terça-feira - 09/12/2014 - 13:14h
José Rêgo Júnior

Presidente do TRT-RN termina correição em Mossoró

O presidente e corregedor do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN), desembargador José Rêgo Júnior, encerrou sua programação de correições ordinárias nas Varas do Trabalho do Rio Grande do Norte com a leitura da ata de correição da 2ª Vara do Trabalho de Mossoró.

Presidente (o sétimo da esquerda à direita) realizou trabalho (Foto: TRT-RN)

“Há dois anos nós iniciamos a nossa programação de correições ordinárias anuais pelas Varas de Mossoró e é aqui, também, que encerramos”, afirmou o presidente.

Durante toda a semana passada, técnicos da Corregedoria do Tribunal do Trabalho analisaram os processos e os procedimentos da Vara, que é dirigida pelo juiz Magno Kleiber Maia.

Atualmente, as quatro Varas de Mossoró recebem uma média anual de 1.200 processos novos. A 2ª Vara tem teve o melhor desempenho neste ano, com 1.864 processos julgados até o final de outubro.

No tocante a processos tramitando na fase de conhecimento, a 2ª Vara também tem o maior estoque: 2.208 ações.

Grande volume

O volume de processos na fase de Execução da 2ª Vara chega a 4.354 processos, o segundo maior de Mossoró, perdendo apenas para a 1ª Vara, que tem 5.040 ações nessa fase.

Todas as 22 Varas do Trabalho do Rio Grande do Norte receberam, juntas, 23.035 processos neste ano, enquanto só o Tribunal recebeu 7.563 novos recursos.

Nesse período, as Varas julgaram 23.382 ações, enquanto as duas turmas do TRT-RN analisaram 7.695 processos.

Tramitam atualmente na Justiça do Trabalho do Rio Grande do Norte 26.727 processos na fase de conhecimento, sendo 21.832 nas Varas e mais 4.895 no tribunal.

Na fase de execução, são 60.721 em todas as Varas do Trabalho da 21ª Região.

Com informações do TRT-RN.

 

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terça-feira - 09/12/2014 - 11:06h
RN

Municípios recebem cota extra para pagamento do 13º

Da Agência Brasil

Os pequenos municípios do Rio Grande do Norte recebem nesta terça-feira (9) R$ 293,5 mil, cada, da cota extra do Fundo de Participação para reforçar o caixa de pagamento do 13° salário dos servidores municipais. A informação foi divulgada ontem pelo Tesouro Nacional.

O FPM extra é uma espécie de poupança feita ao longo do ano para ser distribuído no primeiro decêndio de dezembro. Pelo sistema atual, o Tesouro retém 1% da arrecadação do fundo para ser liberado no final do ano.

Valor retido

Em 2014, o valor total retido foi de R$ 3,37 bilhões, dos quais R$ 2,88 bilhões do Imposto de Renda e R$ 488,6 milhões do Imposto sobre Produtos Industrializados. Os 167 municípios do Rio Grande do Norte vão receber R$ 84,9 milhões. Em relação ao ano passado, a cota extra vem com aumento nominal de 6,9%, que foi anulado pela inflação do período.

Municípios coeficiente 0,8, como Acari, Brejinho, Umarizal e Guamaré receberão R$ 391,3 mil. Caicó vai receber R$ 1,2 milhão, São Gonçalo R$ 1,4 milhão, Parnamirim e Mossoró R$ 3,2 milhões e Natal R$ 11,4 milhões.

Números

Na quarta-feira, dia 10, será depositado o dinheiro da primeira cota de dezembro do Fundo de Participação. Em termos reais esse primeiro repasse apresenta aumento de 7,6% em relação a repasse do mesmo período do ano passado. Juntando a cota extra de 1% e a primeira parcela de dezembro do FPM, os municípios receberão esta semana R$ 172,9 milhões.

Valor da primeira cota de dezembro

Município 0.6……….R$ 304.487,40
Município 0.8……….R$ 405.983,20
Município 1.0……….R$ 507.479,00
Município 1.2……….R$ 608.974,80
Município 1.4……….R$ 710.470,60
Município 1.6……….R$ 811.966,40
Município 1.8……….R$ 913.462,20

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terça-feira - 09/12/2014 - 11:01h
Primeira mão

Parecer diz que TRE fez “monstruosidade” contra Rosalba

Procuradoria Geral Eleitoral vê absurdo de Corte em decisão de afastamento mas apoia inelegibilidade

“A decisão do TRE-RN (Tribunal Regional Eleitoral) sobre Rosalba Ciarlini (DEM), é teratológica).  Esse é um dos principais pontos de parecer assinado pela Procuradoria Geral Eleitoral (PGE), que atua junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em relação ao Recurso Especial Eleitoral (RESPE) 314-60, relacionado às eleições municipais de 2012 em Mossoró.

Rosalba foi "afastada" duas vezes por TRE e dribla pedidos de impeachment (Foto: Carlos Costa)

O parecer é dissecado em primeira mão e exclusividade pelo Blog Carlos Santos. Nele, o PGE mantém sanções determinadas em primeiro grau, como a inelegibilidade da governante, mas sem desligamento compulsório do cargo.

Segundo o pronunciamento do PGE – que servirá como um dos elementos à decisão final da Justiça -, ao decidir pelo afastamento da governadora Rosalba Ciarlini do Governo do Estado em decisão por ofício, o TRE excedeu-se em suas prerrogativas e fez interpretação monstruosa da legislação. “(…) Não apenas por evidenciar flagrante ilegalidade, mas por importar na quebra do sistema normativo eleitoral.”

Em seu parecer ao Respe 314-60 em tramitação no TSE, o mesmo PGE vai mais além ‘exorcizando’ a decisão do TRE que não se confirmou porque a governadora obteve liminar para se sustentar no cargo, à espera de decisão de mérito (julgamento final) do processo. Nessa demanda, a figura central é a prefeita cassada e afastada Cláudia Regina (DEM), com o seu vice José Wellington Filho (PMDB).

Herval Júnior

O raciocínio da Procuradoria Geral Eleitoral indica que o TRE decidiu “desafiar as competências, segundo a cadeia processual legalmente definida; seja por fazer incidir norma estranha ao pedido inicial do feito, agravando a situação da recorrente (Rosalba) em recurso exclusivo da defesa; ou por suscitar, de ofício, questão de ordem afeta ao direito material, alheio à lide (ao processo), sequer alcançado pelo efeito devolutivo do recurso eleitoral”.

Vale ser sublinhado, que em primeira instância o juiz José Herval Sampaio Júnior da 33ª Zona Eleitoral não determinou afastamento da governadora. Nem poderia. Mas no TRE, acabaram abrindo essa “janela” para o bota-fora que não foi confirmado no TSE.

Jurista de largo conceito e ampla vivência no Direito Eleitoral e Direito Administrativo, o ex-chefe de Gabinete de Rosalba e ex-deputado estadual Paulo de Tarso Fernandes foi uma das vozes de estranheza à interpretação do TRE, à época.

Paulo de Tarso lembrou que as questões eleitorais em torno do mandato da governadora já estavam, todas elas, resolvidas.

“O juiz eleitoral de Mossoró (Herval Júnior) aplicou à governadora apenas a multa em face de conduta vedada ao governante que não era candidato. E o Tribunal resolveu estender a multa até alcançar o mandato da governadora. É uma decisão jurídica que gera muita controvérsia”, arguiu Paulo de Tarso.

“Quando isso ocorre, a matéria não é mais eleitoral. Se a governadora se excedeu [na eleição de Mossoró], ela deveria responder por improbidade administrativa. E poderia até ser cassada pela justiça comum e não pela justiça eleitoral”, completou ele (veja AQUI).

O TRE resolveu afastar Rosalba em sessão no dia 10 de dezembro de 2013 (veja AQUI).

Nos autos, foi apontado o uso desenfreado da máquina pública, como avião do Governo do Estado, para beneficiar a campanha dos cassados.

A expectativa nos intramuros, era de que pudesse ocorrer a decretação de inelegibilidade e nova punição para os cassados/afastados Cláudia e Wellington, mas o TRE foi mais à frente.

Impeachment

Antes de deixar o cargo para o vice dissidente, Robinson Faria (PSD), Rosalba conseguiu liminar para se manter no cargo.

Mesmo assim, o TRE repetiu a dose.

TRE volta a afastar Rosalba e a cassar Cláudia (veja AQUI) – noticiou este Blog no dia 23 de janeiro deste ano. Porém Rosalba conseguiu se manter na governadoria, mesmo convivendo também com pedidos de impeachment na Assembleia Legislativa que nunca progrediram por articulações políticas de bastidores.

Caminha para concluir o mandato, sem ter tido meios para concorrer à reeleição (vetada pelo próprio partido) e bastante fragilizada em sua imagem, com uma administração que não deixará saudades nem mesmo em sua terra natal – Mossoró.

Acompanhe bastidores políticos em nosso TWITTER clicando AQUI.

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segunda-feira - 08/12/2014 - 23:55h

Pensando bem…

“A estupidez coloca-se na primeira fila para ser vista; a inteligência coloca-se na retaguarda para ver”.

Bertrand Russel

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segunda-feira - 08/12/2014 - 23:48h
Primeira mão

Pareceres ratificam cassações/afastamento de Cláudia Regina

Vários pareceres (treze) da Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) estão publicados no site desse órgão, tratando de processos relativos às eleições 2012 em Mossoró.

Todos deixam em relevo a manutenção de condenação da prefeita eleita e cassada Claudia Regina (DEM).

Os pareceres endossam decisões da Justiça Eleitoral em primeira instância, sentenças prolatadas pelo juiz José Herval Sampaio Júnior, então titular da 33ª Zona Eleitoral e Ana Clarisse Arruda (34ª Zona).

Cláudia foi catapultada da prefeitura, pela última vez, no dia 5 de dezembro de 2013, quando faltavam 27 dias para completar um ano de gestão.

Depois trarei maiores detalhes.

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segunda-feira - 08/12/2014 - 23:33h
Maior fartura

Presidente do TSE tá chocado com custos de campanha

Por Cláudio Humberto (Diário do Poder)

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Dias Toffoli, elogiado por sua atuação durante a última campanha, está chocado com os custos do processo eleitoral no Brasil que, segundo ele, é o dobro da campanha nos Estados Unidos.

Nesta terça, Toffoli deve conversar com o colega Gilmar Mendes, no TSE, sobre formas de tornar mais eficazes controle e limites dos custos de campanha.

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segunda-feira - 08/12/2014 - 22:40h
Genocídio

Vîtimas de câncer enfrentam “loteria da vida”

Em endereços próprios em redes sociais, hoje, a deputada estadual Larissa Rosado (PSB) reproduziu informações veiculadas pela InterTV Cabugi sobre o drama de vítimas de câncer em Mossoró e da região.

Gente está morrendo, porque Prefeitura, Estado e anestesiologistas não se entendem.

Cruel, muito cruel.

Leia o que relata a deputada:

Boa noite, amigos.

Passando para fazer um desabafo com vocês. Hoje, o RNTV trouxe um assunto que já alertamos inúmeras vezes, inclusive, apresentando requerimento na Assembleia, cobrando solução urgente para o problema, que é a crise na assistência à pacientes com câncer em Mossoró.

Para se ter ideia da gravidade da situação, mais de 400 pacientes aguardam retirada de tumores e outros procedimentos essenciais contra diversos tipos de câncer. Isso porque as cirurgias ambulatoriais no Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM) estão paralisadas há quase quatro meses devido à greve de médicos anestesiologistas.

Esse problema seria resolvido se a Prefeitura de Mossoró e o Governo do Estado fizessem parceria, como foi feito em Natal, para pagar adicional de 150% sobre a tabela SUS para os médicos que fazem as cirurgias no Centro de Oncologia.

Em Natal, o Governo entra com contrapartida de 60% do valor pago aos profissionais, e a Prefeitura paga os 40% restantes.

Então, está mais do que na hora de a Prefeitura de Mossoró e o Estado resolverem esse impasse, e garantir isonomia no pagamento por cirurgias feitas em Natal em Mossoró. Porque, caso contrário, as greves seguirão acontecendo, e os pacientes continuarão sendo prejudicados.

Esse tipo de descaso do Poder Público está criando uma situação mais do que absurda: os pacientes com câncer vivem uma verdadeira loteria da vida.

Essa trágica realidade precisa mudar, a crise no tratamento contra o câncer em Mossoró necessita ser resolvida, com urgência, o Poder Público tem que agir imediatamente, porque o câncer não espera.

O povo de Mossoró e de vários outros municípios do Rio Grande do Norte não merecem essa situação absurda.

Fica aqui, mais uma vez, nosso apelo em favor da vida.

Larissa Rosado

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segunda-feira - 08/12/2014 - 21:44h
Investigação

“Sangria” pode alcançar gente mais graúda

A denominada “Operação Sangria”, destinada a desarticular quadrilha que fraudava procedimentos licitatórios e/ou a execução contratual no município de Caraúbas, deve avançar um pouco mais. Bem mais.

Gente mais graúda poderá se enrascar.

Deflagrada no dia 14 de outubro deste ano, num trabalho afiado do Ministério Público do RN (MPRN), a Sangria identificou eventuais desvios em contratos de R$ 11.710.672,30 – ao longo de vários anos – na Prefeitura de Caraúbas.

Foram expedidos pelo juízo da comarca de Caraúbas 41 mandados de busca e apreensões e 12 mandados de prisões temporárias em Caraúbas, Mossoró, Apodi e Campo Grande.

Investigações abrangeram as áreas de construção civil, locação de veículos, fornecimentos de combustíveis, fornecimento de merenda escolar e material de expediente, de limpeza, contratação de serviços clínicos (serviços ambulatoriais) e serviços gráficos.

 

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segunda-feira - 08/12/2014 - 20:59h
Mossoró

Câmara vai encerrar período legislativo nessa quarta-feira

A Câmara Municipal de Mossoró encerra nesta quarta-feira (10) o período legislativo com a segunda votação da peça orçamentária para o ano de 2015, às 9h. Na mesma sessão, serão entregues o Prêmio Vereadora Niná de Macêdo Rebouças ao vereador do ano.

O escolhido por uma comissão composta por quatro representantes da imprensa, quatro da sociedade organizada e três servidores efetivos da Câmara, à semana passada, foi o presidente da Casa, Francisco Carlos (PV).

Francisco Carlos recebeu cinco votos e foi apontado como o vereador do ano. Os vereadores Genivan Vale (PROS) e Tomaz Neto (PDT) receberam dois votos cada e Alex Moacir (PMDB) e Jório Nogueira (PSD) receberam um voto.

Além da entrega do Prêmio Niná Rebouças serão entregues na próxima quarta-feira os prêmios de vereador mais produtivo e de vereador mais assíduo.

O anúncio será feito durante a sessão, segundo os relatórios de presença e de matérias protocoladas junto à secretaria legislativa da Casa.

Com informações da Câmara Municipal de Mossoró.

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segunda-feira - 08/12/2014 - 20:55h
Nordeste

Robinson participará de reuniões com outros governadores

Planejar, conhecer a realidade e dialogar sobre parcerias com os governadores do Nordeste.

Essas são as intenções do governador eleito do Rio Grande do Norte Robinson Faria (PSD) na reunião com os governadores eleitos do Nordeste que acontece na terça-feira (9) na capital da Paraíba, em João Pessoa.

A reunião contará com a participação de governadores eleitos no último pleito e deve ser pautada em discussões como redistribuição de recursos para os estados e municípios nordestinos.

“Vamos apresentar nosso planejamento de parcerias com os estados do Nordeste e o fortalecimento de projetos econômicos e sociais para o Rio Grande do Norte”, destacou Robinson.

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segunda-feira - 08/12/2014 - 14:33h
Estado

Rosalba anuncia pagamento do funcionalismo

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM), através da Assessoria de Comunicação do Governo do Estado, confirmou no início da tarde desta segunda-feira (8) o cumprimento do pagamento dos funcionários públicos estaduais.

No dia 19 de dezembro todos os servidores, independentemente das pastas e do valor dos vencimentos, recebem os 80% restantes do 13º salário.

No dia 30 de dezembro será executado o pagamento da folha de dezembro para todos os funcionários.

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segunda-feira - 08/12/2014 - 07:14h
Areia Branca

Vereador abre caminho para ser candidato a prefeito

O vereador João Ferreira Tavernard Souto Neto, “João de Beguinho” (PROS), de Areia Branca, traça planos e esquadrinha eleitoralmente seu município, de olho nas eleições de 2014. Mas não projeta reeleição.

João: projeto em andamento para 2016

Empolgado com a votação obtida a deputado estadual neste ano, mesmo sem se eleger, enxerga um vácuo para poder ser candidato a cargo majoritário. É provável que concorra à sucessão da prefeita Luana Bruno (PMDB).

À semana passada, na própria Câmara Municipal, João de Beguinho declarou a seus pares que não concorreria a novo mandato ao Legislativo. Deixou no ar que vai tentar galgar outro patamar.

Prefeito ou vice?

O futuro dirá.

O vereador obteve 4.125 votos em Areia Branca e 11. 508 votos no Estado a deputado estadual.

Atualmente, ele faz parte do grupo político comandado pelo ex-prefeito José Alfredo Rebouças e da ex-candidata a prefeito em 2012 Iraneide Rebouças (DEM).

João de Beguinho foi apoiado pela prefeita Luana e seu grupo no pleito deste ano, para chegar à Assembleia Legislativa, além do grupo do casal José Alfredo/Iraneide. Uma proeza.

Conseguiu unir “água e óleo” da política local, num projeto que não prosperou, mas deixou a semente plantada para a corrida eleitoral de 2016.

Ele marcha em faixa própria, que independe dos apoiadores de um lado e do outro.

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segunda-feira - 08/12/2014 - 04:03h
Wilson Rosado

Hospital aguarda decisão sobre dívida de Prefeitura

O Hospital Wilson Rosado (HWR) tenta há meses receber soma milionária devida pela Prefeitura de Mossoró.

A via judicial passou a ser o último caminho à solução.

Aguarda-se ansiosamente por despacho judicial.

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domingo - 07/12/2014 - 23:58h

Pensando bem…

“Arriscamo-nos a perder quando queremos ganhar demais.”

Jean de La Fontaine

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domingo - 07/12/2014 - 15:57h
Governo em Mossoró

Tudo meu

Por considerar que a vitória do governador eleito Robinson Faria (PSD), em Mossoró, foi fundamentalmente sua, o prefeito Francisco José Júnior (PSD) decidiu: quer todos os cargos de confiança do Estado, no município, sob sua indicação.

A aspiração ainda não foi posta oficialmente à mesa de Robinson.

Mas o governador eleito  foi devidamente informado, por fonte de sua absoluta confiança.

E não gostou dessa pretensão “monopolista”.

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domingo - 07/12/2014 - 15:48h
Felipe Maia

Deputado pede desculpas por excesso a colegas de Câmara

Da coluna Painel (Folha de São Paulo)

Pito

O deputado Felipe Maia (DEM-RN), que bateu boca com Jandira Feghali (PC do B-RJ) e Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), procurou a dupla durante a semana para pedir desculpas.

Disse que sua mãe assistiu ao entrevero pela televisão e telefonou reclamando dos maus modos.

Nota do Blog Carlos Santos – Gesto elevado, que precisa ser enaltecido, além da interveniência de dona Anita Catalão Maia – mãe do parlamentar.

A boa extração ajuda a entender o pedido de desculpas do parlamentar.

Parabéns.

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domingo - 07/12/2014 - 15:24h

O faz-de-conta dos caixas um e dois das campanhas

Por José Herval Sampaio Júnior

O problema do financiamento das campanhas eleitorais não é tão fácil de resolver, como defendem alguns com a perspectiva de que basta tão somente transformar o financiamento das campanhas em estritamente público, alterando a normatização do atual sistema que é misto, em que se permitem doações/investimentos do setor privado e cotas do fundo partidário.

Nessa linha, tais defensores acreditam que todos os problemas relativos ao chamado, por exemplo, caixa dois, estaria totalmente resolvido, pois empresas grandes como as empreiteiras não poderiam mais doar/investir nas campanhas eleitorais. Ledo engano, com todo respeito a quem pensa em contrário, pois o problema é bem maior do que se imagina.

Primeiro temos que ter a preocupação com o chamado Caixa um (vamos chamar assim para facilitar a compreensão), ou seja, as doações que de doação não tem nada, e sim investimento e que são autorizadas pela legislação, independentemente hoje, de ser pessoa física ou pessoa jurídica, e mais, sem qualquer limite máximo de gastos.

Olha que problema interessante: hoje com o atual sistema, fato que ninguém está conversando com relação à reforma do sistema político que se avizinha, a legislação eleitoral não prevê limite máximo de gastos entre os candidatos e nem sequer mínimo. Já temos aqui uma aberração nesse sistema.

Aqueles que já entram numa campanha eleitoral mal intencionados, e não são poucos, ou seja, com a ideia clara de fingir, que estão verdadeiramente prestando contas de forma real, substancial dos gastos e principalmente receitas obtidas para o desenvolvimento da campanha, optam por óbvio em colocar os seus limites de gastos bem acima, justamente para não terem suas contas reprovadas, quando do faz-de-conta da análise das contas (com todo o respeito) que serão submetidas à Justiça Eleitoral.

Por que será?

Justamente porque colocando um valor maior, poderá dentro do que permite a própria legislação arrecadar e ao mesmo tempo gastar no chamado, caixa um, valores que seriam bem maiores do efetivamente existente. E esta essa saída formal em se colocar um limite máximo do valor que entenda pertinente, o candidato e o partido politico conseguem, por exemplo, se safar de uma eventual punição, acaso não tenha feito uma previsão correta e real dos gastos.

Se porventura houvesse obrigação de se estipular tetos sobre a previsão de gastos, o próprio candidato e o partido político teriam mais cuidado na hora de designar o intervalo pelo qual estaria obrigado a gastar, mesmo que formalmente.

E agora vejam como sempre colocam valores a maior do que efetivamente gastarão, mesmo com outro problema que vamos em seguida abordar, que é o problema do Caixa dois, sempre acabam fraudando o sistema pelo que estamos chamando de Caixa um. E aqueles que resolvem muitas vezes por inocência e às vezes por total desconhecimento da lei, colocam valores menores, basta ter uma receita, que no decorrer da campanha um pouco maior e que não era previsível, que já serão devidamente punidos, por força, justamente da não adequação formal às regras previstas em lei e nas resoluções do Tribunal Superior Eleitoral.

Mas o problema das contas de campanha não reside tão somente na análise formal e técnica das contas prestadas, inclusive com a submissão a diversas regras, que ao longo dos últimos anos tiveram uma evolução no sentido de se apertar, ou seja, de se querer fazer com que os partidos e candidatos se submetam a um rigor bem maior em termos de controle, inclusive tentando chegar na medida do possível, ao efetivo gasto e receita feita pelos mesmos. Entretanto, o problema maior reside no fingimento das próprias prestações feitas na maioria das vezes pelos candidatos e partidos políticos desse país, afora o problema já relatado.

É indiscutível que as campanhas eleitorais custam bem mais do que o devidamente informado pelos candidatos e partidos políticos, consoante se pode ver claramente nas ruas, e essa constatação infelizmente acontece em todas as eleições e pode ser facilmente detectada com análise das campanhas eleitorais passadas , incluindo especialmente a campanha eleitoral de 2014, que foi a mais custosa de todas e a mais cara de todo o mundo, chegando a quase cinco bilhões em termos de caixa um, segundo informado à Justiça Eleitoral. Ora, como sempre venho dizendo, a regra geral nesse tema é que os candidatos fingem que prestam conta e, infelizmente, até mesmo por falta de estrutura da Justiça Eleitoral, fica a impressão que ela também finge que homologa e aprova formalmente as contas.

Fica até mesmo contraditório, se formos interpretar sistematicamente todos os textos normativos que tratam não somente das campanhas eleitorais, mas principalmente das eleições de um modo geral veremos que o espírito é conter as diversas formas de abuso de poder.

Então se indaga: se existem diversos textos normativos que procuram coibir, inclusive punindo de forma severa, retirando, em algumas situações, o mandato conquistado por abuso do poder econômico, como que a Justiça Eleitoral pode analisar substancialmente e materialmente se são verdadeiras as informações trazidas pelos candidatos e os partidos políticos na prestação de contas analisadas sob o crivo meramente formal?

Tal constatação, com todo respeito a quem pensa ao contrário, já é, por si só, difícil de compreensão. Se por um lado a legislação eleitoral é rigorosa do combate ao abuso do poder econômico, do outro, justamente na prestação de contas de campanha, há uma interpretação hoje que a análise é feita tão somente no viés formal, sem que a Justiça Eleitoral possa na prática analisar materialmente se todas aquelas receitas se operaram da forma descrita. E o mais importante: se aquelas despesas ocorreram da forma devidamente alinhada na prestação de contas, pois infelizmente, por nossa experiência de quase 16 anos como juiz e tendo presidido diversas eleições, percebemos claramente que na grande maioria os candidatos e políticos criam uma receita e despesa totalmente diferente da real, havendo de fato dois caixas.

Portanto, parece-nos ser notório hoje que os candidatos e partidos políticos colocam valores totalmente diferentes dos valores reais na prestação de contas, ou seja, a maioria dos candidatos, no chamado caixa um, na regularidade formal das contas que buscam, colocam os valores de despesas informados bem menores do que os valores de mercado. Somente uma efetiva fiscalização, transformando ou criando agentes públicos, dentro da estrutura eleitoral que pudessem, a partir inclusive do dever indiscutível de fiscalização por parte dos juízes eleitorais, chamado de poder de polícia, teríamos resultado concreto de se coibir na prática o chamado caixa dois.

Tais servidores, na fase de propaganda, poderiam inclusive passo a passo analisar materialmente todos os atos e informações prestadas pelos candidatos, em especial os atos de propaganda, a partir da realidade do valor de mercado e o que se via na rua pelos juízes e servidores referidos. Nessa última eleição, nós vimos claramente por diversos candidatos uma estrutura gigantesca, uma estrutura inclusive para a cognição do que estamos a explicar, totalmente surreal quando vamos analisar as contas informadas, os valores são totalmente irreais.

E o que fazer?

Segundo a Justiça Eleitoral, com todo respeito, nada, pois a análise é feita somente no aspecto formal. Se foram observados os procedimentos, se foram observados os prazos com relações às informações, assinaturas nos recibos competentes e outras diretrizes técnicas contábeis.

Ora, essa análise também é importante, inclusive vem sendo feita com rigor maior nos últimos anos, porém nós temos que avançar para fiscalizar, substancialmente, se todos aqueles valores condizem com os valores de mercado, analisar justamente se dentro do chamado caixa um tudo foi devidamente observado e principalmente junto com essa fiscalização e junto evidentemente com o dever de cumprimento e de fiscalização das demais normas, se houve abuso de poder econômico já na prestação de contas, mesmo que indiciária, a partir do que o juiz e sua equipe de fiscalização viram nas ruas.

Desta feita, o que propomos é uma ação mais contundente da Justiça Eleitoral para conter o abuso de poder e tentar justamente aferir os outros gastos que com certeza acontecem, além do que fora devidamente informado e que é conhecido hoje, pelo chamado caixa dois.

Ora por fim, resta-nos uma seguinte indagação e observação ao mesmo tempo: se porventura trocarmos o sistema misto de análise das campanhas eleitorais pelo financiamento de campanhas totalmente público, como alguns defendem claramente e este signatário também até entende que o atual sistema tem que ser modificado, estará resolvido todos os problemas aqui apontados?

Para nós a resposta é não, pois em se adotando de forma mais intensa o financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais, resta-nos uma preocupação: será que não se resolvendo o problema, a partir de uma maior estrutura e fiscalização efetiva que se defende por parte da Justiça Eleitoral e os demais órgãos e entidades envolvidos em tal fiscalização, vedando-se qualquer tipo de financiamento privado das campanhas eleitorais, a situação pode é piorar, já que a nossa cultura de jeitinho brasileiro para burlar a lei, as doações/investimentos serão mais constantes e até maiores, por acreditarem justamente na ausência de fiscalização?

Hodiernamente, sabemos que o que se chama de doação, na realidade é investimento, pois as empresas investem, por incrível que pareça em partidos e candidatos com ideologias distintas, logo dá para acreditar que resolveremos ou minimizaremos esses problemas existentes.

Repito: não tenho duvida em afirmar que não, pois o chamado caixa dois continuara ocorrendo se não houver justamente essa mudança cultural e uma maior estruturação, estruturação essa humana, estruturação essa material, estruturação tecnológica, com maior preocupação em criar um corpo eleitoral fiscalizatório e principalmente permitindo claramente ao Juiz Eleitoral, que a partir dessa estruturação, possa analisar materialmente todas as contas das campanhas eleitorais. Para nós, retirar o financiamento hoje misto, deixando totalmente puro com recursos públicos e proibindo as empresas de doarem para as campanhas eleitorais, por si só, sem aprimorar os meios humanos, materiais e técnicos da fiscalização, com todo respeito a quem pensa em contrário, não resolverá. Simplesmente mudaremos o foco do problema.

Realmente, mais uma vez, avançaremos formalmente e continuaremos, por óbvio, com as chamadas doações ilegais, investimentos na realidade ilegais e que mais uma vez fugirão ao crivo de análise do Judiciário. Sem uma estruturação séria e efetiva da Justiça Eleitoral, continuaremos com as campanhas com alto custo e principalmente o famoso investimento, em que as empresas investirão ilegalmente e procurarão no decorrer no exercício do mandato daquele que fora ajudado de forma ilegal a recuperação daquele dinheiro.

Com todo respeito àquele que pensa o contrário: as empresas em nossos pais, e a prática vem demonstrando não estão sendo caridosas, pelo contrário estão fazendo negócios, inclusive altamente lucrativos para seus balancetes, para seus executivos e infelizmente a realidade hoje demonstra isso.

Por isso, a solução para o problema do financiamento de campanha não é tão simples quanto se pensa. Temos que discutir e estudar nessa reforma do sistema político que se avizinha. Isso, a partir de uma maior estruturação da Justiça Eleitoral, que possa passar a analisar substancialmente as contas das campanhas eleitorais informadas, por força justamente das obrigações, hoje já formais com relação ao dever de regularidade nas prestações de contas.

Evitamos desde essa fase do processo eleitoral o famigerado abuso de poder econômico, que na prática é a origem de todas as outras formas de abuso de poder e da captação ilícita de sufrágio, a qual infelizmente em nosso país vem em algumas situações se constituindo como uma política institucional de alguns governos ainda mal acostumados com a politicagem assistencialista.

José Herval Sampaio Júnior é Mestre em Direito Constitucional, Juiz de Direito e Juiz Eleitoral no Estado do Rio Grande do Norte, além de escritor renomado nacionalmente, com obras publicadas em diversas áreas do direito, inclusive direito eleitoral

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Categoria(s): Artigo
domingo - 07/12/2014 - 10:03h
Luiz Carlos Martins

Vice-prefeito vai finalmente ter sua “casa própria”

Do Blog de Gutemberg Moura

O estilo nômade do vice-prefeito de Mossoró, Luiz Carlos de Mendonça Martins (PT), que ainda não tem um lugar certo para despachar administrativamente, vai acabar.

É que a vice-prefeitura voltará a funcionar na sua sede original, o Casarão Lili Duarte.

O local abrigou dois vice-prefeitos, Ruth Ciarlini e Wellington Filho, mas depois foi ocupado pela Procuradoria Geral do Município, que funcionará, em 2015, no bairro Boa Vista, próximo à Igreja de São João Batista.

A sede da PGM será um imóvel particular a ser alugado pela municipalidade.

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Categoria(s): Política
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domingo - 07/12/2014 - 09:42h
Isolda Dantas

O insustentável cargo de uma petista

Isolda: só a foto (Foto: portal PMM)

É crescente o desgaste da titular da pasta da Cultura na Prefeitura de Mossoró, Isolda Dantas de Moura.

A petista está longe de ser unanimidade.

Prestígio também anda longe com seu superior, prefeito Francisco José Júnior (PSD).

No portal da Prefeitura de Mossoró (veja AQUI), sequer lhe dão um perfil biográfico.

É apenas uma foto com olhar fixo, mas feições sorumbáticas.

Parece adivinhar dias sombrios.

Sustenta-se no cargo por uma peinha de nada.

Ou nem isso.

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Categoria(s): Política
domingo - 07/12/2014 - 09:26h

Mundo pequeno, pequeno mundo…

Por Honório de Medeiros

No cruzamento da Avenida Afrânio de Melo Franco com a Avenida General San Martín, pleno Leblon, eu tinha deixado as duas Bárbaras e Joseane na beira-mar para irem ver o pôr do sol no Arpoador, eis que escuto alguém me chamando.

Surpreso me deparo com Carlos Eduardo Gomes, gentil companheiro de jornadas do Cariri Cangaço. Desde 2011 não nos víamos.

Colocamos a conversa em dia. Me confessou que daqui a uns seis anos, para mais ou menos, vai se mudar para Poty do Alferes, encantadora cidadezinha serrana próxima de Vassouras onde acarinha um plantio de madeiras nobres. Voltará nos finais-de-semana para o Rio, posto que ninguém larga esta maravilha de uma vez por todas.

Colocou-se à minha disposição, quando soube que eu estava de férias e, antes de partir, deu-me alguns bons conselhos acerca do que fazer enquanto por aqui estiver.

Abração, Carlos.

Muito obrigado.

Depois de deixá-lo tomei o rumo do Shopping Leblon, na busca de um livro de Murakami, “Kafka à Beira-Mar”.

E na livraria encontrei uma brilhante ex-aluna minha, Mariana Brandão, neta de uma ex-professora minha, advogada tributarista, e sua mãe, e logo encetamos uma agradabilíssima conversa acerca das coisas da vida, Direito inclusive, mas principalmente Filosofia.

Mariana é um nome a se guardar com respeito, para o futuro, nas letras jurídicas.

Muito bom reencontrá-la, Mariana.

Fica marcado nosso café em Natal, quando for por lá.

Mundo pequeno, pequeno mundo…

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e Estado do RN

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Categoria(s): Crônica
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domingo - 07/12/2014 - 09:15h
Alex Moacir

Um incrível contorcionismo político

O contorcionismo político do vereador Alex Moacir (PMDB) – em curta carreira como detentor de mandato – começa a chamar a atenção.

Desembarcou na Câmara de Mossoró como integrante do esquema da então prefeita Fafá Rosado (PMDB) em 2013.

Saltou no início deste ano para o grupo da deputada federal Sandra Rosado (PSB), a ponto de virar candidato a vice-prefeito de sua filha e deputada estadual Larissa Rosado (PSB).

Agora, se aloja à sombra do prefeito Francisco José Júnior (PSD).

Tudo isso em menos de dois anos e antes de completar a metade do primeiro mandato como vereador.

Faltam mais dois anos e poucos dias pela frente, além de uma eleição municipal.

Haja fôlego!

Ô!

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Categoria(s): Política
domingo - 07/12/2014 - 08:39h

A dolorosa inversão da ordem natural

Por Naide Rosado

As pessoas costumam dizer: “quero dividir isso com você, ou vocês”. Prefiro usar a palavra compartilhar. E vou compartilhar o que passamos, até para que tomem conhecimento. Aí, sim, posso dizer que foi um problema.

A minha primogênita, Paula, que é médica, fez um RX de tórax, completamente inesperado porque resolveu fazer uma microcirurgia estética eletiva. O cirurgião, embora tratar-se de pequeno procedimento, pediu o risco cirúrgico. Ela, uma atleta, de saúde perfeita, fez o RX.

O pneumo que viu o exame, disse que havia uma pequena cicatriz, mas que aquilo não era nada. No entanto ela resolveu investigar que cicatriz era aquela e pediu para si uma tomografia. Feita a tomografia, veio o seguinte laudo: Linfoangioleiomiomatose pulmonar.

Só o nome já dava para assustar.

Ela estava no hospital, em plantão, e não houve um médico que soubesse o que era aquilo.  Aliás, ninguém sabia o que era aquilo.  Então, ela me passou o nome por um torpedo para que eu pesquisasse na internet.

Assim fiz e li um horror que resumo, desse modo: “após transplante do pulmão o paciente vive mais dez anos”.

Penso que saí de sintonia. Nem conseguia me levantar. Lembrei-me de meu pneumologista, uma sumidade, com mais de 90 anos. Liguei para ele e fui, de certa forma, bem acalmada pois foi direto ao assunto.

Explicou-me que tratava-se de uma doença que atingia mulheres em idade de reprodução e os nódulos eram hormônio dependentes.  Muitas vezes desapareciam com a supressão hormonal.  Que ele, pela idade, não poderia acompanhar Paula, mas indicaria um excelente pneumologista.

Impressionante, amigos, a forma como ele identificou o problema imediatamente, sem titubear…ali, na hora!

Noventa e tantos anos de sabedoria.

Fechamos o diagnóstico com Jerônimo Dix-huit Rosado Ventura, meu sobrinho médico que mora em Natal. Ele é especialista em imagens, ultrassonografia…etc…

Jerônimo deu-nos todas as informações e também ajudou decisivamente em tirar-nos do sufoco. Paula foi ao pneumologista indicado e fez todas as provas de capacidade pulmonar com resultado excelente, mesmo de atleta.

A doença, embora benigna, tem a capacidade de se espalhar, ou seja, atingir, principalmente, os rins.  E ela viu isso na tomografia. Uma imagem num dos rins. E disse a gente, ao pai e a mim, alcançou meu rim esquerdo.

Havia tranquilidade na fala dela e um monstro estava ao meu lado querendo me devorar. Fiz muito esforço para parecer tranquila, muito esforço, mas não pude escapar dos antidepressivos.  Precisei deles, sim. E, depois que tudo entrou nos eixos, consegui deixá-los com facilidade.

Durante esse período lembrei-me de Serra Grande (Dix-huit Rosado, pai da autora, prefeito falecido de Mossoró).

Ele voltou mais cedo da Prefeitura, alquebrado, abatido. Deitou-se num sofá.  Fiz um carinho nele e perguntei o que tinha acontecido.  Ele respondeu:

– A filha de meu amigo Sílvio Mendes (ex-vice-prefeito de Mossoró) morreu num desastre de automóvel.

Havia lágrimas nos olhos dele e um sofrimento profundo.

Depois, continuou: “Nós temos que entender a morte, mas não a inversão da ordem natural. A inversão da ordem natural é insuportável”.

Aquilo me marcou por dois motivos: um porque vi que ele estava começando a morrer e outro porque refleti sobre a inversão da ordem natural da vida e de como seria insuportável.

Não tenho a menor dúvida que Serra Grande partiu junto com a filha de Sílvio Mendes. Sei que ele tinha problemas de saúde seríssimos.  Mas não suportou aquela dor que desencadeou o seu final.

Naquele meu momento de angústia com minha filha ouvia aquelas palavras sobre a inversão da ordem natural e agradeço demais a Deus por termos encontrado o caminho correto a seguir, o tratamento certo.

Segundo informações, aqui no Brasil, nos últimos 50 anos, só houve dois casos dessa doença de nome enorme que me arrepia. Depois do pneumologista, ela foi para o urologista que marcou a cirurgia no rim para quatro dias após.

A cirurgia foi um sucesso. Só uma pequeníssima parte do rim foi retirada.

Houve um acesso de médicos notáveis para assistir a cirurgia, por conta de sua raridade.  O resultado da patologia foi de benignidade: angiomiolipoma.

Diante de tudo o que escrevi, agora saída do torpor, o que gostaria de dizer é que se ela não tivesse feito aquele RX do tórax, quase que por acaso, não saberia da doença pois não tinha nada nos pulmões, nem nos rins.

Saudável demais, a minha pequena.  E se fizesse um RX daqui a dez anos, tudo poderia ser diferente.

Com certeza, estamos nas mãos de Deus.

Um abraço para todos.

A minha pequena saiu para jantar fora.

Sérgio (marido) e eu estamos com os netos.  Eles todos estão conosco, morando aqui… Até eu… eu me recuperar.

Naide Rosado é advogada

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Categoria(s): Crônica
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