domingo - 02/03/2008 - 22:32h

O coletivo seqüestrado: criminalidade e política criminal

Recentemente, uma das Varas da Comarca de Mossoró/RN expediu uma ordem (carta precatória) para que uma pessoa fosse intimada na favela do Borel, Rio de Janeiro. Surpreendentemente, o documento foi devolvido sem cumprimento, tendo o oficial de justiça certificado que a favela é local de "altíssima periculosidade, onde ocorrem constantes conflitos armados entre policiais e traficantes de drogas, sendo INACESSÍVEL a serventuários da justiça".

Esta não é a primeira vez que tomo conhecimento de certidões como esta emanadas pelos oficiais de justiça do Rio de Janeiro. O episódio revela que o Estado perdeu o controle de certos espaços públicos.

Não é de espantar que parte da sociedade carioca apóia a ação oficiosa de justiceiros.

Não podemos esperar que o sistema punitivo público seja eficiente, se o Estado não consegue sequer realizar um mísero ato de intimação civil numa favela. No Estado Democrático, o monopólio da violência tem que estar nas mãos do Estado, mas estamos percebendo que o próprio Estado está refém da criminalidade. Na verdade, a certidão do agente público apenas vem confirmar uma realidade: a de que a sociedade vive em cárcere privado.

Para a solução do problema, já deveríamos ter compreendido que o uso maciço do sistema penal não tem sido a medida mais eficaz. Aliás, não mais existem grandes idéias salvadoras para o problema da sociedade seqüestrada, ou seja, o modelo penitenciário estabelecido não é capaz de mudar o homem.

No seio da sociedade pós-moderna, cabe firmar-se a idéia de que não mais é possível estabelecer grandes sistemas para modificar o homem. O marxismo e tantas outras teorias humanas, como até mesmo o cristianismo, pensaram assim. Tiveram algum sucesso, é verdade, mas não conseguiram atingir o seu intento em escala mundial.

Enquanto Rousseau entendia o homem como o bom (inocente) por natureza, sendo o meio responsável pela sua corrupção, entende Hobbes e o filósofo pré-marxista Pierre-Joseph Proudhon (só para ficar com esses dois) que o homem é naturalmente perverso. "O homem é mau, mau sem desculpa", diz Proudhon ("Sistemas das Contradições Econômica ou Filosofia da Miséria", 2007, p. 345.

Acredita ele, no entanto, que o homem é "racional e livre, suscetível de educação e de aperfeiçoamento" (p. 359). Como o cristianismo, Proudhon pensa que "o homem é, por sua natureza, pecador, isto é, não essencialmente malfazejo, mas antes mal feito, e seu destino é de recriar perpetuamente em si mesmo seu ideal" (p. 360). Por isso, explica, "os grandes mestres da humanidade, Moisés, Buda, Jesus Cristo, Zoroastro, foram todos apóstolos da expiação, símbolos vivos da penitência" (p. 360).

O marxismo e o cristianismo também pensaram assim, sendo este o modelo que ainda vigora com relação ao sistema punitivo. Hoje, os grandes modelos do pensamento humano deixaram de ser objeto de reflexão da filosofia. Todos os sistemas das "grandes idéias" estão em crise ou falidos.

Não há modelo capaz de mudar o homem em processo de massa. Pode dizer-se que o existencialismo foi a última referência filosófica abrangente. Antes dele, o socialismo representou o modelo de pensamento que mais influenciou as políticas públicas no séc. XX, mas está fatalmente ruído como um paradigma capaz de mudar as super-estruturas de poder de uma sociedade.

De algum modo, o socialismo ainda dá suspiros de vida, mas segue absorvido pelo domínio do regime capitalismo. Com efeito, podemos dizer que o próprio homem decretou o “fim” das utopias. E para que servem as utopias, senão para serem utopias?

Certamente, o problema da violência não depende de grandes especulações teóricas ou gasto de grandes montas de dinheiro com projetos nababescos. A sua causa primeira, pelo menos no caso brasileiro, decorre da falta maciça de políticas educacionais sérias. Esta é uma idéia muito simples, que se mantém válida para qualquer sociedade no planeta.

Mesmo assim, a escola continua sendo o calcanhar de Aquiles do Brasil. Enquanto não resolvermos este problema, continuaremos reféns…

Na nossa democracia, a liberdade parece ter se tornado um sonho para aqueles que são verdadeiramente inocentes.

Fábio Wellington Ataíde Alves – Juiz na 1a. Vara de Família/Mossoró

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domingo - 02/03/2008 - 20:42h

“Néo” candidato

Conversei hoje à tarde com o vice-prefeito de Umarizal, empresário Manoel Paulo Cavalcanti, o "Néo" (PR). Assegurou-me que é candidatíssimo a prefeito.

Politicamente distanciado do prefeito Rogério Fonseca (DEM), Néo aposta numa aliança com o PMDB, PSDB, PRB e outras siglas. Mas evita manifestar preferências.

O PMDB é o principal endossante dessa coalizão de forças, para tentar derrotar o sistema do empresário Rogério Fonseca. Na mesa de conversas, o ex-prefeito Adson Martins.

Néo também já governou Umarizal.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 02/03/2008 - 20:29h

Potiguar, Alecrim, Baraúnas, Potyguar e Santa Cruz vencem

Cinco jogos movimentaram o Campeonato Estadual de Futebol-2008 neste domingo. Potiguar, Baraúnas, Alecrim, Potyguar de Currais Novos e Santa Cruz venceram seus confrontos.

Num jogo bastante movimentado, em que o Potiguar procurou o gol desde o início e o Macau parecia querer pelo menos um empate, o alvirrubro fez 2 x 0 hoje no "Estádio Nogueirão".

A vitória do time mossoroense o coloca em primeiro lugar, isolado, em sua chave, no segundo turno do Campeonato Estadual de futebol do RN-2008. Max de pênalti aos 23 minutos e Eduardo aos 42, ambos no segundo tempo, asseguraram a vitória do Potiguar, que chega a nove pontos em três jogos. Também atinge sete gols de saldo.

A renda chegou a R$ 13.347,00, com público pagante de 1.518 torcedores e 621 de não-pagantes, perfazendo um total de 2.139 presentes.

No "Frasqueirão", em Natal, o ABC com um time misto, terminou sendo surpreendido pelo Alecrim. Os gols foram de Roberto Jacaré (AQUI).

Em Parnamirim, o Baraúnas passou pelo Potiguar local por 2 x 0. Nildo e Cláudio Roberto marcaram os gols. Na quarta (5), o tricolor mossoroense irá à Santa Catarina, enfrentar o Criciúma no jogo de volta da Copa do Brasil. No primeiro confronto em Mossoró, à semana passada, os times ficaram no 1 x 1.

Ainda pelo Campeonato Estadual, neste domingo, o Potyguar de Currais Novos superou o Assu em casa, com o placar de 3 x 2. Alemão abriu o placar para o time local aos 9 minutos. Marcelo empatou para o Assu aos 31.

No segundo tempo, Ângelo fez 2 x 1 para o Potyguar. Só que aos 14, Carlinhos recolocou o time assuense em condições de igualdade. O gol decisivo só aconteceu através do atacante Nino Potiguar aos 26 minutos.

No "Iberezão", o Santa Cruz manteve sua força jogando em seu campo. Derrotou o Coríntians de Caicó por 2 x 0. Os goleadores foram Everton e Serginho. 

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domingo - 02/03/2008 - 11:46h

“Bolo” de Rosalba

A prefeita mossoroense Fafá Rosado (DEM) aniversaria nessa segunda (3). Festa política não faltará, lógico. Mas uma ausência é antecipadamente assinalada.

A senadora e principal liderança popular de Mossoró, Rosalba Ciarlini (DEM), não vai aparecer para cortar o bolo. Da mesma forma que acontece no poder, onde sua fatia de influência é modestíssima. Aquém do que esperava ao lado do líder e marido, ex-deputado estadual Carlos Augusto (DEM).

Entretanto, os incendiários de plantão não se apressem em noticiar ruptura, ou o propósito do afastamento, para sacramentar a distância entre ambas. Isso não há.

Adianto, porém, que não é verrosímil se afirmar com todas as letras, que as duas andam flanando em afinação. A sucessora de Rosalba perdeu o rumo administrativo, que compromete à própria senadora, principal avalista da postulação em 2004. Foi ela quem recomendou votar em Fafá, para "continuar". Então… tome!

Rosalba não estará em Mossoró às comemorações, porque se encontra na Alemanha, aproveitando "missão oficial" parlamentar, para rever a filha Carla e aguardar a chegada de mais uma neta.

Dizem que ser avô-avó é mais doce do que a parternidade-maternidade. Mais um motivo para a senadora ficar à distância. Por enquanto.

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domingo - 02/03/2008 - 11:29h

PMDB e PT caminham para formação de chapa

A aliança que PMDB e PT engendram, admitem e até lapidam em Natal, para um eventual segundo turno, não é impossível de acontecer em alguns municípios longe da capital. Em Itaú, por exemplo.

Por lá, a disputa à prefeitura ocupada pelo DEM, do prefeito Edson Melo, tende a juntar um leque de siglas de oposição. Nomes estão se definindo.

Está muito próxima da arrumação, uma chapa com Neuremberg Fernandes (PMDB) e Leonildes de Oliveira (PT).

Vamos aguardar.

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domingo - 02/03/2008 - 11:24h

O sonho é contagioso

"Deus quer, o homem sonha, a obra nasce"(Fernando Pessoa)

Por todo o restante de meus dias, que ainda viverei neste mundo, dificilmente, esquecerei o dia 22/02/2008. Embora, tendo acordado uma tanto quanto tarde, tive tempo ainda de engolir rapidamente o meu café, tomar banho e seguir para o auditório da reitoria da UFRN, para a aula magna inaugural do ano letivo: ano do cinqüentenário da nossa Universidade.

Ao chegar, quase todos os lugares estavam ocupados. Um aluno me acenou: "- Aqui, professor".

Consegui, enfim, sentar. Minutos depois, deu-se inicio à solenidade. E não poderia ter sido de melhor forma: o Quarteto de Cordas sobre a batuta do maestro Osvaldo D’amore.

O ambiente estava sendo cuidadosamente preparado para o seu grande desfecho: a aula do pesquisador em neurociência, o Dr. Miguel Nicolelis. E que aula! O Dr. Nicolelis retirou o paletó, dobrou as mangas e iniciou a sua fala.

Utilizando-se não só de uma linguagem de fácil compreensão – nada comum aos pesquisadores, ainda mais quando se trata de um dos cinqüenta mais influentes do mundo –, mas também de um excelente senso de humor – afinal o riso é a menor distância entre duas pessoas –, o Dr. Nicolelis explicou a magnífica pesquisa que está desenvolvendo no Instituto Internacional de Neurociência de Natal (IINN): "A criação de braços robóticos controlados por sinais cerebrais".

Essa pesquisa abrirá um mundo novo, ou melhor: uma nova vida para pacientes tetraplégicos, que são condenados a viverem deitados em uma cama, olhando para um teto sem estrelas e sem nuvens, mas que, agora, poderão num futuro bem próximo, assim espero, andarem com as suas próprias pernas, ajustadas a próteses controladas pelo seu próprio cérebro.

Parece até coisa de ficção científica, mas é verdade. Certa vez, a nossa poetisa maior Auta de Souza sentenciou: "Ai daquele que deseja viver sem uma ilusão", isso porque somos feitos, segundo Shakespeare, da matéria dos nossos sonhos. Sonhos que são o oxigênio da vida. Sonhos que podem até parecer impossíveis de serem alcançados, mas segundo o Dr. Nicolelis: "o impossível é o possível que nunca foi tentado".

A UFRN, que nasceu de um sonho de um sonhador chamado Onofre Lopes, agora vem albergar mais um sonhador. Um sonhador que não se contenta apenas com os resultados de sua pesquisa, mas que quer ainda mais: quer modificar o mundo. E nada melhor para essa mudança, disse o Dr. Nicolelis, do que através da educação e do sonho.

Assim, o IINN criou uma escola para alunos carentes da rede pública de Macaíba, em cuja sede esses alunos estão desenvolvendo, através de sua criatividade, modelos robóticos. Meu Deus! Isto é realidade ou será que estou sonhando dormindo? Não! É verdade, sim!

Não foi à toa que, quando Prometeu trouxe o sonho para o homem, ele trouxe também a esperança: o sonho do homem acordado. E a platéia estava bem acordada para ver que o Dr. Nicolelis, além de sonhar e contagiar-nos com o seu sonho, também chora. Chora, talvez, por saber que, no nosso País – tão repleto de mentes, ocupando o poder, cujos cérebros são infinitamente menores do que os dos Hamsters (ratos) – ainda há esperança.

Nem tudo está perdido.

Após ter sido aplaudido por todos de pé, o nosso novo sonhador da UFRN ainda teve a gentileza de responder a todos que ali o procuravam. Perguntei-lhe se um dia a nossa mente seria capaz de fazer com que, além de movimentar braços e pernas robóticas, pudéssemos chegar a um ponto tal de sofisticação de "esquecermos" algum órgão interno doente, tipo um estômago com câncer, em que o paciente, após ignorar este órgão, estaria assim aliviando não só a sua dor, mas também quem sabe até a sua doença…

O Dr. Nicolelis disse que isso seria muito difícil. No entanto, ele não disse que seria impossível. E mesmo se dissesse, foi ele mesmo que nos ensinou: "O impossível é o possível que nunca foi tentado!". 

Afinal, o absurdo de hoje, pode ser, sim, a verdade de amanhã…

Francisco Edilson Leite Pinto Junior Professor, médico e escritor – edilsonpinto@uol.com.br

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 02/03/2008 - 11:06h

Garibaldi diz que Barragem Santa Cruz deve ser aproveitada

João Moacir (Itaú)

O senador Garibaldi Alves Filho (PMDB) participou de convenção municipal do partido na cidade de Itaú. O acontecimento foi nesse sábado (1o), de 9 às 17h, na Câmara Municipal.

A chegada de Garibaldi estava prevista para as 10 horas da manhã, mas só aconteceu por volta das 16h, ao lado de correligionários como os deputados estaduais Walter Alves (PMDB) e Leonardo Nogueira (DEM). O senador prestigiou sobretudo Neuremberg Fernandes (PMDB), pré-candidato a prefeito.

Ouvido pelo blog, ele comentou a oposição feita pelo PMDB no município. Itaú é governado justamente pelo DEM, com o qual o peemedebismo é aliado no RN. O prefeito Edson Melo estaria lidando com algo comum num regime democrático, disse Garibaldi:

– Independente de que seja ao DEM ou a qualquer outro partido, a oposição se faz pela insatisfação do povo para com a atual administração”.

Sobre as cidades que passam “sede” à margem da Barragem Santa Cruz/Apodi, o senador transferiu responsabilidade:

– O programa de adutoras implantado no meu governo deveria continuar e infelizmente no atual governo não está acontecendo com a velocidade devida.

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domingo - 02/03/2008 - 10:33h

Domingão do Blog do Carlos Santos

Esse domingão promete muitas postagens interessantes, com ótimas companhias que sempre procuro atrair. Teremos crônicas, poesia, música, opinião etc.

Veja só uma síntese do que tenho a lhe ofertar:

– Advogado Honório de Medeiros (Adeus, Vitória Gabriela!);
– Escritor e jornalista Franklin Jorge (A Praça da Convivência);
– Juiz Fábio Ataíde (O coletivo sequestrado: criminalidade e política criminal);
– Professor e escritor José Jaime Rolim (A Areia Branca que eu conheci);

– Médico, professor e escritor Edilson Pinto (O sonho é contagioso);

– E muito mais.

Aguarde aí.

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  • Art&C - PMM - Abril de 2026
domingo - 02/03/2008 - 10:29h

Wilma e Carlos têm aprovação, mas não garantem sucessor


A governadora Wilma de Faria (PSB) e o prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB) têm plena aceitação administrativa da população natalense. Pelo menos é o que afirma o IBOPE.

Pesquisa que tenta dimensionar o gosto popular em relação aos dois governos, é publicada hoje pelo semanário "O Poti". Material que secamente indica o óbvio, mas não revela o essencial, que é do maior interesse da opinião pública: qual o peso estimado de transferência de votos de cada um e ambos juntos, numa eventual disputa municipal?

A governadora tem sua administração aprovada por 72% da população de Natal e o prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB) é endossado por 67% (AQUI). Significativa ainda se registrar a aceitação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 64%.

Claro, mais do que ululante, que o material propagado no periódico é do interesse do governismo estadual, que o planta ao fortalecimento da imagem da governadora. Entretanto, ninguém associe milimetricamente a avaliação à disputa eleitoral. É muito comum existir uma dissociação entre ambos, no inconsciente popular.

É raro, raríssimo mesmo, que índice relativo à gestão bata com o concernente à candidatura em si. Não faltam exemplo de gestões largamente aprovadas, com candidaturas derrotadas.

Agora, sem dúvidas, que a junção de Wilma e Carlos Eduardo – que deverá acontecer, oferecerá ao escolhido por ambos à sucessão, excelentes condições à vitória. Contudo não o garante, em forma de "nomeação" antecipada.

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domingo - 02/03/2008 - 09:04h

Primeira Página


TV
– A TV Cabo Mossoró (TCM) prepara lançamento de um programa com essência no jornalismo político. É um produto que deverá se adequar ao universo de debates em ano eleitoral.

Rádio
– O senador José Agripino vai estrear programa diário, de segunda à sexta, por uma cadeia de 14 emissoras de rádio. Será amanhã, segunda (3), às 11h55.  É o "Fala, Senador."

Comissões – A Assembléia Legislativa do RN vai definir na próxima terça (4), em reunião de líderes, a partir das 15h, a formação de suas  comissões técnicas. São oito colegiados a serem preenchidos.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 02/03/2008 - 08:16h

Adeus, Vitória Gabriela!


A quem entregarei o ursinho de pelúcia cor-de-rosa comprado para lhe ser entregue quando você saísse do hospital e pudesse sentir a luz do sol aqui fora? Eu teria me aproximado perplexo com sua sobrevivência e depositado, entre seus braçinhos frágeis, essa oferenda singela por seu heroísmo.

Dado-lhe os parabéns e ficado comovido com o vai-e-vem errante de seus olhos agora livres do pesadelo da luta diária pela vida, ou com seu sono inocente, tão distante do mundo hostil, envolvida finalmente pelo carinho dos que rezaram por você.


Sabe, Vitória, minha angústia é com o que lhe foi tirado: seus primeiros passos errantes, suas primeiras palavras, sua primeira escola, seus primeiros amigos, seus primeiros namorados, suas primeiras conquistas pessoais, a vida, enfim. Imaginar que você não tomará banho de chuva, não brincará de boneca, não sorrirá banguela, não provará o fruto doce-amargo que é o amor…

Sentir que seremos privados de tudo quanto, ao longo de um espaço de tempo indefinido, iria lhe constituir enquanto ser humano ímpar, inigualável como qualquer outro, seus sorrisos, suas lágrimas, suas palavras, seus gestos, seus silêncios! E minha tristeza decorre da sensação de impotência que carrego comigo por não ter podido fazer algo que significasse a diferença entre você sobreviver ou não.

Impotência por não ter o dom de fazer milagres. Por não saber rezar com a fé que remove montanhas. Por não ter podido lhe levar a algum lugar especial, onde a esperança fizesse sentido. Por não depender de mim, apenas de mim, mudar as coisas que lhe fizeram refém de nossos defeitos, nossos vícios, nossos erros.

Impotência pela nossa condição humana de absoluta fraqueza ante os vícios sórdidos que contribuíram para seu sofrimento.

Talvez você estranhe essa despedida tão peculiar. Os outros perguntariam: por que somente para Vitória essas palavras, essa tristeza? Por que não para todas as outras Vitórias, Marias, Antonias, que estão nascendo e morrendo quando deveriam estar nascendo e sobrevivendo, crescendo, povoando este estranho, belo e difícil mundo de meu Deus? Por que esse adeus tão pessoal? Tantas não sofreram e sofrem o mesmo que Vitória sofreu? Tantas não passaram pelo seu calvário pessoal? 

Claro que sim, digo eu. Há tantas Vitórias mundo afora… Mas você Vitória, você, Vitória Gabriela, é um símbolo. Um exemplo. Uma lição. Em você, no seu corpo frágil, na sua existência breve, na sua historia curta, há tudo que diz o Homem: sua glória e sua maldição, o bem e o mal, o certo e o errado, o justo e o injusto.

Em sua luta pela sobrevivência podemos encontrar o destino da humanidade e sua história, aquilo que nos aproxima dos deuses e tudo quanto Dele nos afasta. Em sua breve vida há tanta beleza… 

Então que Deus a tenha. Descanse em paz. Não lhe esqueceremos.

Honório de Medeiros é professor, advogado e ex-secretário de Recursos Humanos de Natal e do estado

* Crônica em homenagem à filha do casal Carlos Duarte-Cleílma Fernandes, que resistiu 37 dias numa UTI Neonatal (Hospital Santa Catarina-Natal), após falta de assistência mínima em Mossoró, na Casa de Saúde Dix-sept Rosado.

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domingo - 02/03/2008 - 00:43h

Areia Branca que eu conheci

As ruas repletas de salsas, mangiriobas e melão de Caetano, onde a meninada brincava de “tica”, “pêra queimada”, “remaninho-remaninho”, e “marré-gepê”. Que tempo saudoso! Alto do Urubu, ruas da Tarrafa, dos Cajueiros, Ilha dos Garrafões, Canal do Mangue, Água Doce, Volta da Tripa, Progresso, Sociedade. Era na rua da Sociedade que moravam os mais afortunados.

As diversões eram nos finais de semana, baile aos sábados e nos domingos as valsas onde os donos das festas iam convidar as moças de família para participarem. Os pastoris alegravam as noites frias de Areia Branca, onde os iateiros, barcaceiros e vapozeiros congestionavam nossa cidade com seus barcos ancorados em nosso porto.

A Festa dos Reis era representada pelo “Bumba-meu-boi”, lá em Júlio de Noca, na rua do Progresso. Que beleza era traduzida em nosso universo de criança. O Campo da Saudade, onde aos domingos se encontravam as pessoas de toda categoria social.

À noite, na Praça da Conceição, os jovens se sentavam no jardim (nome dado àquele local) para seus devaneios e flertes e ainda ouvir pessoas que haviam chegado do Rio de Janeiro para contar as belezas que viram por lá. Naquela época era muito difícil ir ao Rio de Janeiro, até mesmo ir à nossa capital, Natal…

Os carnavais animadíssimos. Existia grande rivalidade entre os torcedores dos blocos  “Democrata”, “Não Queira Saber”, “Remador”, etc. Eu torcia pelo “Não Queira Saber”. Areia Branca que eu conheci era uma cidade alegre, feliz, causava inveja a outras cidades do seu porte.

Não tínhamos inflação, não pensávamos em juros bancários, o dinheiro do operário dava para tudo, ou quase tudo. Os povos respeitavam as autoridades, os governantes respeitavam os povos, parece até que existia mais fé em Deus. Ah, que saudade!…

Lembro de tudo. O banho no açude em época de inverno, depois a praia de Zé Filgueira e dali a meninada saía esquipando em cavalo de pau e apelidando “Estipum na Guerra”, “Pão da Bolívia”, “Rasga-saco”, “Marciana”, “Fumo Bom”, “Carinha de Tostão” e “Zé Doidinho”. Este último ficava esculhambando o povo, cada esculhambação custava quinhentos réis ou destões. Era bem divertida a brincadeira.

Tínhamos os homens que chefiavam nossa cidade como José Justiniano Solon, Manoel Bento, Antônio Lúcio de Góis, Celso Dantas. Estes, conheci quando eu crescia junto com Areia Branca. Homens exemplares como Georgino Queiroz, Leoncinho, Pedro Leite, Oscar Moura e tantos outros que aqui moravam, eram o cartão-postal da cidade.

Conheci os poetas e boêmios e os homens intelectuais. Embaixo de um pé de benjamim assistia Senhor Barbeiro ensinando a Zé Alexandre (autor do livro Moçoró Urbe Zona) a analisar o mestre Camões. Isso me valeu alguma coisa, pois me influenciei pelos estudos.

Tive o prazer de conversar com o grande poeta João Figueiredo, ouvindo suas rimas ricas de beleza e amor e me ensinando a metrificar versos. Lembro de sua canção “Bom Jesus dos Navegantes” e quando ele dedilhava em seu violão os versos românticos: “Hás de chorar tão arrependida, mendigando uma esmola do meu coração…”.

Tudo são lembranças de uma Areia Branca que conheci.

Quantas vezes como adolescente assisti reuniões culturais na residência do Doutor Gentil Fernandes, versos de Manoel do Vale, crônicas de Manoel Leandro, poesias de José Nicodemos. Quão bom eram aqueles momentos! Eu admirava a facilidade que o professor Souto Sobrinho explicava uma aula de Ciência ou de Direito Usual, a facilidade que ele tinha de manobrar o vernáculo, isso estimulava seus alunos e eu fui um desses alunos…

Hoje, a preocupação não é mais a intelectualidade, é o problema social que a política econômica do país acarreta sobre nossos ombros… Porém, a Areia Branca que eu conheci era outra. Que pena!

José Jaime Rolim, é areia-branquense, professor aposentado, escritor e ex-vereador

* Extraído do saite Costa Branca News.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 02/03/2008 - 00:43h

A Praça da Convivência

A prefeita Fafá Rosado lega a Mossoró uma “praça da convivência”, construída ao longo de um trecho da Avenida Rio Branco, numa área nobre da cidade que constitui uma espécie de corredor cultural integrado pela Estação das Artes, pelo Teatro Municipal e o Memorial da Resistência, desembocando mais adiante num parque infantil, como grande parte desse empreendimento, ainda em fase de conclusão.

Na verdade a obra deveria ter sido inaugurada em junho do ano passado, mas a escassez de recursos postergou o acontecimento. Trata-se de um complexo destinado ao lazer e à cultura dos mossoroenses, formado por uma série de construções que contam, duma certa maneira, a história arquitetônica da cidade com seus variados estilos de época, em grande parte desaparecidos pela ação corrosiva do homem.

Não sei de quem terá sido a idéia de promover, em pleno coração da cidade, o renascimento de uma significativa parcela da sua história, representada, no presente caso, pela arquitetura, caracterizadamente, eclética, que passa a conviver e se relacionar, em termos estéticos e espaciais, com novas e arrojadas construções que privilegiam a verticalidade. Mossoró, fiel à sua vocação expansionista que a transformou, no curso dos anos, na segunda mais importante cidade-pólo do estado, alcança, assim, o céu, por orgulho de ser da terra.

Parte da memória desaparecida de Mossoró é recuperada, agora, através desse empreendimento – um conjunto de vinte e quatro edificações, de variadas dimensões e formatos –, construído com a finalidade proporcionar oportunidades de negócios, otimizando as relações interpessoais e, a um tempo, servindo de eixo associativo ao que se caracteriza como um complexo multifuncional que coloca a cidade numa posição de vanguarda em relação a Natal, uma cidade que carece de equipamentos desse porte destinado ao incremento da cultura, do turismo e do lazer no estado. Tudo em uma grande área de fácil acesso.

Há quem afirme que a obra é desnecessária. De fato, se considerarmos que a segunda cidade mais importante do estado não conta ainda com uma UTI Neonatal, a critica se justifica.

Ainda mais considerando-se que a atual prefeita é enfermeira formada e, como tal, deveria dispensar melhor atenção à saúde dos cidadãos que governa. Não sei se há estatística, mas o número de crianças que morrem em Mossoró, por falta de assistência hospitalar adequada, é alarmante. Um espírito galhofeiro ou indiferente ao drama de centenas de famílias, diria simplesmente que o espírito de Herodes reincarnou em Mossoró…

No momento a obra [voltando ao assunto desta crônica] está se arrastando, quase parando, dizem que por falta de recursos, pois a prefeitura está com os cofres emborcados e a própria administração à beira da falência.

A responsabilidade de tamanho descalabro é atribuída à falta de comedimento do interino da prefeita, seu irmão Gustavo Rosado, que pensa mais nos seus do que nos interesses dos outros – os desvalidos mossoroenses que esperam seja o dinheiro de seus impostos usados em favor de toda gente e não apenas de um grupo empenhado em se dar bem.

Franklin Jorge é escritor e jornalista – franklinjorge@yahoo.com.br

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sábado - 01/03/2008 - 23:07h

América não consegue passar pelo São Gonçalo

O América não passou de um empate com o São Gonçalo hoje à noite, no estádio Machadão. Menos mal. Ficou no 1 x 1.

O alvirrubro levou um gol aos  24 minutos do primeiro tempo, em cabeçada de Fabiano Silva. Só conseguiu o empate aos 33 da etapa final, com Robson, também de cabeça. Segue líder em sua chave, com sete pontos no segundo turno do Estadual-2008.

Já o meu Fluzão fez 3 x 1 no fraquíssimo Cabofriense pelo segundo turno do campeonato do Rio de Janeiro. Conca, Washington e Dodô marcaram, contra um de Leandro do adversário.

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sábado - 01/03/2008 - 23:02h

Rosados do A e do B procuram salvação que evite “novidades”

As duas bandas da família Rosado, que sustentam há anos um jogo de poder fechando a porta à qualquer alternativa fora desse círculo, estão irmanadas. Apesar da queixa e resmungo do subgrupo da prefeita Fafá Rosado (DEM).

Desde o ano passado que existe troca de informações e transfusão de idéias, além da aventada parceria – formal ou informal, na política nativa. O principal interesse é do sistema da deputada federal Sandra Rosado (PSB), fragilizado com a descapitalização continuada de apoios, de estrutura e votos.

O agravante que tem afinado o diálogo entre as partes, é o inferno astral vivido pelo primo e ex-deputado federal, marido de Sandra, Laíre Rosado (PSB). Soterrado por acusações e denúncias que chegam a crimes como corrupção passiva e formação de quadrilha, a outra banda familiar sabe que tudo pode respingar em estragos mais ampliados adiante – comprometendo o poder familiar.

O ex-deputado estadual Carlos Augusto (DEM), ao lado da senadora Rosalba Ciarlini (DEM), não aspira que o esquema de Sandra e Laíre feneça. Há consciência de que essa metástase moral abre caminho para natural ocupação do vácuo por "estranhos" à política que dominam há sessenta anos.

Entretanto, não é fácil socorrer o casal Sandra-Laíre, sem sujar as próprias mãos. Eis o perigo em que Carlos e a senadora podem se meter. Há rumores de que os ocorreram intervenções procurando atenuar o impacto  do que afeta os "adversários."

Não creio que prospere esse socorro. A imersão continuada do grupo de Sandra e Laíre no lamaçal, foge ao controle e à esfera do compadrio paroquial. Há um cerco multi-institucional, que não tem qualquer característica politiqueira. O caso é mesmo policial e judicial.

Não é difícil imaginar o pior adinte. A propósito, o estrago caminha para ser muito maior.

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sábado - 01/03/2008 - 22:00h

Refinaria e aeroporto para boi dormir

As promessas do governo federal, de construção do Aeroporto de São Gonçalo e de uma refinaria no RN, terminam entrando para os contos da "carochinha". Cheiram a isso.

Governistas e oposição dizem, nas entrelinhas, conscientemente ou não, o que estou desconfiando. "(…) Se a refinaria se concretizar (…)", suspira a deputada federal Fátima Bezerra (PT).

Já o também deputado federal Felipe Maia (DEM) é mais claro: "Espero que a Petrobras cumpra a promessa."

Estamos caindo em mais um conto para boi dormir. Espero estar errado.

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  • Art&C - PMM - Abril de 2026
sábado - 01/03/2008 - 21:53h

Zanzando na Alemanha

A senadora Rosalba Ciarlini (DEM) não compareceu à reunião comandada pela governadora Wilma de Faria (PSB), com o presidente da Petrobras (Sérgio Gabrielli), na sexta (29), no Rio (veja AQUI). foi convidada pelo próprio governo.

A ex-prefeita mossoroense justificou a ausência, adiantando que viajaria para a Alemanha, em "missão oficial". Uma daquelas lorojas que o erário financia regularmente para parlamentares zanzarem mundo afora.

Na verdade, a prioridade da senadora é aportar na terra dos saxões, onde passará período de pelo menos 15 dias com a filha Carla, à espera do nascimento de uma neta.

Há poucas semanas, a senadora faltou a uma discussão com demais parlamentares federais e a governadora, alegando compromisso anteriormente firmado. Estaria em São Paulo, num evento social.

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sábado - 01/03/2008 - 21:45h

O eco nas lonjuras de Alex Medeiros

Veja só o que escreve hoje Alex Medeiros, em sua coluna do vespertino "Jornal de Hoje". Está aí abaixo.

Matança – Ninguém, nenhuma autoridade até agora se sensibilizou com as centenas de mortes de recém-nascidos em UTIs de neonatal em Mossoró. Mas nas festinhas oficiais da cidade, muita gente busca lugar nos camarotes.

Nota do Blog – Ajude-nos, Alex. Dê eco nessas lonjuras às vozes inocentes caladas por um genocídio bárbaro e contra a cumplicidade de parte da própria imprensa.

Natal não pode ficar permanentemente olhando tão-somente para o próprio umbigo, na adoção de uma visão "natalcêntrica" de vida.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 01/03/2008 - 20:15h

Advogado teme quebra de “sigilo fiscal” em convênio

Para o advogado Bartolomeu Tomás, é inadmissível um convênio assinado entre o Ministério Público do RN e a Secretaria Estadual da Tributação. Em essência, considera, existe pressuposto para "a violação do sigilo fiscal".

Ele manifestou preocupação durante reunião do Conselho da Subseccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Mossoró, na sexta (29), às 18h, na sede da entidade. Além de fazer constar em ata a sua inquietação, salientou que a questão deveria ser abordada pela Seccional do RN.

O presidente da OAB do RN, Paulo Eduardo Teixeira, presente à reunião, acompanhou o protesto de Bartomoleu.

Veja AQUI alguns detalhes sobre o convênio.

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sábado - 01/03/2008 - 20:04h

Saindo do “sarcófago”

Finalmente saí do meu "sarcófago".

Há horas não posto uma linha por aqui. O que não significa que estivesse no bem-bom. Ou bãm, como diria um mineiro típico.

Participei pela madrugada do fechamento da nova edição do Jornal Página Certa (que começa a circular a partir de Mossoró). É um periódico feito no peito e na raça, quase artesanalmente, por uma equipe numerosa: eu e mais duas pessoas.

Então aguarde aí. Já já temos mais notícias, comentários etc.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sexta-feira - 29/02/2008 - 23:23h

OAB começa a reagir à pressão política do grupo rosadista

Sob pressão.

É assim que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseccional de Mossoró, parece se sentir quanto à sua posição institucional, relativa ao funcionamento da "Casa de Saúde Dix-sept Rosado" e à UTI Neonatal. O assunto pautou reunião à noite desta sexta (29), na sede da entidade.

Acompanhei passo a passo o debate do colegiado dirigente da Subseccional, com a participação especial do presidente da OAB no RN, Paulo Eduardo Teixeira. Sentindo-se vítima do grupo da deputada federal Sandra Rosado (PSB), o advogado Daniel Victor reagiu de forma incisiva. Avisou que não ia admitir passivamente a perseguição pessoal, símbolo do "atraso" desse sistema.

"A coluna é da Ordem", ponderou de saída o presidente em exercício da Subseccional, Lindocastro Moraes. Fazia referência à "OAB em ação", publicada semanalmente no diário "Gazeta do Oeste".

Um texto veiculado no dia 26 de janeiro passado, em que a Casa de Saúde Dix-sept Rosado era dissecada, por oferecer um serviço desumano, gerou pressão política. Daniel e a própria OAB passaram à condição de alvos, satanizados pelo rosadismo.

A questão se transformou em crise institucional.

Depois trago mais detalhes.

O semanário Jornal Página Certa, que passa a circular a partir desse sábado (1o), trará ampla reportagem sobre o incidente e seus desdobramentos.

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sexta-feira - 29/02/2008 - 16:04h

“Blitz” em fundações é resultado do “Marcco”

A "blitz" que a Controladoria Geral da União (CGU) faz em fundações ligadas a grupos políticos, em Mossoró, não é algo isolado, por acaso ou extemporâneo. Tudo planejado, calculado e acobertado por muitas razões.

O trabalho deriva do Movimento Articulado de Combate à Corrupção (MARCCO). O colegiado reune várias instituições de estado, num trabalho conjunto para identificar e agir contra a pilantragem que adora surrupiar o dinheiro público. Além da CGU, Polícia Federal, Receita Federal,  Ministério Público Federal etc.

Em Mossoró, o Marcco foi instalado no dia 10 de dezembro do ano passado, sem o comparecimento das principais autoridades e instituições representativas da sociedade. Talvez já por temor ao que pudesse ocorrer adiante.

A mobilização (veja matéria abaixo) que acontece em relação à saúde em Mossoró, estava sendo planejada há algum tempo (AQUI) e aos poucos recrudesce.

Aguarde que tem mais novidades por aí.

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