domingo - 26/06/2011 - 22:12h

Pensando bem…

“Você nunca sabe que resultados virão da sua ação. Mas se você não fizer nada, não existirão resultados.”

Mahatma Gandhi

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domingo - 26/06/2011 - 18:12h
Saúde

Mossoró sofre a dor do Hospital Regional Tarcísio Maia

Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), neste final de semana, funciona sem  cirurgião geral.

É ruim, não?

Mas o quadro é ainda pior.

Também não existe ortopedista, nem pediatra.

Clínico?

Apenas um.

Mas Mossoró continua festiva, ao ritmo do anarriê, alavantu…

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domingo - 26/06/2011 - 12:56h

Preso para se libertar

Por Carlos Santos

Numa frase certamente escrita por seu ghost-writer (“escritor fantasma”, responsável por discursos), poeta Augusto Frederico Schmidt, o presidente Juscelino Kubistcheck traçava para si uma aura mitológica: “Deus me poupou do sentimento do medo!”

É uma peça de retórica com elouquência de arrepiar, sem dúvidas. Do mesmo tamanho que outra, de igual origem: “Eu não tenho compromisso com o erro”. Ou seja, excelente para justificar mudanças de rumo na política, tão comum ao meio.

Lógico que não sou Schmidt, menos ainda Kubistcheck. Tenho muitos medos; vários.

Posso listar? Não queira.

A maioria pode parecer simples bizarrice, tolice ou insegurança de um sujeito recalcado e incapaz. Mas nenhum ganhará o selo da covardia.

Aviso-lhe logo: de barata, não. O inseto apenas me provoca repugnância, tão somente. Sobre ele, vale citar uma frase bem humorada do grande Stanislaw Ponte Preta ou de Antônio Maria, não lembro: “Não acredito em mulher que não tenha medo de barata”. Ah, tá!

Medo de atravessar a rua, tenho. E preciso ter.  Se cruzar a Avenida São João (São Paulo) ou uma vereda qualquer nesse sertão de mãe-preta e pai-joão, sem olhar pros lados, posso ser atropelado por uma Pajero ou um cavalo em disparada, respectivamente.

Medo é como colesterol: colesterol zero faz mal. Demais, mata. Moderação, portanto, outra vez é receita.

Meu primeiro medo? Huuumm! Não lembro. Deve ter passado rapidinho. Não ficou registrado no inconsciente.

Muitos enraizaram-se e ficaram inoculados em mim durante décadas. Alguns foram extirpados pelo enfrentamento. Outros ainda estão cá, alojados, mas em boa parte do tempo, não incomodam. Temos um pacto silencioso de não-agressão.

Durmo e acordo com eles, sem duelarmos por espaço. Caso típico de tolerância mútua. Lembra Julia Roberts no filme “dormindo com o inimigo”. Ela escapou. Eu tenho sobrevivido.

Novos medos chegam naturalmente com a idade, que cruza o “Cabo da Boa Esperança” e aproxima-me do fim. Medo de morrer, em si, não. Tinha-o há algum tempo, mas não por mim.

Temia não poder contribuir o suficiente para ver meus filhos caminhando com as próprias pernas. Hoje, se depender dessa matéria, já posso partir. Eles são caravelas em alto-mar. Zarparam com bússola, conhecem o timão. Mesmo assim, quero ficar mais um pouco, curtindo a parte que me cabe na superfície desse latifúndio terreno.

Outros filhos virão, para fertilizar minha vida. Em forma de livros ou como gente pichototinha – de carne e osso – pra botar nos braços e me abobalhar mais ainda.

Medo de ser apunhalado, traído por amigos? Não mais.

Sei essa dor. Rasga, dilacera, fere, faz sangrar. Mas tem cura. Cicatriza nas novas e velhas amizades, que não deixam o ressentimento fazer morada, nem a vingança ser voz ativa. “Olho por olho, dente por dente”, nem pensar.

Essa récua não merece tanto esforço meu, nem um segundo diário do meu tempo à tanta dedicação. Não possuem valor a tal empreitada. Além do mais, nem “ex” conseguem ser. Não existe “ex-amigo”.

A melhor forma de vingar, é vencer, é se superar; se refazer das cinzas quando a maioria o abandona e quase ninguém acredita mais em ti. Quem fica, fica por você; quem desaparece não some apenas de sua vida, apaga-se.

O medo de perder, no fundo inibe a possibilidade de vencer. E essa glória é um troféu sempre pessoal, tirada do nosso mais íntimo ser. Porém não acredite nos que vencem só. Ao assumirem para si, esse apogeu, promovem a primeira das traições ao sucesso: negá-lo a outros que o ajudaram a construi-lo.

“Faça aquilo que você receia e a morte do medo será certa”, afirmou o filósofo Raph Waldo Emerson.

Isso vale para o pavor de microfone também. Eu já tive, hoje nos respeitamos. Temos uma convivência saudável, mas muitos perdem a voz, não dizem coisa com coisa ou simplesmente correm dele como o diabo da cruz.

E o que ele, o microfone, tem demais? Nada, além de sonorizar nossa voz. Não morde. Mesmo assim intimida muita gente.

Na verdade, sob a ótica da psicanálise – corrente do suíço Carl Jung -, “a fobia é a projeção de um conflito interno.”

Temos medo do desconhecido, porque é cômodo deixar como estar, mesmo que muitas vezes isso signifique nossa ruína. O novo costuma assustar, porque exige a ousadia de sair do comum, impõe risco. Temos uma natureza conservadora.

Ter medo de “bicho-papão” em minha infância era real, mesmo que ele nunca tenha existido de verdade. Na vida adulta também criamos fantasmas; nos rendemos à força do inconsciente. Daí, a nos tornarmos ansiosos, depressivos e estressados, é questão de segundos.

Eu, confesso, já tive medo de fechar os olhos; me fechar. Fazer o grande e necessário mergulho no meu eu.

Quando comecei a fazer meditação foi assim. As primeiras sessões me asfixiaram. Foram apavorantes. Senti-me como o personagem Phillipe de “O homem da mascara de ferro”, romance de capa e espada de minha infância, de Alexandre Dumas.

Chorei para poder finalmente me abrir. Fechei-me para poder ser livre.

Agora, que faço com meus medos? O que sobrou deles?

Continuo a ser intenso, extremado em tudo que me meto a fazer. Dou-me por inteiro às amizades, aos amores, à minha profissão, filhos e à República da São Vicente (meu país imaginário).

Se com tudo isso não for capaz de ser feliz, não será com a covardia que converterei sonho em realizações.

É certo, pelo menos, que vencerei o pesadê-lo do não-ser.

Da “caverna” descrita por Platão eu já saí. Há sempre uma luz, com ou sem túnel, ao final.

Carlos Santos é criador e editor deste Blog

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Categoria(s): Crônica
domingo - 26/06/2011 - 09:41h

Só Rindo (Folclore Político)

Amigo de Tarcísio Maia e de Vingt Rosado

Homem simples, sem arestas pessoais e bem humorado por natureza, o agropecuarista e comerciante Salvador Marinho consegue a proeza de ser amigo dos extremos, sem conflitos.

Um caso emblemático é sua relação com os primos e adversários Tarcísio Maia e Vingt Rosado.

Numa conversa com o ex-governador Tarcísio Maia, sobre gado, ele faz esse político perder a fidalguia:

– Salvador, você é muito burro!

O interlocutor não se intimida e retruca: “Sou não, doutor Tarcísio”.

Diante da insistência do ex-governador em classificá-lo como um quadrúpede, Salvador encerra a discussão com a prova cabal de sua inteligência:

– Se eu fosse burro não era amigo do senhor e de doutor Vingt ao mesmo tempo!

Tarcísio admite o erro, dando uma boa gargalhada com seu amigo e amigo de Vingt Rosado.

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Categoria(s): Folclore Político
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domingo - 26/06/2011 - 08:59h
Conversando com... Clauder Arcanjo

A “pedagogia do êxito” do engenheiro que virou escritor

 

Cultura é tarefa para abnegados, diz autor

Antonio Clauder Alves Arcanjo (Clauder Arcanjo), nascido em Santana do Acaraú-CE aos 3 de março de 1963, é engenheiro (Petrobras), professor, contista, poeta, cronista, resenhista literário e colaborador de sites, revistas e jornais de várias partes do País. A reunião de contos, intitulada Licânia, marcou a sua estreia em 2007 na literatura. Lápis nas veias (minicontos) foi a segunda obra, lançada em 2009. Novenário de espinhos, seu primeiro livro de poemas, foi lançado em maio último. Ele tem obras inéditas nos gêneros: crônica (Uma garça no asfalto), romance (Terras de Federardo) e resenhas literárias. É um multifário, com enorme capacidade de trabalho e incomensurável poder de fazer e juntar amigos.

Blog do Carlos Santos – Professor, presidente do Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP), apresentador de programa de TV (Pedagogia da Gestão, pela TV Cabo Mossoró-TCM), escritor, pai, esposo, engenheiro da Petrobras com atuação numa plataforma marítima (Macaé-RJ), cronista semanal dos jornais O Mossoroense e Gazeta do Oeste, colaborador em vários veículos literários, como é possível conciliar tudo isso sem deixar nada pelo caminho ou ser apenas razoável?

Clauder Arcanjo – (Risos) Bondade sua, Carlos, deixo (quem não o faz?) muita coisa pelo meio do caminho. O mais, se há algum segredo, é praticar, diuturnamente, o ofício da humildade e da obstinação. Obstinação banhada pelos ensinamentos do mestre Fernando Pessoa, na pele de Ricardo Reis, que muito bem nos alertou em um dos seus poemas:

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.

BCS – Temos um museu em processo de desmanche há mais de dez anos; a biblioteca do jornalista Dorian Jorge Freire foi desprezada pelos poderes públicos; o escritor premiado Marcos Ferreira não conseguiu uma passagem aérea para receber premiação fora do Estado; uma célula cultural incomum como o “Sêbado” (sebo que reúne várias manifestações culturais, sempre aos sábados, em Mossoró) praticamente fechou. A iniciativa privada não desperta para o valor e importância da cultura. É possível fazer cultura mesmo assim, em Mossoró?

O autor e um de seus ídolos, poeta Paulo Bomfim

Clauder Arcanjo – A cultura é campo para abnegados, Carlos Santos. Homens e mulheres beirando a sandice. Nada nos será dado, quase tudo nos será negado, as portas obstacularizarão os passos dos tíbios, o medo nos será ofertado de bandeja, e a cooptação flanará por entre os nossos… Contudo, apesar de tudo e de todos, as nossas trombetas ecoarão. E, onde houver um de nós, tenho certeza, o canto melífluo da cultura ricocheteará por entre os campos, palácios e favelas. De esguelha, alguém nos ouve, e, ao nos ouvir, resistirá e (con)viverá. Tenho fé em Deus, e nesses benditos ensandecidos.

BCS – No Rio Grande do Norte, a Fundação José Augusto saiu bastante criticada da era “Wilma de Faria”, apesar de algumas iniciativas louváveis. É mais lembrada pelo “Folioduto”, escândalo em contratação de bandas. Agora o novo governo Rosalba Ciarlini (DEM) cria uma Secretaria Extraordinária da Cultura, mas mantém funcionando a própria Fundação José Augusto. O que falta para que tenhamos uma política cultural estadual realmente eficaz e que alcance os rincões do RN?

Clauder Arcanjo – Em primeiro lugar, a cultura é caso de segurança nacional. Explico. Quem usurpa a nossa cultura invade, não os nossos limites territoriais, porém, o que é pior, apropria-se de nosso maior patrimônio: os nossos bens culturais. E, sem cultura própria, não teremos identidade. Sem identidade, faço questão de propagar aos quatro ventos, seremos fantasmas de nós mesmos. A cultura é a alma de um povo.

BCS – Artistas em geral reclamam das leis de incentivo à cultura. Muitos a vêem como um “falso rubi” ou “ouro de tolo”, pois só facilita a vida para captação de recursos para grandes nomes. Os iniciantes, emergentes ou desconhecidos penam com o crédito que raramente é transformado em recurso real. Qual a saída?

Clauder Arcanjo – Transparência, transparência, transparência… Eis a melhor solução. No mais, é a classe artística se unir, melhorar cada vez mais nossa performance, e participar. Por conseguinte, agir mais e chorar menos.

BCS – O senhor administra o selo editorial “Sarau das Letras”, que abre espaço à publicação de autores e gêneros variados. Para um autor ainda sem oportunidade de publicação do seu livro, da poesia ao conto, como sua editora pode ajudar e como ele tem feito para isso?

Clauder Arcanjo – O selo Sarau das Letras, sonho-realidade de Clauder Arcanjo e David Leite, é uma opção a mais para os escritores locais e regionais. Uma singela opção, diga-se de passagem. Todavia é sempre bom termos opções, a falta de opção revela-se danosa em todos os meios. O escritor, que tiver pretensão de publicar pela Sarau, deve nos procurar; analisaremos, então, o seu projeto, aconselharemos, pois não abrimos mão da qualidade e do bom projeto gráfico, e funcionaremos com uma assessoria editorial; desde a concepção da capa, do miolo, da gramatura do papel, da disposição dos textos…

BCS – Há poucas semanas o senhor lançou seu primeiro livro de poesia, “Novenário de espinhos”, com ótimo conteúdo e padrão editorial. O que, afinal, é uma marca de seus trabalhos. Antes já publicara “Licânia” (contos) e “Lápis nas veias” (minicontos). O que cada “filho” tem de especial, para merecer o afago, e em que gênero o escritor melhor se destaca, numa opinião pessoal?

Clauder (centro) TCM

Clauder Arcanjo – Obrigado pelas palavras de incentivo, Carlos. Creio que um livro deve procurar a utopia da beleza e da excelência. Buscando, e perseguindo, tal utopia, acredito, o livro se travestirá em pérola editorial. Quem não gosta de folhear um belo livro? Não há fetiche mais apaixonante para mim! (risos…). Quanto à resposta a sua última pergunta – em qual gênero eu melhor me destaco? -, sinceramente não serei louco em responder. O poeta, o contista, o minicontista, o resenhista… enfim, todos os escritores que há em mim, são extremamente ciumentos. Deixemos todos em paz, não sou louco de procurar a fúria desses titãs.

BCS – Aristóteles afirmava que “a poesia é algo de mais filosófico e sério do que a história, pois a poesia nos fala daquilo que é universal, e a história do que é particular”. Desde a “Ilíada” de Homero tem sido assim? O senhor concorda ou acha que todo poeta pode ser “um fingidor”?

Clauder Arcanjo – (Risos…) Fiquemos por aqui. Já é hora de me calar, pois nem me arvoro filósofo nem poeta para me meter nessa seara tão repleta de espinhos (Novenário de espinhos?). Tenho medo de certas descobertas travestidas de verdades, o plasmar da dúvida me mantém no caminho da humildade. Não estou sendo fingidor, creia-me. (mais risos).

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domingo - 26/06/2011 - 07:50h

Um herói mossoroense (Manoel Duarte)

Por Honório de Medeiros

Um preciso tiro de fuzil ecoou no final de tarde nublado do dia 13 de junho de 1927 e, aproximadamente cem metros além, a bala atingiu o meio-da-testa de um caboclo puxado para o negro aparamentado com a indumentária típica do cangaceiro, prostando-o na terra nua, de barriga para cima, a olhos fixos e vazios voltados para o céu acima, bem ali onde a Avenida Rio Branco cruza a Rua Alfredo Fernandes, onde, na esquina, fica a famosa Igreja de São Vicente cuja imagem, do seu nicho decenal, tudo contemplava.

Era o começo do fim.

No alto da casa do Prefeito Municipal – o líder que começara a epopéia -, no telhado, o atirador viu quando outro cangaceiro, de um trigueiro carregado se aproximou, rastejando e disparando, da vítima, e começou a rapiná-lo, retirando freneticamente, de seus bolsos, munição, dinheiro e jóias. Calmamente, mirou e aguardou.

Pressentindo o perigo iminente o bandido ergueu o tronco elevando os olhos até o telhado da casa cuja frente fora tomada por fardos de algodão prensados para servirem de barreira. Foi apenas um momento, mas foi fatal.

Outro tiro de fuzil ecoou e, no mesmo local onde seu companheiro jazia sem vida o cangaceiro foi atingido.

O violento impacto da bala derrubara-o momentaneamente e desenhara, em seu tórax, uma rosa de sangue. Seus parceiros, paralisados, perplexos, observavam incrédulos. Começou a debandada.

Enquanto os resistentes percebiam que a ameaça fora sustada e o recuo dos cangaceiros era generalizado, o atirador recolhia o fuzil e fitava a cidade no prumo que tinha a Igreja de Nossa Senhora da Conceição como limite. Olhava e pensava.

Ele tinha morto um cangaceiro e ferido mortalmente outro. Não havia dúvida quanto à importância desse fato para a vitória. Mas cangaceiros são vingativos, cangaceiros são ferozes, cangaceiros são cruéis. Cangaceiros são dissimulados e não esquecem nunca, matutava ele com seus botões.

Se ele aceitasse passivamente as homenagens que lhe seriam tributadas a partir daquele momento tudo poderia, no futuro, desandar no gosto amargo causado pela retaliação de algum anônimo, talvez até mesmo em algum parente, como era prática comum na vida cangaceira. Não que fosse medroso. Ao contrário.

Todos quantos lhe conheciam podiam atestar sua coragem e perícia com as armas, que já ficavam lendárias. Mas era melhor se precaver. Era melhor silenciar. Não seria o caso de negar veementemente, por que não era homem para esse tipo de extroversão mentirosa. Mas ia silenciar. Não ia comentar nada.

Duarte, um herói de verdade

O que estava feito, estava feito, e era de acordo com seu temperamento reservado. Se lhe perguntassem, mudaria de assunto. Se comentassem em alguma roda da qual estivesse fazendo parte, sairia de mansinho. Guardaria a verdade consigo, por muito e muito tempo, e a contaria apenas para alguns escolhidos.

Naquele dia banal, muito tempo depois, sozinho com seu neto de dez anos de idade, sentiu vontade de contar aquilo que nunca contara a ninguém. Era uma necessidade da alma, um anseio de perpetuar um feito honroso, um gesto de heroísmo que o mostrava tão diferente dos que tinham fugido em direção ao mar quando os cangaceiros ciscavam nas portas de Mossoró, um gesto que lhe orgulhava por que defendera sua família e sua cidade a um custo alto, que era o de tirar a vida de alguém.

Olhou para o neto e compreendeu que ali estava o interlocutor perfeito. Não questionaria, não interromperia, não esqueceria. Guardaria a lembrança do dia e do relato. Assim sendo começou a lhe contar todo o episódio, detalhe por detalhe.

O neto apenas olhava intensamente e sentia que estava sendo transmitido, para ele, algo muito importante e que somente no futuro seria plenamente entendido. Acalmou sua inquietude de menino. Não desgrudou o olho do seu avô, aquele homem reservado e pouco propenso a confidências.

No final, quando toda a história havia sido contada, compreendeu que devia guardá-la consigo, até mesmo esquecida, por algum tempo. Em um final de tarde tipicamente mossoroense, de muito calor, em um café, o neto se aproximou de uma roda de estudiosos do cangaço e percebeu que discutiam a participação do seu avô na invasão da cidade pelo bando de Lampião. Uns diziam que havia sido ele o autor dos disparos. Outros negavam e apontavam nomes.

Quase oitenta anos haviam se passado do episódio. O neto, agora, era cinqüentão. Sentiu que ali estava o momento certo para contar a história, a sua história, a história do seu avô. Aquela platéia saberia ouvi-lo e entenderia plenamente as razões do silêncio da família.

Contou tudo.

Fechou-se o ciclo.

Dezenas de anos depois já não há mais dúvidas. O atirador postado no alto da casa de Rodolpho Fernandes, o homem que praticamente abortara a invasão lampiônica, o herói entre heróis fora Manoel Duarte. Esta é a verdade, como o sabe sua família e a contou seu neto, Carlos Duarte, jornalista, muitos anos depois, a mim, que registro, aqui, a história, e a Kydelmir Dantas e Paulo de Medeiros Gastão, estes últimos dirigentes da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço – SBEC.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário do Estado do RN e da Prefeitura do Natal

P.S – Décadas depois desse feito, ele foi homenageado com o nome de um largo à Avenida Rio Branco, além de busto, de frente onde fora sua casa. Mas na construção da chamada “Praça da Convivência” no primeiro governo Fátima Rosado (DEM),  o busto foi retirado.

A peça de bronze foi localizada semanas depois num depósito de ferro velho, pronta para ser derretida. A intervenção de sua família e do então “Jornal Página Certa” fez com que o governo municipal arranjasse um meio de reparar o crime à história e à cultura de Mossoró, doando outro espaço à fixação do busto.

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domingo - 26/06/2011 - 06:50h

Néctar

A verdade aproxima-se.
Olha-me com os olhos
abismados da beleza.

Não sou a mulher
que corta os pulsos e se joga da janela
nem aquela que abre o gás
nem mesmo a loba que entra no rio
com os bolsos cheios de pedra.

Sou todas elas.

Escrever me fez suportar todo incêndio
– toda quimera.

Marize Castro é poetisa potiguar

 

 

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Categoria(s): Política
domingo - 26/06/2011 - 02:59h

Cirurgia de lipoaspiração?

Por Rosana Hermann

Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém,  nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo  que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?

Uma coisa é saúde outra é obsessão.

O mundo pirou, enlouqueceu.

Hoje, Deus é a auto imagem. Religião, é dieta. Fé, só na estética.  Ritual é malhação.  Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem.  Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção.  Roubar pode, envelhecer, não. Estria é caso de polícia.  Celulite é falta de educação.

Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.

A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?

A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem. Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa. Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa.

Não importa o outro, o coletivo.

Jovens não têm mais fé, nem idealismo, nem posição política.

Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.

Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar, correr, viver muito, ter uma aparência legal mas… Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas,  de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser.

Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude.  Que eu me acalme. Que o amor sobreviva.

Cuide bem do seu amor, seja ele quem for.

Rosana Hermann é jornalista, roteirista, escritora, com formação em física nuclear

* Este texto circula na Internet sendo atribuído, erroneamente, ao músico Herbert Vianna do grupo Paralamas do Sucesso

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sábado - 25/06/2011 - 23:55h

Pensando bem…

“Sou, por formação e por índole, um homem que fundamentalmente crê. Desejo morrer réu do crime da boa-fé, antes que portador do pecado da desconfiança.”

Mário Covas.

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sábado - 25/06/2011 - 19:17h
Sucessão municipal

O medo de ser “devorado” assusta Carlos Augusto Rosado

Líder não consegue dobrar o prefeito de fato Gustavo Rosado e pode perder, mesmo vencendo pleito

 

Carlos e Gustavo estão atados, por conveniência e sincera hipocrisia; toleram-se

Foi em 2004, lembro muito bem.

Essa história que começo a narrar, já postei outras vezes. Mas vale a pena exumá-la, para tentarmos contextualizar tudo e transferir seu conteúdo ao nosso tempo. Talvez nos ajude a compreender a pré-campanha municipal mossoroense.

O ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM) justificava, num telefonema a este repórter, o porquê de escolher a enfermeira, prima e ex-adversária Fátima Rosado (DEM), “Fafá”, à disputa da Prefeitura de Mossoró, sucessão de sua mulher Rosalba Ciarlini (DEM).

Sua frase foi incisiva, sem rodeios:

– Carlos Santos, eu não tenho mais idade para perder!

Simples assim.

À ocasião, escanteava Cláudia Regina (DEM), envolvida com Fafá numa fantasiosa disputa fabricada pelo próprio Carlos, para saber quem seria ungida. Claro que desde o princípio o nome era o de sua prima.

Retruquei, profetizando que ele e seu grupo seriam traídos adiante. Ficou silente alguns segundos, mas não quis esgrimar sobre o tema.

O tempo, sempre o tempo, me deu razão.

O grupo de Carlos e facção de Fafá, comandada por seu mano menor, Gustavo Rosado (PV), mantêm um permanente convívio de aparências, em poses para fotografias e acenos para câmeras de TV. Tudo de mentirinha.

De verdade, já disse antes, o que há de mais verdadeiro entre eles é uma sincera hipocrisia.

Um engolirá o outro na sucessão.

A dificuldade do grupo de Carlos e a facção de Gustavo se entenderem, é porque fundamentalmente um lado não confia tantinho assim no outro.

Carlos superou o medo de perder? Toparia apoiar um nome indicado por Gustavo, para perder mesmo vencendo?

Explico: se Chico Carlos for eleito prefeito, claro que Carlos e Rosalba serão penduricalhos, com influência da escadaria do Palácio da Resistência, para fora.

Nos tempos da colonização da Austrália, um irlandês foi preso acusado de antropofagia e outros crimes. Num vacilo da guarda prisional, ele conseguiu escapar ao lado de um colega de cela. Dias depois, esse companheiro de fuga foi encontrado aos pedaços dentro de uma mochila. O amigo, comedor de gente, o fizera de refeição.

A vítima confiou demais em quem, por sua natureza, devora gente.

O exemplo vale também para a política.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog
  • San Valle Rodape GIF
sábado - 25/06/2011 - 18:16h
Tudo ou nada

O rumo, cheio de labirintos, de Cláudia Regina

É uma questão de semanas. Poucos meses.

A vereadora Cláudia Regina (DEM), que aspira ser candidata à Prefeitura de Mossoró, deve definir se vai tentar a reeleição à Câmara Municipal ou concorrer à sucessão da prefeita Fátima Rosado (DEM).

Não se trata apenas de uma vontade pessoal. Seu rumo está interligado a vários fatores, enroscado com diversos ingredientes e imerso em muitas condicionantes.

Ela pode ser candidata ungida pelo grupo da governadora Rosalba Ciarlini (DEM).

Pode receber o apoio da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM).

Porém é provável que não ocorra nem uma coisa nem outra.

E aí? Qual sua posição a partir de um possível veto?

O tempo urge e ruge.

Se passar de setembro, só poderá ser candidata pelo DEM. O que é muito pouco provável.

Percebendo que será outra vez escanteada, terá que fazer outra opção partidária, sujeita as intempéries da mudança de rumo.

Terá coragem de sair à disputa em faixa própria?

Ousará, buscando o apoio de forças de oposição e setores que tradicionalmente estão alheios à disputa familiar entre Rosado e Rosado?

Ou ela recuará do intento de ser candiata a prefeito, mais uma vez, para se conformar na corrida por outra temporada na Câmara de Vereadores?

Em todas as pesquisas publicadas até o momento, Cláudia aparece com melhor média entre os pré-candidatos governistas.

Entretanto tem defeitos inaceitáveis às forças oligárquicas: pensa, tem autonomia pessoal e luz própria.

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Categoria(s): Política
sábado - 25/06/2011 - 18:02h
Governo Dilma Roussef

Ex-governador tenta acomodação que não afete sua saúde

Iberê Ferreira (PSB) já poderia estar compondo o Governo Dilma Roussef (PT). Sondagem para tanto já ocorreu, mas ele declinou do cargo.

O ex-governador chegou a ser abordado para aceitar lugar na Secretaria Nacional de Recursos Hídricos. Não aceitou por preocupação com sua saúde.

Outro câncer foi detectado há poucos meses, levando-o a tratamento com bons resultados.

Ele já enfrentara situação delicada com a saúde, antes mesmo de assumir o governo no ano passado.  Mesmo doente, enfrentou campanha à reeleição, sendo derrotado pela então senadora Rosalba Ciarlini (DEM).

A expectativa de Iberê é ser chamado para um cargo de alcance regional, que não o leve a maiores deslocamentos.

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Categoria(s): Política
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 25/06/2011 - 17:46h
Venda

O livro “Só Rindo 2” em suas mãos, a pedido

Através de emails, contatos telefônicos, abordagens pessoais e intermediários, muita gente manifesta desejo de comprar o livro “Só Rindo 2 – A política do bom humor do palanque aos bastidores”.

Ótimo.

Agradeço demais o interesse.

O próprio Blog monta estratégia de venda on-line. O sistema deverá entrar em funcionamento em poucos dias, com plena segurança para uso de cartões de crédito, boleto bancário etc.

Mas é certo que vamos estar nas livrarias, como a Siciliano.

Genivan Vale, vereador, atento ao "Só Rindo 2"

Emergencialmente, pelo menos para Mossoró, abrimos pontos de venda direta ao leitor nas bancas de Zé Maria da Rádio Rural (Praça Vigário Antônio Joaquim, Centro) e na Banca do Ademar (Rua Idalino Oliveira, Centro).

Mas pedidos podem ser feitos para entrega de volume, autografado, através do email herzogcarlos@gmail.com para qualquer parte do país.

É isso.

E, outra vez, muito obrigado por tanto afago no meu novo “filho”.

Bom demais.

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Categoria(s): Comunicado do Blog
sábado - 25/06/2011 - 16:32h
É pegar ou largar

Rosalbismo força “Fafá” à renúncia; Gustavo faz exigência

Ó dúvida cruel.

Shakesperiana, que se diga.

Renunciar ou não renunciar à Prefeitura de Mossoró?

Esse drama – com enredo teatral – consome a facção da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM).

O grupo da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) quer a vice-prefeita Ruth Ciarlini (DEM) como candidata a prefeito em 2012 e isso só é possível, legalmente, com a renúncia da prefeita Fátima, a “Fafá”.

O assunto ganhou ânimo novo com sinalização de que a prefeita poderia ser indicada para compor o Tribunal de Contas do Estado (TCE), numa engenhosa manobra de troca de interesses, desde que abrindo mão do cargo para Ruth, irmã de Rosalba.

O grande impasse está concentrado no prefeito de fato e irmão de Fafá, agitador cultural Gustavo Rosado (PV), seu chefe de Gabinete. Ele não aceita nem ouvir falar na proposta.

Mas admite que possa abrir mão de pelo menos nove meses de governo, desde que seu pupilo-amo-guru e faz-tudo Chico Carlos (PV),  secretário da Cidadania, seja o vice.

É aí em que aumenta o fosso entre a aspiração do grupo de Rosalba e a facção de Fafá.  Chico Carlos “não existe”, como o próprio ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM) denominou a pré-candidatura a prefeito do secretário, em recente encontro com vereadores, em sua casa de praia (Tibau).

No rosalbismo, sequer é cogitada a opção Chico Carlos, mesmo patamar em que se encontram a vereadora Cláudia Regina (DEM) e o secretário de Serviços Urbanismo, Alex Moacir.

Há fixação em Ruth, irmã de Rosalba.

Nota do Blog – Gustavo precisaria ser completamente estúpido e não apenas majoritariamente, para acreditar nessa “isca”. Ruth empossada, ele seria definitivamente destronado do poder que conquistou nos últimos seis anos, graças à inaptidão para a gestão pública, revelada por sua irmã.

Carlos e Rosalba não esquecem que Gustavo os descartou do poder e submeteu-os a certas situações humilhantes nesse tempo.

Também é inocente acreditar que o casal Carlos e Rosalba vai se esforçar para reeleição do deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM), marido de Fafá, em 2014.

Além disso, tem um detalhe muito importante: combinaram com o povo?

A facção de Fafá e o grupo de Carlos e Rosalba continuam unidos por conveniências, não por afinidades.

O que há de mais verdadeiro, entre ambos, é uma sincera hipocrisia.

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sábado - 25/06/2011 - 09:01h
Cultura

As coisas do Nordeste em livro, na Feira de São Cristovão

Gilberto Lima é filho do ex-locutor da Rádio Tapuyo (hoje RPC), Manoel Lima. É também irmão de Roberto Lima, ex-grupo show Terríveis. Nasceu no bairro Pereiros.

E daí?

Bem, e daí é que ele lançará o seu primeiro livro hoje a partir das 15h, no “Oba Restaurante” (Mossoró), com boa música para incensar o ambiente.

Gilberto se reporta à Feira de São Cristovão-RJ

Seu livro é o “Etsedron – Contos & Cantos da Feira”, com narrativa de histórias envolvendo especialmente 12 personagens.

A ambientação de tudo é a Feira de São Cristovão, tradicional reduto carioca ocupado por nordestinos.

Compositor, músico, ele retrata como escritor a vida do lugar, com gente de carne e osso, além de uma atmosfera que lembra o sertão, suas veredas, com cheiros, sabores, verbo e poética.

O autor reside no Rio de Janeiro desde 1982 e é uma das referências artítico-documentais da gigantesca Feira de São Cristovão.

Traduz esse mundo à parte, sobretudo através do “Jornal da Feira” – impresso mantido pela associação dos feirantes do lugar.

O título “Etsedron” é na verdade a palavra “Nordeste” ao contrário. “Um Nordeste carioca”, brinca o autor, por enxergar nesse espaço no Rio de Janeiro, uma forma de se preservar a cultura nordestina, com a alma carioca, tão bem conhecida Brasil afora.

O convite está feito. Depois do pino do meio-dia, à tardinha mesmo, a gente se encontra com Gilberto e as coisas do Nordeste, no Oba Restaurante.

Vamo?

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sexta-feira - 24/06/2011 - 23:57h

Pensando bem…

“Para compreendermos o valor da âncora, necessitamos enfrentar uma tempestade.”

Eleonor L. Dolan

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sexta-feira - 24/06/2011 - 22:50h
Sucesso

Veja mais flagrantes da noite do “Só Rindo 2”

Cobertura fotográfica revela diversidade e miscigenação social em evento marcante da cultura local

 

"Só Rindo 2" passa de mão em mão em noite de autógrafos (Ricardo Lopes)

A repercussão do lançamento em Mossoró nessa terça-feira (21), do livro “Só Rindo 2 – A política do bom humor do palanque aos bastidores” continua ecoando. Na internet, na mídia convencional.

Mas principalmente na chamada divulgação boca a boca.

Quem foi, não tem do que reclamar. A começar do atendimento e produtos do “Dom Buffet”, capitaneado por Marinalva Marques (84-3312-6011/84-9119-3680), cerimonial desburocratizado e discursos curtíssimos.

Muita gente que não pode ir, por outros compromissos, sabe que perdeu oportunidade de participar de um acontecimento descontraído, sem formalismos comuns a esse tipo de evento, além de encontrar ou reencontrar dezenas de pessoas do universo social local e regional. “Encontro de amigos”, como assinalado.

Milton Marques, reitor da Uern, apresenta livro e autor

O lançamento na TV Cabo Mossoró (TCM), inicialmente previsto para seu parque de antenas, teve que ser transferido como “plano B” para sua área interna, em face de chuva que castigou boa parte da noite mossoroense àquele dia. Nem assim houve dispersão.

O comparecimento maciço de público diversificado, de um simples cabeleireiro a uma deputada e juiz de direito, mostrou que a diversidade e miscigenação social foram o forte da noite.

Outros tantos, que não podiam ficar à sequência para noite de autógrafos, devido outros compromissos àquela hora, passavam rapidamente para desejo de sucesso ou compra de exemplar do livro.

Enfim, uma noite inesquecível para mim. Mossoró não me negou “fogo”. Enraizou-me de vez em suas entranhas, filho-soldado que a adora de graça.

* Veja abaixo, uma sequência de fotos de autoria de Fausto Maia, Blog do Jota Belmont e o talentoso Ricardo Lopes. Veja AQUI matérias postadas quarta-feira (22) e ontem (quinta-feira, 23), com igual abordagem.

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sexta-feira - 24/06/2011 - 20:27h
Ativismo on-line

“#Foramicarla” ganha destaque na Carta Capital

A revista semanal “Carta Capital”, comandada pelo célebre jornalista Mino Carta, traz reportagem especial em seu novo número, colocando Natal como centro de abordagem. Com motivos de sobra.

O movimento “#Foramicarla”, que levantou protesto contra a administração da prefeita Micarla de Sousa (PV), a partir do Twitter e do Facebook, redes sociais da Internet, é destacado pela publicação como “o mais bem-sucedido caso de ativismo on-line do país”.

A reportagem assinala que a prefeita foi acuada, retratando em quatro páginas essa mobilização que ganhou dimensão nacional, ao ter manifestantes ocupando a Câmara Municipal e, com força, para fazer a Casa voltar atrás e instalar uma Comissão Especial de Inquérito (CEI).  O colegiado vai apurar contratos de alugueis de imóveis pela prefeitura.

Nota do Blog – Esse movimento precisa ser entendido de uma forma menos emocional e precipitada. Em tese, ele conseguiu vitórias importantes, mas não necessariamente definitivas, porque é uma organização muito além do entusiasmo de jovens teoricamente politizados.

Há, também, um suporte técnico e de inteligência, pautando suas ações.

A prova foi a guerra jurídica travada, que o fez obter conquistas pontuais no campo da Justiça. Não basta apenas fazer barulho com provocações etc., na net, para fazer acontecer.

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sexta-feira - 24/06/2011 - 19:25h
Crise

Terrorismo psicológico do Estado não avança

A notícia que o Governo do Estado passou a alardear, de corte no ponto e poda nos salários de grevistas, precisa ser dissecada melhor. Não é assim tão fácil materializar essa medida.

O Governo Rosalba Ciarlini (DEM) aposta na intimidação. É, sim, terrorismo psicológico.

Mas como já disse dezenas e centenas de vezes, “O Estado não é a Prefeitura de Mossoró e o Rio Grande do Norte não é Mossoró”.

Faz-me um mero transplante de método e mentalidade empregados na municipalidade mossoroense, para o Estado. Os tempos e as circunstâncias são outros.

As organizações sindicais estão muito bem organizadas e tecnicamente preparadas, para o jogo de contra-informação, orientando seus associados e fazendo contraponto do noticiário oficial.

Isso, ao que parece, o Governo do Estado ainda não percebeu.

Outro detalhe: levar o servidor na marra à sua repartição de origem, não é garantia de que as atividades funcionais voltem à normalidade.

O servidor ressentido é um péssimo “parceiro” do governo.

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 24/06/2011 - 19:08h
Turismo

Secretário de Turismo aprova o “Cidade Junina”

O secretário estadual do Turismo, Ramiz Elali, se reuniu com a prefeita de direito de Mossoró – Fátima Rosado (DEM) – à manha desta sexta-feira (24/06).

O encontro aconteceu no Salão dos Grandes Atos do Palácio da Resistência, sede da Prefeitura, com presenças do secretário de Desenvolvimento Econômico, Nilson Brasil, e do gerente de Turismo, Sílvio Júnior.

Durante a visita, o secretário Ramiz Elali contou que estava em Mossoró para conhecer a estrutura do Cidade Junina. E se disse impressionado com o que viu. À noite de quinta-feira (23), Elali assistiu à encenação do espetáculo “Chuva de Bala no País de Mossoró”, espécie de ópera sobre a história da resistência de Mossoró a Lampião.

“Não tenho dúvidas que o Cidade Junina se transformou numa das maiores festas juninas do Brasil e valor cultural inestimável”, avaliou Elali.

Aeroporto

Ele falou ainda sobre a estruturação da cidade para o turismo. Anunciou o seu retorno a Mossoró, já no mês de julho, para se reunir com a comissão criada pela prefeita para discutir a revitalização do aeroporto Dix-sept Rosado.

Quem estava presente à audiência, mesmo num dia de ponto facultativo na prefeitura, era  o deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM). Lembrou da lei estadual, de sua autoria, que conhece incentivos às companhias aéreas que venham a operar vôos comerciais para Mossoró. A lei, segundo ele, concede a redução no ICMS do querosene de aviação, reduzindo os curtos operacionais das empresas aéreas.

Com informações da Gerência de Comunicação da Prefeitura de Mossoró.

Nota do Blog – Nascido ainda na gestão Rosalba Ciarlini (DEM), o “Chuva de Bala” tem conteúdo e estética para ser apresentado em qualquer parte do mundo, sob aplauso.

O Cidade Junina, em si, este ano, deu considerável oxigenada. A criação de ilhas ou células de eventos espalhadas por vasto espaço no centro da cidade, enseja melhor aproveitamento do nativo, passante ou turista naquilo que ele achar melhor.

Parabéns!

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sexta-feira - 24/06/2011 - 07:43h
Cidade Junina

Garibaldi Filho com agenda em Mossoró

O ministro da Previdência Social, Garibaldi Filho (PMDB), desembarcou ontem em Mossoró. Fez programação “turística”, no “Mossoró Cidade Junina”, recepcionado pela prefeita de direito Fátima Rosado (DEM).

Além do espetáculo “Chuva de Bala”, no adro da Capela de São Vicente, Garibaldi esteve nos camarotes da Estação das Artes Elizeu Ventania.

Hoje ele cumpre agenda político-administrativa  pela manhã, visitando obras da nova agência da Previdência na cidade e fazendo contatos com correligionários.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 23/06/2011 - 23:59h

Pensando bem…

“Se alguém está tão cansado que não possa te dar um sorriso, deixa-lhe o teu.”

Provérbio chinês

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