terça-feira - 18/03/2014 - 06:42h
Mossoró

Ocupantes de casas no Santa Júlia cobram e recebem apoio

A deputada estadual Larissa Rosado (PSB) representou a Assembleia Legislativa na sessão da Câmara Municipal de aniversário de Mossoró, nesta segunda-feira (18), no Teatro Dix-huit Rosado. E, em discurso, conclamou união para enfrentar a crescente exclusão social no segundo maior município do Estado.

Ao final da cerimônia, Larissa conversou com famílias que protestavam, nas escadarias do teatro, contra ordem de despejá-las do residencial Santa Júlia, ocupado dia 1º de fevereiro. A deputada lamentou a evolução para despejo, “sem efetiva intervenção do Poder Público para saída negociada do problema”.

Larissa e Tomaz ouvem moradores na escadaria do teatro

Garantiu intermediação de alternativas na Assembleia Legislativa, e agendou reunião com comissão de moradores, para esta semana, em Mossoró, a fim de decidir estratégias. “Ajudaremos no que for possível. Infelizmente, esse é mais um retrato da exclusão social que predomina em Mossoró”, lamentou Larissa.

Apoio à luta

O vereador Tomaz Neto (PDT), que tem acompanhado o caso, com o suporte de representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), assegurou reunião de representantes do Santa Júlia com o prefeito Francisco José Júnior (PDT).

O Blog conversou com moradores. Foi-nos pedido apoio à luta. Asseguramos que tratamos o caso ouvindo todos os lados e buscando solução que seja racional, pacífica e legal.

O próprio procurador da República, Fernando Rocha, recebeu comissão de vereadores e de ocupantes de casas no Santa Júlia, deixando claro que não endossará a ocupação fora da lei.

“Esses manifestantes estão fazendo lista com relação de ocupantes que estão lá como invasores e não necessitados. Eles querem o direito a casa própria e colaboram para que oportunistas não sujem essa luta justa. Mas sabemos também que é preciso assegurar a moradia àqueles que foram selecionados para o benefício”, comentou Tomaz.

Com informações das Assessorias de Larissa Rosado e Tomaz Neto, além do próprio Blog.

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segunda-feira - 17/03/2014 - 23:57h

Pensando bem…

“Diga-me, eu esquecerei; ensina-me e eu poderei lembrar; envolva-me e eu aprenderei.”

Benjamin Franklin

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segunda-feira - 17/03/2014 - 18:37h
RN

MP quer punir Rosalba e secretário por manipulação de dados

Por Carlos Madeiro (portal UOL)

O MP-RN (Ministério Público do Rio Grande do Norte) ingressou com uma ação pedindo a cassação da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e do secretário estadual de Planejamento, Francisco Obery Rodrigues. Eles são acusados de manipular dados do orçamento para reduzir o repasse de verbas aos outros poderes do Estado.

Rosalba teria tentado ludibriar poderes e MP (Foto: Sérgio Lima/Folha Press)

Em julho de 2013, o governo estadual anunciou que, por conta da queda de receita, teria de reduzir em 10,7% os repasses previstos no orçamento para os tribunais de Contas e de Justiça, Ministério Público e Assembleia Legislativa. A medida abriu uma crise entre os poderes, que reclamaram da medida.

A ação ingressada pelo procurador-geral de Justiça, Rinaldo Reis Lima, na última sexta-feira (14), diz que a governadora e o secretário manipularam dados das contas públicas “sob o pretexto de [mostrar] uma suposta frustração na arrecadação da receita estipulada para o ano”.

Segundo o MP-RN, após análise das contas, teria ficado provado que, no ano passado, o governo contou com um aumento “em todas as suas principais fontes de receitas”, o que contraria o que o órgão chamou de “falacioso discurso de crise financeira.”

Rosalba não cortou gastos

“O decurso do tempo se encarregou de mostrar que tal índice nada mais era do que uma pura invenção da chefe do Poder Executivo e de seu secretário do Planejamento e das Finanças, um achado aleatório sem qualquer base fática”, diz a ação.

O MP-RN acusa Ciarlini e Rodrigues de, com o corte nos repasses, fazer uma “série de graves ofensas à legislação orçamentária estadual e à Lei Complementar Federal n.º 101/2000.”

O procurador alega ainda que o governo deixou de fazer sua parte ao não cortar gastos do Executivo. “Durante praticamente todos os meses do exercício de 2013, nomeou mais cargos comissionados do que exonerou”.

À Justiça, o MP pede que os acusados percam a função pública, tenham os direitos políticos suspensos por três a cinco anos, paguem multa e fiquem proibidos por três anos de contratar o poder público e receber benefícios, incentivos fiscais ou creditícios.

O governo do Estado informou ao UOL que os acusados ainda não foram notificados da ação até esta segunda-feira (17) e só vão se pronunciar quando isso ocorrer.

Essa foi a segunda ação do MP por improbidade administrativa contra Ciarlini em menos de 30 dias. Em fevereiro, o MP processou a governadora por quadro ‘caótico’ em centros para internação de menores infratores no Estado.

Veja matéria na íntegra AQUI.

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segunda-feira - 17/03/2014 - 18:22h
Reunião

PDT pede tempo para decidir apoio em campanha 2014

Do Blog Panorama Político

Na manhã de hoje, o deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB) e o ministro da Previdência Social, Garibaldi Filho (PMDB), se reuniram com o prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT).

Eles discutiram uma possível aliança do PMDB com a participação do PDT, entre outros partidos, para as eleições deste ano.

O prefeito explicou que está conversando com todos os partidos que demonstraram interesse no apoio do PDT e que, após os encontros, o partido deverá se reunir para decidir sobre coligações.

A vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB) e a deputada estadual Márcia Maia (PSB) também participaram do encontro.

Nota do Blog Carlos Santos – O PDT já se reunira no final da semana passada com PSD e PT, que costuram coligação à parte. A promessa feita às lideranças dos dois partidos foi que teriam “agenda comum” no estado, para depois ser anunciada uma posição quanto à campanha 2014.

Pouco provável que o PDT deixe de apoiar possível candidatura de Henrique Alves, primo de Carlos Eduardo Alves, ao Governo do Estado. O vice-governador dissidente Robinson Faria (PSD) corre por fora, sonhando com a preferência.

O nome ao Senado oscila entre a deputada federal Fátima Bezerra (PT) e a vice-prefeita Wilma de Faria.

As duas cobram o voto da “gratidão” a Carlos.

 

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segunda-feira - 17/03/2014 - 18:09h
Mossoró

Bandidos atacam e ateiam fogo em ônibus urbano

Do Defato.com

Bombeiros não conseguiram salvar ônibus (Foto Portal Difusora)

Em Mossoró, registrou-se um incêndio criminoso a um ônibus de transporte coletivo na manhã desta segunda-feira (17), no conjunto Vingt Rosado, zona leste da “capital do Oeste”. De com o comandante do 12º BPM de Mossoró, major PM Correia Lima, assaltantes chegaram e foram logo espalhando gasolina e botando fogo.

Na ocasião, o Corpo de Bombeiros ainda foi chamado, mas não conseguiu conter as chamas. O ônibus foi totalmente destruído. Testemunhas ouvidas pelo jornal local disseram que os incendiários chegaram dizendo que eram menores e que se tratava de um assalto.

Ainda segundo a noticia, informações dão conta que o motorista, cobrador e os passageiros saíram as pressas do veículo, que estava na Rua André Pedro Fernandes, na primeira etapa do Conjunto Vingt Rosado.

O comandante do 12º BPM, Major Correia Lima, acredita que se trate de uma retaliação dos bandidos em função da operação policial realizada na região leste da cidade neste final de semana. “Não vamos parar”, garante o comandante.

Nota do Blog – Não falta mais nada para Mossoró ser incluída no mapa do crime brasileiro.

Agora, temos na pauta o ataque a ônibus.

Com um déficit de cerca de 700 policiais militares em seus dois batalhões, deficiências enormes na polícia científica/inteligência e outras carências na Segurança Pública, estamos entregues à própria sorte.

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segunda-feira - 17/03/2014 - 12:09h
Abuso

Dia Internacional da Preguiça na Saúde de Mossoró

O Centro Clínico Evangélico da Prefeitura de Mossoró fechou suas portas hoje.

Motivo?

Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, que ocorreu há alguns dias, precisamente no dia 8.

O caso já foi devidamente comunicado à Ouvidoria Municipal.

Ministério Público também deverá ser cientificado do abuso.

Francamente!

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segunda-feira - 17/03/2014 - 11:42h
RN Sem Sorte

Acontecimentos nítidos e farsas inconfessáveis na política nativa

A política do Rio Grande do Norte continua prodigiosa em acontecimentos nítidos e farsas inconfessáveis.

O Judiciário, Ministério Público e o Legislativo potiguar têm elementos, de sobra, para promoverem expurgo de Rosalba Ciarlini (DEM) do Governo do Estado.

Mas nada acontece.

A saída de Rosalba promoveria a ascensão de Robinson Faria (PSD), vice-governador dissidente.

Com ele na cadeira de governador, todo o enredo que está sendo traçado seria alterado.

É tudo que os signatários do acordão que pretende lotear o Rio Grande do Norte, outra vez, não querem.

Eita RN Sem Sorte, !

* Acompanhe bastidores da política através do nosso Twitter AQUI.

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segunda-feira - 17/03/2014 - 11:29h
Mobilização

Povo “acerta” viaduto na marra e protesta contra lobby

Moradores do Santa Delmira resolvem agir, diante da omissão de autoridades e força empresarial

O domingo não foi apenas de descanso, bate-papo, futebol ou umas e outras para muitos moradores do Conjunto Santa Delmira em Mossoró. Foi dia de arregaçar as mangas e lutar com as próprias mãos por seus direitos.

Manifestantes fizeram "ajuste" no tráfego usando força física

Mobilização iniciada às 9h30 na Avenida Santa Luzia, principal via desse residencial, desaguou no Viaduto da BR-304, recentemente entregue, na entrada do próprio conjunto. Com população aproximada de 20 mil moradores, o Santa Delmira avisou que não vai aceitar imposição de mudanças em projeto do Complexo Viário da Abolição, onde está inserido o sistema desse viaduto.

Na pista transversal debaixo do viaduto, dezenas de moradores cansados de esperar pelo poder público e acusando este de corroborar com lobby do cartel dos combustíveis, organizaram protesto pacífico – usando carros-de-som – que passou também à rampa do próprio equipamento viário. Não houve baderna ou obstrução de passagem de veículos.

A própria Polícia Rodoviária Federal (PRF) esteve no local, garantindo a livre manifestação.

O protesto levou os manifestantes a desobstruírem a pista debaixo do viaduto que é a continuidade da Avenida Rio Branco, para acesso ao conjunto. Garantiram, com os próprios músculos, o tráfego de veículos conforme está no projeto original, sem qualquer semáforo.

Trânsito livre

Ontem, durante tarde e noite, o trânsito fluiu normalmente, sem dificuldade, com o “acerto” feito pelos moradores que retiraram as peças de concreto que atrapalhavam o tráfego.

Na prática, provaram que não há necessidade de colocação de semáforos, como está em gestação no setor de transporte da Prefeitura de Mossoró. A mesma “arrumação” é elaborada para os viadutos entre os Abolição I e II e o que também é construído entre Nova Betânia e Universidade Potiguar (UnP).

No último dia 25 de fevereiro, a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) acompanhada de familiares, alguns assessores e aliados políticos deu por inaugurado o viaduto no Santa Delmira. A obra do Complexo Viário da Abolição, do Governo Federal, consorciada com contrapartida do Estado, está se arrastando há mais de quatro anos.

Mobilização retirou barricadas de concreto que fechavam pista indevidamente

O viaduto do Santa Delmira, com 520 metros de comprimento por 24 de largura e altura máxima de 6 metros, foi liberado para uso, mas houve obstrução da pista e sistema de retornos embaixo da rampa. Ou seja, na prática, fez-se um “meia-boca”, para que o interesse empresarial-politiqueiro possa ser atendido nas próximas semanas, contrariando as aspirações do contribuinte-povo.

Políticos

O protesto foi marcado principalmente pela omissão de políticos mossoroenses. Parece que suas principais lideranças fizeram um pacto de distância e silêncio, marcando com sua concordância com a violência praticada contra moradores e usuários de transportes, que precisam da obra à plena utilização.

O sistema viário deve priorizar fluidez de tráfego e segurança. Semáforos agem justamente em sentido contrário no complexo viário.

O vereador Luiz Carlos (PT) participou espontaneamente do protesto popular e colocou o seu mandato à disposição dos moradores. Assinalou achar estranha toda a sinuosidade pós-conclusão do viaduto, que coloca em risco a segurança da população e volta a criar gargalo no tráfego.

Os vereadores Alex do Frango (PV) e Nacízio Silva (PTN) foram cobrados ao microfone, questionados do por quê da ausência. Após horas de movimentação, apareceram de forma discreta, prometendo levar o caso para debate na Câmara Municipal. Pareciam deslocados em meio ao próprio povo que deveriam representar.

O deputado federal Betinho Rosado (DEM) dirigia um veículo no viaduto, quando foi reconhecido por manifestantes e cobrado a parar. Evitou. Deu sequência à sua viagem, olhando a mobilização apenas pelo retrovisor.

PAC

Luiz Carlos: Apoio espontâneo

O Complexo Viário da Abolição é uma obra no valor de R$ 72,2 milhões, fruto de um convênio do Governo do Estado com o Governo Federal, através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que prevê a construção de cinco viadutos, duplicação da ponte sobre o Rio Mossoró e a duplicação dos 17 km da BR-304 que contornam Mossoró.  Dos três viadutos já concluídos, apenas dois estão liberados para uso.

O viaduto 5 no conjunto Liberdade, apesar de ter sido o primeiro finalizado pela construtora, até hoje ele está interditado por estar situado muito próximo a um retorno na BR-304 na saída para Natal.

O Complexo Viário não possui qualquer trecho iluminado ou passarelas para tráfego humano.

Em vários trechos, populares estão quebrando muretas que separam as pistas, para poderem transitar.

Havia expectativa de que todo o sistema fosse inaugurado até o final deste mês, o que é praticamente impossível.

 

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segunda-feira - 17/03/2014 - 09:55h
Estadual 2014

América goleia Baraúnas e Potiguar volta a vencer ABC

Do site F9, Portalnoar e Edmo Sinedino

O Potiguar venceu o ABC na tarde deste domingo, 16, por 2 a 1, e comemora a quebra do jejum de seis partidas sem vencer na competição. A última vitória tinha sido justamente diante do alvinegro natalense no primeiro turno do campeonato, por 1 a 0, na Arena das Dunas.

Se levar em conta somente os jogos como mandante a última vitória foi na estreia do time na Copa do Nordeste diante do Treze, por 2 a 1, no último dia 17 de janeiro no estádio Nogueirão o que completava dois meses neste domingo.

Os gols do alvirrubro mossoroense foram marcados pelo meia Rayllan, aos 46 minutos, do primeiro tempo, após rebote do goleiro Bruno Fuso em chute do lateral-direito Michael. O segundo do time foi assinalado por Rogério em um belo chute de fora da área, aos 14 minutos da etapa final. Lúcio Curió ainda chegou a empatar o jogo, aos 4 minutos de cabeça.

Demissão

Depois do jogo, o técnico do ABC, Roberto Fernandes, foi demitido. Colecionou apenas quatro vitórias em 14 jogos comandando o time no Estadual.

Com o resultado, o Potiguar vai para a vice-liderança do segundo turno com 4 pontos ganhos, dois a menos que o líder Globo, que soma seis. O alvinegro fica na sexta posição sem ainda ter pontuado, mas com apenas uma partida disputada neste turno.

A próxima partida do Potiguar será diante do Corintians no domingo, 23, no estádio Marizão, em Caicó. Já o ABC enfrenta o Baraúnas na quinta-feira, 20, no estádio Frasqueirão, em Natal, buscando a reabilitação na competição.

Outros jogos

Nesta rodada, todos os mandantes venceram, o que ocorre pela primeira vez nesta temporada da competição potiguar. Além da vitória do Potiguar, o América o América derrotou o Baraúnas, por quatro a dois (Veja todos os detalhes AQUI); o Coríntians virou pra cima do Alecrim, por dois a um, e o Globo fez mais uma vítima na competição ao vencer o Santa Cruz, por um a zero.

Abaixo a classificação do segundo turno:

1º – Globo: 6 pontos – 2 gols de saldo.

2º – Potiguar/M: 4 pontos – 1 gol de saldo.

3º – América: 3 pontos – dois gols de saldo (um jogo)

4º – Corintians: 3 pontos – 1 gol de saldo (um jogo)

5º – Alecrim: 1 pontos – saldo negativo de 1.

6º – ABC: O ponto – saldo negativo de 1 (um jogo)

7º – Santa Cruz: 0 ponto – saldo negativo de 1 (um jogo)

8º – Baraúnas: 0 pontos – saldo negativo de 2.

Artilharia:

Ricardo Lopes (Globo) – 15 Gols

Adriano Pardal (América) – 7 gols

Kaká ( Baraúnas) – 6

Lúcio Flávio (ABC) – 6 Gols

Ebinho (Corintians) – 6 Gols

Quirino (Palmeira /Alecrim) – 6 gols

Rael (Palmeira/Globo) – 5 Gols

Fábio Faquinha ( Santa Cruz) – 5 Gols

 

 

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segunda-feira - 17/03/2014 - 09:14h
Alerta

Mato avança sobre leito de estrada aumentando perigo

Carlos Santos,

Peço que possível este conceituado Blog torne público e solicite providências junto às autoridades competentes, sobre o estado em que se encontra a BR 226, no trecho entre Almino Afonso e Antonio Martins, onde a JUREMA PRETA já tomou conta de todo acostamento.

Em alguns trechos já está invadindo a pista de rolamento, trazendo assim grande perigo para quem transita por lá.

A presença de bois e jumentos pastando nas suas margens é constante.

Antecipadamente agradeço.

Antônio Maniçoba da Silva (Martins)

Nota do Blog – Apelo feito, doutor Maniçoba.

Um abraço.

Saudades de Martins e do bom papo.

Depois apareço.

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domingo - 16/03/2014 - 23:42h

Pensando bem…

“O professor só pode ensinar quando está disposto a aprender “.

Janoí Mamedes

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domingo - 16/03/2014 - 14:10h
Efeito Rosalba

RN pode ter inédita disputa só com chapas de “oposição”

Governo Rosalba Ciarlini (DEM) é tão chinfrim, que campanha deste ano no Rio Grande do Norte poderá ser a mais estranha de todos os tempos, apenas com chapas de oposição.

O deputado federal Henrique Alves (PMDB), decepcionado, do governismo já saiu no ano passado.

Deve ser candidato a governador com a maior coligação oposicionista que se tem notícia até aqui.

Robinson Faria (PSD) esteve por lá, como vice-governador eleito em 2012. Virou dissidente.

Foi o primeiro aliado a “se picar”, ainda no primeiro ano de gestão: 2011.

Rosalba dificilmente será candidata à reeleição, como este Blog “canta” há tempos.

Será barrada pela Justiça Eleitoral, considerada inelegível por suas peripécias com a máquina pública, nas eleições municipais de Mossoró, em 2012.

Em último caso, será vetada pelo próprio partido (veja AQUI).

Porém, se conseguir, superar tudo isso, irá à corrida eleitoral com obrigação de encarar o mesmo povo que prometeu há quatro anos “fazer acontecer”.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 16/03/2014 - 12:58h

A clássica hipocrisia

Por François Silvestre

O sentido de clássico aí é na acepção histórica de mesmo e não nessa avacalhação que deram à palavra “clássico”, que vai desde adjetivar um livro famoso até o ridículo de nominar uma infame pelada do Vasco contra o Flamengo.

Estou falando da era clássica, no palco da filosofia exibida em praça pública, nas ágoras da Grécia, onde se discutia ética, moral, arte e política.

E me detenho numa frase de Sócrates, para dar mote ao texto. “Eu só sei que nada sei”. Até hoje não se sabe se ele disse mesmo essa bobagem. Vamos partir da premissa de que ele a pronunciou.

Então podemos afirmar que Sócrates seria um desonesto. Ora, se alguém sabe que nada sabe como se explica ele ter dedicado a vida e a sacrificado em nome do ensinamento?  Transformando praças em salas de aula a céu aberto, onde ensinava ética, moral, comportamento, filosofia e costumes.

Outra forma de compreender essa citação repousa no campo do desabafo. Sócrates detinha o afeto de alunos e discípulos, mas era alvo de ódios e invejas.

O poder sentia-se ameaçado e os invejosos sentiam-se diminuídos. Basta ver os textos que se seguiram à sua atuação, que vai do achincalhe de Aristófanes até as defesas de Xenofonte, Platão e Aristóteles.

O desabafo seria uma demonstração de cansaço ante à estupidez da inveja e o medo que os poderosos têm dos críticos, dedicando-lhes como homenagem a própria perseguição.

Ninguém pode dizer que nada sabe. E muito menos que sabe muito sobre tudo. Os especialistas sabem muito sobre muito pouco. Os generalistas sabem pouco sobre muitas coisas. Mas ninguém detém sabedoria em vastidão, que dispense o estudo; nem ignorância plena, que o isente dos atropelos de aprender ou ensinar. Essa ignorância total reside apenas na licença poética de Manoel de Barros, cuja poesia, como poucas, é um estuário de instrução.

Outra questão é a confissão de ignorância. Tive um professor de Direito, pouco culto, que ensinava: “Nunca confesse sua ignorância”. Essa é uma lição cretina. Não há por que negar ignorância sobre o que não se sabe.

Porém, há momentos apropriados para essa confissão. Imagine um professor, ao iniciar a aula, dizer que vai ensinar algo que não sabe. Ficará alguém na sala?

Um cardiologista, na véspera de operar alguém, dizer ao paciente que nada entende dos mecanismos do coração. Ou um dentista, de motorzinho ligado, dizer ao cliente que ainda não compreendeu causas e efeitos da cárie.

O problema reside nas duas pontas dos extremos. Nem a petulância de exibir um conhecimento discutível nem a hipocrisia da modéstia de miçanga do “nada sei”. Todos nós sabemos, não tanto que se ache isento de aprender nem tão pouco que se julgue um jegue entre togados.

Fico com a lição de Lin Yu Tang: Só envelhece quem perde a capacidade de amar, de aprender e revoltar-se.

Té mais.

François Silvestre é escritor e cronista

* Texto originalmente publicado no Novo Jornal.

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domingo - 16/03/2014 - 12:38h
RN

Engenharia política ‘garante’ sonhos e continuidade

O presidente da Câmara Federal Henrique Alves (PMDB) deve ser candidato a governador. O vice, tudo indica, será o também deputado federal João Maia (PR), que lhe deve muito à sobrevivência política.

João, Garibaldi e Henrique: tudo pronto

Nos bastidores, a costura para formar “chapão” tem um ingrediente desconhecido do grosso da sociedade: eleito, Henrique não sonha com reeleição. Tende a passar a primazia de candidatura a governador adiante (em 2018), ao vice.

Essa engenharia está avançada, ensejando ainda a reeleição do deputado federal Felipe Maia (DEM) à Câmara Federal e a estreia do deputado estadual Walter Alves (PMDB), filho do senador-ministro Garibaldi Filho (PMDB), na Câmara Federal.

Sobrevivência

As saídas de Henrique e João Maia da chapa proporcional farão abundar votos à vitória tranquila de ambos herdeiros do senador José Agripino (DEM) e Garibaldi, respectivamente Felipe e “Waltinho”.

Dessa forma, se não houver qualquer atropelo, Henrique realiza o sonho de ocupar a cadeira que foi do seu pai (Aluízio Alves), o mesmo sendo oportunizado a João Maia quatro anos depois, em 2018.

Ao mesmo tempo, Alves e Maia asseguram a “sobrevivência da espécie”, sem maiores transtornos – com Felipe e Waltinho.

Simples assim.

Saiba mais dos bastidores da política e outros assuntos acompanhando nosso Twitter AQUI.

 

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domingo - 16/03/2014 - 11:57h
Coluna de Cláudio Humberto

Tudo pronto para Henrique Alves ser candidato a governador

Do site de Cláudio Humberto

Chapa pronta

Na política potiguar, é dada como certa a candidatura a governador do presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB), com o deputado João Maia (PR) na vice e a ex-governadora Wilma Faria (PSB) ao Senado.

 

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domingo - 16/03/2014 - 11:47h
Em Alexandria...

Drama revela descaso com saúde e risco à vida de criança

Por Mozart Maranhão (Veja AQUI )

– 03:35 – Acordo com meu filho de 4 anos, vomitando ininterruptamente. Reclama de dores na barriga. Tomamos os cuidados iniciais, porém pelo volume de vômito, decidimos levá-lo ao hospital.

– 03:50 – Ligo para Hospital Guiomar Fernandes, (33812435). Após o telefone chamar muito, atende um senhor e nos diz que lá, médico de plantão não tinha.

– 03:53 – Ligamos para o Hospital Joaquina Fernandes, (33812210).  Quem nos atende de imediato é Valdir. A resposta: “também não tem médico”.

Uma cidade, segundo o IBGE, com população estimada de 13.878 habitantes, não tem um só médico de plantão. Corporativismo ou irresponsabilidade?

Mais uma vez, a Secretaria de Saúde, aparentemente nada fez, para coibir fatos desta natureza, ocorridos por duas vezes, somente nas oportunidades que infelizmente necessitei de médico durante a madrugada.

A Secretaria de Saúde do município, segundo Danilo Dantas, titular da pasta, dias atrás, está passando os recursos suficientes. Qual está sendo o destino destes valores? Não é satisfatório para manter um profissional da medicina de plantão, para atender à população quando preciso? Uma cidade, na saúde, desgovernada.

Sem nenhuma assistência aqueles que pagam impostos e contribuem, pouco ou muito, para o desenvolvimento do município. Independentemente da colaboração, por meio das taxas que diariamente somos obrigados a saldar, existe a assistência médica pública, que deve estar presente para socorrer a quem necessitar. Onde estão sendo utilizadas as cotas destinadas à saúde pública de Alexandria?

Repito: insuficiente ou mal utilizada?

O Ministério Público será mais uma vez acionado, na ânsia de que situações vexatórias desta espécie, deixe de acontecer. A população, que elege os governantes, municipal; estadual e federal, tem o direito nato de ser atendida e ter um médico de plantão, faça sol ou chuva. Seja de dia ou à noite. Há um termo extremamente apropriado para este cenário: Irresponsabilidade.

– 04:11 – Concluo entre idas e voltas ao quarto do meu filho, este texto. Oro ao grande Deus para que melhore. Esse sim, está de plantão, para ricos e pobres. E “anotando” tudo direitinho na “conta” de quem brinca com a saúde do povo.

Nota do Blog Carlos Santos – Torço para que sua criança se recupere logo, meu caro.

Ao mesmo tempo, reforço aqui sua cobrança e vigilância, para que outras pessoas que precisem dos serviços médicos, possam recebê-los.

Seu exemplo de pai e de cidadão, não pode ficar como algo isolado. Precisa se repetir e se transformar em regra, nunca em exceção.

Mande notícias da criança

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domingo - 16/03/2014 - 11:09h
Eleições 2014

Sob o signo do medo de Wilma de Faria

A chapa Robinson Faria (PSD) a Governo do Estado e Fátima Bezerra (PT) ao Senado ainda não está fechada, por um temor.

A chapa Henrique Alves (PMDB) a Governo do Estado e Wilma de Faria (PSB) ao Senado ainda não está fechada, por um temor.

Em ambos os casos, o mesmo temor.

O presidente da Câmara Federal, Henrique Alves, faz costuras e tenta dá o nó, para ter Wilma como sua candidata ao Senado e não contra ele, numa contenda ao Governo do Estado.

A deputada federal Fátima Bezerra quer tudo, menos enfrentar Wilma ao Senado.

Já Wilma deseja ir para o Senado, mas tem o trunfo da hipótese de concorrer ao Governo e “melar” tudo, para impor suas condições.

O desfecho desse enredo que vive sob o signo do medo vai ser fechado em breve.

Aguardemos.

 

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domingo - 16/03/2014 - 10:56h
Conversando com... José Agripino

Reeleição de Rosalba Ciarlini não é prioridade no DEM do RN

Do jornal Tribuna do Norte

O Democratas no Rio Grande do Norte caminha para uma aliança com o PMDB, PR e PROS. A sinalização é do presidente estadual do partido, o senador José Agripino Maia. Ele confirmou que a prioridade do partido é a eleição proporcional e destacou que a definição é nacional. Sobre o pleito local, o senador disse que os deputados estaduais (José Adécio, Getúlio Rego e Leonardo Nogueira) e federal (Felipe Maia) já expuseram o desejo de compor proporcional com alguns partidos que integrem o palanque do PMDB.

José Agripino não tem conversado com Carlos Augusto e defende direito de Henrique Alves ser candidato (Foto: Magnus Nascimento)

Sobre a reeleição da governadora Rosalba, José Agripino é cauteloso, diz que o rumo do partido será tomado pela Executiva estadual, mas reconheceu que, em caso de lançar uma chapa majoritária, o DEM não tem aliados para compor o palanque. “Não vejo parceiros de expressão em vista para eleição majoritária”, destacou. Enaltecendo os aliados do PMDB, José Agripino considerou legítima a candidatura própria dos peemedebistas ao Governo e destacou: “O nome tem que ser Garibaldi (Garibaldi Filho) ou Henrique (Henrique Eduardo Alves)”.

Embora evite críticas ao governo Rosalba, o líder do DEM lembra que havia tudo para acertos, mas admite que a chefe do Executivo cometeu equívocos, um deles foi perder o apoio do PR e do PMDB. “O que está faltando ela (Rosalba Ciarlini)? É difícil encontrar (um motivo) porque, para mim ,Rosalba tinha tudo para ser uma grande governadora, porque ela foi uma grande prefeita, uma senadora que se destacou, ganhou eleição no primeiro turno, tinha suportes muito bons. Mas, infelizmente, falhou”, comentou. Nesta entrevista, o senador fala sobre o projeto nacional do DEM, destaca que a definição sobre o rumo no Rio Grande do Norte será da executiva nacional e ressaltou que a eleição proporcional é a prioridade do partido.

Tribuna do Norte – A aliança com o PSDB nacional está consolidada?

José Agripino – O deputado Ronaldo Caiado, que é uma das melhores expressões do nosso partido, manifestou desde 2013 o desejo ou colocou o nome dele para sondagem do partido como pré-candidato à presidência. Ele próprio teve oportunidade de conversar com os colegas deputados e de sentir a receptividade e perspectiva de viabilização do objetivo de candidatura presidencial. E ele percebeu que a candidatura prejudicava as alianças, porque imobilizava para as alianças possíveis nos Estados, que viabilizarão a eleição de 35 a 40 deputados federais e até seis ou oito senadores. Os mais simpáticos a candidatura de Ronaldo Caiado, na última reunião do partido, já afirmaram que ele (Ronaldo Caiado) pré-anunciava que seria candidato ao Senado pelo Estado de Goiás. Com o partido não tendo candidatura a presidente, o que se vislumbra é a aliança para o plano nacional.

O Democratas se encaminha para o palanque de Aécio Neves?

JA – Encaminha-se, sim, mas não está definido. Até porque eu coloquei como pré-condição para formação de aliança (com o PSDB) que vai dar o nosso tempo de rádio e televisão (para o PSDB) as alianças convenientes ao partido (DEM) nos Estados. Há uma série de demandas que estão em curso e, nesse momento, sinalizam sim para uma eleição com o PSDB, mas essas conversas
têm que ser concluídas para quea eleição se pragmatize.

Ou seja, a definição do Democratas nacional é priorizar a proporcional para reerguer o partido?

JA – Isso. Assim como esse fato acontece no plano nacional, ele remete ao plano estadual. São os mesmos modelos.

Nessa reunião, na qual foi definida a prioridade para eleiçãoproporcional, algum outro potiguar do DEM, além do senhor, participou?

JA – Eu e o ex-deputado Carlos Augusto Rosado, que é o presidente do diretório municipal do partido em Mossoró.

A prioridade do Democratas para proporcional colide com o projeto de reeleição da governadora Rosalba Ciarlini, que vem sendo já sinalizado por ela?

JA – Não sei se colide ou não colide. Até porque nas conversas que eu tinha com Rosalba há algum tempo atrás, ela me dizia que postularia a candidatura à reeleição se estivesse em condições reais de disputar. Não sou candidato a nada nessa eleição, mas tenho a responsabilidade de presidir o partido nacionalmente e estadualmente. E preciso da eleição dos nossos deputados. Tenho que pensar também neles. Então tenho a obrigação de entregar a decisão sobre candidatura própria ou aliança aos que são candidatos. Quem é candidato? José Adécio, Getúlio Rego, Leonardo Nogueira são candidatos à reeleição, Felipe Maia é candidato a reeleição. Se Rosalba quiser ser candidata coloque a postulação dela e a gente vai avaliar, consultando o partido, os prefeitos, os vice-prefeitos, as lideranças do partido sobre a conveniência, no diretório estadual, da candidatura ao Governo, que teria as mesmas conseqüências. Quem seriam os aliados? Qual seria aliança na proporcional para viabilizar a reeleição dos deputados federais e estaduais? Temos uma defecção, o deputado Betinho Rosado nos deixou. Temos só um deputado federal e precisamos manter nossa estrutura e crescer. Temos candidatos novos a deputado estadual com expressão eleitoral e temos a obrigação de oferecer condições de aliança, de soma de voto por coligação, que viabilize a eleição. Isso eles (os deputados) têm direito de opinar. Isso vai ocorrer na hora própria em uma reunião no diretório estadual, que vai definir. Se houver a pretensão de candidatura a reeleição (de Rosalba Ciarlini) o partido vai se reunir e pelo seu diretório estadual vai definir qual a melhor conveniência para o crescimento ou preservação do partido no Rio Grande do Norte, como no plano nacional.

Quem define o rumo do DEM é o diretório estadual? É uma espécie de prévia?

JA – Não é prévia. O diretório estadual, se aparecerem teses de candidatura própria ao Governo ou alianças com outras candidaturas, o diretório estadual decidirá, assim como a executiva nacional vai decidir sobre qual a tese prevalente. Entendendo que, em qualquer circunstância, você tem uma última instância que é a convenção estadual ou nacional.

Quem decidirá o destino do DEM no Estado será a Executiva estadual? Ela é que tem esse poder?

JA – Claro que tem. A executiva estadual tem poderes, só não tem poderes mais do que a convenção. Mas a executiva estadual tem poderes para deliberar, é ela quem fala pelo partido. A executiva traduz a expressão do partido.

Mas, ainda assim, poderá ir para a convenção duas teses a serem definidas?

JA – Nada impede. A executiva estadual sinaliza a vontade do partido. Se a executiva definir uma coisa que conflite com o interesse de alguns, a democracia reserva a instância da convenção.

O senhor disse que em uma das últimas conversas que teve com a governadora, ela afirmou que seria candidata se “estivesse condição de reeleição”. Na sua visão, Rosalba está em condição de reeleição?

JA – É muito difícil dizer isso. Não tenho, feita pelo partido, nenhuma pesquisa de opinião. Agora o grande instrumento de avaliação, de possibilidade, é pesquisa de opinião feita um pouquinho mais para frente e avaliar se a governadora estaria em condição de pleitear ou não. Pelos dados que foram exibidos por pesquisas divulgadas há pouco de tempo, a condição dela não é confortável.

O senhor tem conversado com a governadora ou com o ex-deputado Carlos Augusto?

JA – Não tenho.

Faz quanto tempo que o senhor não conversa com eles?

JA – Nada impede que conversemos a qualquer hora, mas não tem havido oportunidade de conversarmos.

Há, de fato, um distanciamento do senhor da governadora e do ex-deputado Carlos Augusto Rosado?

JA – Desde o começo do governo me coloquei o tempo todo à disposição dos interesses do Estado do Rio Grande do Norte através da interpretação da governadora e me mantenho nessa mesma disposição. Sempre que ela precisa de mim, sabe que encontra um guardião dos interesses do Estado. É só ser procurado.

O senhor concorda que a governadora tem sinalizado para um projeto de reeleição pela agenda que adota e pelo discurso?

JA – Não sei, uns me dizem que sim, outros que não. Prefiro dizer que não sei. E se houver essa pretensão ela será remetida à executiva estadual. O papel que me cabe como dirigente estadual do partido é fazer a avaliação por aqueles que falam pelo partido e que têm interesse, os três deputados estaduais, o deputado federal haverão de colocar sua argumentação e tentar convencer em um rumo e outro. Democraticamente, quem vai decidir não é o presidente do partido. A lógica, o bom senso é quem conduz e remete a definições. Não sei o que pensarão os três deputados estaduais e um federal se uma candidatura ao governo engessaria de tal forma as alianças partidárias que poderia até inviabilizar suas próprias reeleições. Esse é um assunto que se for provocado pela tese da governadora de candidatura à reeleição será colocada para deliberação da executiva estadual.

O senhor tem conversado com o PMDB, com o PR. Essas conversas remetem à aliança do Democratas com esses dois partidos?

JA – Quem levou, quem trabalhou, quem se esforçou para levar o apoio de pessoas que não votaram em Rosalba, mas apoiaram o seu governo? Fui eu, com João Maia, com Henrique (Eduardo Alves). Tenho uma proximidade com eles de muito tempo. Tenho uma relação muito positiva e muito robusta com o PMDB de Garibaldi Filho e Henrique, com o PR de João Maia, com o PSDB de Rogério Marinho e Aécio Neves, com o PROS de Ricardo Motta. Tenho uma relação com essas forças todas e tenho estado dentro das conversas desse grupo.

Falando em hipótese, o Democratas, partindo para candidatura majoritária com Rosalba Ciarlini, quais seriam os prováveis partidos aliados?

JA – Infelizmente, não vejo. Não vejo parceiros de expressão para eleição majoritária.

A governadora Rosalba, sua aliada, vem enfrentando dificuldades na administração. Em que ou onde ela está errando?

JA – Eu preferia olhar outro lado, qual o papel dela? Vejo nela uma mulher esforçadíssima, dedicada, trabalhadora, incansável, mas ela tem cometido equívocos. A perda do apoio do PR, do PMDB, por mais recomendação foi uma coisa negativa para o governo dela. O que está faltando a ela? É difícil entender porque, para mim, Rosalba tinha tudo para ser uma grande governadora. Ela foi uma grande prefeita, uma senadora que se destacou, ganhou eleição no primeiro turno, tinha suportes muito bons. Mas, infelizmente, falhou. Não sei, exatamente, a que atribuir. Agora sei sim que a aposta que fizemos no nome dela era respaldada no caminho só de sucessos. Infelizmente, não tenho um raciocínio pronto para justificar porque a governadora não vai bem como eu gostaria que ela estivesse indo bem.

O senhor já foi aliado e oposição à vice-prefeita Wima de Faria. Haveria hoje reaproximação com a vice-prefeita?

JA – Não tenho conversado com Wilma. Cumprimento quando me encontro com ela em evento.

Mas o PMDB conversa e negocia com ela uma aliança. O Democratas, em caso de aliança com o PMDB, apoiaria Wilma de Faria para o Senado?

JA – Vejo com naturalidade.

O DEM poderia apoiá-la para o Senado?

Rosalba e Henrique: preferência de Agripino é clara (Foto: Demis Roussos)

JA – Na hora em que a tese da aliança for colocada para avaliação dos que vão decidir, claro que vai ser colocada a hipótese de candidatura própria, se for colocada, e aliança com A, B e C. A decisão não será de José Agripino, mas dos protagonistas que são do partido e se submeterão a voto agora em 2014.

De todos os partidos que o senhor tem conversado, o único que já definiu candidatura própria é o PMDB. Como o senhor avalia essa pretensão? Quem seria o potencial nome do PMDB?

JA – Essa definição cabe ao PMDB, não cabe a mim dizer que o candidato ideal é A, B ou C. O PMDB aspirar a candidatura própria ao Governo é legítima porque o partido cresceu bastante no Estado. O PMDB, pelas funções que ocupa — Garibaldi ministro e Henrique presidente da Câmara — conseguiu fazer um bocado por aquilo que é interesse do Estado. Isso fortaleceu Garibaldi e Henrique e ao partido PMDB. Em função disso, dessa conjugação de fatores, o PMDB tem legitimidade para pleitear candidatura própria.

E quem seria o candidato?

JA – Tem que sair da dupla Garibaldi ou Henrique.

E o ex-senador Fernando Bezerra?

JA – É um nome bom, mas entre ser um nome bom e ter condição de ganhar a eleição tem uma distância. O candidato tem que ter elementos políticos e eleitorais importantes. Tenho com ele (Fernando Bezerra) relação confortável. Se ele for o candidato terá que mostrar condição política, que é o mais fácil, e condição eleitoral, que é mais complicada, para ganhar a eleição. O PMDB não vai entrar na disputa sem avaliar muito bem as chances de vitória.

O deputado Henrique Eduardo Alves é o nome?

JA – O deputado Henrique tem o direito de pensar em ser candidato a governador, por toda sua história, pelo espírito público que tem demonstrado com as causas do Estado. Ele tem o direito de pensar nisso.

Algum desgaste pela reportagem veiculada no jornal O Estado de São Paulo, que mostrou gastos do senhor, de R$ 50 mil, no plano de saúde do Senado para um tratamento dentário?

Nenhum. Até porque o que houve foi o uso de um direito. Eu tenho uma cota anual para tratamento médico ou dentário. Não houve reparação estética. O que houve foi reparação estrutural. Eu tive um problema sério de recomposição de toda base dentária que foi ao longo de quase dois anos refeita. Todo trabalho que foi feito foi para recuperação de um trabalho mal feito que não foi feito por dentista do Estado. Quando fiz com dentista do Estado foi tudo muito bem feito, mas quando eu fiz em Brasília foi mal feito e me levou anos depois a ter que recompor. Usei o que o Senado dá direito, desde que tenha problema de ordem médica.

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  • Art&C - PMM - Abril de 2026
domingo - 16/03/2014 - 10:27h
Eleições 2014

PMDB fecha entendimento para candidatura própria a Governo

O presidente estadual do PMDB, Henrique Eduardo Alves, e o ministro da Previdência Social, Garibaldi Filho (PMDB), realizaram neste sábado, 15, mais uma rodada de audiências com lideranças municipais do partido. Em pauta, a discussão em torno de uma candidatura própria do PMDB ao Governo do Estado e o leque de alianças a ser formalizado para o pleito deste ano.

As reuniões foram realizadas na sede do PMDB com a participação de representações de 28 municípios, presentes também os deputados estaduais Hermano Morais e Gustavo Fernandes.

“Ficou evidente o entendimento generalizado das nossas lideranças municipais quanto à responsabilidade do PMDB apresentar um candidato próprio ao governo do Estado”, afirmou Henrique. Durante ele recebeu representantes do PROS, entre eles, o presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Motta e o também deputado estadual Raimundo Fernandes.

Unidade

Henrique Alves assinalou que a cada nova rodada de conversações com as lideranças peemedebistas do Rio Grande do Norte fica ainda mais convicto quanto às dificuldades que o Estado atravessa e à necessidade de ser buscada uma fórmula de trabalho que preserve a unidade política que fortaleça os pleitos potiguares.

As reuniões deste sábado tiveram a participação de representações dos municípios de Arês, Bodó, Carnaúbas, Florânia, Ielmo Marinho, Japi, Lagoa Nova, Parnamirim, Patu, Pau dos Ferros, Pedro Velho, Riachuelo, Tangará, Boa Saúde, Caiçara do Norte, Canguaretama, Itajá, Janduís, João Câmara, Campestre, Caiçara do Rio dos Ventos, Montanhas, Serra Negra do Norte, Upanema, Tibau e Tibau do Sul.

Com informações do PMDB.

 

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domingo - 16/03/2014 - 10:18h
Sumiço

Volta, Romeu

Romeu: volte, sumido!

Eis um apelo merecedor de repercussão nesta página e noutras plagas virtuais – ou não -, em nome do resgate da alegria familiar.

À noite de ontem (sábado, 15), um cachorrinho da raça Shih Tzu, tricolor, fugiu da casa da família que o cria, no bairro Abolição III, em Mossoró.

Desapareceu nas proximidades do Hospital da Solidariedade, o “Hospital do Câncer”.

O sumido atende pelo nome de “Romeu” e sua ausência causa um estresse familiar coletivo.

Se você ou alguém que conheças o encontrar, faça contato com este número telefônico que será bem-recompensado: (84) 9633-7123.

Fale com Ana Clara.

Volta, Romeu!

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domingo - 16/03/2014 - 09:12h

A banalidade da cultura atual

Por Honório de Medeiros

Fecho o livro de Llosa, Mário Vargas Llosa, “A Civilização do Espetáculo”, cujo título foi calcado no “A Sociedade do Espetáculo”, de Guy Debord, um dos mais originais pensadores do século, e me percebo confortável por ter encontrado um texto, da melhor qualidade, que desse corpo a essa sensação permanente de estranhamento e solidão vivenciada por mim e alguns poucos, originada pelo descompasso entre a “cultura” na qual fomos criados e a realidade que encontramos nos dias de hoje.

Não é, portanto, “saudosismo”, o que sentimos. Há, de fato, um progressivo, solerte e profundo processo de banalização dos valores fundantes da cultura, entendida esta como o pressuposto da construção do processo civilizatório.

Cultura como a pensou, por exemplo, T. S. Elliot, citado por Llosa, em “Notas para uma definição de cultura”, de 1948, tão atual, posto que, por exemplo, lá para as tantas, expõe:

“E não vejo razão alguma pela qual a decadência da cultura não possa continuar e não possamos prever um tempo, de alguma duração, que possa ser considerado desprovido de cultura.”

É bem verdade que em ensaios tais como “A civilização do espetáculo”, e “Breve discurso sobre a cultura”, Llosa não nos aponta as causas do surgimento desse epifenômeno muito embora aluda, de forma enfática, à “necessidade de satisfação das necessidades materiais e animada pelo espírito de lucro, motor da economia, valor supremo da sociedade”, como a força que está por trás das rédeas que conduzem o processo de destruição da cultura tradicional.

Não nos é oferecido, de sua lavra, uma macroteoria, que nos explique tudo. Para Llosa, por exemplo, civilização do espetáculo é “a civilização de um mundo onde o primeiro lugar na tabela de valores vigentes é ocupado pelo entretenimento, onde divertir-se, escapar do tédio, é a paixão universal.”

Entendo, embora possa estar enganado, que mesmo Zygmunt Bauman e sua obra acerca da “vida líquida”, “modernidade líquida”, na qual mergulhei durante algum tempo, também não o conseguiu. Sua preocupação é, também, descrever um fato, ou melhor, um epifenômeno social, o processo civilizatório por nós vividos hoje, um degrau acima, em termos de tempo, com alguns instrumentos intelectuais diferenciados, como tentado pelo excepcional Norbert Elias.

Para Bauman, “a vida líquida é uma vida precária, vivida em condições de incerteza constante”; nas quais “as realizações individuais não podem solidificar-se em posses permanentes porque, em um piscar de olhos, os ativos se transformam em passivos, e as capacidades, em incapacidades.”

Eu me pergunto, em relação a Bauman: não há um padrão, uma lei geral que origine esse processo? Não seria essa “vida precária” em “condições de incerteza constante” uma face avançada do processo evolucionário de Darwin?

Aliás, ainda hoje somos devedores, nesse aspecto, dos titãs do século XX, quais sejam Freud, Marx e Darwin, por assim dizer. Mas não é o caso de abordar esse tópico por aqui.

O caso aqui é apenas registrar o alívio ao constatar que não estamos errados nós que sentimos que somos, cada vez mais, órfãos de uma cultura que desde os meados do século XX, vem sendo deixada, cada dia mais velozmente, e de forma mais radical, para trás. Que o digam, como pálido exemplo, a música, o teatro e a literatura contemporânea.

É a banalização da cultura…

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Estado do RN

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domingo - 16/03/2014 - 06:56h

Os burros

Burro, meu doce e torturado mano!

dizem que esse teu lombo foi coberto

pela cruz, desde quando, a passo lhano,

conduziste Jesus, pelo deserto.

 

Teria o bom Menino feito certo?

Creio que andou num bem ingrato engano,

pois que essa cruz é o teu destino aberto

–  o trabalho, e o chicote desumano.

 

Como tu, há criaturas no planeta.

(Que o relativo espiritual te valha!)

–  É bem duro viver de uma caneta…

 

Nosso pão do Evangelho, irmão jumento,

é o mesmo: tu morrendo na cangalha,

nós  – com o sangue e o suor do Pensamento!

 

Othoniel Menezes (poeta potiguar já falecido)

 

*Poema retirado do livro: “Othoniel Menezes – Obra reunida”, pg. 743

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Categoria(s): Poesia
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