domingo - 27/01/2008 - 10:30h

Gabriela tem novo problema à vida

Houve sério complicador no quadro clínico da menina "Vitória Gabriela", nascida prematuramente na Casa de Saúde Dix-sept Rosado, em Mossoró, sábado (19). Preocupante mesmo.

Foi detectada uma hemorragia à noite desse sábado (26). Até então, tinha considerável avanço em sua frágil saúde.

Internada na UTI Neonatal do Hospital Santa Catarina em Natal, desde sábado (19), o bebê nasceu com pouco menos de cinco meses de gestação, 955 gramas. É filha do casal Cleilma Fernandes-Carlos Duarte, dirigentes do Jornal Página Certa

Nossas orações para que mais essa dificuldade seja superada. Fé.

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Categoria(s): Nelson Queiroz
domingo - 27/01/2008 - 10:20h

As entrelinhas à beira-mar

O burburinho político em Mossoró e seus arrabaldes girou, nesse sábado (26), em torno de um encontro social (de caráter político), em Tibau. Juntou pelo menos três senadores e vários outros políticos.

Farei a leitura dos seus bastidores e suas entrelinhas no curso das próximas horas.

Refiro-me à recepção do casal prefeita mossoroense Fafá Rosado (DEM)-deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM). Por lá, entre outros, os senadores José Agripino (DEM), Garibaldi Alves Filho (PMDB) e Rosalba Ciarlini (DEM).

Mas algumas ausências ou presenças "na marra" pesam sobremodo no estudo do cenário.

Aguarde aí, pois. 

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domingo - 27/01/2008 - 10:11h

Da “Constituinte” ao time dos “13”

O ex-vereador e suplente na atual legislatura em Mossoró, advogado e professor Tomaz Neto (PDT), é o entrevistado especial de hoje de "O Mossoroense." Fala sobre um período conturbado mas memorável da política do município. 

Tomaz transfere-se para o final dos anos 80, quando presidiu o que se convencionou chamar de "Constituinte", nome pomposo para o trabalho de feitura da "Lei Orgânica do Município." Aborda ainda a atual câmara com 13 vereadores e outros temas políticos.

O material é de autoria do jornalista Bruno Barreto.

Ele fala dos bastidores e algo que até me envolve. Merece ser lida. De minha parte, também é graficante o material por juntar pessoas e uma marca do meu profundo apreço.

O Mossoroense, impresso onde comecei a vida no jornalismo; Bruno Barreto, um jovem que nos oferece esperança na reoxigenação do jornalismo praticado na atualidade em Mossoró (grande, garoto!); Tomaz por sintetizar lealdade, generosidade, sentido de gratidão e solidariedade. Divergimos em quase tudo, sem nunca colocarmos em ameaça a amizade entre pessoas, que a política e minha profissão sempre pressionam.

Tomaz narra a pressão sofrida para expurgar o jornalista Carlos Santos, em face do meu perfil de trabalho. Revela as entranhas do poder e como funciona a máquina de moer gente em Mossoró.

De minha parte, tudo superado. Nenhum dos personagens citados virou meu inimigo ou deixou superfície de mágoa. Jamais serei seus prisioneiros, algemado por sentimentos menores. "Tudo passa."

Leia AQUI.

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sábado - 26/01/2008 - 23:53h

Por que alguns políticos roubam

Assim como eu, você também deve ficar escandalizado com a cara-de-pau de alguns políticos que metem a mão nos cofres públicos como se estivessem sacando dinheiro da própria conta. Embora as notícias da roubalheira tenham sido mais intensas nos últimos tempos, a verdade é que essa prática não é privilégio dos dias atuais.

Desde que o mundo é mundo alguns espertalhões sempre usaram a política para forrar os próprios bolsos.

Vamos tentar entender os motivos que levam alguns políticos a seguir o caminho, ou melhor, os descaminhos, que os colocam à margem da sociedade e em pé de igualdade com os bandidos da pior espécie. São as condutas éticas que governam as ações sociais.

Cada sociedade é organizada a partir de princípios éticos próprios da sua história, da sua cultura e do seu contexto. Para algumas tribos indígenas, por exemplo, roubar cavalos era uma façanha admirável entre seus guerreiros. Já na Idade Média, em alguns feudos, as moças permaneciam virgens até o casamento. Entretanto, por lei, quem tinha direito à primeira noite não era o noivo, mas sim um nobre, dono das terras.

Visto de fora, longe da realidade desses povos e distante da época em que cultivavam naturalmente esse costumes, pode nos parecer que as condutas eram abomináveis. Assim como, provavelmente, no futuro nossa forma de viver em sociedade hoje poderá parecer estranha e até sem sentido. Sejam quais forem os princípios éticos, são eles que sustentam a vida em sociedade.

Sem esses preceitos, a convivência social seria um caos, pois as pessoas não se respeitariam.

A sociedade contemporânea, salvadas as diferenças pontuais, se submete a princípios éticos bastante semelhantes. Entre as diversas condutas éticas estabelecidas, e que se subordinam também aos mandamentos de Deus, está a orientação de não roubar.

Considerando-se que os políticos também fazem parte desse tecido social, não deveriam roubar. Quando, todavia, esse "representante do povo" surrupia a grana da população, passa por três estágios para chegar à deterioração ética:

Não sentiu medo – A certeza de que não seria punido foi tão evidente que não teve medo de receber represálias para o seu ato inescrupuloso. Se uma pessoa tiver receio de que será punida, irá refrear seus impulsos e não cometerá o crime. O que anima o ato de delinqüência é o baixo risco de punição.

Não sentiu vergonha A frase "ele não tem vergonha na cara" pode ser interpretada como não se sentir menosprezado ou ridicularizado por não ter princípios éticos sociais. A vergonha é um valioso freio para os desvios sociais. Ao cometer o crime, esse político não sente vergonha de ser ridicularizado ou menosprezado pela sociedade, pois a falta de escrúpulos e de princípios já se instalou de forma tão acentuada no seu caráter que essas circunstâncias não aborrecem seu sono.

Não sentiu culpa – Como diz o psicoterapeuta Flávio Gikovate: culpa é a capacidade de se colocar no lugar do outro. Quando sentimos na própria pele o mal que fazemos à outra pessoa, estamos experimentando o sentimento da culpa. Se um político desvia o dinheiro que seria usado para a compra do leite das crianças ou para a aquisição de ambulâncias destinadas aos pobres desprotegidos, a culpa passou longe de suas preocupações.

Um político deve ser admirado e respeitado quando possui princípios éticos tão evidenciados que, se cometesse um deslize, antes de sentir medo de ser punido, sentiria culpa e vergonha pelos seus atos.

Não vamos perder a esperança, pois tem muita gente séria ainda na política. Cabe à sociedade, entretanto, construir sua proteção. Se a educação que alguns políticos receberam não foi suficiente para que sentissem culpa ou vergonha pelos crimes que poderiam cometer, que pelo menos sintam medo de ser punidos se não se comportarem como deveriam.

E, por incrível que pareça, um dos maiores pesadelos do político é perder uma eleição. Que tal começarmos por aí?

Reinaldo Polito é mestre em ciências da comunicação

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sábado - 26/01/2008 - 23:44h

Encurralada

Diz a sabedoria popular, “quem com muitas pedras mexe uma lhe cai na cabeça”… A situação em que se encontra atualmente a governadora do estado, em relação aos seus aliados petistas, corrobora esplendidamente o axioma popular corrente desde quando as pessoas sensatas ainda conseguiam extrair lições da experiência.

Refém do Partido dos Trabalhadores, sem o qual não pode governar, pela primeira vez em muitos anos Dona Wilma começa a colher o que plantou, enquanto – de crista caída — vai comendo o pão diabolicamente amassado por aliados e partidários vorazes, cada vez mais incontentáveis, dos quais os petistas são os mais notáveis.

A prensa que o presidente da Fundação José Augusto lhe deu, ao cobrar-lhe recursos e autonomia, prova-o sobejamente. A governadora, acostumada a pisar no pescoço de todo mundo, está agora, pela primeira vez, encurralada numa saia justa que se esgarça a cada nova investida oriunda dos mais diversos setores do conglomerado aliado.

Somando-se à pressão petista, o próprio desmoronamento do estado, especialmente na área da segurança pública, entregue a um secretário fraco e à falta de estrutura e de recursos para controlar o crime que avança como um tsunami sobre a sociedade norte-rio-grandense, que, exausta de tanta expectativa, começa a desesperar, ao perceber claramente o tamanho do descaso do governo do estado e da inércia do governo federal, despreparados para agir em benefício da tranqüilidade de todos.

Lendo este JH Primeira Edição, jornal que espelha com maior clareza a real situação da governadora, inteiramo-nos do tamanho da crise que ronda o governo, algo inaudito, se considerarmos que a governadora tem se mostrado perita, no curso dos anos, em calcar sob os seus pés o pescoço de lideranças tradicionais passadas na casca do alho, como Aluízio e seu irmão Agnelo Alves, senadores Garibaldi Alves e Agripino Maia, Geraldo Melo e o mal-sucedido costureiro Fernando Bezerra, apeado do sonho de vir-a-ser um novo cacique, quando mal começava a velejar na turbulência da política.

Todos esses, sem exceção, Dona Wilma levou na conversa, desfrutando do apoio e dos recursos materiais e políticos de cada um, até a rasteira final, na qual tem se mostrado uma habilidosa capoeirista. Agora, porém, a maré parece estar mudando e a prova disso está na paciência com que tem suportado as impertinências de uma ala do PT que apóia e dá guarida ao cordelista Crispiniano Neto, que a governadora está engolindo sem mastigar, de goela abaixo, sem nem mesmo o conforto de um gole dágua capaz de facilitar a deglutição de bocado tão amargo e cheio de asperezas que hão de fazer mal ao seu delicado estômago de primeira mandatária…

Quem acompanha a cena política se surpreende com o encurralamento da governadora Wilma de Faria, que, durante tantos anos, graças ao seu grande poder de maquinação, sempre pareceu aos mais bem-informados uma verdadeira discípula de Maquiavel.

Uma Maquiavel de saias que, por arrogância e orgulho desmedidos, parece ter caído finalmente, primeira vez, numa esparrela capaz de dificultar-lhe os planos futuros. Para sair dessa enrascada em que se meteu, vai ter que aprender a assoviar e chupar cana ao mesmo tempo… 

Franklin Jorge é escritor e jornalista – franklinjorge@yahoo.com.br

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sábado - 26/01/2008 - 23:36h

Desejo de status

Segundo o escritor Oscar Wilde, só há duas tragédias na vida: uma é não se conseguir o que se quer, a outra é conseguir. E das duas, a pior delas – um verdadeiro drama – é exatamente a última: conseguir o que se quer. 

Ironias à parte, mas no fundo no fundo, o escritor inglês tem toda razão ao dizer que, realmente, é uma verdadeira tragédia, quando o sujeito faz do seu ofício diário – do seu objetivo de vida – a procura pelo status.

Status, palavra derivada do latim “statum”, nada mais é do que o valor e a importância de uma pessoa aos olhos do mundo. Importância essa tão bem descrita por uma das entidades do escritor Fernando Pessoa, o Álvaro de Campos, quando disse: “Começo a conhecer-me. NÃO EXISTO. Sou o intervalo entre o que desejo e os outros me fizeram…”.

Então, está explicado por que Sartre anunciava: “o inferno são os outros”. E vive, sem dúvida, num inferno, quem tanto procura o status.

O escritor e filósofo suíço, Alain de Botton, interessado no tema, escreveu um livro com esse título: “Desejo de status” e, logo na primeira página, brilhantemente, nos adverte: “É uma preocupação tão perniciosa que é capaz de destruir grande parte de nossa vida. Movidos por ela… podemos perder nossa dignidade e nosso respeito próprio. O desejo de status possui uma capacidade excepcional de inspirar sofrimento”.

E por que isso acontece? É simples. Ao lutar por toda uma vida, para ocupar um cargo importante, que lhe dê projeção, poder, fama, adulações, risos (mesmo nas piadas de mau gosto), deferências, etc, etc… quando consegue isso, o sujeito nem sempre está preparado para exercer o cargo. E aí, vem a tragédia. Vem a cobrança: “Você pode até ter boas intenções, mas é um incompetente. Falta-lhe pulso!”.

Aí o sujeito, se desespera, pois começa a perceber que aos olhos do mundo a sua farsa está sendo descoberta: “Eu quero o poder, o cargo, mas sei que não estou preparado para ocupá-lo. Eu lutei tanto (mas, não foi o bastante). Toda a minha vida foi para isso. Não posso perder. Não posso perder!”.

Ao viverem, portanto, esse drama de consciência – e vivem mesmo e não tenho nenhuma dúvida -, os desejosos de status sofrem. E isso está estampado na face de cada um, só não ver quem não quer.

Conheço muitas e muitas pessoas que estão passando por esse problema: incompatibilidade da “competência” com o espaço que ocupa. Gostaria imensamente de ajudá-los. Mas, não sei como abordá-los.

Talvez, fosse o caso de lhes mostrar que a principal causa que faz com que o indivíduo queira ser um vip, um famoso, seja a sua total falta de amor. De amor próprio. Pois, quem se ama não se importa se está vestindo roupa de uma grife não famosa; quem se ama não se importa se o seu carro é ou não o do ano; quem se ama não se importa se vai ou não viajar; ou seja, quem se ama, não precisa dos olhos dos outros para guiar a sua vida.

Minha mãe, professora e escritora, me ensinou, desde cedo, que a coisa mais preciosa que temos – e que devemos escrever, cuidadosamente, a cada dia – é a nossa história. E jogá-la no lixo, por um capricho infantil, um desejo de Status, é simplesmente deixar de existir. Pois, o nosso passado e o nosso presente, eis o que somos…

Francisco Edilson Leite Pinto Junior – Professor, médico e escritor

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sábado - 26/01/2008 - 23:26h

Manoel Barreto de Medeiros

Martins-RN, janeiro de 1995. Na praça da Matriz, a conversa rolava solta. Nem percebíamos que a noite avançava na madrugada fria. Éramos cinco: Manoel Barreto, Fernando Gondim e Conceição, Vilani e eu.

A prosa descontraída, que tinha começado pelo inevitável comentário sobre a movimentação da festa da padroeira, singrava outros caminhos: economia, turismo, gastronomia, religião, etc. Mas, nosso interesse mesmo era ouvir Manoel, que debulhava uma série de interessantes histórias.

Somente de sua experiência como representante comercial da Gessi Lever, durante três ou quatro décadas, contou-nos tantos casos que, reunidos, ensejariam um belo “manual do vendedor”. Não para o ávido vendedor preocupado somente com o dinheiro ou com a venda pela venda. O manual, certamente, serviria àquele que desejasse conquistar o cliente pelo convencimento de produtos sem escamoteações.

Encantava-nos anarração dos diálogos ocorridos pelos caminhos comerciais: argumentos, réplicas e tréplicas, todos reconstituídos ipsis litteris. Tipos humanos que conheceu ao longo da jornada, situações embaraçosas e suas extraordinárias saídas. Tudo entremeado com sonoras gargalhadas.

E a política? Perguntamos.

Aposentava-se da iniciativa privada quando foi convidado, em 1982, para disputar a prefeitura de sua terra. Ele era aquele filho que, mesmo distante, vez por outra estava na cidade e, com isso, não perdia o contato e o conhecimento da situação local. Aceitou e ganhou. Administrou com gana.

Dessa primeira experiência no executivo, falou-nos, principalmente, do impacto que sofrera ao deparar-se com alarmantes distorções observadas no seio da gestão pública. Como o apóstolo São Paulo, combateu o bom combate e guardou a fé. Ao término da missão, retornou a Fortaleza para, finalmente, ‘curtir’ a aposentadoria.

Quatro anos depois, outra convocação e novo apelo de seus conterrâneos. E, como guerreiro que não fugia à luta, voltou e novamente foi eleito. À época de nosso encontro, estava na metade do segundo mandato. Não reclamava — pois em tudo demonstrava um entusiasmo superior —, mas falou das dificuldades de imprimir um ritmo desejado.

Para ele, era impossível conviver com uma administração eivada de vícios. Porém, não desistia, mesmo remando contra a maré. Bem, pelo que sei, novamente cumpriu a tarefa e, ao fim e ao cabo, recolheu-se à capital alencarina. Com mãos limpas, sem nódoas, sem manchas. Pobre, é verdade, todavia com a consciência tranqüila.

Apesar de em nossos dias, pela completa inversão de valores, a honestidade ter pouco valor, ainda existe quem pense diferente. Quando li, em uma curta notinha jornalística, a notícia de seu falecimento, lembrei-me imediatamente do desfecho da nossa conversa naquela madrugada martinense.

Alguns jovens, na mesa ao lado, movidos pelo excesso de álcool, travavam forte discussão que beirava as vias de fato.

Manoel olhou a arruaça e, voltando-se para nós, contou uma história de sua juventude:

— Quando íamos para uma festa, geralmente naquela saída meio protocolar, nosso pai apenas dizia: “Quando chegar a hora de vir embora, venham.” Por não alcançarmos o entendimento da mensagem, um dia perguntamos: “Papai, e como saberemos a hora?”

Ele, magistralmente, respondeu: “Meus filhos, a hora de voltar pode ser no começo, no meio ou no fim da festa. Quando quebrarem um copo, por alguma alteração, por exemplo, não esperem que quebrem o segundo, pois a hora do retorno chegou.”

Como os grandes homens, Manoel Barreto de Medeiros também guardava sábios ensinamentos.

David de Medeiros Leite – Advogado e professor da Uern – david.leite@uol.com.br

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Categoria(s): Fred Mercury
sábado - 26/01/2008 - 20:42h

Projeto releitura

Consumi dois ótimos livros nos últimos dias. Fizeram parte do "Projeto Releitura", providência saneadora que criei para conservar o hábito, lendo outra vez títulos que possuo em casa.

Os novos têm preços proibitivos, além de boa parte não me parecer interessante. Ou não são interessantes porque são financeiramente proibitivos para mim? A ordem dos fatores pode alterar o produto. Enfim, talvez as duas vertentes de justificativas terminem se fundindo.

"Trinta anos esta noite, 1964 – o que vi e vivi" de Paulo Francis, fui buscar lá no fundo do baú. Há 14 anos está em minha companhia, portanto desde 1994. Peguei-o de "segunda mão", comum à época em que trabalhava na Editoria Política da Gazeta do Oeste. Sobra de Canindé Queiroz, minha principal fonte de livros a valor módico. Como se diz hoje, saiu à base do 0800. De graça.

O outro é novinho em folha. Remonta a janeiro de 2002. Filei-o, depois que meus olhos passearam sobre ele várias vezes na mesa de um parceiro de profissão, que não iria aproveitá-lo. Portanto, imprestável onde ronronava. Fora presente com dedicatória e tudo do ex-vice-prefeito de Mossoró Antônio Capistrano. 

Fazia parte de uma pilha de outras obras adormecidas no lugar, que serviam no máximo como peso à folha avulsa. Digamos então que foi um furto consentido.

Trata-se de "O livro dos insultos" de H.L. Mencken". É outro trabalho indispensável, sobretudo para quem faz do jornalismo algo além de uma atividade profissional. Os dois – Francis e Mencken – marcham sobre searas distintas, universos diferenciados, mas a partir do olhar perscrutante de jornalistas com características iconoclastas.

Já os tinha quardadinhos. Agora – após nova leitura – continuarão ainda mais comigo. Reler não é apenas ver de novo. É fitar aquele mundo sob outro ângulo.

O escritor Franklin Jorge leu e doou milhares de livros. Não chego a tamanho desprendimento. O poeta Marcos Ferreira acha que aqueles títulos ruins, o jeito é fazer andar, pois "pode ser que alguém goste". 

Li em algum canto, que o fino é comprar três exemplares do mesmo livro. Um para a biblioteca pessoal, outro para a leitura com todo o seu manuseio necessário e um terceiro à doação a amigos e pessoas com gosto pela literatura.

Fico à espera desse mecenas, gente de coração superior e boa seiva financeira. Qualquer coisa, como aqui em casa não tem chaminé ou janela à rua, mande um e-mail avisando a boa nova.

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Categoria(s): Nair Mesquita
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sábado - 26/01/2008 - 20:32h

A esfinge dobra a “Ordem da estrela solitária”

Depois que dois dos seus mais proeminentes quadros se encantaram com o poder, relegando a segundo plano a "ordem da estrela solitária", do PT, o partido precisa tomar um banho de sal grosso. Mais: fazer pedido férreo à iemanjá.

Os médicos Ruy Pereira (ex-secretário estadual da Saúde) e Adelmaro Cavalcanti (atual secretário), hoje são mais wilmistas do que Lauro Maia, Graça Mota, Márcia Maia e Marilene Dantas. Juntos.

O patrulhamento adotado em Cuba, em que cada indivíduo é um soldado da "revolução", é pouco para segurar a tentação. Do jeito que vai, ninguém está livre de se render ao sorriso de esfinge da governadora Wilma de Faria (PSB).

Quem não a decifra, é devorado. Até aqui, não apareceu um Édipo, herói mitológico grego, para dobrá-la.

Corpo de mulher-leão, Wilma é politicamente instintiva. Cerebral. Está sempre trabalhando um passo à frente, como se pensasse como exímio jogador de xadrez.

A mulher não é fácil. O PT, até aqui, está levando um baile. Sobrou há tempos.

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sábado - 26/01/2008 - 18:54h

Assu pede socorro (o crime leva a melhor)

Quando posto alguma matéria referente à insegurança pública, em qualquer quadrante do RN, é estopim para reação em cadeia. Pipocam as mais diversas queixas, algumas irascíveis.

O comum é captarmos o clamor, se apontando a vitória crescente do crime contra o estado legal e civilizado.

Quem adiciona comentário ao Blog é o jornalista e radialista dos bons (além de raro caráter), Lucílio Filho, do Assu.

Veja o seu e-mail, a partir da matéria que coloquei um pouco abaixo, com o título "Carga preciosa":

Amigo Carlos, enquanto a "carga preciosa" teve escolta, a cidade do Assu tem vivenciado pelo menos um assalto por dia a estabelecimentos comerciais.

Até agora as autoridades de segurança não deram uma resposta positiva com ações concretas para a tranquilizar a população.

Saudações e obrigado pela companhia na TV União.

Lucílio Filho

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 26/01/2008 - 17:57h

Cassado por infidelidade partidária pode ser candidato

Está havendo uma confusão, com interpretações diversas, quanto às condições políticas de quem possa ter seu mandato cassado este ano, por infidelidade partidária. Há muita informação desencontrada.

Claro que não me apresento como indicado a dirimir dúvidas quanto ao tema. Sou leigo. Não passo de um diletante no tema. Interesso-me por ele, em face da atividade muito focada para o Jornalismo Político, que exige estudo quanto ao Direito Eleitoral, por exemplo.

Porém é fácil assinalar, que em caso de eventual perda do mandato do vereador, por infidelidade partidária, o prejudicado não tem suprimido seus direitos políticos. A punição máxima é ser expurgado da câmara, cedendo lugar ao suplente imediato do partido reclamante.

O cassado, portanto, poderá votar e ser votado nas eleições deste ano, desde que cumpra as exigências legais já tão conhecidas.

Os processos em tramitação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), solicitando cassações de vários vereadores, devem estar concluídos até o final de abril. Portanto, tempo suficiente para se reorganizar e partir às eleições de outubro.

Boa sorte a quem fez a consulta. Espero ter podido colaborar.

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sábado - 26/01/2008 - 14:17h

“Carga preciosa” sob escolta

Anote outro flagrante do estágio do "deus-dará" na segurança pública do RN. Poderia ser nota esportiva, mas não é.

O time do ABC, num vistoso ônibus de turismo, saiu de Mossoró na quinta (24), após empate em 1 x 1 com o Potiguar, escoltado por forte aparato policial. O temor, compreensível, era de que o veículo com a carga preciosa fosse assaltado na BR-304.  

Ônibus em linha regular e carros privados são vítimas corriqueiras em BR, rodovias estaduais e tantas carrocáveis que cruzam o RN.

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Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 26/01/2008 - 13:19h

Areia Branca revolta-se contra cidadania de Dickson Nasser

Chovem e-mails comentando a postagem bem abaixo (AQUI), sobre o título de cidadania concedido ao presidente da Câmara de Natal, pela congênere de Areia Branca. A revolta é pulsante.  

Não chego a estranhar esse comportamento até passional em se tratando de política areia-branquense. Tenho tirado alguns excessos e deixei de postar pelo menos uns dez comentários que passam à pura agressão vocabular, o que esse Blog não partilha. As regras são claras.

Contudo, tirando os excessos chulos, não posso deixar de assinar embaixo a indignação.

A comenda de transformação de um mortal em gente da gente, em concidadão, deveria ser algo mais sério, sadio, baseado em critérios ortodoxos e nunca no compadrio. A camaradagem de patotas cheira mal.

Areia Branca e sua câmara diminuem a cidadania, transformando-a num penduricalho, coisa reles de pouco valor – mesmo àqueles que a merecem.

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sábado - 26/01/2008 - 12:58h

Taboleiro Grande sofre com mais de 120 terremotos

A região de Taboleiro Grande na região Oeste do RN, a 394 km de Natal, continua com intensa movimentação geológica. Terremotos parecem intermináveis no município e área próxima.

O epicentro foi localizado a pouco mais de 2 km da zona urbana da cidade, no Sìtio Orós. Desde o dia 13 de setembro de 2007, quando um tremor de maior intensidade chegou a 3 pontos na Escala Richter (o teto de incidência chega a 9), até o final do ano, foram detectados mais de 120 casos. 

A maioria não é facilmente observada pelo ser humano sem uso de equipamentos adequados. Naquele dia, o estrago foi mais visível, com diversas casas apresentando rachaduras e móveis estremecendo em seu interior.

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) colocou um sismógrafo (aparelho que identifica os terremotos) no Sítio Orós.

No início deste ano o sismógrafo sofreu uma pane, passando por reparos.

Saiba mais sobre terremotos e a Escala Richter AQUI.

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Categoria(s): Nelson Queiroz
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 26/01/2008 - 12:36h

Casa cheia

Disputadíssimo o acesso à casa de praia do casal prefeita mossoroense Fafá Rosado (DEM)-deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM). O rega-bofe está marcado para ao meio-dia e meia de hoje – em Tibau.

A atração à busca ávida por convite, é tríplice. Estarão presentes os senadores potiguares da atualidade, José Agripino (DEM), Rosalba Ciarlini (DEM) e Garibaldi Filho (PMDB).

Presidente do Senado, Garibaldi foi quem inicialmente se agendou ao encontro. Em seguida a fila aumentou com Rosalba e logo depois Agripino, todos correligionários. Vereadores, secretários municipais e lideranças políticas na região também aportam por lá. Além, lógico, da necessária imprensa para "bombar." Faz parte.

Na mitologia política mossoroense e na leitura semiótica do lugar, encher a casa em número e graduados, é sinal de força, influência e poder. 

À semana passada por exemplo, o casal deputada federal Sandra Rosado (PSB)-ex-deputado federal Laíre Rosado (PSB) alardeou que empanzinou a sua residência praiana com 600 pessoas. Recebia a governadora Wilma de Faria (PSB). Um certo exagero, convenhamos. Não pelo aspecto político, mas até pela incompatibilidade de espaço, para quem conhece bem o lugar. 

E assim caminha a humanidade política mossoroense. 

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sábado - 26/01/2008 - 11:59h

CGU descobre construtora fantasma atuando em prefeituras

A Controladoria Geral da União (CGU) flagrou mais alguns sinais de deslizes com a coisa pública no RN, envolvendo recursos federais. Alguns municípios estão enroscados com a construtora "Juacema." 

Dois "laranjas", que moram em casas modestas nos municípios de Tangará e Serrinha, declararam desconhecer as atividades da Juacema, afirmando não ter recebido qualquer quantia oriunda dos contratos da empresa. Trata-se de um agricultor e uma doméstica desempregada.

A construtora aparece com obras vultosas e é campeã de irregularidades no RN. As prefeituras de Viçosa, Santa Cruz e Lagoa Nova aparecem nesse enredo.

Saiba mais AQUI.   

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sábado - 26/01/2008 - 01:03h

Vá entender

Setores da sociedade civil de Apodi fazem protesto público no domingo (27). Lembram o não-aproveitamento das águas da Barragem Santa Cruz. 

Não entendi por que políticos são convidados para um ato público, protestando por algo que tem como culpados diretos e indiretos, os próprios.

A culpa é justamente deles, gente. 

Só num país ainda por ser tocado pelas graças da civilização, se observa um crime dessa dimensão. O desperdício do oásis que é a Santa Cruz, que serve muito mais como balneário para forró e cachaça, é um crime sem punição.

O que deveria fertilizar milhares de hectares do fértil solo da região, é desprezado para esse fim. O pouco caso deriva dos agentes políticos, sobretudo aqueles detentores de mandatos.

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sábado - 26/01/2008 - 00:17h

Sem saudades

Não deixará saudades no governo municipal da cunhada, a prefeita Fafá Rosado (DEM), a passagem do engenheiro Marco Célio Nogueira. Foi o que ouvi de várias pessoas.

De servidores da Gerência de Desenvolvimento Urbanístico a nomes diversos, que precisaram interagir com ele no cargo, a opinião é quase unânime: o poder ocasional subira à sua cabeça.

Irmão do deputado estadual e marido da prefeita mossoroense, médico Leonardo Nogueira (DEM), conheço Marco Célio há anos. Estranhei os relatos, confesso. Sempre o tive como cordial, equilibrado e sereno, quase monossilábico.

É, o tal do poder faz sina e fascina.

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sexta-feira - 25/01/2008 - 23:48h

Em nome do filho

Há um adiantado trabalho nas coxias da oposição, em Pau dos Ferros, para reaproximar o ex-deputado estadual Elias Fernandes (PMDB) do ex-prefeito Nilton Figueiredo (PP). A campanha de 2008, lógico, está à mesa.

O PMDB com suas facções, oscila entre apoio à pré-candidatura de Nilton outra vez à prefeitura e à reeleição do prefeito Leonardo Rêgo (DEM). A cartada decisiva à composição pode ser Gustavo, filho de Elias. É sussurradamente mencionado como possível vice numa chapa encabeçada por Nilton.

Até aqui o peemedebismo mantém movimento pendular entre Nilton e Leonardo, com reduzidíssima hipótese de marchar em faixa própria na corrida sucessória. 

Elias e Nilton colidiram em plena campanha do ano passado. À ocasião, o ex-prefeito isolou o projeto de reeleição de Elias à Assembléia Legislativa. As mágoas, a princípio, não estão completamente sanadas e superadas. A princípio.

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sexta-feira - 25/01/2008 - 23:32h

Dicson Nasser recebe cidadania sob protesto

Com intermináveis insumos à polêmica, a política areia-branquense alimenta mais uma. A passagem do presidente da Câmara de Natal nessa sexta (25), pela cidade, deixou um rastro de disse-me-disse.

Manifesto irado foi espalhado na cidade, censurando a Câmara Municipal areia-branquense. O presidente da Câmara de Natal, Dickson Nasser (PSB), recebeu título de cidadania. Entretanto ouviu protesto ríspido de militantes de esquerda.

O PC do B, por exemplo, lançou manifesto criticando a comenda, lembrando uma série de acusações que pesam contra Dickson Nasser. Tudo em torno da investigação promovida pelo Ministério Público, na "Operação Impacto", no ano passado.

O presidente da Câmara de Areia Branca, vereador Chico Lopes (PTB), orientou a segurança para não permitir manifestações.

Para Pablo de Sampaio Barros, secretário de Formação do PC do B, é inaceitável a honraria, ao mesmo tempo em que é esquecido em Areia Branca, Francisco Meneleu dos Santos, recentemente falecido. Era o último remanescente do levante comunista em Natal, em 1935.

"Não recebeu nenhuma homenagem da cidade" – critica.

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sexta-feira - 25/01/2008 - 23:08h

PC do B volta a discutir candidatura internamente

O PCdoB estará se reunindo nesse sábado (26), às 9h, na sua sede municipal localizada à rua Wenceslau Brás, 408 (em frente ao Amantino Câmara). A pauta simples: campanha 2008.

Há um crescente movimento interno no partido defendendo lançamento de candidatura própria a prefeito, além de chapa proporcional. O PC do B alimenta prioritariamente uma aliança com PT e PHS.

Quanto à opção a prefeito, o Pc do B não esconde e exalta há meses seu nome preferencial: o ex-vice-prefeito (duas vezes) de Mossoró, professor Antônio Capistrano.

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sexta-feira - 25/01/2008 - 18:02h

“Bóia” popular em Pau dos Ferros é articulada

Sabendo que precisa de "combustível" para se manter em evidência política em Pau dos Ferros, o ex-prefeito Nilton Figueiredo (PP) está se mexendo. Aposta no assistencialismo.

Ex-prefeito (três vezes) e pré-candidato novamente este ano, Nilton recebeu sinalização positiva da governadora Wilma de Faria (PSB), para anunciar instalação de uma unidade do "Restaurante Popular" no município. Perspectiva de que isso aconteça por volta de março próximo.

A comida em prato feito (PF) estará à venda por R$ 0,50 a unidade. A estimativa é de que sejam comercializados mil refeições/dia.

O preço ficou no meu padrão. Já tenho onde pegar a bóia quando circular na boa terra do Alto Oeste.

Depois apareço. Depois de março, lógico.

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