicação de recursos em sua manutenção e funcionamento. De maneira que deveria ser elevada e valorizada para expandir muito mais os seus benefícios socioeconômicos por todas as regiões do RN.
A Uern pertence ao Sistema Educacional do Estado, isso significa dizer que há 30 anos o Estado reconheceu à necessidade de ampliar sua política educacional, dando continuidade à formação da população mais carente de todas as regiões do RN, inserindo-a diretamente no ensino superior, justamente por entender o fato que a transformação socioeconômica dos municípios ocorre por meio da elevada qualificação do seu capital humano.
Retornos superavitários
Os salários médios para quem tem ensino superior completo no RN são 3 (três) vezes maior do que os salários médios de quem tem apenas o ensino médio completo (RAIS, RN, mapa do ensino superior no Brasil, 2016). Isto representa uma elevadíssima taxa de retorno do investimento em educação superior no Estado do RN, a qual multiplicada por dezenas de milhares de profissionais atuantes nos setores público e privado em todo o Estado oriundos da Uern, gera um movimento circular de renda de bilhões de reais por ano contabilizados pelo PIB do RN.
Atualmente o custo corrente médio por aluno da Uern é de R$ 911,15 por mês, para formar profissionais de todas as áreas do conhecimento que depois de formados alcançam salários mensais médios de R$ 4.560,29 (RAIS, RN, mapa do ensino superior no Brasil, 2016), portanto, uma relação estimada de benefício nominal de cerca de 400%, pelo investimento realizado, com a grande relevância social de quem estar sendo atendido são justamente as pessoas que mais necessitam (alunos da rede pública estadual e de baixa renda) e dos municípios/microrregiões/territórios mais carentes de desenvolvimento.
Esta eficiência de gestão é ao mesmo tempo efetiva por promover a mobilidade de renda das famílias mais pobres do Estado.
Nossos índices de empregabilidade/empreendedorismo imediata após a formação é de 79%. Considerando salários médios dessa magnitude, apenas os recolhimentos tributários tradicionais sobre a folha de pagamento do setor público e do setor privado, que retornam diretamente para os cofres públicos, já ultrapassam os R$ 1.000,00, ou seja, já são mais do que suficientes para custear o investimento inicial da formação superior da Uern.
Como sabemos, o salário líquido será do mesmo modo aplicado nas necessidades básicas do cidadão que fará movimentar o comércio, a agricultura, os serviços e por consequência toda a economia que é a fonte geradora de cerca da metade das receitas do Estado do Rio Grande do Norte (icms, ipva, ir, taxas diversas).
Traduzindo em miúdos, e observando apenas os números “frios/duros” estamos falando de uma área da administração pública estadual que promove serviços educacionais a sociedade e em decorrência disso gera retornos econômicos, sociais e tributários aos cofres públicos do Estado do RN, muito superiores aos valores investidos inicialmente, ou seja, além desses retornos serem superiores as suas despesas, contribui para financiar outras áreas de atuação do Estado.
Além do alcance de visões limitadas
Ainda sobre os retornos econômicos e sociais há muito que acrescentar e creio que possa ser objeto de outra matéria, uma vez que a Uern desenvolve mais de 620 projetos/programas/ações de pesquisa, ensino e extensão universitárias em todas as áreas (ciências da saúde, ciências exatas e naturais, ciências humanas e sociais) e contando com parceria de prefeituras (secretarias municipais), governo do estado (secretarias e órgãos do estado), empresas, instituições de ensino superior, poder legislativo, ministério público, poder judiciário, ministérios do governo federal, associações, conselhos de classes entre outros.
O próprio desenvolvimento da educação básica do Estado, do mesmo modo, está diretamente ligado à Uern, que possui em seus pilares a formação e qualificação de professores para a rede básica de ensino estadual e municipais, chegando nos municípios do interior sendo responsável pela formação de cerca de 90% a 100% dos profissionais da educação que atuam nas escolas dessas redes de ensino. Inclusive oportunizando qualificações para professores e servidores das redes de educação pública do estado e dos municípios em níveis de mestrado e doutorado no interior do RN.
Pode-se ainda dissertar e mensurar a contribuição da Uern quanto à: relação inversa e bastante alta entre ensino superior e criminalidade; relação direta entre nível educacional e a participação democrática, assim como a contribuição do background familiar advindo do ensino superior.
O caminho a seguir
O RN não pode mais perder tempo e continuar ficando pra trás dos demais estados do NE. Precisamos urgentemente dar mais celeridade e ampliar o processo formativo em nível superior dos nossos jovens e adultos em todo o Estado.
Os resultados econômicos e sociais da Uern estão aí para quem quiser ver ou auditar. A sua autonomia financeira representa apenas que o seu orçamento anualmente aprovado, terá mais segurança quanto a sua execução, promovendo muito mais benefícios socioeconômicos ao RN.
Definitivamente, não podemos penalizar áreas de gestão que mais geram resultados em detrimento de áreas que não o faz, é um péssimo exemplo além de ser completamente equivocado.
As modernas técnicas de gestão da coisa pública determinam o contrário, deve-se elevar e valorizar com mais incentivos os bons resultados de gestão, para servir de catalisador de boas gestões das demais áreas criando um ciclo positivo e nivelando por cima as instituições/órgãos dos governos.
Adonias Vidal de Medeiros Júnior é professor da Uern
A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou seguimento (julgou inviável) ao Recurso Ordinário em Habeas Corpus (RHC) 136169, interposto pelo ex-prefeito de Macau (RN) Kerginaldo Pinto do Nascimento contra decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que o manteve preso preventivamente.
Para a ministra, os autos apresentam elementos suficientes para manutenção da prisão cautelar em razão da conveniência da instrução criminal, conforme artigo 312, do Código de Processo Penal (CPP).
O ex-prefeito é acusado pela suposta prática dos crimes de peculato, falsificação de documento público, falsidade ideológica, uso de documento falso, coação de testemunhas e falso testemunho. Conforme o processo, a investigação criminal teve origem no contrato de prestação de serviços para coleta de lixo naquele município, celebrado na gestão anterior.
Maresias
Contra o decreto de prisão preventiva, a defesa interpôs agravo regimental perante o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJ-RN) que negou provimento ao recurso.
Em seguida, a questão foi submetida, mediante habeas corpus, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), o qual manteve a prisão preventiva do ex-prefeito, sob o fundamento de que, mesmo afastado do cargo, o prefeito fez uso de seu poder político para interferir nos meios de prova, praticar novos delitos e conturbar a ordem pública.
A prisão dele veio como desdobramento da “Operação Maresia” (veja AQUI), que identificou uma série de atos de corrupção na Prefeitura do Macau.
Veja mais detalhes clicando AQUI.
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Por Carlos Duarte
O Mossoró Cidade Junina (MCJ), deste ano, continua se arrastando com inúmeros problemas, inclusive, alguns considerados graves. No decorrer do tempo, o evento – que teve uma ótima concepção de ideia inicial – vem regredindo. Esta 2017 já é considerada a pior de todas.
Mas, nada disso está acontecendo em vão. Os erros, que se repetem, a cada ano, não são corrigidos e tudo é feito com um amadorismo impressionante, sem qualquer planejamento, tendo como objetivo principal, apenas, o marketing político e pessoal dos governantes.

Essa imagem foi da realidade do projeto "Cidadela" em sua estreia no final de semana (Foto: redes sociais)
Os cantores de bandas já sabem: têm que berrar o nome do prefeito (a) da ocasião, para justificarem cachê. Essa é a prioridade.
Um evento dessa magnitude, que precisa ser projetado e planejado com, pelo menos, um ano de antecedência, fica limitado às improvisações de ultima hora. A licitação sempre acontece a poucos dias do início do evento e o edital é a cópia do ano anterior, sem correções, até mesmo, ortográficas.
Na prática, a Lei das Licitações (8.666) não é observada, principalmente em seu artigo 3º que diz: “A licitação destina-se a garantir o principio constitucional da isonomia e a selecionar a proposta mais vantajosa para Administração, observando-se os princípios básicos…”.
A proposta mais vantajosa não significa que seja, apenas, a proposta mais barata. A falta de critérios rígidos na escolha das empresas ganhadoras do certame atrai empresas desqualificadas, mal intencionadas, sem quaisquer projetos executivos e, até mesmo, empresas de laranjas – desclassificadas por falta de condições de execução dos serviços em outras licitações de cidades em estados vizinhos.
Na grande maioria dos polos do evento, a estrutura montada não corresponde ao Termo de Referencia licitado, o que acaba resultando num flagrante crime à Lei das Licitações. Ou seja, há uma grande diferença entre a estrutura que está montada, bem como o serviço prestado, e o que determina o contrato licitado.
Na decoração, na “Cidadela” e em diversos polos são feitos aproveitamentos de materiais sucateados de anos anteriores, o que resulta no acabamento precário e no impacto visual de aspecto favelado do evento, com prejuízo de reputação da imagem.
Por fim, o MCJ acaba saindo muito caro, desorganizado, perigoso, empobrecido, suscetível a ilícitos, trazendo transtornos sérios para a população, vizinhança, prejuízos para o contribuinte, desrespeito ao patrocinador e aos turistas. O deste ano chega a ser criminoso e por pouco não causou mortes (veja AQUI).

"Cidadela" de 2015, visto como desorganizado, acabou sendo superado por este ano de 2017 (Foto: Blog Pádua Campos)
Que esses problemas sirvam para acordar os gestores do evento e alertar as autoridades constituídas para elaborarem um projeto sério, que torne o evento verdadeiramente viável e sem as costumeiras soluções paliativas.
A culpa é dos gestores e não adianta ficar culpando terceirizados, vencedores de licitação, ex-prefeitos etc. O povo consciente, sabe disso. Os órgãos fiscalizadores, omissos, também o sabem. Vamos ver quem vai agir primeiro dessa feita.
SECOS & MOLHADOS
Regulamentação – Para atrair recursos significativos de patrocinadores para o MCJ e/ou para quaisquer outros eventos é necessários que a Câmara Municipal de Mossoró (CMM) aprove a Lei do Patrocinador – que regulamenta a exposição de marcas e o adequado uso e ocupação de solo nas áreas de âmbitos dos eventos. Essa é mais uma proposição que fazemos, utilizando esse espaço do Blog Carlos Santos, provando que seu editor e essa página são colaboradores permanentes com ideias, debates sérios e críticas, objetivando a boa condução dos serviços públicos.
Explicação – A empresa D K Monteiro Coelho Produções e Eventos-Eireli, uma das ganhadoras da licitação do MCJ 2017, encarregada da montagem de parte da estrutura na Estação das Artes, bem que poderia esclarecer o que de fato provocou a queda do pórtico principal e o desabamento de parte do camarote institucional, na última. Com a palavra, a senhora Dany Monteiro – proprietária da empresa contratada. Não foi por falta de alerta desta coluna e Blog (veja AQUI).
Descaso – O que já é um caos poderá ficar ainda pior: em seis meses deste ano, pelo menos, 200 soldados da Polícia Militar pediram para entrar na reserva, com medo de perderem os direitos com a possível aprovação da reforma da Previdência Social. Além do baixo efetivo, a PM do Rio Grande do Norte acumula várias dívidas, entre elas, está o débito com o fornecedor de munições, que gira em torno de R$ 700 mil. Isso, sem contar com as dívidas de mão de obra de serviços de manutenção e de peças de reposição de viaturas. Fruto do descaso e da mediocridade do governo Robinson Faria.
Meio-ambiente – Preocupado com a gestão dos resíduos sólidos, em Mossoró, o articulista Gutemberg Dias (veja AQUI) chama a atenção para a necessidade de discussão sobre o assunto e enfatiza a geração de Resíduos Sólidos da Construção Civil (RCC). A esse respeito, acrescentamos a total falta de conformidade com que a grande maioria das empresas coletoras de RCC, no município, destina os resíduos coletados. Muitas delas coletam, juntamente com os resíduos sólidos da construção, resíduos orgânicos, bem como, resíduos contaminados de características Classe I. Um crime ambiental que precisa ser combatido pelos órgãos fiscalizadores, com a maior brevidade possível.
Queixa – Quem é a empresa Samic, que ganhou a licitação do MCJ 2017 para montagem do polo Arena das Quadrilhas e que não concluiu os serviços? O concurso de quadrilhas acabou sendo realizado de modo improvisado na quadra de uma escola, nas proximidades, e tudo acabou na Delegacia de Plantão (veja AQUI), por queixa dos vizinhos.
Cidadela – Depois de atrasar a estreia do ‘Chuva de Bala’, a Ferdebez Produções e Eventos, conclui (também com atraso) o polo Cidadela, porém bem reduzido e com acabamento precário. Os participantes, barraqueiros e ambulantes reclamam da decadência do evento. Mossoró segue sua sina e seu povo, “gado”, conformado com tudo que recai sobre si, acreditando que é “vontade de Deus” e não culpa de quem é escolhido para governá-lo.
Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa
A Paróquia de Santa Luzia de Mossoró realiza a partir desta segunda-feira (19), a Festa do Sagrado Coração de Jesus. As atividades prosseguem até a sexta-feira (23) no Santuário do Sagrado Coração de Jesus, no centro da cidade, sempre a partir das 17h.
A abertura da festa será nesta segunda com a Missa Solene presidida pelo bispo Diocesano de Mossoró, Dom Mariano Manzana, e co-celebrada pelo pároco de Santa Luzia, padre Flávio Augusto, às 17h.
Durante a missa será feita a entrega de fitas para novos associados e zeladores do Apostolado da Oração do Núcleo da Paróquia de Santa Luzia, além do hasteamento das bandeiras do Apostolado da Oração, da Diocese de Santa Luzia e da Paróquia de Santa Luzia.
Noiteiros
Todos os dias após as missas haverá a Convivência Fraterna com venda de alimentos e artigos religiosos. Os noiteiros desta segunda serão da Pastoral do Dízimo, do Terço dos Homens da Catedral de Santa Luzia e do Terço dos Homens da Capela de Santa Luzia.
As festividades no Santuário serão encerradas na sexta-feira (23) com a Adoração ao Santíssimo das 7h às 12h e das 13h às 16h30.
Nesse dia serão realizadas duas missas. A primeira ao meio-dia com o padre Ricardo Rubens; e a segunda, às 17h, presidida por padre Flávio, com a Solenidade de Coroação de Jesus Cristo.
Após a Adoração de Jesus Cristo será realizado um jantar, às 19h, com senhas vendidas no local a R$ 5.
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Por Marcos Pinto
“O tempo deixa perguntas, mostra respostas e traz verdades“.(François Silvestre).
O enfrentamento aos desafios cotidianos impõe-nos a certeza de que temos que nos escudar em fatos oriundos de experiências concretas, que nos levam a transpor o limiar da porta da “Escola da Vida”, adentrando-a de rijo. É determinante a assertiva de que as experiências acumuladas fornecem subsídios eficazes para escapar da perspectiva de resultados desgastantes e totalmente divorciados da vitória tão almejada.
Há sempre uma contenda voraz entre o que pensamos e as nuances do porvir. Não adianta se deixar dominar pela fugaz ilusão de que não haverá um brutal e massacrante enfrentamento a todos os tipos de dificuldades, desapontamentos, ingratidões e injustiças.
O simples fato de se ter e de se ostentar o “Diploma da Vida” tutelado pelas decisivas experiências vividas não lhe confere a certeza de estarás imune aos virulentos ataques dos invejosos e pérfidos, sempre prontos para assumir o controle das ações, derivando-a para uma vitória sem louros nem glórias.
Nesse diapasão materialista e asqueroso, há um agitação constante na coreografia desgastante da “Dança das Cadeiras”, sob um eco ensurdecedor da desconfiança e do descrédito. O pior reside na triste constatação de que pessoas com maior vínculo sentimental forjam nos bastidores da inveja e da sordidez toda sorte de maldades, com fito único de nos impor restrições aquisitivas.
Agrava-se com o fato de que, raramente, essas pessoas invejosas não apresentam contendas íntimas de remorsos, pela virulência e maldade destiladas de forma vil e covarde.
Observa-se, com veemência, nos olhares indagadores dos nossos circunstantes, que há uma certa impaciência generalizada, exercendo sobre nós uma mistura de medo e fascínio. O poder de mando sobrepuja as virtudes presentes no ser humano, deixando escapulir pelas frestas da janela do tempo a certeza de que só Deus detém o poder eterno e sem máculas.
Assiste a plenitude da razão ao saudoso poeta Apolônio Cardoso, quando cunhou a célebre frase: “De tanto ver os burros mandando nos homens de inteligência, às vezes fico a pensar que burrice é uma ciência”. Tal realidade traz embutida um asco imensurável.
Deus é infalível na coreografia da “Dança das Cadeiras”. Hoje, Chefe. Amanhã subordinado ao qual humilhou amargamente. A boa receita divina inclui controle da vaidade e da ansiedade. Assoma-me, outra vez, a sentença de que a cordialidade interativa sempre emoldura um demorado adeus.
Delineia-se o perfil dos ocupantes na “Dança das Cadeiras”, a maioria procurando sair-se com anel de ouro em tromba de porco, chafurdando na lama, mas brilhando como se limpo fosse. Há pessoas que, fora de sua função, guarda mais alívio do que saudade.
Hoje, assume-se mais obrigações com frivolidades, fragilizando-se pelos açoites da alma doentia. Predomina um estado de angústia diante o incerto porvir. Recuso-me a perlustrar a pequenez do espaço mundano.
Marcos Pinto é advogado e escritor
Por Gutemberg Dias
Estamos no mês que se comemora a semana do meio ambiente. Atualmente essa temática tem um apelo muito forte no âmbito da gestão pública. Mas será que as gestões locais deram ou dão uma atenção forte a esse segmento?
Mossoró é uma cidade de médio porte já com seu sistema de gestão ambiental consolidado, ou seja, a gestão pública é responsável pelo licenciamento ambiental de vários segmentos e, também, pela fiscalização. Trocando em miúdos, a gestão municipal pode interferir de forma consistente nessa temática, podendo imprimir uma nova dinâmica na concepção do cuidar do meio ambiente.
Digo isso pois acredito que a gestão municipal além de cumprir seu papel no tocante ao licenciamento e fiscalização no âmbito do meio ambiente, ela deveria, também, encontrar soluções para os desafios que as cidades do porte de Mossoró apontam quanto à gestão ambiental do uso do solo.
Depois de grande esforço, técnico e financeiro, o município conseguiu implantar um aterro sanitário que do ponto de vista legal, havia se tornado uma exigência. Com isso foi garantido, em tese, o fechamento do lixão das Cajazeiras que se tornou um fator positivo em relação à melhoria da gestão ambiental do uso solo.
Infelizmente a gestão dos resíduos sólidos urbanos está além da dos resíduos sólidos domésticos. A geração de resíduos sólidos provenientes da construção civil e, também, das podas passou a ser, na atualidade, um grande desafio para a municipalidade. Haja vista que esses resíduos estão sendo descartados em áreas sem o mínimo controle ambiental.
Quem trafega pelas ruas de Mossoró não tem como não se deparar com entulhos provenientes de restos construtivos e, também, restos vegetais provenientes das podas feitas nas residências. Esses resíduos deixam a cidade suja e feia esteticamente, bem como, contribuem para o aumento de vetores como ratos, baratas, pernilongos entre outros, que podem causar doenças à população.
Parte desse problema repousa nos donos das residências que insistem em cometer um crime ambiental ao sujar o meio ambiente e, a outra parte, na gestão municipal que não coíbe essa prática e nem cria os mecanismos necessários para assegurar o descarte correto desses resíduos.
Pelo porte de Mossoró, já está passando da hora de se ter um aterro destinado aos resíduos sólidos da construção civil devidamente licenciado e operacional. Inclusive com perspectiva de se instalar uma usina de reciclagem na área do mesmo. Essa usina poderia vir de uma PPP (Parceria Público-Privado) com os maiores geradores de resíduos ou com alguma empresa que quisesse empreender nessa área, no caso iria transformar o que hoje é refugo em matéria prima novamente. Indago a gestão atual se algo do gênero está sendo pensado?
Vale destacar que com as podas temos os mesmos problemas. Nesse caso é preciso levar em consideração que além dos munícipes que fazem podas em suas residências, a própria prefeitura é responsável, também, pela geração quando é ela executa a poda das árvores nas áreas públicas. Hoje não sei para onde esses resíduos são destinados, lembro que até a gestão da ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB), o destino era o antigo lixão das Cajazeiras.
Diante do problema é mister afirmar que estruturar no âmbito da prefeitura um setor que passe a cuidar paulatinamente desse assunto é uma exigência para ontem. Principalmente no que tange a criar todo o processo de regulação da geração, manejo e descarte dos resíduos sólidos da construção civil e das podas, com objetivo de organizar toda a cadeia, que se inicia com o gerador, passa pelas empresas de papa-entulho e termina no descarte final.
Deixo aqui mais uma singela contribuição à atual gestão, a Mossoró e ao seu povo, como tenho feito ao longo de uma série de artigos no Blog Carlos Santos, a convite do seu editor, jornalista Carlos Santos.
Coloco o tema dos resíduos sólidos urbanos na pauta de discussão da gestão ambiental do uso do solo, como esta página já desencadeara através de postagens especiais (veja AQUI) e do também articulista Carlos Duarte. Não podemos simplesmente fechar os olhos para esse problema que só se avoluma ao longo dos anos.
Planejar algo consistente hoje para sanar essa deficiência poderá representar num futuro próximo o cuidado com o meio ambiente, bem como, a geração de uma outra cadeia de valor com a regulação desses resíduos.
Espero que a equipe de meio ambiente e, também, da limpeza urbana pensem foram do quadrado e nos traga boas novas quanto a esse tema.
Gutemberg Dias é graduado em Geografia, mestre em Ciências Naturais e empresário.

Quadra foi usada para ensaio do "Chuva de Bala" este ano e às pressas para o Festival de Quadrilhas (Foto: Luciano Lellys)
A edição 2017 do Mossoró Cidade Junina, promovida pela Prefeitura Municipal de Mossoró, segue dando vexame. Chega aos píncaros de desorganização e falta de planejamento.
Após interdições de estruturas físicas, acidentes com danos materiais e humanos, redução drástica na quantidade e dias do evento, também virou caso de polícia.
À madrugada de hoje a Polícia Ambiental precisou agir. Sua intervenção ocorreu na quadra da Escola Municipal Manoel Assis no bairro Doze Anos, sustando a sequência do Festival de Quadrilhas Juninas.
O caso terminou na Delegacia de Plantão.
Moradores circunvizinhos denunciaram a poluição sonora e a escolha emergencial do local para o evento, que provocou um pandemônio na área densamente habitada.
O fato deriva de mais um pecado da municipalidade, que não conseguiu instalar em tempo hábil a “Arena das Quadrilhas” Deodete Dias no Corredor Cultural da Avenida Rio Branco.
O equipamento segue interditado pelo Corpo de Bombeiros.
Nas redes sociais, integrantes de quadrilhas vindas de outros municípios revelavam decepção com o incidente. Lamentavam desorganização e falta de respeito com eles, muitos que tinham investido em transporte, indumentária, alimentação etc., mas não puderam se apresentar.
Nota do Blog – Reclamações também enormes quanto ao atraso na implantação da “Cidadela” nas cercanias da Capela de São Vicente, em face da iluminação precária, diminuição de tamanho e abrangência, precariedade dos bares etc.
Era uma das atrações alternativas mais interessantes e chamariz de público não afeito ao burburinho dos shows na Estação das Artes Eliseu Ventania.
Lamentável.
Um dia aparecerá um governante consciente de que o Mossoró Cidade Junina é um “bem imaterial” do povo mossoroense. Até aqui, todos tomam o evento como seu, com objetivo de autopromoção e deificação da própria imagem.
Mas 2017 o efeito será diametralmente oposto, como o fora ano passado etc. (conforme pesquisa feita pela gestão da época).
O Cidade Junina 2017 é, realmente, muito mais do que você imagina.
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Por François Silvestre
Dos recrutas da Bateria de Serviços, do regimento de Obuses, naquele ano do serviço militar, um merece destaque pela compleição humana antagônica a qualquer fisionomia de enquadramento militar.
Analfabeto, indisciplinado, desligado. Até no andar ele negava a “elegância” militar. Andava balançando-se. O que o fez ganhar o apelido de “Carnaval”.
E assim era chamado, até pelos superiores. Justino passou mais tempo hospitalizado ou preso do que no serviço regular.
Gonorreia, cavalo de crista, cancro. Ou prisão, pelas voadas nos dias de guarda ou reforço à noite. Usuário de maconha, numa época em que o baseado criava estigma. Ser chamado de maconheiro produzia briga na certa.
Tudo isso numa personalidade quase infantil. Sem qualquer resquício de culpa.
Expulsá-lo seria a confissão de má avaliação no recrutamento, coisa que traria mais problemas para o comando do que para o recruta mal avaliado. A expulsão cria uma mácula para o comandante, que o atormentará pela vida e prejudicará suas promoções. Só isso pode explicar a permanência de Justino até fim do serviço militar.
O sargenteante, Serafim, descobriu que “Carnaval” não sabia cantar o Hino Nacional. Encarregou a nós, recrutas da BS, para ensiná-lo. Tentamos, em vão.
Diante disso, orientamos para que ele ficasse apenas mexendo os lábios, nas formaturas. Numa dessas, Serafim aproximou-se de Justino e descobriu o engodo.
Chamou-o à sargenteação. Mandou-o cantar o hino. Saiu algo mais ou menos assim: “Ouviro no ipiranga um povo retumbante”. O sargento, irado, mandou parar. “Aqueles bostas nem pra isso servem”. Referia-se a nós.
Foi aí que Justino perguntou: “Sargento, o qui danado é retumbante”? Serafim quase tem um infarto.
Num serviço de cortar mato, eu fui atingido por um recruta. Usávamos a estrovenga para cortar o capim. Uma espécie de enxadeco invertido, com a Lâmina para frente, ao contrário da enxada.
Num giro desastrado, Vanildo girou a estrovenga que me cortou o ombro direito e me abriu um talhe na cabeça. Cai sangrando. Aperreio do próprio recruta e do Sargento.
Levado para o Hospital Universitário, (Onofre Lopes) os cortes foram suturados. Daí fui para o HGuN, Hospital da Guarnição de Natal, vizinho do 16/RI.
Numa enfermaria, com recrutas de todos os quartéis, quem estava lá? Justino. À noite, ele fugia pros lados do Bosque dos Namorados, fazíamos a vaquinha para comprar cigarros. E maconha pra ele.
Numa dessas noites, ele não voltou. Por volta das nove horas da manhã, confusão no Hospital. Era Justino que chegava dirigindo um ônibus da linha Alecrim/Santos Reis. Ele disse que estava ajudando um colega doente.
Numa das paradas, sobe o Cabo Damasceno, da nossa Bateria. O cabo o prendeu e mandou que ele levasse o ônibus para o HGuN. Com reclamação dos passageiros. Mais uma vez Justino na prisão. Té mais.
François Silvestre é escritor
* Texto originalmente publicado no Novo Jornal.
“A vida dá lições que só se dão uma vez”.
Winston Churchill
O espetáculo teatral “Chuva de Bala no País de Mossoró” estreou. Após adiamento na quinta-feira (15), devido problemas de interdição na estrutura de palco no adro da Capela de Vicente, ele foi destaque nessa sexta-feira (16) à noite, no “Mossoró Cidade Junina MCJ)” 2017.
Com direção de João Marcelino e retorno dos atores Marcos Leonardo e Dionizio Cosme do Apodi, que dão vida aos protagonistas Coronel Rodolfo Fernandes e Capitão Lampião, respectivamente, a estreia mereceu aplausos da plateia.

Espetáculo conseguiu estrear e arrancou aplausos do público que prestigiou o evento (Foto: divulgação)
A 16ª edição do espetáculo traz consigo um sabor especial: a celebração dos 90 anos da resistência. Conta uma história ocorrida no dia 13 de junho de 1927 em Mossoró, utilizando 76 artistas mossoroenses e lançando mão de recursos multimídias que dão dimensão cinematográfica à apresentação.
Arena das Quadrilhas, Cidadela e Estação das Artes
Entretanto a Arena das Quadrilhas na Avenida Rio Branco, Corredor Cultural, continuou sem montagem e consequente liberação por parte do Corpo de Bombeiros.
Já na Estação das Artes Eliseu Ventania, mesmo após dois acidentes (veja AQUI) delicados que colocaram vidas em perigo, houve liberação final de palcos e camarotes.
O entorno da Capela de São Vicente, onde deveria estar a “Cidadela”, espécie de cidade cenográfica com bares, atrações musicais e petiscarias, funcionou ontem à noite precariamente.
A Cidadela é um arremedo do que foi em anos anteriores, decepcionando os circunstantes e frequentadores.
Só para lembrar: hoje é sábado, 17 de junho de 2017. Passamos da metade do mês junino e a municipalidade empurra o Cidade Junina com a “barriga”.
Nota do Blog – Falta planejamento e falta de organização levam o Mossoró Cidade Junina deste ano a sério comprometimento de imagem.
Já tinha vivido declínio nos últimos dois anos, justamente por esses e outros fatores. Nesse 2017, tudo parece mais dramático.
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A Prefeitura de Mossoró volta a divulgar uma “Nota de Esclarecimento” sobre o conturbado Mossoró Cidade Junina (MCJ) 2017. Dá explicação sobre o “incidente” (em vez de “acidente”) que atingiu um carro e uma moto, ferindo duas pessoas – em especial uma mulher que vinha com o marido na garupa desse veículo menor (veja AQUI).

Casal numa moto e carro foram atingidos por estrutura de camarote ontem à tarde (Foto: redes sociais)
Mas não faz referência a outro caso também ocorrido ontem, de desabamento do pórtico que fica à entrada da Estação das Arte Eliseu Ventania, onde se realizam os grandes shows populares do evento. De um local para o outro a distância é de pouco mais de 100 metros.
Exime-se de qualquer culpa (mais uma vez), promete apurar responsabilidades e garante atendimento a supostas ou eventuais vítimas. Além disso, atesta que tudo está sob plena segurança, não obstante sequência de interdições pelo Corpo de Bombeiros.
Leia abaixo:
A Prefeitura de Mossoró informa que o incidente registrado na tarde desta sexta-feira não atingiu a estrutura dos camarotes e sim o tapume de proteção.
Na ocasião, uma pessoa passava no local e se envolveu em um pequeno acidente. A Secretaria de Saúde acompanhou o caso e explica que a vítima teve o atendimento necessário e já foi liberada.
A PMM também acompanha a situação que envolve os danos materiais causados ao proprietário do veículo atingido pelos tapumes, de responsabilidade da empresa ganhadora da licitação.
É importante destacar que um engenheiro da Secretaria de Infraestrutura esteve no local e verificou que o incidente não foi de maior gravidade e não há risco algum aos frequentadores do espaço. Os camarotes institucionais foram vistoriados na tarde de hoje pelo Corpo de Bombeiros, que também atestou a segurança.
A Procuradoria do Município está analisando a situação e se houve negligência por parte da empresa executora do projeto.
Nota do Blog – O assunto precisa ser tratado sem eufemismos e outros escapismos. O festim não pode ser uma permanente ameaça à integridade física das pessoas que participam/trabalham nele e até pessoas e veículos, que “foram envolvidos” e não “se envolveu” (sic) em acidente que poderia ter resultado em tragédia.
Reflitam, parem para pensar. Parem e vejam esse evento como ele é, “um bem imaterial” dos mossoroenses e não uma questão de honra e marketing desse ou daquele político.
O Mossoró Cidade Junina é muito mais do que vocês imaginam.
P.S – A palavra acidente se refere a um desastre e a palavra incidente se refere a um desentendimento ou a um acontecimento imprevisto. Também tem significado de algo que incide, alguma coisa que tem caráter secundário etc.
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O Procurador-Geral de Justiça Rinaldo Reis representou ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), no Processo Administrativo 014621/2016 – TCE –. Postula a negativa de registro de aposentadoria de servidora da Assembleia Legislativa Rita das Mercês Reinaldo, apontada em ação penal como integrante de organização criminosa.
Ela é a principal implicada/denunciada por desvio de recursos públicos do Poder Legislativo estadual objeto da “Operação Dama de Espadas”, deflagrada em 20 de agosto de 2015. Foi requerida ainda a anulação do ato de aposentadoria.
A representação foi motivada pela apuração, no Inquérito Civil 008/16-PGJ, de que teriam sido ofendidos o art. 69, inciso XXX, do Regimento Interno da Casa, e o art. 154 do Regime Jurídico dos Servidores Estaduais, que obrigam a Mesa Diretora a instaurar procedimento disciplinar, sempre que tiver ciência de irregularidade no serviço público.
Omissão
Também foi descoberta afronta ao art. 182 do Regime Jurídico, que proíbe a concessão de aposentadoria voluntária, caso exista procedimento disciplinar contra servidor em andamento.
Os elementos de prova obtidos na investigação revelaram que a Mesa Diretora, mesmo ciente dos fatos imputados à servidora, omitiu-se em realizar a abertura das investigações administrativas, para, depois, deferir a aposentadoria voluntária requerida pela ex-Procuradora-Geral da Casa.
Isso tudo ocorreu logo após a soltura da servidora, que estava presa cautelarmente, em razão de determinação judicial no bojo da Operação “Dama de Espadas”.
A medida foi tomada em razão de já existir no Tribunal de Contas do Estado procedimento voltado ao registro da aposentadoria examinada.
Veja a íntegra da representação clicando AQUI.
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Por Raíssa Tâmisa
Wilma de Faria foi e representa pra mim a primeira grande experiência com a decepção.
Tinha uma relação de distância e admiração com ela que, junto com alguns afetos da época também contribuíram com esse arranhão, que por dez anos feriu e custou o sossego do meu universo mais precioso: minha casa. E o resultado, a interrupção do maior projeto de cultura feito no Rio Grande do Norte.
Wilma foi uma grande decepção porque eu cheguei a acreditar muito nela. Eu acreditei e não me arrependo.
Talvez por isso a notícia da sua morte não passou indiferente pelos meus sentimentos.
O inconsciente trouxe alguns segundos de reflexão e silêncio enquanto lembrei dela lá no sítio da gente, pedindo silêncio e que eu cantasse “Valsinha de Chico” junto com ela. Logo depois, veio a imagem da última vez que a vi, num show de Isaque Galvão no Praia shopping, ela sentada na mesa ao lado da que eu estava com amigos e eu fiz questão de não cumprimentá-la.
Também não me arrependo.
Chorei de raiva nesse dia.
As duas cenas alternaram na lembrança, e me deixo ser solidária às duas mins, eu criança vendo a construção de um sonho e depois, mais velha, derrubando o castelo de areia. É disso também que é feito o crescimento, né?
Como disse, repito, a notícia não passou indiferente. O fim é triste e o dela foi sofrido.
Lamentei sinceramente, mas não consigo perdoar.
Que siga em paz!
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O ABC se recuperou bem da derrota para o Juventude no meio de semana e voltou a vencer na Série B. Nesta sexta-feira (16), novamente fora de casa, o Mais Querido derrotou o Goiás de virada, por 2 a 1, e subiu na classificação do Campeonato Brasileiro.
O time esmeraldino, que vinha de três vitórias seguidas, marcou primeiro com Carlos Eduardo no Estádio Serra Dourada em Goiânia.
Mas Caio Mancha, ainda no primeiro tempo, e Dalberto, na etapa final, fizeram os gols que deram a vitória à equipe potiguar.
Com o resultado, o ABC chega aos 12 pontos, ultrapassa o Goiás e fica provisoriamente na sétima colocação. O Esmeraldino cai para oitavo, com 11 pontos. As duas equipes podem perder mais posições no complemento da rodada.
O ABC volta a campo na próxima terça, em casa, contra o CRB. Também na terça, o Goiás visita o Náutico.
Veja mais detalhes do jogo clicando AQUI.
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“Não se larga um hábito arremessando-o pela janela, é preciso fazê-lo descer a escada degrau a degrau.”
Mark Twain
O Ministério Público Federal (MPF) na 5ª Região, com sede no Recife (PE), emitiu nesta sexta-feira (16) pareceres contrários à concessão de habeas corpus a Henrique Eduardo Lyra Alves e Eduardo Cosentino da Cunha. A prisão preventiva dos dois ex-deputados federais foi decretada pela Justiça Federal no Rio Grande do Norte, a pedido do MPF naquele estado. Para o MPF, há indícios de que ambos praticaram, de forma continuada, os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
Henrique Alves foi preso preventivamente no último dia 6, em Natal (RN), dentro da chamada Operação Manus, um desdobramento da Lava Jato. Cunha, que já se encontrava preso no Paraná, por conta de outro processo, tornou-se alvo de um novo mandado de prisão preventiva.
Eles são acusados de receber propina por meio de doações eleitorais oficiais e não oficiais, nos anos de 2012 e 2014, em troca do favorecimento de empreiteiras como OAS e Odebrecht, nas obras do estádio Arena das Dunas, em Natal (RN).
Processos em seis estados
Ambos pediram a revogação da prisão preventiva, por meio de habeas corpus ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), no Recife, a segunda instância da Justiça Federal para processos que tramitam em seis estados do Nordeste, incluindo o Rio Grande do Norte.
A Procuradoria Regional da República da 5ª Região (PRR5), unidade do MPF que atua perante o TRF5, manteve o posicionamento do MPF na primeira instância e emitiu parecer contrário ao pedido dos ex-deputados.
Para o MPF, a manutenção da prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública e assegurar a efetiva aplicação da lei penal, uma vez que ambos continuam a exercer intensa atividade política em âmbito nacional. Dessa forma, o cerceamento de sua liberdade tem o objetivo de evitar a continuidade das práticas ilícitas.
Saiba mais detalhes clicando AQUI.
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Depois de cumprir agenda administrativa e política em Mossoró à noite de ontem (quinta-feira, 15) – veja AQUI, o governador Robinson Faria (PSD) “estreou” o Aeroporto Dragão do Mar de Aracati-CE no ciclo do Mossoró Cidade Junina (MCJ) 2017.
Ele já usara antes, que se diga (veja AQUI ainda em novembro de 2015).
Por volta de 23h40 levantou voo do aeródromo cearense em aeronave do estado, com destino a Natal, haja vista que o Aeroporto Dix-sept Rosado (Mossoró) segue com impedimento para pouso e decolagens noturnas, além de voos comerciais.
Havia promessa de que o Dix-sept Rosado teria voo comercial a partir de 12 de abril deste ano. Balela que este Blog alertou desde o primeiro momento em que houve notícia nesse sentido.
E não há qualquer perspectiva de que as restrições sejam removidas para retomada de voos à noite e rotas comerciais.
Nota do Blog – A realidade é sempre mais dura do que a propaganda.
Ah, só para sublinhar: O Aeroporto de Mossoró só pode operar até às 18h45. Aracati fica a 95 quilômetros de Mossoró, trajeto rodoviário cumprido pelo governador.
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Dois acidentes marcaram a tarde de hoje em Mossoró, envolvendo estruturas físicas do Mossoró Cidade Junina (MCJ) 2017. O pórtico de acesso à Estação das Artes Eliseu Ventania foi ao chão e parte da estrutura do Camarote institucional (para convidados e autoridades ligadas à prefeitura) desabou.
O pórtico ao desabar não feriu ninguém ou causou maior dano material. Pelo visto, o equipamento metálico não estava devidamente fixado.
Ontem à noite (quinta-feira, 15), se tivesse ocorrido algo semelhante, poderia ter causado uma tragédia, devido a multidão presente no show da banda Aviões.
Mais grave
Entretanto outro acidente já no final da tarde, provocou dano material numa moto e num carro de passeio.
Mureta de proteção/contenção do Camarote Institucional (liberado ontem por força judicial, em contraposição a laudo do Corpo de Bombeiros – veja AQUI) caiu sobre os dois veículos.

Foto mostra mureta no chão e camarote da prefeitura que é centro de mais polêmica (Foto: redes sociais)
O casal Rodrigo Ribeiro-Nádia Ribeiro vinha numa moto Biz e foi derrubado na pista de rolamento. Os dois saíram com escoriações e o veículo com pequenas avarias. Nádia ficou por algum tempo deitada no asfalto até chegada de socorro do Samu.
Um carro modelo Celta, pilotado por Micaele Medeiros, também foi atingido quando trafegada por trás do camarote.
O veículo ficou com parte da pintura lateral arranhada e com pequeno afundamento, mas ela não sofreu qualquer pancada ou ferimento. Só não escapou do susto.

Mulher ficou deitada no leito da pista aguardando socorro após ser derrubada por estrutura que desabou
Vídeos e fotos que circulam nas redes sociais apontam que parte da estrutura caiu e causou esses acidentes. Corre-corre na área, com o surgimento de dezenas de curiosos, tornou o cenário ainda mais angustiante, gerando revolta entre circunstantes e vítimas.
O temor é de que com multidões afluindo para a Estação das Artes, casos dessa natureza ou piores possam ocorrer, provocando até mesmo mortes.
A organização do evento não pode alegar desconhecimento de causa em relação à gestão do Mossoró Cidade Junina. O evento passa de duas décadas e segue modelo repetido ano após anos, mas costumeiramente marcado por desorganização e propaganda personalista dos inquilinos do poder.
O Cidade Junina 2017 é realmente o que seu slogan propaga: “É muito mais do que você imagina”. Pode acontecer de tudo.
Nota do Blog – Gente, não importa quem é prefeito (a). Entendemos que a segurança deveria ser prioridade em vez de vaidades pessoais, aspirações políticas e interesses comerciais.
Isso é um absurdo! Estão brincando com milhares de vidas humanas.
Tenham vergonha.
Minha Mossoró, o que estão fazendo com você?
Francamente!
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Agora vai. A Prefeitura Municipal de Mossoró garante que hoje (sexta-feira (15), às 21 horas, finalmente haverá a estreia do espetáculo “Chuva de Bala no País de Mossoró”, no adro da Capela de São Vicente.
A encenação seria apresentada ontem à noite, mas houve interdição da estrutura física do local, pelo Corpo de Bombeiros.
Em seu entorno, hoje também havia mutirão para se montar o elementar na “Cidadela”, espécie de cidade cenográfica ondem funcionam bares e pequenos palcos, outro equipamento também sob interdição.
A programação cênica faz parte da programação do Mossoró Cidade Junina (MCJ) 2017.
Nota do Blog – Visitei hoje pela manhã e tarde a área, vendo empenho até de atores e do diretor João Marcelino como “operários”, para que tudo estivesse pronto.
Lamentável que outra vez a iniciativa seja marcada pela desorganização. Mas vamos lá. “Merda!”
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