À distância, acompanho pela Net a imprensa de Mossoró resmungando e estrilando porque a "jornalista" global Glória Maria desdenhou a cidade e quem a abordou, em São Paulo, recentemente.
Resumindo o enredo burlesco: alguns cronistas sociais (prefiro repórteres sociais) a interpelaram em tom amistoso durante o "São Paulo Fashion Week", lembrando sua passagem por Mossoró. Receberam em troca o escárnio.
Os circunstantes mossoroenses ficaram estupefatos com tanta deselegância, depois de ter sido paga pela Prefeitura de Mossoró para fazer uma "palestra" durante a entrega do prêmio "Jornalista Dorian Jorge Freire", há poucos dias.
Para mim, o episódio é perfeito para consolidar opinião que já expus aqui em várias oportunidades.
Continuamos apelando para o supérfluo, o cosmético e exaltando energúmenos, um lixo cultural e intelectual que ganha status em face da idiotia de massa.
Todo sofrimento para babaquices é pouco.
Glória deveria ter enxotado de forma mais contundente quem se aproximou dela, em São Paulo, resgatando sua passagem fugaz e pobre por Mossoró. Só superável pela louvação inconsequente de inúmeras figuras acéfalas, promovendo uma tietagem boba e rocambolesca.
Uma cidade que quer se impor como paradigma cultural, não pode continuar incensando subprodutos, gente que sequer sabe o valor primário da gratidão. O cachê pago a Glória, dizem da ordem de R$ 25 mil (confesso não acreditar), é acintoso e um desperdÃcio.
Quanto ao comportamento da apresentadora de TV, que se queixa de ser jornalista, é apenas a confirmação da fama conquistada por ela em anos de exposição na mÃdia: esnobe, superficial e autosuficiente. Ofertou o que tinha de melhor em Mossoró e sua verdadeira face em São Paulo. Era para ter sido mais casca grossa no seu habitat natural.
Enquanto isso, nomes de real valor biográfico, inteligência e cultura como os jornalistas Luiz Fernando Emediato, Clóvis Rossi, Élio Gaspari, Augusto Nunes, Mauro Santayanna, Hélio Fernandes e Fernando Moraes são ignorados.
Temos ainda gente com capacidade de oferecer substância pela experiência na mÃdia estadual como Cassiano Arruda, Jânio Vidal, Miranda Sá, Phabiano Santos etc.
Em duas edições distintas do Prêmio Dorian Jorge Freire acertaram em cheio, oportunizando a dezenas de pessoas o contato direto com Ricardo Noblat e Ricardo Kotscho, mas caÃram no deslumbramento da "plim-plim" em 2007. Apostaram na glorificação do evento com uma "platinada" cinzenta.
É a velha tentação dos governantes terceiro-mundistas, que mantêm a aposta na quÃmica do pão e circo, em vez de buscarem a formação de um contingente crÃtico.
É fácil de entender a predominância dessa ideologia.
A massa-gente precisa continuar sendo formada por pangarés e eguinhas pocotós, prontas para serem "tangidas" em qualquer direção.
Então, de minha parte, à Glória o que é de Glória.
Bem feito!

























