terça-feira - 04/03/2008 - 00:00h

Wilma recorre à decisão do TSE que a atinge

A governadora do Rio Grande do Norte, Wilma Maria de Faria (PSB), protocolou recurso (Ag/Rg no Respe 26448) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ela pede ao ministro Cezar Peluso que reconsidere a decisão na qual se determinou ao Tribunal Regional potiguar (TRE-RN) que julgue ação que trata da sua responsabilidade por propaganda institucional irregular nas eleições 2006.

No último dia 21 de fevereiro, o ministro Cezar Peluso deu provimento parcial ao Recurso Especial (Respe 26448) interposto pela Coligação "Vontade Popular" (PMDB/PFL/PP/PTN), adversária da governadora reeleita.

Determinou ainda que a corte regional investigue a responsabilidade da governadora na divulgação de placas em época proibida.

Saiba mais AQUI.

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segunda-feira - 03/03/2008 - 23:56h

TSE nega provimento a recurso para cassar Rosalba

O ministro Caputo Bastos (foto), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou seguimento a Recurso Especial (Respe 27057) ajuizado pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) do RN. Visava cassar a senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN).

O partido acusou a senadora de propaganda eleitoral irregular veiculada em emissora de rádio no dia 20 de julho de 2006. A propaganda teria ferido o artigo 44 da Lei 9504/97 (Lei das Eleições), que veda a veiculação de propaganda paga.

Saiba mais AQUI.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
segunda-feira - 03/03/2008 - 23:41h

O velho rock and roll

Com a justificativa de "acompanhar as crias", os casais vice-prefeita Cláudia Regina-Wagner e anestesiologista Ronaldo Fixina-obstetra Verônica foram vistos em pleno "Parque Antártica" em São Paulo, no domingo (2).

Nada, nadica de jogo de futebol. O estádio do Palmeiras recebia a "Donzela de Ferro": Iron Maiden, para os íntimos do pesado rock britânico – há mais de 30 anos na estrada.

Pelo o que ouvi de relatos – fidedignos, Fixina foi quem mais arrepiou em meio a mais de 40 mil pessoas regidas por Bruce Dickinson e a caveira Eddie.

Salve o velho rock and roll.

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segunda-feira - 03/03/2008 - 22:50h

Gerais… Gerais… Gerais… Gerais…

Confirmado para o período de 24 a 26 deste mês, o I Encontro Potiguar de Escritores, promoção da União Brasileira de Escritores do RN. Será no Auditório Desembargador Floriano Cavalcanti, do Tribunal de Justiça do RN (TJE), a partir das 9h.

Não é boa a saúde do contabilista Ivo Silva, que tem atuação há décadas em Mossoró. Ele está internado na UTI do Hospital Natal Center na capital. Há pelo menos 30 dias saiu de Mossoró com quadro clínico sem um diagnóstico conclusivo. O quadro piorou. Que se recupere.

Obrigado à leitura deste Blog a Roberto Miranda (Natal), professor-escritor Clauder Arcanjo (Mossoró), que hoje aniversaria, além de  secretário estadual do Planejamento, Vagner Araújo.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
segunda-feira - 03/03/2008 - 15:11h

Festa de Fafá é louvação à “Manocracia”

Todos os vivas hoje são para a prefeita mossoense Fafá Rosado (DEM). Aniversaria nesta segunda (3). Merece os cumprimentos de todos, de qualquer matiz política.

Como mãe, filha, amiga e esposa os relatos que ouço atestam seu valor. Assino embaixo, em face da origem múltipla dos depoimentos colhidos.

A crítica sistemática que faço, é à condição de agente político. Um fracasso. É inapta.

Fafá extraviou as expectativas criadas em torno de seu nome, transferindo – sem outorga popular, o poder de gerir uma cidade com quase 250 mil habitantes e receita superior a R$ 1 bilhão (em quatro anos), para o mano caçula – o agitador cultural Gustavo Rosado. Uma irresponsabilidade que custa caro a Mossoró. Esse, meu Deus, sequer tem profissão definida. Está chefe de Gabinete. Cargo, nunca ofício.

Apesar de Rosado, com tudo à mão, apolíneo e mimado em quase 50 anos de vida em Mossoró, Gustavo aboletou-se na prefeitura para expelir arrogância represada e ratificar despreparo continuado. É uma lástima. Em uma de suas aparições mais relevantes, fora expurgado da presidência da Fundação de Cultura pelo próprio tio, então prefeito Dix-huit Rosado, em 1993. Nem vou detalhar o porquê.

O resultado dessa anomalia gerencial, qualquer pessoa medianamente bem-informada, conhecedora da realidade local e sem amarras politiqueiras, pode atestar: um caos. Não existe uma obra municipal dentro do cronograma; pagamentos a fornecedores e prestadores de serviço vivem sob atraso e até a folha de pessoal esteve ameaçada.

No campo moral, é melhor nem nos aprofundarmos em comentário.

Costumo dizer que Fafá vive tão alheia à função, que é "inimputável." Quem termina condenado é o povo, sobretudo o mais pobre e sem instrução ou discernimento. Credite-se uma parcela de culpa considerável a esse quadro, à senadora Rosalba Ciarlini (DEM) e ao seu marido, o ex-deputado estadual Carlos Augusto (DEM). Eles venderam à sociedade a ex-adversária e prima como a "continuidade."   Não podem se eximir de responsabilidade.

Quem escala é responsável. Do futebol à política.

Na "seleção natural" para apoio em 2004 à prefeitura, prosperou a teoria "rosadocêntrica" de ver Mossoró. O mundo deve girar em torno deles. Apostaram em Fafá como "inocente útil", a fim de manipularem a administração de fora para dentro. Acertaram no estratagema pela metade. 

A prefeita não manda em patavina.

Mas não é o casal que a faz de marionete, inacessível à maioria, numa sala do Palácio da Resistência. "Fátima" é refém da própria familia, que precisa dela na cadeira de prefeito, sorrindo sem cessar. As coisas estão dando certo para eles e agregados.

Sempre "pioneira", Mossoró assiste à formação de um novo verbete da Ciência Política: a "Manocracia". É a mistura do grego "cracia" (poder) com o latim "mano" (irmão). Governo de irmãos. Seu "aperfeiçoamento" leva uma corriola ao alcance de outro estágio: a "Timocracia" – sistema de governo controlado por ricos (novos ricos, no caso).   Nós pagamos a conta do "Governo Da Gente."

Definitivamente, a empresa pública se transformou num bem familiar.

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segunda-feira - 03/03/2008 - 14:47h

Só Pra Contrariar

"Afundações"

Será que existe alguma fundação ligada a vereador, ex-vereador ou parente de vereador, recebendo recursos de convênios com a Prefeitura de Mossoró?

Em ano eleitoral, essas relações costumam ser muito estreitas. Dizem que a vocação de benemerência de muitas instituições "filantrópicas" é fácil de ser notada, em qualquer investigação superficial.

Decifra-me ou te devoro.

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  • Art&C - PMM - Abril de 2026
segunda-feira - 03/03/2008 - 10:27h

Caso Banco Mossoró tem relatos de webleitores

Publico abaixo dois e-mails chegados agora pela manhã, de fiéis internautas. Ambos dão visões distintas e apresentam relatos sobre a postagem "Órfãos do Banco Mossoró", veiculada pela madrugada desta segunda (3).

Veja-as:

Caro amigo Carlos Santos. Estive no Banco Central, superintendência do Recife-PE, em dezembro de 1999, com o chefe de subunidade Gilberto Souza de Vasconcelos, denunciando um resultado de balanço fictício, "fabricado" para tentar justificar o não pagamento dos processos trabalhistas ref. as nossas indenizações recisórias.

Não obtive êxito.

Posteriormente, em fevereiro de 2004, fui a superintendência da Polícia Federal em Natal-RN, onde prestei depoimento ao delegado Paulo Sidney Leite de Oliveira, em duas laudas, relatando todo o processo de falcatruas do grupo HUDSON.

Recebí orientação do superintendente Augusto César de Oliveira Serra Pinto para procurar na delegacia da PF em Mossoró, o delegado Adauto Jr. Realizamos uma reunião na 2ª Vara de Justiça do Trabalho em Mossoró, eu, o delegado Adauto Jr. e o Dr. Germano Silveira de Siqueira, juiz titular daquela vara de justiça do trabalho.

Naquela oportunidade, o Dr. Germano fez uma explanação com documetos, inclusive, de todas as peraltices praticadas pelo metor do grupo, MÁRCIO TIDEMANN DUARTE. O delegado Adauto Jr. ouviu os comentários, analisou alguns documentos, disse que iria tomar as providências cabíveis mas, até o presente momento, NADA!

Talvez, se tiver uma oportunidade de uma audiência com DEUS, eu consiga a justiça divina, porque a justiça dos homens, só vale para quem tem $$$. Tenho dito!

Togo Ferrário Leite.

Carlos, só um reparo: As recisões trabalhistas de todos os funcionários foram pagas. O que falta receber refere-se a ações dos planos Verão, Bresser e Collor, ganhas pelo Sindicato dos Bancários, mas que por falta de bens localizados, não concretizou-se a execução. Apenas o prédio foi a leilão em favor dos funcionários.

Frise-se que estes planos nem todos os trabalhadores, incluindo-se os bancários, receberam.

Jorge Augusto.

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segunda-feira - 03/03/2008 - 01:02h

Atrás do trio-elétrico

Areia Branca continua insuperável. Na alegria ou na tristeza, sempre tem festa.

Um vistoso trio-elétrico estacionou por lá no final de semana. Pelo o que me sopraram, aguarda sinal verde do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para promover arrastão em favor do retorno do agrônomo Manoel Cunha Neto – Souza (PP) à prefeitura.

Falta publicação no Diário Oficial do acórdão (decisão do colegiado) que julgou recurso favorável à volta do prefeito cassado à municipalidade, na terça (26). 

Mas nunca é demais pleitear: é nobre o vencedor que sabe respeitar os vencidos.

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  • Art&C - PMM - Abril de 2026
segunda-feira - 03/03/2008 - 00:56h

“Órfãos” do Banco Mossoró

No dia 3 de março de 1995, portanto há 13 anos, era vendido o BM & S (Banco Mossoró), um símbolo da pujança e orgulho mossoroenses. Mas a história não está completa.

Desde então, o enredo é um jogo de gato e rato, encolhe-estica e de empurra-empurra.

Cerca de 54 ex-funcionários do banco, que terminou comprado e extinto pelo grupo paulista Hudson, aguardam indenização trabalhista. Necas. Até hoje.

O BM foi "morto" em 1996.

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segunda-feira - 03/03/2008 - 00:21h

Letra e Música – 14

Que semana surpreendente! Feita em dores e flores.

A angústia de testemunhar e sofrer, também, com a despedida de "Vitória Gabriela". Apenas um bebê em seus 37 dias de vida terrena. Alegria de renovar uma ponta de esperança no homem, com a mão poética e escatológica de Augusto dos anjos: A mão que apedreja, pode afagar?

Mundo dual.

Recorro à poesia de Oswaldo Montenegro, numa produção com mais de 30 anos. "Metade" é uma parte de cada um de nós.

Boa semana. Um abraço, saúde e paz.

Metade

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio.

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida

Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Porque metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar

Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor

E a outra metade também.

* Ouça o áudio AQUI.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 02/03/2008 - 22:32h

O coletivo seqüestrado: criminalidade e política criminal

Recentemente, uma das Varas da Comarca de Mossoró/RN expediu uma ordem (carta precatória) para que uma pessoa fosse intimada na favela do Borel, Rio de Janeiro. Surpreendentemente, o documento foi devolvido sem cumprimento, tendo o oficial de justiça certificado que a favela é local de "altíssima periculosidade, onde ocorrem constantes conflitos armados entre policiais e traficantes de drogas, sendo INACESSÍVEL a serventuários da justiça".

Esta não é a primeira vez que tomo conhecimento de certidões como esta emanadas pelos oficiais de justiça do Rio de Janeiro. O episódio revela que o Estado perdeu o controle de certos espaços públicos.

Não é de espantar que parte da sociedade carioca apóia a ação oficiosa de justiceiros.

Não podemos esperar que o sistema punitivo público seja eficiente, se o Estado não consegue sequer realizar um mísero ato de intimação civil numa favela. No Estado Democrático, o monopólio da violência tem que estar nas mãos do Estado, mas estamos percebendo que o próprio Estado está refém da criminalidade. Na verdade, a certidão do agente público apenas vem confirmar uma realidade: a de que a sociedade vive em cárcere privado.

Para a solução do problema, já deveríamos ter compreendido que o uso maciço do sistema penal não tem sido a medida mais eficaz. Aliás, não mais existem grandes idéias salvadoras para o problema da sociedade seqüestrada, ou seja, o modelo penitenciário estabelecido não é capaz de mudar o homem.

No seio da sociedade pós-moderna, cabe firmar-se a idéia de que não mais é possível estabelecer grandes sistemas para modificar o homem. O marxismo e tantas outras teorias humanas, como até mesmo o cristianismo, pensaram assim. Tiveram algum sucesso, é verdade, mas não conseguiram atingir o seu intento em escala mundial.

Enquanto Rousseau entendia o homem como o bom (inocente) por natureza, sendo o meio responsável pela sua corrupção, entende Hobbes e o filósofo pré-marxista Pierre-Joseph Proudhon (só para ficar com esses dois) que o homem é naturalmente perverso. "O homem é mau, mau sem desculpa", diz Proudhon ("Sistemas das Contradições Econômica ou Filosofia da Miséria", 2007, p. 345.

Acredita ele, no entanto, que o homem é "racional e livre, suscetível de educação e de aperfeiçoamento" (p. 359). Como o cristianismo, Proudhon pensa que "o homem é, por sua natureza, pecador, isto é, não essencialmente malfazejo, mas antes mal feito, e seu destino é de recriar perpetuamente em si mesmo seu ideal" (p. 360). Por isso, explica, "os grandes mestres da humanidade, Moisés, Buda, Jesus Cristo, Zoroastro, foram todos apóstolos da expiação, símbolos vivos da penitência" (p. 360).

O marxismo e o cristianismo também pensaram assim, sendo este o modelo que ainda vigora com relação ao sistema punitivo. Hoje, os grandes modelos do pensamento humano deixaram de ser objeto de reflexão da filosofia. Todos os sistemas das "grandes idéias" estão em crise ou falidos.

Não há modelo capaz de mudar o homem em processo de massa. Pode dizer-se que o existencialismo foi a última referência filosófica abrangente. Antes dele, o socialismo representou o modelo de pensamento que mais influenciou as políticas públicas no séc. XX, mas está fatalmente ruído como um paradigma capaz de mudar as super-estruturas de poder de uma sociedade.

De algum modo, o socialismo ainda dá suspiros de vida, mas segue absorvido pelo domínio do regime capitalismo. Com efeito, podemos dizer que o próprio homem decretou o “fim” das utopias. E para que servem as utopias, senão para serem utopias?

Certamente, o problema da violência não depende de grandes especulações teóricas ou gasto de grandes montas de dinheiro com projetos nababescos. A sua causa primeira, pelo menos no caso brasileiro, decorre da falta maciça de políticas educacionais sérias. Esta é uma idéia muito simples, que se mantém válida para qualquer sociedade no planeta.

Mesmo assim, a escola continua sendo o calcanhar de Aquiles do Brasil. Enquanto não resolvermos este problema, continuaremos reféns…

Na nossa democracia, a liberdade parece ter se tornado um sonho para aqueles que são verdadeiramente inocentes.

Fábio Wellington Ataíde Alves – Juiz na 1a. Vara de Família/Mossoró

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domingo - 02/03/2008 - 20:42h

“Néo” candidato

Conversei hoje à tarde com o vice-prefeito de Umarizal, empresário Manoel Paulo Cavalcanti, o "Néo" (PR). Assegurou-me que é candidatíssimo a prefeito.

Politicamente distanciado do prefeito Rogério Fonseca (DEM), Néo aposta numa aliança com o PMDB, PSDB, PRB e outras siglas. Mas evita manifestar preferências.

O PMDB é o principal endossante dessa coalizão de forças, para tentar derrotar o sistema do empresário Rogério Fonseca. Na mesa de conversas, o ex-prefeito Adson Martins.

Néo também já governou Umarizal.

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domingo - 02/03/2008 - 20:29h

Potiguar, Alecrim, Baraúnas, Potyguar e Santa Cruz vencem

Cinco jogos movimentaram o Campeonato Estadual de Futebol-2008 neste domingo. Potiguar, Baraúnas, Alecrim, Potyguar de Currais Novos e Santa Cruz venceram seus confrontos.

Num jogo bastante movimentado, em que o Potiguar procurou o gol desde o início e o Macau parecia querer pelo menos um empate, o alvirrubro fez 2 x 0 hoje no "Estádio Nogueirão".

A vitória do time mossoroense o coloca em primeiro lugar, isolado, em sua chave, no segundo turno do Campeonato Estadual de futebol do RN-2008. Max de pênalti aos 23 minutos e Eduardo aos 42, ambos no segundo tempo, asseguraram a vitória do Potiguar, que chega a nove pontos em três jogos. Também atinge sete gols de saldo.

A renda chegou a R$ 13.347,00, com público pagante de 1.518 torcedores e 621 de não-pagantes, perfazendo um total de 2.139 presentes.

No "Frasqueirão", em Natal, o ABC com um time misto, terminou sendo surpreendido pelo Alecrim. Os gols foram de Roberto Jacaré (AQUI).

Em Parnamirim, o Baraúnas passou pelo Potiguar local por 2 x 0. Nildo e Cláudio Roberto marcaram os gols. Na quarta (5), o tricolor mossoroense irá à Santa Catarina, enfrentar o Criciúma no jogo de volta da Copa do Brasil. No primeiro confronto em Mossoró, à semana passada, os times ficaram no 1 x 1.

Ainda pelo Campeonato Estadual, neste domingo, o Potyguar de Currais Novos superou o Assu em casa, com o placar de 3 x 2. Alemão abriu o placar para o time local aos 9 minutos. Marcelo empatou para o Assu aos 31.

No segundo tempo, Ângelo fez 2 x 1 para o Potyguar. Só que aos 14, Carlinhos recolocou o time assuense em condições de igualdade. O gol decisivo só aconteceu através do atacante Nino Potiguar aos 26 minutos.

No "Iberezão", o Santa Cruz manteve sua força jogando em seu campo. Derrotou o Coríntians de Caicó por 2 x 0. Os goleadores foram Everton e Serginho. 

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domingo - 02/03/2008 - 11:46h

“Bolo” de Rosalba

A prefeita mossoroense Fafá Rosado (DEM) aniversaria nessa segunda (3). Festa política não faltará, lógico. Mas uma ausência é antecipadamente assinalada.

A senadora e principal liderança popular de Mossoró, Rosalba Ciarlini (DEM), não vai aparecer para cortar o bolo. Da mesma forma que acontece no poder, onde sua fatia de influência é modestíssima. Aquém do que esperava ao lado do líder e marido, ex-deputado estadual Carlos Augusto (DEM).

Entretanto, os incendiários de plantão não se apressem em noticiar ruptura, ou o propósito do afastamento, para sacramentar a distância entre ambas. Isso não há.

Adianto, porém, que não é verrosímil se afirmar com todas as letras, que as duas andam flanando em afinação. A sucessora de Rosalba perdeu o rumo administrativo, que compromete à própria senadora, principal avalista da postulação em 2004. Foi ela quem recomendou votar em Fafá, para "continuar". Então… tome!

Rosalba não estará em Mossoró às comemorações, porque se encontra na Alemanha, aproveitando "missão oficial" parlamentar, para rever a filha Carla e aguardar a chegada de mais uma neta.

Dizem que ser avô-avó é mais doce do que a parternidade-maternidade. Mais um motivo para a senadora ficar à distância. Por enquanto.

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domingo - 02/03/2008 - 11:29h

PMDB e PT caminham para formação de chapa

A aliança que PMDB e PT engendram, admitem e até lapidam em Natal, para um eventual segundo turno, não é impossível de acontecer em alguns municípios longe da capital. Em Itaú, por exemplo.

Por lá, a disputa à prefeitura ocupada pelo DEM, do prefeito Edson Melo, tende a juntar um leque de siglas de oposição. Nomes estão se definindo.

Está muito próxima da arrumação, uma chapa com Neuremberg Fernandes (PMDB) e Leonildes de Oliveira (PT).

Vamos aguardar.

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domingo - 02/03/2008 - 11:24h

O sonho é contagioso

"Deus quer, o homem sonha, a obra nasce"(Fernando Pessoa)

Por todo o restante de meus dias, que ainda viverei neste mundo, dificilmente, esquecerei o dia 22/02/2008. Embora, tendo acordado uma tanto quanto tarde, tive tempo ainda de engolir rapidamente o meu café, tomar banho e seguir para o auditório da reitoria da UFRN, para a aula magna inaugural do ano letivo: ano do cinqüentenário da nossa Universidade.

Ao chegar, quase todos os lugares estavam ocupados. Um aluno me acenou: "- Aqui, professor".

Consegui, enfim, sentar. Minutos depois, deu-se inicio à solenidade. E não poderia ter sido de melhor forma: o Quarteto de Cordas sobre a batuta do maestro Osvaldo D’amore.

O ambiente estava sendo cuidadosamente preparado para o seu grande desfecho: a aula do pesquisador em neurociência, o Dr. Miguel Nicolelis. E que aula! O Dr. Nicolelis retirou o paletó, dobrou as mangas e iniciou a sua fala.

Utilizando-se não só de uma linguagem de fácil compreensão – nada comum aos pesquisadores, ainda mais quando se trata de um dos cinqüenta mais influentes do mundo –, mas também de um excelente senso de humor – afinal o riso é a menor distância entre duas pessoas –, o Dr. Nicolelis explicou a magnífica pesquisa que está desenvolvendo no Instituto Internacional de Neurociência de Natal (IINN): "A criação de braços robóticos controlados por sinais cerebrais".

Essa pesquisa abrirá um mundo novo, ou melhor: uma nova vida para pacientes tetraplégicos, que são condenados a viverem deitados em uma cama, olhando para um teto sem estrelas e sem nuvens, mas que, agora, poderão num futuro bem próximo, assim espero, andarem com as suas próprias pernas, ajustadas a próteses controladas pelo seu próprio cérebro.

Parece até coisa de ficção científica, mas é verdade. Certa vez, a nossa poetisa maior Auta de Souza sentenciou: "Ai daquele que deseja viver sem uma ilusão", isso porque somos feitos, segundo Shakespeare, da matéria dos nossos sonhos. Sonhos que são o oxigênio da vida. Sonhos que podem até parecer impossíveis de serem alcançados, mas segundo o Dr. Nicolelis: "o impossível é o possível que nunca foi tentado".

A UFRN, que nasceu de um sonho de um sonhador chamado Onofre Lopes, agora vem albergar mais um sonhador. Um sonhador que não se contenta apenas com os resultados de sua pesquisa, mas que quer ainda mais: quer modificar o mundo. E nada melhor para essa mudança, disse o Dr. Nicolelis, do que através da educação e do sonho.

Assim, o IINN criou uma escola para alunos carentes da rede pública de Macaíba, em cuja sede esses alunos estão desenvolvendo, através de sua criatividade, modelos robóticos. Meu Deus! Isto é realidade ou será que estou sonhando dormindo? Não! É verdade, sim!

Não foi à toa que, quando Prometeu trouxe o sonho para o homem, ele trouxe também a esperança: o sonho do homem acordado. E a platéia estava bem acordada para ver que o Dr. Nicolelis, além de sonhar e contagiar-nos com o seu sonho, também chora. Chora, talvez, por saber que, no nosso País – tão repleto de mentes, ocupando o poder, cujos cérebros são infinitamente menores do que os dos Hamsters (ratos) – ainda há esperança.

Nem tudo está perdido.

Após ter sido aplaudido por todos de pé, o nosso novo sonhador da UFRN ainda teve a gentileza de responder a todos que ali o procuravam. Perguntei-lhe se um dia a nossa mente seria capaz de fazer com que, além de movimentar braços e pernas robóticas, pudéssemos chegar a um ponto tal de sofisticação de "esquecermos" algum órgão interno doente, tipo um estômago com câncer, em que o paciente, após ignorar este órgão, estaria assim aliviando não só a sua dor, mas também quem sabe até a sua doença…

O Dr. Nicolelis disse que isso seria muito difícil. No entanto, ele não disse que seria impossível. E mesmo se dissesse, foi ele mesmo que nos ensinou: "O impossível é o possível que nunca foi tentado!". 

Afinal, o absurdo de hoje, pode ser, sim, a verdade de amanhã…

Francisco Edilson Leite Pinto Junior Professor, médico e escritor – edilsonpinto@uol.com.br

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domingo - 02/03/2008 - 11:06h

Garibaldi diz que Barragem Santa Cruz deve ser aproveitada

João Moacir (Itaú)

O senador Garibaldi Alves Filho (PMDB) participou de convenção municipal do partido na cidade de Itaú. O acontecimento foi nesse sábado (1o), de 9 às 17h, na Câmara Municipal.

A chegada de Garibaldi estava prevista para as 10 horas da manhã, mas só aconteceu por volta das 16h, ao lado de correligionários como os deputados estaduais Walter Alves (PMDB) e Leonardo Nogueira (DEM). O senador prestigiou sobretudo Neuremberg Fernandes (PMDB), pré-candidato a prefeito.

Ouvido pelo blog, ele comentou a oposição feita pelo PMDB no município. Itaú é governado justamente pelo DEM, com o qual o peemedebismo é aliado no RN. O prefeito Edson Melo estaria lidando com algo comum num regime democrático, disse Garibaldi:

– Independente de que seja ao DEM ou a qualquer outro partido, a oposição se faz pela insatisfação do povo para com a atual administração”.

Sobre as cidades que passam “sede” à margem da Barragem Santa Cruz/Apodi, o senador transferiu responsabilidade:

– O programa de adutoras implantado no meu governo deveria continuar e infelizmente no atual governo não está acontecendo com a velocidade devida.

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domingo - 02/03/2008 - 10:33h

Domingão do Blog do Carlos Santos

Esse domingão promete muitas postagens interessantes, com ótimas companhias que sempre procuro atrair. Teremos crônicas, poesia, música, opinião etc.

Veja só uma síntese do que tenho a lhe ofertar:

– Advogado Honório de Medeiros (Adeus, Vitória Gabriela!);
– Escritor e jornalista Franklin Jorge (A Praça da Convivência);
– Juiz Fábio Ataíde (O coletivo sequestrado: criminalidade e política criminal);
– Professor e escritor José Jaime Rolim (A Areia Branca que eu conheci);

– Médico, professor e escritor Edilson Pinto (O sonho é contagioso);

– E muito mais.

Aguarde aí.

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domingo - 02/03/2008 - 10:29h

Wilma e Carlos têm aprovação, mas não garantem sucessor


A governadora Wilma de Faria (PSB) e o prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB) têm plena aceitação administrativa da população natalense. Pelo menos é o que afirma o IBOPE.

Pesquisa que tenta dimensionar o gosto popular em relação aos dois governos, é publicada hoje pelo semanário "O Poti". Material que secamente indica o óbvio, mas não revela o essencial, que é do maior interesse da opinião pública: qual o peso estimado de transferência de votos de cada um e ambos juntos, numa eventual disputa municipal?

A governadora tem sua administração aprovada por 72% da população de Natal e o prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB) é endossado por 67% (AQUI). Significativa ainda se registrar a aceitação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 64%.

Claro, mais do que ululante, que o material propagado no periódico é do interesse do governismo estadual, que o planta ao fortalecimento da imagem da governadora. Entretanto, ninguém associe milimetricamente a avaliação à disputa eleitoral. É muito comum existir uma dissociação entre ambos, no inconsciente popular.

É raro, raríssimo mesmo, que índice relativo à gestão bata com o concernente à candidatura em si. Não faltam exemplo de gestões largamente aprovadas, com candidaturas derrotadas.

Agora, sem dúvidas, que a junção de Wilma e Carlos Eduardo – que deverá acontecer, oferecerá ao escolhido por ambos à sucessão, excelentes condições à vitória. Contudo não o garante, em forma de "nomeação" antecipada.

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domingo - 02/03/2008 - 09:04h

Primeira Página


TV
– A TV Cabo Mossoró (TCM) prepara lançamento de um programa com essência no jornalismo político. É um produto que deverá se adequar ao universo de debates em ano eleitoral.

Rádio
– O senador José Agripino vai estrear programa diário, de segunda à sexta, por uma cadeia de 14 emissoras de rádio. Será amanhã, segunda (3), às 11h55.  É o "Fala, Senador."

Comissões – A Assembléia Legislativa do RN vai definir na próxima terça (4), em reunião de líderes, a partir das 15h, a formação de suas  comissões técnicas. São oito colegiados a serem preenchidos.

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Categoria(s): Blog
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domingo - 02/03/2008 - 08:16h

Adeus, Vitória Gabriela!


A quem entregarei o ursinho de pelúcia cor-de-rosa comprado para lhe ser entregue quando você saísse do hospital e pudesse sentir a luz do sol aqui fora? Eu teria me aproximado perplexo com sua sobrevivência e depositado, entre seus braçinhos frágeis, essa oferenda singela por seu heroísmo.

Dado-lhe os parabéns e ficado comovido com o vai-e-vem errante de seus olhos agora livres do pesadelo da luta diária pela vida, ou com seu sono inocente, tão distante do mundo hostil, envolvida finalmente pelo carinho dos que rezaram por você.


Sabe, Vitória, minha angústia é com o que lhe foi tirado: seus primeiros passos errantes, suas primeiras palavras, sua primeira escola, seus primeiros amigos, seus primeiros namorados, suas primeiras conquistas pessoais, a vida, enfim. Imaginar que você não tomará banho de chuva, não brincará de boneca, não sorrirá banguela, não provará o fruto doce-amargo que é o amor…

Sentir que seremos privados de tudo quanto, ao longo de um espaço de tempo indefinido, iria lhe constituir enquanto ser humano ímpar, inigualável como qualquer outro, seus sorrisos, suas lágrimas, suas palavras, seus gestos, seus silêncios! E minha tristeza decorre da sensação de impotência que carrego comigo por não ter podido fazer algo que significasse a diferença entre você sobreviver ou não.

Impotência por não ter o dom de fazer milagres. Por não saber rezar com a fé que remove montanhas. Por não ter podido lhe levar a algum lugar especial, onde a esperança fizesse sentido. Por não depender de mim, apenas de mim, mudar as coisas que lhe fizeram refém de nossos defeitos, nossos vícios, nossos erros.

Impotência pela nossa condição humana de absoluta fraqueza ante os vícios sórdidos que contribuíram para seu sofrimento.

Talvez você estranhe essa despedida tão peculiar. Os outros perguntariam: por que somente para Vitória essas palavras, essa tristeza? Por que não para todas as outras Vitórias, Marias, Antonias, que estão nascendo e morrendo quando deveriam estar nascendo e sobrevivendo, crescendo, povoando este estranho, belo e difícil mundo de meu Deus? Por que esse adeus tão pessoal? Tantas não sofreram e sofrem o mesmo que Vitória sofreu? Tantas não passaram pelo seu calvário pessoal? 

Claro que sim, digo eu. Há tantas Vitórias mundo afora… Mas você Vitória, você, Vitória Gabriela, é um símbolo. Um exemplo. Uma lição. Em você, no seu corpo frágil, na sua existência breve, na sua historia curta, há tudo que diz o Homem: sua glória e sua maldição, o bem e o mal, o certo e o errado, o justo e o injusto.

Em sua luta pela sobrevivência podemos encontrar o destino da humanidade e sua história, aquilo que nos aproxima dos deuses e tudo quanto Dele nos afasta. Em sua breve vida há tanta beleza… 

Então que Deus a tenha. Descanse em paz. Não lhe esqueceremos.

Honório de Medeiros é professor, advogado e ex-secretário de Recursos Humanos de Natal e do estado

* Crônica em homenagem à filha do casal Carlos Duarte-Cleílma Fernandes, que resistiu 37 dias numa UTI Neonatal (Hospital Santa Catarina-Natal), após falta de assistência mínima em Mossoró, na Casa de Saúde Dix-sept Rosado.

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Categoria(s): Nair Mesquita
domingo - 02/03/2008 - 00:43h

Areia Branca que eu conheci

As ruas repletas de salsas, mangiriobas e melão de Caetano, onde a meninada brincava de “tica”, “pêra queimada”, “remaninho-remaninho”, e “marré-gepê”. Que tempo saudoso! Alto do Urubu, ruas da Tarrafa, dos Cajueiros, Ilha dos Garrafões, Canal do Mangue, Água Doce, Volta da Tripa, Progresso, Sociedade. Era na rua da Sociedade que moravam os mais afortunados.

As diversões eram nos finais de semana, baile aos sábados e nos domingos as valsas onde os donos das festas iam convidar as moças de família para participarem. Os pastoris alegravam as noites frias de Areia Branca, onde os iateiros, barcaceiros e vapozeiros congestionavam nossa cidade com seus barcos ancorados em nosso porto.

A Festa dos Reis era representada pelo “Bumba-meu-boi”, lá em Júlio de Noca, na rua do Progresso. Que beleza era traduzida em nosso universo de criança. O Campo da Saudade, onde aos domingos se encontravam as pessoas de toda categoria social.

À noite, na Praça da Conceição, os jovens se sentavam no jardim (nome dado àquele local) para seus devaneios e flertes e ainda ouvir pessoas que haviam chegado do Rio de Janeiro para contar as belezas que viram por lá. Naquela época era muito difícil ir ao Rio de Janeiro, até mesmo ir à nossa capital, Natal…

Os carnavais animadíssimos. Existia grande rivalidade entre os torcedores dos blocos  “Democrata”, “Não Queira Saber”, “Remador”, etc. Eu torcia pelo “Não Queira Saber”. Areia Branca que eu conheci era uma cidade alegre, feliz, causava inveja a outras cidades do seu porte.

Não tínhamos inflação, não pensávamos em juros bancários, o dinheiro do operário dava para tudo, ou quase tudo. Os povos respeitavam as autoridades, os governantes respeitavam os povos, parece até que existia mais fé em Deus. Ah, que saudade!…

Lembro de tudo. O banho no açude em época de inverno, depois a praia de Zé Filgueira e dali a meninada saía esquipando em cavalo de pau e apelidando “Estipum na Guerra”, “Pão da Bolívia”, “Rasga-saco”, “Marciana”, “Fumo Bom”, “Carinha de Tostão” e “Zé Doidinho”. Este último ficava esculhambando o povo, cada esculhambação custava quinhentos réis ou destões. Era bem divertida a brincadeira.

Tínhamos os homens que chefiavam nossa cidade como José Justiniano Solon, Manoel Bento, Antônio Lúcio de Góis, Celso Dantas. Estes, conheci quando eu crescia junto com Areia Branca. Homens exemplares como Georgino Queiroz, Leoncinho, Pedro Leite, Oscar Moura e tantos outros que aqui moravam, eram o cartão-postal da cidade.

Conheci os poetas e boêmios e os homens intelectuais. Embaixo de um pé de benjamim assistia Senhor Barbeiro ensinando a Zé Alexandre (autor do livro Moçoró Urbe Zona) a analisar o mestre Camões. Isso me valeu alguma coisa, pois me influenciei pelos estudos.

Tive o prazer de conversar com o grande poeta João Figueiredo, ouvindo suas rimas ricas de beleza e amor e me ensinando a metrificar versos. Lembro de sua canção “Bom Jesus dos Navegantes” e quando ele dedilhava em seu violão os versos românticos: “Hás de chorar tão arrependida, mendigando uma esmola do meu coração…”.

Tudo são lembranças de uma Areia Branca que conheci.

Quantas vezes como adolescente assisti reuniões culturais na residência do Doutor Gentil Fernandes, versos de Manoel do Vale, crônicas de Manoel Leandro, poesias de José Nicodemos. Quão bom eram aqueles momentos! Eu admirava a facilidade que o professor Souto Sobrinho explicava uma aula de Ciência ou de Direito Usual, a facilidade que ele tinha de manobrar o vernáculo, isso estimulava seus alunos e eu fui um desses alunos…

Hoje, a preocupação não é mais a intelectualidade, é o problema social que a política econômica do país acarreta sobre nossos ombros… Porém, a Areia Branca que eu conheci era outra. Que pena!

José Jaime Rolim, é areia-branquense, professor aposentado, escritor e ex-vereador

* Extraído do saite Costa Branca News.

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