
Jorge Messias e Davi Alcolumbre tiveram encontro antes da votação (Fotos: Wilson Dias e Lula Marques/Agência Brasil)
Do Canal Meio e outras fontes para o BCS
Se, no passado, as sabatinas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado de indicados ao Supremo Tribunal Federal (STF) eram quase protocolares, em tempos de polarização elas viraram campos de batalha. E Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vai enfrentar a sua arguição na manhã de hoje com uma desvantagem adicional: a irritação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
O senador não gostou nada da revelação pela colunista Mônica Bergamo de que ele se encontrou com Messias durante o fim de semana na casa do também ministro do STF Cristiano Zanin. Alcolumbre disse a aliados que foi pego de surpresa pela presença do indicado e que o cumprimentou formalmente, ignorando suas tentativas de conversar sobre a sabatina. (Folha)
O governo não quer correr o risco de Messias ser rejeitado pela CCJ e entrou pesado, articulando a substituição de integrantes da comissão. Sérgio Moro (PL-PR), contrário à indicação, foi substituído por Renan Filho (MDB-AL); e Cid Gomes (PSB-CE), que não declarara seu voto, deu lugar a Ana Paula Lobato (PSB-MA).
Com a manobra, a expectativa é de que Messias tenha 16 votos, dois a mais que o mínimo necessário. Depois virá a disputa por 41 votos no Plenário, mas o Senado não rejeita um indicado ao STF desde 1894. (CNN Brasil)
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