“Vencer não é competir com o outro. É derrotar seus inimigos interiores.”
Roberto Shinyashiki
Jornalismo com Opinião
“Vencer não é competir com o outro. É derrotar seus inimigos interiores.”
Roberto Shinyashiki
Entre os desdobramentos da eleição do deputado federal Paulinho Freire (União Brasil) a prefeito de Natal, não se deve ignorar uma possível mudança na Câmara Municipal.
Vereadora reeleita com 6.126 votos, Nina Souza (União Brasil) tende a ser chamada por Freire, seu marido, para compor secretariado.
Daí, seu imediato substituto no Legislativo é o vereador não reeleito Felipe Alves (União Brasil), que obteve 5.502 votos. Ele é primeiro suplente do partido.
Felipe Alves é filho do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do RN (TCE/RN), Paulo Roberto Alves, e sobrinho do ex-senador Garibaldi Alves Filho (MDB). Também é primo do atual vice-governador Walter Alves (MDB).
Aguardemos, pois.
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Cá do meu canto, espiando esse sobe e desce da política aqui e alhures, lembro de uma lição do velho Raimundo Fernandes, o “Raimundo Bigodão”, ex-deputado estadual falecido dia 30 de abril do ano passado (veja AQUI):
– Durma sempre com as chuteiras nos pés.
Por que, Raimundo?
– Porque no jogo do poder, os jogadores estão sempre se revezando.
Orientação para os velhos, novatos e neófitos em política.
Anote, por favor.
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Ezequiel está na presidência desde 2015, sempre antecipando eleições do 2º biênio (Foto: Canindé Soares/Arquivo)
Se depender de entendimento dominante no Supremo Tribunal Federal (STF), é pouco provável que o atual presidente da Assembleia Legislativa do RN (ALRN), Ezequiel Ferreira (PSDB), siga na função no biênio 2025/2026. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) a anulação da reeleição antecipada que levou Ezequiel Ferreira à presidência.
O deputado estadual é presidente de forma contínua desde 2015. São seis eleições, sempre antecipando o segundo biênio de cada legislatura.
De acordo com os precedentes do Supremo, a definição da forma de eleição para os cargos diretivos das assembleias estaduais deve observar as regras impostas pela Constituição Federal, entre elas a necessidade de contemporaneidade entre o pleito e o exercício do mandato. A antecipação, portanto, fere esse normatização.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pleiteia logo a medida cautelar e a matéria está nas mãos do ministro Gilmar Mendes, do STF. Essa decisão poderá sair a qualquer momento.
A Advocacia Geral da União (AGU) enxerga o caso de forma contrária e defende o indeferimento do pedido de liminar. Em sua análise, a posição do STF em relação a outros legislativos no país (veja AQUI e AQUI, por exemplo), deveria se prender às próximas legislaturas, sem retroagir.
A Assembleia Legislativa pronunciou-se com defesa protocolar à manutenção do resultado das eleições internas, antecipadas, que levaram Ezequiel Ferreira à garantia da presidência até o fim da legislatura em vigor. A controvérsia é em relação ao Artigo 11 do Regimento Interno da ALRN, instituído pela Resolução Legislativa nº 31, de 5 de fevereiro de 2021, que permite a antecipação da eleição da Mesa Diretora da Casa.
A PGR identificou a mudança como “ato normativo primário.”
Novas eleições definidas
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (ALEPE) realize novas eleições para a Mesa Diretora do biênio 2025/2026. A decisão suspende os efeitos da eleição anterior, realizada em novembro de 2023, e define que o novo pleito ocorra entre dezembro deste ano e 1º de fevereiro de 2025.
Ele explicou que o STF tem posição consolidada de que os estados não têm liberdade irrestrita para determinar qualquer forma de eleição para os cargos de direção dos seus parlamentos: eles devem respeitar os limites impostos pelos princípios republicano e democrático.
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Notícia do G1 RN, assinada pela jornalista Iara Nóbrega: uma criança nasceu na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do São Manoel em Mossoró, nesse domingo (27). Segundo o médico plantonista que atendeu à mulher, Marcelo Duarte, a paciente não mencionou gravidez no momento em que deu entrada na unidade, “nem apresentava barriga pra gente pensar nisso”, disse.
A atendente de telemarketing Milda Allany Pinheiro, de 21 anos, procurou a UPA relatando estar com dores nas costas e quando tentava urinar. Não sabia que estava grávida e entrou em trabalho de parto ao se preparar – no banheiro da UPA – para recolher material à exame laboratorial. O nascimento começou lá mesmo.
Quem chegou ao mundo foi “Aurora.” Saudável. É a primeira filha de Milda.
A bebê nasceu com 3,08 kg e medindo 46 cm. Após o nascimento na UPA, mãe e filha foram transferidas para o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) e passam bem. Segundo a equipe, a médica que atendeu a bebê estimou que ela já tivesse mais de 41 semanas de gestação.
Nota do Blog – Parabéns a Marcelo Duarte, à técnica de enfermagem Ana Brasil e aos demais profissionais de apoio pelo êxito em situação tão inesperada.
O paradoxo dessa história é que em Mossoró existe o Hospital da Mulher Maria Correia, da estrutura de saúde do Governo do Estado, onde até hoje não nasceu qualquer criança. Até em UPA brota bebê. Por lá, não. Nenhum.
Foi inaugurado em 29 de dezembro de 2022, com investimento de mais de R$ 134 milhões. Portanto, há quase dois anos.
Seja bem-vinda, Aurora. Que a sua vida seja uma luz à mãinha e demais familiares.
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A médica e ex-deputada federal Carla Dickson (União Brasil) vai retornar à Câmara dos Deputados. Como da vez anterior, em 2021, por uma excepcionalidade.
A eleição (veja AQUI) do deputado federal Paulinho Freire (União Brasil) à Prefeitura de Natal, nesse domingo (27), enseja sua convocação à titularidade, haja vista ser primeira suplente do seu partido.
Ela somou 43.191 votos (2,31%) nas eleições de 2022 e ficou na primeira suplência do União Brasil. O partido reelegeu Benes Leocádio e elegeu Paulinho Freire.
Carla Dickson assumiu mandato na Câmara dos Deputados pela primeira vez, também como suplente, na legislatura passada. O titular Fábio Faria (PL) virou ministro das Comunicações em 2021 e não disputou a reeleição. Daí a posse e exercício do mandato por ela até o fim da legislatura. Em 2022, tentou se eleger e não obteve êxito.
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A expansão do Grupo Nonato segue a passos largos, com alcance de endereços estratégicos na região Oeste/Costa Branca/Vale do Açu. Agora, os investimentos estão voltados para Upanema.
Do ramo supermercadista, o Nonato deverá abrir um atacarejo nesse município de 13.572 habitantes (segundo o Censo de 2022). Ficará à rua João Francisco, 2000, bairro Beira Rio.
Upanema tem capilaridade territorial próxima com Campo Grande, Paraú, Governador Dix-sept Rosado, Janduís, Caraúbas e Assú.
Essa marca mercantil tem Mossoró como núcleo, mas também com lojas em Tibau, Pau dos Ferros, Grossos, Assú e Apodi.
O Nonato foi fundado pelo empresário Raimundo Nonato de Oliveira.
Nota do Blog – Sempre bom testemunhar o sucesso da livre iniciativa, do empreendedorismo, ainda mais com a digital do senhor Raimundo Nonato de Oliveira.
Mais sucesso, gente.
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O União Brasil é o grande vencedor das eleições 2024 no Rio Grande do Norte. Comandado pelo ex-senador José Agripino, a legenda somou 28 prefeituras. Entre elas, os dois maiores colégios eleitorais do RN – Natal e Mossoró, com a eleição de Paulinho Freire e reeleição de Allyson Bezerra.
Em termos cumulativos, os 28 prefeitos do União Brasil obtiveram 435.171 votos.
O MDB elegeu 45 prefeitos, mas a soma de votos deles é bem inferior ao UB, com com cumulativo de 207.307 eleitores.
Ao todo, 12 partidos elegeram prefeitos nas eleições 2024, cobrindo os 167 municípios do RN.
Partidos, votos e prefeituras
União Brasil – 435.171 (28 prefeituras)
MDB – 207.307 (45 prefeituras)
PSD – 179.830 (21 prefeituras)
PP – 102.074 (20 prefeituras)
PSDB – 102.073 (15 prefeituras)
PL – 84.246 (18 prefeituras)
Solidariedade – 47.882 (01 prefeitura)
Republicano – 33.048 (04 prefeituras)
PT – 27.904 (07 prefeituras)
Podemos – 17.821 (06 prefeituras)
PDT – 10.711 (01 prefeitura)
PSB – 3.529 (01 prefeitura)
Veja AQUI o resultado eleitoral de 167 municípios no primeiro turno e Natal no segundo turno AQUI.
População que cada partido comandará
União Brasil – 37,01%
MDB – 14,2%
PSD – 13,94%
Solidariedade – 7,65%
PSDB – 7,05%
PP – 6,76%
PL – 6,52%
Republicanos – 2,69%
PT – 2,16%
Podemos – 1,12%
PDT – 0,83%
PSB – O,25%
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Do Poder 360
Os partidos de centro e de direita foram os grandes vencedores das eleições de 2024. Com os resultados do 2º turno divulgados no domingo (27.out.2024), é possível constatar com precisão quais legendas se saíram melhor em 8 critérios nacionais objetivos analisados pelo Poder360.
São eles:
-Prefeitos eleitos: PSD (891);
-Prefeitos eleitos em capitais: PSD e MDB (5 cada um);
-Eleitores governados: MDB (27,9 milhões);
-Prefeitos eleitos no G103 (grupo das 103 cidades com mais de 200 mil eleitores no Brasil): PL (16);
-Votos recebidos para prefeitos: PL (15,7 milhões);
-Vice-prefeitos eleitos: MDB (813);
-Vereadores eleitos: MDB (8.050);
-Votos recebidos para vereadores: MDB (11,2 milhões).
Só 3 partidos (MDB, PL e PSD) venceram nos 8 critérios citados acima. O destaque vai para o MDB, 1º colocado em 5 categorias (prefeitos em capitais, votos recebidos para prefeito no 1º turno, vice-prefeitos, vereadores e votos recebidos para vereadores no 1º turno).
Mais prefeitos eleitos
Quem venceu/quantos eleitos: PSD (891).
O partido comandado por Gilberto Kassab, 64 anos, conquistou 891 prefeituras. Foram 27 a mais que o MDB, o 2º colocado. Trata-se de um avanço de 34,6% em relação aos 662 eleitos em 2020. Quando se consideram os dados do PSD de abril de 2024, no entanto, o que se observa é uma queda.
O Partido Social Democrático tinha 1.040 prefeitos até o fim de abril. Agora tem 891. O que explica a alta de 2020 para abril de 2024: trocas partidárias. Kassab é hoje um dos políticos mais habilidosos. O PSD perdeu 157 prefeituras, mas cooptou 538 prefeitos no período. A maioria veio do PSDB, sigla que vive uma crise existencial e se apequena a cada eleição.
Veja reportagem completa clicando AQUI.
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“O primeiro método para estimar a inteligência de um governante é olhar para os homens que tem à sua volta.”
Nicolau Maquiavel
O deputado federal Paulinho Freire (União Brasil) está eleito à Prefeitura de Natal. Com ele, a vice Joanna Guerra (Republicanos). Ele venceu a deputada federal Natália Bonavides (PT) e seu vice Milklei Leite (PV). A totalização foi feita às 18:37:40 deste domingo (27).
Paulinho Freire obteve 222.661 votos (55,34%) contra 179.714 votos (44,66%) de Natália Bonavides. A maioria foi de 42.947 votos.
Veja abaixo o resultado da apuração, conforme informações oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além dos números do primeiro turno:
Segundo turno
Paulinho Freire (UB) – 222.661 votos (55,34%)
Natália Bonavides (PT) – 179.714 votos (44,66%)
Brancos – 7.106 (1,67%)
Nulos – 16.084 (3,78%)
Válidos – 402.178 (94,55%)
Abstenção – 150.064 (26,07%)
Comparecimento – 425.565 (73,93%)
Eleitorado apto – 575.629
Seções – 1.407
Primeiro turno
Paulinho Freire (UB) – 171.146 (44,08%)
Natália Bonavides (PT) – 110.483 (28,44%)
Carlos Eduardo (PSD) – 93.013 (23,95%)
Rafael Motta (Avante) – 12.532 (3,23%)
Nando Poeta (PSTU) – 651 (0,17%)
Heró (PRTB) – 461 (0,12%)
Brancos – 14.705 (3,42%)
Nulos – 27.462(6,38%)
Válidos – 388.286 (90,20%)
Abstenção – 145.176 (25,22%)
Comparecimento – 430.453 (74,78%)
Eleitorado apto – 575.629
Seções – 1.407
A maioria de Paulinho Freire sobre a também deputada federal Natália Bonavides foi de 60.663 votos.
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Do Poder 360
O PSD (Partido Social Democrático) é a sigla com mais candidatos liderando isolados nas pesquisas recentes disponíveis em 48 das 51 cidades que terão 2º turno neste domingo (27.out.2024). A legenda acumula 7 nomes à frente nos levantamentos e tem 3 em situação de empate técnico com o adversário.
O 2º lugar nesse ranking de políticos liderando é do MDB (Movimento Democrático Brasileiro), que tem vantagem sólida em 6 municípios. O destaque é São Paulo, onde os estudos indicam que o prefeito emedebista Ricardo Nunes será reeleito e vencerá a disputa contra Guilherme Boulos (Psol).
O PL (Partido Liberal) tem 4 candidatos à frente nas pesquisas, incluindo uma capital: Aracaju (SE). A sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro também conta com empates em 6 cidades.
O União Brasil aparece com outros 4 nomes liderando os levantamentos de 2º turno. Empata com o PL.
O PT (Partido dos Trabalhadores), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não tem nenhum candidato líder nas pesquisas, mas há 8 nomes da legenda empatados tecnicamente com os adversários.
Pesquisas recentes
No infográfico abaixo, os resultados das últimas pesquisas recentes disponíveis nas 15 capitais que terão 2º turno:
Capitais
Veja matéria completa clicando AQUI.
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Por Marcelo Alves
Tenho me batido, aqui e na vida, contra aquilo que chamo de “mito da especialização”. Como já alertava Rubens Alves, em “Filosofia da ciência: introdução ao jogo e suas regras” (Editora Brasiliense, 1981), circunscrevendo o nosso pensamento e induzindo o nosso comportamento, “a especialização pode transformar-se numa perigosa fraqueza”.
No direito, isso tem até um toque especial e curioso.
Como muitos já devem ter notado, historicamente, os cursos jurídicos no Brasil sempre foram formadores de bacharéis cujas vocações, ao final dos estudos, acabavam sendo direcionadas para diversas outras profissões além daquelas consideradas estritamente jurídicas (magistratura, ministério público, advocacia etc.). Era – e ainda o é – uma característica do direito.
Na verdade, segundo Nelson Werneck Sodré, em “Síntese de história da cultura brasileira” (DIFEL, 1985), “a tantos aspectos negativos de que têm sido acusados os cursos jurídicos, em sua unilateralidade ou em sua preponderância – e que devem ser historicamente situados –, há que juntar um aspecto positivo quase sempre esquecido. É que tais cursos forneceram, como era de sua finalidade, conhecimentos que permitiam a atividade ligada ao Direito, mas forneceram, paralelamente – e, até o fim da fase de que nos ocupamos, unicamente –, aqueles conhecimentos, ainda que em nível rudimentar, que seriam fornecidos, adiante, por centros especializados de estudos, e, bem mais adiante, pelas Faculdades de Filosofia, isto é, o saber universal, humanístico, filosófico – com alguma licença nessas qualificações. De sorte que os bacharéis não se habilitavam apenas ao exercício profissional, mas às letras, ao jornalismo, à política, ao magistério, sem falar nas funções públicas. Não espanta que nos cursos jurídicos encontrassem eco especial as atividades mencionadas, de que ali se fizesse o noviciado, que tornavam estes cursos focos de ideias e de irradiação de campanhas, não esquecendo o papel, que tiveram, de unificadores da cultura, pela aproximação de elementos oriundos das mais distantes e diversas regiões do país, a que retornavam muitos com as marcas dessa formação”.
Talvez seja por isso que o folclore jurídico tenha consagrado o ditado “quem só direito sabe nem direito sabe”, cuja autoria muitos atribuem ao grande Pontes de Miranda (1892-1979), com o qual tendo deveras a concordar.
Mas se no passado essa “generalidade” do direito no Brasil era mais intuitiva pela própria necessidade de quadros profissionais, acho que hoje essa tendência do direito de ir além da sua especialização vem ganhando ares sistemáticos e espaço formal na academia. De fato, no direito, uma das atuais “coqueluches” é a interdisciplinaridade, aqui entendida, no seu sentido lato, como a interação, nos mais diversos níveis de complexidade (multidisciplinaridade, pluridisciplinaridade, interdisciplinaridade em sentido estrito e transdisciplinaridade), das áreas do saber, visando à compreensão e ao aperfeiçoamento da realidade que nos cerca.
Nas últimas décadas o estudo interdisciplinar do direito tem ganhado institucionalmente espaço na academia e na literatura jurídica em geral, sobretudo nos EUA, com movimentos/disciplinas do tipo “law and society”, “law and economics”, “critical legal studies”, “law and literature”, “law and film”, dentre outros. E, mesmo que de forma não tão organizada como nos EUA, no Brasil, nos cursos de bacharelado e de pós-graduação, aos professores e estudantes é recomendado trabalhar toda e qualquer disciplina jurídica curricular em interação com os demais ramos de direito, assim como interagir com as demais ciências, tais como a filosofia, a política, a economia e a sociologia.
Seguindo essa boa tendência da interdisciplinaridade, eu faço a minha parte. Sempre misturo as enfadonhas tecnicalidades do direito com a filosofia, a literatura e o cinema, entre outras sabenças. E você, caro bacharel, tem se lembrado de fazer a sua?
Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL
Por Marcos Araújo
João tem nove anos de idade. Um gosto único e inigualável por história, e em particular por história do futebol. Dotado de uma memória prodigiosa, conhece escalações e títulos dos clubes, nacionais ou internacionais. Pode perguntar o ano, o campeonato e o time vencedor que ele responde “na bucha”.
Outra especialidade de João é fugir do lugar-comum; contrariar as tendências. Tem uma personalidade muito própria, insuscetível a submissão de influências. Para realizar ou gostar de algo, não vai com “as massas”, forma isoladamente suas próprias convicções. Se fosse seguir o tronco familiar, o lógico seria ter ele o espírito e o fanatismo dos flamenguistas, dada a influência do padrinho-tio Evans, dos seus irmãos Lorna e Ary, das suas primas-irmãs Alice e Clara, dos outros primos Magno, Adriano e Samuel, e por aí vai… Por amor ao pai, poderia ter sido vascaíno, de quem já ouviu relatos sobre o craque Roberto Dinamite e sua habilidade inata nos anos 70, sendo esta a causa do apreço paterno ao clube cruzmaltino.
João não quis ser Vasco (clube do pai), nem Flamengo (clube do resto da família), ele é torcedor do Botafogo. Uma “estrela solitária” entre os Araujo.
Sua opção foi manifestada desde tenra idade. Ao dizer no colégio e entre os amigos por qual time torcia, sofria chacotas. Tempos em que o Botafogo oscilava entre os últimos colocados da 1ª divisão. Como se sabe, o Botafogo vinha numa fase difícil, somente voltando a reluzir sua “estrela” nos últimos dois anos.
Em setembro de 2022, ainda na fase “baixa” do Botafogo, João foi à Fortaleza ver o time do seu coração jogar. Esperou ansiosamente – e em pé – a passagem dos seus ídolos pelo saguão do Hotel por mais de três horas. Do seu lado, apenas dois outros estoicos torcedores. Um detalhe: ele era a única criança entre dois adultos.
Nada te faz mais feliz do que ser botafoguense. De um amigo querido (Daniel Vale), ganhou uma camisa autografada pelos craques da Libertadores de 2017. É o seu amuleto. Assiste aos jogos sempre vestido com ela. Momentos de jogos há um teletransporte mental. Coloca-se no anfiteatro dos acontecimentos. Fica ansioso de fazer pena, rói unha, disputa bola, xinga juiz… Inacessível a outro tema. Não ofereça nada, nem puxe conversa. Não responderá. É de uma compenetração e de um estado de atenção únicos.
Sua idolatria pelos jogadores do clube transcende ao natural. Conhece dados biográficos, clubes e locais de origem, performance nos campeonatos, gols etc.
João tem um desejo, um sonho manifesto, porém de impossível realização: gostaria de assistir a uma final de campeonato envolvendo o seu clube. Pelo risco, já foi explicado que não comporta frequentar estádios em dias de jogos importantes. Poderia ele ser envolvido numa cena de violência, algo banalizado nesses tempos. Com tristeza, ele assistiu a cena dantesca protagonizada pelos torcedores do Penãrol neste último jogo. Na sua pureza de alma, não entende as agressões e a violência gratuita, quando o esporte deveria unir pessoas e povos.
Ele tem uma noção doméstica do que seja unidade entre as torcidas. Seu irmão gêmeo, Ary, é torcedor do Flamengo. Os dois se sentam vizinhos em frente à TV, comemorando e fazendo pirraças recíprocas entre vitórias e derrotas. Sempre em tons civilizatórios e de carinho.
Sobre João, temos duas indagações: i) em que momento, e por qual razão, passou ele a ser torcedor do Botafogo? ii) de onde ele firmou convicção inabalável e absoluta de seguir um clube sem qualquer estímulo interno (familiar) ou externo (dos amigos)?
Quanto ao futuro, e como expectadores desta unidade e convivência futebolística entre os dois irmãos gêmeos (Ary e João), dois sentimentos assolam os nossos corações. O primeiro sentimento é de esperança. A alma juvenil, inspirada em valores como bondade, amizade, afeto e amor, hão de recuperar a fraternidade e a civilidade inatas ao ser humano e social.
O segundo sentimento é o desejo de um dia o esporte ser instrumentalizado apenas como agente da paz. Para isso, teríamos que contar com a conscientização de clubes, jogadores e torcedores. Por vezes, as redes sociais desse trio (clubes, jogadores e torcedores) alimentam o dissenso. São agentes de discórdia a estimular rivalidades, quando deveriam construir pontes, derrubar barreiras e promover relações pacíficas. O esporte, no presente, sofre duas ameaças tirânicas: a violência e o fenômeno das apostas (as chamadas “Bet”s).
O Botafogo é chamado de “estrela solitária” porque os treinos começavam de madrugada, e por isso seus atletas conseguiam ver no céu o planeta Vênus, também conhecido como Estrela D’Alva. Que essa “estrela”, que brilha solitária no apreço de João, mas se multiplica compreensiva e solidária em seu coração, inspire a nossa juventude e a maturidade para que possamos construir um futuro em cujo “céu” comporte uma constelação de “estrelas”, num bordado de luz contendo as palavras AMOR e PAZ.
Marcos Araújo é pai de João
Por Bruno Ernesto
Você escolheu o nome de alguém? Digo, nominou? Batizou?
Penso ser – após a notícia de uma gestação – uma tarefa um tanto complexa.
Há uns anos, alguns nomes – um tanto não usuais e que não convém listá-los -, foram adotados à exaustão pelos pais no Brasil e passaram a ser sinônimo da geração Z.
Para muitos, a escolha do nome do nascituro ultimamente tem se firmado num excesso de caminhos místicos e que pouco entendem o motivo pelo qual o nome foi escolhido.
Por sorte, recente alteração legislativa permite que o batizado, a depender do estrago, possa solicitar a alteração diretamente no cartório de registro civil, sem maiores delongas.
Claro que há nomes que são escolhidos em razão de uma significação especial, como uma homenagem; um desejo.
Por exemplo, o meu nome, apesar de ser um nome relativamente comum, foi escolhido pelo meu pai por um motivo inusitado.
Por ser engenheiro agrônomo, um profundo estudioso e pesquisar acerca da gênese dos solos e pedologia, tomou como referência um solo muito comum no sertão nordestino, com predominância em clima semiárido, e cuja coloração escura varia de marrom para o vermelho.
Classificado cientificamente como um solo Bruno Não Cálcico, virei apenas Bruno.
Decerto que há também quem diga que o nome, por si, pode dizer muita coisa sobre o seu titular, notadamente a personalidade. Não sei.
Por exemplo, uma das características dos solos Bruno Não Cálcicos é que são pedregosos. Será? O fato de ser implicante nato não quer dizer muita coisa.
Por tanto e por quanto, recentemente, ao visitar o Centro Cultural do Banco do Brasil, em Belo Horizonte, dentre as exposições ali abertas, me deparei com uma um tanto peculiar. Nem tanto pela forma. Porém, pelo conteúdo.
Era uma ação integrada à exposição denominada Arte Subdesenvolvida, inspirada na obra multimídia denominada “Sonhos de Refrigerador: Aleluia Século 2000”, de autoria de Randolpho Lamonier, e quem dentre inúmeros itens, no pátio central do Centro Cultural do Banco do Brasil, havia grandes cartazes que materializam os sonhos de pessoas ouvidas e que foram abordadas por ele nas ruas do país.
Eram inúmeros cartazes, intrigantes e curiosos, nos quais estavam transcritas as interações entre o artista e a própria obra de arte, que era a pessoa que ele abordava naquele momento; e eram totalmente anônimas.
Muitos dos cartazes eram hilários e irônicos. Outros demonstravam que a pessoa era um tanto amargurada. Maltratada pela vida.
Porém, dois cartazes me chamaram a atenção em um curtíssimo instante. Entre um e outro, distavam apenas alguns outros cartazes pendurados ali no pátio.
No primeiro estava escrito que o sonho de consumo daquela pessoa era comprar um trator para carregar mais amigos e amigas pela cidade. E gostaria de carrega-los na pá.
No segundo, o sonho da outra pessoa era estudar na Lambeth School os Arts, morar em Merylebone, na cidade de Londres, em um apartamento muito bonito, conseguir comprar as coisas, morar perto da mãe, e ter um coelho de estimação.
Os sonhos, apesar de diametralmente opostos, no que se relaciona às pretensões da vida, embora não totalmente intangíveis, a diferença entre aquelas duas pessoas era apenas a idade.
O primeiro, tinha trinta e um anos e era professor. O segundo, tinha doze anos, e deduzo ser estudante.
Ambos, eram Joões.
Bruno Ernesto é advogado, professor e escritor
Por Odemirton Filho
Aqui ou acolá, quando a preguiça permite, faço uma caminhada pelos arredores do bairro onde moro; sim, é preciso exercitar o corpo, faz bem à saúde, faz bem à alma. Ao caminhar, aproveito para observar o cotidiano, olhar em derredor. Outras pessoas também estão caminhando; cada uma fazendo o seu exercício, seja por prazer ou por obrigação.
Os galos-de-campina estão bicando alguma coisa pelas praças; dois bem-te-vis estão lado a lado, num fio de alta tensão; dois ou três gatos estão à minha espera, na calçada, esperando a ração que diariamente coloco para eles. Aliás, ultimamente, tenho visto muitos cachorros pelas ruas, creio que há alguma cadela no cio. Algumas pessoas passeiam com seus pets, porém, nem todas levam um saquinho para apanhar as “necessidades” feitas pelos bichinhos.
Muitas casas estão abandonadas; os seus proprietários foram morar em condomínios, à procura de segurança, já que o Estado não cumpre o seu papel. Nas praças, de raro em raro, vejo crianças brincando, andando de bicicleta ou jogando bola.
Aí eu lembro da minha infância, na qual inexistiam celular e internet. Vivia-se somente no mundo real, “ralando” os joelhos. Mas, nada de saudosismo, os tempos são outros, o mundo mudou, é preciso virar a página e seguir escrevendo mais um capítulo da vida, antes do ponto final.
Como é à tardinha, final de expediente, observo trabalhadores saindo do serviço, cada um tomando o seu rumo, com as suas alegrias, preocupações e tristezas. Num banco da praça um jovem casal, conversa; acho que são namorados. Quem sabe, troque juras de amor, faça planos para o futuro.
Não pense você que está lendo esta crônica que eu vou caminhar para “curiar” a vida dos outros. Não. Eu acelero e diminuo o ritmo dos passos, como recomendam. E aproveito o ensejo para pensar com os meus botões. Penso na vida, no passado, nos erros e acertos cometidos; penso no futuro, no meu primeiro netinho que vem por aí, eternizando a minha existência. Os netos são o amor em dobro, dizem; no íntimo do meu coração, sinto que são.
Depois de uns trinta minutos, boquinha da noite, encerro a minha breve caminhada. Volto pra casa, e vou regar as plantas do meu quintal. Amanhã, talvez, irei novamente. Afinal, amanhã é outro dia; e teremos mais uma oportunidade para começar ou recomeçar.
Odemirton Filho é colaborador do Blog Carlos Santos
Por Marcos Ferreira
Apesar de alguns altos e baixos, minha saúde vai bem. Sim. De um modo geral, estou com a cabeça e o corpo em ordem. Existe a bateria diária de remédios, que não é das menores, contudo os efeitos colaterais são ínfimos diante do custo-benefício. Diversos são os motivos pelos quais me sinto grato e privilegiado. A Fome, por exemplo, largou do meu pé faz tempo, foi erradicada do meu viver. Hoje eu possuo casa própria, luz elétrica e água de boa qualidade em abundância.
Desde quando voltei a escrever, pouco antes da pandemia, as coisas só têm melhorado para mim. Aqui neste Blog Carlos Santos, justiça seja feita, reencontrei velhos amigos e adquiri a admiração e carinho de leitores que sequer conheço pessoalmente, como o escritor e delegado Inácio Rodrigues, aqui em Mossoró, e a pernambucana e bancária aposentada de Caruaru Bernadete Lino.
Pois é, surgiram novos amigos que acompanham meus escritos neste blogue e que se tornaram íntimos deste escriba e desta Casa Branca da Euclides Deocleciano. Sinto-me, repito, um privilegiado. Olho pelo retrovisor e vejo quantos apuros e privações ficaram para trás. Fisicamente falando, todavia, estou fora de forma, adquiri um sobrepeso de quase vinte quilos e assumo (por enquanto) minha condição de sedentário. A maior parte daquela cabeleira de algumas décadas pretéritas despencou e já não sou o palminho de rosto bonito de outrora. O tempo é iniludível.
No geral, torno a dizer, estou no lucro. Possuo entre estas paredes, debaixo deste teto que me abriga (além de outros bens materiais modestos) uma geladeira resiliente, fogão de quatro bocas, telefone celular, um velho computador, escrivaninha que ganhei no meu último aniversário, motocicleta, tevê moderna e uma rede de dormir. Pode parecer pouco para alguns, no entanto estou satisfeito.
Não, prezados leitores. Isto não é um espólio prematuro. Trata-se de uma espécie de prestação de contas ou um exercício de gratidão perante o Todo-Poderoso. Não pago nada pelo oxigênio que respiro. A Lua e o Sol não me cobram taxa de iluminação pública. As estrelas muito menos. Vivo em um recanto do mundo onde não há bombas e mísseis desabando sobre nossas cabeças. Não sofremos com enchentes, terremotos, furacões nem chuva ácida. O Brasil e Mossoró têm problemas, mas não é um deus nos acuda como esse que vemos na Palestina e Ucrânia. Longe disso.
Infelizmente, também seja dito, ainda existem muitos cidadãos desvalidos, crianças, adultos, idosos, mendigando nos semáforos, dormindo sob marquises, viadutos, em praças públicas e casas abandonadas. Eu, entretanto, por alguma benesse ou divina providência, vivo uma vida módica, porém digna.
Dá-me uma tristeza enorme quando me deparo com esses pobres coitados, indivíduos rifados no relento, invisíveis aos olhos dos gestores, dos governos, dos homens públicos, ignorados até mesmo pelo Criador. Por que será, oh, Deus?! O que terão feito de tão mau ou errado para viverem em semelhante lástima, curtindo fome e repelidos, tratados como leprosos sociais?! Então olho para mim e à minha volta, penso nos amigos que tenho e nos tostões que chegam às minhas mãos. Aí reflito, pondero e digo de mim para comigo o quanto sou feliz e bem-aventurado.
Aqui não há luxo, algo fácil de se constatar, mas quem me frequenta sabe que é bem-vindo. Toma-se um café escoteiro ou acompanhado das guloseimas que trazem Elias Epaminondas, Odemirton Filho, Rocha Neto, Marcos Araújo, entre outros que muito prezo e quero bem. Hoje é isso. O assunto é gratidão. Entrementes rogo que o Altíssimo se apiede de todos que se acham na miséria.
Marcos Ferreira é escritor
“Eu quase não falo
Eu quase não sei de nada
Sou como rês desgarrada
Nessa multidão boiada caminhando a esmo.”
Gilberto Gil/Dominguinhos (Lamento Sertanejo)
Três mulheres estão torcendo especialmente pela deputada Natália Bonavides (PT) e pelo deputado federal Paulinho Freire (União Brasil) na corrida eleitoral pela Prefeitura de Natal, no segundo turno. Cada uma com razão muito particular.
A mossoroense e vereadora eleita de Natal Samanda Alves (PT) e a ex-deputada federal Carla Dickson (União Brasil) são respectivamente suplentes de Natália Bonavides e Paulinho Freire, deputados federais que concorrem à prefeitura. Uma delas será deputada federal adiante, com a eleição de A ou B.
Quem também faz figa por Natália é a vereadora não reeleita, de Natal, Júlia Arruda (PCdoB). Ela é a primeira suplente da vereadora eleita Samanda Alves. Vitória da deputada federal petista, Samanda substituirá a parlamentar em Brasília e Júlia continuará na Câmara Municipal de Natal.
Samanda conquistou 31.240 votos (1,67%) à Câmara Federal em 2022 e ficou na primeira suplência. Nas eleições deste ano foi eleita vereadora em Natal com 5.189 votos (1,30%).
Quanto à Carla Dickson, ela acumulou 43.191 votos (2,31%) nas eleições de 2022 e ficou na primeira suplência do União Brasil. O partido reelegeu Benes Leocádio e elegeu Paulinho Freire. A eleição de Freire a fará deputada federal novamente.
Carla Dickson assumiu mandato na Câmara dos Deputados na legislatura passada, porque o titular Fábio Faria (PL) virou ministro das Comunicações em 2021 e não disputou a reeleição. Ela concorreu em 2022, mas não se elegeu.
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O time do ARD Apodi Futsal está classificado para a final do Campeonato Brasileiro da categoria, versão 2024. Em jogo neste sábado (26), no Ginásio Poliesportivo Engenheiro Pedro Ciarlini Neto, de Mossoró, venceu o Yeesco-RS por 2 x 0.
Na primeira partida em Passo Fundo (RS), na Arena Clube Comercial, dia 5 último, Yeesco (RS) e ARD Apodi Futsal empataram em 1 x 1.
Com esse empate em Passo Fundo, a vitória em Mossoró garantiu ao time o direito à final.
O outro finalista sairá de Sport (PE) x Fortaleza (CE). Na primeira partida, dia 07 deste mês, no ginásio Geraldão, no Recife, o Tricolor do Pici venceu o rubro-negro pernambucano de virada, por 3 x 2.
O Fortaleza recebe o Sport para jogo de volta no dia 30 deste mês, uma quarta-feira, às 20h, na Arena CFO, na capital cearense. Quem se classificar pegará Apodi ou Yeesco.
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Paulinho atropelou um prefeito “em férias” e Natália surpreendeu também indo ao 2º turno (Fotomontagem: Inter TV Cabugi)
O segundo turno das eleições municipais de Natal apontará nesse domingo (27) o sucessor do prefeito Álvaro Dias (Republicanos). Paulinho Freire (União Brasil) e Natália Bonavides (PT) deixaram para trás um prefeito “em férias”, Carlos Eduardo (PSD) – que já tinha sido governante quatro vezes da capital do RN.
Apoiado pelo prefeito Álvaro Dias, o deputado federal Paulinho Freire obteve 171.146 votos (44,08%), enquanto a também deputada federal Natália Bonavides (PT) foi a segunda colocada com 110.483 votos (28,44%). Carlos Eduardo (PSD) terminou na terceira posição com 93.013 votos (23,95%).
Primeiro turno
Paulinho Freire (UB) – 171.146 (44,08%)
Natália Bonavides (PT) – 110.483 (28,44%)
Carlos Eduardo (PSD) – 93.013 (23,95%)
Rafael Motta (Avante) – 12.532 (3,23%)
Nando Poeta (PSTU) – 651 (0,17%)
Heró (PRTB) – 461 (0,12%)
Brancos – 14.705 (3,42%)
Nulos – 27.462(6,38%)
Válidos – 388.286 (90,20%)
Abstenção – 145.176 (25,22%)
Eleitorado apto – 575.629
Comparecimento – 430.453 (74,78%)
Seções – 1.407
A maioria de Paulinho Freire sobre a também deputada federal Natália Bonavides foi de 60.663 votos.
O último pleito em Natal que teve segundo turno foi em 2012, quando Carlos Eduardo (no PDT) derrotou Hermano Morais, então no PMDB.
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No fim da corrida pela Prefeitura de Natal, mais pesquisas mostram inclinações do eleitor natalense às eleições no segundo turno, que ocorrem neste domingo (27).
Escolha a que você achar melhor. Vamos lá.
O jornal Tribuna do Norte publicou números do Instituto Consult neste sábado (26). Neles, a maioria é do deputado federal Paulinho Freire (União Brasil), com maioria de 13,4 pontos percentuais.
Votos Válidos
Paulinho Freire (União Brasil) – 56,7%
Natália Bonavides (PT) – 43,3%
A pesquisa está registrada sob o número TSE: RN-02658/2024 e aconteceu entre os dias 23 e 25 de outubro com 1.000 entrevistados. A margem de erro é de 3.1% e o índice de confiança de 95%.
O Instituto Seta, em publicação no Blog O Potiguar, nessa sexta-feira (25), trouxe a deputada federal Natália Bonavides (PT) na frente, mas por pouca margem: 2,6 pontos percentuais
Votos Válidos
Natália Bonavides (PT) – 51,3%
Paulinho Freire (União Brasil) – 48,7%
O levantamento foi realizado entre os dias 23 e 24 de Outubro, entrevistando 800 pessoas. O intervalo de confiança é de 95% e a margem de erro de 3%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número RN-00955/2024.
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