segunda-feira - 02/12/2013 - 11:26h
Caso soldado José Gurgel Pinto

Entidade faz denúncia por suposta negligência médica

Do Blog Soldado Gláucia

Diretores da Associação de Praças da Polícia Militar (APRAM) estiveram na última terça-feira, 26, na sede da Promotoria de Justiça de Mossoró aonde protocolaram denúncia alegando negligência médica no atendimento ao policial militar Gurgel, vítima do confronto com bandidos que explodiram e roubaram a agência do Banco do Brasil na madrugada do último dia 12 em Apodi.

As informações repassadas é que o médico de plantão do Hospital Tarcísio Maia deixou de realizar procedimentos preliminares no paciente, fato que teria agravado o quadro e ocasionado maiores complicações na cirurgia que só foi iniciada cinco horas após a entrada dele na unidade.

A Apram espera agora uma apuração rigorosa e, se constatada a veracidade das informações contidas na denúncia, que haja punição aos culpados por tão grave descalabro.

Após autorização médica, o Soldado Gurgel foi transferido na segunda-feira pela manhã para um dos leitos do Hospital da Polícia Militar de Mossoró onde segue se recuperando.

Apoio

Ainda nesta semana, o presidente da Apram, Soldado Tony, esteve no HPM onde manteve contato com familiares e reiterou apoio ao Soldado Gurgel. O dirigente está articulando a viabilidade do tratamento de fisioterapia e a reposição do medicamento Polimexina B.

A entidade já manteve contato com o vereador Soldado Jadson (Solidariedade), que prontificou-se em colaborar e acionar o executivo estadual para completa assistência ao militar.

 

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segunda-feira - 02/12/2013 - 08:13h
Marcelo Déda

Governador de Sergipe morre com câncer

Da revista Época

Morreu nesta segunda-feira (2), aos 53 anos, o governador de Sergipe, Marcelo Déda. Vítima de um câncer gastrointestinal, o governador foi internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, no dia 27 de maio, com dificuldades para se alimentar. Casado duas vezes, o governador deixa quatro filhos.

Déda teve trajetória muito vitoriosa

Advogado formado pela Universidade Federal de Sergipe, o político estava no segundo mandato, após ser reeleito nas eleições de 2010. No seu lugar assumirá o vice-governador, Jackson Barreto, do PMDB.

Natural do município de Simão Dias, Déda milita na política desde a década de 70, nos movimentos secundaristas, quando conheceu o então dirigente sindical Luiz  Inácio Lula da Silva. Militante do PT, no início dos anos 1980, Marcelo Déda foi fundamental na consolidação da legenda no estado.

Em 1985, o PT decidiu lançar o nome de Déda para concorrer às eleições municipais de Aracaju, com o objetivo de se firmar como um partido nacional. Na época, com 25 anos e sem recursos para a campanha, o candidato fez todos os programas eleitorais gratuitos de televisão ao vivo e apenas com a bandeira do partido na parede do cenário, montado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

“A lei me facultava fazer ao vivo, então eu ia cru, pregava uma bandeira com durex e estava pronto o cenário do ‘ao vivo’. Aquilo que era uma desvantagem virou uma vantagem porque me transformei no âncora do programa eleitoral”, relatou o governador de Sergipe em sua página oficial na internet.

Na eleição municipal, mesmo com recursos para a confecção de 5 mil cartazes, Déda ficou em segundo lugar com quase 19 mil votos. Logo em seguida foi eleito deputado federal por Sergipe.

Um ano depois, ele foi eleito deputado estadual com mais de 32 mil votos. O revés eleitoral ocorreu em 1990, quando tentou se reeleger para uma das cadeiras da Assembleia Legislativa. Acusado de ter priorizado as atividades legislativas em detrimento dos movimentos sociais, Marcelo Déda obteve 10% dos 33 mil votos que o elegeram em 1986.

Em 1994, foi eleito para a Câmara dos Deputados e, em 2000, conquistou o primeiro mandato de prefeito de Aracaju referendado por 52,8% dos votos válidos. Reeleito em 2004, Déda começou a consolidar a trajetória política para a candidatura ao governo de Sergipe.

Em 2006, deixou a prefeitura de Aracaju para se candidatar ao comando do estado. Eleito em primeiro turno com 52% dos votos, Déda investiu em infraestrutura no interior do estado.

O político foi diagnosticado com a doença em 2009, quando se submeteu a uma cirurgia para a retirada de um nódulo benigno no pâncreas. Em 2012, ele retomou o tratamento quimioterápico.

 

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segunda-feira - 02/12/2013 - 08:03h
Morosidade de plantão

TRE não coloca em pauta processos de Mossoró e Baraúna

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) não tem pautado qualquer julgamento de processos (recursos) relativos às eleições de 2012, de Mossoró e Baraúna, para sua sessão de hoje.

Para a sessão de amanhã, também não.

Essa constatação é feita, ao acessarmos às 7h e 55 minutos desta segunda-feira (2), o portal da corte na Internet AQUI, em que consta o informativo da pauta de julgamento.

Para essa segunda-feira, estão definidos  julgamentos de processos referentes aos municípios de Macau e Fernando Pedrosa, no horário regimental das 14h.

Para amanhã, terça-feira (3), no mesmo horário, existem demandas eleitorais de Natal e Assu.

Recursos contra cassações dos prefeitos Cláudia Regina (DEM) e Isoares Martins (PR), respectivamente de Mossoró e Baraúna, arrastam-se há incontáveis meses.

São exemplos de uma morosidade carregada de contorcionismos processuais e outros artifícios.

O TRE não consegue se pronunciar quanto ao mérito de nada.

 

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segunda-feira - 02/12/2013 - 07:50h
Jório Nogueira

Oposicionista não avança em entendimento com Governo

O vereador oposicionista mossoroense Jório Nogueira (PSD), que ensaiara a “dança do acasalamento” com o governismo, faz movimento de refluxo. Marcha à ré.

O entra-e-sai da prefeita Cláudia Regina (DEM) na prefeitura, que causa nítida instabilidade político-administrativa, concorre para a fragilização da base do governo na Câmara Municipal.

Um péssimo momento para qualquer alinhamento.

A própria bancada governista anda às turras com a prefeita. Chegou a ponto de barrar projetos do Executivo na Câmara Municipal e boicotar com sua ausência solenidades do Município.

Tudo, vale ser sublinhado, decorrente dessa indefinição de poder.

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segunda-feira - 02/12/2013 - 07:13h
Folha de São Paulo

Prefeita é cassada pela décima vez em um ano

Por Danilo Sá (Folha de São Paulo)

Como uma espécie de “Highlander” da política, a prefeita de Mossoró (RN), Cláudia Regina (DEM), teve o mandato cassado dez vezes pela Justiça Eleitoral somente neste ano, mas vem se mantendo no cargo.

A última decisão contra a prefeita apontou prática de caixa dois na campanha de 2012. A exemplo do que ocorre nos demais processos, ela recorre da decisão –sem deixar o posto.
As outras cassações se deram por abuso de poder econômico e político.

As acusações incluem o uso de servidores da prefeitura na campanha e o suposto benefício obtido com as 85 visitas a Mossoró da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) durante o período eleitoral, feitas em avião do governo.

Cláudia Regina e seu vice, Wellington de Carvalho (PMDB), chegaram a ser afastados dos cargos por três vezes, mas conseguiram recuperar os respectivos mandatos por meio de liminares (decisões provisórias).

Hoje, respondem a sete ações no Tribunal Regional Eleitoral do RN.

O Ministério Público já deu parecer sobre todas as ações que estão no TRE. “Em apenas um dos casos a Procuradoria foi contra a cassação”, disse o procurador regional eleitoral, Paulo Duarte.

A maior parte das acusações contra a prefeita partiu da coligação que enfrentou Cláudia Regina em 2012, que reúne siglas como PSB e PT.

Mossoró é a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte. Localizada a 277 km de Natal, é também base de vários líderes políticos do Estado –como a própria governadora, Rosalba, que administrou a cidade por três mandatos.

Outro lado

Segundo o advogado de Cláudia Regina, Sanderson Mafra, várias ações contra ela partem de acusações semelhantes; por isso, tantas condenações. Mafra diz que a prefeita é inocente de todas elas.

Sobre o uso do avião pela governadora, disse que Rosalba Ciarlini cumpriu agenda oficial. Com relação à participação de servidores na campanha da prefeita, afirmou que todos estavam de folga quando participaram de atividades eleitorais.

Veja matéria no site da Folha AQUI.

Acompanhe novidades de bastidores do caso em nosso Twitter clicando AQUI.

 

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domingo - 01/12/2013 - 23:35h

Pensando bem…

“Se a meta principal de um capitão fosse preservar seu barco, ele o conservaria no porto para sempre.”

São Tomás de Aquino

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 01/12/2013 - 14:42h
TRE-RN

As forças que não têm força na Justiça

Não há força humana, extraterrestre, paranormal ou judicial que faça ser julgado processo de cassação do prefeito e vice de Baraúna, Isoares Martins (PR) e Elisabete Rebouças (PSB), no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

É outro lengalenga que se arrasta há meses, nas mãos de nossos caríssimos juízes de segunda instância.

Celeridade ali mandou lembrança.

Bye!

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domingo - 01/12/2013 - 11:07h
Caetano Veloso

Letra e Música – 206

Sobram-me motivos para exaltar: Alegria, alegria. A letra de Caetano Veloso parece infindável em sua capacidade de motivar, mexer, não nos deixar à parte.

O vídeo é de sua apresentação no Festival da TV Record em 1967.

Em pleno regime militar, a poesia cortante de Caetano sai ziguezaguando em alegorias e metáforas, para dizer que vale a pena seguir em frente.

Como ele mesmo diz… “O sol é tão bonito. Eu vou!

Aproveite bem o domingo e a semana. Vamos em frente?:

Caminhando contra o vento
Sem lenço e sem documento
No sol de quase dezembro
Eu vou

O sol se reparte em crimes
Espaçonaves, guerrilhas
Em cardinales bonitas
Eu vou

Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bomba e Brigitte Bardot

O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia
Eu vou

Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou
Por que não, por que não

Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço e sem documento
Eu vou

Eu tomo uma Coca-Cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou

Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome, sem telefone
No coração do Brasil

Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou

Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou

Por que não, por que não
Por que não, por que não
Por que não, por que não
Por que não, por que não

 

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  • Art&C - PMM - Abril de 2026
domingo - 01/12/2013 - 10:35h

Duas bolas, por favor

Por Danuza Leão

Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido.

Uma só.

Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa. Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.

O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano. A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.

A gente sai pra jantar, mas come pouco. Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons. Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de ‘fácil’).

Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.

Tem vontade de ficar em casa vendo um dvd, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar.

E por aí vai.

Tantos deveres, tanta preocupação em ‘acertar’, tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação…

Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão…

Às vezes dá vontade de fazer tudo “errado”.  Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos.  Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.  Recusar prazeres incompletos e meias porções.

Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.

Um dia a gente cria juízo. Um dia…

Não tem que ser agora.

Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate…  Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago.

Danuza Leão é cronista e escritora

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domingo - 01/12/2013 - 09:02h

Carta à tia Sônia Fernandes

Por Francisco Edilson Leite Pinto Júnior

Querida tia Sônia,

Fiquei muito feliz com o seu telefonema, em pleno sábado de sol forte, antes de entrar no meu santuário – a sala de aula (sim! Sábado é também dia de labuta para quem ama o que faz). E faço essa carta por gratidão. É claro que segui o seu conselho: “leia o livro ‘A história de Mora’; sei que você vai gostar”… E saindo da Universidade, fui logo à livraria, peguei o livro e, já na fila antes de pagar, comecei a ler a encantadora história do político Ulisses Guimarães, na visão de sua amada esposa, Mora. Mora morena; Mora amada.

Interessante como eu me identifiquei em vários momentos desse livro, pois como o “Senhor diretas”, eu também quero morrer no mesmo dia da minha amada Viviane.  Esta será a maior prova de amor que eu poderei dá-la! Eu também quero voltar – e quantas vezes voltar a essa vida-, já vindo casado com ela.

Viviane sempre será o meu oxigênio e a minha glicose, tão necessários para a minha existência…

Realmente, o AMOR é a única coisa que vale a pena nesta vida… Por isso, foi feliz o autor quando, no final do livro, comparou o nosso Ulisses de Brasília, com o Ulisses da Grécia antiga, onde este último ao naufragar, tentando voltar para os braços da sua amada Penélope, ficou preso numa ilha com a ninfa Calipso, e esta ao tentar conquistá-lo, oferecendo-lhe de tudo, até mesmo a imortalidade, recebeu como resposta essa pérola:

“Não quero o dom dos deuses. Sois infeliz por ser eterna. Só os mortais conhecem o amor”.

Pois é, cara tia Sônia! E como tem faltado amor nestes dias onde nunca poderia faltar, já que este sentimento é a própria essência da sua existência: a profissão médica. A medicina é a arte de amar. E nunca existirá medicina onde não existir amor! Sabedor disso, Pablo Picasso expressou em forma de pintura na sua tela: “Ciência e caridade”. E veja, cara tia Sônia, que as duas coisas podem sim andar juntas. Elas não são excludentes.

A presença de uma não elimina a outra. Pelo contrário, elas se completam. E um médico só com a técnica, sem o amor, é uma doença terminal e incurável que faz adoecer as pessoas; já um médico com amor, mas sem a técnica, é uma doença a procura de cura e se souber encontrar o caminho – e for bem conduzido – conseguirá curar não só os outros, mas também a si mesmo…

Cara tia Sônia,

Volto ao livro de Mora, cujas quatro letras também podem formar a palavra amor, para lembrar a última e longa troca de olhar entre o “Senhor Impeachment” e a sua esposa amada, antes deles morrerem juntos, em alto mar. Cara tia, aqui abro um parêntese para lhe fazer uma confissão: esta parte do livro me fez voltar ao passado e lembrar de um debate que aconteceu nas dependências do auditório central da UFRN.

Era a campanha para Governo do RN, em 1986. Três candidatos lutavam por esta vaga, e o tio João era um deles. No calor do debate, os outros dois candidatos queriam “arrancar a carótida e a jugular” de tio João… e ele, mesmo assim, ainda teve tempo de trocar um longo e belo olhar com você tia que estava na plateia. Nunca me esqueci desse momento e aprendi, naquele dia, que o político , quando não se considera um deus imortal, é também capaz de amar…

Amar que combina com a palavra olhar. E olhar, que junto com o riso, podem significar a menor distância entre duas pessoas. Olhar e sorriso, outras duas coisas que muito têm faltando nos nossos consultórios médicos… Não olhamos e nem rimos mais durante uma consulta. Nem podemos!

A rapidez do encontro (nos pagam mal, então temos que atender mais pacientes para poder sobreviver); as inúmeras ligações dos nossos celulares atendidas durante as consultas; o entra e sai da secretária trazendo papéis e mais papéis para a gente assinar dos convênios (que destrói não só as árvores da mata amazônica, mas também destrói coisas belas da nossa profissão); o som do teclado dos nossos computadores, etc. etc. tudo isso e muito mais não nos permitem essa troca de cumplicidade – olhar e sorrir-, nesse encontro íntimo entre dois es tranhos, o médico e o paciente…

Cara tia Sônia, curiosamente o código de ética médica tem na sua capa a imagem do deus Janus. O deus com duas faces, uma voltada para frente e outra para trás. Alguns interpretam essa dupla face, como o passado e o futuro, ou seja, devemos olhar para o futuro lembrando sempre de não cometer os erros do passado.

Mas eu acredito que o deus Janus também tem outra interpretação, afinal cada um olha de seu jeito, não é mesmo? E a minha maneira de ver essa imagem é a seguinte: devemos olhar para frente, para fora; mas também devemos voltar o nosso olhar para trás, para dentro de nós… E como um ladrão de frases que me tornei – desde que resolvi escrever-, cara tia Sônia, vou agora roubar da senhora mesmo uma frase que encontrei nas suas “iluminuras” (o seu discurso de posse na Academia de Letras do RN):

“Olha para dentro de ti, volve-te para ti mesmo, devolve para ti o teu espírito e a tua vontade”, afinal, neste momento nada melhor do que implorar: “Médicos, conhecem-te a ti mesmo!”.

Ah! Minha cara tia Sônia, e como nós médicos precisamos fazer esse momento de intensa reflexão. É preciso esse momento de silêncio interior para perceber que o inimigo não mora em Cuba, mas sim dentro de cada um de nós…

Não sei se a senhora viu, nesta semana, a manchete do portal UOL: “Médico cubano volta a atender e é recebido com festa!”… E mesmo tendo se equivocado na receita e prescrito 40 gotas de dipirona, para um paciente que necessitaria de apenas metade dessa dosagem, o médico foi recebido com festa até pela mãe da criança, que ao invés de ter ido procurar um advogado para processá-lo, foi exatamente a sua maior defensora:

“Ele é muito atencioso, nos examina com calma e explica tudo direito. É de médicos assim que estávamos precisando”…

Pois é, minha cara tia Sônia, o paciente suporta tudo, até receitas equivocadas, mas nunca, jamais, ele suportará uma coisa: a indiferença!

E o que nos resta fazer neste momento, então, para mudarmos esse jogo que se encaminha para um resultado tão incerto e nebuloso? Para responder, recorro novamente a senhora, que iluminada, certa vez terminou a sua oração, pela boca da deusa Atena: “…Que a lide do bem, nos perpetue a vitória, pelos séculos afora…”.

Que os médicos voltem a ser médicos, cara tia Sônia, apenas e simplesmente isso…

Um forte e carinhoso abraço, do seu sobrinho, que estar sempre a espera de seus conselhos,

Francisco Edilson Leite Pinto Junior – Professor, médico e escritor.

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domingo - 01/12/2013 - 08:35h

Só Rindo (Folclore Político)

A.A.A.

Diante da cassação do líder Aluízio Alves, o jovem Henrique Eduardo Alves é elevado à prematura condição de sucessor político.

Em Mossoró, um “aluizista” histórico exalta a continuidade. Ex-faz-tudo do empresário Renato Costa, “Mourão” dispara eufórico:

– Se o pai com dois “A” era forte, imagine o filho com três…

Ao seu lado, um interlocutor atordoado não entende o comparativo:

– Três “A” por que, Mourão?

O apaixonado militante político, de pouca habilidade com o vernáculo, “esclarece” tudo a seu modo:

– Ora! Anrique Aduardo Alves, homem!

Explicado.

* Do livro “Só Rindo 2 – A política do bom humor do palanque aos bastidores”, do editor deste Blog.

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domingo - 01/12/2013 - 08:22h

Chico, a preguiça e a esperteza

Por Tomislav R. Femenick

Francisco Maria Cavalcanti de Oliveira, o Chico de Oliveira como é mais conhecido, foi o meu professor-orientador do mestrado em economia, na PUC de São Paulo. Desde então desfruto de sua amizade e, inclusive, ele fez o prefácio de um dos meus livros. Além de um grande pensador e mestre por vocação e dedicação, julgo que há duas outras características bem peculiares em sua personalidade: é visceralmente impaciente com burrices de qualquer naipe e detesta quaisquer voltas tortuosas que se queira dar na verdade.

Lembro-me de uma reunião que tivemos em que afirmou que existiam duas classes primordiais de idiotas: os passivos e os ativos, ambas suportando uma infinidade de matizes.

Recentemente, por mais de uma vez, essa sua afirmação tem vindo à minha lembrança.

A primeira quando li um artigo de Ivan Dutra Faria, em que ele conta a história de um oficial que assume o comando de um quartel. Procurando racionalizar a estratégia de defesa da unidade, o novo comandante identificou um posto de sentinela permanente, em frente de um banco de uma praça. Procurou saber a causa que justificaria o posto e nenhum dos oficiais lhe soube informar, até que um antigo soldado explicou: há muitos anos, quando o banco foi pintado postou-se uma sentinela para evitar que alguém sentasse sobre a tinta fresca. Como ninguém revogou a missão, ela se incorporou na estratégia do quartel.

Há algum tempo, minha amiga Hàmida Rodrigues Helìuy, uma das pioneiras da arquivologia no Brasil, identificou algumas toneladas de papéis inservíveis no arquivo morto de um grande grupo empresarial de São Paulo e sugeriu que fossem descartadas e encaminhadas para reciclagem. A diretoria aceitou, desde que se fizesse uma cópia de cada documento, repetindo um fato que já ocorrera na General Motor, nos Estados Unidos.

Esses são exemplos clássicos de “idiotece passiva”, por preguiça mental ou acomodação, que ocorrem tanto nos órgãos públicos como nas empresas privadas. Em todos os casos elas acontecem por falta de iniciativa ou raciocínio lógico.

Já a outra categoria, a da “idiotice ativa”, tanto pode ser movida por preguiça mental como por interesse. Neste último, acho até que seus adeptos não são tão idiotas assim.

O julgamento, condenação e a prisão dos mensaleiros podem ser tomados como modelo para os dois casos. Os condenados, os dirigentes e a militância partidária se revoltaram contra o Supremo Tribunal Federal e o ministro Joaquim Barbosa, dizendo que foi um processo político contra o PT, que havia apenas Caixa 2, que eles são heróis da resistência contra o regime militar etc. e tal e partiram para manifestações de rua e nas redes sociais, entrevistas, artigos em jornais e revistas e manifestos contra “tudo isso”.

Ora, caras pálidas, dos onze ministros do tribunal, oito deles foram indicados por Lula ou Dilma, inclusive Joaquim Barbosa – pela lógica não se pode dizer que são contra o PT –, os acusados tiveram amplo direito de defesa e o fizeram pagando caro aos melhores advogados criminalistas do país, houve provas e contraprovas, impetraram embargos de todas as naturezas. Então, onde está ou poderia está a conspiração?

Os militantes de base, aqueles que foram para as ruas defender a inocência de José Dirceu, Genuíno e Delubio e o fizeram nas redes sociais (estes sem que seus blogs e sites sejam patrocinados por empresas públicas) se enquadram na “idiotice ativa” por preguiça mental.

Os outros, que querem se reeleger ou serem eleitos nas próximas eleições, que têm empregos nas estatais por indicação partidária ou que têm seus blogs e sites patrocinados por empresas públicas, seriam mais bem enquadrados na categoria “idiotice ativa” por interesse.

Na realidade, poucos deixaram a preguiça mental de lado e se despiram dos dogmas e slogans partidários para analisar o desenlace do processo do mensalão. Um desses poucos foi Olívio Dutra, um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores, ex-presidente do diretório estadual e ex-governador do Rio Grande do Sul.

Para ele, “funcionou o que deveria funcionar. O STF julgou e a Justiça determinou a prisão, cumpra-se a lei”.

Tomislav R. Femenick é mestre em Economia com extensão em Sociologia

 

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domingo - 01/12/2013 - 08:09h

Ternura

Por Vinícius de Moraes

Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor
seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentando
Pela graça indizível
dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura
dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer
que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas
nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras
dos véus da alma…
É um sossego, uma unção,
um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta,
muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite
encontrem sem fatalidade
o olhar estático da aurora.

Vinícius de Moraes (1913-1980) – Compositor, poeta, amante da vida…

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domingo - 01/12/2013 - 07:43h
Conversando com... Luís Prados

“Jornalismo segue sendo necessário”, diz diretor do El País

Por Natália Carvalho (Comunique-se)

Era maio de 1976 quando a primeira edição do El País foi às bancas. Trinta e sete anos depois, o jornal acumula 15 milhões de usuários únicos por mês, investiu em digital e, atualmente, pelo menos 40% do número total de acesso online vêm de leitores de fora da Espanha.

Prados: na hora que muitos demitem, jornal investe

Com sede em Madri, e pensando em ser global, a empresa fez acordo de distribuição com diversos países, estruturou redações em Barcelona, Sevilha, Valencia, além de escritórios em Washington, Bruxelas e México. Neste fim de novembro, foi a vez do Brasil, que acaba de receber a versão em português do site.

Há quem diga que o jornalismo passa por crise. El País acredita que os meios de comunicação tradicionais passam por mudanças, mas não há problemas com a publicidade no continente. Diretor de redação do veículo no Brasil, Luis Prados conversou com o Comunique-se na terça-feira, 26, sobre modelo, apostas e contou como escolheu os 11 jornalistas que compõem a equipe.

Confira, abaixo, a íntegra do bate-papo:

Em que momento vocês decidiram vir para o Brasil?

Luís Prados – O Brasil era como uma assinatura pendente para nós. Desde o começo do jornal, tínhamos o objetivo de ser voltado para o internacional. Quando não existia internet, essa seção estava sempre na página 2, 3 ou 4. El País sempre tratou do assunto no início, sempre foi o nosso ponto forte. Graças às novas tecnologias, conseguimos atingir várias pessoas pela internet. Durante os protestos, por exemplo, o número de leitores brasileiros aumentou e foi uma surpresa boa. Então, pensamos junto com os executivos o porquê não investíamos no país. Estamos falando de 200 milhões de leitores que falam português e que nós não cobríamos. Não estávamos suficientemente globais.

Atualmente, algumas redações brasileiras estão demitindo. O El País está investindo. Por quê?

LP – Existe crise financeira global, que começou em 2008. Em paralelo, temos a crise dos meios de comunicação tradicionais. Mas, neste continente, não vejo crise de publicidade, que é gravíssimo na Europa, por exemplo. Existem mudanças nos modelos de negócios, já que tivemos salto tecnológico grande. É como se tudo conspirasse contra a profissão. A venda de celulares aumenta cada vez mais e as pessoas estão lendo pouco em papel, a publicidade foi desaparecendo nesta mídia e as empresas precisaram cortar gastos demitindo o pessoal. É um desastre para a nossa profissão. A meu ver, o jornalismo segue sendo necessário com o profissional que conhece a área, ideologia, ética da informação e etc. Não acredito em jornalismo cidadão, assim como não acredito em médico cidadão (amador). Cada um tem a sua profissão.

Como vocês enxergam esse investimento?

LP – É a primeira vez que El País tem tanta ousadia. É um idioma diferente, é um país com diversas variedades. É um grande desafio.

Como foi a escolha da equipe?

LP – Eu vim para São Paulo algumas vezes e em junho deixamos público a nossa intenção de montar a redação aqui. Depois disso, vários jornalistas começaram a enviar currículos. Em setembro e outubro, comecei a separar os que me interessavam, fiz entrevistas e percebi as pessoas que poderiam funcionar. Buscava, acima de tudo, jovens. E assim fomos contratando. Tirando uma jornalista brasileira sênior, todos os outros são juniores. São quatro espanhóis, contando comigo, e sete brasileiros.

Quais são as expectativas?

LP – Queremos que o público brasileiro nos veja. Não queremos ser um corpo estranho na sociedade. Vamos ser divertidos, interessantes e contar as coisas por outro ângulo, de maneira que isso sirva de contraste. Acabamos de nascer e vamos começar pela parte de entender esse povo, para que ele nos conheça e nos procure.

O que o leitor pode esperar?

LP – O leitor de El País no Brasil deve ter sensibilidade com informações internacionais. Ele terá proporção de reportagens brasileiras, que vai ser distribuída na Venezuela, na Argentina, nos Estados Unidos e em outros países. Se o leitor só se interessar por política nacional, vai acabar sendo escasso. Os nossos leitores são pessoas que se interessam por ver seus países em contexto global e é isso que vamos oferecer. Temos que levar em conta que não existe fato que acontece num lugar e não afete imediatamente o resto do mundo.

Existe previsão de pageviews?

LP – Não existe. Vamos começar como nos países da América: pouco a pouco. Queremos descobrir o país, transformar a realidade do Brasil desde o nosso ponto de vista até o nosso estilo jornalístico dentro do contexto global. Já temos esse DNA, agora com sensibilidade brasileira.

Vocês pretendem cobrar pelo acesso ao conteúdo?

LP – Em longo prazo, quem sabe. Não existe fórmula mágica. Ninguém sabe qual modelo deve ser trabalhado e o que dá certo. O The New York Times cobra, mas não é por isso que todos devem fazer o mesmo. Acredito que ninguém sabe, ainda, como tornar o online mais rentável.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 01/12/2013 - 07:29h
Paulo de Tarso Fernandes

Reação de deputados a Governo Rosalba tem marca conhecida

Se o secretário-chefe do Gabinete Civil do Estado, Carlos Augusto Rosado (DEM), for mais atento à leitura do ato da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, baixado na última sexta-feira (28), modificando corte orçamentário que foi imposto pelo Governo, ao Legislativo, verá algo que lhe é muito familiar.

Paulo: estilo inconfundível

O texto parece ter sido elaborado pelo ex-secretário-chefe do Gabinete Civil do Estado, gestão da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), Paulo de Tarso Fernandes.

Parece mesmo.

Na verdade, é de Paulo de Tarso.

Seu estilo cirúrgico, arrimado em sólidos argumentos, é inconfundível.

Rosalba

Carlos Augusto sabe disso, pois lhe deve muito e a carreira de Rosalba não teria chegado tão longe, sem seu trabalho de bastidores.

Coube a ele fazer o arrazoado e sustentar o ato interno da Casa, que contraria o corte orçamentário linear 10,74% feito imposto aos poderes pela governadora Rosalba Ciarlini (DEM), no final do primeiro semestre.

Por essas horas, depois de pegar voo de volta ao Rio de Janeiro, é provável que Paulo esteja na Igreja da Candelária, renovando seus votos de fé cristã.

Amém!

Veja AQUI o que significa esse ato da AL, uma reação do poder ao Governo do Estado, que foi tachado pelo presidente Ricardo Motta (PROS) como “arbitrário”.

Nota do Blog – Paulo foi durante muitos e muitos anos, o principal assessor jurídico e conselheiro do casal Carlos-Rosalba.

Pinotou fora do Governo do Estado ainda ao final do primeiro ano de gestão, soltando cobras e lagartos, em solidariedade ao vice-governador Robinson Faria (PSD), que viu como perseguido e vítima de mesquinharias de Carlos e intolerância de Rosalba.

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Categoria(s): Política
sábado - 30/11/2013 - 23:59h

Pensando bem…

“Permitir é dez vezes mais perigoso do que executar!”

Robert Musil, O Homem sem Qualidades

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sábado - 30/11/2013 - 17:09h
Caldeirão do Huck

Os adoráveis meninos inventores do Apodi

Por acaso, chego em casa e vejo na TV história de 3 estudantes pobres, do Apodi, no “Caldeirão do Huck”.

Luciano conversa com inventores

Criaram técnica de conservação de frutas , com cera de colmeias.

Eles estão agora no programa, no palco, com repercussão nacional.

Todos incentivados pelo pais, para que estudassem, brilham pela dedicação e perseverança.

Diretamente de Apodi, no interior do Rio Grande do Norte, Jociel, Geracino e Huguemberg, trouxeram sua invenção chamada “A Fruta do Faraó”. Preocupados com a falta de chuva na região, que já dura três anos, eles desenvolveram uma cera que ajuda na conservação das frutas da região. Os meninos contaram com a ajuda da professora Gidélia.

De emocionar a história desses meninos. Ganhei minha tarde.

Orgulhos do Apodi.

Quantos meninos, como eles, não estão escondidos por aí?

No palco da Rede Globo de Televisão, o trio ganha reconhecimento e um cheque de R$ 30 mil, como incentivo.

Na volta à sua terra, espero que ganhem a devida importância e apoio.

Não basta o estrelato episódico.

Veja AQUI o que a própria Globo publicou.

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Categoria(s): Cultura
sábado - 30/11/2013 - 09:51h
Candidatura

Garibaldi Filho para governador. Ponto final

Por mais que falem em nomes como do ex-senador (grande senador) Fernando Bezerra (PMDB), deputado federal Henrique Alves (PMDB), deputado estadual Walter Alves (PMDB), prefeita natalense Carlos Eduardo Alves (PDT), ex-governador Geraldo Melo (PMDB) e outros… não mudo minha opinião até aqui.

O candidato a governador, pelo PMDB, será o senador licenciado e ministro da Previdência, Garibaldi Filho (PMDB).

Anote, por favor.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog / Política
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sábado - 30/11/2013 - 09:38h
História real

As cabeças trocadas e a fuga do Direito no TRE-RN

Como não poderia deixar de ser, os rodeios, labirintos, escapismos, contorcionismos e malabarismos que campeiam no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) vão se transformar em denúncia. O caso deverá ser formalizado à Corregedoria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ouvimos essa informação de uma fonte credenciada e influente, com livre trânsito nos corredores do mundo forense potiguar.

O julgamento que nunca chega ao fim na corte eleitoral, de variados recursos, deixou de ser simples emperramento processual (ou esperteza de hábeis processualistas), para se transformar em aberração jurídica e desdém à própria sociedade.

O ridículo com pompa é, assim mesmo, ridículo.

Até para um leigo, fica fácil perceber que estamos diante de uma chicana (abuso de recursos, sutilezas e formalidades na Justiça com finalidade de adiar decisão).

Em benefício de quem? Por quê?

Um estudante de Direito que acompanhou as mais recentes sessões dessa corte deve se sentir deslocado. Perceberá a nítida distância entre o que é ensinado na academia e o que existe na prática.

No TRE temos de tudo, menos o direito – deve imaginar o outrora utópico acadêmico.

O tal “direito” saiu há tempos pela porta dos fundos, como um anjo torto ou quasímodo moral, se esgueirando por corredores, salas e escadarias até alcançar a rua. Por vergonha, medo ou sabe-se lá por qual razão… sumiu.

Deve estar nas mãos de algum julgador que em vez de julgar, se transformou em estafeta, espécie de ASG (Auxiliar de Serviços Gerais) em tráfego de papeis de grandes causas.

A vida de milhares de cidadãos e instituições públicas, em alguns municípios, ficam à mercê da boa vontade de umas poucas pessoas engravatadas.

Só para lembrar: todos, sem exceção, são servidores públicos; muito bem pagos, que se diga.

Em seu Olimpo, não são deuses ou demiurgos. São mortais que não têm o direito de fazer, do Direito, um direito próprio, particular, a seu tempo e hora ou sem hora para acabar.

Não defendemos a condenação de A ou B. Cobramos, como cidadãos, o julgamento célere, límpido e translúcido, sem macaquices e firulas ou mesmo sob amparo de desculpas esfarrapadas.

Culpado, condene-se. Em contrário, absolva-se.

A justiça que tarda, que se arrasta, por si só já é injustiça.

No TRE do RN, ela fez morada, como aquela coruja de olhos arregalados que dá um giro de 360 graus no próprio pescoço, mas nada vê à luz do dia.

Sem pressa, mantém seus hábitos crepusculares e noturnos, quando aí enxerga tudo que lhe interessa.

A corte eleitoral faz-nos desembarcar no romance “As cabeças trocadas” de Thomas Mann. “Sita”, protagonista, mergulha em dúvidas quanto à predileção mais sensata à sua vida. Fica entre duas preferências em questionamentos atrozes.

O final é trágico e didático. Preferimos não contar aqui. Leia.

Que o TRE bote a sua cabeça no lugar e faça a mais sensata das escolhas: a devoção ao direito.

Só isso.

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Categoria(s): Artigo / Justiça/Direito/Ministério Público / Política
sábado - 30/11/2013 - 07:46h
Juíza Ara Clarisse Arruda afirma

“Cláudia ludibriou, de forma vergonhosa e descarada, a justiça”

Por Ciro Marques (O Jornal de Hoje)

Wellington e Cláudia: avalanche de problemas

A juíza Ana Clarisse Arruda (34ª Zona Eleitoral) poderia ter se limitado a dizer nas sentenças que “isto posto, julgo procedente as representações formuladas em face de Cláudia Regina (DEM) e Wellington Filho (PMDB), de modo que ficam cassados os diplomas outorgados”. Contudo, dada “a gravidade” das ações praticadas por eles, a magistrada foi além.

Numa longa decisão (prolatada na última quinta-feira, 28), ela condenou os acusados (em mais dois processos) e afirmou que não restaram dúvidas das práticas irregularidades (mais uma) realizadas pelos gestores mossoroenses. Ambos totalizam dez cassações em menos de 11 meses de mandato.

Essas novas cassações são conseqüência de uma representação feita pelo Ministério Público Eleitoral e pela coligação de Larissa Rosado-PSB (candidata derrotada por Cláudia Regina no pleito), com base no “gasto não contabilizado de campanha, comumente chamado de ‘Caixa 2′, além de extrapolar sobremaneira o limite de gastos estipulado, caso fossem registrados, o que ensejaria a condenação dos demandados”, conforme escreveu a juíza na sentença publicada.

“Analisando pelo prisma qualitativo, tanto mais grave considero as irregularidades identificadas, posto que os representados, de forma vergonhosa e descarada, ludibriaram a fiscalização da Justiça Eleitoral, ao deixarem de registrar doações de bens/serviços estimáveis em dinheiro e, principalmente, apresentarem valores de avaliação de bens/serviços doados em montante consideravelmente aquém daqueles praticados pelo mercado, o que viola, no entendimento desta magistrada, não somente a literalidade da norma jurídica, mas, também, o próprio ordenamento jurídico eleitoral, e a seriedade que se deve imprimir nas prestações de contas”, condenou Ana Clarisse.

Isso porque as contas de campanha de Cláudia Regina e de Wellington Filho foram aprovadas pela fiscalização da Justiça Eleitoral, mesmo com essas “graves irregularidades”, escapando, inclusive, de uma eventual multa por terem gastado mais do que o arrecadado na campanha.

“(Cláudia Regina e Wellington Filho) não registraram de forma adequada os valores reais das doações estimáveis, pelo seu valor de mercado, os representados livraram-se da aplicação de multa eleitoral, que seria calculada no montante de cinco a dez vezes sobre o valor apurado como excesso ao limite fixado, o que comprova a gravidades das irregularidades”, analisou Ana Clarisse.

Histórico

“Determino ainda aos representados Cláudia Regina e Wellington Filho a incidência de inelegibilidade de que trata o artigo 1° inciso I, alínea j, da Lei n° 64/90, pelo período de oito anos a contar da eleição, com eficácia a partir do trânsito em julgado da presente decisão ou da confirmação da cassação pelo Egrégio Tribunal Regional Eleitoral”, afirmou Ana Clarisse.

É importante ressaltar, no entanto, que além de “caixa 2″, Cláudia Regina e Wellington Filho já foram condenados também por abuso de poder político, econômico, compra de votos e utilização das máquinas públicas municipal e estadual em benefício próprio.

Por isso, inclusive, além deles, já foram condenados também por participação nas irregularidades de Mossoró a governadora do Estado, Rosalba Ciarlini (DEM), e o ex-secretário chefe do Gabinete Civil do Município, Gustavo Rosado.

Veja matéria completa d´O Jornal de Hoje AQUI.

 

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Categoria(s): Eleições 2012 / Política
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 30/11/2013 - 07:19h
É hoje!

Um sabadão com muitas e variadas atrações

O sábado está intenso de atrações em Mossoró e região. Veja abaixo algumas dicas do Blog, em eventos que começam bem cedo:

Feijoada

A Loja Maçônica Sebastião Vasconcelos dos Santos promove hoje a partir do meio-dia, a sua 2ª Feijoada. A promoção está definida para a área de lazer da Loja Maçônica Jerônimo Rosado, no Grande Alto de São Manoel (Mossoró). O valor do bilhete individual é de R$ 10,00. A mesa é R$ 80,00 com direito a 4 feijoadas e concorrer a uma TV LCD 40 Polegadas.

Sêbado

Hoje também tem a boa roda de bate-papo, música, literatura, poesia etc. no Sêbado, a melhor confraria cultural desse sertão de meu Deus, à Rua Antônio Vieira de Sá, Nova Betânia, Mossoró, número 825, pertinho da Praça do Rotary, a partir do meio-dia. O acesso é gratuito.

Shalom

Será neste final de semana o Congresso das Famílias, evento organizado pela Comunidade Católica Shalom em Mossoró. Será primeira vez que a cidade recebe a promoção, já realizada com sucesso em cidades como Fortaleza (CE) e Brasília (DF). O programa está confirmado para hoje e amanhã, na Faculdade de Medicina da UERN. As atividades serão iniciadas às 14h de hoje, sábado (30) e às 08h no domingo (1º). Os momentos de oração e formação serão conduzidos pelo casal Charlles Rodrigo e Ana Gabriela, missionários da Comunidade Shalom em Fortaleza (CE), partindo da temática bíblica “Escolhe, pois, a Vida” (Dt 30, 19). Haverá ainda missas, adoração ao Santíssimo Sacramento e momentos de convivência fraterna.

Cândidu´s Restaurante

A tarde e noite no Cândidu´s Restaurante (Abolição I, Mossoró), promete novamente muita animação com música ao vivo. Um sábado denominado de “Junto e Misturado”, com três atrações no palco a partir das 14h. Anote aí: Giannini Alencar, Koisa Nossa, Ewerton Alencar e banda.

Sacolão Cultural

A cantora Dayanne Nunes faz show hoje no Memorial da Resistência a partir das 22h, dentro da promoção denominada pela Prefeitura de Mossoró como “Sacolão Cultural”. Começará às 22h. Ela vai interpretar especialmente músicas da cantora Alcione.

Rock Grande do Norte

É hoje mais uma edição do Rock Grande do Norte. O festival de rock em Mossoró vai acontecer neste sábado (30), a partir das 20h, no Oba Restaurante. A principal novidade é a banda Catedral. Várias outras atrações vão se apresentar, num desfile de estilos, como Gaby Viegas, Alfredo e Os Caras, Godhound e Blackout Scorpions Cover.

Festa em Upanema

Prossegue hoje à noite em Upanema a festa da padroeira dos católicos do município, Nossa Senhora da Conceição. As festividades tiveram início no último dia 28 e vão até 8 de dezembro. Ontem, na Noite das Comunidades e Setores, às 19h, houve presença do bispo Diocesano Dom Mariano Manzana conduzindo a missa e show com o Padre Nunes/banda. Hoje, no mesmo horário, o seminarista Luis Henrique – Mossoró – será o pregador e em seguida haverá apresentação do Ministério Missão de Amor (Mossoró/RN).

Sabadão do Potiguar

O torcedor do Potiguar tem compromisso hoje com o “Sabadão do CT”, a partir do meio-dia. O evento tem acesso grátis na área onde está sendo construído o Centro de Treinamento Manoel Barreto Filho, no bairro Alto do Sumaré. Poderá concorrer a brindes como camisas, shorts e entre outros produtos do time, com a compra de senha no valor de R$ 25,00. Também serão sorteadas cortesias para a grande festa do dia 12 de dezembro, que será realizada no Espaço Villa Oeste, com Jorge & Mateus e a banda Chiclete com Banana. Hoje, haverá ainda sorteio de uma moto e show com o cantor André Luvi.

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Categoria(s): Gerais
sexta-feira - 29/11/2013 - 23:58h

Pensando bem…

“A sabedoria não se recebe, temos de descobri-la sozinhos após um trajeto que ninguém pode fazer por nós.”

Marcel Proust

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