domingo - 09/12/2007 - 01:30h

A vida lenta

Glauber considerava “Vidas Secas” um clássico do cinema, ou melhor, “um filme clássico”, não experimental – como seria o seu “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, que a mim me parece sempre uma sucessão de imagens embora belas, desconexas, reiterativas como uma espécie de pesadelo.

Vi-o pela primeira e única vez numa manhã de sábado, no Cine Theatro Dr. Pedro Amorim, no Açu, creio que na segunda metade dos anos sessenta.

Ainda não lera Graciliano, um autor de quem então eu podia ter gostado se não tivesse lido, antes, Dostoievski, a meu ver o precursor do escritor alagoano e de muitos outros escritores que sucederam ao russo que li obsessivamente, emprestado da formidável biblioteca da escritora Maria Eugenia Maceira Montenegro, entre os meus quinze e dezessete anos.

Eu me lembro que fui um dos poucos expectadores a permanecer sentado até o fim da sessão que começava às dez horas e aproveitava a presença de muitos que, como eu, vinham dos sítios e fazendas para a feira semanal na cidade, que era o pólo comercial de uma vasta região e, também, um centro cultural, justamente por causa desse cinema que atraía grande público nesse dia que a principio e por muito tempo incluía em seu repertório um seriado cheio de ação, seguido de um filme, geralmente produzido pelos estúdios Disney.

Especialmente os jovens deixavam a sala após alguns minutos, enfadados com a película monocromática da qual a palavra parecia ter sido banida ou reduzida a um ou outro grunhido monossilábico arrancando do fundo das gargantas de Sinhá Vitória ou da faminta e resignada cadelinha cujo nome agora não me recorda.

Anunciado como uma obra-prima do moderno cinema brasileiro, o filme de Nelson Pereira dos Santos rompia com tudo o que eu já vira.

Sem experiência e repertório suficientes para aprecia-lo em suas peculiaridades, pareceu-me antes uma sucessão de fotografias que diziam mais do que mil palavras.

Franklin Jorge é jornalista e escritor (franklinjorge@yhaoo.com.br)

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Categoria(s): Nair Mesquita
domingo - 09/12/2007 - 01:21h

A recuperação de um paradigma

Há uma nítida distinção, em termos ontológicos, entre serviço público e iniciativa privada. No primeiro caso, o paradigma que norteia a ação pública (iniciativa pública) é cumprir expectativas da sociedade, definidas constitucionalmente, enquanto, no segundo, a ação privada é impulsionada pelo objetivo do lucro.

A própria Constituição Federal, embora estabeleça como princípio constitucional a livre iniciativa e o modelo capitalista de organização da economia, ressalva o caráter social da propriedade. Essa característica, segundo a melhor hermenêutica, referenda o primado de que o público está acima do privado, como de fato a própria legislação infraconstitucional o prevê: trata-se das previsões de intervenção do Estado na Ordem Econômica sem, entretanto, anatemizar-se o lucro.

Quando tratamos de ações voltadas para a sociedade, do primado do público sobre o privado, temos que convir que dada a especificidade da demanda de natureza essencialmente complexa, não somente quanto ao aspecto ético, político e social, mas, também, quanto a quantidade (a sociedade), esta necessariamente é, no mínimo, de médio prazo, inobstante demandas emergenciais, enquanto as ações privadas, muito embora carentes de planejamento de longo curso, por serem pautadas pelo lucro são, essencialmente, instáveis e voláteis.

Se a ação pública desenvolve-se, o mais das vezes, a médio e longo prazo, torna-se fundamental a preservação da sua memória, qual seja, o recurso humano nela envolvida e a conseqüente experiência advinda no trato com a questão trabalhada. Sem a preservação dessa memória, não é possível continuidade de políticas públicas, e o resultado é o comprometimento do paradigma que fulcra sua iniciativa. E por que essas políticas públicas – aquelas consistentes – demandam tempo para serem implementada?

Porque envolvem parcela significativa da sociedade durante um longo tempo. É o caso, por exemplo, da erradicação do analfabetismo.

E somente é possível a preservação da memória aludida com o respeito ao serviço público, servidor público e a sua carreira diferenciada, assegurando-se-lhe o direito de ser credor do investimento de Estado em sua vida profissional, através de aposentadoria distinta, remuneração razoável e estabilidade na carreira. Ou seja, o serviço e o servidor público deve ser um investimento do Estado, dadas as peculiaridades do exercício da função pública, que exige sacrifícios indiscutíveis.

As ações públicas que ao longo do tempo efetivamente originaram melhoria na qualidade de vida da sociedade foram desenvolvidas sob o prisma da permanência, para além dos humores políticos-partidários. Podemos comprovar essa afirmação analisando-se o segmento da Saúde e Educação em países comprovadamente desenvolvidos.

Acresça-se outra assertiva: o desenvolvimento – não o econômico, mas, sim, o de qualidade de vida – desses países foi decorrente de políticas públicas, nunca privadas (lembremos a Escandinávia).

Mesmo no Brasil, onde faltam políticas de Estado, embora abunde as de Governo, muitos avanços foram obtidos graças a políticas públicas permanentes. Na área de saúde, por exemplo, o Brasil é referência mundial não somente no que concerne a erradicação definitiva de algumas moléstias como, também, em relação ao combate preventivo a AIDS.

Parece óbvio que, no caso do Brasil, os parâmetros estabelecidos pelo Consenso de Washington e que originaram o cânone neoliberal encontraram solo fértil na tradicional ojeriza da sociedade esclarecida à utilização do serviço público e burocracia como instrumentos de obtenção e manutenção de privilégios de classe.

É certo, também, que faz parte da cultura brasileira – embora a raiz possa ser rastreada até Portugal, como lembra Raymundo Faoro em “Os Donos do Poder” – a construção dessa histórica instrumentalização do aparelho estatal por parte do estamento burocrático. É certo que o capital internacional considera a presença do Estado na economia como um obstáculo à sua desenvoltura, bem como anatematiza a concepção de desenvolvimento econômico por ele impulsionado.

O corolário, portanto, é a crença de que o servidor e o serviço público são alavancas do atraso. Entretanto, a verdade é bem outra. Se não podemos desconsiderar o diagnóstico apresentado pelo senso comum da sociedade e teóricos do neoliberalismo em relação ao serviço público brasileiro naquilo que é apreensível de imediato, podemos e devemos criticar veementemente a causa por eles encontradas desses descaminhos.

O Estado não é um mal em si mesmo. Com efeito, condenar o serviço e o servidor público na sua totalidade, por seus desacertos, seria como propor igual condenação do Capital pelas falências e concordatas inerentes à iniciativa privada. esse ideário quase consensual que se tornou lugar comum no Ocidente, e que nos legou a Argentina e a permanente fragilidade de nossas instituições financeiras, e a favor da compreensão do papel fundamental do serviço e servidor público na obtenção do bem-estar social almejado pela Sociedade, lembra-nos Jânio de Freitas, em seu artigo intitulado “O Bolso e a Vida”, publicado na Folha de São Paulo de 19 de janeiro de 2003:

“A iniciativa privada não faz um país, no sentido de vida social e econômica organizada. Só o serviço público pode fazê-lo. Os estudos sobre a recuperação da Europa, da devastação do pós-guerra ao bem-estar de hoje, sem igual no mundo, demonstram que o êxito não se explica pelo Plano Marshall, mas pelo papel decisivo do serviço público e pela função atribuída ao Estado naqueles novos ou restaurados regimes democráticos”.

Não levar em consideração esse postulado pode levar-nos a passarmos por cima do legado histórico de políticas públicas que foram extremamente úteis à sociedade brasileira e que, com certeza, não poderiam ser implementadas pela iniciativa privada: um exemplo banal é a informatização das eleições no Brasil.

Essas políticas públicas foram possíveis graças à preservação, governo após governo, qualquer que tivesse sido seu matiz, da memória da instituição. Esta somente é possível quando o servidor público tem respeitado sua diferença com o privado, como por exemplo, a exclusividade de sua atribuição, ou seja, não poder trabalhar em nada além daquilo para o qual foi investido, e que é uma garantia de Estado.

Por fim, da mesma forma como deve ter acontecido ao longo do processo histórico pelo qual passaram países altamente desenvolvidos e nos quais a participação do Estado foi fundamental, como a Dinamarca, Suécia, Canadá, França, para que o serviço e o servidor público sejam devidamente respeitados, necessário é combater a burocracia, a corrupção, e a ineficiência no Brasil. Em o fazendo, asseguramos um passaporte para um futuro melhor, capitaneados por um Estado que reflita os anseios da Sociedade. Pois, afinal, o Estado não é um mal em si mesmo.

Honório de Medeiros é advogado e professor, além de ex-secretário municipal de Recursos Humanos de Natal e do RN

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domingo - 09/12/2007 - 00:59h

Baraúnas é campeão da Copa RN

Mesmo precisando apenas de um empate para ser campeão da Copa RN, o Baraúnas fez mais agora à noite em Natal. Venceu novamente o América.

O time mossoroense repetiu o placar do meio da semana em Mossoró, passando o alvirrubro com 3 x 2 no Estádio Machadão. Joziclei fez o gol da vitória aos 45 minutos do segundo tempo.

O tricolor de Mossoró abriu o placar com Nildo no primeiro tempo, Berg empatou para o América no mesmo período. Índio, de falta, botou novamente o Baraúnas na frente.

Já no segundo tempo, Washington conseguiu outra vez empatar para o América. Entretanto, Joziclei fechou o placar.

Com ótima arbitragem de João Alberto, que expulsou Pedrosa (Baraúnas), Washington (América) e Reinaldo (América), o resultado é um triunfo importante para o Baraúnas. Com o título, garante vaga na Copa do Brasil-2008.

O tricolor já tinha vencido a Copa RN em 2004, além de ter sido campeão estadual em 2006.  

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domingo - 09/12/2007 - 00:04h

Sob as bençãos de Nossa Senhora da Conceição

Pau dos Ferros teve "engarrafamento" de políticos "devotos de sua padroeira, Nossa Senhora da Conceição, neste sábado (8). Dividiu-se mesmo assim.

Uma ala esteve ladeando o prefeito Leonardo Rêgo (DEM). Senadores Rosalba Ciarlini (DEM) e José Agripino, além do deputado federal Felipe Maia (DEM) e deputado estadual Getúlio Rêgo (DEM).

Noutra banda, o ex-prefeito e pré-candidato a prefeito Nilton Figueiredo (PP) ganhou o reforço da governadora Wilma de Faria (PSB), deputado federal Fábio Farias (PMN), deputados estaduais Robinson Farias (PMN) e Raimundo Fernandes (PSB).

A procissão ao final da tarde saudava a padroeira, mas colocava em evidência em sentido de prévia, o que deverá acontecer na campanha do próximo ano.

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sábado - 08/12/2007 - 23:01h

O adeus de Souza

O meio-campista Souza, natural de Itajá (RN), faz hoje sua última partida profissional. Joga pelo América de Natal.

Ele anunciou sua decisão hoje à imprensa, antes da partida que decide a Copa RN contra o Baraúnas (veja matéria mais abaixo). Soube da notícia acompanhando a TV Mossoró que transmite ao vivo o duelo esportivo. 

Souza é ainda jovem (32 anos), mas há muito não vem tendo sequência de jogos. Em seu currículo, passagem por times de peso do país, como São Paulo, Flamengo e Coríntians.

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sábado - 08/12/2007 - 22:52h

América e Baraúnas vivem decisão no blecaute

América e Baraúnas começam a jogar em poucos minutos, no Estádio Machadão, em Natal. Decidem a Copa RN, que oferta vaga à Copa do Brasil-2008.

O interessante, é que o confronto estava definido para as 20h30. Mas parcialmente sem energia elétrica, o estádio não oferecia condições mínimas de iluminação.

A explicação oficial era de que existia pane no sistema, impossibilitando o reparo para a partida hoje ou mesmo amanhã. Entretanto, depois veio à tona o real motivo: a concessionária de energia elétrica no RN, Cosern, havia feito o corte por falta de pagamento.

O estádio pertence à Prefeitura do Natal, via Secretaria de Esporte e Lazer (SEL). Mas sem receber repasse da Federação Norte-rio-grandense de Futebol, pelo uso do equipamento esportivo, não cumprira compromisso com a Cosern.

A intervenção de nomes influentes da política, acabou flexibilizando a Cosern à ligação do fluxo de energia. O Estado ficou de saldar o débito (valor não-revelado).

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sábado - 08/12/2007 - 22:39h

Gerais… Gerais… Gerais… Gerais…

O apresentador comercial Raclenilson "Pé-quente" anuncia que em fevereiro-2008, o seu programa "Super Tarde TVM" (TV Mossoró), passará a ser ao vivo e em auditório, o Teatro Lauro Monte Filho. Será sempre aos sábados, de 14 às 18h. 

A Caixa Econômica Federal prepara licitação para 2008, que ofertará franquia para instalar cerca de duas mil lotéricas. O RN ainda não tem número definido de unidades.

Obrigado à leitura deste Blog ao servidor público aposentado Francisco Rodrigues (Mossoró), engenheiro Clauder Arcanjo (Mossoró) e jornalista Fábio Oliveira (Mossoró).

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sábado - 08/12/2007 - 22:29h

O fino do lixo

A Vigilância à Saúde está com um problema adicional para combater em Mossoró. É um caso de falta de educação.

Os agentes do órgão dão duro para convencer, da periferia aos bairros nobres, o povo a dar vazão ao lixo domiciliar. De cacarecos a sacos com sobras alimentares são empilhados em casa.

Somente em três ruas, recentemente, uma operação exumou mais de 54 toneladas de monturo. 

Dá para lembrar o estilista de moda Denner e seu bordão na extinta TV Tupi: "É um lixo."

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sábado - 08/12/2007 - 22:11h

Tangendo os votos

Quem espiou a TV Senado nos últimos dias, em suas sessões ordinárias, percebeu que o senador Garibaldi Filho (PMDB) foi engolido. São os fatos novos.

O principal acontecimento foi o surgimento da postulação do senador Pedro Simon (PMDB-RS) à presidência da Casa. O congressista está de olho na mesma cadeira que "Gari" fita ardentemente.

Os discursos caudalosos foram maciçamente de apoio a Simon.

Não é por acaso que o senador potiguar resolveu, de novo, passar o final de semana em Brasília, tangendo os votos para garantir sua eleição.

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sábado - 08/12/2007 - 13:58h

Bola no ar

A FM 95 faz eco com a Rádio Globo – Natal – hoje a partir das 20h30. Retransmite a final da Copa RN, entre o Baraúnas e o América da capital, direto do Machadão.

Depois de fazer 3 x 2 no time alvirrubro no meio de semana em Mossoró, o Baraúnas precisa apenas de um empate para se sagrar campeão.

Anote aí o endereço da 95 na Net: www.abolicaofm.com.br

P.S: Atualização desta nota (12h56) – A TV Cabo Mossoró (TCM) também fará cobertura ao vivo deste jogo, com equipe própria direto do Machadão.

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sábado - 08/12/2007 - 13:45h

As “acrobacias” de Rogério Marinho

Tem sido ingente o esforço do deputado federal Rogério Marinho (PSB) para ganhar luz própria. Sabe que precisa acrescentar mais do que a preferência pessoal da governadora Wilma de Faria (PSB) por seu nome, à prefeitura natalense em 2008.

O evento promovido pelo deputado nessa sexta (7), para lançar mais um factóide, o projeto "Natal 2022" – no auditório do Praia Mar Hotel -, foi uma prévia de convenção partidária, com tudo que tem direito. Seu nome foi cantado em prosa e verso.

O presidente nacional do PSB Eduardo Campos, o líder do PSB no Congresso Nacional Márcio França, a deputada federal Ana Arraes e o ministro dos Portos Pedro Brito reforçaram os discursos. Todos pregaram o fortalecimento do PSB, via Rogério – lógico.

O deputado é um político muito articulado, ladino e tem se projetado com competência. Mas sua postulação, mesmo com o aval de Wilma, não flutua em céu de brigadeiro.

Em se comparando com outras duas investidas à prefeitura, patrocinada por Wilma (92 com Aldo Tinoco e 2004 com Carlos Eduardo Alves), existem consideráveis diferenças. Muitas até.

Nas situações anteriores, Wilma praticamente não tinha sombra ou contestação interna em seu grupo. Impôs cada um, pronto. Agora é diferente. Existem outras opções que trilham caminhos próprios, além da fortaleza no processo sucessório em que se transformou o prefeito Carlos Eduardo Alves.

Ao contrário do que vilipendiava o então deputado e adversário Luiz Almir (PSDB) anteriormente, Carlos não é um "boneco de Olinda." Não apenas opina como se insere de modo decisivo. Rogério vai precisar fazer muito mais acrobacias para vingar como candidato e se projetar à prefeitura.

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sábado - 08/12/2007 - 12:52h

Metalúrgico e “gari”

Piadinha cretina que corre por aí:

Em face da hipótese do senador Garibaldi Filho (PMDB) se tornar presidente do Senado, o humor nacional já o associa ao presidente Lula.

– Depois de um metalúrgico na Presidência da República, agora temos um "gari" para presidir o Senado. 

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sábado - 08/12/2007 - 12:24h

Burburinho na Comunicação

O curso de Comunicação Social da Universidade do Estado (UERN) está com um problema. Parece que foi detectada uma fraude muito embaraçosa.

A informação preliminar, é de que uma aluna estaria participando do curso, sem que tenha cumprido etapa elementar ao acesso: o próprio vestibular.

Por enquanto, o caso está muito abafado.

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sábado - 08/12/2007 - 12:18h

A turma do “Dió”

Concluintes do Colégio Diocesano Santa Luzia (Mossoró), turma de 1967, cumprem programação de reencontro hoje na cidade. Muito choro e alegria.

A promoção inclui uma missa em Ação de Graças na Capela de São Vicente, visita às instalações do educandário e um almoço que ocorre ao meio-dia no restaurante "Travessia."

Também há homenagem a professores como "Chiquito" e "Padre Alcir", entre outros.

No elenco de colegas, gente como Damião Nobre, Genário Freire, Joãozinho Marques, pediatra José Wellington, Anchieta Costa Lima e padre Guimarães Neto. Contabiliza-se pelo menos meia-dúzia de baixas.

Lá se vão 40 anos.

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Categoria(s): Nelson Queiroz
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sexta-feira - 07/12/2007 - 23:50h

Lula para poucos e por pouco tempo

Foi vapt-vupt a passagem do presidente Lula (PT0 hoje à tarde na Base Aérea na Grande Natal. 

Ele participou da solenidade de formatura da turma de pilotos da Força Aérea Brasileira. Logo após o evento, voou para o Rio de Janeiro. O presidente passou poucas horas em Natal.

O presidente desembarcou no início da tarde com sua comitiva, em que figurava a primeira-dama Marisa Letícia e o ministro da Defesa, Nelson Jobim.

Após a solenidade de formatura dos pilotos, que durou quase duas horas, o presidente passou pouco tempo em contatos com autoridades locais, como a governadora. Depois, bye bye.

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sexta-feira - 07/12/2007 - 17:18h

Carlyle e Zé de Adélia

Acompanhando e cobrindo os fatos relacionados à prisão do ex-governador Fernando Freire (PMDB), focalizo o juiz Raimundo Carlyle, que o ouviu. Vem à mente, que Carlyle fez história.

O magistrado da comarca de Natal foi o primeiro graduado em Direito pela Universidade do Estado (UERN), a ingressar na carreira do Judiciário. Um feito, sobretudo – ainda – em face de sua origem humilde.

Antes, ele trabalhou no Nure (antigo núcleo regional de Educação do Estado). Atualmente, Raimundo Carlyle é titular da 4a Vara Criminal na capital.

Para quem conhece bem a geografia humana de Mossoró, Carlyle é filho de "Zé de Adélia", conceituado mecânico automotivo na cidade.

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sexta-feira - 07/12/2007 - 17:05h

Fernando Freire ganha liberdade e censura promotoria

Ouvido hoje pela manhã e tarde no Fórum Seabra Fagundes em Natal, o ex-governador Fernando Freire (PMDB) está livre outra vez. Ganhou alvará de soltura.

O juiz que determinara sua prisão, Ivanaldo Ferreira, da 8a Vara Criminal, lhe assegurou a liberdade.

Freire é acusado pelo Ministério Público de alguns deslizes no exercício do governo do RN, em 2004. Em evidência, o caso denominado de "Gafanhotos." Seria a produção de uma folha de servidores fantasmas, com o desvio de mais de R$ 300 mil.

Em entrevista ao portal Nominuto.com, o ex-governador descartou componente político em sua prisão, disse ser inocente e apresentou outras opiniões, como no tocante ao papel do MP.

Veja AQUI.

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sexta-feira - 07/12/2007 - 16:55h

A conversa do doutor Damião Nobre

O médico Damião Nobre, que durante longos anos trabalhou em Mossoró, está de volta à terra. Agora como escritor.

Ele lança às 18h na Livraria Café & Cultura, o livro "Conversa de médico." Trata-se de uma obra baseada em crônicas e artigos.

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Categoria(s): John Deacon
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sexta-feira - 07/12/2007 - 11:50h

O papel civilizador do Direito em nova conquista

Hoje a Universidade do Estado do RN (UERN), através de sua Faculdade de Direito, obtém uma nova conquista. Algo para estufar o peito.

A instituição publica Edital de Especialização em Direitos Humanos, o primeiro de Pós-graduação em sua história. Destina-se a 45 alunos, com prazo de conclusão para doze meses.

Os parabéns ao diretor da faculdade, professor Francisco Péricles de Amorim, reitor Milton Marques e o professor-mestre Marcus Tullius Fernandes, que produziu projeto e o acompanhou.

Com uma universidade forte, começamos a produzir significativo diferencial civilizador, algo que Mossoró ainda desconhece. Engatinha-se como sociedade; há um simulacro de povo, aglomeração que ainda vive dispersa quanto a valores e foco. 

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Categoria(s): Terezinha Queiroz
sexta-feira - 07/12/2007 - 11:25h

Gu-gu da-dá!

A senadora Rosalba Ciarlini (DEM), incansável em seu périplo pelo RN, com olhos postos em 2010, aportará em Pau dos Ferros no final de semana. Duplo compromisso por lá.

O pequeno Téo, primeiro filho do prefeito Leonardo Rêgo (DEM), a terá como madrinha em batizado marcado para o final da manhã desse sábado (8). 

Já à tarde, Rosalba acompanhará a procissão de encerramento da festa da padroeira do município, Nossa Senhora da Conceição. 

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sexta-feira - 07/12/2007 - 11:19h

Crônica do avião (Passageiros da Agonia)

O jornalista Luís Fausto, do portal Nominuto.com (AQUI), narra um cenário que poderia ser burlesco. Entretanto é representativo do gênero humano. Temos aí a "Crônica do avião." 

Luís reproduz o ambiente na aeronave que trouxe a Natal à tarde desta quinta (6), o ex-governador Fernando Freire, na condição de preso (veja postagem bem mais abaixo). Um preso ilustre.

Entre os passageiros, vários resolveram se distanciar da agonia de Freire. Muitos até se beneficiaram do passado poderoso e influente do então governador. Outros, privaram da sua amizade e sorveram doses generosas do uísque de boa extração em sua casa.

No fundo, na cápsula pressurizada do avião, se repetiu o que vivemos na atmosfera real, aqui fora. 

Ainda existe quem se iluda com tapinha nas costas, tamborilado por políticos. O "afago" costuma servir para escolher onde vão enterrar o punhal.   

Podres poderes.

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sexta-feira - 07/12/2007 - 01:19h

Vodca premonitória

Ignorado por muitos políticos e "amigos", que estão em mandatos e cargos públicos, o ex-governador Fernando Freire pode desabafar:

– Eu sou vocês amanhã! 

A praga do "efeito Orloff!" pode pegar.

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