Confesso que não li tudo. Nem podia.
Apesar de muitos pensarem que o são, não encontro ninguém com poderes para reivindicar a faculdade de tanger qualquer indivíduo, para fora dos limites de Mossoró. Mesmo desafetos pessoais ou familiares.
Há tempos que não via um debate tão inócuo e chinfrim, quando podia esperar algo mais asséptico e relevante de ambos, sobretudo do Marcos, que conheço mais de perto. Tem enormes valores, além de vários defeitos. É meu amigo assim, enquanto quiser. Até porque não possuo ex-amigos.
Com o Igor não tenho convivência. Vale-me em especial, pelo respeito que tenho ao pai. Carente de lideranças, Mossoró sente sua falta.
Só me reporto a essa pinimba, porque tive o nome citado respeitosamente por ambos. O que agradeço.
Como não é do meu feitio ficar calado, sobretudo diante de tamanho besteirol estéril, meto a colher. Sem profundidade, para também não contribuir mais ainda à propagação dessa catinga – regada à intolerância bilateral.
A discussão é própria de lavandeiras do beiço do rio e de meninas do serralho da beira do cais, com todo o respeito às trabalhadoras desses ambientes. Elas costumam ser mais equilibradas e dignas na exposição de suas diferenças.
Nauseante, baixo e ridículo tamanho desperdício de neurônios, tão raros à cidade. Mossoró espera mais dos senhores. De nós, ditos homens livres. Isso é chulo.
Numa terra onde imperam o senso comum e o consenso, inventaram "democracia sem disputa" e "capitalismo sem concorrência", até seria meritório o debate, desde que alicerçado em algo relevante e um pingo de respeito a outrem. Nesse episódio, há uma dialética pejorativa e sem vencedores.
Os duelistas estão derrotados pela cumplicidade da cólera com a burrice. Parecem combinados. Despencam abraçados.
Mossoró está submersa na desinteligência epidérmica, no servilimo torpe, na omissão coletiva e nesse tipo de bate-boca periférico. Com tantos temas para discutirmos e ajudarmos na construção de um coletivo crítico, não podemos nos prender a essa bizarrice.
Por isso é que insisto em minha tese: o único lugar onde há disputa honesta em solo mossoroense, é no Nogueirão. Nunca vi Potiguar e Baraúnas em arranjados ou simulações promíscuas.
De minha parte, todo e qualquer lengalenga desse porte, terá o destino que já dei aos e-mails sobre esse caso que exponho e outros tantos: o lixo. Não vou incentivar nem escolher lado, em qualquer discussão que reivente a catilinária do jornalista Canindé Queiroz, em sua fase final de produção. Chega.
Como se diz por aí: "Tô fora!"
Quem levanta a voz está errado. Quem baixa o nível desce com ele.

























