“Não sejas doce demais, para não seres devorado. Nem sejas amargo demais, para não seres cuspido fora.”
Provérbio judaico
Jornalismo com Opinião
“Não sejas doce demais, para não seres devorado. Nem sejas amargo demais, para não seres cuspido fora.”
Provérbio judaico
Minha querida “Tia Ciça“,
Não tens ideia do abatimento que sofri com essa informação passada logo cedo por seus familiares. Sabes como gostava de ti, como sou grato por sua generosidade.
Posterguei visitá-la nas últimas semanas e não cheguei. Até planejei levar um presente, para atenuar os batidos que levaria, pela ausência.
Esse coração largo vai fazer falta a muita gente.
Inclua-me nessa lista sem-fim.
Descanse em paz.
*Homenagem singela à ex-vereadora Cícera Nogueira, 87, falecida neste domingo (21), em Mossoró – Veja AQUI. “Tia Ciça” foi alguém que sempre se doou e ofertou até o básico, de sua casa e família, para socorrer quem tinha menos ainda, do que ela.
*Velório acontece agora na Câmara Municipal de Mossoró e sepultamento será às 16h deste domingo, no Cemitério São Sebastião, Centro da cidade.
📸Foto em 28 de Fevereiro de 2014, há mais de dez anos, em evento de inauguração e funcionamento de verdade da UPA do Belo Horizonte – Mossoró.
Por Bruno Ernesto
Até que ponto a degradação humana lhe afeta?
Lembro de um filme alemão chamado Das experiment (A experiência), lançado em 2002 e dirigido por Oliver Hirschbiegel, o qual reproduz um experimento realizado no ano de 1971 na universidade de Stanford.
Nele, vinte voluntários são divididos em dois grupos, sendo oito deles carcereiros e demais prisioneiros.
O experimento consistia em observar o comportamento dos dois grupos simulando uma prisão.
Uma semana após o início, o nível de violência e degradação humana foi tão surpreendente, com uma total falta de controle dos voluntários que faziam o papel de carcereiros, que esses passaram a praticar todos os tipos de violência contra os voluntários no papel de prisioneiros, o que forçou sua interrupção.
Quando falamos de degradação humana pela violência física, estranhamente, ela desperta mais interesse e é incrivelmente mais atraente para as pessoas; embora muitos não admitam.
Entretanto, há uma degradação humana, muitas vezes silenciosa, porém tão cruel e, por vezes, igualmente mortal.
Vez ou outra vemos nos noticiários matérias acerca da situação econômica no Brasil e mundo a afora. Invariavelmente, não muito animadoras. Mas a vida segue.
Há dois autores que escreveram sobre privações e dificuldades em dois sistemas político-econômicos distintos e que, ainda hoje, geram grandes discussões: capitalismo e socialismo.
A diferença básica entre suas obras, é que uma, tal qual o filme, foi um experimento; e outra, foi pura realidade.
Conhecido pelo seu famoso livro 1984, o ingglês, George Orwell, uma obra tanto distópica quanto satírica, iniciou sua vida literária com o livro “Na pior em Paris e Londres”, escrito na década de 1920, quando largou tudo para iniciar sua vida literária, entretanto, só publicado em 1933.
A obra foi idealizada por Orwell para relatar a situação limite de pessoas com dificuldades financeiras. Uma população invisível.
Conta a vida das mais variadas pessoas. Desde sapateiros, pedreiros, cozinheiros, trabalhadores braçais, desempregados, até estudantes universitários, demonstrando que a ruína financeira, a miséria e o desamparo material, deterioram rapidamente qualquer perspectiva, quando se está extremamente necessitado, alterando e, repetidamente, interrompendo planos, ainda que seja por um prato de comida ou um lugar para passar a noite, registrando vividamente o desespero e luta diária de uma pessoa no intuito único de conseguir o básico naquela situação crítica de sobrevivência naquelas duas cidades que representam, ainda hoje, o capitalismo: Paris e Londres.
Para tanto, como uma forma de melhor imergir naquele mundo, passou, literalmente, a viver naquelas mesmas condições e, assim, poder relatar fielmente como era aquela situação de vida.
Orwell, brilhantemente registrou que a primeira experiência com a pobreza vem carregada com o temor de que ela estava prestes a acontecer.
Dizia ele que muito embora as pessoas relutassem, mais cedo ou mais tarde, ela – a pobreza – se materializaria, e tudo se dava de forma prosaicamente diferente, porém, de forma completa, extremamente diferente e extraordinariamente complicada.
E a primeira coisa que se conhecia era a baixeza peculiar da pobreza e as mudanças que ela impõe; o desnudamento de si mesmo, e a invisibilidade.
De uma hora para a outra, tudo se esvai entre os dedos e diante dos olhos.
O outro autor é russo Serguei Dovlátov, autor do livro “A mala”.
Em “A mala”, ele traz à tona sua história de como emigrou da antiga União Soviética para os Estados Unidos da América no final da década de 1970, relatando as dificuldades de sobreviver em sua terra natal no auge da Guerra Fria.
Ilustradamente, no início de sua obra, ele resume, sarcasticamente, que o regime socialista solucionava tudo, até a oferta e a procura de meias de crepe, como foi ocaso do fiasco de sua negociação na compra de uma grande carga de meias de crepe finlandesas verdes, e que no outro dia houve uma inundação de meias de crepe russas custando um décimo do valor que pretendia vendê-las.
Além disso, descreveu, de forma sutil, entretanto, bastante direta e crua, que a situação econômica estava tão deteriorada, que mesmo tendo ficado revoltado ao saber que, pelas regras da União Soviética, quem emigrava só poderia levar consigo três malas, descobriu que tudo que possuía naquele tempo, mal ocupava uma mala.
Assim, apesar de situações distintas, o aviso é o mesmo: tudo é limítrofe.
Bruno Ernesto é professor, advogado e escritor
Por Marcelo Alves
Assim como Oxford (sobre a qual escrevi dia desses), Cambridge está a cerca de uma hora de trem de Londres. Não é uma cidade grande. Pouco menos de 150 mil habitantes, acredito. Dominada pelo rio Cam, ela está também entre os mais visitados destinos turísticos do Reino Unido. E aqui vai uma dica para quem quer flanar por lá: o passeio deve começar pela King’s Parade, rua/praça defronte ao King’s College, que, pela sua localização, marca a vida de cidade.
Cambridge tem aquele apelo todo especial para os que gostam do chamado “turismo cultural”. Isso está relacionado à sua universidade. Antiquíssima, ela foi fundada em 1209, a partir de uma dissidência de estudiosos de Oxford. Arenga boa! Cambridge está hoje entre as melhores universidades do mundo. Um dos primeiríssimos lugares em qualquer ranking.
Ela conta com cerca de 20 mil alunos. A maioria é de graduação, sure. Mas há um alto percentual de pós-graduandos, em torno de 30/40 por cento do total, com o consequente impacto positivo no orçamento, nas pesquisas, nas publicações etc. Ela é o sonho – e para a grande maioria não passará de um sonho – de muitos estudantes nacionais e estrangeiros.
Tal qual a congênere de Oxford, a organização/governança da Universidade de Cambridge é sui generis. Na governança central, possui departamentos, faculdades ou “schools”, grandes museus (como o maravilhoso Fitzwilliam Museum, dedicado à arte em geral e a antiguidades), laboratórios (entre eles o Laboratório Cavendish, que já “laureou” uns 30 prêmios Nobel), a gigantesca University Library e a Cambridge University Press. Mas há a peculiar estruturação dual com o sistema de instituições independentes e autogovernadas, chamadas “colleges”, aos quais estão vinculados todos os docentes e os estudantes e que servem como um misto de residência e centro de estudos. Cambridge possui hoje 31 colleges.
Alguns, como o citado King’s, o Trinity e o St. Jonh’s, para dar alguns exemplos, são prestigiadíssimos. O dinheiro investido em Cambridge – basicamente dinheiro público em uma instituição administrada “privativamente” – gera um conhecimento inestimável. Nas artes, na filosofia, na política, no direito, nas ciências e por aí vai. Isso é o que eu tenho como uma bela “parceria público-privada”.
Cambridge também comemora haver “educado” personalidades de grande destaque nos mais diversos métiers. Na política, Cambridge deu o primeiro e o mais jovem dos primeiros-ministros do Reino Unido, Robert Walpole e William Pitt “The Younger”, respectivamente. Nas letras, Cambridge celebra Christopher Marlowe, John Milton, Samuel Pepys, Lawrence Sterne, W. M. Thackeray, Kingsley Amis, John Dryden, William Wordsworth, Samuel Taylor Coleridge, Lord Byron e Lord Alfred Tennyson, entre outros. Na filosofia, ela vem com Erasmus de Rotterdam, Francis Bacon, Bertrand Russell e Ludwig Wittgenstein. Na economia, com gente do top de Thomas Malthus e John Maynard Keynes.
Mas parece ser nas “ciências” que Cambridge escreveu, ao longo dos séculos, a sua mais bela página. Para se ter uma ideia, Isaac Newton e Charles Darwin, dois dos mais importantes nomes da história da humanidade, passaram por Cambridge. Isso sem falar em James Clerk Maxwell, que, juntamente a Newton e Einstein, é considerado um dos maiores físicos de todos os tempos. Ou em Charles Babbage e Alan Turing, pais da ciência da computação que hoje conhecemos. Aliás, pais e pioneiros não faltam em Cambridge.
Foi em Cambridge, em 1932, seguindo os passos de pioneiros como J. J. Thomson e Ernest Rutherford, que Ernest Walton e John Cockcroft realizaram, pela primeira vez na história, a cisão do átomo de maneira controlada. Assim como foi em Cambridge que, em 1953, Francis Crick e James Watson descobriram a estrutura do DNA, o que lhes deu, acompanhado de Maurice Wilkins (do Kings College London – KCL, onde fiz o meu PhD), o Prêmio Nobel de Medicina de 1962. E eles são apenas dois dos oitenta e tantos prêmios Nobel de Cambridge, número que nenhuma outra universidade conseguiu bater.
Bom, viva a ciência e todas as artes de Cambridge!
Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London (KCL) e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANRL)
Ultimamente, o debate sobre o direito à liberdade de expressão tem ganhado relevância no meio político e jurídico. Há uma gama de ardorosos defensores de parte a parte. Discussões acaloradas, por vezes, agressivas, têm sido a tônica dos últimos tempos; todos são os donos da razão.
De um lado, os defensores da liberdade de expressão alegam que não se pode cercear o direito de dizer o que se pensa, com fundamento no que prescreve a Constituição Federal:
“É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”’. (Art. 5º).
E mais:
“A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição; é vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística”. (Art. 220).
Diz o professor de direito Constitucional, Dirley da Cunha Júnior: “a liberdade de opinião, portanto, constitui-se em direito fundamental do cidadão, envolvendo o pensamento, a exposição de fatos atuais ou históricos e a crítica”.
Por outro lado, há quem afirme que nenhum direito é absoluto. Existem limites que devem ser respeitados. O direito à liberdade de expressão não alberga o direito à liberdade de agressão. Não se pode, dizem, usar o direito de se expressar para a prática de crimes, como, por exemplo, a injúria, a calúnia e a difamação.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, acusado por alguns de estar instaurando uma ditadura do Poder Judiciário, diz que a liberdade de expressão não é liberdade de agressão, não é liberdade de ofensa, de ameaça. “Esse discurso de que (com a regulação das redes) o que se quer limitar é liberdade de expressão, é um uma narrativa construída pela extrema direita no mundo todo. Porque é um discurso fácil”.
Percebe-se que há argumentos razoáveis de ambos os lados. A nossa Constituição Republicana garante à liberdade de dizer o que pensamos, pois “é vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística”.
E se alguém nos ofender? Nesse caso, é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem, sem prejuízo das ações penais quando praticados crimes contra a honra, garantindo-se o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes.
Ressalte-se que não é liberdade de expressão, e sim crime previsto no Art. 286 do Código Penal, quem incitar, publicamente, a prática de crime, bem como, quem incita, publicamente, animosidade entre as Forças Armadas, ou delas contra os poderes constitucionais, as instituições civis ou a sociedade.
Acrescente-se que o debate sobre o limite da liberdade de expressão não é hoje. O filósofo britânico John Stuart Mill, em livro publicado no ano de 1859, Sobre a liberdade, já dizia:
“O mal particular em silenciar a expressão de uma opinião é que constitui um roubo à humanidade; à posteridade, bem como à geração atual; àqueles que discordam da opinião, mais ainda do que àqueles que a sustentam. Se a opinião for correta, ficarão privados da oportunidade de trocar erro por verdade; se estiver errada, perdem uma impressão mais clara e viva da verdade, produzida pela sua confrontação com o erro – o que constitui um benefício quase igualmente grande”.
E continua:
“Nunca podemos ter a certeza de que a opinião que procuramos amordaçar seja falsa; e, mesmo que tivéssemos, amordaçá-la seria, ainda assim, um mal”.
Assim, diante de tudo o que foi exposto, é possível afirmar que, atualmente, há cerceamento do direito à liberdade de expressão no Brasil?
Tirem as suas conclusões, se possível, sem as amarras do radicalismo político-ideológico que viceja no país e no mundo.
Odemirton Filho é colaborador do Blog Carlos Santos
Por Inácio Rodrigues
Assistir “Dr. Jivago” em três momentos distintos da minha vida foi como ver três filmes diferentes, cada um revelando camadas divergentes, não só da obra, mas também das minhas próprias convicções e experiências pessoais. A primeira vez, aos dez anos, eu vi Yuri Jivago como um herói burguês; aos dezoito, sob a influência da ideologia socialista, julguei-o por outros prismas; e, finalmente, na maturidade, o percebi como um homem dividido entre dois amores, refletindo sobre as complexidades humanas, tendo como pano de fundo a Revolução Russa.
Aos dez anos, minha percepção de “Dr. Jivago” foi pintada com as cores da simplicidade infantil. Yuri Jivago, com sua postura nobre, seu talento para a poesia e medicina, emergiu para mim como um herói quase mítico. O luxo sutil de sua vida antes da revolução, contrastando com a decadência ao seu redor, não me parecia uma questão de privilégio, mas de merecimento, diante do que ele representava.
Via nele a personificação do sucesso individual, um farol de civilidade e cultura em meio ao caos que dominava aquele microcosmo. A Revolução Russa, por sua vez, era o pano de fundo dramático, uma tempestade que desafiava o protagonista a manter sua integridade, sua altivez e posição, frente a uma sociedade profundamente dividida.
Aos dezoito anos, minha visão do mundo estava saturada de ideais socialistas. Reassistindo “Dr. Jivago”, minha empatia pelo personagem principal se transformou em crítica feroz. Enxerguei Jivago não mais como herói, mas como um símbolo da burguesia, cujos dilemas pessoais pareciam triviais frente às lutas coletivas daqueles que a revolução pretendia emancipar e empoderar como seres sociais.
A poesia e o amor, outrora elementos de beleza universal, agora me pareciam indulgências de quem tinha o privilégio de ignorar a luta de classes. A Revolução Russa, em minha interpretação juvenil e até inocente, era o despertar necessário, e Jivago, com sua hesitação e falta de compromisso político, uma figura obsoleta. Enquanto um sofrimento inominável se desenrolava, ele estava envolto em temas menores, sentimentalismos indefinidos e fúteis.
Na maturidade, minha compreensão de “Dr. Jivago” e de seu protagonista se aprofundou significativamente. Percebi Yuri Jivago não como herói ou vilão, mas como um homem profundamente humano, cuja verdadeira batalha era interna.
Os dilemas amorosos, antes vistos como fraquezas e futilidades, revelaram-se reflexos das contradições que todos enfrentamos. A divisão de seu coração entre Tonya e Lara simbolizava a eterna luta entre o dever e desejo, entre o conforto do conhecido e a paixão pelo desconhecido.
Nesta fase, a Revolução Russa ganhou novas camadas de significados pessoais para mim. Entendi que, além de ser um evento político e social, ela representava as mudanças inevitáveis que todos nós enfrentamos, as revoluções internas que desafiam nossas crenças e valores. Jivago, com sua relutância em abraçar a causa bolchevique, não era mais apenas um símbolo de apatia política, mas um indivíduo tentando preservar sua humanidade em um mundo que exigia escolhas impossíveis e que relegava o eu e suas complexidades ao nada.
REFLETINDO DE MANEIRA BREVE e rasa sobre essas três visões de “Dr. Jivago”, percebi que cada uma delas captura verdades essenciais, não só sobre o filme, mas sobre a natureza humana e a sociedade de cada tempo. Na infância, vi a importância do indivíduo; na juventude, a força do coletivo; e na maturidade, a complexidade das importantes escolhas pessoais em contextos históricos amplos.
Talvez a questão não seja qual análise é a mais correta, mas como cada uma reflete um estágio de compreensão e empatia sobre o filme e o personagem que lhe dá o nome. “Dr. Jivago” é uma obra rica e multifacetada, que oferece diferentes significados a diferentes espectadores, em diferentes momentos de suas vidas. O verdadeiro poder do filme, e de qualquer grande obra de arte, reside em sua capacidade de nos fazer refletir, questionar e, por fim, obter algum nível de crescimento pessoal.
A maturidade, e também problemas de saúde, me ensinaram que a vida, assim como a história, raramente oferecem respostas simples. Yuri Jivago, com suas fraquezas e contradições, é um lembrete de que, em meio às grandes narrativas da história, existem histórias pessoais de amor, perda e buscas por significados próprios da condição humana. E talvez seja na apreciação dessas histórias “menores” que encontramos nossa maior humanidade.
Veja e reveja o filme, na fantástica interpretação de Omar Sharif, Julie Christie, Geraldine Chaplin e Alec Guinness. Imperdível em qualquer época da vida.
Inácio Rodrigues é bacharel em direito e delegado da Polícia Civil do RN
*Baseado no romance de Boris Pasternak, Dr. Jivago é um médico e poeta que inicialmente apoia a revolução Russa, mas, aos poucos, se desilude com o socialismo e se divide entre dois amores: a esposa Tania e a bela plebeia Lara. Lançado em 1965, a fita teve direção de David Lean e trilha sonora de Maurice Jarre. Ganhou cinco Oscars, nas categorias de Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Direção de Arte – A Cores, Melhor Fotografia – A Cores, Melhor Figurino – A Cores e Melhor Trilha Sonora.
Faleceu no Hospital da Hapvida Mossoró à madrugada deste domingo (21), sob diagnóstico de “insuficiência respiratória”, a ex-vereadora em duas legislatura Cícera Nogueira de Carvalho. Faria 88 anos no próximo dia 29.
Seu velório acontecerá até às 14h no templo da Assembleia de Deus no bairro Santo Antônio, cruzamento da Prudente de Morais com Jeremias da Rocha, em frente ao Posto Olinda. Após esse horário, seguirá para a Câmara dos Vereadores e ficará até às 16h.
Depois, haverá cortejo para sepultamento no fim da tarde no Cemitério São Sebastião, Centro.
A ex-vereadora deixa quatro filhos: Júlia, Júnior, José Nilson e Jean e uma infindável legião de amigos e admiradores.
Era tia do atual vereador Ricardo de Dodoca (UB).
Pesar oficial
A Prefeitura Municipal de Mossoró emitiu Nota de Pesar pelo falecimento de Tia Ciça. Veja abaixo:
É com profundo pesar que a Prefeitura Municipal de Mossoró, em nome de todos os servidores municipais, se solidariza com os familiares e amigos da ex-vereadora Cícera Nogueira de Carvalho, 88 anos, pelo seu falecimento, ocorrido neste domingo (21).
Tia Cíça, como era carinhosamente conhecida, exerceu o cargo de Vereadora por dois momentos e construiu uma história admirável com seu carisma. Deixa como legado uma belíssima trajetória notada pelo respeito ao próximo, amor e dedicação à família e amigos e relevantes serviços prestados ao nosso município.
Nota do BCS – Minha querida, não tens ideia do abatimento que sofri com essa informação passada logo cedo por seus familiares. Sabes como gostava de ti, como sou grato por sua generosidade. Posterguei visitá-la nas últimas semanas e não cheguei. Até planejei levar um presente, para atenuar os batidos que levaria, pela ausência.
Esse coração largo vai fazer falta a muita gente. Inclua-me nessa lista sem-fim.
Descanse em paz.
Por Marcos Ferreira
Posso afirmar, modéstia à parte, que sou um tipo discreto, apesar da circunferência craniana. Hoje, porém, quero sair um pouco dessa característica e apontar quatro indivíduos, denunciá-los por uma benfazeja conspiração a mim destinada. Isto ainda em virtude da passagem do meu natalício, ocorrida aos 10 de abril. Aproveito o momento para agradecer a todos aqueles que, de um modo ou de outro, não deixaram essa obscura data passar em brancas nuvens, como se diz popularmente. Não deixaram, não.
O dia dos meus anos transcorreu em meio a nuvens bem coloridas, afagos e muito carinho. Gente que eu nem esperava pegou o telefone e me deu os parabéns.
Vejamos se não entrego os “acusados” logo de cara. Vamos protelando um tantinho a revelação dos conspiradores. Sim, meu intuito é fazer um pouco de suspense, bancar o mestre Conan Doyle, mas sem a pretensão (podem crer!) de me comparar ao criador do célebre detetive Sherlock Holmes. De jeito algum.
Bem, acho que não terei como ocultar os nomes dos “acusados” dessa forma, fazendo rodeios em demasia, esgotando a paciência do leitor. Temo que essa estratégia (brincadeira de esconde-esconde) faça com que um Valdemar Siqueira, um Rocha Neto, uma Vanda Jacinto, uma Zilene Medeiros ou um Fransueldo Vieira de Araújo, por exemplo, fiquem entediados com tantas delongas e se interessem por ver apenas o que hoje os talentosos cronistas Odemirton Filho e Bruno Ernesto escreveram.
Obviamente que há outros articulistas deste Blog Carlos Santos não menos interessantes. Pois é, reconheço que o circunlóquio está excessivo, longo por demais. Então cuidemos logo de encurtar a conversa e revelar os envolvidos na conspiração.
Antes, para que a palmatória do esquecimento não me castigue, quero registrar que meu aniversário teve um bolo da melhor qualidade. Foi feito por Natália, boleira de mão cheia. Felizmente não estava coberto de velas miúdas nem com uma plaquinha de número 54 indicando o antes ou o depois de Cristo.
Além do bolo, continuando com as gentilezas, informo que fui surpreendido com outros presentinhos que me deixaram muito contente. É isso. Não tenho porque negar. Senti-me querido, lisonjeado, da mesma forma como me senti com as mensagens nas redes sociais, pelo WhatsApp, nos telefonemas e também da maneira como fez meu querido amigo Elias Epaminondas, que queimou a linha de largada e já me parabenizou uns cinco dias antes no Facebook. A todos sou grato.
Agora, enfim, vamos aos benditos conspiradores: a bancária aposentada Bernadete Lino, de Caruaru; o gramático João Bezerra de Castro, de Parnamirim; e o poeta Francisco Nolasco, este último do País de Mossoró.
Os três, num trabalho de equipe apoiado por Natália, especialmente a partir do olhar sensível de Bernadete Lino, visitaram um tal de Mercado Livre e, quando eu me dei conta, eis que chegou a esta Euclides Deocleciano, 32, nada mais, nada menos que uma lindíssima escrivaninha. Ou seja, Bernadete Lino, atenta a uma crônica com a minha felina Preciosa em cima do meu espaço de escrita (uma pequena banca de plástico), propôs aos demais amigos a aquisição do referido móvel.
Claro que esse gesto me agradou não só pelo aspecto material. Sobretudo pela delicadeza de quem, embora tão longe geograficamente da realidade e do cotidiano deste homem de letras dos cafundós, falou consigo própria e decidiu que mereço algo mais do que uma mesa de plástico apertada para escrever. Por anos a fio, o que não era nenhum segredo, produzi os meus textos em tais condições.
Foi Bernadete, portanto, com o seu olhar atento e bondoso, quem orquestrou a compra desta confortável escrivaninha em que ora redijo estas palavras emotivas. Cada vez mais, ao contrário de tempos outros, vejo que estou cercado por pessoas que me têm sincera estima e benquerer. Assim como Cilene Freitas, amiga e vizinha que me brindou com uma belíssima (permitam mais este superlativo) caneca de louça na qual foi gravada uma foto deste cronista. Tudo feito de modo carinhoso, antecipado, com o nobre intuito de fazer este coração de escriba bater mais feliz.
É muito bom ser lembrado. Mas é ainda melhor não ser esquecido. É possível que o leitor considere que há redundância nessa questão de memória e esquecimento, contudo lhes asseguro que existe uma diferença semântica, algo conotativo. Deixemos isso de lado. Meu aniversário não passou em brancas nuvens, não caiu na deslembrança. Vieram as nuvens coloridas e isso me fez muito bem.
Marcos Ferreira é escritor
“As oportunidades multiplicam-se à medida que são agarradas”
Sun tzu
Mossoró poderá ter este ano, em sua campanha presidencial, a presença de dois protagonistas da política brasileira nos últimos anos. Um, ex-presidente da República. Outro, o atual presidente.
Isso mesmo.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) podem participar de campanha municipal pelas ruas de Mossoró.
Bolsonaro já tem pré-candidato definido: o ex-vereador Genivan Vale (PL).
O petismo, ainda não.
Procura alguém que se disponha a participar da disputa com a legenda ou noutra legenda a ser apoiada.
As duas correntes políticas querem seus respectivos demiurgos puxando votos.
O Potiguar enfrentará neste sábado (20), às 16h, a Seleção de Upanema/RN.
O jogo-treino será realizado no Estádio O Freirão, em Upanema/RN.
Time alvirrubro prepara-se para o Brasileirão da Série D, depois de participação na Pré-Copa do Nordeste e Campeonato Estadual 2024.
O Potiguar terá Série D com chave pesada e por isso tem feito série de contratações. Entre os adversários, os campeões potiguares e paraibanos, respectivamente América e Sousa. Além deles, Santa Cruz de Natal, Iguatu, Treze de Campina Grande-PB, Atlético-CE e Maracanã-CE.
Competição com oito grupos de clubes de todo o país começará dia 28 deste mês. O Potiguar está no Grupo A 3, mandando seus jogos no Estádio Edgarzão em Assú, devido interdição do Estádio Nogueirão em Mossoró, que sofreu sérios danos em fevereiro último, com vendaval que destruiu parte de sua estrutura ainda liberada para público e jogos.
Tudo pronto! Às vésperas do Concurso Público para docentes e técnicos, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) informa à comunidade, em especial aos quase 19 mil candidatos inscritos, que todos os preparativos para a realização do certame seguem o fluxo normal. Impasse judicial que existia comprometendo o certame, acabou sendo desobstruído.
As provas objetivas e discursivas para técnicos e docentes serão aplicadas neste domingo, 21 de abril, em Mossoró, nos turnos matutino e vespertino.
Com relação ao Edital nº 01 de 5 de janeiro de 2024, a decisão liminar acatando parcialmente o Mandado de Segurança impetrado pela Associação dos Docentes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (ADUERN) foi revogada pela 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Mossoró/RN.
A justiça deferiu o pedido de reconsideração da Uern, com base nos argumentos do Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (Idecan), sobre a impossibilidade de divulgar, neste momento, os nomes que irão compor a banca examinadora da prova discursiva.
O entendimento da justiça é o de que a publicação da composição das bancas, na fase de prova discursiva, pode violar o sigilo e a isonomia essenciais nesta etapa, uma vez que é preciso garantir que não ocorra identificação ou contato entre os candidatos e os avaliadores.
Assustam os números dos relatórios regulares da Neoenergia Cosern sobre incidência de raios no RN. Eles estão atualizados. Levantamento da empresa é feito através da Plataforma Climatempo.
De janeiro a março foram registrados 71.601 descargas atmosféricas – com maior incidência nas cidades da região Oeste. Esse número representa aumento de 7,21% em comparação com o mesmo período do ano passado. Apodi lidera com 7.124 raios. Veja abaixo:
Ranking (1º de janeiro a 31 de março de 2024)
Apodi: 7.124 raios
Caraúbas: 5.253 raios
Campo Grande: 5.244 raios
Upanema: 5.222 raios
Santana do Matos: 4.869 raios
Assú: 4.558 raios
Mossoró: 4.396 raios
Gov. Dix-Sept Rosado: 3.940 raios
Jucurutu: 3.373 raios
Caicó: 3.006 raios
Orientações
Busque abrigo tão logo veja nuvens carregadas no céu ou escute um trovão;
Evite colher frutas, legumes ou verduras, abrigar-se ou caminhar perto de árvores;
Não fique próximo a animais e nem ande a cavalo;
Não fique próximo a cercas de arame;
Não fique próximo a objetos metálicos pontiagudos como enxadas, pás e facões;
Não se abrigue debaixo de varandas, barracos e celeiros;
Não caminhe em áreas descampadas;
Não fique parado em rodovias, ruas ou estradas;
Não suba em locais como telhados, terraços e montanhas;
Não tome banho em praia, rio, açude ou piscina durante uma tempestade;
Não utilize equipamentos elétricos ligados à rede elétrica;
Não fale ao telefone com fio ou utilizar o celular conectado ao carregador;
Não tome banho utilizando o chuveiro elétrico.
Em Assembleia Extraordinária realizada na tarde desta sexta-feira (19), o Conselho Superior da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Consuni/Ufersa), elegeu por meio de votação, os nomes que vão compor a Lista Tríplice, para a gestão 2024-2028.
O resultado manteve em primeira colocação os nomes dos professores Rodrigo Codes, para o cargo de reitor e, Nildo Dias, para o cargo de vice-reitor. O futuro reitor teve 22 votos, dos 23 assentos no Conselho Universitário. Um conselheiro faltou à Assembleia Extraordinária.
A votação também manteve o nome da professora e atual reitora Ludimilla Oliveira e da professora Monique Lessa, na segunda colocação e, do professor Jean Berg e Manoel Quirino, na terceira colocação. A partir de agora, o Consuni tem 5 dias úteis para enviar a Lista Tríplice ao Ministério da Educação.
“Espero uma transição tranquila e harmoniosa, pois estamos muito motivados para trabalhar pela universidade”, afirmou Codes, que disse estar confiante em sua nomeação pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão de Mossoró, advogado Kadson Eduardo de Freitas Alexandre, está exonerado. Sua situação ficou insustentável até do ponto de vista legal, depois de ter condenação transitado em julgado (quando não cabe mais recurso algum) por falsidade ideológica.
Lei da Ficha Limpa Municipal de 2012, a partir de proposição do então vereador Lahyrinho Rosado (PSB), sancionada pela prefeita da época, Fafá Rosado (DEM), veda a permanência de Kadson Eduardo no secretariado. A Lei 2.880 de 12 de abril de 2012 é clara, e tipifica que condenação “Contra a economia popular, a fé pública, a administração pública e o patrimônio público” não permite sua continuidade no governo.
Em seu lugar entra a secretária municipal de Finanças Tatiane Paula Leite, acumulando provisoriamente as duas pastas. As duas portarias estão publicadas no Diário Oficial de Mossoró (DOM) deste sábado (20).
Kadson foi condenado por falsificação ideológica em processo iniciado a partir de denúncia do Ministério Público Federal (MPF), em 2016, ou seja, há cerca de oito anos, na Comarca de Pau dos Ferros.
A notícia foi dada em primeira mão pelo jornalista e blogueiro Bruno Barreto, no Blog do Barreto, nessa quinta-feira (17).
Nos autos, o MPF assinala que no dia 29 de julho de 2016, Kadson, como advogado, teria apresentado documento com alterações de informações ao arrepio dos fatos. A demanda corria na 12ª Vara Federal de Pau dos Ferros, tratando de demarcação de terras em Apodi.
Em sua defesa, o denunciado arguiu que “houve falhas no sistema”, tese rejeitada pelo juiz Rodrigo Arruda Carriço.
A condenação de Kadson foi definida em dois anos de prisão e 10 dias-multa em regime aberto. A publicação de trânsito em julgado é do último dia 19 de janeiro de 2023.

Rosalba abraça Bolsonaro, dia 21 de agosto de 2020, em Mossoró, quando ainda era prefeita (Foto: arquivo)
Está por pouco, peinha de nada, o apoio da ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP) à pré-candidatura bolsonarista à Prefeitura de Mossoró.
Tratativas seguem e podem fazê-la embarcar no palanque do pré-candidato Genivan Vale (PL).
A ex-prefeita esperava anunciar em janeiro sua pré-candidatura à municipalidade. Porém, não decolou.
Houve costura para ser a candidata da governadora Fátima Bezerra e do PT.
Teve a crença de que uniria a oposição contra o prefeito Allyson Bezerra (UB), vitorioso contra ela em 2020.
Não fechou entendimento com o petismo e a ideia de candidatura única pelo oposicionismo fracassou.
O Plano B, ou C, é ser cabo eleitoral do bolsonarismo, com quem seu grupo esteve nas campanhas de 2018 e 2022. Portanto, afinidade não falta.
Tratativas seguem.
Aí são outros quinhentos, fala a sabedoria sertaneja.
Vamos tentando retornar à rotina de trabalho e da própria vida.
Crise aguda de ‘sinusite’ tirou o editor desta página do ar, de cena e da órbita original.
Preservada a cabeça.
Gládio à mão; à luta.
Vamos lá.
“É muito importante isto de alguém nos incluir em seus planos de felicidade.”
Antônio Maria
O Centro de Educação Integrada Professor Eliseu Viana (CEIPEV), em Mossoró, vai passar por uma grande reforma. O Governo do Rio Grande do Norte anunciou nessa quinta-feira (18), um investimento de R$ 6,5 milhões na modernização e expansão das instalações.
Promete transformar a instituição em um espaço mais amplo e adequado para a comunidade escolar. O Eliseu Viana tem mais de 50 anos de atividades.
A iniciativa é parte de um compromisso da governadora Fátima Bezerra (PT). Houve cobrança recente de alunos, com vídeo que viralizou em redes sociais.
Detalhes do projeto foram divulgados através do edital de licitação, publicado simultaneamente no Diário Oficial do Estado, Diário Oficial da União e no Portal de Compras Públicas Nacionais. O documento inclui especificações técnicas, desenhos e outros detalhes relevantes para os interessados em participar do processo de seleção.
Nota do BCS – Notícia excelente, que a gente adora espalhar.
O bolsonarismo recalibra estratégia e tática para a disputa municipal em Mossoró. A prioridade do discurso ideológico/antipetista está sendo abandonada.
O foco é confrontar e desconstruir o prefeito Allyson Bezerra (UB). Começou a tentativa de polarizar com ele, puxando-o à planície.
Quanto ao PT, entende-se, vai definhar mais ainda, sozinho. O desgaste corrosivo da governadora Fátima Bezerra (veja AQUI) e o pânico da deputada estadual Isolda Dantas (PT), em ser candidata, falam tudo.
Não compensaria gasto de energia e atenção com o partido, que sequer tem pré- candidato a prefeito e poderá ter um apenas para marcar posição.
Leia também: Em ruínas, Nogueirão é bandeira de pressão oposicionista.
O bolsonarismo aposta em crescimento célere do pré-candidato Genivan Vale (PL), inclusive com adesões de peso. Novidades não faltam para os próximos dias.
Do Blog Saulo Vale
Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT) deu novo prazo para concluir a obra do desvio da BR-304, nas proximidades de Lajes: final do mês de abril.
Antes, a promessa era concluir na quarta-feira passada (17), mas o órgão informou que as fortes chuvas que caíram na região impediram a sua finalização.
“Sobre o desvio, o DNIT informa que as obras estão sendo executadas dentro do prazo previsto. No entanto, em virtude da forte incidência de chuvas na região, o cronograma pode ser revisto.
O Departamento ressalta que está demandando todos os esforços para que a construção do desvio seja concluída até o final deste mês, caso as condições climáticas sejam favoráveis”, disse o órgão em nota.
Entenda
No dia 31 de março uma ponte na BR-304, altura de Lajes, desabou, arrastadas pelas chuvas.
A partir daí, o governo passou a orientar vias alternativas. Parte delas não está em bom estado de conservação, além de tornar o percurso bem mais longe e dificultar o translado de pessoas e produtos na região.
No dia 3 de abril, o ministro dos Transportes, Renan Filho, e a governadora Fátima Bezerra (PT) prometeram entregar o desvio em 15 dias e apresentar um cronograma de obras para restauração da ponte, o que ficou impossibilitado diante da continuidade das fortes chuvas.
Leia também: Obstrução da BR-405 causa grande prejuízo; governo precisa agir
A sucessão municipal em Areia Branca poderá ter surpresas consideráveis, com doses cavalares de emoção. Fiquemos atentos.
O sistema governista não está uníssono e faltam acertos cruciais à marcha na campanha que bate à porta.
Apresentado pelo MDB como pré-candidato à prefeitura, mas inscrito na 25ª hora no PSDB da prefeita Iraneide Rebouças, o vice-prefeito Bruno Filho enfrenta turbulências.
Nada mais posso adiantar, apesar da vontade.


