O grandioso "Auto da Liberdade" não será promovido este ano pelo Governo "Da Gente" (deles). O apoio fianceiro à festa de Santa Luzia também está reduzido à merreca.
Essa são apenas duas das várias medidas para contenção de despesas na Prefeitura de Mossoró, gestão da enfermeira Fátima Rosado (DEM), anunciada ontem. Literalmente descobriram que gastam mais do que arrecadam.
A justificativa para a poda é a "crise mundial", que explodiu no setor imobiliário dos Estados Unidos no ano passado. Só agora, quase um ano depois, Fátima e sua patota descobrem que é preciso fazer algo.
Os bastidores desse desencontro de números na prefeitura não podem ser explicados de forma tão pueril. O nome para o desmanche é mesmo incompetência.
Assentados numa receita estimada para mais de R$ 30 milhões/mês neste exercício, o governo há tempos gasta priorizando a politicalha e o festim. Aluguel de imóveis (muitos que sequer são ocupados) e veículos, terceirizações nebulosas, gastos com festas e desperdícios em obras mal feitas dão o tom do caos.
Agora a patota desdobre que dificilmente vai fechar a conta até o final do ano. É levada a se tocar ainda, porque em 2010 haverá eleições e enxerga necessidade da "máquina" ser azeitada.
Enquanto prefeituras de menor porte, governos estaduais e União criaram há meses programas de acomodação à crise, Mossoró apostou no ufanismo e triunfalismo. O recém concluído "Cidade Junina" foi uma ode ao desperdício cínico.
Só a empresa A-Sim de Pernambuco levou cerca de R$ 3 milhões na "privatização" de lucros da festa. Entrou com o nome e a prefeitura com grana, servidores e estrutura. Como sempre fez.
Este Blog e outras vozes quase inaudíveis há tempos alertavam que seria necessária uma postura parcimoniosa com o erário. A arrogância e despreparo disseram e fizeram em contrário.
As medidas tomadas devem fazer muito pouco pelo combalido cofre público. Estimam uma economia de R$ 1,5 milhão. O grosso das despesas não aparece no que é a princípio listado. É no subterrâneo, que milhões terminam sendo dispersos, sem que a sociedade tome conhecimento.
Quer mais um exemplo? Só a empresa cearense Certa garantiu contrato para terceirizar mão-de-obra que passa dos R$ 6,4 milhões. Outra poderá ser igualmente "licitada" para o mesmo fim, no sentido de amontoar colaboradores da campanha eleitoral do ano passado.
A "Era das Trevas" em que se transformou a gestão está supurando. Não conseguem mais esconder tudo no silêncio da mídia aparelhada. É difícil fazer a defesa de uma administração obtusa, onde poucos se dão bem em detrimento de um município inteiro.
Cometem o crime hediondo de lesa-Mossoró, contra minha cidade.
Volto ao tema com outros ângulos. Aguarde.
























