“O máximo de esperteza está em governar sem a força”.
Vouvernagues
Jornalismo com Opinião
“O máximo de esperteza está em governar sem a força”.
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A ascensão ao Tribunal de Justiça do Estado (TJE) do juiz Amílcar Maia (veja postagem abaixo) não é por acaso. Tem forte influência externa.
O ex-desembargador Deusdedith Maia foi o principal eleitor de Amílcar, seu filho.
Mesmo diante de uma concorrência forte como do juiz da Fazenda Pública em Natal, Virgílio Pinheiro, Deusdedith articulou maioria consistente em favor de Amílcar.
Apesar de aposentado da magistratura há pouco menos de cinco anos, Deusdedith continua sendo muito ouvido. É, sem dúvidas, um dos homens mais influentes do RN nos últimos 30 anos. Sua voz pesou na escolha, visto que despontava um favoritismo para Virgílio nos intramuros do TJE.
Quanto ao doutor Virgílio, areia-branquense da gema, em outro momento alcançará uma vaga como desembargador no RN. Disso não tenho dúvidas.
Tem notório saber jurídico, é bem-articulado e praticamente sem arestas.
O juiz Amílcar Maia vai substituir o desembargador Aécio Marinho no Tribunal de Justiça do Estado (TJE). Uma escolha significativa, ocorrida ontem.
O doutor Amílcar é um magistrado de largo conceito entre os judicantes e o meio forense como um todo. Atualmente é titular de uma das varas criminais da capital.
Ele teve passagem pela comarca de Mossoró e é filho de um ex-desembargador, Deusdedith Maia.
Os parabéns do Blog à ascensão.
* Saiba sobre os bastidores da escolha daqui há pouco.
Não é apenas a “Operação Sal Grosso” que propaga polêmica com esse símbolo da economia mossoroense. Tem mais sal e celeuma na área.
Dois importantes grupos empresariais da cidade, o “Líder” e o “Maranata”, travam litígio exaustivo. No centro da questão, negócio que envolve a venda milionária de salinas da Henrique Lage na região de Macau.
O clima de tensão tem se arrastado, sem chegar ainda a bom termo.
Que consigam o entendimento, é a torcida do Blog.
Apesar de imberbe em política e estreante na Câmara de Mossoró, o religioso Flávio Tácito (PSL) pode ser presidente da Casa. Não duvide.
“Flavinho” tem padrinhos fortes e torcida externa de peso, que o credenciam como alternativa a nomes com maior experiência.
De antemão, é bom lembrar que Flavinho teve como tutor em sua campanha, o experiente professor Felipe Caetano. É uma espécie de lugar-tenente e faz-tudo do chefe de Gabinete da prefeita Fafá Rosado (DEM), agitador cultural Gustavo Rosado.
Qualquer pessoa medianamente bem-informada sobre a política mossoroense contemporânea sabe que Gustavo é o “prefeito de fato”. Fafá não “apita” nada. Apenas aparece na foto oficial pendurada nas paredes das repartições municipais.
Vamos acompanhar os acontecimentos.
Alguns nomes da próxima legislatura da Câmara de Mossoró ouvem o “canto da sereia” direto do Palácio da Resistência. Mas precisam ter cuidado.
O núcleo de comando da ala da prefeita reeleita Fafá Rosado (DEM) ensaia apoio a certas pré-candidaturas a presidente da câmara. Tudo da boca para fora.
A mesma versão ou “estímulo” de endosso foi passada para mais de um vereador. A estratégia é alimentar uma sintonia entre o palácio e a base aliada, para evitar alguma surpresa desagradável.
Na realidade, nenhum vereador tem apoio formal ou informal direto. Existem muitas variáveis em discussão, antes da eleição interna da Casa no dia 1º de janeiro.
Até aqui há muita “corda” e pouca consistência nos diálogos.
O palácio age como um encantador de serpente. Ou de serpentes. Está só na "flauta".
Os recém-eleitos vereadores Jório Nogueira (PDT), Lahyrinho Neto (PSB) e Zé Peixeiro (PMDB) ensaiam articulação em bloco. Querem surpreender.
Os três andam conversando, colocando afinidades à mesa e estudam possibilidade de composição à futura legislatura.
Podem representar fiel da balança na eleição à Mesa Diretora, logo no dia 1º de janeiro de 2009, quando também tomarão posse.
Afirmar se houve ou não fraude na gravação em que uma voz é atribuída ao capitão Alessandro Gomes (veja matéria abaixo), é precipitado. O caso promete render.
Se houver confirmação de inocência do militar, com sua voz forjada, será preciso levar à responsabilidade e punir os culpados pelos ilícitos.
Estaria ocorrendo litigância de má-fé? Os dirigentes da coligação “Força do Povo”, que abrigou a candidatura à reeleição de Fafá Rosado (DEM), participara dessa suposta simulação em que nível?
Se algumas das testemunhas arroladas são processadas por estelionato e outros deslizes, isso não é relevante à elucidação do que é denunciado.
O mafioso Tomaso Buscheta levou à cadeia promotores, juízes, políticos, empresários etc na “Operação Mãos Limpas” na Itália, mesmo sendo um dos mais perigosos e procurados mafiosos do mundo. Seus depoimentos foram acatados como provas cabais, não obstante a longa ficha criminal.
Outro ângulo a ser analisado, caso se confirme a adulteração, é quanto à própria política: até aonde vai o limite para se ganhar uma eleição?
Se entre Rosado do A e do B tudo pode acontecer, imagine o perigo que nós, pobres mortais corremos. Estamos a perigo.
Podemos ser vítimas de crimes forjados, com o intuito de desmoralização e combate a quem seja uma ameaça ou incômodo.
Cada um de nós e a sociedade precisam estar atentos a esse caso. Não estamos diante tão-somente de um hipotético “crime eleitoral”.
Há algo de muito mais pobre no reino dos corados.
A fera está viva
Os tentáculos da "Operação Hígia" vão fazer novas evoluções. Nos próximos dias teremos mais novidades.
A investigação da Polícia Federal, a partir de trabalho do Ministério Público Federal, ensejou a prisão de várias pessoas, que estariam supostamente desviando recursos do estado.
Decifra-me ou te devoro.
Em diversos depoimentos oficiais e à imprensa, o capitão Alessandro Gomes é enfático: não é sua a voz, em que supostamente estaria praticamente crime eleitoral.
Essa é a base de sua defesa, sobre a acusação da coligação “Força do Povo”, protocolada no dia 17 do mês passado, pedindo a cassação da então candidata a prefeito Larissa Rosado (PSB) e do seu irmão e concorrente (eleito) à Câmara de Vereadores, Lahyrinho Neto (PSB). O processo tramita na 34ª Zona Eleitoral.
Diante desse impasse, as dúvidas devem ser definitivamente dirimidas com o resultado da perícia a ser feita nas gravações, depoimentos de testemunhas e acareações. Tome tempo.
O áudio aponta para deslize funcional do militar, como dirigente em Mossoró do Departamento de Polícia Rodoviária Estadual (DPRE).
Se Gomes provar sua inocência, o caso não deve ser dado por encerrado. É possível e necessário que tenha outros desdobramentos, visto que está em jogo não apenas aspecto de uma disputa eletiva.
Há indícios de diversos crimes, sendo ele culpado ou não
* Aguarde o complemento deste comentário.
O empresário Marcos Rosado, o “Marquinhos Churrasco” (PR), eleito recentemente para vereador em Baraúna, é pré-candidato a presidente da câmara. Está no páreo.
A postulação de Marquinhos não agrada ao governismo, que tem todos os nove vereadores da futura Casa em sua base.
O prefeito reeleito Aldivon Nascimento, que tenta demovê-lo da idéia, enfrenta outra dificuldade: A ala comandada pelo grupo do ex-prefeito Gilson Oliveira (PSB), marido da vice-prefeita Luciana Oliveira (PSB), também articula outro nome.
Ou seja, o governo é unanimidade, mas não é "uno" na Câmara de Baraúna.
Será uma constante nos próximos anos. Anote.
Depois de enfrentar o câncer por longo período, o industrial João Melo de Oliveira (J.Melo) morreu na madrugada de domingo (19).
A mídia e a sociedade ignoram tudo. Somos infames. A prioridade é festejar os "vivos" (aqui, sinônimo de "sabido"). Não faltam aplausos, títulos e saracoteios para muita gente que nunca bateu prego em barra de sabão, jamais ousou ou sequer tem biografia real.
O sepultamento de João Melo aconteceu à tarde de domingo, no Cemitério São Sebastião em Mossoró. Sua missa de sétimo dia será sábado (25), às 17h, na Igreja de São José.
João Melo foi um dos pioneiros no beneficiamento da castanha de Caju e outras iniciativas, prosperando entre os anos 70 e 80. Depois de insolvência, há algum tempo vinha retomando ímpeto, através com a indústria de óleos Ortal – ao lado de um dos filhos.
Que descanse em paz.
O tradicional Café Bagdad no Liberdade Shopping em Mossoró, com nova roupagem, promoverá um “happy hour” (que expressão bonita, hein?!) amanhã (quinta, 23), às 18h. Convite recebido, convite aceito. Sucesso.
A “Coleção Mossoroense” da Fundação Vingt-un Rosado mantém aberto até o dia 21 de novembro o projeto “Rota Batida”. A iniciativa chega à terceira edição, devendo premiar autores de crônicas, poesias, contos, romances e trabalhos acadêmicos. Saiba mais através deste fone (84) 3312-2675.
Obrigado à leitura deste Blog ao estudante universitário Beto Segundo Rosado, odontóloga Sandra Raíssa e advogado Breno Vale.
A construtora Repav entregará nessa quinta (23), o Centro Empresarial Caiçara (onde funcionou o Cine Caiçara), à Rua Alfredo Fernandes, centro de Mossoró. O prédio tem 13 andares e só peca, muito, pelo fato de não nos ofertar as prometidas e anunciadas duas salas de cinema. Sucesso a todos os condôminos e empreendedores.
Creio que é acertada a reforma administrativa, em gestação, na Prefeitura de Mossoró. Faltam seu “organograma” e essência gerencial para melhor avaliação.
O atual modelo tem oito anos de vida. Foi concebido pela então prefeita Rosalba Ciarlini (DEM) ao final da década passada, sob a assinatura de uma equipe comandada pelo competente economista Obery Júnior, que era seu secretário do Planejamento.
Temos quase uma década com esse perfil sistêmico, que na prática não se revelou funcional, nem ágil.
A criação de uma super-secretaria (Cidadania) deu excesso de poder e de ônus a seus ocupantes, mas embaraçou pastas vitais como Saúde e Educação. Também produziu secretários de primeira e segunda classe, não obstante obrigações isonômicas. Uma cizânia permanente.
Entretanto é preciso que seja feita uma ponderação: nenhuma estrutura administrativa será aprovada, com a sustentação de vícios desde sua montagem ao funcionamento. Tudo precisa estar sincronizado e sob certos valores.
Sem quadros competentes, comprometidos e comando firme e focado, nada prosperará. Compadrio pernicioso, afagos politiqueiros e incompetência epidêmica atrapalham qualquer grupo administrativo.
A decisão de mudar pode acertar ou não, lógico. A intenção de mudar o que está precário merece incentivo prévio. Ei-lo, de minha modesta parte. Porém mudar por mudar é a mesma coisa de um giro de 360 graus.
Reeleita para mais quatro anos de mandato, Fafá terá que ficar até o final de governo no poder (em 2012), quando não terá mais direito a outra reeleição. Saindo antes, acaba cedendo cadeira à Ruth Ciarlini (DEM), vice-prefeita com quem não tem a mínima afinidade, além de ser irmã da senadora Rosalba Ciarlini (DEM).
Afastada de um mandato eletivo, precisará de uma teia de sustentação para voltar à tona adiante, com uma postulação a deputado estadual ou federal. Também pode pavimentar caminho outra vez à prefeitura, quatro anos depois.
Nesse interstício, será fundamental que existam ainda fios condutores à sua imagem. Isso precisa ser obtido com outros mandatos e montagem de um elenco de militância com vínculo de fidelização.
Os mandatos tendem a ser perseguidos pelo marido Leonardo Nogueira (DEM), atual deputado estadual, além do filho Jerônimo Rosado, conhecido em sua patota como “Jerônimo Fusca”. Ele seria candidato a deputado estadual e o paia saltaria à Câmara Federal em 2010.
Manter uma equipe predominantemente associada à senadora Rosalba Ciarlini, é perpetuar dependência e a condição de penduricalho do esquema da sua antecessora. Elementar. Não ter a ambição por novos mandatos, é ainda pior.
Gustavo Rosado – lider da facção de Fafá – quer se capitalizar mais ainda ao lado de sua ala familiar e de próceres. Para isso, sabe que não dá para ser mais um. É fundamental ser “top de linha”, com autonomia.
Sob o comando do agitador cultural Gustavo Rosado, que é chefe de Gabinete e irmão da prefeita, o governo é travado e adota uma visão reducionista. O acúmulo de cargos há vários meses, em certas pastas, revela como os aliados são desprestigiados.
Quem mais grita é o PMDB, sempre choramingando à cata de alguma indicação, mas tratado com esnobismo. Não é falta de quadros nem de espaços.
José Anselmo acumula a Secretaria do Planejamento com a Procuradoria do Município, Kátia Pinto acumula a Secretaria da Gestão Territorial e Ambiental com a Gerência da Infra-estrutura (que estava com Yure), Francisco Carlos acumula a Secretaria da Cidadania com a Gerência da Educação e por aí vai.
Na prática, aliado – de joelhos encardidos – só têm utilidade para fazer reverência e jogar incenso.
Bem feito.
A assistente social Fátima Moreira foi ejetada da Gerência Executiva da Ação Social, enquanto o Engenheiro Yure Tasso foi exonerado da Gerência Executiva da Infra-estrutura.
Fátima é mulher do advogado Álber Nóbrega, titular da Gerência de Compras da prefeitura e Yure é marido da engenheira Kátia Pinto, secretária municipal da Gestão Territorial e Ambiental.
Kátia vai acumular sua pasta com a que fora do marido e Kalynne Rêgo Morais fica no espaço de Fátima Moreira.
Yure e Fátima têm ligação de trabalho e política com a senadora Rosalba Ciarlini (DEM). Desde seu primeiro governo municipal (1989-1992) eles compunham equipe de confiança na Prefeitura de Mossoró, primeiro com a própria Rosalba (três gestões) e agora com Fafá Rosado.
Ele assegura que o papel do seu partido será de respeito à futura governante e à forma como ele pretende formar sua equipe à frente da Prefeitura do Natal.
Saiba mais AQUI.
No Jornal de Fato de hoje, por exemplo, página 3, o jornalista Neto Queiroz, editor do Correio da Tarde, repassa detalhes sobre projeto de reforma administrativa da gestão da prefeita Fafá Rosado (DEM). É quem passa oficialmente a notícia.
Ele foi assessor de imprensa da governante, em recente campanha eleitoral. Agora fala em caráter institucional – numa postura incomum bizarra – como se fora secretário, apesar de Skarlack ainda sê-lo de direito.
Nota do Blog – Carlos Skarlack fez por onde chegar a essa humilhação. Pedindo para sair, ficaria menos feio e iníquo.
De origem simples, transformou-se em secretário por esforço próprio e ligação com o empresário Tasso Rosado (irmão da prefeita), que o indicou para o cargo. Porém fez da pasta uma usina de escândalos (alguns impublicáveis).
Empavonou-se com o cargo, perseguiu por sadismo e vassalagem antigos colegas de profissão, além de promover privilégios que beiram à associação para o crime.
Tinha tudo para fazer do cargo um acontecimento de relevo biográfico. Perdeu a chance. Fica como acréscimo de prontuário, tão-só.
Será lembrado como neologismo, o verbo "skarlacktear". Sinônimo de "como não se deve ser secretário de Comunicação”.
Caro Carlos Santos, como um dos incentivadores do movimento "Reage, Mossoró", lamento profundamente a ausência de atividades no decorrer desses últimos meses.
Acredito que o movimento se reeguerá e organizará uma grande atividade para marcar um ano da "Operação Sal Grosso". O povo "cassou" nas urnas nove vereadores acusados, mas ainda faltam quatro e essa etapa cabe à Justiça fazer justiça!
Abraços, Íbero Hipólito.
O “Dia da Poesia” nessa segunda (20), em Mossoró reuniu uma série de artistas à noite, na Livraria Siciliano (West Shopping). Música e poesia, claro, marcaram a confraria.
A TV Cabo Mossoró (TCM) em breve estará lançando serviço adicional. Será o fornecimento de acesso à Internet pelo sistema de cabeamento. Trata-se de uma iniciativa ótima, visto que o serviço onde funciona é de boaqualidade. Sucesso.
Continue participando, dando sua opinião, acrescentando informações, promovendo reparos e, se possível, saudando algum registro feito por este endereço. Aqui é um foro aberto, dentro das Regras do Blog (veja aí ao lado).
Logo também retomo as postagens.
Aguarde.


