quarta-feira - 06/04/2011 - 16:52h

Mário Gérson lança novo livro e toma posse em academia

No próximo dia 14 de abril, às 19h30, na Biblioteca Ney Pontes Duarte, o escritor e jornalista Mário Gerson tomará posse na Academia Mossoroense de Letras (AMOL), na cadeira 26, que tem como patrono Inácio Meira Pires, ocupada, anteriormente, pelo ator Lauro Monte Filho.

Além da posse, haverá o lançamento do livro: "A Noite de Luvas Brancas" (Poemas).

A saudação de recepção, em nome da Amol, será feita pelo acadêmico Filemon Rodrigues Pimenta.

De acordo com Elder Heronildes da Silva, presidente da entidade, na ocasião será anunciada como oficialmente vaga a cadeira 32, que tem como patrono Mário Negócio de Almeida e Silva e era ocupada pelo escritor João Batista Cascudo Rodrigues.

Também será lançado o Concurso João Batista Cascudo Rodrigues (conto e poesia), da Amol em parceria com a Fundação Vingt-un Rosado.

Mário Gerson Fernandes de Oliveira nasceu em Mossoró-RN, aos 16 de dezembro de 1981. É filho de Maria do Carmo Fernandes Oliveira e de Josias Faustino de Oliveira.

Mário Gerson, em 2002, lançou o seu primeiro livro, "O Catador de Espumas".

Em 2007, lançou o livro "Gazeta do Oeste 30 anos", em que revela a história do maior jornal do interior do Estado e do Oeste potiguar.

Em 2008, Mário Gerson foi o vencedor da categoria Contos, do Prêmio Literário Rota Batida, um convênio entre a Coleção Mossoroense e a Petrobras, com o livro O" Suspiro do Inimigo". Ainda em 2008 publicou outra obra, "A Morte do Pescador, uma novela, com prefácio do escritor e crítico literário Manoel Onofre Júnior.

Atualmente é editor do caderno Expressão, do jornal Gazeta do Oeste.

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quarta-feira - 06/04/2011 - 16:39h

Pesquisa deixa Ivan Júnior em dianteira sobre Ronaldo


Se a eleição fosse hoje o prefeito do Assu Ivan Júnior (PP) seria reeleito derrotando o ex-prefeito Ronaldo Soares (PR) com aproximadamente 10% de vantagem.

Segundo a pesquisa de opinião pública realizada pelo Instituto Teledata entre os dias 2 e 3 de abril e que teve o objetivo de medir a intenção de voto do eleitorado do município com relação à sucessão municipal de 2012, o ex-prefeito Ronaldo Soares (PR) é hoje o único nome capaz de enfrentar o atual prefeito.

A pesquisa ouviu eleitores das zonas urbana e rural do município. De acordo com o relatório divulgado pelo instituto foram feitas 424 entrevistas, sendo 318 na zona urbana e 106 na zona rural.

A margem de erro foi avaliada em 3%.  A Teledata perguntou:

Em quem o Sr(a) votaria para prefeito se a eleição fosse hoje?

Confira o resultado:

Espontânea

Ivan Júnior – 33,02%
Ronaldo Soares – 23,35%
Fátima Moraes – 6,13%
Odelmo Rodrigues – 2,12%
Filho de Ronaldo – 0,71%
José Maria – 0,71%
Tião da Lanchonete – 0,47%
Heliomar – 0,24%
Lourinaldo – 0,24%
Wild Diniz – 0,24%    
Indecisos – 0,94%
Brancos/Nulos – 7,31%
Não sabe/Não respondeu – 24,52%

Estimulada

Ivan Júnior – 39,15%
Ronaldo Soares – 29,25%
Fátima Moraes – 11,56%
Odelmo Rodrigues – 4,95%
Wálace – 0,71%
Wild Diniz – 1,18%
Tião da Lanchonete – 2,36%
Indecisos – 3,30%
Brancos/Nulos – 2,36%
Não sabe/Não respondeu – 5,19%

Com informações dos Blogs Rabisco do Samuel Júnior e Blog do Robson Pires

Nota do Blog – Não foi divulgado quem encomendou a sondagem.

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quarta-feira - 06/04/2011 - 11:16h

Convênios cancelados por governo serão tema de audiência

A Assembleia Legislativa, por proposição do deputado Fábio Dantas (PHS), promove nesta quinta-feira (7), audiência pública sobre a decisão do governo de cancelar 222 convênios firmados pelo Governo do Estado com as prefeituras entre 2006 e 2010.

O evento começa às 9 horas no auditório da Assembleia, e vai contar com a presença de diversos prefeitos que fazem parte da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte, integrantes do Governo também foram convidados.

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quarta-feira - 06/04/2011 - 09:03h

Prefeito caicoense tem avaliação negativa


Pesquisa realizada pela Exatos Censos apontou que a administração do prefeito de Caicó Bibi Costa (PR) é reprovada por quase 60% da população.

Somando as respostas “ruim e péssimo” sobre a avaliação da gestão, o percentual é de 57,34%.

A pergunta foi: qual a sua avaliação quanto à atual gestão municipal de Caicó?

Ótimo – 2,33

Bom – 14,00

Regular – 22,00

Ruim – 17,67

Péssimo – 39,67

Não Sabe – 4,33

Do Blog Panorama Político

Nota do Blog – Parece que temos um surto de rejeição aos atuais administradores municipais, se espalhando por algumas das cidades mais importantes do estado.

Depois de Mossoró e Natal, eis Caicó. 

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quarta-feira - 06/04/2011 - 08:05h

Reportagem especial vira referência sobre política do RN


Na série de matérias sobre as bancadas de parentes e oligarquias na região Nordeste, o mais influente site de política do país, o Congresso em Foco (clique AQUI), fez ótimo material sobre esse cenário no Rio Grande do Norte.

O Blog do Carlos Santos reproduziu essa reportagem especial ontem e agora pela manhã, editando-o conforme as características da própria página. Vale salientar, ainda, que o próprio editor desta página é um dos entrevistados, emitindo opiniões quanto à história e formação oligárquica do estado.

Para você guardar esse material para estudos, análises informais e simples diletantismo, selecionamos toda a série do Congresso em Foco e do Blog, onde estão incluídas duas matérias próprias de análises quanto à própria reportagem especial e a sucessão mossoroense em 2012.

Abaixo estão todas as matérias, com acesso feito através dos links. Basta clicar em cada uma.

Se quiser guadar toda a série veiculada no Congresso em Foco e no Blog, descrita nesta postagem, basta clicar a palavra "link" abaixo, situada entre os ícones "imprimir" e "RSS". Vai abrir página desta postagem especificamente, que poderá ser guardada em seus arquivos próprios, para o uso que lhe for conveniente, webleitor.

Bom proveito.

Congresso em Foco
:

Três famílias dominam o Rio Grande do Norte
//congressoemfoco.uol.com.br/noticia.asp?cod_canal=21&cod_publicacao=36624

Em Mossoró, só dá político na árvore dos Rosado //congressoemfoco.uol.com.br/noticia.asp?cod_canal=21&cod_publicacao=36625

Rosalba refuta oligarquia e diz que povo escolhe //congressoemfoco.uol.com.br/noticia.asp?cod_canal=21&cod_publicacao=36626

Felipe Maia: sem reforma, dinastias continuarão //congressoemfoco.uol.com.br/noticia.asp?cod_canal=21&cod_publicacao=36641

Sobrenomes são sempre os mesmos, dizem analistas //congressoemfoco.uol.com.br/noticia.asp?cod_canal=21&cod_publicacao=36642

Blog do Carlos Santos:

Um debate científico, longe do lengalenga paroquial //blogcarlossantos.com.br/index.php?not#23140

Nem pedra nem fuzil, mas uma união possível dos Rosado //blogcarlossantos.com.br/index.php?not#23141

Foto – Reprodução ilustrativa da primeira página do Congresso em Foco

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quarta-feira - 06/04/2011 - 07:20h

Em Mossoró, só dá político na árvore dos Rosado


Atualmente, oito integrantes da família exercem mandato eletivo, incluindo a governadora Rosalba. Núcleo familiar só perdeu uma eleição desde 1948 e disputa entre si o poder local

Édson Sardinha e Renata Camargo (Congresso em Foco)

Um dos municípios mais prósperos do interior do Nordeste, Mossoró (RN) é o maior produtor de petróleo em terra e de sal marinho do país. Mas o solo da cidade, localizada a 285 km a oeste de Natal, produz mais que “ouro negro” e riqueza mineral. Brotou-se ali, no semiárido potiguar, uma das árvores genealógicas mais férteis de que se tem notícia na história recente da política brasileira: a família Rosado.

Atualmente, oito integrantes do clã exercem mandato eletivo, a começar pela governadora Rosalba Ciarlini Rosado (DEM), que renunciou ao Senado para assumir o governo no início do ano, passando pelos primos deputados federais Betinho Rosado (DEM-RN) e Sandra Rosado (PSB-RN), por dois deputados estaduais e dois vereadores e terminando na prefeita da cidade, Fátima Rosado (DEM), a Fafá. Do início do século passado pra cá, essa árvore já frutificou dois governadores, dois senadores, cinco deputados federais e sete prefeitos, além de diversos vereadores.

Desde 1948, os Rosado perderam as eleições municipais uma única vez, em 1968. Ainda assim, por uma diferença mínima de 98 votos, e para um candidato que havia exercido o cargo anteriormente com o apoio deles.

Até o final dos anos 70, só havia duas formas de ser prefeito de Mossoró: ser da família Rosado ou ter o apoio dela. Mas, nas últimas três décadas, só há uma maneira. Tem de ser necessariamente da família.

De 1982 pra cá, a cidade de 250 mil habitantes teve apenas quatro prefeitos, todos Rosado. Dix-huit Rosado exerceu dois mandatos, Rosalba Ciarlini, três, e Fátima Rosado está em seu segundo governo.

Sandra Rosado chegou a exercer o mandato por 70 dias com a morte do tio, Dix-huit, de quem era vice, em outubro de 1996. Mas quem disse que não há oposição aos Rosado em Mossoró? Existe, sim, e é exercida por… adivinhe quem? Pelos próprios Rosado.

Rivalidade familiar

Dois grupos disputam o poder dentro da própria família: a ala liderada hoje pela governadora Rosalba e seu marido, o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado, e pelo irmão dele, o deputado Betinho Rosado; e o grupo encabeçado pela deputada Sandra Rosado e seu marido, o ex-deputado Laíre Rosado. Ele é primo de Sandra e de Carlos Augusto e Betinho. Pelo lado materno, Sandra é também prima de Rosalba. 

Uma rivalidade que começou a se ensaiar nas eleições de 1982, ganhou força no pleito de 1986 e se escancarou de vez na disputa de 1988, quando, pela primeira vez, os Rosado se enfrentaram diretamente nas urnas. Naquele ano, a então pedetista Rosalba venceu o confronto com Laíre Rosado e conquistou o primeiro de seus três mandatos como prefeita de Mossoró.

Desde então, o grupo da atual governadora só perdeu uma das seis últimas eleições municipais para a outra facção da família. Foi em 1992, quando Dix-huit Rosado, que tinha a sobrinha Sandra como vice, se elegeu pela terceira vez. Com a morte do tio ainda no cargo, coube à vice-prefeita concluir os últimos dias de seu mandato.

Sucessão

O grupo não conseguiu mais retomar a hegemonia política. A principal aposta do grupo de Sandra e Laíre Rosado para reconquistar a prefeitura de Mossoró é caseira. Aos 36 anos, Larissa Rosado, filha do casal, lidera as pesquisas de intenção de voto para 2012.

Deputada estadual em terceiro mandato, ela perdeu duas vezes a eleição municipal para a atual prefeita Fafá, que deu seus primeiros passos na política pelas mãos de Sandra. A relação entre as primas azedou. Mais que adversárias, a deputada e a prefeita são hoje inimigas declaradas. Uma não dirige a palavra à outra, no melhor estilo grande família.

Os primeiros sinais de desavença política na família ocorreram em 1982, quando o então deputado estadual Carlos Augusto Rosado contrariou as orientações do tio Vingt Rosado e declarou voto no primo e hoje senador José Agripino Maia ao governo do estado.

Pai de Sandra, o ex-deputado Vingt Rosado apoiou o grande adversário dos Maia, o ex-governador Aluizio Alves (PMDB). Agripino saiu vitorioso das urnas.

O troco viria quatro anos mais tarde, quando o confronto ficou mais explícito. O grupo de Carlos Augusto apoiou João Faustino e perdeu a eleição para o candidato de Vingt Rosado, o governador Geraldo Melo. Desde então, os galhos da árvore genealógica iniciada pelo patriarca Jerônimo Rosado nunca mais penderam para um lado só.

O patriarca

Nascido em Pombal, na Paraíba, em 1861, o farmacêutico Jerônimo Rosado desembarcou em Mossoró em 1890 e lá fincou as raízes da família na política. Entre 1917 e 1922, foi eleito duas vezes intendente – espécie de prefeito à época – de Mossoró.

O patriarca teve 21 filhos de dois casamentos – três do primeiro e 18 do segundo – com as irmãs Maria Amélia e Isaura Maia. Jerônimo e Isaura recorreram a uma maneira excêntrica para nomear os filhos: incluíram algarismos em francês em seus nomes, conforme a ordem de nascimento.

Foi assim a partir da 11ª filha – Laurentina Onzième (décima-primeira, em francês) Rosado até o caçula Jerônimo Vingt-un (21, em francês) Rosado Maia, passando por Jerônimo Dix-sept Rosado, que passaria à condição de mito local ao morrer num desastre aéreo menos de cinco meses após assumir o governo do Rio Grande do Norte, em 1951.

O PODER DOS ROSADO

Núcleo familiar tem nove integrantes no exercício do mandato e outros três cargos de primeiro escalão na prefeitura de Mossoró

Rosalba Ciarlini Rosado (DEM-RN)
Governadora do Rio Grande do Norte. É casada com o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado, que é primo de Sandra. Rosalba é prima de Sandra pelo lado materno, da família Escóssia.

Betinho Rosado (DEM-RN)
Deputado federal, primo da deputada Sandra Rosado (PSB-RN)

Sandra Rosado (PSB-RN)
Deputada federal, prima do deputado Betinho Rosado (DEM-RN)

Fátima Rosado (DEM), a "Fafá"
Prefeita de Mossoró. É prima e adversária de Sandra, ligada ao grupo da governadora Rosalba Ciarlini. Também é prima do deputado Betinho Rosado.

Ruth Ciarlini (DEM)
Vice-prefeita de Mossoró. É irmã de Rosalba é prima de Sandra Rosado. 

Larissa Rosado (PSB)
Filha de Sandra e Laíre Rosado, é deputada estadual

Lahyre Rosado Neto (PSB), o "Lairinho"
Filho de Sandra e Laíre Rosado, é vereador em Mossoró

Marcos Giovane Rosado (PR), o "Marquinhos Churrasco"
Vereador em Baraúna – cidade distante 32km de Mossoró. É filho do empresário Tarcísio Rosado, que é primo de Sandra, Betinho e Carlos.

Leonardo Nogueira (DEM)
Deputado estadual. É marido da prefeita de Mossoró, Fátima Rosado.

Também ocupam cargos de primeiro escalão em Mossoró:

Noguchi Rosado
Secretário da Controladoria do Município, é irmão de Fafá Rosado.

Gustavo Rosado
Chefe de Gabinete da Prefeitura, é irmão de Fafá Rosado.

Alex Moacir Pinheiro
Secretário de Serviços Urbanos, genro de Noguchi Rosado.

Aguarde a última parte desta reportagem especial do site Congresso em Foco.

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quarta-feira - 06/04/2011 - 06:35h

Médicos anunciam paralisação para quinta-feira

Os médicos do município de Natal decidiram agora à noite em assembleia, no Sindicato dos Médicos, que na próxima quinta-feira (7) irão fazer uma paralisação de advertência.

A atitude deliberada pelos médicos junto ao Sinmed foi impulsionada pela falta de resposta da prefeitura ao ofício encaminhado na semana passada com as problemáticas enfrentadas pelos médicos do município.

A falta de condições de trabalho, o desabastecimento geral, o atraso na parcela do reajuste do PCCV, previsto para março, o atraso no AIH (Autorização de Internação Hospitalar), o não-recebimento do terço de férias, a impossibilidade de tirar licença premium  e a dificuldade de andamento dos processos de insalubridade são as principais cobranças da classe.

O atendimento em ambulatórios, PSF, maternidades e unidades de saúde serão suspensos durante toda a quinta-feira e a partir das 8h os médicos estarão reunidos em frente à prefeitura  em manifestação pública para levar aos gestores públicos e a população suas reivindicações.

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quarta-feira - 06/04/2011 - 06:32h

Sobrenomes são sempre os mesmos, dizem analistas


Édson Sardinha e Renata Camargo (Congresso em Foco)

Pode até mudar um nome aqui e outro ali. Mas os sobrenomes são sempre os mesmos. Essa tem sido a prática na política do Rio Grande do Norte há pelo menos meio século, segundo analistas políticos locais ouvidos pelo Congresso em Foco.

Para o professor aposentado da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) José Lacerda Alves Felipe, as oligarquias do estado dão apenas um “verniz” ao velho modelo de fazer política.

“No Rio Grande do Norte, as oligarquias fazem um processo de modernização e renovação sem promover mudanças. A renovação é feita por familiares, o que faz com que as famílias se mantenham no poder. Há uma renovação do quadro político, mas não há mudança”, diz o geógrafo. “O grupo oligárquico permanece, com pessoas mais abertas, o que dá impressão de transformação, mas ela não ocorre”, acrescenta.

O geógrafo diz que as oligarquias do Rio Grande do Norte têm origem urbana, diferentemente do que ocorre na maioria dos estados nordestinos, onde a raiz é rural. “No Rio Grande do Norte, não vejo neocoronelismo. Eles são mais modernos. Não são oligarquias que nasceram no campo. Essas três oligarquias – Maia, Alves e Rosado – nasceram na cidade, têm dominação no mundo urbano, com TV, jornal e rádios”, observa o professor, autor da tese de doutorado Memória e imaginário político na (re)invenção do lugar: os Rosados e o país de Mossoró.

Ganha-pão

Com 26 anos de experiência profissional, o jornalista Carlos Santos diz que a política local ainda é feita na base do DNA. “A política do Rio Grande do Norte há décadas é povoada praticamente pelos mesmos nomes e sobrenomes oligárquicos, que se revezam no poder, crescem ou encolhem um pouco, mas nunca saem da cena. Não é por acaso, que praticamente não existe renovação de quadros ou forças alternativas há mais de 40 anos. As caras ‘novas’ têm sempre um DNA bem conhecido”, diz o jornalista e blogueiro.

Para Carlos Santos, a política deixou de ser uma atividade baseada na força econômica de seus líderes para se tornar uma espécie de “profissão” para os atuais representantes das oligarquias estaduais.

“Se, nos primórdios da República, as oligarquias derivavam do poder capitalista de seus próceres, alicerçado na pujança de economias regionais, na segunda metade do século XX e início do século XXI as oligarquias passaram a funcionar com outro ‘motor’. Transformaram a atividade política em profissão e ganha-pão”, considera.

“Mundo urbano”

O professor José Lacerda diz que as oligarquias do estado souberam fazer do “mundo urbano” seu território eleitoral, num movimento que ganhou mais evidência a partir dos anos 80.

“Eles fizeram isso usando os mais diversos instrumentos, por meio de organizações civis, como clubes de mães, associações e conselhos comunitários, dando impressão de que a sociedade está organizada. Mas ela está organizada a serviço desse modelo político”, explica Lacerda.

O geógrafo cita como exemplo o estilo adotado pela família Rosado. “Eles sempre foram uma oligarquia urbana, sempre quiseram se mostrar como homens de saber. Criaram universidades, bibliotecas, têm uma coleção editorial e nunca usaram práticas de perseguição e eliminação física do adversário. Sempre mostraram esse lado ‘modernoso’ da coisa”, avalia.

Ditadura

Carlos Santos entende que esse sistema de poder ganhou força a partir dos anos 50 e se consolidou com a ditadura militar (1964-1985). “É desse tempo a formação da oligarquia Maia, inaugurada pelo governador biônico Tarcísio Maia, pai do atual senador José Agripino Maia. O período também favoreceu o fortalecimento do clã Alves, formado pelo ex-governador Aluízio Alves, que se transformou na ‘oposição consentida’”, observa o jornalista.

“Expressões regionais também foram se enraizando mais ainda, como a oligarquia Rosado em Mossoró”, acrescenta.

Alvo de quase três dezenas de processos na Justiça movidos pela atual prefeita de Mossoró (RN), Fátima Rosado (DEM), por causa de críticas à sua administração, Carlos Santos considera que não há hoje espaço para mudança na forma de fazer política no estado.

“Tudo termina sempre em torno de uma mesa familiar, reunindo parentes e aderentes, compadres e vassalos”, afirma.

Veja matéria original AQUI, no influente site Congresso em Foco, editado e postado a partir de Brasília.

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quarta-feira - 06/04/2011 - 06:25h

Estado começa a pagar servidores e outros débitos do Meios


O secretário de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social – SETHAS, Luis Eduardo Carneiro, depositou na tarde desta terça-feira (05), o crédito de R$ 2.407.640,63 na conta judicial 4500101922789, agência do BB 3795-8, correspondente aos débitos do governo anterior com a ONG Meios.

“O Estado depositou os recursos 24 horas antes do prazo previsto pela juíza Rossana Alzir Diógenes Maceo, da 13ª Vara Cível da Comarca de Natal. Recebi na segunda (4), por volta das 17h, das mãos do interventor da ONG Meios, Marcos Lael de Oliveira, o comunicado da Justiça para o pagamento em 48h”, disse Luiz Eduardo Carneiro.

Segundo Luis Eduardo Carneiro, cabe agora ao interventor, nomeado judicialmente, pagar a quem efetivamente trabalhou nos convênios do Meios que tinham sido assinados com a SETHAS. “Agora é providência do interventor”, disse o secretário.

A secretaria do Estado do Planejamento e das Finanças, SEPLAN, efetua hoje, quarta-feira (06/04) dois repasses para finalizar os débitos dos convênios do Governo do Estado com a ONG, deixados pela gestão passada. O primeiro de R$ 833.300,00 para o Gabinete Civil da Governadora do Estado e o segundo de R$ 88 mil para a CEASA, promoverem as transferências para a conta judicial.

“O atual governo detectou que ao invés de R$ 2,9 milhões eram necessários R$ 3.328.700,00 para que o interventor liquide todos os compromissos com a ONG. E esse repasse está sendo feito”, explicou Miguel Josino, Procurador Geral do Estado (PGE).

Com informações do Governo do Estado.

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quarta-feira - 06/04/2011 - 06:09h

Estranhos no ninho das oligarquias do Rio Grande do Norte


Édson Sardinha e Renata Camargo (Congresso em Foco

Primo mais distante de Felipe Maia (DEM) e do senador José Agripino (DEM), o deputado João Maia (PR) afirma que construiu sua carreira independentemente do sobrenome.

João é irmão do ex-diretor-geral do Senado e atual deputado distrital Agaciel Maia (PTC), eleito no ano passado, e do ex-prefeito de Jardim das Piranhas (RN) Galbê Maia (atual vice). Morou por anos em Brasília e no Rio de Janeiro, onde se formou e foi professor universitário.

Nas eleições de outubro, João Maia foi eleito como o segundo candidato mais votado, perdendo apenas para a deputada Fátima Bezerra (PT-RN).

“Fui um dos deputados mais votados do estado e descendo de uma família que não tem a política forte, apesar do nome. É difícil avaliar porque os eleitores ainda votam em famílias, mas vejo que em estados mais pobres se cria uma linha de dever favores”, avalia João Maia.

“Mas essa coisa de dever favores começa a se esgarçar. Antes, o Rio Grande do Norte tinha duas famílias, os Maia e os Alves, e o povo era dividido que nem torcida. Hoje, isso ainda é forte, mas já há várias outras influências na política”, diz o deputado potiguar.

Estranha no ninho

De origem modesta e sem tradição familiar na política, a deputada Fátima Bezerra (PT) se descreve como a única parlamentar que tem um perfil de origem social na bancada do Rio Grande do Norte. Reeleita pela segunda vez como a mais bem votada do estado, ela atribui a votação expressiva à “luta social e popular” de seu mandato.

“Essa votação traduz o reconhecimento do povo potiguar do nosso trabalho. O mandato tem se esforçado para fazer as pontes entre as demandas do estado junto ao governo federal e tem uma vinculação com as lutas sociais e populares. O mandato preserva até hoje o caráter militante”, diz.

Para Fátima, apesar de sua votação expressiva, a tradição familiar na política do Rio Grande do Norte ainda é muito forte. A parlamentar afirma que, somente em 2002, o estado elegeu um representante federal que não era ligado às famílias tradicionais. “Até aquele ano, das oito vagas que o Rio Grande do Norte tinha direito, só quem conseguia se eleger eram os candidatos oriundos de famílias tradicionais ou aqueles que dispunham de um forte aparato do poder econômico”, avalia.

A parlamentar considera que essa perpetuação no poder não favorece o processo político de renovação e de pluralidade.

“A presença forte das famílias tradicionais, aliada ao aspecto do poder econômico, evidentemente dificulta, e muito, o processo de renovação, de pluralismo no campo da representação política. Não estou falando aqui do ponto de vista do desempenho pessoal de cada um. Mas evidente que o aspecto negativo é que, num contexto desses, fica difícil você ter novos quadros e uma representação de caráter mais plural”, conclui.

Veja AQUI.

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quarta-feira - 06/04/2011 - 06:02h

Felipe Maia diz que sem reformas dinastias vão continuar


Édson Sardinha e Renata Camargo (
Congresso em Foco)

Herdeiro político do atual presidente do DEM, o senador José Agripino Maia (RN), o deputado Felipe Maia (DEM-RN) diz que os parentes de políticos continuarão se elegendo se não houver uma reforma política.

Em seu segundo mandato, o deputado afirma que “provavelmente se reelegerão os Maia, os Alves, os Faria, ou alguém que seja filho de um empresário ou tenha um grande grupo por trás dele”, caso não seja alterado drasticamente o atual modelo de financiamento de campanha.

“Antes de se discutir a perpetuação de dinastias na política, tem de se discutir a reforma política. Eu sou favorável a uma renovação política no país. Agora, diante da atual forma de se fazer campanha e das normas eleitorais existentes, dificilmente haverá uma renovação. O sistema eleitoral contribui para que sejam eleitos aqueles que têm grandes estruturas. No Brasil, o candidato precisa de patrocinadores, de grandes grupos por trás”, diz Maia.

O deputado admite que ser de uma das mais tradicionais famílias do estado o favorece politicamente, mas diz que esse benefício só existe porque há um legado familiar positivo.

“No momento em que você tem algum parente próximo que já esteja na vida pública, isso pode vir a ajudar se essa figura for respeitada e tiver serviços prestados à sociedade. Do contrário, pode vir a lhe puxar para baixo. Não necessariamente a influência é positiva. Pode ter parente que não tenha deixado um bom legado. Isso pode lhe atrapalhar”, analisa.

Felipe avalia que a parte ruim do parentesco diz respeito às cobranças e às comparações. “Normalmente as pessoas cobram e comparam. Mas eu sempre encarei isso com muita naturalidade, entendendo que, em nenhum momento, eu poderia ter a pretensão de estar no mesmo patamar que o senador Agripino, que tem 30 anos de vida pública”, diz Felipe, completando que apenas recorre ao pai para lhe “aconselhar pontualmente”, sem interferências no mandato.

Veja mais um trecho desta reportagem especial do Congresso em Foco, em postagem adiante.

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quarta-feira - 06/04/2011 - 05:58h

Só Pra Contrariar

Voador federal

Um deputado federal das lonjuras de Mossoró, mas que foi bem votado no lugar, continua com cheque pendurado na praça.

Até aqui, a pequena dívida da campanha de 2010 não fora coberta.

O credor anda tiririca.

Já já esse mal-estar vai se tornar público.

Aguardemos, pois.

Decifra-me ou te devoro.

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terça-feira - 05/04/2011 - 15:51h

Muita grana a perder de vista


Começa a supurar informação de que existem casos de servidores do município de Mossoró, empalmando remuneração mensal maior do que a prefeita de direito Fátima Rosado (DEM).

Pode?

Gente com mufunfa acima dos R$ 15 mil/mês.

É o que se comenta de forma crescente nas entranhas do poder.

O caso deverá ser tratado judicialmente, pois implicaria em séria distorção legal.

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terça-feira - 05/04/2011 - 15:43h

Procurador lança livro hoje e deve ganhar título de cidadão


Já foi lido e tramita nas comissões da Câmara Municipal de Natal o decreto legislativo, de autoria da vereadora Júlia Arruda (PSB), que concederá ao advogado mineiro, Fernando Gaburri, o título de cidadão natalense.

Deficiente visual, o também procurador municipal se destaca pela sua história de superação e grandes realizações. Tanto que lança às 19h desta terça-feira (5), na Livraria Siciliano, do Midway Mall, seu primeiro livro: “Teoria Geral do Contrato, Contratos em Espécie e Atos Unilaterais de Vontade”.

A vereadora se mostrou encantada com a história de vida do advogado, que é respeitado pelos colegas de trabalho, não pela limitação visual, mas pela seriedade com que realiza suas atividades.

“Ele é um exemplo de superação e perseverança, tendo sempre sucesso em tudo que se propõe. Sempre sou criteriosa na concessão de honrarias e fico feliz de podermos ter mais um natalense com tantas qualidades na nossa cidade” – afirmou.

Fernando Gaburri é advogado parecerista formado pelo Instituto Vianna Junior, com mestrado na PUC/SP. Mudou-se para Natal em 2009, quando foi aprovado no concurso para procurador geral do município, atividade que exerce atualmente. É também professor dos cursos de Direito da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) e da Farn.

Com informações da Assessoria de Imprensa de Júlia Arruda

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terça-feira - 05/04/2011 - 15:25h

Pensando bem…

"Quando somos abandonados pelo mundo, a solidão é superavél;quando somos abandonados por nós mesmos,a solidão é quase incurável…"

Augusto Cury

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terça-feira - 05/04/2011 - 15:19h

Prefeitura não repassa recursos para apoio à menores

O vereador Lahyrinho Rosado (PSB) denunciou, na Tribuna da Câmara de Mossoró, a falta de repasses da Prefeitura de Mossoró para o Fundo da Infancia e do Adolescente.

O vereador afirmou que no Jornal Oficial de Mossoró (JOM), datado de 1º de abril de 2011, existe a determinação para o repasse a posteriori do valor de R$ 1,338 milhão para o Fundo, referentes às parcelas de 2007, 2008, 2009 e 2010. 

Lahyre Neto afirmou ainda que a Prefeitura de Mossoró está passando por investigação do Ministério Público devido a falta do repasse, que é um dos pré-requisitos para o recebimento do selo Unicef.

Já o vereador Ricardo de Dodoca (PDT) comentou e pediu providências, para recuperação de várias estradas vicinais na zona rural. Segundo ele, setores como Cordão de Somba I e II e Maracanaú estão quase isoladas. Há comprometimento da presença de crianças e adolescentes às escolas, devido dificuldade de tráfego dos ônibus escolares.

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terça-feira - 05/04/2011 - 15:10h

Nem pedra nem fuzil, mas uma união possível dos Rosado

“Nossos primos são nossos grandes adversários, mas o nosso grupo é hegemônico”, afirma o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM). “Quando éramos jovens, nossa luta era da pedra para o fuzil. Agora já estamos velhos”.

Essas declarações dadas por Carlos Augusto Rosado (DEM), ao site Congresso em Foco, para a reportagem especial denominada de "Três famílias dominam a política do Rio Grande do Norte" (clique AQUI), diz muito sobre o presente e futuro do clã Rosado na política.

Este Blog já comentou muitos sobre as variáveis em jogo para a sucessão municipal. Uma delas, é a hipótese que não pode ser descartada, de que a o grupo de Carlos abra caminho à eleição da "adversária" e deputada estadual Larissa Rosado (PSB).

Impossível? Não. Difícil, mas não impossível.

Seu comentário entre enigmático e jocoso, abre margem a essa interpretação.

Se o chamado "rosalbismo" não encontrar meios e um nome viável à Prefeitura de Mossoró, elevará ao cargo máximo do município um não-Rosado? Vai se arriscar? Já não basta o desgaste corrosivo sofrido com a "Era das Trevas" protagonizada pela prima e prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), a "Fafá"?

Há algumas décadas, Carlos acalentava um sonho: ser deputado federal. Acabou frustrado na pretensão, após quatro mandatos de deputado estadual.

Nesse ínterim, o planejamento traçado de forma cartesiana foi de levar sua mulher, a pediatra Rosalba Ciarlini (DEM), ao Governo do Estado. Conseguiu.

Mas não é tudo. Falta mais.

A união dos Rosado em torno de sua liderança.

Hoje parece pouco provável, além de politicamente desnecessário, pois os Rosado não sofrem qualquer ameaça de força alternativa.

Porém um amplo acordo pode desenhar esse pacto, que passaria pelas eleições municipais do próximo ano e as disputas de 2014.

É bom não esquecermos que o mandato da prefeita de direito Fafá Rosado vai até 31 de dezembro de 2012. Depois, tchau! Fim do estorvo à própria continuidade dos Rosado no poder.

A eleição de Larissa fecharia a unidade dos Rosado, com definição de espaços geopolíticos. Sandra Rosado, sua mãe, teria ainda maiores meios à continuidade na Câmara Federal, além de Betinho Rosado (DEM), irmão de Carlos Augusto.

A atual vice-prefeita Ruth Ciarlini (DEM) ganharia fôlego para retornar à Assembleia Legislativa em 2014, ocupando espaço de Larissa Rosado.

O webleitor pode perguntar: "e a facção de Fafá, comandada pelo agitador cultural Gustavo Rosado (PV)?

Você acha pouco oito anos? Estão no lucro.

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terça-feira - 05/04/2011 - 13:41h

Um debate científico, longe do lengalenga paroquial

A reportagem especial do site Congresso em Foco, sob o título "Três famílias dominam o Rio Grande do Norte" (clique AQUI), dividida em quatro postagens por este Blog, mais abaixo, é um denso trabalho da dupla de jornalistas Édson Sardinha e Renata Camargo. De fôlego.

Não é fácil montar esse quebra-cabeça oligárquico do Rio Grande do Norte, sobretudo quando se chega ao clã Rosado. Lembra os Buendia do romance "Cem anos de solidão" de Gabriel Garcia Marquez, com uma árvore genealógica intrincada. Mossoró é um pouco a "Macondo" dessa ficção.

Afimo sem exagero: desde que trabalho com essa matéria-prima  – o jornalismo político, a reportagem em epígrafe é o que saiu de melhor sobre o tema na chamada Grande Imprensa. Detalhista, didático, jornalisticamente denso e clarividente à maioria das pessoas, mesmo os potiguares.

Até entre os mossoroenses, é complexa a compreensão quanto a nomes, sobrenomes, siglas e interesses em jogo no ambiente movediço e inóspito da política oligárquica.

De saída, muitos ouvem e poucos conseguem entender o que seja "oligarquia".

Desde a antiguidade, quando o homem começou a se organizar e balbuciar o vocábulo política, que oligarquia representa uma forma "impura e degenerada" de governo, exercida por um pequeno grupo e por vezes num formato prioritariamente familiar. É o caso de Mossoró, que nas últimas décadas fechou a porta para qualquer outro nome não-Rosado ao exercício de mandatos públicos.

O filósofo Aristóteles, no célebre trabalho "A política", já tratava do tema com essa contundência.

É um sofisma a pregação da governadora Rosalba Ciarlini (Rosado), do DEM, legitimando esse atraso com o amparo do voto direto. Saddam Hussein ficou durante longos anos no poder no Iraque através do voto "popular", a ponto de ter quase 100% dos sufrágios em determinados pleitos. E daí? É democrático?

Neocoronelismo

Engatinhamos como democracia. Somos um simulacro de democracia. Como República, o atraso talvez ainda seja maior, com a prosperidade do nepotismo, do empreguismo como moeda eleitoral, a impunidade de corruptos e a balela do princípio de que "todos são iguais perante a lei".

A reportagem é consistente, porque também não se prende ao encolhe-estica das lutas paroquiais e às influências de interesses subalternos em sua confecção. Permite que tenhamos um entendimento cientificista do fenômeno da oligarquia urbana predominante no Rio Grande do Norte, espécie de neocoronelismo.

Desfiando o novelo com nomes, cargos, siglas, na mistura de parentes e aderentes, fica fácil entender nosso atraso social e econômico. Ele é inversamente proporcional à prosperidade de uns poucos.

Muitos transformaram o ente público num negócio privado. Num meio de vida familiar.

O problema não é ser Rosado, Maia, Alves, Melo, Faria, Marinho, Sousa etc.  Ninguém deve também ser içado ao poder apenas por não ser Rosado, Maia ou Alves. Eles estão no topo por competência no jogo político, pela capacidade de adaptação e manipulação das peças desse tabuleiro.

O debate deflagrado pelo Congresso em Foco não é em cima de castas, açulando o enfrentamento entre famílias ou "casas" nobres, como na Idade Média.

Em questionamento está o modelo concentrador, que funciona como uma centrífuga, triturando tudo em sua volta para fazer desse moído a essência de um apartheid. A massa-gente, inculta e atoleimada, ainda assim imagina que é levada a sério.

Em nenhuma parte do mundo civilizado, hoje ou no passado, a oligarquia foi sinônimo de avanço à sociedade. Ela não se encorpa onde a democracia ganhou maior sustância, porque é exatamente o que Aristóteles desenhou a milênios: um atraso.

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terça-feira - 05/04/2011 - 12:21h

PR começará nova série de encontros internos

A programação de encontros do Partido da República (PR) começa na próxima sexta-feira (8), com prefeitos e vices-prefeitos do partido.

De acordo com presidente estadual do PR, o deputado federal João Maia, cada encontro terá em pauta assuntos, como: Avaliação das Eleições de 2010; Planejamento das próximas eleições; Definição da linha de atuação do partido; Prioridades das ações parlamentares na Câmara Federal e Assembleia Legislativa, além de discutir prioridades das emendas para 2011 e reestruturação do partido em alguns municípios.

O encontro da próxima sexta-feira vai acontecer a partir das 9h, no Hotel Rifolis, localizado na Rua. Coronel Inácio Vale, 8847, em Ponta Negra – Natal.

No próximo dia 29 de abril será a vez do encontro com os presidentes e vices das Câmaras Municipais do PR.

O partido está enviando convites individuais a cada um dos seus membros, assim como, aos seus aliados.

Com informações da Assessoria de Imprensa do PR

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terça-feira - 05/04/2011 - 08:51h

Rosalba refuta oligarquia e diz que povo escolhe


Governadora diverge do marido, o ex-deputado Carlos Augusto Rosado, que diz que a família é “uma oligarquia desde 1890”. Para ela, termo é pejorativo e Mossoró “respira liberdade”

Édson Sardinha e Renata Camargo (Congresso em Foco)

“Somos uma oligarquia desde 1890. Todos os nossos mandatos foram conquistados com o voto”, diz o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM-RN), antes de ser “corrigido” pela mulher, a governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM).

“Eu não aceito e considero inapropriado esse termo, que é pejorativo. Acho que ele se expressou mal. Não somos uma oligarquia, porque fomos eleitos livremente. O povo é que escolhe”, diverge a governadora. Os dois conversaram com o Congresso em Foco no saguão do Aeroporto Internacional de Brasília na noite da última sexta-feira (1º).

Rosalba ocupa hoje o cargo mais elevado entre todos os Rosado, família para a qual entrou há 36 anos após se casar com o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado. Prefeita de Mossoró por três mandatos, Rosalba é prima, pelo lado materno, de uma das principais lideranças da ala adversária da família, a deputada Sandra Rosado (PSB-RN), também prima de Carlos Augusto.

“Nossos primos são nossos grandes adversários, mas o nosso grupo é hegemônico”, afirma o ex-deputado. “Quando éramos jovens, nossa luta era da pedra para o fuzil. Agora já estamos velhos”, acrescenta ele, lembrando que a disputa entre os dois grupos já foi mais acirrada.

A governadora diz que poucos fazem política na família Ciarlini e que começou sua vida política no PDT, diferentemente do marido, que foi da Arena para o PFL, hoje DEM, partido de Rosalba. “Minha família é tão grande que tenho 37 tios. Só eu e minha irmã Ruth (Ciarlini) entramos para a política. Não temos tradição”, conta. Ruth é vice-prefeita de Mossoró, na gestão de Fátima Rosado (DEM-RN), prima de Carlos Augusto.

“Mãos limpas”

O ex-deputado estadual afirma que o segredo da longevidade dos Rosado no poder em Mossoró se resume a “trabalho, realizações e mãos limpas”. “Somos bisbilhotados o tempo todo. Nossa presença na política é oxigenada pelo voto”, diz.

“Mossoró respira liberdade”, emenda Rosalba, antes de destacar que o município aboliu a escravatura em 1883, cinco anos antes da Lei Áurea, e abrigou o primeiro sindicato, a primeira eleitora e a primeira reitora do país. “E a primeira mulher a presidir a Unimed, que foi Rosalba”, acrescenta Carlos Augusto, referindo-se à cooperativa de médicos.

O casal diz esperar que seus filhos não sigam a vida política. “Eles só terão meu apoio para entrar na política se estiverem bem resolvidos, porque não considero a política uma profissão, mas uma atividade”, afirma a governadora. “Nossa família era riquíssima. Empobrecemos na política. Restou apenas o patrimônio da atividade política”, afirma Carlos Augusto Rosado. 

Rosalba tem a missão de ser a primeira Rosado a concluir o mandato no governo do Rio Grande do Norte. Antes dela, apenas o sogro, Dix-sept Rosado, havia alcançado o degrau mais alto do Executivo potiguar. Mas o mandato foi interrompido precoce e tragicamente por um desastre aéreo, menos de cinco meses após a posse de Dix-sept como governador em 1951.

“Falácia” e “imaginário”

Alvo de 26 processos na Justiça movidos pela prefeita Fátima Rosado, o jornalista e blogueiro Carlos Santos diz que é uma “falácia” a declaração da governadora de que em Mossoró se respira “liberdade”. Dono do blog mais acessado na região, ele atribui as ações a que responde ao perfil crítico de seu trabalho.

“Minha visão em relação aos Rosado é que eles possuem mérito para tamanha longevidade e apogeu. O patriarca Jerônimo Rosado preparou os filhos para o poder, investindo em densa formação educacional, baseada a partir de seus princípios positivistas", afirma.

Jornalista há 26 anos, ele diz que a família procura dar uma “aura mitológica” para legitimar seu poderio. “É frágil a tese de que tudo foi conquistado pelo voto e, por isso, é democrático. Na verdade, temos uma atmosfera social e institucional aparelhada há decênios, para dar uma aura mitológica e de legitimidade a esse poderio. Boa parte deles tornou-se profissional da política e vive dela, ao contrário do que ocorria nos primórdios, na primeira e segunda gerações Rosado", considera.  

Autor da tese de doutorado Memória e imaginário político na (re)invenção do lugar: os Rosados e o país de Mossoró, o geógrafo José Lacerda Alves Felipe diz que a exaltação de feitos históricos da cidade, como os citados por Rosalba, são uma característica da família.

“Mesmo sem ter participado desses fatos, eles tentam se incluir neles”, explica o professor aposentado da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

“Na sociedade local, eles se confundem com os heróis locais e seus feitos. A historiografia da cidade é recontada por eles, que selecionam fatos heróicos e históricos. Eles fazem com que a sociedade confunda esses mitos com eles mesmos. As coisas que eles criam é como se tivessem cumprindo uma ordem dos antepassados”, acrescenta Lacerda.

*
Esta é a quarta e última matéria da reportagem especial de hoje do site mais influente da política brasileira, o "Congresso em Foco", sob o título "Três famílias dominam o Rio Grande do Norte". Veja as demais matérias abaixo ou clicando AQUI.

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terça-feira - 05/04/2011 - 08:42h

Três famílias dominam o Rio Grande do Norte


Dos 13 parlamentares que assumiram o mandato pelo estado na atual legislatura, oito são dos clãs Maia, Alves e Rosado. Nenhuma bancada tem poder tão concentrado em núcleos familiares como a potiguar

Édson Sardinha e Renata Camargo (
Congresso em Foco)

O pai senador chama o filho de nobre deputado. O filho senador chama o pai de nobre senador e o primo, de nobre deputado. A deputada chama o primo, seu adversário político, de nobre deputado. Na bancada do Rio Grande do Norte no Congresso é assim: política se faz em família. Mais especificamente por três famílias.

Nenhuma bancada tem o poder tão concentrado nas mãos de tantos parentes como a potiguar. Dos 13 parlamentares que assumiram o mandato na atual legislatura pelo estado, oito carregam um dos três sobrenomes: Maia, Alves ou Rosado. Outros três deputados também têm parentes na política. Apenas dois parlamentares – a deputada Fátima Bezerra (PT-RN) e o senador Paulo Davim (PV-RN), suplente em exercício – não são de família política.

O senador que chama o filho de nobre deputado é José Agripino Maia (RN), ex-líder do DEM no Senado. O filho senador que chama o pai de nobre colega é o licenciado Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), herdeiro do também senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), tio do deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). A deputada que chama o primo de nobre deputado é Sandra Rosado (PSB-RN). Ela e o primo deputado Betinho Rosado (DEM-RN) representam duas alas da família que se digladiam pelo poder local.

Líder do PMN na Câmara, Fábio Faria também vem de linhagem política. Seu pai, Robinson Faria, foi presidente da Assembleia Legislativa por duas legislaturas e atualmente é vice-governador. Eles são parentes distantes da ex-governadora Wilma Faria (PSB).

Outros três deputados potiguares têm berço político: Rogério Marinho (PSDB), neto do ex-deputado Djalma Marinho e filho do suplente de senador Valério Marinho; Paulo Wagner (PV), neto do ex-vereador de Areia Branca (RN) Euclides Leite Rebouças, e João Maia (PR-RN), primo distante de Agripino e Felipe Maia, é irmão do deputado distrital Agaciel Maia (PTC), ex-diretor-geral do Senado.

Veja a continuação desta reportagem especial na próxima postagem.

Foto (Congresso em Foco) – Agripino  Maia, Sandra Rosado e Garibaldi Alves mostram que sem esses sobrenomes, dificilmente se faz política no RN

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terça-feira - 05/04/2011 - 08:30h

Comunicação e sucessão familiar fortalecem política do RN


Édson Sardinha e Renata Camargo (
Congresso em Foco)

Além da tradição política iniciada em meados do século passado, as famílias Maia, Alves e Rosado têm em comum o controle de importantes veículos de comunicação, como rádios, TVs e jornais, e a preparação de herdeiros políticos na linha de sucessão, uma mostra de que seu poderio está longe de acabar.

Filho do ex-deputado e ex-governador Tarcísio Maia, primo do ex-governador Lavoisier Maia, Agripino tem no filho Felipe Maia, de 37 anos, seu sucessor político. Os dois são sócios da TV Tropical, afiliada da Record no Rio Grande do Norte, e de emissoras de rádio que fazem parte da Rede Tropical.

A influência política dos Maia transcende as divisas do Rio Grande do Norte. O tio de Agripino, João Agripino Maia foi senador e governador da Paraíba, berço da família. Recém-empossado na presidência do Democratas, o senador é também primo do ex-prefeito do Rio César Maia (DEM), pai do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), ex-presidente do DEM.

Pais e filhos

Licenciado do mandato desde o início do ano, quando assumiu o Ministério da Previdência, Garibaldi Alves Filho teve pouco tempo para dividir a bancada com o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN).

Ex-vice-governador, Garibaldi Alves herdou a vaga da ex-senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN), de quem era suplente, com a eleição dela para o governo do estado. Garibaldi pai e Garibaldi Filho já preparam sucessor: o deputado estadual Walter Alves (PMDB), de 30 anos, filho do ministro da Previdência.

Mais idoso entre todos os senadores, com 87 anos, Garibaldi Alves tem no sobrinho outro detentor de impressionante marca. Aos 62 anos, o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves é atualmente o deputado mais antigo da Câmara, aquele que detém o maior número de mandatos.

Na Casa desde 1971, Henrique Eduardo caminha para um recorde: está no 11º mandato, mesma marca alcançada pelo ex-deputado Ulysses Guimarães (PMDB-SP). Ele chegou ao Congresso logo após a cassação do pai, o ex-deputado, ex-governador e ex-ministro Aluizio Alves.

Historicamente ligada ao PMDB, a família Alves também tem hoje ramificações no PDT: é o irmão de Aluizio e Garibaldi, o deputado estadual Agnelo Alves (PDT-RN). Ex-prefeito de Natal e Parnamirim, Agnelo chegou a ocupar uma vaga no Senado como suplente. O filho dele, Carlos Eduardo Alves (PDT), foi prefeito de Natal e concorreu no ano passado, sem sucesso, ao governo do Rio Grande do Norte.

A família Alves criou o Sistema Cabugi de Comunicação, do qual fazem parte a InterTV Cabugi, afiliada da Globo no Rio Grande do Norte, e emissoras como a Rádio Globo Natal e a Rádio Difusora (Mossoró), e o jornal Tribuna do Norte, periódico presidido por Henrique Eduardo Alves.

Rosado x Rosado

Os Rosado também têm seus veículos de comunicação, como a TV Mossoró, a FM 93, o jornal O Mossoroense, e a Rede Potiguar de Comunicação (RPC). Casada com o primo e ex-deputado Laíre Rosado, Sandra também tem herdeiro político: Lahyre Rosado Neto (PSB) é vereador em Mossoró e a filha Larissa Rosado (PSB) é deputada estadual.

Sandra e Betinho encabeçam dois grupos que rivalizam dentro da própria família. Os Rosado comandam a política em Mossoró, segunda maior cidade do estado, há mais de meio século (link para matéria sobre os Rosado). Na falta de rivais fora da família, os Rosado se tornaram os principais inimigos dos Rosado.

Uma ala, liderada por Sandra e seu marido, o ex-deputado Laíre Rosado, seu primo, deixou o antigo PDS para se abrigar no PMDB em 1985, onde ficou até 2004, quando passou para o PSB.

A outra, capitaneada pelo ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (PFL), marido da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), comanda hoje o governo estadual. Carlos é irmão de Betinho Rosado e primo-adversário de Sandra e Laíre.

Aguarde em seguida a terceira matéria desta reportagem especial.

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