domingo - 10/02/2013 - 12:20h
Mossoró

West Shopping funciona em pleno carnaval

O Mossoró West Shopping funciona durante este período de Carnaval. Sua programação especial deixa principalmente sua Praça de Alimentação em evidência.

Neste domingo (10), as lojas funcionam de 15 às 21h, a Praça de Alimentação de 11 às 22h, o cinema de 14 às 22h e o Boliche de 11 à meia-noite.

Segunda-feira (11), as lojas ficarão abertas de 10 às 22h, a Praça de Alimentação no mesmo horário e o cinema de 14 às 22h. Já o boliche será de 10 horas às 22h,

Na terça-feira (12), as lojas estarão fechadas, a Praça de Alimentação terá funcionamento entre 11 e 22h, o cinema de 14 às 22h e o boliche de 11 às 22h.

Na quarta-feira (13) de cinzas, a programação será a seguinte: de 12 às 22h, as lojas estarão abertas. A Praça de Alimentação de 12 às 22h também, o cinema entre 14 e 22 horas e o boliche do meio-dia às 22h.

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Categoria(s): Economia
domingo - 10/02/2013 - 10:35h

Minha palavra, minhas letras

Por Carlos Santos

Minha caligrafia é na verdade um hieróglifo. De nada adiantou a preocupação em melhorá-la, com uso de técnicas artesanais, ainda à infância. Tinha que passar horas “cobrindo” letras sobre papel transparente para ganhar forma.

Tempo perdido.

Os muxicões e batidos ao ouvido para torná-la compreeensível, inteligível, foram em vão. Sobrou esforço de minha santa mãezinha, que tinha arte à ponta do lápis e caneta, mas não a transferiu para mim. Sua caligrafia era técnica de ourives.

Pecado meu. Desinteresse meu. Poderia ser menos ruim.

Escrever virou necessidade, ganha-pão, uma razão de viver ao longo de décadas. Fui-me descobrindo. Na escola, não. Era apenas um aluno mediano, com espasmos de interesse pela leitura, história (em que colecionei 10), além de um olhar nas meninas do lado, apesar da timidez catatônica.

Pânico? De matemática. A tabuada até hoje é uma “Pedra de Roseta”. Números, fórmulas… argh! fora!

A desavença com o português é antiga. Perdura até hoje. Mais do que conhecimento técnico, a ponto de dissecar as frases como se fora um legista do verbo, escrevo por intuição. Tenho pressentimento do deslize, mesmo que não saiba o porquê.

Apontar um advérbio, identificar substantivo acolá ou adjunto não sei das quantas ali… não conte comigo.

Sou um “semianalfa”.

É provável que minha dedicação e perfeccionismo tenham me poupado de estar entre os medíocres. Nem assim, estou livre do mico, da saia-justa, do erro crasso. O ridículo faz parte de minha trajetória. Muita coisa imperdoável a alguém que parece dominar o vernáculo.

Acho que disfarço bem.

Quem sabe muito é o professor e cronista “José Nicodemos” de Areia Branca. Ele é uma de minhas referências para melhorar a redação, tornar mais leve a escrita e fugir do gongorismo. Sou seu discípulo desde que nos conhecemos há mais de 23 anos na redação da Rádio Difusora de Mossoró.

Ficava arrasado com suas correções e reprimendas. Laudas inteiras picotadas por seus riscos e complementos. Com o tempo fui melhorando ou ele relaxando no rigor. Perdi o medo de perguntar, de admitir que não sei.

Abrir um dicionário é ritual comum, não um sacrifício ou decisão feito às escondidas.

Ler, ler muito. Escrever, escrever muito. Ler de tudo um pouco, questionar tudo; rabiscar e sublinhar livros, revistas, jornais etc. Até hoje é assim.

Nenhuma leitura é por acaso. Sempre tem meu olhar de aprovação ou discordância, exclamações nas bordas: “Gostei!” “Não concordo!” A simples leitura por lazer vira coisa séria.

Tornar tudo inacabado, revisar, revisar novamente. Continuar insatisfeito, questionar sempre, procurar fazer o melhor. É assim o  hábito – paixão – de escrever e ler.

Nesse universo, a admiração por autores nativos como Dorian Jorge Freire e Jaime Hipólito. Não esquecer Vicente Serejo, o cronista diário, desde o Diário de Natal.

O encantamento com Guimarães Rosa, Machado de Assis, mas principalmente a frase telegráfica e cortante de Graciliano Ramos.

Stanislaw Ponte Preta, Antônio Maria, Rubem Braga, Vivaldo Coaracy, Truman Capote, Camus, Carlos Lacerda, Paulo Mendes Campos, Gibran, Hermann Hesse e tantos outros autores foram se enfileirando.

Bem antes deles, centenas de revistas em quadrinhos eram empilhadas e colecionadas em casa. Parte, camuflada em guarda-roupa, debaixo da cama e outros compartimentos secretos.

Para muitos pedagogos e mães, os “gibis” eram um atraso e tiravam nosso foco do conhecimento didático na escola. Meia-verdade.

Valeu ler a Tesouros da Juventude (Alexandre Dumas, Júlio Verne etc.), folhear a Enciclopédia Britânica e revistas como o Cruzeiro e Seleções. A fascinaçção pelo futebol com a Placar. A volúpia  pela informação com o Almanaque Abril e os jornais que apareciam em casa em meio aos mantimentos do dia, num balde de alumínio trazido do Mercado Central ao lado de verduras, cereais, frutas.

Bote uma Playboy aí no “cardápio”. Sempre gostei das entrevistas dessa publicação mensal. Ninguém é de ferro.

Sem que eu percebesse estava “me formando”. Tornava-me lentamente um apaixonado pela escrita, mesmo que ainda sob desavença com a língua-pátria. A propósito, esse nosso litígio é incessante e sem armistício, que se diga.

Puxado pelo jornalismo, virei repórter político. Com a tarefa segmentada, a rápida constatação: não poderia me prender tão somente ao ramerrame de declarações óbvias, entrevistas enfadonhas e o factual de releases.

Ficou claro para mim que teria que conhecer a essência da política, ir à sua raiz e encontrar respostas para uma série de interrogações. Do contrário, eu me transformaria numa espécie de escrivão, apenas reproduzindo clichês: “Fulano disse, sicrano afirmou, beltrano declarou…”

Nasceu na necessidade a paixão pela ciência política, antropologia, sociologia e outros ramos do conhecimento. Dei-me conta da existência e o porquê de mergulhar na descoberta de Schopenhauer, Kant, Aristóteles, Platão, Raymundo Faoro, Oliveira Vianna, Gramsci, Darcy Ribeiro, Quentin Skinner, Hannah Arendt (minha devoção), Popper, Montesquieu, Roberto Campos, Baltasar Gracián, Maquiavel, Sun Tzu, Roberto da Matta, Rousseau, Victor Nunes Leal, Foucault, Jules Mazarin, Russell…

Tanto tempo depois, ainda tenho espírito da descoberta. Ainda me espanto com a própria ignorância e continuo acreditando que posso melhorar minha caligrafia, conhecimento e texto.

Antes, tudo era feito em papel almaço, com lápis em ponta grafite que geravam garranchos toscos. Depois veio a máquina datilográfica com suas teclas e a digitação em computador.

Hoje, passeio meus dedos longilíneos em telas multicoloridas que abrem e fecham janelas virtuais num smartphone e tablete. Nem de longe formo aqueles hieróglifos que eram o terror das professoras no caderno ou no quadro negro.

Nem assim me aproximo da perfeição ou algo razoável, tamanho o que exijo de mim.

Saí das cavernas. Mas sinto que ainda tenho que voltar a ela vez por outra, como um arqueologista. Há sempre alguma coisa a ser revirada, rebuscada e reestudada.

Nessa memória mais distante ainda estão meus principais utensílios de sobrevivência – mesmo que novas ferramentas e plataformas de informação me dêem a graça de ser universal e moderno. Daí continua saindo a base de minha palavra e letras.

Sei, que pouco sei. Se fosse um Sócrates, nada saberia.

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Categoria(s): Crônica
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domingo - 10/02/2013 - 08:46h
Governo Rosalba

Henrique acentua caminho para rompimento

Do Blog Panorama Político

O distanciamento entre o PMDB e o Governo Rosalba Ciarlini (DEM) se acentua.

A nova sinalização de um rompimento próximo do partido com o Executivo vem com as declarações do novo presidente da Câmara dos Deputados, o deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB).

Na sua primeira entrevista para um veículo de comunicação potiguar, após ter se tornado o primeiro potiguar a chegar ao posto mais alto da Câmara, o peemedebista reclama da falta de comunicação do Governo, da ausência de um interlocutor e confirma o naufrágio do conselho político.

“Não é cargo por cargo, é poder contribuir, ter uma participação mais efetiva, o Governo se abrir mais, ser mais transparente até das suas dificuldades e não com conversas isoladas que não tratam o conjunto dos graves problemas que atravessa o Rio Grande do Norte”, analisa.

Para o deputado federal Henrique Eduardo Alves, o Governo Rosalba Ciarlini está pecando pelo isolamento e por tratar as questões não de forma macro e com transparência, mas de forma setorizada.

No entanto, o deputado federal pondera que as críticas administrativas não têm qualquer relação com o pleito de 2014. Aliás, sobre esse assunto Henrique Eduardo Alves se esquiva de responder questionamentos sobre os possíveis candidatos a serem lançados pelo PMDB. Para ele, o momento é de união dos líderes, da bancada e de todo Estado.

Mas o novo presidente da Câmara alerta: “uma andorinha só não faz verão”.

E complementa: “Não adianta ter um político de grande importância, se ele não tem a união do Estado, a união da bancada”, observa.

Para o deputado federal, a condutora do processo de união em prol dos grandes projetos do Estado deve ser a governadora Rosalba Ciarlini.

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Categoria(s): Política
domingo - 10/02/2013 - 06:15h
Conversando com... Mia Cout

A palavra da mãe África com a força da língua portuguesa

Da Revista Educar para Crescer

E se você tivesse a oportunidade de entrevistar um escritor? Pois os alunos do 3º ano do Ensino Médio do Colégio São Luís, em São Paulo, tiveram. E não foi um escritor qualquer. Os adolescentes estiveram com o moçambicano Mia Couto no auditório da escola. Em quase duas horas de conversa, os meninos não se intimidaram: fizeram perguntas inteligentes e não deixaram espaço para silêncios constrangedores.

O Blog Carlos Santos reproduz parte desse bate-papo enriquecedor. O escritor nasceu na Beira, em Moçambique, em 1955, e é um dos principais escritores africanos, comparado a Gabriel Garcia Márquez, Guimarães Rosa e Jorge Amado. Seu romance “Terra sonâmbula” foi considerado um dos dez melhores livros africanos do século XX. Além de escritor, é biólogo.

Leia abaixo:

Você lutou pela independência de Moçambique durante a guerra civil. Como a sua vivência como militante da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique) marcou o seu trabalho como escritor?

Mia Couto – Marcou de várias maneiras. Foi um processo longo, de escolhas, de um certo risco em um dado momento. Foi algo que me ensinou a não aceitar e a não me conformar. É a grande lição que tiro, que também me ajuda hoje a estar longe desse movimento de libertação, que se conformou e se transformou naquilo que era o seu próprio contrário. Mas eu acredito que ser uma pessoa feliz e autônoma é uma conquista pessoal. Não se pode esperar que algum movimento social ou político faça isso por você. Isso é algo que resulta do nosso próprio empenho.

Como é ser escritor em Moçambique?

MC – Vou contar um pequeno episódio que pode ajudar a responder a essa questão. Um dia eu estava chegando em casa e já estava escuro, já eram umas seis da tarde. Havia um menino sentado no muro à minha espera. Quando cheguei, ele se apresentou, mas estava com uma mão atrás das costas. Eu senti medo e a primeira coisa que pensei é que aquele menino ia me assaltar. Pareceu quase cruel pensar que no mundo que vivemos hoje nós podemos ter medo de uma criança de dez anos, que era a idade daquele menino. Então ele mostrou o que estava escondendo. Era um livro, um livro meu. Ele mostrou o livro e disse: “Eu vim aqui devolver uma coisa que você deve ter perdido”. Então ele explicou a história. Disse que estava no átrio de uma escola, onde vendia amendoins, e de repente viu uma estudante entrando na escola com esse livro. Na capa do livro, havia uma foto minha e ele me reconheceu. Então ele pensou: “Essa moça roubou o livro daquele fulano”.

Porque como eu apareço na televisão, as pessoas me conhecem. Então ele perguntou: Esse livro que você tem não é do Mia Couto?”. E ela respondeu: “Sim, é do Mia Couto”. Então ele pegou o livro da menina e fugiu. Essa história é para dizer que, para uma parte dos moçambicanos, a relação com o livro é uma coisa nova. É a primeira geração que está lidando com a escrita, com o escritor, com o livro. Nós, escritores moçambicanos, sabemos que escrevemos para uma pequena porcentagem da população, que são os que sabem ler e escrever. O livro tem uma circulação muito restrita. Mas, mesmo assim, as tiragens dos meus livros em Moçambique giram em torno de 6 mil, 7 mil exemplares, o que é um número alto. Quando comparo com as tiragens que faço no Brasil, posso dizer que o Brasil não vai muito além. O Brasil não lê tanto quanto pensamos. Se contarmos a população inteira do Brasil e apenas aquela que lê e compra livros, veremos que a situação é proporcional à de Moçambique.

Quais são os maiores problemas de Moçambique hoje?

MC – Antes de responder à pergunta, eu vou dizer uma coisa. A imagem que nós temos uns dos outros é feita muito de clichês, de estereótipos. Vocês também têm uma imagem feita fora. A primeira vez que eu vim a São Paulo, há alguns anos, fui protagonista de uma história engraçada. Quando eu estava saindo de Moçambique, disseram-me que São Paulo era perigosíssima, que havia balas perdidas, gente morrendo, e eu comecei a ficar cheio de medo. Uma das minhas filhas me dizia até que eu ia morrer. Na viagem de avião, que dura onze horas, eu vim pensando que era um perigo e que eu seria assaltado. Tinham me dito para tomar cuidado quando chegasse ao aeroporto, porque tinha saído na Globo – lá também temos Globo – que havia falsos táxis que raptavam as pessoas. E, de fato, eu já estava contaminado com aquela coisa.

Quando cheguei, tinha um motorista da minha editora, mas ele não estava usando uniforme e não tinha nenhuma identificação. Eu logo perguntei se ele tinha identificação e ele disse: “Não, eu sou o Pepe”. E foi me conduzindo por um corredor e dizendo que o carro estava lá no fundo. E o carro não era propriamente um táxi. E a ideia de que eu estava sendo raptado começou a soar na minha cabeça. Quando entrei no carro e sentei ao lado do motorista, eu já estava olhando para a frente e pensando “esses são os últimos momentos da minha vida, vou reviver todo o meu passado, como nos filmes”. Até que o motorista pegou algo no porta-luvas. Era uma coisa metálica, para o meu desespero. E ele estendeu essa coisa e disse: “Aceita uma balinha?”. Vocês estão rindo, mas eu não tinha nenhuma vontade de rir, porque balinha lá não quer dizer a mesma coisa que aqui. Quer dizer bala no sentido literal mesmo, projétil de bala. E aí eu só consegui pensar que estava sendo assaltado, que aquele homem ia me matar, mas que era o assassino mais simpático que eu podia encontrar. Isso é para mostrar como construímos a imagem uns dos outros. A imagem que se tem da África fora da África é sempre associada à fome, à miséria, à guerra. Mas os africanos não vivem todos assim. Ele são felizes, são construtores de vida, têm uma vida social riquíssima, têm culturas diversas, é o lugar no mundo onde há mais diversidade do ponto de vista linguístico e cultural. Então os problemas que temos são os mesmos da maior parte dos países africanos. Têm a ver com a miséria, têm a ver com o fato de que a sua própria história é muito recente. Moçambique teve uma guerra civil de 16 anos, em que morreram muitas pessoas.

GUERRAS – Quando morre uma pessoa, tanto faz se é militar ou civil, mas o que é mais triste é que as guerras da África são guerras que matam sobretudo os civis. Os soldados morrem pouco, porque muitas vezes se transformam em forças descomandadas, já que não existe um Estado forte e não há territórios definidos. Mas a África toda não é isso, há grandes histórias de sucesso. Moçambique é ao mesmo tempo uma grande história de sucesso, porque a guerra acabou em 1992 e, quando eu pensava que nunca mais ia ver a paz, o governo conseguiu instalar a paz juntamente com a sociedade civil. E hoje Moçambique é um grande parceiro internacional de investimento e de outros governos. Por exemplo, hoje o Brasil está muito presente em Moçambique, com projetos de construção, de estradas, portos, barragens etc. Portanto, acho que Moçambique vive hoje um momento muito feliz. Mas continua sendo um dos países mais pobres do mundo.

Com sua obra, você conseguiu apresentar a realidade de um país, e até de um continente. Como é a sua relação com Moçambique?

MC – Eu não me considero representante de Moçambique, me considero apenas representante de mim mesmo. Eu tenho duas dificuldades: eu sou de um continente em que os brancos são minoria. Os brancos moçambicanos são minoria. Num país de 21 milhões, os brancos são 10 ou 20 mil. Portanto, eu não poderia ser o representante de qualquer coisa, se é que existe isso de representatividade. E a outra dificuldade é que eu tenho nome de mulher. Agora já não acontece tanto, mas antes, quando eu ia visitar um outro país, muitas vezes estavam esperando uma mulher negra. E eu ficava no aeroporto esperando que alguém viesse falar comigo e nada. Já tive desentendimentos terríveis. Uma vez fui visitar Cuba e tinham organizado um presente para cada membro da delegação de jornalistas.

Voltei com uma caixa de presentes. Na época, vivíamos em guerra. E, na guerra em Moçambique, nós vivíamos em uma situação-limite, não tínhamos nada. Nós saíamos de casa em busca de coisas para comer. Era essa a situação que meus filhos tinham de enfrentar todos os dias. Então eu estava fascinado com aquela coisa de ter ganhado um presente. Quando cheguei em Maputo, abri aquela caixa e eram vestidos, brincos, eram coisas para uma mulher, para a senhora Mia Couto. Então eu não me sinto representante nesse sentido, mas sinto que o fato de seu ser conhecido hoje fora de Moçambique me obrigar a ter uma responsabilidade para com o meu próprio país. Então, quando estou fora, eu tento divulgar a cultura de Moçambique, os outros escritores. Trago livros de escritores moçambicanos e entrego às editoras, para saber se é possível que sejam editados etc.

E com Portugal?

MC – Eu sou descendente, sou filho de portugueses e tenho uma relação com Portugal muito curiosa, porque eu não conhecia Portugal até eu ser adulto. Só fui a Portugal quando eu comecei a publicar meus primeiros livros. E era uma coisa muito estranha, porque a concepção africana de lugar é que o lugar é nosso quando os nossos mortos estão enterrados no lugar. E eu não tenho mortos em Moçambique, infelizmente.

Mia admite estereótipos

Então os meus mortos estão enterrados em algum lugar no norte de Portugal. E eu fui ver esse lugar. Eu queria ver justamente porque queria ter essa relação quase religiosa com o lugar. O que acontece é que os meus pais imigraram para Moçambique quando eram jovens, tinham 20 anos, e viveram toda a sua vida lá, nunca mais tiveram relação com Portugal. E eles contavam histórias de um país que, ao mesmo tempo que me fascinava, era uma coisa muito distante. O que acontecia é que a minha mãe, ao contar histórias sobre a sua família, seus tios e avós, trazia para mim e para meus irmãos uma presença que nos fazia muita falta, porque todos os meus amigos tinha avós, tios e falavam dos primos. Eu não tinha ninguém. A minha família eram os meus pais e os meus três irmãos. Então o que a minha mãe fazia ao contar histórias era inventar a família inteira. Eu precisava ter um sentimento de eternidade que era conferido por essas histórias que a minha mãe contava. Mas eram quase todas mentira, quase todas eram inventadas por ela.

Qual é a sua opinião sobre a reforma ortográfica?

MC – Eu não sou a favor. Considero que alguns dos motivos que foram invocados para a reforma ortográfica não são verdadeiros. E acho que é uma discussão com a qual os portugueses, principalmente, ficaram muito nervosos, porque, para Portugal, mexer na língua é uma coisa muito sensível. Algumas pessoas de Portugal acreditam que a língua é a última coisa que eles têm, que é a primeira e última coisa que têm, é um sentimento imperial da sua própria presença no mundo que foi posto em causa. Mas a minha questão não é essa. É que eu sempre li os livros dos brasileiros e nunca tive problema nenhum, nunca tive dificuldade nenhuma. Para vocês, que estão lendo meus livros em português de Moçambique, existe alguma dificuldade particular por causa da grafia? Ou a dificuldade é o resto e essa é a única coisa que não é difícil? Eu acho inclusive que haver uma grafia que tem alguma distinção, um traço de distinção pode trazer um outro sabor a uma escrita. E os brasileiros conhecem muito pouco de Moçambique, de Angola ou de São Tomé. Às vezes eu ando na rua e tenho uma dificuldade enorme para explicar quem eu sou. Na verdade, isso eu não sei explicar, mas a dificuldade é para explicar de onde eu venho. Quando falo que não sou de Portugal, sempre fica uma coisa difícil. Fazem as perguntas mais estranhas sobre o que pode ser Moçambique, se é um país que fica perto do Paraguai, por exemplo. Então a distância entre nós não é um problema que deriva da ortografia, deriva de outras coisas, de política, de uma falta de interesse, de um distanciamento. Isso não será resolvido mudando o acordo ortográfico.

Como você e as personagens da sua obra dialogam com o mundo contemporâneo, que é marcado pelo consumismo e pelo hedonismo?

MC – Eu acho que um jogo de construção e desconstrução porque esse mundo que você retrata como sociedade do consumo existe e não existe em Moçambique, porque muitas vezes consumimos muito pouco. Consumimos mais aquilo que é ilusão. Cada vez menos o Estado confere Educação e saúde, e nós temos que conseguir isso por outras vias. Então o que eu procuro fazer nos meus livros é uma coisa que eu posso fazer como escritor. Eu não posso lutar para além desse limite, que é sugerir que há outros caminhos, que é possível sonhar, que não podemos ficar acomodados, resignados. Obviamente eu não posso propor uma tese ou um modelo alternativo nos meus livros, nem saberia fazer isso, mas posso incentivar o gosto, a vontade.

Como você vê os seus personagens no cinema? Como é a visão física deles?

MC – É um estranhamento, porque aquilo que eu criei não tinha voz nem rosto, nem para mim mesmo. Então de repente o personagem tem uma voz. Mas, mesmo que seja a mais bela voz do mundo ou o rosto mais belo do mundo, o fato de ter um rosto e uma voz e não estar aberto e não ter vozes múltiplas é uma perda. Por isso, eu me distanciei. Se participo do filme, é somente para pontualmente dar algum apoio, mas não como alguém que tenha competência para isso, porque eu não tenho. Eu quero que o realizador de cinema faça um produto distante, que é capaz de se soltar, ganhar asas e sair do texto escrito, senão perde como livro e perde como filme.

 

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sábado - 09/02/2013 - 23:55h

Pensando bem…

“A hora de consertar o telhado é quando o sol está brilhando”.

John F. Kennedy

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sábado - 09/02/2013 - 08:10h
Conselhos

Os que roubam e os que não deixam roubar

“Aquele que tem obrigação de impedir que se furte, se o não impediu, fica obrigado a restituir o que se furtou. E até os príncipes que por sua culpa deixaram crescer os ladrões, são obrigados à restituição; porquanto as rendas com que os povos os servem e assistem são como estipêndios instituídos e consignados por eles, para que os príncipes os guardem e mantenham com justiça.”

Esse texto do padre Antonio Vieira serve como uma luva para o Governo Rosalba Ciarlini (DEM) que continua permitindo que auxiliares e terceirizados continuem surrupiando a coisa púllica. Alguns são até premiados.

Vale lembrar, por exemplo, o senador José Agripino (DEM), aliado da governadora, que em dado momento das lutas política no Rio Grande do Norte mandou recado parecido para o então adversário Garibaldi Alves Filho (PMDB):

– O gestor honesto não é apenas aquele que não rouba, mas que também não deixa roubar.

Para bom entendedor…

O que está acontecendo em relação ao Hospital da Mulher em Mossoró é emblemático.

Duas contratações de terceirizadas sem licitação, processos viciados, milhões furtados e ninguém punido. Claros indícios de que nada é por acaso ou desleixo, mas a intenção do dolo, da dilapidação do dinheiro do povo, sem respeito por vidas de mães e crianças.

Tudo num curto espaço de tempo, apesar de se falar em “zelo” pela coisa pública.

Num país razoavelmente sério o caso era de cadeia e devolução do que fora furtado. No mínimo.

 

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Categoria(s): Política
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sexta-feira - 08/02/2013 - 23:42h

Pensando bem…

“O silêncio é um dos argumentos mais difíceis de refutar”.

Josh Billings

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sexta-feira - 08/02/2013 - 23:13h
2013

Campanha da Fraternidade retoma tema da juventude

A Campanha da Fraternidade, depois de 21 anos,  retorna ao tema da juventude.

Com o lema “Eis-me aqui, envia- me!” e o tema central “Fraternidade e Juventude”, novamente a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) traz à discussão os jovens e a mudança de época vivida atualmente.

O lançamento nacional acontecerá entre os dias 14 e 15 de fevereiro, em Natal/RN.

Na Diocese de Mossoró, o lançamento da CF 2013 será no dia 17 de fevereiro, com missa, às 9 horas, na Catedral de Santa Luzia, presidida pelo Bispo Diocesano Dom Mariano Manzana.

Antes, às 8h, haverá passeio ciclístico saindo do Colégio Diocesano.

Em 1992, o tema  “Juventude, Caminho Aberto” já havia discutido e refletido sobre a inclusão  dos jovens na evangelização.

Na oportunidade, a Arquidiocese de Natal vai comemorar os 50 anos de criação da CF, que teve início no Rio Grande do Norte.

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sexta-feira - 08/02/2013 - 22:24h
Terra sem lei

Prioridade para o furto da coisa pública

Governo do Estado em seis meses de decreto de calamidade pública na Saúde não conseguiu abastecer o Hospital Walfredo Gurgel (HWG) com remédios e produtos básicos ao seu funcionamento. Não foi por falta de dinheiro, tempo e de facilidades burocráticas.

Em período menor contratou duas empresas para a administração do Hospital da Mulher em Mossoró, que promoveram e promovem prejuízos de milhões, tudo sem licitação e fraudes grosseiras.

O caso é de má-fé ou incompetência?

Em qualquer um dos casos deveria existir punição severa.

– “Inase veio ao Estado do Rio Grande do Norte para dar continuidade à sangria desarrazoada de recursos públicos”, atestou o Ministério Público, se referindo à nova entidade contratada pelo Estado, que deveria fazer administração de forma honesta do Hospital da Mulher, substituindo os picaretas da Associação Marca.

Se fosse na iniciativa privada daria cadeia e ressarcimento do que foi rapinado.

Na coisa pública fomenta o enriquecimento de alguns espertalhões.

A prioridade é o furto da coisa pública.

Pobre RN Sem Sorte.

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Categoria(s): Administração Pública
sexta-feira - 08/02/2013 - 21:33h
Sem jeito

Hospital da Mulher tem mais denúncias de sujeiras

Um empreendimento importante, mas que parece fadado a ser uma usina de corrupção. Eis o Hospital Materno-Infantil Parteira Maria Correia (Hospital da Mulher), em Mossoró, que em março chegará a seu primeiro ano de vida e de drenagem milionária de recursos públicos.

O caminho para salvá-lo é o próprio Governo do Estado administrá-lo.

O Ministério Público Estadual (MPE) tem parecer nesse sentido e inquérito civil que aponta irregularidades no mais novo processo de contratação de entidade terceirizada para gerir o hospital. Antes foi a Associação Marca do Rio de Janeiro, que teria desviado mais da metade do dinheiro investido na obra, algo superior a R$ 8 milhões.

Agora, é o Instituto Nacional de Assistência à Saúde e à Educação (INASE), que o MPE identifica sem legitimidade nas declarações apresentadas para justificar a suposta experiência anterior à gestão do Hospital da Mulher.

Outra vez, também é identificado que a Secretaria Estadual da Saúde Pública (SESAP) do Governo Rosalba Ciarlini (DEM) e a Secretaria Estadual de Administração promoveram “arrumação” de gaveta, viciada, para que a Inase pudesse ter o contrato de administração.

O agravante, é que praticamente foram mantidos os contratos e excessos em termos de custo levados a termo pela Associação Marca. Mudaram os nomes das entidades, mas os costumes seriam os mesmos.

Nota do Blog – Até que ponto o Governo do Estado vai esticar essa “corda”?

A gente já sabe que nenhum larápio será preso ou devolverá o que foi e continua – tudo indica – sendo furtado.

Lamentável, mas a própria sociedade que é vítima desses abusos não tem  um pingo de reação.

É ainda possível se notar um certo bate-boca nas redes sociais, mas que não discute o cerne da questão. Tudo tem sentido politiqueiro e parte da imprensa oscila entre a omissão e a distorção dos fatos, para agradar esse ou aquele grupo político.

 

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sexta-feira - 08/02/2013 - 20:02h
Mossoró

Governismo define nome para ser seu líder

A prefeita mossoroense Cláudia Regina (DEM) recebeu os 15 vereadores que formam base de sustentação do Governo “Todos Por Mossoró”, na Câmara Municipal.

Durante o encontro, realizado no final da manhã desta sexta-feira (08/02) no Salão dos Grandes Atos do Palácio da Resistência, o vereador Manoel Bezerra de Maria (DEM) aceitou convite para ser o líder da bancada governista.

A vice-liderança será exercida pelo vereador Claudionor dos Santos (PMDB).

Os dois nomes foram referendadas pelos demais integrantes.

Integram a bancada governista os seguintes vereadores: Francisco José Junior (PSD), Manoel Bezerra de Maria (DEM), Flávio Tácito (DEM), Claudionor dos Santos (PMDB), José Domingos Gondim (PMDB), Alex Moacir (PMDB), Francisco Carlos (PV), Antônio Celso de Azevedo da Silva (PV), Alexsandro Vasconcelos Valentim (PV), Sebastião Narcísio da Silva (PTN), Genilson Alves (PTN), Clayton Jadson Silva Rolim (PT do B), Heró Alves (PT do B), Ricardo de Dodoca (PTB) e Tassyo Mardonny (PSDB).

Houve também entendimento de que a prefeita Cláudia Regina fará a leitura de sua mensagem à Câmara Municipal de Mossoró no próximo dia 19, durante o horário regimental.

Com informações da Secretaria da Comunicação da Prefeitura de Mossoró.

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sexta-feira - 08/02/2013 - 09:50h
Rapinagem

Ex-prefeito é denunciado por Ministério Público Federal

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN) denunciou à Justiça Federal o ex-prefeito de Caraúbas, Luciano Augusto da Cruz; o ex-secretário de Obras do Município, Zilenildo Moraes de Menezes; e João Miguel Câmara Araruna por desvio de recursos públicos.

Um total de R$ 180 mil em verbas da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) deveriam ser utilizadas para construir 180 unidades sanitárias. A prefeitura utilizou os recursos, mas apenas 153 foram concluídas.

Luciano Augusto foi denunciado por crime de responsabilidade, falsidade ideológica e concussão, ou seja, exigir vantagem indevida em razão da função pública que exercia. Em dezembro de 2001, a Funasa assinou o convênio com a Prefeitura de Caraúbas.

O órgão federal repassou ao município R$ 180 mil, porém entre abril e novembro de 2003 o ex-prefeito desviou parte desses valores, utilizando-se de um esquema montado com o então secretário de obras e o representante da C&T Construções e Serviços Ltda., João Miguel Câmara.

A denúncia, assinada pelo procurador da República Fernando Rocha de Andrade, aponta que a fiscalização da Funasa constatou que o objeto do convênio não foi executado em sua totalidade. Das 180 unidades sanitárias previstas, 27 não foram construídas, embora todo o dinheiro repassado tenha sido gasto.

Além disso, o montante pago à empresa responsável foi maior que o previsto na licitação.

Veja detalhes AQUI.

Nota do Blog – Luciano e demais implicados podem dormir tranquilos. Agora é que o MPF conseguiu formalizar a denúncia. E não pode fazer mais do que tem feito, sem a devida estrutura e com uma legislação feita para proteger quem pode bancar gincanas judiciais.

Os denunciados vão morrer velhinhos, pra lá e pra cá numa “baladeira” (rede), sem botarem um tostão de volta.

A Justiça é lenta, portanto – falha.

 

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sexta-feira - 08/02/2013 - 09:37h
Herodes na Saúde

Médico expõe tragédia que afeta crianças do RN

O médico anestesiologista Madson Vidal, ativista digital contumaz em defesa da saúde pública, utilizando principalmente o microblog Twitter, foi entrevistado hoje pelo Bom Dia RN (InterTV Cabugi/Rede Globo de Televisão).

Reiterou o combate que faz através da internet, em constantes denúncias e apelos à mudança no sistema de saúde no Brasil e Rio Grande do Norte.

Seu enfoque é sobretudo em relação ao atendimento às crianças.

Segundo Vidal, há poucas semanas uma criança agonizou por 23 dias até morrer, por falta de vaga em UTI. “Como pai e como médico a gente sente muito isso”, lamentou.

Atestou que os governos têm dado atenção menor a esse direito humano e constitucional. Não é um pecado da atual gestora Rosalba Ciarlini (DEM) tão somente, mas desleixo continuado de gestão para gestão.

– Nosso estado tem uma deficiência de mais de 100 leitos de UTI Pediátrico e Neonatal. Isto tem provocado sofrimento e mortes – asseverou.

– Diariamente, em média, quatro bebês no nosso estado, que precisam de UTI Neonatal, ficam alojados, improvisados, nos centros cirúrgicos – emendou.

Em sua ótica, o caos começa na deficiência da atenção básica e deságua nos hospitais.

Nota do Blog – A dor de perder um filho deve ser algo tão dilacerante, que não existe uma denominação específica para a perda. Se alguém perde a esposa (o), fica viúvo (a). Se um filho pai (ou mãe), vira um órfão.

E o pai (mãe) que perde um filho, como o denominamos? Em nossa língua não existe um vocábulo para tamanha dor.

O agravante é que boa parte dessas mortes poderiam ser evitadas.

Temos, informalmente, um decreto de morte, quase no modelo de Herodes. A infância está condenada a morrer.

 

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Categoria(s): Saúde
sexta-feira - 08/02/2013 - 07:56h
País tropical

Tudo é carnaval, apesar da inflação

A inflação bate recorde em 10 anos. Chega a 0,86% em janeiro.

Soma 6,15% em 12 meses.

Há preocupação entre as autoridades do Governo Dilma Rousseff (PT).

E daí?

Tudo é carnaval.

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sexta-feira - 08/02/2013 - 07:49h
Prevenção

Cuidado na estrada e opção do bafômetro descartável

Desde janeiro passou a valer a tolerância zero de álcool no trânsito em todo o País. Índices no bafômetro entre 0,33 e 0,05 miligrama de álcool por litro de ar expelido caracterizam infração de trânsito.

Se o índice apontar 0,34 ou mais é considerado crime. A multa é de R$ 1.915,40 em ambos os casos.

Em São Paulo, por exemplo, a concessionária CCR ViaOeste, que administra a Rodovia Castelo Branco, põe em prática no carnaval o programa Zero Álcool, com apoio da Polícia Militar Rodoviária. Serão distribuídos bafômetros descartáveis aos usuários no km 18.

O condutor de veículo pode utilizar bafômetro descartável, já à venda no mercado.

Muita gente tem dúvida quanto ao tempo de metabolização do organismo, depois de ingerir bebida alcoólica. Com esse equipamento, há como ter maior segurança para trafegar sem apreensão.

Veja AQUI.

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Categoria(s): Gerais
sexta-feira - 08/02/2013 - 07:31h
Henrique Alves

Discurso ajustado para a presidência

Tudo beleza. Uma das primeiras visitas do novo presidente da Câmara Federal – deputado federal Henrique Alves (PMDB) -, logo após eleito para esse cargo, foi ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa.

Ele afirmou que, depois de o STF encerrar o processo do mensalão, a análise do caso pela Câmara será rápida.

Negou divergências entre os poderes.

Durante sua campanha e pré-campanha para ser presidente, Henrique tinha um discurso mais contundente e em cima da autonomia dos poderes. Ajustou-o agora.

Compreensível.

Ele trabalhava para ter votos à presidência e não era interessante se mostrar frágil perante seus pares.

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Categoria(s): Política
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sexta-feira - 08/02/2013 - 06:48h
A doce vida

Congresso folga mais de 5 meses em 2013

Por Fernando Rodrigues (UOL)

Hoje é sexta-feira, 8 de fevereiro, e muita gente está contando os minutos para no final do dia começar a aproveitar o feriadão de Carnaval. Os deputados e os senadores já estão nessa vida boa há mais tempo. Desde quarta-feira que o Congresso está às moscas e nenhum político trabalha para valer no Poder Legislativo.

Ao todo, deputados federais e senadores da República poderão gozar de 5 meses e meio de folgas remuneradas neste ano. O número inclui todos os dias em que eles podem não trabalhar sem ter desconto salarial: feriados, emendas de feriado, pontos facultativos, recessos e faltas nas segundas e sextas-feiras.

O salário dos congressistas é de R$ 26,7 mil. Além disso, recebem benefícios como a cota de reembolso para gastos com mandato (variável de R$ 23 mil a R$ 34 mil na Câmara e de R$ 21 mil a R$ 44 mil no Senado), verba para pagar funcionários, plano de saúde e outros.

Esse número de folgas descolado da realidade brasileira é possível porque o Congresso abate da remuneração somente faltas às sessões deliberativas. Ou seja: ninguém é obrigado a trabalhar em dias de sessão não deliberativa, aquelas reservadas para discursos. Essas reuniões de blá-blá-blá ocorrem todas as segundas e sextas-feiras. Podem também ser marcadas para emendas de feriado e pontos facultativos, garantindo impunidade às faltas. Apenas são registradas ausências nesses dias caso haja sessões de votação extraordinária –muito raras.

Só de recesso são 66 dias em 2013. Os primeiros 34 dias já foram gozados de 1º.jan a 4.fev. Nesse período, senadores e deputados só “trabalharam” 1 dia: tiveram de votar para eleger seus presidentes (em 1º.fev e em 4.fev, respectivamente).

No meio do ano, serão mais 19 dias –o recesso vai de 18 a 31.jul, mas terminará numa 4ª feira e será estendido até 5.ago.2013. No fim do ano, mais 13 dias de férias –seriam só 9, mas o início do recesso deverá ser antecipado de 23.dez, uma 2ª feira, para 19.dez, 5ª feira.

Com emendas, feriados e pontos facultativos, os deputados e senadores poderão ganhar pelo menos 27 dias. Essa farra já começou: na primeira oportunidade do ano, o Carnaval, são 15 dias de Congresso vazio, desde o início desta semana até o fim da próxima. As atividades serão retomadas em 19.jan.2013, uma 3ª feira.

Na semana que antecede a Páscoa, os deputados e os senadores levam a sério a designação dada pelos católicos a esse período (“Semana Santa”). Como o feriado é apenas na chamada Sexta-Feira Santa, um dia no qual quase ninguém trabalha normalmente no Congresso, os políticos costumam muitas vezes faltar a semana inteira (5 dias). Neste ano, esse feriado é em 29 de março.

O feriado nacional seguinte com brecha para emenda será o 1º de Maio, uma 4ª feira. A semana será morta em Brasília, 5 dias inúteis no Congresso. Depois, em 30.mai.2013, 5ª feira, haverá ponto facultativo pelo Corpus Christi. Mais 2 dias mortos, no mínimo.

Restam os dias ganhos pelo direito de faltar impunemente às segundas e sextas feiras. São 76 dias por esse critério, excluindo as segundas e sextas já contabilizadas como recesso ou emenda e incluindo as que são feriados ou pontos facultativos: Paixão de Cristo (29.mar); Dia do Servidor Público (28.out) e Proclamação da República (15.nov).

Só não há mais folgas em 2013 porque 4 feriados nacionais caem no fim de semana: Tiradentes (21.abr), Independência (7.set), Nossa Senhora Aparecida (12.out) e Finados (2.nov.2012).

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Categoria(s): Administração Pública / Política
quinta-feira - 07/02/2013 - 23:41h

Pensando bem…

“O sábio pode mudar de opinião; o idiota, nunca”.

Immanuel Kant

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quinta-feira - 07/02/2013 - 13:37h
Carnificina

HRTM faz atendimento a 4.920 acidentes com motos

Segundo relatório do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), seu atendimento no ano passado foi dominado com larga folga a pessoas vítimas de acidentes de trânsito.

E, na liderança absolutíssima, situações envolvendo motocicletas.

Foram 4.920 casos de acidentes com motos.

Já os envolvendo automóveis foram 661.

Números que poderiam aparecer num quadro de guerra civil.

Imprudência e imperícia no trânsito, pilotando motocicletas, são determinantes dessa carnificina.

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Categoria(s): Saúde
quinta-feira - 07/02/2013 - 11:20h
Sessão

AL votará mudança orçamentária na quinta-feira

Atendendo a convocação extraordinária da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), os deputados estaduais do Rio Grande do Norte se reúnem na próxima quinta-feira (14), às 10h, para apreciar a reordenação do Orçamento 2013.

O projeto foi reformulado pelo governo após entendimento em reunião realizada na última sexta-feira (1) entre a governadora Rosalba Ciarlini, o presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Ricardo Motta (PP) e os representantes do Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas e Ministério Público.

O edital de convocação dos deputados, encaminhado pelo presidente Ricardo Motta, foi publicado no Diário Oficial desta quinta-feira.

A convocação foi realizada após a governadora Rosalba Ciarlini decidir pelo veto às emendas coletivas que destinaram R$ 26 milhões para o Tribunal de Justiça; R$ 19 milhões para o Ministério Público; R$ 18 milhões para a própria Assembleia; R$ 7 milhões para o Tribunal de Contas do Estado; R$ 1 milhão para Defensoria Pública e R$ 6 milhões para ações administrativas do Corpo de Bombeiros, Hospital da Polícia Militar, aquisição de equipamentos para a área médica, construção de hospitais, compra de medicamentos e para entidades de assistência social.

Essa proposta do Orçamento Estadual estipulava uma despesa de cerca de R$ 11 bilhões (11,4 bi) e recebeu 318 emendas parlamentares. As emendas individuais somaram R$ 48 milhões, sendo R$ 2 milhões para cada deputado. Nas emendas coletivas foram aprovados R$ 74 milhões, totalizando R$ 125 milhões em emendas, o que corresponde a 1,14% do valor global do orçamento.

A previsão é que a Leitura da Mensagem Anual da governadora Rosalba Ciarlini ocorra na sexta-feira (15), com as metas e balanços do governo, abrindo oficialmente o ano legislativo no Rio Grande do Norte.

Com informações da AL.

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Categoria(s): Política
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quinta-feira - 07/02/2013 - 09:50h
Xô, Cartel

Movimento pesquisa combustível em Mossoró

Carlos Santos,

Abrimos uma página no Facebook //www.facebook.com/PorUmaGasolinaDeMelhorQualidadeEDePrecoJusto, para divulgar o preço do combustível em todos os postos na cidade de Mossoró, no intuito maior, de tentar promover aquele Posto que não faça parte do Cartel.

Até agora a Gasolina mais barata foi encontrada no Posto Br, em frente ao Cemitério novo.

Gasolina comum: 2,90.

Yonara Carrilho.

Nota do Blog – Ótima iniciativa, querida. Manda ver.

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Categoria(s): Economia
quinta-feira - 07/02/2013 - 09:27h
Orçamento

Governadora aguarda convocação da AL

No dia 01 de fevereiro, em reunião realizada na Governadoria, foi acordado entre o Presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ricardo Motta (PP), o Presidente do Tribunal de Justiça, Desembargador Aderson Silvino, o Procurador Geral de Justiça, Manoel Onofre Neto, e o Presidente do Tribunal de Contas do Estado, Paulo Roberto Alves, que a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) faria a convocação extraordinária da AL para recompor o orçamento dos Poderes, do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado (TCE), com redução de 18% do valor das emendas coletivas relativas à Lei Orçamentária Anual 2013.

Nesse encontro, também ficou acertada uma reunião, realizada na segunda-feira, dia 04, entre os técnicos desses órgãos para definir os detalhes da recomposição orçamentária. Os Poderes encaminharam na tarde dessa terça-feira, dia 05, o detalhamento da recomposição orçamentária, que foi consolidado pela Secretaria de Planejamento e Finanças (SEPLAN). Na manhã desta quarta-feira, dia 06, a Governadora Rosalba Ciarlini remeteu o projeto para a Assembleia Legislativa, juntamente com a Convocação Extraordinária.

Agora, o presidente da AL, deputado Ricardo Motta, fará a publicação da data da sessão extraordinária.

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Categoria(s): Administração Pública
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