domingo - 04/01/2026 - 06:24h
O Código Master

O contraste entre o discurso e a realidade no mundo do STF

Fachi e Moraes compõem o STF, centro de muita polêmica, um mundo próprio sem controle (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

Fachi e Moraes compõem o STF, centro de muita polêmica, um mundo próprio sem controle (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

Por Breno Pires (Revista Piauí)

Desde que assumiu a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin passou a trabalhar pela adoção de um código de conduta para os ministros da Corte, de modo a estabelecer parâmetros claros, explícitos e próprios de comportamento.

Inspirado no código de conduta do equivalente ao STF na Alemanha, Fachin fez a sua defesa mais explícita à proposta no discurso de encerramento do Ano Judiciário de 2025, em 19 de dezembro. Na ocasião, a reputação institucional do STF passara a ser questionada no caso do Banco Master. Fachin disse que a corte, para 2026, tem um “encontro marcado” com temas entre os quais estão as “diretrizes e normas de conduta para os tribunais superiores, a magistratura em todas as instâncias e no Supremo Tribunal Federal”.

“Cabe-nos exercer nossas atribuições com rigor técnico, sobriedade e consciência histórica. Não poderia, nessa direção, deixar de fazer referência à proposta, ainda em gestação, de debatermos um conjunto de diretrizes éticas para a magistratura. Considerando o corpo expressivo que vem espontaneamente tomando o tema no debate”, disse o presidente do STF, cuja proposta tem um único aliado público até agora entre os membros da corte: a ministra Cármen Lúcia.

A reação foi imediata. Oito ex-presidentes do STF defendem a adoção do código de conduta. Em outubro, o ex-ministro Cezar Peluso foi um dos subscritores de um documento da Fundação FHC com propostas para o aprimoramento do judiciário, incluindo, entre os pontos, um manual de conduta para o STF. Em 22 de dezembro, Ayres Britto, Carlos Velloso, Celso de Mello, Marco Aurélio Mello e Rosa Weber expressaram apoio à ideia, em reportagem de Rafael Moraes Moura, no jornal O Globo.

O ex-ministro Joaquim Barbosa, relator da ação penal do mensalão, afirmou à piauí que “apoia 100%” a criação do código, e que o caso Master reforça a necessidade de fazê-lo. “As duas coisas estão entrelaçadas. Código de conduta é o mínimo que se pode fazer neste momento”, disse Barbosa, em sua primeira declaração sobre o assunto.

Além deles, o antecessor de Fachin na presidência, Luís Roberto Barroso, apoia a iniciativa, mas ainda não se pronunciou publicamente. “Não é difícil imaginar o que eu penso. Mas desde que saí do Supremo, estou procurando ficar abaixo do radar e evitando declarações”, disse à piauí.

Internamente no STF, os demais ministros têm evitado falar do assunto, mas por outro motivo. “O silêncio da bancada desconfortável com o código de conduta é o sinal mais gritante da sua conveniência, para não dizer necessidade”, escreveu o colunista Elio Gaspari, dos jornais O Globo e Folha de S.Paulo.

Gilmar acha tudo “bobagem”

O principal – e até agora único – porta-voz da resistência é o decano do tribunal, Gilmar Mendes, que falou sobre a proposta de Fachin em conversa com jornalistas de diversos veículos, na segunda-feira, 22. O ministro sustentou que já existem regras suficientes para regular a conduta de magistrados no Brasil, o que torna desnecessário adotar um código próprio para o STF.

Na conversa com os jornalistas, o decano chamou de “bobagem” as cobranças da imprensa sobre participações de magistrados em eventos e expressou seu desacordo em relação à ideia de moderação nas manifestações públicas de ministros, inclusive sobre processos em julgamento. “Eu travei toda aquela batalha contra a Lava Jato falando, denunciando. Se eu não tivesse falado, certamente nada teria mudado”, afirmou.

No mesmo dia, o gabinete de Gilmar Mendes divulgou aos jornalistas um levantamento comparativo para demonstrar que tudo aquilo que o código alemão exige de seus juízes — independência, imparcialidade, cuidado com a vida privada, recusa de benefícios, moderação na comunicação pública, quarentena depois da aposentadoria — já está contemplado, de uma forma ou de outra, no ordenamento jurídico brasileiro.

O levantamento divulgado por Mendes  cita a Constituição brasileira, a Lei Orgânica da Magistratura e o Código de Ética da Magistratura Nacional do Conselho Nacional de Justiça, além das regras previstas no Código de Processo Civil e no Código de Processo Penal. “Não há vácuo no ordenamento jurídico brasileiro quanto à disciplina da conduta, independência e imparcialidade dos juízes”, conclui o texto.

Entre os críticos da falta de contenção no comportamento de alguns magistrados, há aqueles que concordam que talvez não haja “vácuo” nas leis brasileiras. O problema, na verdade, está em outro lugar: o descumprimento das normas existentes, que vem sendo justificado por uma interpretação cada vez mais elástica das próprias normas.

Afinal, o próprio comparativo divulgado por  Gilmar afirma que o código de conduta alemão recomenda que os magistrados divulguem os rendimentos obtidos por palestras e eventos. Até hoje não se sabe quanto cada ministro recebeu ao participar de eventos como os fóruns do Lead, Esfera, grupos econômicos do setor dos bancos, planos de saúde e mesmo em eventos como o bancado pela Refit em Nova York neste ano. Neste ponto, o vácuo é explícito: nenhuma norma brasileira exige a divulgação de remuneração.

O código da Alemanha também veda que os juízes se envolvam em eventos que provoquem “dúvidas sobre independência, imparcialidade e integridade”. Mesmo assim , aqui no Brasil, Dias Toffoli pegou carona no jatinho do advogado do Master para ver a final da Libertadores em Lima, no Peru. E, ao desembarcar de volta, puxou para si o caso do Master e decretou sigilo sobre o assunto. Solicitado a explicar sua atitude, Toffoli disse que só recebeu o processo do Master depois da viagem e que não conversa sobre processos em ocasiões como essa. No entanto, o ministro já estava na capital do Peru quando foi sorteado relator do caso.

Ocaso que tornou o debate sobre código de conduta mais urgente envolve o ministro Alexandre de Moraes e, mais uma vez, o Banco Master. Primeiro, a jornalista Malu Gaspar*, de O Globo, revelou que o escritório de advocacia da mulher do ministro, Viviane, tinha um contrato milionário com o Master. Ganhava 3,6 milhões de reais por mês. Se o contrato não tivesse sido rompido depois do escândalo do Master, renderia um total de 129 milhões — um valor fora do padrão do mercado .

O escopo do contrato do Master com o escritório da mulher do ministro era amplo: representar os interesses do banco nos Três Poderes,  em órgãos como o Banco Central, a Receita Federal e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica. Mensagens apreendidas pela Polícia Federal indicavam que os pagamentos ao escritório eram tratados internamente pelo Master como prioridade absoluta. Até agora não surgiram registros formais de atuação do escritório da mulher de Moraes junto ao Banco Central ou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica em favor do Master. O ministro Alexandre de Moraes e o escritório foram procurados pela imprensa, mas não responderam aos questionamentos.

Depois do contrato, a repórter Malu Gaspar revelou que o ministro manteve ao menos quatro contatos (três telefônicos e um pessoal) com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante o período mais sensível da crise do Master. Segundo a reportagem, o ministro Moraes buscou informações sobre o andamento da compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB). Ouviu do regulador que havia indícios de fraude que inviabilizavam a transferência de mais de 12 bilhões de reais de crédito do Master para o BRB.

Moraes lançou duas notas em menos de 24 horas. Na primeira, afirmou que as reuniões com dirigentes do sistema financeiro ocorreram “exclusivamente” para tratar dos impactos da Lei Magnitsky – e não fez nenhuma menção ao Master. A jornalista Daniela Lima, do UOL, antecipou a versão de Moraes, mas divergiu em um ponto da nota: afirmou que, sim, houve menção ao Master em conversa com Galípolo.

Na segunda nota, Moraes foi mais explícito e disse que “em nenhuma das reuniões jamais foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente à aquisição do BRB pelo Banco Master”. Admitiu dois encontros com Galípolo, em seu próprio gabinete no STF, em 14 de agosto e 30 de setembro. Disse também que “jamais esteve no Banco Central e que inexistiu qualquer ligação telefônica entre ambos, para esse ou qualquer outro assunto” e que “o escritório de advocacia de sua esposa jamais atuou na operação de aquisição BRB-Master perante o Banco Central”. Sobre este último ponto, ninguém havia dito o contrário.

Segundo uma nova reportagem, agora do jornal O Estado de S. Paulo, Moraes chegou a ligar seis vezes em um único dia para Galípolo. Em sua resposta, o Banco Central não mencionou números, mas afirmou que todas as interações foram documentadas e que a instituição está à disposição para prestar esclarecimentos. Em coletiva de imprensa, em 18 de dezembro, Galípolo declarou publicamente que o BC registrou reuniões, telefonemas e trocas de mensagens relacionadas ao caso.

Daniel Vorcaro deixa membros do STF em situação embaraçosa (Foto: Arquivo pessoal)

Daniel Vorcaro deixa membros do STF em situação embaraçosa (Foto: Arquivo pessoal)

A única nota à imprensa divulgada pelo Banco Central, em 23 de dezembro, diz“O Banco Central confirma que manteve reuniões com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky”Nada do que se discute no caso Banco Master desmerece ou contamina os julgamentos dos envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro, conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes com base em um conjunto robusto e incontroverso de provas.

Confundir esses planos significa politizar as suspeitas, criando uma equivalência inexistente entre investigações sem relação entre si — algo distinto do que ocorreu em episódios como o da Lava Jato, em que a condução dos processos por Sérgio Moro violou os próprios princípios da operação.

Paradoxalmente, quem caiu na armadilha de criar a falsa equivalência entre o caso Master e o julgamento dos golpistas foi a própria esquerda, que invadiu as redes sociais atacando Malu Gaspar, como se suas revelações fizessem parte de um complô para desmoralizar o ministro que condenou Bolsonaro e seus militares.

A onda chegou a tal ponto que a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI) lançou uma nota em defesa da jornalista. “Infelizmente, nos últimos anos, se tornaram comuns os ataques misóginos a mulheres jornalistas que fazem reportagens sobre pessoas que ocupam importantes espaços de poder”, diz a nota. “Quando qualquer jornalista sofre intimidação por exercer o seu ofício, perde a sociedade como um todo.”

STF sem controle

Nenhuma norma de conduta foi capaz de evitar todos esses acontecimentos. “Do ponto de vista institucional, não é tanto sobre a qualidade ou efetividade das normas”, diz o professor Rubens Glezer, da FGV-SP, “mas sobre a forma como o Supremo se organiza para controlar a atuação cotidiana de seus próprios ministros”. Glezer destaca que, ao reconhecer a constitucionalidade do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o próprio STF estabeleceu que seus ministros não estariam sujeitos a controle externo regular, e em razão disso o STF não tem uma instância institucional de controle sobre equívocos, atitudes abusivas, excessos e violações éticas de seus ministros.

“O controle existente é basicamente entre os próprios ministros e, no limite, o impeachment pelo Senado. E não é um bom instrumento”, afirma Glezer. Nesse contexto, de acordo com o professor, a proposta de um código de ética é uma tentativa de estruturar esse controle interno e preservar a autonomia do tribunal, evitando que a única resposta possível a crises recorrentes seja a intervenção externa ou soluções excepcionais.

Além disso, em 2023, o STF derrubou um dispositivo do Código de Processo Civil que ampliava as hipóteses de impedimento de juízes quando escritórios de seus parentes advogassem junto à corte. A decisão reduziu restrições criadas para prevenir conflitos indiretos de interesse e reforçou a aposta na autocontenção individual dos magistrados. Hoje, Brasília está tomada por parentes de ministros com escritórios de advocacia. De alguma forma, tornou-se comum que familiares de ministros do STF que já advogaram ou advoguem na corte – entre eles, as mulheres de Moraes, Toffoli e Cristiano Zanin, a ex-mulher de Gilmar Mendes, o filho do ministro Luiz Fux e a irmã do ministro Kassio Nunes Marques.

Um dos pontos que o caso Master evidencia é o despautério da presença frequente de ministros do STF em eventos patrocinados por empresas com causas bilionárias na corte. Antes disso tudo, entre 2022 e 2024, o Banco Master bancou ao menos cinco eventos — dos quais quatro no exterior: Nova York, Paris, Londres e Roma –, que contaram com a presença de ministros do STF, como Moraes, Gilmar, Toffoli, Luís Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski, segundo levantamento do Poder360.

Um dos episódios mais citados ocorreu em 2022, durante a Brazil Conference, quando o controlador do Master, Daniel Vorcaro, ofereceu um jantar em Nova York que reuniu ministros do STF. No Fórum Jurídico Brasil de Ideias, realizado em Londres em abril de 2024, Moraes, Gilmar e Toffoli compareceram, assim como o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, que foi indicado recentemente por Lula para o STF e aguarda sabatina e votação de seu nome no Senado.

Nestes eventos, não há registro de encontros ou reuniões paralelas, não há divulgação de agendas, nem comunicação prévia de potenciais conflitos. A resistência a transformar esses escrúpulos em norma obrigatória revela mais do que divergências técnicas ou jurídicas, segundo o professor Davi Tangerino, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Ela reflete um traço estrutural da vida pública brasileira: o patrimonialismo. “Muitos agentes públicos se sentem donos do cargo”, afirma Tangerino. Segundo ele, isso se manifesta em decisões moldadas por visões pessoais, na construção de posições de poder em relação a outros Poderes e, em casos extremos, há risco de corrupção.

Editoriais

A leitura dos editoriais publicados nos últimos dias por O GloboFolha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo revela enfoques distintos, mas convergentes. O Estadão afirmou que conexões pessoais mal explicadas de ministros do Supremo com o Banco Master “arriscam a credibilidade do STF” e colocam a Corte em “terreno pantanoso”, ao converter episódios individuais em um problema institucional. A Folha enquadrou o episódio como expressão de um déficit mais amplo de controles, advertindo que a ausência de freios institucionais favorece excessos e reforça a percepção de que “poderosos se protegem”.

Já o Globo, em editorial intitulado STF fracassa em transparência e prestação de contas, destacou que a corte demorou duas semanas para se manifestar sobre o vínculo entre Moraes e o Master. O jornal carioca classificou como “inaceitável” a continuidade do segredo imposto por Toffoli e defendeu explicitamente a adoção de um código de conduta para os ministros do Supremo, como forma de “dirimir todas as situações que gerem conflito de interesse” e preservar a integridade institucional da Corte.

No centro do debate não está um banco, nem um contrato, nem um voo, nem um telefonema. Está uma questão mais ampla: se um tribunal que cobra transparência dos demais poderes está disposto a submeter a si mesmo a regras capazes de transformar princípios éticos em procedimentos objetivos. Enquanto essa resposta não vier na forma de normas claras, casos como o do Master continuarão a explicitar que confiança pública é uma construção permanente.

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial
domingo - 04/01/2026 - 04:00h

Curral dos Porcos – Capítulo 1

Por Marcos Ferreira

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Consultou o reloginho de aço que ganhou de presente do falecido marido no Natal do ano passado. Eram nove horas e cinco minutos da manhã. Ainda não havia parado de chover por inteiro. Caía uma garoa em meio a um vento frio. O sol permanecia oculto. Alguns postes da rede elétrica continuavam acesos desde a noite anterior. Era possível que o mau tempo voltasse a qualquer instante. Apesar disso Matilde colocou sua máscara, pegou o velho guarda-chuva, afagou a cabeça das meninas e disse que não abrissem a porta para ninguém. Exceto se fosse Das Neves, única irmã de Euclides, ou a antipática senhora Esmeralda, mãe do morto. Incomodava-a o fato de se ver obrigada a deixar as filhas sozinhas.

Naquele momento, porém, não tinha opção. No armário da comida restara apenas massa de milho, um pouco de açúcar e um pacote de café. Apreensiva, olhos tristonhos, seguiu para o armazém do senhor Euzébio Suassuna, uma das vendas mais sortidas do pequeno município de Curral dos Porcos.

O bairro de Boa Vista se encontrava quase deserto. Poças d’água e lama logo atingiram as sandálias de Matilde, sujando seus dedos e calcanhares. O bairro não tinha pavimentação, contudo se encontrava distante das áreas inundadas. Pendurada no ombro direito, para a eventualidade de que o comerciante lhe confiasse a compra dos mantimentos, conduzia uma bolsa de palha de tamanho médio.

Ruas quase desertas. Aqui e acolá, debaixo dos seus guarda-chuvas e usando máscaras de proteção contra o vírus, alguns moradores se aventuravam na garoa. Decerto por força das circunstâncias. É evidente que não estariam ali por espontânea vontade; vultos em meio à neblina. Ninguém parava para conversar com ninguém àquele instante. Outros simplesmente observavam o mínimo movimento com os cotovelos apoiados sobre o parapeito de suas janelas. Pássaros dispersos riscavam o céu escurecido. O vento foi ficando mais forte, sibilando nos fios do posteamento.

Indiferente às condições climáticas, a jovem mulher seguiu seu rumo exposta à possibilidade de a chuva cair de vez e alcançá-la no meio do trajeto. Quando dobrou na esquina da farmácia, Matilde empalideceu. A mercearia do senhor Euzébio estava de portas fechadas. Ocorreu-lhe chamá-lo na casa contígua ao comércio, residência do homem, e explicar-lhe o momento de sufoco em que se encontrava. Considerou, entretanto, que seria audácia importunar alguém naquelas condições para comprar sob promessa de pagamento. Com os pés enlameados e roupas enxovalhadas, deu meia-volta levando a bolsa de palha. Não tinha outro lugar onde pudesse conseguir crédito. Recordou-se de que era sábado e que talvez o senhor Euzébio tivesse resolvido não abrir por causa disso. Aquelas chuvaradas representavam um motivo a mais.

Parou sob a marquise da farmácia e se pôs a refletir.

— E agora, meu Deus? — murmurou.

Precisava engolir o orgulho e pedir ajuda a quem ela não gostaria. Embora não fosse muito bem-vinda ali, restava-lhe a casa da sogra, com a qual nunca tivera boa relação. E os problemas pioraram após a morte de Euclides. A senhora Esmeralda, como é comum entre as famílias do interior, desejava que o filho namorasse e se casasse com uma certa prima. Contudo ele se encantou por Matilde desde quando a conheceu trabalhando em casa do senhor prefeito Gilberto Pedrosa. Ela fora recomendada à família do político por uma irmã deste, a senhora Albertina, residente em Aroeira Santa e patroa dos pais de Matilde. Os genitores da moça haviam morrido num desastre com um ônibus na estrada de Aroeira Santa para a capital, Belo Jardim.

Não tardou e Euclides e Matilde começaram a namorar. Ele tinha à época seus vinte e oito anos e ela contava apenas vinte e três. Após dezoito meses de relacionamento, contrariando todos os cuidados, ela engravidou e deu à luz a primeira filha, batizada com o nome Vanda. Na metade da gravidez Matilde precisou deixar o trabalho na casa do prefeito. Depois do parto, dispondo da ajuda de Das Neves, dedicou-se a cuidar da filha e da casa.

O imóvel foi adquirido graças à generosidade do patrão, que lhes vendeu o terreno por uma pechincha e deu baixa na carteira de Euclides, de maneira que este pudesse fazer uso da verba rescisória. Pouco depois o senhor Gilberto o readmitiu no serviço da olaria. Euclides, apesar da contrariedade da mãe, foi ajudado pela própria senhora Esmeralda e pelo pai, o senhor Adonias, funcionário aposentado da Receita, morto também no ano passado em decorrência de um enfarto.

Claro que a saída de Matilde da residência do senhor Gilberto causou frustração. O prefeito nutria expectativas de ter um caso com a moça. Esta, contudo, sempre se esquivou das indiretas e diretas do empregador.

Do modesto lar de Euclides e Matilde, entretanto, foi concluída tão só a parte estrutural, algo que consideravam uma grande vitória. Pois, ao contrário de muita gente, não estavam no cabresto do aluguel nem morando com os pais de Euclides, suportando os humores da senhora Esmeralda. “Vamos fazendo o restante aos poucos”, dizia o oleiro. Assim passaram a residir na modesta casa dispondo do básico. Estavam felizes com essa nova fase de suas vidas, em particular pela chegada de Vanda. O piso, o reboco, revestimento do banheiro, entre outras pendências, planejavam fazer mais adiante com as economias que pudessem manter em uma caderneta de poupança. Mas veio Ritinha (segunda filha) e as melhorias do domicílio emperraram.

Quase dez horas. A ventania açoitava o guarda-chuva com mais força. Matilde chegou à casa da sogra e esta a recebeu de cenho trancado. A velha já supunha que a moça estava ali por necessidade. Do contrário não teria saído de casa naquelas condições. Logo pôde concluir, para aumentar-lhe o ranço gratuito, que outra vez a nora deixara suas netas sozinhas. Demorou alguns segundos para abrir a porta.

— O que faz aqui, com esse tempo? — resmungou.

— Vim lhes pedir ajuda. Estamos sem comida. O dinheiro acabou e não disponho de nada para dar às meninas de hoje para amanhã.

— Podemos ajudar — antecipou-se Das Neves, sua cunhada.

— Agradeço. Só me abalei até aqui por causa disso.

— Claro que vamos ajudar — confirmou a sogra. — Não vou deixar as minhas netas com fome. Não sou tão cruel como você pensa. Bata os pés no capacho e pode entrar. Sinta-se em casa — disse com alguma ironia.

— Eu nunca falei que a senhora é cruel.

— Pelo seu olhar, é como se imaginasse.

— Que olhar? Está enganada. Sou muito grata a vocês.

— Chega dessa conversa — interveio Das Neves. — Venha, Matilde, vamos à cozinha. Podemos lhe arrumar algumas coisas. Não é muito, mas irá lhe socorrer até que consiga dinheiro para fazer umas compras.

— Fui ao comércio do senhor Euzébio Suassuna, mas estava fechado. Eu queria saber se ele me venderia algumas mercadorias no fiado.

A senhora Esmeralda transferira a entrega dos víveres para a filha. Continuou na sala, na cadeira de balanço, manejando as agulhas de tricô. Apesar da cara trancada de costume, sentia que precisava ajudar a nora e, sobretudo, as netinhas. No íntimo, como de outras vezes, gostava que Das Neves tomasse a iniciativa de ir à despensa e arranjar alguns alimentos para aquelas pobres necessitadas.

Das Neves encheu a bolsa de palha com gêneros alimentícios, inclusive leite em pó, e a entregou sorridente. A outra parecia ter os olhos marejados. Quando passou pela sala, a viuvinha disse “obrigada” à sogra. A velha fez de conta que não ouviu. Matilde deu um abraço em Das Neves e voltou para casa. Ao abrir a porta encontrou as meninas no sofá, diante da televisão, que ela deixara ligada.

As crianças notaram que a mãe trazia a bolsa cheia de mantimentos, todavia não imaginavam a origem das coisas. Matilde já havia batido os pés na calçada, de modo que a terra caísse das sandálias, mas ainda assim deixou os calçados perto da porta, pois os recolocaria somente após tomar um banho.

Pendurou o guarda-chuva em um armador de rede da sala, retirou a máscara de proteção e começou a distribuir o conteúdo da bolsa sobre a mesa da cozinha. Em seguida, ao respirar fundo, foi guardando os gêneros no armário de metal fixado na parede, entre a geladeira e o fogão. Sentia-se aliviada com o fato de que teria alimento para si e para as filhas por mais três ou quatro dias.

Marcos Ferreira é escritor

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sábado - 03/01/2026 - 23:40h

Pensando bem…

“Todo o ser humano é um estranho ímpar.“

Carlos Drummond de Andrade

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sábado - 03/01/2026 - 08:48h
Mudança

Bárbara Paloma assume presidência da OAB/RN interinamente

Carlos Kelsen passou comando de entidade à Bárbara Paloma (Foto: OAB/RN)

Carlos Kelsen passou comando de entidade à Bárbara Paloma (Foto: OAB/RN)

A vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte (OAB/RN), Bárbara Paloma F. de Vasconcelos Bezerra, assume interinamente a presidência da Seccional Potiguar no período de 31 de dezembro de 2025 a 19 de janeiro de 2026. O anúncio foi feito pela OAB do RN nessa sexta-feira (02).

A condução ao cargo ocorre em razão do afastamento temporário do presidente Carlos Kelsen, durante o recesso institucional, conforme portaria publicada pelo Conselho Seccional da OAB/RN em 29 de dezembro de 2025.

Ao assumir a Presidência, Bárbara Paloma destacou o sentimento de honra e responsabilidade que marca o início da nova missão.

“É com imenso orgulho e profundo senso de responsabilidade que inicio essa missão. Servir à advocacia e à nossa instituição nunca foi apenas uma função, mas uma vocação, um propósito e uma crença. Acredito que o mundo só se transforma quando cada um de nós decide fazer a sua parte, com coragem, ética e compromisso com o coletivo”.

Bárbara Paloma é mossoroense, graduada em Direito pela Faculdade de Ciências e Tecnologia Mater Christi (2007), possui MBA em Holding, Planejamento Patrimonial e Sucessório (EBPOS) e Especialização em Recuperação de Tributos (IBIJUS).

É sócia fundadora do FSV Advogados e atua há 18 anos na área empresarial.

Bárbara atuou como Presidente da OAB Mossoró/RN no triênio 2019-2021, além de ter sido membro do Conselho e Secretária-Geral da Subseccional Mossoró da OAB. É membro do IAP – Instituto dos Advogados Potiguares e da ABMCJ – Associação Brasileira das Mulheres de Carreira Jurídica.

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sábado - 03/01/2026 - 06:50h
Internacional

Trump anuncia ataque à Venezuela e captura de Maduro

Maduro é ditador venezuelano e Trump mostra força do imperialismo (Foto: Jesus Vargas e Aaron SchwartzCNPBloombergGetty Images)

Maduro é ditador e Trump mostra força do imperialismo (Foto: Jesus Vargas e Aaron Schwartz/CNP/Bloomberg/Getty Images)

Do G1 e CNN

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que forças americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro. A declaração foi feita em uma rede social.

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea.”

De acordo com Trump, a ação foi conduzida em conjunto com as forças de segurança americanas. O presidente não informou para onde Maduro e a mulher foram levados.

Trump afirmou ainda que mais detalhes sobre a operação serão apresentados durante uma coletiva de imprensa marcada para as 13h, horário de Brasília.

Uma série de explosões atingiu Caracas, capital da Venezuela, na madrugada deste sábado. Segundo a Associated Press, ao menos sete explosões foram ouvidas em Caracas em um intervalo de cerca de 30 minutos.

Moradores de diferentes bairros relataram tremores, barulho de aeronaves e correria nas ruas. Parte da cidade ficou sem energia elétrica, principalmente nas proximidades da base aérea de La Carlota, no sul da capital.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares e aeronaves sobrevoando Caracas em baixa altitude.

Venezuela acusa os EUA

Logo após as explosões, o governo da Venezuela publicou um comunicado afirmando que o país estava sob ataque. Segundo a nota, o presidente Nicolás Maduro convocou forças sociais e políticas a ativar planos de mobilização.

“O presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, para proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar de imediato à luta armada”, diz o texto.

“O país deve se ativar para derrotar esta agressão imperialista.”

O governo venezuelano afirmou ainda que o objetivo da operação americana seria tomar recursos estratégicos do país, principalmente petróleo e minerais. No comunicado, Caracas disse que os EUA tentam impor uma “guerra colonial” e forçar uma “mudança de regime”.

Por fim, a Venezuela declarou que se reserva ao direito de exercer legítima defesa e convocou governos da América Latina e do Caribe a se mobilizarem em solidariedade ao país.

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sexta-feira - 02/01/2026 - 23:50h

Pensando bem…

“Os otimistas são ingênuos, os pessimistas são amargos, mas vale ser um realista esperançoso.”

Ariano Suassuna

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sexta-feira - 02/01/2026 - 12:26h
Walter Alves

Núcleo do PT trabalha para evitar maior estrago

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

No núcleo duro do PT do RN, precisamente no entorno da governadora Fátima Bezerra, ninguém acredita que o vice-governador Walter Alves (MDB) dê passo atrás, na decisão de não assumir governo em março deste ano.

A prevista rodada de conversas em Brasília entre executivas do PT e MDB, além da intervenção direta do presidente Lula da Silva (PT), é encarada como tentativa de diminuir o estrago.

Leia tambémFátima e Walter se reúnem, mas não se entendem, para 2026

Leia também: Um mal necessário aos olhos do petismo

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sexta-feira - 02/01/2026 - 09:30h
Tecnologia e filantropia

Irmãos utilizam Inteligência Artificial para salvar vidas em hospitais

Imagem de Maura Losch  Axios)

Imagem de Maura Losch Axios)

Quando se fala em inteligência artificial, talvez a primeira coisa que venha à sua mente seja Big Techs e Vale do Silício. Mas tem empresa brasileira que também tem crescido neste mercado. Uma delas é a NoHarm, startup de AI criada por dois irmãos brasileiros para reduzir erros médicos. Ana Helena Ulbrich (Farmacêutica) e Henrique Dias (cientista da computação) são esses nomes.

Atualmente, a NoHarm está presente em cerca de 200 hospitais e analisa milhões de prescrições por mês — além de funcionar gratuitamente no SUS.

Como funciona: A tecnologia cruza dados clínicos e identifica riscos em receitas médicas antes do medicamento chegar ao paciente. A AI não decide sozinha: alerta, e o farmacêutico avalia.

Em um hospital público de Minas Gerais, por exemplo, a taxa de prescrições analisadas saltou de 0,6% para 49%, enquanto os erros caíram de 13% para apenas 0,3%.

Por que isso importa? Erros de prescrição estão entre as principais causas de falhas evitáveis no cuidado médico no Brasil. Estimativas apontam que 829 pessoas morrem todos os dias por falhas desse tipo — cerca de 3 óbitos a cada 5 minutos.

Curiosidade: Mesmo reconhecida globalmente — a cofundadora Ana Helena Ulbrich entrou para a lista da TIME das 100 pessoas mais influentes do mundo em AI — a NoHarm recusou até R$ 10 milhões em investimentos para manter o acesso gratuito no sistema público.

O projeto é todo financiado por investimentos sociais e por contratos com hospitais privados.

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sexta-feira - 02/01/2026 - 08:32h
Brasília

Bolsonaro recebe alta hospitalar e volta para cela na Polícia Federal

Veículo com Bolsonaro sai de hospital, em Brasília, direto para a PF (Foto: Nathália Sarmento/Poder 360)

Veículo com Bolsonaro sai de hospital, em Brasília, direto para a PF (Foto: Nathália Sarmento/Poder 360)

Do Poder 360

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta do Hospital DF Star, em Brasília, na noite desta 5ª feira (1º.jan.2026). Ele volta agora para a Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado.

Bolsonaro estava internado desde 24 de dezembro, quando deu entrada para realizar uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral. Além da cirurgia de hérnia, Bolsonaro também foi submetido a procedimentos médicos para tentar conter as crises de soluço. A equipe médica responsável pelo acompanhamento do ex-presidente afirmou na 4ª feira (31.dez) que ele passou a fazer uso de medicação antidepressiva, a pedido.

A defesa de Bolsonaro havia pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para ele ficar em prisão domiciliar por razões humanitárias. O magistrado negou a solicitação e determinou que Bolsonaro vá direto para a sua cela na PF ao receber alta.

Citou “reiterados descumprimentos das medidas cautelares diversas da prisão e de atos concretos visando a fuga, inclusive com dolosa destruição da tornozeleira eletrônica”.

Saiba mais AQUI.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 01/01/2026 - 18:14h
Economia

Novo salário mínimo brasileiro de R$ 1.621 entra em vigor

Salário tem efeitos nas contas públicas (Foto ilustrativa)

Salário tem efeitos nas contas públicas (Foto ilustrativa)

O novo salário mínimo para 2026, no valor de R$ 1.621, passa a vigorar nesta quinta-feira (1º). O valor representa um reajuste de R$ 103, ou 6,79% em relação aos R$ 1.518 de 2025.

Com isso, os trabalhadores passam a receber o novo salário a partir do pagamento de fevereiro. O valor mínimo da diária de trabalho corresponde a R$ 54,04, com o mínimo da hora trabalhada em R$ 7,37.

Além da remuneração efetiva, a alta do piso salarial também eleva diversos benefícios sociais que estão atrelados ao piso, como pagamentos previdenciários do INSS, seguro-desemprego, abono salarial e BPC (Benefício de Prestação Continuada). Com isso, os gastos públicos crescem.

Segundo cálculo da equipe econômica, a cada R$ 1 de aumento do salário mínimo, cria-se uma despesa de aproximadamente R$ 429,3 milhões. Com isso, os cofres do governo terão novos gastos obrigatórios de cerca de R$ 44,2 bilhões para 2026.

O cálculo para aumento do salário mínimo considera o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de novembro, que cresceu 4,18% no acumulado de 12 meses. Além deste índice, entra em conta o crescimento da economia de 2 anos anteriores.

Para 2026, o cálculo considerou o Produto Interno Bruto de 2024, que cresceu 3,4%. No entanto, o arcabouço fiscal estabelece uma trava de que o ganho acima da inflação seja limitado a um intervalo de 0,6% a 2,5%.

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quarta-feira - 31/12/2025 - 21:28h
Gratidão

Razões para agradecer e reflexão sobre 2026

No último dia do ano de 2025, hora de agradecer pela convivência contigo, internauta-webleitor.

Renovemos esse laços para 2026.

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quarta-feira - 31/12/2025 - 01:12h
Comunicado

Comércio mossoroense funciona até às 14h deste dia 31 de dezembro

Banner de divulgação do Sindivarejo Mossoró

Banner de divulgação do Sindivarejo Mossoró

A informação é do Sindicato do Comércio Varejista de Mossoró (SINDIVAREJO Mossoró): comércio mossoroense funciona até às 14h deste dia 31 de dezembro, véspera do ano novo.

Dia 1º de janeiro de 2026 não haverá funcionamento do segmento mercantil de rua e shoppings.

A retomada da normalidade será na sexta-feira (02).

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terça-feira - 30/12/2025 - 23:54h

Pensando bem…

“Mantenha os seus olhos nas estrelas e os seus pés na terra.”

Theodore Roosevelt

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terça-feira - 30/12/2025 - 23:50h
Petróleo

Poucos municípios faturam 100,79 milhões de reais em royalties

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

Apesar do aumento da produção do petróleo em terra no RN (veja postagem abaixo ou AQUI), a arrecadação estadual não acompanhou o mesmo ritmo. O Rio Grande do Norte recebeu R$ 58,27 milhões em royalties no trimestre mais recente em 2025, uma queda de 10,27% na comparação anual.

A redução está associada a uma combinação de fatores. Entre eles, preços de referência menos favoráveis no mercado internacional, maior participação do gás natural — que possui valor unitário inferior ao do petróleo — e a expansão da produção em campos maduros, que operam com alíquotas reduzidas.

Além disso, a redistribuição dos royalties do gás tende a favorecer mais os municípios do que o governo estadual, alterando a dinâmica das receitas públicas.

Grossos lidera ranking

Enquanto o Estado sentiu o impacto negativo, os municípios potiguares registraram avanço significativo. No total, as cidades receberam R$ 107,79 milhões em royalties no terceiro trimestre.

A concentração foi elevada. Apenas 20 municípios ficaram com cerca de 96% do total distribuído. Grossos liderou o ranking, com R$ 17,97 milhões, seguido por Tibau, Serra do Mel, Alto do Rodrigues, Mossoró e Felipe Guerra.

Somando os repasses ao Estado e aos municípios, a distribuição total de royalties de petróleo e gás no RN alcançou R$ 159,06 milhões no período, crescimento de 7,75% em relação ao mesmo trimestre de 2024.

No recorte exclusivamente municipal, os repasses chegaram a R$ 100,79 milhões, uma alta expressiva de 21,9%, evidenciando o peso crescente da atividade petrolífera nas finanças locais, mesmo em um ambiente de preços menos favoráveis para o petróleo.

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terça-feira - 30/12/2025 - 23:40h
Terceiro trimestre

Produção de petróleo em terra cresce no estado do RN

Produção terrestre mostra retomada gradual da produção (Foto: reprodução)

Produção terrestre mostra retomada gradual da produção (Foto: reprodução)

A produção de petróleo em terra voltou a ganhar ritmo no Rio Grande do Norte durante o terceiro trimestre de 2025.

Mesmo diante de um cenário internacional de preços menos favoráveis, o estado registrou crescimento tanto no petróleo quanto no gás natural, reforçando a retomada gradual da atividade onshore.

De acordo com o Boletim de Petróleo e Gás do RN, divulgado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação, a produção terrestre de petróleo passou de 2,61 milhões para 2,71 milhões de barris entre o segundo e o terceiro trimestre. O avanço foi de quase 99 mil barris, equivalente a uma alta de 3,8%.

No mesmo período, o gás natural apresentou desempenho ainda mais robusto. A produção saltou de 93,89 milhões para 100,85 milhões de metros cúbicos, crescimento de 7,4%, consolidando o recurso como vetor cada vez mais relevante na matriz energética estadual.

Empresas

Na comparação com o terceiro trimestre de 2024, os números também foram positivos. A produção de petróleo cresceu 1,6%, enquanto a de gás natural avançou 7,69%. O resultado aponta para maior estabilidade operacional e para uma expansão simultânea dos dois recursos, característica que vem marcando a nova fase do setor no estado.

Atualmente, sete produtoras independentes atuam em terra no RN. A Brava Energia, antiga 3R Petroleum, lidera com ampla vantagem, respondendo por 68% da produção total de petróleo.

Na sequência aparecem PetroRecôncavo, Mandacaru Energia, Níon Energia, Petrosynergy, Phoenix Óleo & Gás e Petro-Victory.

Campos maduros são referência

Entre julho e setembro, a produção média diária atingiu 29,46 mil barris de petróleo e 1,09 milhão de metros cúbicos de gás natural. O Campo de Canto do Amaro manteve a liderança como principal polo produtor, com mais de 600 mil barris no trimestre.

Logo depois surgem os campos de Estreito e Salina Cristal, que seguem sustentando o desempenho do petróleo em terra. No segmento de gás natural, o destaque ficou com o Campo de Lorena, responsável por mais de 20 milhões de metros cúbicos, seguido por Livramento, Brejinho e Boa Esperança.

Esse cenário reforça o papel dos campos maduros, que, embora operem com produtividade menor por poço, garantem estabilidade e continuidade à produção estadual.

No mar, o movimento foi distinto. A produção marítima de petróleo apresentou queda de 21,37% em relação ao mesmo período de 2024, com redução de 53,4 mil barris. O dado reflete o declínio natural de campos maduros offshore.

Em contrapartida, o gás natural produzido no mar avançou 9,74%, com acréscimo de 1,22 milhão de metros cúbicos. A leitura do boletim indica uma transição em curso, na qual o gás assume papel crescente como ativo energético estratégico.

Com informações da Click Petróleo e Gás.

Reportagem continua na próxima postagem.

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terça-feira - 30/12/2025 - 23:20h
Tratamento inovador

Novo medicamento interrompe desenvolvimento do Alzheimer

Células de suporte cerebral chamadas astrócitos são fundamentais para a nova pesquisa. (Juan Gaertner/Science Photo Library/Getty Images)

Células de suporte cerebral chamadas astrócitos são fundamentais para a nova pesquisa. (Juan Gaertner/Science Photo Library/Getty Images)

Cada vez mais evidências sugerem que a chave para o tratamento do Alzheimer é detectá-lo em seus estágios iniciais . Agora, cientistas desenvolveram um novo medicamento promissor que parece ser eficaz em retardar a progressão da doença antes mesmo de ela se instalar.

O medicamento chama-se NU-9 e uma equipe da Universidade Northwestern, nos EUA, testou-o em modelos de ratos com doença de Alzheimer. Eles descobriram que ele é capaz de reduzir significativamente os níveis de moléculas de proteína tóxicas chamadas oligômeros beta-amiloides, que podem se agregar formando as placas nocivas associadas ao Alzheimer.

Com a administração do NU-9, detectou-se uma quantidade muito menor desses oligômeros no cérebro dos ratos. Isso, por sua vez, manteve as células de suporte cerebral, chamadas astrócitos, em um estado mais calmo e saudável.

“Esses resultados são impressionantes”, afirma o neurobiólogo William Klein.

“O NU-9 teve um efeito notável na astrogliose reativa , que é a essência da neuroinflamação e está ligada ao estágio inicial da doença [de Alzheimer].”

Este estudo não se limitou a examinar o impacto do NU-9: também buscou aprimorar nossa compreensão de como a doença de Alzheimer se desenvolve, muito antes do surgimento de quaisquer sintomas, o que provavelmente será crucial na pesquisa de novos tratamentos.

Com informações da Science Alert (saiba mais AQUI).

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terça-feira - 30/12/2025 - 21:30h
Campanha 2026

“Eu não posso ficar contra quem me ajudou”, avisa Paulinho Freire

Paulinho ainda defende união oposicionista (Foto: Reprodução da 96 FM)

Paulinho ainda defende união oposicionista (Foto: Reprodução da 96 FM)

Do Blog do BG

O prefeito de Natal, Paulinho Freire (UB), foi claro e direto sobre o cenário político de 2026: reafirmou o alinhamento com a oposição ao PT e cravou que não haverá traição dentro do grupo que foi decisivo para sua eleição na capital. As declarações foram dadas nesta terça-feira (30), durante entrevista ao programa Meio Dia RN, da rádio 96 FM Natal, apresentado por BG.

Ao falar sobre as articulações para 2026, Paulinho fez questão de lembrar que sua eleição foi construída com apoios fundamentais dos senadores Rogério Marinho (PL) e Styvenson Valentim (PSDB), além do ex-prefeito Álvaro Dias (Republicanos). “Quando eu fui candidato a prefeito, recebi apoios importantes na minha eleição, de Rogério, Styvenson e Álvaro. Nós formamos um grupo para a minha eleição”, disse.

O prefeito reconheceu que o cenário eleitoral pode não permitir que todos caminhem juntos, mas deixou claro que sua posição política tem um limite bem definido. “Se não sair unido, eu vou ter que me posicionar. E é claro: eu não posso ficar contra quem me ajudou. Isso é muito claro”.

Paulinho reforçou que a lealdade é um princípio que sempre guiou sua trajetória política e que seguirá sendo o eixo das decisões para 2026. “Eu sempre fiz política dessa maneira, com lealdade. Acho que hoje eu estou como prefeito por conta disso, porque consegui juntar um grupo e passar confiança de que não ia trair”.

União da oposição contra o PT

O prefeito também endossou a tese defendida pelo presidente estadual do União Brasil, ex-senador José Agripino Maia, de que a oposição precisa sair unida para enfrentar o PT na eleição de 2026. “Eu acredito que esse é o melhor caminho. É o que eu defendi durante todo o ano, em conversas muito transparentes com Rogério, com Álvaro e com Allyson Bezerra (prefeito de Mossoró)”.

Segundo Paulinho, a união foi determinante para o resultado eleitoral em Natal. “Isso foi um dos segredos da minha eleição aqui em Natal. A gente saiu unido e saiu com força”, ressaltou.

Sobre os critérios para a definição de uma candidatura única da oposição, o prefeito explicou que o debate envolve diferentes visões dentro do grupo.“Tem quem defenda pesquisas, tem quem defenda quem une mais, quem tem mais prefeitos. Isso vai ser conversado”.

Ele afirmou que o mês de janeiro será decisivo para essas articulações. “Nós vamos sentar, conversar durante todo o mês de janeiro para ver se a gente consegue sair numa convergência”. E deixou um alerta claro para o futuro da oposição no Estado: “Se não conseguir agora, que pelo menos esse grupo esteja unido num possível segundo turno, desde que eles não se enfrentem”.

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terça-feira - 30/12/2025 - 09:44h
Réveillon

Roupas, calçados e acessórios dominam intenções de compras

Fim de ano o foco das compras é bem claro (Foto ilustrativa)

Fim de ano o foco das compras é bem claro (Foto ilustrativa)

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Mossoró repercutiu um estudo da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), sobre as intenções de consumo para o Ano Novo. Conforme a pesquisa, os consumidores brasileiros pretendem gastar, em média, R$ 380 com as comemorações da data.

O levantamento aponta que 55% dos entrevistados planejam comprar roupas, calçados ou acessórios, com um gasto médio de R$ 261. Adicionalmente, 28% devem contratar serviços de beleza, enquanto a cor branca se mantém como a preferida para 41% dos consumidores na virada do ano.

O presidente da CNDL, José César da Costa, aconselha no estudo que os consumidores aproveitem a data com planejamento. “O equilíbrio financeiro é a chave para começar o novo ciclo com o pé direito: celebrar, sim, mas sempre mantendo as contas sob controle”, destaca.

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terça-feira - 30/12/2025 - 08:22h
Comprometimento

Reservas hídricas do RN acumulam apenas 38,08% da capacidade total

Açude Itans, em Caicó, está completamente seco (Foto: Blog do Toscano Neto)

Açude Itans, em Caicó, está completamente seco (Foto: Blog do Toscano Neto)

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio do Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (IGARN), monitora atualmente 69 reservatórios responsáveis pela segurança hídrica da população potiguar. De acordo com o relatório dos volumes dos principais reservatórios do RN as reservas hídricas superficiais do Estado acumulam 2.014.368.759 metros cúbicos de água, o que corresponde a 38,08% da capacidade total de armazenamento, estimada em 5.290.123.351 m³.

No final de 2024, o volume acumulado dos reservatórios monitorados era de 2.857.983.339 m³, representando 62,82% da capacidade total à época, que era de 4.549.292.240 m³. A redução percentual atual também é influenciada pela inclusão da barragem de Oiticica no sistema de monitoramento após a conclusão de sua obra. O reservatório acumula atualmente 108.866.553 m³, equivalentes a 14,66% de sua capacidade total de 742.632.840 m³.

A barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do Estado, acumula 1.074.906.759 m³, o que representa 45,30% de sua capacidade total, estimada em 2.373.066.000 m³. No final de 2024, o volume armazenado era de 1.612.995.770 m³, correspondendo a 67,97% da capacidade.

Santa Cruz

Já a barragem Santa Cruz do Apodi registra atualmente 333.449.695 m³, o equivalente a 55,60% de sua capacidade total de 599.712.000 m³. No último relatório de 2024, o manancial acumulava 429.286.900 m³, ou 71,58% da capacidade total.

A barragem Umari, localizada no município de Upanema, acumula 155.682.032 m³, correspondentes a 53,17% de sua capacidade total, que é de 292.813.650 m³. No final de 2024, o volume armazenado era de 228.670.088 m³, o equivalente a 78,09%.

Atualmente, a região do Seridó apresenta o menor percentual de acúmulo de reservas hídricas superficiais do Estado. Os reservatórios monitorados na região acumulam, juntos, 161.693.607 m³, o que corresponde a apenas 14% da capacidade total de armazenamento, estimada em 1.192.646.324 m³.

Entre os principais reservatórios do Seridó, a barragem Marechal Dutra, conhecida como Gargalheiras, acumula 21.463.935 m³, correspondentes a 48,32% de sua capacidade total de 44.421.480 m³. No final de 2024, o volume armazenado era de 33.195.934 m³, o que representava 74,73%.

O açude Dourado, localizado em Currais Novos, acumula atualmente 1.433.371 m³, o equivalente a 13,89% de sua capacidade total, que é de 10.321.600 m³. Em dezembro de 2024, o reservatório registrava 5.571.821 m³, correspondendo a 53,98% da capacidade.

Menos de 10% ou seco

O levantamento do Igarn aponta ainda que 18 reservatórios monitorados apresentam volumes inferiores a 10% de sua capacidade total. São eles: Itans, em Caicó, que se encontra seco; Sabugi, em São João do Sabugi (1,12%); Passagem das Traíras, em São José do Seridó (0,03%); Esguicho, em Ouro Branco (0,67%); Carnaúba, em São João do Sabugi (1,99%); Japi II, em São José do Campestre (7,26%); Bonito II, em São Miguel (6,15%); Apanha Peixe, em Caraúbas (7,33%); Gangorra, em Rafael Fernandes (3,50%); Jesus Maria José, em Tenente Ananias (0,33%); Tourão, em Patu (2,64%); Brejo, em Olho D’Água do Borges (0,43%); 25 de Março, em Pau dos Ferros (5,74%); São Gonçalo, em São Francisco do Oeste (2,57%); Mundo Novo, em Caicó (1,06%); Inspetoria, em Umarizal (6,41%); Dinamarca, em Serra Negra do Norte (8,30%); e Lulu Pinto, em Luís Gomes (0,01%).

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segunda-feira - 29/12/2025 - 23:52h

Pensando bem…

“Suba o primeiro degrau com fé. Não é necessário que você veja toda a escada. Apenas dê o primeiro passo.”

Martin Luther King

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segunda-feira - 29/12/2025 - 19:10h
Governismo

Fátima e Walter se reúnem, mas não se entendem, para 2026

Encontro não foi conclusivo e definições passam pelas executivas de PT e MDB no plano nacional
Fátima, Walter, o então candidato ao Senado Carlos Eduardo Alves, dia 27 de agosto de 2022: campanha estadual (Foto: Arquivo do BCS)

Walter, Fátima, o então candidato ao Senado Carlos Eduardo Alves, dia 27 de agosto de 2022: campanha estadual (Foto: Arquivo do BCS)

A governadora Fátima Bezerra (PT) e o vice-governador Walter Alves (MDB) finalmente se reuniram para tomada de posição sobre aliança política, sucessão estadual e outros pontos que criaram um fosso entre ambos nos últimos meses.

Nesta segunda-feira (29), os dois reuniram-se em Natal e emitiram nota conjunta. Nada definido, mas um caminho está tomado.

Eles vão conversar e ouvir as executivas nacionais de seus partidos, antes de tomada de posição.

Por enquanto, seguem algumas interrogações: Walter vai assumir ou não o governo no lugar de Fátima, no fim de março do próximo ano? Ele será candidato a deputado estadual em vez de governador por cerca de nove meses? Se não houver entendimento, o MDB segue na base da governadora, que deverá ser candidata ao Senado? Como fica a questão da confiança entre os dois lados, já que Walter abriu diálogo com setores da oposição, mesmo antes de uma conversa com a governadora? A questão fiscal do Estado é realmente o grande problema ou existem outros?

Veja a nota abaixo:

Reunidos na tarde dessa segunda-feira, 29 de dezembro, para avaliação política e administrativa do Rio Grande do Norte, concluímos, conjuntamente, que os interesses do Estado do Rio Grande do Norte sempre se imporão aos nossos legítimos projetos partidários ou pessoais, conforme aconteceu nas eleições de 2022.

Entendendo que a aliança que nos elegeu Governadora e Vice-Governador foi parte do projeto nacional, consolidado no governo do Presidente Lula e no nosso governo estadual, e em contato com dirigentes nacionais dos nossos partidos, comunicamos que as decisões quanto às questões das eleições de 2026 serão tomadas, ouvidas as instâncias nacionais do Partido dos Trabalhadores e do Movimento Democrático Brasileiro.

Governadora Fátima Bezerra

Vice-governador Walter Alves

Nota do Blog – A política do RN vai atravessar o ano com mais interrogações do que certezas, do governismo à oposição. Está ficando divertido para quem reporta os acontecimentos. Simbora!

Leia tambémÁlvaro reforça pré-campanha acreditando em cabeça de chapa;

Leia também: João Maia afirma que MDB pode apontar vice de Allyson;

Leia também: Walter – Um mal necessário aos olhos do petismo;

Leia também: “Waltinho” volta a ser o Walter Alves de antes para a militância petista.

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segunda-feira - 29/12/2025 - 17:46h
Formação científica

Excelência dos estudantes do Nordeste empolga ensino de elite do país

Folha Estudantes destaca o novo olhar do Ita e do Impa (Foto: Reprodução)

Folha Estudantes destaca o novo olhar do Ita e do Impa (Foto: Reprodução)

A diferença entre a última vaga e o primeiro candidato eliminado no vestibular do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) foi de 0,001 ponto neste ano.

O alto grau de competitividade do processo seletivo, impulsionado pelo desempenho de estudantes do Nordeste, levou o instituto a romper uma tradição de 75 anos e anunciar a abertura, em 2027, de um campus em Fortaleza.

Movimento semelhante ocorre no campo da matemática.

O Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) decidiu criar uma unidade do Impa Tech no Nordeste, fora do eixo Rio–São Paulo, após o lançamento do bacharelado tecnológico no Rio, em 2024. O curso é voltado principalmente a estudantes medalhistas em competições científicas.

As duas iniciativas sinalizam uma mudança no mapa da formação científica de elite no país, historicamente concentrada em poucos polos.

Em entrevistas à Folha, representantes das instituições apontam como fator central a excelência dos estudantes da região.

Com informações da Folha Estudantes.

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