A visita da governadora Wilma de Faria (PSB) à Escola Estadual Estevam Dantas (Alto da Conceição, Mossoró), onde estão famílias desabrigadas pelo inverno rigoroso, produziu uma cena no mínimo cômica hoje pela manhã.
Resume a realidade atual de Mossoró, desfigurada em vários sentidos. A começar por sua malha viária.
Wilma era ladeada ladeada pela prefeita Fátima Rosado (DEM) e pela deputada federal Sandra Rosado (PSB). Após conceder entrevistas, um circunstante se aproximou da governadora e manifestou uma insatisfação em tom de cobrança.
– Governadora, e essa buraqueira? Vai resolver não?
Com aquele seu jeitão professoral, Wilma apontou a quem deveriam ser feitas as indagações:
– Isso aí é com a Prefeitura. A prefeita está aqui.
Titubeante, mas obrigada a se explicar (justificar, impossível), Fátima replicou com um argumento pueril e própria de um esquete humorístico. Pânico ao vivo:
– Meu filho, isso não é só em Mossoró não.
De imediato, tentou camuflar a queixa com uma acusação implícita: o interlocutor teria sido "pago" para promover o constrangimento. Certamente por adversários.
– Tem nada não; eu sei que ‘meu filho´ recebeu dinheiro pra vir dizer isso. Eu conheço de longe – resmungou a prefeita, com rosto rosado diante da saia justa.
O popular rebateu a insinuação-acusação da prefeita, indignado com sua postura. Ao mesmo tempo, auxiliares de Fátima faziam cordão de isolamento, tirando-a da enrascada.
* Com informações do blog de Julierme Torres (AQUI).
Nota do Blog – A prefeita Fátima Rosado anda mal acostumada. Sempre fechada numa "redoma" no Palácio da Resistência, é blindada para que o povo não chegue ao seu gabinete.
Ao mesmo tempo, só se vê pela mídia aparelhada, que a cobre de elogios hipócritas, a ponto de denominá-la de "competente".
Fora dali, sua claque azul completa o faz-de-conta com coreografias patéticas e gritos histéricos para agrado da patroa:
"Linda, maravilhosa, arrasoooooouuuuu!!"
Por isso que Maria de Fátima estranha quando a sociedade tem a oportunidade de se manifestar.
Porém o mais dramático, é imaginar que toda crítica é paga ou arranjada, jamais seria espontânea. Termina traída pelo inconsciente, que sabe o preço dos elogios.
























