Eu assino matéria analítica sobre a sucessão municipal, sob o ângulo histórico, dissecando a trajetória do PT. São 26 anos e seis eleições.
Números e fatos mostram o porquê do partido ter se transformado em femômeno de nanismo político em Mossoró.
Jornalismo com Opinião
Eu assino matéria analítica sobre a sucessão municipal, sob o ângulo histórico, dissecando a trajetória do PT. São 26 anos e seis eleições.
Números e fatos mostram o porquê do partido ter se transformado em femômeno de nanismo político em Mossoró.
O jornalista mossoroense Luís Fausto, instalado em Brasília e farejando notícias bem de pertinho, me repassa a informação. Havendo endosso ao texto nas duas casas parlamentares nos próximos dias, a Pec entra em vigor para as eleições deste ano.
Em Mossoró, por exemplo, em vez de 13 vagas à Câmara Municipal, o total passaria a 19. É criado um critério baseado no total populacional das cidades, com o mínimo de nove vereadores e o máximo de 55.
Muito bom.
O texto também trata da redução de gastos.
Nota do Blog – A mudança de 21 para 13 vereadores em Mossoró não representou avanço. Os gastos aumentaram e a relação da Casa com o poder Executivo, terminou se transformando em algo promíscuo e baseado no compadrio.
A atual legislatura está devendo muito à sociedade.
O Brasil não é o pior dos mundos. Mesmo na política. Veja esse exemplo esquisito que vem da progressista Austrália, no outro lado do mundo.
O deputado conservador Troy Buswell, líder do Partido Liberal na Australia Ocidental, admitiu que cheirou o assento de uma colega parlamentar logo após ela ter levantado da cadeira em seu gabinete. O incidente ocorreu em 2005.
Depois de muito disse-me-disse, ele admitiu o incidente. Ninguém perguntou o porquê nem detalhes aromáticos – ou não – quanto ao objeto de sua tentação.
Não se trata de um caso de corrupção ou improbidade administrativa, tão comuns no Brasil. Mas pode ser o começo. Não há caracterização de deslize nessa profundidade. Digamos que ocorreu quebra de decoro.
No pindorama brasileiro, o forte mesmo é ferrar o povo. Mas já tivemos presidente da República, João Batista Figueiredo, dizendo que preferia o "cheiro dos cavalos".
Questão de gosto não se discute.
A Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM) vai lançar a XXI Feira Industrial e Comercial de Mossoró e Região Oeste (FICRO). Será no próximo dia 8, às 20h, no Parque de Antenas da TV Cabo Mossoró (TCM). A Ficro acontecerá de 21 a 24 de agosto deste ano, no Expocenter – Feira de Exposições de Mossoró.
Passei batido ontem, quarta (30). Mas apesar do atraso ainda há tempo, pelo afeto e respeito que renovo a cada dia, de ofertar meus parabéns ao advogado Tarcísio Jerônimo. Com aquele jeito discreto, quase ninguém foi alertado quanto a seu aniversário. Meu amigo, tudo de bom que houver nessa vida. Fazer parte do seu seleto grupo de amigos me enriquece a cada dia. Depois apareço por aí, para "render" Manoel Dantas em nosso cafezinho diário.
Mossoroenses há anos radicados em Natal, Ricardo Cabral e Delevam Gurgel (que compõem o governo Wilma de Faria-PSB) aportaram ontem em Mossoró. Tratavam questões particulares. Mas arranjaram tempo para atualização dos assuntos no emblemático "Bar IP", do comandante-em-chefe Édson Pinheiro.
No domingo (27), no jogo ABC 2 x 2 Potiguar de Mossoró, no Estádio Frasqueirão, em Natal, tivemos uma situação até quixotesca, envolvendo o pré-candidato a vereador Lahyrinho Rosado (PSB). Hilariante, diria.
O filho da deputada federal Sandra Rosado (PSB) e do ex-deputado federal Laíre Rosado (PSB) aboletou-se em meio à galera alvirrubra, devidamente uniformizado e entoando gritos de guerra da torcida organizada. Evitou as cadeiras e camarotes.
Um irônico torcedor não perdeu a oportunidade de fazer piada. Tinha direito. "Eu pensei que você torcesse pro ABC…", ironizou com sarcasmo ferino.
Meio desconsertado, com a convicção e consistência de uma gelatina, o pré-candidato-desportista reagiu: "Nâm!! Sempre fui Potiguar!"
Como afirmava o velho comediante Costinha, diante dessas situações grotescas… "Ah,bãm!"
Nota do Blog – Lahyrinho nunca era visto ziguezagueando no Estádio Nogueirão em Mossoró, antes de ensaiar ingresso na política. Em dia de jogos com casa cheia começou a aparecer nas cadeiras. Depois foi orientado a frequentar as arquibancadas. Por lá tem feito "morada". Está se enturmando aos poucos até às eleições. Seja bem-vindo.
Um time de jovens advogados e outros profissionais liberais tem dado uma oxigenada no Potiguar. Ouvindo os mais experientes, eles podem fazer muito mais pelo alvirrubro.
A FM Costa Branca, de Areia Branca, está guardando em segredo alguns investimentos. Deve aumentar potência e investir no mercado mossoroense.
O artista plástico mossoroense Rogério Dias está preparando exposição. Seus quadros estarão à mostra na Capitania das Artes em Natal, de 1o a 17 de junho próximos. Ele atende a convite do professor Rinaldo Barros, além do artista Vatenor.
Provérbio alemão
O enredo tem ameaça de espancamento, suposto uso de drogas, tentativa de extorsão etc.
Não é fácil ser Ronaldo. Mesmo com a montanha de dinheiro e fama, tratado como um mito em todas as partes do mundo, há fantasmas e dores que só ele consegue sentir. Humano, como qualquer um de nós.
* Saiba mais AQUI.
Estes são alguns assuntos que serão abordados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN) durante o I Ciclo de Palestras da Justiça Eleitoral – Eleições 2008. O evento vai acontecer nos dias 16 de maio (Caicó), 19 de maio (Santa Cruz), 26 de maio (Mossoró) e 9 de junho (Natal).
A iniciativa é destinada a candidatos, representantes partidários, assessores jurídicos e contabilistas.
Saiba mais AQUI.
O julgamento foi iniciado na quinta (24), quando o relator, juiz Jarbas Bezerra (em sua última sessão na Corte) e a juíza Soledade Fernandes, votaram pela improcedência do pedido. Entenderam que os políticos foram alvo de grave discriminação por parte da família Pinto, que dirige aquela agremiação partidária em Apodi.
Em seu voto-vista, lido nesta terça, o juiz Fernando Pimenta lembrou que a negação da legenda para a disputa nas eleições deste ano foi um forte fator no sentido do entendimento pela improcedência do pedido de decretação da perda do mandato eletivo de Tibúrcio e Antônio.
O voto divergente foi do juiz Fábio Hollanda, que compreende que o fato de uma família dominar os destinos de um partido é prática corriqueira no país e citou vários exemplos. “Não há prova concreta desta discriminação e o ônus da prova é dos representados”, destacou Hollanda.
O desembargador Expedito Ferreira de Souza, corregedor regional eleitoral, lembrou que vários membros da família Pinto compõem a direção do PMDB em Apodi. A partir desse aspecto, ele votou pela improcedência da representação.
Ao final, foram 5 votos a 1 contra a perda dos mandatos eletivos dos dois parlamentares apodienses.
As comemorações pela manutenção do mandato começaram ainda hoje em Natal, sendo esticadas para Apodi.
* Com informações do TRE
Nada é por acaso.
A linguagem utilizada contra Bruno, agente público com passagem marcante pela prefeitura, usa tom pejorativo e palavras como "cobrança" e "preço" para defini-lo. O submundo é transformado em habitat natural do médico.
Nos últimos dias a pressão tem aumentado consideravelmente. Ele foi transformado numa espécie de inimigo número "um" do prefeito Manoel Cunha Neto, o "Souza" (PP). A proximidade do período de convenções partidárias e outros fatores talvez expliquem a radicalização.
Não é qualquer adversário oposicionista que empreende essa campanha contra a imagem do ex-prefeito. "Bruno tem um preço alto" – dispara em manchete o blog "Os Bastidores da Costa Branca", editado por Marcelo Mendonça, concunhado do prefeito Souza. Ele reside em Brasília.
Com o cuidado de não assinar as matérias, Marcelo edita há meses essa página na Internet. É importante sublinhar que sustentou quase que solitariamente a imagem do prefeito, quando Souza esteve afastado da prefeitura por sete meses. Foi incômodo para adversários e aliados quinta-colunas em textos analítico-opinativos.
"Bruno não faz nada de graça", insiste na mesma matéria o familiar-afim de Souza, Marcelo Mendonça. "(…) Não se pode prever exatamente o que pedirá em troca dessa vez, mas, certamente, ele saberá bem o que vai querer. A questão derradeira para Souza, não é antever se vale ou não a pena pagar o preço estipulado por Bruno, mas descobrir a melhor maneira de pagá-lo (…)", ratifica.
Vontades
O atual prefeito foi vice de Bruno nas duas gestões do médico. Sempre tiveram uma convivência difícil, disfarçada com sorrisos de lado a lado. Na prefeitura, após seu retorno do período de afastamento em sete meses, Souza procurou reconciliação. Acatou as exigências de Bruno. Nomeou familiares do ex-prefeito para postos estratégicos, por exemplo. Ficaram no bem-bom. Aparentemente.
Com a chegada de novo ciclo eleitoral, o médico parece voltar a ser um problema aos olhos do prefeito. Na Internet, a verborragia do blog de Marcelo Mendonça é como se fosse o próprio Souza socando Bruno. É um "sossega-leão" cavalar.
"(…) O médico e ex-prefeito Bruno Filho (PMDB) tem o histórico de sempre cobrar muito caro pelo seu apoio. Sabiamente, ele submete e vincula à cobrança desse alto preço a obtenção dos recursos necessários para manter a si, sua família e seus afins num padrão e numa qualidade de vida invejáveis e, simultaneamente, conseguir sobreviver bem no meio político areia-branquense", dispara Souza através do "alter ego" Marcelo.
"(…) É bom que (Bruno) tome logo uma atitude. E um começo apropriado seria estipular já um menor preço pelo seu apoio", fustiga na mesma página.
Presidente municipal do PMDB e aliado de Souza, o empresário Cleodon Bezerra também leva uma saraivada verbal desconsertante. Mas noutro tom. Não obstante igualmente dura, para quem é companheiro de sistema político. Ele é sempre tratado com desdém ou em tom de ridicularização: "(…) Político de grande rejeição popular, com certa arrogância no trato aos subalternos (…)", assim é descrito.
O problema desse tipo de estratégia adotada por Souza, é que ao mesmo tempo em que rotula o ex-prefeito de mercenário e menospreza Cleodon, aparece como comprador do outro lado do "balcão". Termina se embaraçando.
A corrupção só se materializa com três elementos: corrupto passivo (quem recebe), corruptor (quem paga) e o fato delituoso em si.
A tática engendrada até aqui é desastrosa. Está fazendo duas vítimas: Bruno e o ex-vereador Cleodon. Com um aliado assim, quem precisa de inimigos?
* Conheça AQUI o bem-escrito "Os Bastidores da Costa Branca."
Pelo menos quatro pré-candidaturas a prefeito pairam no ar.
O ex-vereador e candidato derrotado em 2004, Francisco Canindé de Menezes (PPS), é uma das opções.
O vereador pelo terceiro mandato, Ubiracy Pascoal (PR), também desponta com a possibilidade de concorrer à prefeitura, enfrentando o prefeito Braz Costa (PMDB).
O médico Francisco Canindé de Freitas (PSB), mais conhecido como "Doutor Canindé", é originário de Caraúbas, mas completamente integrado à comunidade.
Já o ex-presidente da Casa do Estudante de Mossoró, empresário Haroldo Ferreira de Morais (PSB), parece o ser o de maior vitalidade. É irmão do industrial Ademos Ferreira (PSB) e recentemente recebeu incentivo direto da governadora Wilma de Faria (PSB).
Não está descartada uma ampla composição, que possa unir os oposicionistas. Porém as próximas semanas devem revelar eventuais alianças, postulações e possíveis desistências.
A mudança ocorre em face da sobrecarga de atividades que impedia o titular até então, Hélton, de manter dedicação exclusiva. Ele continua na equipe. Os dois fazem parte do "Quorum", um crescente escritório de advocacia de Mossoró.
Conheço a ambos. A ordem dos fatores não vai alterar o bom trabalho nesse departamento na municipalidade areia-branquense.
Sucesso.
O empresário Evandro Gomes Praxedes, foi eleito presidente, com mandato de quatro anos. Irá suceder o vereador Renato Fernandes (PR), cujo mandato termina no próximo dia 30. Foram duas gestões (oito anos) à frente da entidade.
O vice-presidente eleito foi José Joaquim dos Santos; tesoureiro, Lucivan Praxedes Gomes; secretário, Marcos Antônio de Almeida Rosado (Tarzan). Eduardo Medeiros ficou como diretor-adjunto.
Segundo foi noticiado, ele atenderia a 170 mil pessoas, vinculado ao "Programa Saúde da Família (PSF"), principalmente em relação à mulher, em fase da gestação, com exame pré-natal. Até agora, nada.
"Só gostaria de saber por que depois de 53 dias de seu lançamento, nenhum atendimento foi feito, ou melhor nem abriu as portas", queixa-se um webleitor mais atento.
Nota do Blog – Meu caro internauta, você quer que funcione? Tenha paciência. A primeira parte, já muito difícil, é uma obra ser entregue. Funcionar "são outros quinhentos".
Seu primo e "prefeito de fato" da cidade, o agitador cultural Gustavo Rosado (DEM), chefe de Gabinete da prefeita-irmã Fafá Rosado (DEM), o teria advertido sobre possível ação judicial contra a "TV Mossoró". Depois Laíre relata que a ameaça se concreticou.
Engraçado. A leitura puxou à minha memória um filme recente. Tudo passou bem rápido. Entretanto foi muito constrangedor e truculento.
No início do ano passado passei por mal-estar ainda pior.
Representando o ex-deputado, um advogado, através de e-mails, me recomendou tirar determinada matéria do Blog, porque ele não gostara. Se eu relutasse e resistisse, sofreria processo judicial. Disse-lhe que estava consciente do meu trabalho e não agira com má-fé, além de sempre deixar espaço para o contraditório.
Assim mesmo fui processado por danos morais. Uma pantomima que visava tão-somente limitar meu exercício profissional e impedir que eu escrevesse sobre denúncias envolvendo Laíre Rosado.
Interessante. O ex-deputado nunca processou o Estado de São Paulo, Veja, IstoÉ, O Globo, O Dia, Tribuna do Norte, Tribuna da Imprensa, Diário de Natal, Folha de São Paulo, Jornal do Brasil, Correio Braziliense, UOL, Terra, Rede Record, Rede Bandeirantes, Rede Globo e tantos outros veículos que citaram seu nome. E não faltaram escândalos até aqui.
Vivendo e aprendendo. Nada como um dia atrás do outro.
Mesmo assim, não sou prisioneiro de mágoas, ódios ou qualquer outro sentimento menor. Tudo passa. Por isso, também, sou um homem livre.
Minha torcida é para que a TV Mossoró supere essa pendenga, garantindo a empregabilidade de inúmeras pessoas, novos e veteranos da mídia. A emissora tem seu valor e importância. O público que trate de fazer sua filtragem.
Quanto ao Gustavo Rosado, não mudo minha opinião: é o protótipo do fracasso. Pobre diabo.
Com quase 50 anos de idade, janota, Rosado em Mossoró, tudo à mão, rico, até hoje não tem sequer profissão definida. É uma espécie de Midas pelo avesso: tudo que se meteu a fazer saiu errado, incompleto ou resultou em esterco.
Mossoró paga um preço alto por servir agora aos seus chiliques autoritários e arrogância reprimida durante décadas.
Não fosse a irmã prefeita, senhora inatacável, mas incapaz de pilotar um fogão Jacaré de duas bocas, modelo camping, ele só seria lembrado pela foto que enfeita o saco plástico do "Sal Gustavo". O produto também não é top de linha.
Pobre homem. Pobre Mossoró.
Criticar não pode e elogiar pode até que limite?
A prefeita Fafá, o governo municipal e sua camarilha familiar são objeto de uma maciça campanha de louvação na mídia. Há algo de estranho nessa onda. Ou será tudo espontâneo e não-remunerado direta e indiretamente?
O MP cumpre seu papel, provocado que foi. Nesse caso, digo sem medo de exagerar: a TV Mossoró não chega a ser incendiária contra o governo da prima Fafá Rosado. Talvez por precaução e zelo à retaguarda de seus próprios controladores, a emissora seja até suave.
Sandra e Laíre estão às voltas com problemas no campo judicial, CPI’s, investigações do Ministério Público Federal, Controladoria Geral da União (CGU) e Polícia Federal. Sabem que não podem avançar muito.
A prefeita não costuma ser ouvida porque se esquiva da imprensa e só dá entrevista com perguntas e respostas previamente acertadas. É incapaz de participar de uma sabatina séria, aberta e com temas livres. Fafá Rosado não pode reclamar de espaço na mídia.
* Volto ao tema. Aguarde.
No centro da arenga, a TV Mossoró.
O DEM, partido que abriga a prefeita Fafá Rosado, ex-deputado estadual Carlos Augusto e senadora Rosalba Ciarlini provocou o Ministério Público. Quer o contraditório (o outro lado da notícia) nos programas políticos e jornalísticos da emissora, além de questionar seu uso comercial.
A concessão pública é para utilização educativa, assinala.
Detentores da concessão, os líderes da outra banda dos Rosados, deputada federal Sandra Rosado (PSB) e ex-deputado federal Laíre Rosado (PSB), sentem-se vítimas. Outra vez falam em perseguição e colocam a televisão, sua "FM 93" e o jornal "O Mossoroense", numa defesa emocional. Mobilizam sua rede de comunicação.
Tudo é movimentado em nome da "liberdade de expressão." É o que fazem questão de assinalar.
Na verdade, o duelo é politiqueiro. É bom não esquecer que estamos diante de um arranca-rabo familiar. Depois, rapidinho, tudo volta ao normal. Bom não superdimensionar o episódio.
Criam uma arena especial para emulação entre os dois lados. Como sempre fizeram desde que transformaram a política mossoroense num jogo-treino entre titulares e reservas do mesmo time, Rosado do A e do B roubam a cena.
Dessa forma, eclipsam qualquer novidade ou alternativa ao debate sério. Tudo parece simulado.
Não se trata de uma cruzada pelo exercício do livre pensar. O buraco é mais embaixo. Rapidinho eles vão se entender, à base da intervenção da turma do "deixa disso" ou na ameaça mútua. Há poucos meses foi assim. Calaram-se os dois lados.
* Volto já com mais detalhes sobre esse imbróglio.
Ouço reprodução de diálogo entre duas crianças (dez e 11 anos), repassada pelo pai de uma delas, que chega a me causar perplexidade. Mostra o poder da imprensa no caso.
Um garoto explica para a amiguinha que passa o final de semana no apartamento do pai, com a madrasta, mas apavorado. Por segurança, arma-se com uma faca de mesa quando sai da casa da mãe.
Veja essa mais recente: o clube contratou o meia Madson ao Vasco da Gama há poucas semanas. Ficaria até o final do ano.
Mas ele só jogou em duas partidas da semifinal conseguida no "tapetão", contra o Potyguar de Currais Novos, além de duas na final do segundo turno, enfrentando o Potiguar.
Agora o Vasco o pega de volta. Brincadeira.
Bom lembrar que o "Mecão" já contratou uma penca de mais de 40 jogadores até agora, abril de 2008.
A governadora Wilma de Faria (PSB) não teve como ordenar sua agenda para esse compromisso visto como fundamental à sucessão na capital.
Saiba mais AQUI.
É possível se identificar, com olhos mais atentos, um elenco de sinais do esgotamento desse modelo político decenal, caduco e pernicioso. A dificuldade do grupo da deputada federal Sandra Rosado (PSB) em montar chapas majoritária e proporcional, que possam concorrer às eleições deste ano, é uma ótima novidade.
Em outras jornadas, o cenário tinha o arrebanhamento puro e simples de pequenas siglas, além de imposição de candidaturas sem questionamento. O advento do "Avança Mossoró", em 2004, movimento oposicionista fora da dicotomia Rosado-Rosado, já se revelara como esboço ou espectro dessa vontade. Fez-se semente.
Adianto, que não acredito numa ruptura agora. Entretanto vejo com otimismo toda essa celeuma. Discutir é uma premissa basilar do crescimento.
Nossa "pólis" (cidade) não vai melhorar com o banimento do rosadismo e, sim, com sua própria oxigenação e alternância no poder. A onipotência Rosado tem inibido a formação de novos quadros e de seu "útero" estão germinando muitas nulidades. As "peças de reposição" são cada dia piores.
Quem substituirá, por exemplo, os líderes Carlos Augusto Rosado (DEM) e Sandra Rosado (PSB)? Seus bambinos?


