“O luxo atrai a inveja e não atrai o respeito.”
Jonathan Swift
Jornalismo com Opinião
“O luxo atrai a inveja e não atrai o respeito.”
Jonathan Swift
A Prefeitura de Mossoró – gestão Francisco José Júnior (PSD) – publicou na mais nova edição do Jornal Oficial do Município (JOM) “Extrato de dispensa e de contrato”, que beneficia uma velha conhecida da gestão municipal e da cidade: a empresa paulista Sanepav Saneamento Ambiental Ltda.
Fará o que tem feito desde 2009, na gestão da então prefeita Fafá Rosado (PMDB): limpeza pública.
A dispensa de licitação permitirá que a Sanepav embolse o volume bruto de 9.596.715,42 em 180 dias, a contar retroativamente do dia 4 de janeiro último, tendo como data conclusiva o dia 2 de julho deste ano.
Interessante, é que ano passado, a Sanepav já fora beneficiada por outra “dispensa” de licitação (veja boxe acima e matéria da época AQUI), no valor de R$ 9,255,671,16. Agora, a “fórmula” que suprime nova concorrência é utilizada novamente.
A recente dispensa substitui a anterior, que foi até o dia 3 de janeiro deste ano.
Montanha de dinheiro
Em 2015, a Sanepav empalmou mais de R$ 20 milhões. Em 2014, um ano com duas eleições (pleito municipal suplementar e eleições estaduais), os números foram ainda mais cevados, passando dos 28 milhões
No primeiro ano de contrato, 2009, a gestão de Fafá Rosado desembolsou R$ 13.869,845,99 com a Sanepav.
Desde 2009, essa empresa já empilhou mais de R$ 130 milhões por seus serviços prestados à municipalidade.
A Sanepav tem sua sede em Barueri-SP, precisamente na Alameda Itapecuru, 645, no luxuoso complexo Alphaville.
Nota do Blog – A limpeza urbana é hoje fonte de intensa reclamação do contribuinte, nos mais diversos pontos da cidade.
Depois retornaremos ao tema, com mais informações e bastidores.
Mas tape o nariz: é lixo demais!
Veja bastidores políticos em nosso Twitter clicando neste link: www.twitter.com/bcarlossantos
Carlos Santos,
Sou morador do bairro Nova Betânia e mais uma vez venho usar este espaço para externar minha indignação com os serviços públicos que deveriam ser prestados pela prefeitura de Mossoró.
Desta vez é a coleta de lixo, desde quinta-feira (03/02/2016) que o serviço não é feito. É um absurdo! Uma vez que, oficialmente o feriado é só na terça (10/02/2016).
O lixo tá se acumulando na rua.
Blake Charles Diniz Marques – Webleitor e professor
O Globo é o novo líder do Campeonato Potiguar. Na noite desta quarta-feira (10), a equipe não sentiu a ressaca do Carnaval e bateu o América – que até então ocupava o posto – pelo placar de 2 a 0. A vitória global embola a Copa Cidade do Natal, primeiro turno do Estadual, que conta com apenas mais uma rodada para acontecer.
Os gols no estádio Barretão que levaram o Globo aos 14 pontos e também ao topo da tabela foram marcados por Romarinho e Eduardo, ambos no segundo tempo. Com a derrota, o time americano caiu para a segunda posição tendo conquistado 12 pontos nos seis jogos que disputou.
Veja matéria completa AQUI.
Baraúnas vence Palmeira
O que era para ser uma vitória tranquila diante do Palmeira, após abrir 3 a 0 no primeiro tempo, se transformou num suado resultado para o Baraúnas agora à noite no estádio Nogueirão, em Mossoró. Um 3 x 2 que valeu, mas angustiou o torcedor.
Os gols do Leão do Oeste foram marcados por Fabinho Cambalhota, de cabeça, aos 22 minutos, Romário, aos 40, e Victor aos 45. Aos 15 do segundo tempo, Moisés ganhou de Victor e chutou no canto esquerdo de Anderson, e Santa Cruz, aos 17 do segundo tempo, após falha do goleiro Anderson, fez o segundo.
O resultado deixa o Baraúnas na quarta colocação com 10 pontos ganhos. Já o Palmeira chega à sua sexta derrota em seis jogos e amarga a lanterna da competição.
Veja mais detalhes AQUI.
Potiguar passa por Alecrim
O Potiguar fez 2 a 0 contra o Alecrim na noite desta quarta-feira, 10, no estádio Nazarenão, em Goianinha.
Os gols do alvirrubro mossoroense foram marcados por Carlos Alberto, aos 30 minutos do primeiro tempo, e Jozicley, aos 11 da etapa final.
O resultado deixa o Time Macho com 11 pontos ganhos na terceira posição, atrás de América, 12, e Globo, 14 pontos ganhos.
Veja detalhes AQUI.
O ABC
O ABC fecha a rodada jogando contra o Assu no Frasqueirão, agora à noite. Os dois não tem mais qualquer chance de classificação. Depois daremos detalhes.
Meu caro Carlos Santos, como não sei o jeito de mandar um texto que publiquei no meu blog, com pedido de repercussão na Coluna do Herzog, faço-o como comentário.
Se achar pertinente, gostaria de vê-lo neste espaço privilegiado do seu Blog.
Nota do Blog Carlos Santos – Meu caro François Silvestre, seu pedido tem sempre meu endosso. Em troca, peço para que reserves uma branquinha no pé do pote em seu endereço, na serra do Martins. Por esses dias esbarro aí em cima. Inté. Abaixo, eis o seu texto:
Picaretagem continuada
Na cultura. Quando edifiquei o Teatro de Cultura Popular (TCP), e digo na primeira pessoa sem contestação dos fatos, Chico Daniel passava fome. Além dele, também estavam abandonados Manoel Marinheiro, do Boi de Reis, e seu Cornélio Campina, do Araruna.
Trouxe-os à atividade remunerada.
O Boi de Manoel Marinheiro retornou às atividades culturais sem esmola, com participação digna.
Chico Daniel me chegou acabrunhado. Inclui seu Mamulengo nas atividades do interior. Ele me agradeceu e pediu: “Mande me servir comida mole, pois meus dentes são de mentira”.
Seu Cornélio Campina pediu pra visitar Portalegre, que deixara há oitenta anos. Levei-o juntamente com seu grupo de dança, O Araruna, a Portalegre e outras cidades do interior. Determinei por minha conta e do meu bolso uma feira semanal pra ele.
Volto ao TCP. E vejo um gesto demagógico do Governador Robinson Faria (PSD) mandando ao seu mandado da FJA adotar o nome Chico Daniel como substituto ostensivo do TCP. A mesma demagogia foi praticada por um picareta wilmista.
Chico Daniel merece todas as homenagens. Até de quem nada fez por ele nem pela cultura popular. Mas a Cultura Popular, que dá nome ao Teatro, serve mais a Chico Daniel do que a demagogia e à picaretagem.
Na “reinauguração”, após o abandono, vão cobrir ou arrancar a placa que registra sua criação? Pergunto porque já soube que, nos eventos do governo Rosalba, a placa era coberta com um banner. Placa não faz história, que se faz por ações.
François Silvestre.
Com o enredo “Maria Bethânia: a Menina dos Olhos de Oyá”, a Estação Primeira de Mangueira é a grande vencedora do Carnaval de 2016 do Rio, com 269,8 pontos, conquistando seu 19º título.
Na apuração desta quarta-feira (10), a Verde e Rosa disputou até os últimos quesitos – Bateria e Alegorias & Adereços – o primeiro lugar com o Salgueiro, que vinha despontando como uma das favoritas e levou à Marquês de Sapucaí o enredo sobre a Ópera do Malandro, além da Portela, que desfilou com o enredo “No voo da águia, uma viagem sem fim…” e saiu da Avenida aos gritos de “É campeã!”.
Veja resultado final da disputa:
1º Mangueira 269,8 pontos
2º Unidos da Tijuca 269,7 pontos
3º Portela 269,7 pontos
4º Salgueiro 269,6 pontos
5º Beija-Flor 269,3 pontos
6º Imperatriz Leopoldinense 269,2 pontos
7º Grande Rio 268,8 pontos
8º Unidos de Vila Isabel 267,9 pontos
9º São Clemente 267,9 pontos
10º Mocidade 266,7 pontos
11º União da Ilha 265,8 pontos
12º Estácio de Sá 265 pontos
Saiba mais detalhes AQUI.
A Assembleia Legislativa do RN retoma amanhã às 10h30 seus trabalhos regulares.
As atividades da atual legislatura, nesse período, foram retomadas no dia 2 último.
Os deputados estaduais terão pela frente um ano de intensa dificuldade, em face sobretudo do agravamento financeiro do Estado.
Há ainda as próprias eleições municipais, onde todos têm interesse.
A base governista é ainda folgada e com poucas pressões, mas a continuidade de atraso na folha de pessoal do Estado pode comprometer essa relação de forças.
A Câmara Municipal de Mossoró ainda não preencheu os diversos cargos à disposição da Fundação Vereador Aldenor Régis Nogueira, que abriga a TV Câmara.
Nos bastidores, a informação é de que há um duelo intenso pelas nomeações.
Contudo o presidente Jório Nogueira (PSD) segura o preenchimento das vagas.
Há pressões para nomeações políticas por parte dos vereadores governistas.
Daí, o principal desentendimento.
A fundação foi criada ano passado, em meio à intensa polêmica.
Rinaldo Coelho é o novo titular da pasta executiva do Turismo da Prefeitura de Mossoró.
Com a saída do seu irmão da equipe do prefeito Francisco José Júnior (PSD), empresário Rútilo Coelho, ele foi convocado.
A indicação é do próprio irmão Rútilo, que preferiu sair da pasta com a nova reforma administrativa.
Rinaldo é filiado ao PTdoB.
O partido selou aliança com o governismo em setembro do ano passado, com a presença do deputado estadual Carlos Augusto Maia (PTdoB) na cidade, fechando o acordo.
A Delegacia de Plantão de Mossoró está com dificuldade para encaminhar presos de outras comarcas.
Exemplo mais recente é a prisão de dois acusados de assaltos em Tibau (42 quilômetros de Mossoró).
Em Mossoró não foram obtidas vagas.
Eles talvez sejam enviados para Natal.
“Não se revoltarão enquanto não se tornarem conscientes, e não se tornarão conscientes enquanto não se rebelarem.”
George Orwel, 1984
Combustível está praticamente “fechado” de Mossoró ao sertão, beicinho com Paraíba.
Gasolina comum oscila entre R$ 3,92 e R$ 3,95.
Vi nessa segunda-feira (8) de Mossoró até Luís Gomes.
Em outros tempos era possível encontrar maiores diferenças para cima na menores cidades. Hoje, não.
Passando por Felipe Guerra, Apodi, Itaú, Severiano Melo, São Francisco do Oeste, Pau dos Ferros, Rafael Fernandes, Major Sales, José da Penha e Luís Gomes os preços têm esse pequeno hiato.
Fechado.
Por Maurílio Santos
“Agora vai”, disse-me um amigo quando da publicação do edital licitatório em Fevereiro de 2014, e eu (gato escaldado tem medo de água fria), pensei: “E os recursos? Onde andarão já que a licitação está pronta…?”
Comecei a questionar e perguntar a algumas pessoas mais próximas da questão até chegar ao responsável direto pelo processo de licitação, Sr. Armando Pegado. Ele falou que não havia recursos, porém o nome da empresa ganhadora me foi passado e eu de imediato entrei em contato com a mesma e uma pessoa – não me lembro de qual departamento -, me confirmou a não existência da verba.
Pois bem, esses acontecimentos são duros e como um balde de água fria na nossa fogueira de luta, isso faz com que muitas pessoas que estão conosco na luta se afastem dela. A falta de compromisso da maioria dos políticos dos dois estados que se dizem envolvidos é notória e vergonhosa nessa peleja, principalmente os que estiveram somando nas quatro audiências públicas realizadas nos anos de 2010, 2011, e 2013 nas cidades de Baraúna, Tabuleiro do Norte e na comunidade do Jucuri (Mossoró).
Dos seis senadores da república que representam os dois estados onde a BR 437 se localiza, apenas Inácio Arruda (do Ceará, hoje sem mandato) se pronunciou a favor de nossa luta e Fátima Bezerra esteve próxima dela há um ano quando recebeu o deputado Beto Rosado. Eles sugeriram ao ministro dos Transportes (veja AQUI) a colocação da BR 437 na terceira etapa do PAC.
Assim podemos dizer e classificar que essa luta não é do Senado nem do RN, muito menos do estado do Ceará. Na Câmara Federal, apenas os deputados José Airton e José Guimarães, ambos do Ceará, mostraram-se solícitos à luta pela construção da BR 437.
O primeiro esteve há poucos anos com o ministro dos Transportes solicitando melhorias para as rodovias cearenses e a nossa BR foi citada na conversa, enquanto que José Guimarães nos respondeu correspondência em 2014 solicitando junto ao DNIT a construção da rodovia.
Durante essa caminhada desde 2010 até hoje , é preciso que alguns setores e pessoas sejam lembradas. A importância que eles/as representam tem mantido viva a nossa luta. Os sindicatos Rurais de Mossoró e Baraúna, a Câmara Municipal de Baraúna e de Mossoró, Conselho das Comunidades do Jucuri. O atual Vice-Prefeito de Baraúna, Édson Barbosa, merece mais que um comentário pelo seu esforço e garra nessa empreitada.
É bom que não aqueçamos o Vereador de Tabuleiro do Norte Naurídes Gadelha, que tem sido a ponte que liga o RN ao Ceará quando o assunto é a construção da Estrada do Cajueiro. Vindo de lá das terras alencarinas embora sem mandato, Valdir do Suburbão é uma peça chave no nosso grupo de luta.
NA CÂMARA DE MOSSORÓ, Genivan Vale e Tomaz Neto estiveram e continuam conosco. O advogado mossoroense Júnior Heronildes (veja AQUI) tem sido uma referência em lutar e documentar o processo de luta para a construção da BR 437.
Estou citando nomes numa expectativa de que isso possa alargar o nosso campo de abrangência da luta pela construção da Estrada do Cajueiro.
As pessoas que moram à margem da estrada que são os maiores interessados em um desfecho vitorioso dessa peleja, estão fortemente representadas por Francisco Camelo, Inácia Marta e Raimundo Nonato do Projeto de Assentamento da Reforma Agraria Recreio, incansáveis conosco desde os primeiros movimentos em Fevereiro de 2010.
A imprensa também tem nos assessorado e ajudado na questão de divulgação, e tenho que escrever aqui a INTERTV Cabugi no Rio Grande do Norte e TV Jaguar no Ceará, os jornais O Mossoroense, Gazeta do Oeste e os Blogs Baraúna em Dia e Blog Carlos Santos (Veja AQUI, Veja AQUI), como somatório positivo na nossa caminhada.
É bom frisar e deixar bem claro que a iniciativa privada, não tem se mostrado nitidamente favorável à luta, os CDLs das cidades que mais ganharão com a construção da Estrada do Cajueiro, não mostraram até agora um apoio que mereça destaque por parte de nós que estamos encabeçando a luta, Tabuleiro do Norte, Limoeiro Do Norte no Ceará, e Mossoró no RN, deveriam levantar essa bandeira com dois braços de titãs.
As grandes industrias e comércios da região no caso podemos apontar a Cimento Nassau, Cimento Mizu, Cimento Apodí, Agrícola Formosa e outras consideradas grandes do ramo do agronegócio, não apontaram interesse em entrar na luta ou então não conhecem ou acreditam que ela é necessária e que a participação deles/as é um divisor de águas para o nosso sucesso.
É bom salientar que o empresa vencedora da licitação, a C. M. Construção e Serviços LTDA, está apenas esperando os recursos serem alocados, para instalar o canteiro de construção da obra, e o momento é de reanimar a nossa comissão, as pessoas que dependem diretamente da Estrada do Cajueiro, empresários e pessoas das bancadas do senado e câmara do nosso estado e do Ceará numa perspectiva que possam tomar de conta dessa causa e resolver essa questão tão antiga e tão sonhada por parte do povo potiguar e cearense.
Portanto companheiros e companheiras a luta não acabou, apenas houve uma pausa devido a configuração circunstancial de cada uma das pessoas que formam a comissão. Vamos arregaçar as mangas e recomeçar de onde paramos.
É bom lembrar uma coisa: Se o mais difícil é a burocracia, essa já foi vencida, agora está tudo mais fácil, só falta o dinheiro.
Maurílio Santos é músico e compositor, além de integrante da Comissão pela Construção da Estrada do Cajueiro
A crise econômica e os desajustes nos orçamentos fizeram os estados arrecadarem no ano passado quase R$ 30 bilhões a menos do que o esperado e avançar sobre limites de gastos impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Pelo país, as perspectivas para o ano são de mais atrasos em pagamentos e nos salários dos servidores.
Levantamento feito pela Folha de São Paulo mostra que a maioria dos governos obteve menos receitas com tributos e com transferências federais do que o previsto num ano atrás.
Os problemas financeiros também levaram a maioria dos governadores a piorar o comprometimento das finanças com pessoal em 2015. Vinte deles ultrapassaram limites estabelecidos pela norma ao longo do ano. O nível de endividamento dos governos teve elevação generalizada.
Apenas três estados conseguiram ampliar a arrecadação de tributos em valores corrigidos pela inflação. Um deles foi o Paraná, primeiro a articular um pacote de aumentos de impostos neste mandato. Os demais são o Pará e o Maranhão.
O RN é o campeão entre os que estão duelando com os números. É o primeiro colocado entre 20 estados que ultrapassaram os limites da LRF, com 52,53% (49% é o teto).
Veja reportagem completa AQUI.
Juiz das Execuções Penais do Natal, crítico ferrenho do modelo prisional brasileiro, especialista em Direito Processual Civil e Penal, além de MBA em Gestão Judiciária, Henrique Baltazar é nosso entrevistado na Série “Conversando com…“. Ele foi ouvido pelo repórter Magno César e apoio de Paulo Mello, da equipe da Rádio Cabugi do Seridó.

Henrique Baltazar diz que Robinson Faria tem tempo para fazer correções no sistema (Foto: Rodrigo Sena)
O judicante aborda sobretudo o problema da estrutura e gestão prisional no Rio Grande do Norte. Sem rodeios, ele afirma que “o governo é o maior problema” e não os marginais que ficam encarcerados em presídios e delegacias. Veja abaixo a íntegra dessa entrevisga:
1 – O senhor tem muitos problemas no exercício de juiz de execuções penais?
Os problemas são naturais em qualquer trabalho. Não é diferente das outras pessoas com características próprias de execução penal que é lidar com pessoas que são condenadas criminalmente.
2 – Quais as metas que o senhor não conseguiu alcançar nas execuções penais e por quê?
A maior foi realmente ter uma execução penal que funcione como a lei prevê. Isso foi o maior desgosto de quase todos os juízes de execução penal de quase todo o Brasil. A causa é a inoperância do Estado, do poder executivo. No tocante ao judiciário, eu creio que consegui dar uma gestão diferente na Vara de Processos Penais de forma que nós colocamos a vara para funcionar de uma forma com erros naturais, mas com um número de erros muito pequenos. O problema é que não temos espaço, não temos estrutura. O estado não dá condições. O estado não tem desde prédios suficientes a agentes penitenciários passando por equipe técnicas que pudessem dar condições, como a lei diz: condições de reintegração social do apenado.
3 – Por que na sua opinião, o juiz Henrique Baltazar é considerado polêmico?
A polêmica é porque não fico escondendo as coisas. Eu prefiro dizer o que penso do que ficar em conversas só de bastidores.
4 – Sendo uma área que o senhor entende e conhece bem, quais os principais problemas e dificuldades que o senhor se depara no sistema prisional do estado?
O governo é o maior problema, não só o governo estadual como também o Governo Federal. O governo não consegue entender a necessidade do trabalho que precisa ser feito para execução penal. Os governos se amparam por esses discursos de ressocialização e não oferece condições, então o maior problema que nós enfrentamos é convencer os governos da grande responsabilidade na área da execução penal.
5 – O senhor é favorável a parceria com a iniciativa privada em relação aos maiores presídios do estado como pretende o Governo do Estado?
Sou. Eu conheço essas parcerias públicas privadas, visitei um presídio desse tipo lá no Paraná, no Espírito Santo e conversei com autoridades dessa área sobre o funcionamento.
6 – Os escalões superiores da justiça no Rio Grande do Norte apoiam as ações do juiz Henrique Baltazar?
Todas as ações que a gente toma como juiz às vezes o Tribunal concorda, às vezes discorda, mas nunca tive um problema mais sério. O Tribunal sabe que estou fazendo o que é possível fazer e lutando para que a coisa funcione. Eu realmente não posso dizer que exista resistência do Tribunal à forma como eu exerço meu trabalho.
7 – Na sua opinião, o que falta por parte do governo do estado, mais especificamente dos órgãos de segurança em relação à segurança pública e dos presídios?
O Governo do Estado precisa entender que o sistema penitenciário apesar de não ser um órgão oficialmente da segurança pública mas é um órgão de extrema importância para a segurança pública. E daí não adianta o governo exercer um trabalho destinado sem recursos para o policiamento ostensivo, para o policiamento repressivo, se ele não tem uma estrutura no sistema prisional que possa segurar os presos.
Não adianta você colocar a polícia na rua, prender centenas de pessoas e depois não saber onde colocar essas pessoas, e não adianta colocar um monte de gente nas prisões se não fizer um trabalho que possa dar condições para que essas pessoas possam voltar à vida social dignamente e se afastarem definitivamente da vida criminal, e até impedir que elas caso queiram retornem a essa vida criminal. Então, esse entendimento é que precisa ser visto.
8 – Por onde o senhor tem exercido a função de juiz é visível seu empenho em aplicar a lei de forma justa e clara. Isso tem lhe trazido alguns dissabores? Quais?
Incompreensão sempre tem. Em todas as comarcas que trabalhei, a maior parte da população tem mostrado apoio ao meu trabalho como juiz. Sempre joguei limpo, sempre joguei claro, tanto que nunca me recusei a receber imprensa, sempre discuti claramente com a imprensa, sempre foi claro meu relacionamento. Sempre coloco como exemplo o que aconteceu quando cheguei em Caicó, na época o saudoso F. Gomes (repórter assassinado), eu fui ao programa dele na rádio por que havia sido lido uma reportagem que me denegria. Chegando lá ele estava visivelmente nervoso e antes de começar ele perguntou o que é que posso perguntar? O que você quiser.
Sou um servidor público, não faço nada escondido. Pode perguntar o que você quiser sobre o meu trabalho. E aí ele perguntou o que quis e nos tornamos amigos e nunca me recusei a responder coisa alguma. Sempre joguei claro com a sociedade sobre meu trabalho. Quanto ao trabalho de juiz, o mais interessante é que qualquer decisão que eu tome pode ser contestada e a pessoa ter os seus canais na busca e recorrer ao Tribunal de Justiça para tentar modificar a decisão que eu tenha tomado. Então isso me deixa muito tranquilo para exercer o meu trabalho.
9 – O senhor há poucos dias disse à imprensa que é favorável ao cidadão manter armas em casa para defender sua família. Na sua opinião bandido bom é bandido morto, desde que em defesa da família e seu patrimônio?
É o bandido preso cumprindo a pena que ele devia cumprir. A legítima defesa, porém ela está prevista na Constituição. Eu entendo que o cidadão deve ter a casa inviolada do indivíduo, a Constituição já diz isso. O cidadão tem que ter o direito de defender sua casa e sua família. Eu defendo que o estatuto do desarmamento seja flexibilizado, seja diminuída tanta resistência para que a pessoa possa ter uma arma em casa para defender sua casa, ou seu negócio, seu trabalho do ataque de criminosos.
Quanto ao porte de arma que as pessoas às vezes confundem com a possibilidade de ter uma arma em casa com o posse de arma, não quando você defende que o cidadão possa ter uma arma está querendo que seja um filme de faroeste que as pessoas andem com um revólver na cintura. Eu nunca afirmei isso, eu acho até que mais algumas categorias do que hoje devem ter a possibilidade de ter um porte de arma. Então eu defendo regras claras para que se diga o que é necessidade e o que não é necessidade e seja mais flexibilizado esse tipo de regra, e que todo cidadão possa sim, se não tem procedimento criminal, se nunca respondeu uma ação penal, se nunca cometeu nenhum crime antes ou nunca foi levado à justiça por prática de crime, ele possa sim ter sua arma em casa para defender a sua pessoa, seus familiares, seu patrimônio do ataque de indivíduos.
10 – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu recentemente que policias e delegados após aposentadorias ficam proibidos de portar armas. O senhor não considera que um policial após passar anos e anos perseguindo e prendendo bandidos e viciados ficam totalmente desprotegidos sem portar uma arma após aposentadoria?
Essa decisão foi do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília. Eu acho uma decisão equivocada. O nosso porte, o meu, dos policiais é chamado “porte funcional”. A gente não precisa de todas aquelas exigências da Polícia Federal para poder ter o porte de arma. O que a decisão do STJ fez, foi dizer que no momento que o cidadão se aposentou deixou de ter a prerrogativa do cargo e aí para isso ele pode ter o porte de arma, mais submetido a toda via crucis que os demais cidadãos têm para ter um porte de arma junto a Polícia Federal. É um equívoco nessa decisão, eu penso completamente diferente.
O cidadão policial, juiz, promotor, agente penitenciário, que passou a vida toda enfrentando criminosos, julgando criminosos, acusando criminosos, esse cidadão teria que ter mais respeito do estado brasileiro. O STJ só fez uma interpretação da lei. É um absurdo que a lei brasileira faça isso, retire do cidadão o direito de se defender. É inadmissível o governo brasileiro tem feito nos últimos quinze anos, que é tentar retirar do cidadão o direito de se defender, dificultar a ação das autoridades policiais e colocando mais facilidade para a ação do criminoso e ninguém nota que esse tipo de coisa é um dos fatores que tem aumentado a criminalidade no Brasil.
11 – Qual a avaliação que senhor faz do Governo Robinson Faria em relação ao combate a criminalidade e as fugas de presídios?
Mais discurso do que ação. Ele tem razão quando afirma que pegou uma herança ruim. O Estado estava numa situação ruim nessa área, mas ele era o vice-governador no governo anterior, então ele conhecia a situação do Estado quando assumiu e tinha que ter-se preparado para isso, até porque um dos fortes discursos que o governador usou na sua campanha foi o da segurança. Infelizmente, apesar desse discurso ele não soube principalmente ouvir as pessoas certas. Mas ele só tem um ano de governo e tem muito tempo para corrigir isso aí.
Meu Carnaval tem sido de descanso e trabalho em marcha lenta.
Estava precisando para recarregar baterias. Tenho um ano em movimento, que promete ser de grandes desafios.
Eu preciso deles, os desafios. São meu combustível.
Mas tirei um dia para mirar o sertão; sentir seu cheiro, ziguezaguear por suas estradas e veredas e falar com sua gente.
Comer arroz-de-leite, lavar o rosto com água geladinha da cisterna, procurar (sem sucesso) o camaleão mimetizado na folhagem e seguir em frente, sem a pressa de chegar.
Ouvir. Observar. Falar pouco (ô! Tentei).
São coisas que me fazem bem. Sou capiau da cidade, realimentado pela vida campesina.
Até neblinou ao longo de pouco mais de 400 quilômetros percorridos.
Eu pedia chuvas caudalosas, antes de viajar. Há-as permanentemente em meus sonhos. Vislumbro-as da casinha – imaginária – fertilizando o chão que dá cria à vida semeada.
O sertão verdinho, animais pastando, o sertanejo sorrindo, é como retempero para continuar a rotina que me empolga nesta página e outras tarefas.
Voltei olhando pela janela do carro e no retrovisor o que ia deixando para trás e ao largo: aquele sol engolido por nuvens densas, teimando em ficar.
Eu não me demorei. Mas trouxe todas as imagens e impressões em meus sentidos. Não ficaram para trás; carrego-as em mim.
Reencontrei-me para continuar minha marcha. Já no beicinho da noite avistei minha cidade.
Hora de começar tudo de novo. Em paz!
O professor Valdeci dos Santos Júnior, nome de relevo na geografia humana de Baraúna e um grande estudioso, com reconhecimento no Brasil e até exterior, fala ao Blog sobre a situação calamitosa do poder em seu município.
Relata como a Justiça colabora diretamente para o descalabro administrativo, financeiro e social em Baraúna. Merece ser lido.
Ele escreve a partir da postagem sob o título “Um chafurdo sem fim“, que veiculamos no último dia 5 de fevereiro. Veja abaixo sua análise, opinião e relato:
Prezado Carlos Santos,
O caso de Baraúna deixou de ser cômico para o nível de patético. Do ano de 2000 até 2012, Baraúna teve 04 eleições para prefeito, das quais em 03 delas (2000, 2004 e 2012) quem ficou no poder foi o segundo colocado e não o primeiro eleito pela vontade sobrena do povo. Essa última de 2012 foi mais hilariante ainda, onde a segunda colocada é quem “desgoverna” o município amparada por 04 liminares do TSE nas mãos do relator Luiz Fux (tendo em vista que ela foi cassada em 04 processos judiciais em primeira e segunda instâncias).
Já estamos em Fevereiro de 2016, ou seja, ano de novas eleições para prefeito que ocorrerão em Outubro próximo e o primeiro colocado, Isoares Martins (PR), que foi eleito pelo voto do povo (também afastado por 03 processos judiciais) e que, teoricamente, é quem deveria estar governando, aguarda os resultados de seus processos para ter direito ou não ao seu retorno ao cargo.
Portanto, até mesmo no sentido histórico, o importante nas eleições não é ser o primeiro colocado, mas o segundo, ter bons advogados e “influência” junto aos bastidores júridicos, para ganhar um mandato sem passar pela maioria democrática das urnas. Triste retrato de um país corrupto.
Valdeci dos Santos Júnior
Veja bastidores políticos em nosso Twitter clicando neste link: www.twitter.com/bcarlossantos
Lideranças do movimento denominado “Mossoró Melhor”, que se organiza para montagem de uma ampla aliança partidária, deverá desembarcar em Brasília nos próximos dias.
Querem afinar contatos com dirigentes de alguns partidos.
O trabalho seguirá paralelamente à ampliação de contatos populares à explicação dos propósitos dessa frente e coleta de sugestões das mais diversas comunidades e segmentos organizados.
Do Congresso em Foco
Será promulgada em 18 de fevereiro, em sessão conjunta do Congresso Nacional, a emenda constitucional que abre “janela” para troca de partidos sem perda de mandato. De acordo com o texto (PEC 182/07), os detentores de mandatos eletivos poderão deixar os partidos pelos quais foram eleitos nos 30 dias seguintes à promulgação da emenda.
A desfiliação, no entanto, não será considerada para fins de distribuição do dinheiro do Fundo Partidário e do acesso gratuito ao tempo de rádio e televisão.
A medida fez parte da proposta de emenda à Constituição que trata da reforma política já aprovada pelos deputados.
O restante do texto, que prevê medidas como o fim da reeleição para cargos do Poder Executivo, ainda vai ser examinado no Senado.
O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Piancó/Piranhas/Açu, José Procópio de Lucena visitou nesta segunda-feira (08) de carnaval o Açude de Coremas, na Paraíba. O reservatório é responsável pelo abastecimento de cerca de 400 mil pessoas nas cidades da Paraíba e do Rio Grande do Norte. Entre os municípios, Caicó-RN.
Procópio demonstrou preocupação com o baixíssimo volume D’Água do reservatório.
“As chuvas caídas na bacia hidrográfica do açude ainda não produziram recarga suficiente para garantir os múltiplos usos para o ano de 2016. Vamos continuar economizando, racionando, poupando e fazendo reuso de água – afirma.
– E, claro, rogando e acreditando que as chuvas ainda virão para fazer a boa recarga deste e outros reservatórios estratégicos para atender às necessidades humanas, sociais, ambientais e econômicas”, explica.
História
O Açude Coremas–Mãe d’Água, oficialmente denominado Barragem Dr. Estevam Marinho, é uma barragem localizada na microrregião de Piancó, na cidade de Coremas no estado da Paraíba. Ele beneficia cerca de 112 municípios só na Paraíba, na chamada Mesorregião do Sertão Paraibano.
Sua capacidade máxima de acumulação é de 1,358 bilhão de metros cúbicos e uma bacia hidrográfica de 8.700,34 km². Começou a ser construído em 1937 e foi concluído em 1942. O engenheiro responsável foi o potiguar Estevam Marinho.
“É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal maneira que num dado momento a tua fala seja a tua prática.”
Paulo Freire
Em janeiro, mais de 134,7 mil toneladas de sal deixaram o Porto-Ilha de Areia Branca embarcadas em navios com destino ao exterior e às regiões Sul e Sudeste do Brasil. A quantidade representa um aumento de 9,43% comparado ao mesmo mês do ano passado.
No acumulado de 2015, foram embarcadas 1,95 milhão de toneladas do produto. Além de superar a expectativa – que era de 1,8 milhão – a operação foi superior à de 2014 em 427 mil de toneladas, o que representou um incremento de 28% de um ano para o outro.
O volume de sal que deixa o Estado pelo mar deve ser ainda maior a partir de agora. Desde o ano passado, o porto de Natal também passou a embarcar sal a granel. As operações deste tipo devem continuar na capital. As informações são da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), que administra os portos de Natal e de Areia Branca.
De acordo com o diretor-presidente, Emerson Fernandes, a perspectiva para 2016 é aumentar ainda mais a quantidade de sal que sairá do estado através do Porto Ilha de Areia Branca. “A meta é 2,2 milhões de toneladas. E acredito que a gente possa até superá-la”, apontou.
Em números arredondados, 60% da produção é escoada para o exterior e 40% são consumidos pelo mercado interno.
Com informações do Novo Jornal.


