domingo - 14/06/2020 - 08:22h

Antirracismo – uma luta de todos

Por Odemirton Filho

O silêncio é cúmplice da violência!

Nos últimos dias uma onda de manifestações em razão da morte do cidadão americano, George Floyd, pelo policial Derek Chauvin tem se espraiado nos Estados Unidos. No Brasil, a morte do jovem João Pedro pela polícia também causou indignação em parte da sociedade.

Os fatídicos episódios reacenderam a chama da luta contra o racismo. Nunca é demais lembrar que, tanto nos Estados Unidos, como no Brasil, porque não dizer no mundo, a história mostrou que a divisão entre as raças sempre foi uma triste página da humanidade.

No Brasil, em particular, a escravidão mostrou toda a face odienta da humanidade, na qual subjugar seus semelhantes pela cor da pele foi uma triste realidade. Mesmo a Lei Áurea, em 1888, que “libertou” os escravos, não deixou como legado a igualdade de oportunidades entre brancos e negros.

Conforme o historiador Marcos Rezende” “a abolição formal e inacabada do escravismo no Brasil fincou-se no abandono socioeconômico da população negra liberta. (…) o citado pós-abolicionismo sem garantias de direitos criou um abismo entre a população negra e a igualdade, que a democracia deveria garantir como básico”.

Assim, o racismo, apesar da multiplicidade de conceitos, é toda forma de exclusão que visa a afastar direitos e garantias, pois exclui, oprime, ofende, maltrata.

É, portanto, um sistema de opressão que nega direitos, e não um simples ato da vontade de um indivíduo, diz Djamila Ribeiro.

Por mais que neguemos o nosso viés racista é inegável que ainda o somos. Piadas e palavras depreciativas são vistas como simples “brincadeiras”. “Ela é negra, mas é bonita”.

O professor da Universidade de São Paulo, Kabengele Munanga, diz que: “todos os racismos são abomináveis e cada um faz as vítimas do seu modo. O brasileiro não é pior, nem o melhor, mas ele tem as suas peculiaridades, entre as quais o silêncio, o não dito, que confunde todos os brasileiros e brasileiras, vítimas e não vítimas do racismo”.

Há, desse modo, o que se chama de racismo estrutural, isto é, um conjunto de práticas, hábitos, situações e falas embutido em nossos costumes e que promove, direta ou indiretamente, a segregação ou o preconceito racial.

Com efeito, o ordenamento jurídico brasileiro criminaliza o racismo.  A Constituição Federal diz que a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei.

Cabe, por oportuno, diferenciar o crime de injúria racial, previsto no 140 do Código Penal, e o crime de racismo tipificado na Lei n. 7.716/89. O crime de injúria racial consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência. Por exemplo, chamar alguém de “macaco”.

Por outro lado, o crime de racismo é aquele que implica em conduta dirigida a um determinado grupo ou coletividade, são crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Mas não basta normatizar e penalizar. É preciso políticas públicas que orientem e implementem práticas antirracistas que promovam a igualdade de forma material e não somente formal. Ou seja, não basta estar no papel é preciso ações concretas.

As ações afirmativas são fundamentais na busca da isonomia racial. Na busca desse objetivo o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a constitucionalidade da Lei n. 12.990/14 que reserva aos negros 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública federal, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela União.

Sobre o assunto o decano da Corte, ministro Celso de Mello, assim se manifestou:

“Sem se reconhecer a realidade de que a Constituição impõe ao Estado o dever de atribuir a todos os que se situam à margem do sistema de conquistas em nosso país a condição essencial de titulares do direito de serem reconhecidos como pessoas investidas de dignidade e merecedoras do respeito social, não se tornará possível construir a igualdade nem realizar a edificação de uma sociedade justa, fraterna e solidária, frustrando assim um dos objetivos fundamentais da República, a que alude o inciso I do artigo 3º da Carta Política”.

Assim, o que se almeja é que o Estado brasileiro possa minimizar os impactos deletérios do racismo que desde sempre faz parte de nossa sociedade.

Desse modo, a bandeira do antirracismo tem que ser constantemente empunhada. É uma batalha que não admite trégua, nem silêncio. É uma luta de todos.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

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domingo - 14/06/2020 - 07:30h

Cidades inteligentes – espaços de esperança

Por Zildenice Guedes

Alguém antes de mim, já afirmou categoricamente que a cidade é o lugar do encontro (LEFEBVRE, 2001). Não posso deixar de concordar. Para Harvey (2000), a cidade é um espaço em transformação. Estamos no século XXI e a cidade continua a ser o local para onde nos mudamos sob diversas perspectivas. Afinal, inúmeros de nós viemos a cidade para realizar nossos sonhos, para melhorar de vida, para conseguir um emprego, para dar um ensino de qualidade aos filhos, para cursar aquele curso universitário dos sonhos.

É da compreensão da cidade enquanto um espaço de transformação e diferença, encontro com o outro, lugar de reprodução da vida e suas condições materiais que hoje proponho refletirmos o tipo de cidade que temos, seus desafios, e de onde podemos alocar esperança para (re)construção de uma cidade pautada pelo princípio do desenvolvimento sustentável.Estima-se que até 2050, mais de 75% da população mundial estará morando nas cidades (ONU, 2017). A cidade é caracterizada por maior densidade demográfica, maior demanda de recursos (água, sistema de energia, transporte, etc), relações contratuais e econômicas, bem como aspectos afetivos também. Afinal, é comum alguém não querer sair do lugar em que seus pais e avós passaram toda a vida.

Com isso, cada vez mais tem se intensificado a compreensão de que a cidade do século XXI demanda recursos naturais, mas também demanda o uso sustentável destes, que está relacionado ao uso coletivo, portanto, as cidades encontram-se frente a desafios muito importantes, tais como, as mudanças climáticas e todas as suas consequências. Entende-se assim, que as cidades precisam defender também um aspecto humanista em que se considere como fundamental a inclusão de todas as pessoas que habitam esse espaço, e por ser um espaço heterogêneo, tem também, demandas distintas.

Nesse sentido, tem se tornado comum a apropriação de conceitos para o espaço urbano, tais como, cidades inteligentes, em que defende-se o uso racional dos recursos naturais, maior participação da sociedade civil, difusão de tecnologias que potencialmente podem favorecer a melhoria na qualidade de vida dos cidadãos e cidadãs. Assim, afirma Navarro, Ruiz e Pena (2017, p. 273 apud Cortese et al 2019):

Os diversos conceitos de cidades inteligentes presentes na literatura incluem o uso da tecnologia para melhorar a comunicação entre empresas, coletivos, instituições e indivíduos; para soluções ambientais como produção de energia e gerenciamento de resíduos; para melhoria do acesso a serviços, como os de transporte, saúde, educacionais e culturais, ampliando o funcionamento operacional da rede, bem como para ampliar a eficiência na forma como os serviços são prestados e controlados.

Se antes pensar na cidade em uma perspectiva tão ampla era apenas utopia, hoje, trata-se de uma condição necessária para a sociedade de uma forma geral. Todos os problemas de uma cidade estão interligados. Se não há educação de qualidade, se não há acesso e garantias desse direito previsto na constituição, por exemplo, outros problemas advirão, tais como o aumento da violência, a falta de mão de obra qualificada, aumento das áreas de periferia e suas vulnerabilidades.

Se uma cidade não conta também como uma gestão inteligente de resíduos sólidos, ocorrerá igualmente uma infinidade de problemas, tais como, aumento de doenças, aumentando problemas de saúde pública, áreas perderão valor comercial, recursos naturais serão comprometidos.

Podemos citar muitos outros exemplos de como as problemáticas se intensificam na medida em que os direitos à população não são garantidos, na medida em que a cidade não se configura como uma cidade inteligente e, portanto, sustentável, pois “com planejamento e gestão eficientes, as cidades podem se tornar incubadoras para inovação e impulsionadoras do desenvolvimento sustentável” (CORTESE et al., 2019, p.138).

A necessidade de construir e (re) pensar o espaço urbano em uma perspectiva de sustentabilidade é uma necessidade para ontem. Nunca se reconheceu de forma tão clara o quanto as cidades precisam ser conduzidas por uma perspectiva de sustentabilidade a longo alcance. A ideia, nesse sentido, é fortalecer o dinamismo local pensando no global.

As cidades demandam uma série de resoluções para uma diversidade de problemas, tais como: mobilidade urbana, violência, desemprego, falta de assistência social, falta de inclusão social, moradia, sobretudo projetos de moradia que contemplem a vida real dessa família, pois, nesse quesito, o que temos visto é projetos de habitação que alocam as pessoas para bairros completamente distantes dos seus locais de trabalho, escola dos filhos, problemas intensificados com a falta de transporte público, falta de incentivo a participação popular nas tomadas de decisão. Afinal, as pessoas precisam sentir que pertencem a esse espaço e que são importantes para o desenvolvimento sustentável da cidade.

As cidades são organismos vivos e dinâmicos e por isso precisam incorporar novas tecnologias e processos que mais que tudo, objetivem diminuir a emissão de carbono na atmosfera, para dentre outros benefícios, diminuir os efeitos das mudanças climáticas na vida das pessoas.

Somos convidados ainda a (re)pensar o que a cidade simboliza para nós em um convite a coletividade, pois como afirma Harvey (1998, p.24) “é o poder do espírito humano, em vez do revólver, que encerra a chave para o futuro”. Que para todos nós a cidade represente em sua essência, esse espaço de esperança.

Zildenice Guedes é professora-doutora em Ciências Sociais pela UFRN

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domingo - 14/06/2020 - 05:44h
História

Quem foi o idealizador da invasão de Mossoró em 1927?

Ataque a Mossoró completa 93 anos, mas têm enredo incompleto, com lacunas que o tempo não sanou

Por Honório de Medeiros

Quem foi o idealizador da invasão de Mossoró, em 13 junho de 1927 (que nesse sábado – 13 de junho de 2020 – fez 93 anos)? Não o planejador ou o executor, mas o idealizador?

Sabemos que o planejamento coube ao Coronel Isaías Arruda, a Massilon, e a Lampião. A execução, a Massilon e Lampião.

Mas quem foi seu idealizador?

O ponto de partida para respondermos essa pergunta é a análise da participação, no episódio, desses três personagens principais: Lampião, o Coronel Isaías Arruda, e Massilon.

Massilon, coronel Isaías Arruda do Ceará e Lampião fazem parte de um intrincado jogo de poder e crime (Fotomontagem BCS)

A importância deles é tal, que sem qualquer um dos três, não teria havido a invasão. Todos os outros participantes são secundários, embora possam ser importantes.

Entretanto, Lampião pode ser retirado, com alguma segurança, dentre os possíveis idealizadores, por uma razão muito simples: Jararaca, testemunha da conversa entre o cangaceiro e  o Coronel Isaías Arruda, acerca do projeto de ida a Mossoró, foi muito claro quando afirmou que nunca houve a intenção, do bando, de penetrar no Rio Grande do Norte.

Manoel Francisco de Lucena Filho, o “Ferrugem”, Manoel Ferreira, o “Bronzeado”, assim como Francisco Ramos de Almeida, o “Mormaço”, disseram o mesmo.

Três personagens e um ataque improvável

E é praticamente consenso na literatura do cangaceirismo, a resistência inicial de Lampião de levar a frente tal aventura.

Sobram o Coronel Isaías Arruda e Massilon.

O Coronel Isaías Arruda também poderia ser retirado, levando-se em consideração o seguinte: ele não chamou Lampião a Aurora, pois vinha sendo pressionado insistentemente pelo Governador do Estado, José Moreira da Rocha, o “Moreirinha”, seu aliado, para se afastar de cangaceiros e jagunços. “Moreirinha”, por sua vez, sofria intensa pressão do Governo Federal nesse sentido.

Mas é notória a participação do Coronel no ataque a Apodi, em 10 de maio de 1927. Como é notório o viés político desse ataque: Coronéis cearenses, paraibanos e potiguares agiram em conjunto, nas sombras, contra a liderança do Coronel Chico Pinto, em crime executado por Massilon.

Alvo, prefeito fez defesa em sua casa ao lado da São Vicente (Fotomontagem BCS)

Então, é de se supor que o Coronel Isaías Arruda não chamou Lampião, mas aproveitou a oportunidade de sua chegada repentina.

Dizemos que aproveitou a oportunidade porque, aparentemente, o projeto de invadir Mossoró já existia há algum tempo e, para tanto, Massilon já recrutava cangaceiros pelo Sertão paraibano, provavelmente em comum acordo com o Coronel.

Existem dois fatos que asseguram a forte ligação entre o Coronel Isaías Arruda e Massilon, fundada em interesses mútuos:

a)      em junho de 1926, Massilon e José Gonçalves de Figueiredo mataram João Vieira, em uma emboscada cujo objetivo era eliminarem integrantes da família Paulino, inimigos figadais do Coronel Isaías Arruda. Isso significa que Massilon era da mais estrita confiança do Coronel[1];

b)      em maio de 1927, Massilon atacou Apodi, executando projeto do Coronel Isaías Arruda e seu sobrinho José Cardoso, a pedido de Décio Holanda, genro de Tylon Gurgel, chefe da oposição ao Coronel Chico Pinto naquela cidade.

O recrutamento de cangaceiros por Massilon, no intuito de invadir Mossoró, pode ser indiretamente comprovado: antes de Lampião chegar inesperadamente a Aurora, ele não sabia, mas o projeto de invadir Mossoró já existia. É o que se lê às folhas 30, da quarta edição de A Marcha de Lampião[2], Raul Fernandes, no item 2, do 1º Capítulo:

“Em dezembro de 1926, Joaquim Felício de Moura, sócio da firma Monte & Primo, em Mossoró, viajava pelo interior da Paraíba. Na cidade de Misericórdia, encontrou-se com o destacado comerciante e fazendeiro Antônio Pereira de Lima, que lhe falou da acirrada perseguição do bandido Virgulino Ferreira à sua família. Sem maiores rodeios, contou-lhe o plano de Jararaca, Sabino, Massilon e Lampião de assaltarem Mossoró com quatrocentos homens. Adiantou ser impossível reunirem tanta gente. Advertiu-o, porém, sobre o costume de mandarem espiões disfarçados de feirantes, mendigos e cantadores, aos lugares previamente escolhidos. Conversou sobre a possibilidade de defesa da cidade e pediu-lhe levar esses fatos ao conhecimento do Prefeito Rodolpho Fernandes.

Daí por diante os boatos se sucederam. Na última quinzena de abril, 27, a notícia veio à luz de modo concreto. Argemiro Liberato, de Pombal, escreveu ao compadre Rodolpho Fernandes sobre a pretensão do chefe dos bandidos. Dos remotos sertões de Pernambuco, da Paraíba e do Ceará surgiam indícios dos agenciadores da vergonhosa empreitada”.

Em “Notas” (p. 40) ao 1º Capítulo, Raul Fernandes observou:

“Afonso Freire de Andrade e inúmeras outras pessoas conheceram a carta. Mossoró (RN), 23.12.1971. – Informações prestadas ao autor.

Obs.: Ouvi de meu pai referências à missiva”[3].

Quanto a Argemiro Liberato, no meu Histórias de Cangaceiros e Coronéis[4] (p. 119), transcrevo artigo de Kydelmir Dantas, cofundador e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC), intitulado Cartas e Bilhetes Antes de Lampião, no qual se lê o que segue:

“Esta carta[5] foi levada ao conhecimento dos amigos de confiança do prefeito, por este, que estavam preparando a estratégia para a formação das trincheiras nos pontos principais da resistência. Dentre estes, Joaquim Felício de Moura, Afonso Freire de Andrade e outras pessoas mais chegadas confirmaram tê-la visto nas mãos do ‘coronel Rodolpho’.

Argemiro, com sua 2ª esposa, Maria Amorim Mafalda de Alencar, alertou (Reprodução BCS)

Para a família, dias após o ataque, Rodolpho Fernandes fez referências sobre esta missiva do amigo paraibano de Pombal.

Outra confirmação do envio desta carta está no artigo “Major Argemiro Liberato de Alencar: o amigo de Rodolpho Fernandes”, escrito pelo seu neto Geraldo Alves de Alencar, hoje residente em São Luiz do Maranhão, que cita o seguinte sobre o avô:  ‘Era fazendeiro, proprietário da Fazenda Estrelo, situada em sua cidade natal. Exercia também a profissão de comerciante, trazendo da Paraíba algodão transportado em costas de burros e vendido em Mossoró, estado do Rio Grande do Norte. O principal comprador era a firma cujo maior acionista era seu amigo e compadre o Cel. Rodolfo Fernandes.

Em suas viagens como almocreve retornava a Pombal com sal e outros gêneros. Mesmo tendo um sobrinho nas hostes do cangaço, o qual atendia pelo nome de Ulisses Liberato de Alencar, Argemiro era profundamente contra o banditismo rural, chegando inclusive a avisar ao Cel. Rodolfo Fernandes, quando este era prefeito de Mossoró em 1927, que o cangaceiro tencionava atacar a cidade considerada capital do oeste potiguar.

Declaradamente anti-Lampiônico, Argemiro Liberato de Alencar nunca chegou a ser perseguido pelo “rei do cangaço” porque Lampião sabia da amizade existente entre ele e o Padre Cícero.’

Evidentemente o aviso não era acerca de um futuro ataque de Lampião, mas, sim, de um futuro ataque de cangaceiros”.

Provavelmente Joaquim Felício estivesse errado quanto a José Leite de Santana, o Jararaca. Como nos assevera Frederico Pernambucano de Mello[6], a área de atuação do cangaceiro eram as ribeiras do Moxotó e Pajeú, em Pernambuco. E o próprio Jararaca, declarou, quando preso em Mossoró, além de outros cangaceiros, que Lampião nunca pensara em atacar a cidade[7].

Já Sabino Gomes de Góis, embora atuasse nos arredores do município de Cajazeiras, Paraíba, estava, naquele momento, integrado ao bando de Lampião, desde o ataque à Souza, no mesmo Estado, em 27 de julho de 1924, do qual não se separara até sua morte (dele), em fevereiro de 1928, após o conhecido tiroteio de Piçarra, em Porteiras, Ceará.

Ora, se Sabino tinha intenção de aventurar-se até Mossoró, é evidente que Lampião seria o primeiro a sabê-lo. Repita-se, entretanto: Lampião nunca teve a intenção de invadir o Rio Grande do Norte. Sequer sabia da existência desse projeto. Os escritos acerca da história da invasão de Mossoró são consensuais quanto a isso, a partir dos depoimentos de vários cangaceiros, dentre eles, Jararaca.

Capela de São Vicente simboliza o núcleo da resistência ao ataque do dia 13 de junho de 1927 (Foto: reprodução BCS)

Ainda a favor dessa hipótese, a de que o ataque foi idealizado bem antes de sua realização há, também, além da correspondência de Argemiro Liberato e do recado de Joaquim Felício, a notícia veiculada pelo “O Mossoroense” de 15 de maio de 1927, de que na invasão de Apodi, por Massilon, o projeto de invadir Mossoró já existia, insinuando, sem rodeios, que essa pretensão, a ocorrer em dias vindouros, integrava empreitada de grande vulto, e dele dera conhecimento, ao Coronel Rodolpho Fernandes, a carta de Argemiro Liberato.

Observe-se que essa edição de “O Mossoroense”, jornal dirigido por Rafael Fernandes, primo e correligionário do Coronel Rodolpho Fernandes, veio a lume cinco dias após a invasão de Apodi por Massilon.

Basta, então, darmos a devida importância à ligação entre essa matéria do jornal e a anterior correspondência de Argemiro Liberato encaminhada ao Prefeito, bem como ao recado de Joaquim Felício.

Muitas interrogações

Se assim o é, se de fato o Coronel Isaías Arruda e Massilon trabalharam juntos nessa empreitada antes da chegada de Lampião, desde, pelo menos, meados de 1926, se a ambos podemos atribuir todo o planejamento do projeto, a pergunta, agora passa a ser outra: foram eles que idealizaram (arquitetaram) o projeto da invasão a Mossoró?

É muito difícil acreditar que Massilon recrutasse cangaceiros e jagunços pelo Sertão, sem que disso soubesse o Coronel Isaías Arruda.

Outra questão: por que Mossoró? Por que não Cajazeiras, Souza, Patos ou Pombal, na Paraíba? Caicó, Currais Novos, São Miguel, Pau dos Ferros ou Martins, no Rio Grande do Norte, ou as cidades do Vale do Jaguaribe, no Ceará, se o objetivo fosse meramente arrancar dinheiro?

E se o objetivo era meramente arrancar dinheiro, por que o alvo do ataque foi a residência do Coronel Rodolpho Fernandes, e, não, a agência do Banco do Brasil ou o comércio da cidade?

Então, cabe perguntar: quem, na verdade, idealizou (arquitetou) o ataque a Mossoró?

Qualquer que seja a resposta, de tudo quanto se disse algo fica claro: o Coronel Isaías Arruda e Massilon foram os grandes responsáveis pela invasão de Mossoró. Principalmente Massilon, que planejou com o Coronel, e executou com Lampião.

Ele é o personagem principal desse drama épico, e somente é possível uma história de tudo quanto aconteceu, uma história que tenha causas e efeitos, e não apenas a descrição horizontal do acontecimento em si, se o investigarmos, bem como suas conexões com os coronéis da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte, para os quais “jagunçou”, mas sempre como chefe de bando.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN


[1] Conforme Vida e Morte de Isaías Arruda; TAVARES CALIXTO JÚNIOR, João. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora; 2019.

[2] Natal: Editora Universitária, 1982.

[3] Raul Fernandes era filho do Coronel Rodolpho Fernandes.

[4] MEDEIROS, Honório de. Natal: Sebo Vermelho, 2015.

[5] A de Argemiro Liberato para o Coronel Rodolpho Fernandes.

[6] “GUERREIROS DO SOL”; 2a. edição; A Girafa; 2004; São Paulo, SP.

[7] No “Auto de Perguntas” feitas a Jararaca consta, também, a seguinte declaração sua: “que saíram em dias do mês de maio findo, do Pajeú, estado de Pernambuco, e que acompanhava Lampião há pouco mais de um ano”. Antes de Lampião, Jararaca, ainda segundo seu depoimento, estava no Primeiro Regimento de Cavalaria Divisionária, tomando parte na revolta de São Paulo a favor da legalidade, com a Coluna Potiguara (“LAMPIÃO EM MOSSORÓ”; NONATO, Raimundo; sexta edição; Coleção Mossoroense; 2005; Mossoró).

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sábado - 13/06/2020 - 23:56h

Pensando bem…

“Nunca é perdido o tempo dedicado ao trabalho.”

Ralph Waldo Emerson

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sábado - 13/06/2020 - 23:28h
Sesap

Chega a 533 o total de óbitos por Covid-19 no RN

São 533 óbitos por Covid-19 no Rio Grande do Norte.

É o que aponta o mais recente Boletim Epidemiológico do Governo do RN, com dados tabulados até às 23h dessa sexta-feira (12).

São 13.789 casos confirmados, 22.504 suspeitos e 126 óbitos em investigação.

Natal com 183 mortes e Mossoró somando 83 são os municípios como maior número de vítimas fatais.

Em termos proporcionais, Areia Branca segue como caso de calamidade pública com 370 casos confirmados, 647 suspeitos e 31 mortos.

Veja AQUI a íntegra do Boletim Epidemiológico.

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O boletim anterior (referente à quinta-feira, 11) registrou 509 óbitos – veja AQUI.

Houve aumento de 24 mortes.

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Categoria(s): Saúde
sábado - 13/06/2020 - 22:38h
Em Mossoró

Jornalista Julierme Torrres enfrenta Covid-19

Torres: na fé (Foto: Jornal de Fato)

O jornalista e gerente da CEF em Assu, Julierme Torres, está com Covid-19.

Seu quadro inspira cuidados.

Respira por Cateter nasal em UTI do Hospital Wilson Rosado em Mossoró.

A gente na torcida, na fé, para que ele volte logo à sua família e amigos.

Vai dar certo, sim.

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Categoria(s): Comunicação / Saúde
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sábado - 13/06/2020 - 16:20h
Covid-19

Município passa a contar com cinco leitos de UTI

Prefeito e secretário estiveram em UTI (Foto:PMG)

A partir desta sexta-feira, 12, o Hospital Manoel Lucas de Miranda, no município de Guamaré, passou a integrar a rede estadual de hospitais de referência no tratamento de pacientes de Covid, com a implantação de cinco leitos de UTI, através de uma parceria da prefeitura com o Governo do Estado.

A estrutura recebeu hoje pela manhã a visita do prefeito Adriano Diógenes e do secretário municipal de saúde, Fabrício Morais. O investimento foi possível através de uma parceria da Prefeitura de Guamaré e o Governo do Estado e passa a fazer parte da regulação para atender além de Guamaré, os municípios de Macau, Galinhos, Pedro Avelino e Afonso Bezerra.

Os cinco leitos com assistência completa de uma UTI vão receber pacientes da regulação da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP). Profissionais de saúde da rede do município estão sendo capacitados no hospital de campanha de Natal para atuar nos novos leitos. Médicos intensivistas farão parte do quadro funcional.

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Município há poucos dias promoveu bloqueio total da cidade, para combater avanço da Covid-19 (veja AQUI). No último boletim epidemiológico do RN, Guamaré aparecia com 4 óbitos pela doença, além de 96 confirmados e 156 suspeitos.

Com informações da PMG e outras fontes do BCS.

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Categoria(s): Saúde
sábado - 13/06/2020 - 12:02h
UPA

Sargento da Polícia Militar do RN morre em Mossoró

Adeodato sofreu infarto (Foto: cedida)

O 3º sargento da Polícia Militar do RN, Adeodato Pereira de Souza, 54, faleceu à manhã deste sábado (13) em Mossoró. Sofreu infarto quando estava em atendimento na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel.

Estava na PM desde 1986.

A PM do RN emitiu nota de pesar. Leia abaixo:

É com pesar que a Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Norte comunica o falecimento do 3° Sargento PM Adeodato Pereira de Souza, da Reserva Remunerada da PMRN, ocorrido neste sábado (13), após sofrer um infarto na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel, em Mossoró.

O 3º Sargento PM Adeodato Pereira de Souza ingressou na Polícia Militar do Rio Grande do Norte no ano de 1986, tendo prestados relevantes serviços à corporação policial militar, que, em reconhecimento, lhe concedeu no ano de 2014 a Medalha do Mérito Profissional Coronel PM Bento Manoel de Medeiros, em virtude de haver se destacado dentre os demais policiais, de forma eficiente e eficaz, no desempenho profissional de sua atividade policial.

Promovido à Cabo PM no ano de 2010 e a Sargento PM no ano de 2015, o Sargento Adeodato, em seus 30 anos de serviço dedicados à corporação policial militar, serviu em unidades operacionais, como o 2º Batalhão de Polícia Militar, 2º Distrito de Polícia Rodoviária Estadual e Companhia Independente de Proteção Ambiental (CIPAM), em Mossoró.

Dessa forma, a Polícia Militar do Rio Grande do Norte externa o sentimento de mais profundo pesar, estendendo aos familiares e amigos do Sargento PM RR Adeodato Pereira de Souza.

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Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
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sábado - 13/06/2020 - 10:20h
Natal

Governo estadual abre mais dez leitos contra Covid-19

O Hospital João Machado (HJM), em Natal, abriu, nesta sexta-feira (12), 10 leitos destinados a pacientes com Covid-19, para fortalecer o enfrentamento à pandemia no estado. A enfermaria da qual os novos leitos fazem parte já conta com uma estrutura para a abertura de mais nove leitos.

Leitos estão prontos (Foto: Governo do RN)

O plano final é chegar a um total de 36 leitos, dos quais 10 são de cuidados intermediários (UCI) e os demais clínicos, para estabilização de pacientes.

Além disso, já se encontra em obras uma ala para comportar 48 novos leitos clínicos também voltados ao tratamento da Covid-19. O João Machado também irá dispor de 20 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), cujo processo de implantação está previsto para ser finalizado na próxima semana, pela empresa Avante Social, contratada pelo Governo do Estado também para se encarregar do  gerenciamento desses leitos.

A princípio, os novos 10 leitos do HJM funcionarão como clínicos, mas passarão a ser destinados aos cuidados intermediários (UCI), à medida que for completada a estrutura de Recursos Humanos necessária. A equipe que atuará nas novas enfermarias será composta não só por servidores da unidade hospitalar, mas também por profissionais advindos do processo seletivo para contratação de pessoal em caráter temporário, realizado pelo Governo do Estado, além de médicos intensivistas de cooperativa.

A expansão dos leitos faz parte do Plano de Contingência Estadual para Infecção Humana pelo Covid-19, com vistas a fortalecer o enfrentamento à pandemia no RN.

Com informações do Governo do RN.

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde
sábado - 13/06/2020 - 08:12h
Edilson Pinto Jr.

Médico, escritor e professor vai estar Aos Vivos! conosco

Ele é médico, escritor e professor. Figura humana ímpar nos três ofícios, Francisco Edilson Leite Pinto Júnior (assim mesmo, por completo, como gosta de assinar seus textos) será nosso quinto convidado no projeto Carlos Santos – AOS VIVOS!Vamos recebê-lo nessa segunda-feira (15), às 21 horas, em nosso endereço no Instagram – www.instagram.com/blogcarlossantos.

Edilson Júnior (amputei seu ‘Pinto’ de propósito na identificação do banner de divulgação) vai jogar conversa fora, não fazer um monte de coisas e sei lá o quê ao nosso lado e de internautas.

Anote esse compromisso.

Até lá

Leia também: O mundo de Francisco Edilson Leite Pinto Júnior.

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Categoria(s): Comunicação / Comunicado do Blog
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sexta-feira - 12/06/2020 - 23:56h

Pensando bem…

“Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem?

Confúcio

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sexta-feira - 12/06/2020 - 20:22h
Poder

Você sabe quem é?

Por François Silvestre

Foi cadete de Agulhas Negras e de lá saiu oficial. Alguém sabe quem era esse cadete? Não. Depois foi subindo, como sobem os balões, ao sabor das promoções sem qualquer sinal de ser conhecido.

Ninguém sabe quem foi o capitão, depois major, depois tenente-coronel, coronel, general de brigada, general de divisão, general de exército.

Até aí, um ilustre e opaco anônimo.

Bateu continência pra Sarney, pra Collor, pra Itamar, pra Fernando Henrique, pra Lula, pra Dilma, pra Temer.

Até que, juntamente com seu colega de frustrações, desde os idos da derrubada de Silvio Frota, que tentou emparedar Geisel, e eles estavam entre os enquadrados, chegou ao governo do capitão Bolsonaro.

De quem falo? (do verbo falar e não do substantivo) Do general Ramos, ministro da defesa. Tudo no diminutivo. Ele e seu colega Heleno. Helenistas de quintal.

Pois bem. Agora, esse general que passeou de óculos escuros, num helicóptero, custeado com dinheiro público, ao lado do seu capitão, sem senso do ridículo, faz um alerta à oposição. “Não estiquem a corda” (veja AQUI).

Cá de meu insignificante canto, eu replico. General, não engula corda. Quando seus culhões, em tempos remotos, ainda ativos, não se fizeram imponentes para conhecimento deles, imagine agora, deitados feito gatos de armazém nos sacos de tricoline dos seus pijamas.

Ah…General. Lamento não dizer: prazer em conhecê-lo. Continua um ilustre desconhecido.

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Categoria(s): Artigo
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sexta-feira - 12/06/2020 - 17:52h
Universidades

Bolsonaro volta atrás e evita intervir em reitorias

Do UOL

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) revogou hoje a Medida Provisória 979, que permitia que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, escolhesse reitores temporários para as universidades e institutos federais.

A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

A revogação aconteceu menos de uma hora depois de o presidente do Congresso e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), oficializar a devolução da MP, alegando que o texto viola os princípios da Constituição Federal que tratam da autonomia e da gestão democrática das universidades (veja AQUI).

Nota do Blog – Um efeito instantâneo do recuo presidencial é que o processo sucessório na Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) seguirá seu curso normal, com consulta eleitoral aos segmentos, no próximo dia 15. O atual reitor é José Arimatéa Matos.

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 12/06/2020 - 17:00h
Prevenção

Prefeitura instala lavatórios em locais públicos

Equipamentos são distribuídos na cidade (Foto: PMT)

A Prefeitura Municipal de Tibau inicia neste sábado (13), a instalação de lavatórios nos espaços públicos de maior circulação, para que as pessoas possam higienizar as mãos, uma das principais medidas de combate ao novo coronavírus.

A instalação será em diversos pontos da cidade para que a população que precise ir às ruas faça a higienização das mãos, tendo em vista que os lavatórios são equipados com água, sabonete líquido, álcool em gel e papel toalha.

Locais como a sede da prefeitura, casa lotérica, padaria, farmácia, ponto de táxi, entre outros que são os mais movimentados terão um lavatório instalado.

De acordo com o prefeito Josinaldo Marcos de Souza (PSDB), “Naldinho”, “a presença destes lavatórios faz lembrar a todos que forem até o local, da grande importância que é lavar as mãos. Um gesto simples, mas que pode salvar vidas”, disse o prefeito.

Leia também: Tibau radicaliza para impedir expansão de novo vírus.

Com informações da Prefeitura Municipal de Tibau.

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde
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sexta-feira - 12/06/2020 - 16:34h
Números

Sesap diz que 15 pessoas da saúde morreram com Covid-19

Já foram realizados mais de 10 mil testes de Covid-19 em profissionais da saúde do estado, municípios e da rede privada de saúde, sendo que hoje 1.856 profissionais da área testaram positivo para a doença.

Desses, 66% usavam EPIs e 32% relataram falta de algum equipamento.

Dos profissionais que testaram positivo a maioria foi na categoria de técnicos de enfermagem, em segundo enfermeiros e em terceiro os médicos.

Cerca de 68% dos profissionais acometidos pela Covid-19 tiveram sintomas leves ou moderados e houve 15 óbitos na categoria.

A região metropolitana é a que registra mais casos de profissionais de saúde contaminados, seguida pela região de Mossoró.

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Categoria(s): Saúde
sexta-feira - 12/06/2020 - 15:46h
AL

CPI da Arena das Dunas causa mais uma baixa

Azevedo foi retirado de bloco (Foto: arquivo)

Por Marcos Alexandre (Portal Habeas Data)

A participação do deputado estadual Coronel Azevedo (PSC) na CPI da Arena das Dunas está tendo efeitos políticos colaterais. Na quarta-feira (10), ele foi excluído do bloco parlamentar que liderava e que tinha também como integrantes os deputados Galeno Torquato e Vivaldo Costa, ambos do PSD, além de Getúlio Rego (DEM).

Após comunicado à mesa diretora, o bloco mudou sua composição. Coronel Azevedo saiu e Nelter Queiroz (MDB) ingressou em seu lugar. O novo líder do bloco passou a ser Getúlio Rego.

Insatisfação

Pesou na decisão a insatisfação de Galeno Torquato e Vivaldo Costa com a indicação de Coronel Azevedo para a CPI criada para apurar possíveis prejuízos públicos no contrato com o grupo privado que administra a Arena das Dunas. Azevedo teria se declarado representante do bloco na CPI sem ter o respaldo dos outros dois membros, informa uma fonte do Portal HD.

O parlamentar do PSC acabou designado como presidente da CPI da Arena, suspensa nesta terça-feira (9) até a volta dos trabalhos presenciais na Assembleia. A suspensão da comissão investigativa foi aprovada por 12 deputados (com oito votos contrários) – veja AQUI.

Leia também: Freio na CPI das Dunas passa pela Prefeitura de Mossoró.

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Nota do Blog Carlos Santos – Todos os deputados do novo bloco votaram pelo engavetamento da CPI das Dunas, inclusive Getúlio Rêgo, oficialmente o autor do requerimento. O Coronel Azevedo, que preside ainda o colegiado investigativo, votou contra essa suspensão dos trabalhos, feita de forma abrupta e com razões oficiais que escondem outros grandes interesses.

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Categoria(s): Política
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sexta-feira - 12/06/2020 - 15:14h
Sesap

Boletim aponta RN com 509 óbitos por Covid-19

O Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP/RN) indica que o RN atingiu marca de 509 óbitos por Covid-19. Não houve qualquer óbito nas últimas 24 horas.

São 13.544 casos confirmados, 22.613 suspeitos e 114 óbitos em investigação.

Natal soma 171 óbitos e Mossoró chegou a 79 (até o boletim anterior). O relatório completo do mais atualizado não foi disponibilizado ainda.

Areia Branca é proporcionalmente o caso mais grave no estado, com 31 óbitos.

Tem ainda 359 casos confirmados e 648 suspeitos. Quatro mortes estão sendo investigadas.

Os dados do Boletim Epidemiológico da Sesap foram tabulados até às 23h de quinta-feira (11).

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A taxa de ocupação geral dos leitos clínicos/UTI no RN está com 93,9%, com 753 pacientes internados, sendo 381 pacientes em leitos clínicos e 372 em leitos críticos.

Nas regiões de Mossoró e Pau dos Ferros a taxa de ocupação é de 100% dos leitos, em Caicó 74,1% e 96% de ocupação na Região Metropolitana. Existem 130 pacientes, de prioridades diferentes, que estão aguardando regulação para leitos críticos ou clínicos.

P.S09h50 de 13 de Junho de 2020 – Eis o Boletim Epidemiológico atualizado – AQUI.

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Categoria(s): Saúde
sexta-feira - 12/06/2020 - 13:10h
Nós

Aos Vivos!

Completamos nossos primeiros quatro programas, nesse projeto que é um laboratório jornalístico em linguagem arejada, bate-papo coloquial e interação com público e nomes dos mais variados matizes sociais e histórias: Carlos Santos – AOS VIVOS!Esse é um canal para a gente jogar conversa fora, não fazer um monte de coisas e sei lá o quê no www.instagram.com/blogcarlossantos, sempre às segundas-feiras, às 21h.

Obrigado aos convidados jornalista Saulo Vale, cantor e produtora cultural Katharina Gugel, promotor de Justiça Eduardo Cavalcanti e ao apresentador de TV, radialista e cantor Cyro Robson por participarem dessa ideia.

Obrigado aos milhares de internautas.

Obrigado a Eloísa Helena Vieira, Francisco Teixeira e Edilson Martins pela retaguarda na produção.

Obrigado aos meus amigos e família pela torcida.

Vem mais por aí.

Aguarde!

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sexta-feira - 12/06/2020 - 11:00h
Reitores

Senado devolve MP que intervém em universidades federais

O presidente do Senado da República, Davi Alcolumbre (DEM-AP), anunciou há poucos minutos em suas redes sociais que devolveu a Medida Provisória 979, “que trata da designação de reitores” para universidades federais.A MP foi enviada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Em seu texto, ela permite nomeação de reitores das universidades federais, no período da pandemia da Covid-19, por livre escolha do ministro da Educação, Abraham Weintraub.

Segundo Alcolumbre, a proposição presidencial é flagrantemente anticonstitucional, ferindo a autonomia universitária.

Leia também: MP de Bolsonaro intervém em universidades federais.

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Categoria(s): Educação / Política
sexta-feira - 12/06/2020 - 10:26h
Comunicações

Jornal mostra que Fábio Faria terá papel pacificador

O jornal Correio Braziliense dá destaque nesta sexta-feira (12) ao deputado federal em quarto mandato, pelo RN, Fábio Faria (PSD). Traça perfil do político anunciado essa semana para ser o futuro ministro das Comunicações, mas também trata sobre sua vida empresarial e familiar.

Fábio, com o sogro ao centro, terá papel delicado numa pasta que está sendo recriada (Foto: reprodução)

“O novo ministro das Comunicações, deputado Fábio Faria (PSD-RN), entra no governo Jair Bolsonaro com um papel de pacificador da relação do Palácio do Planalto com o Congresso e a missão de melhorar o relacionamento do Executivo com imprensa”, abre o CB na cabeça da matéria.

Família e política

Aos 42 anos, o deputado que está em seu quarto mandato na Câmara é de família tradicional na política potiguar e foi escolhido por seu trânsito nos bastidores do Palácio do Planalto. Faria tem a simpatia do clã Bolsonaro, por suas relações com o setor de mídia e laços familiares.

É genro de Silvio Santos, dono do SBT, casado com Patrícia Abravanel, uma das herdeiras e apresentadora do canal. Ela é dona também da TV Alphaville, um canal por assinatura que leva o nome do bairro de luxo onde moram, em Barueri, na Grande São Paulo. Ministro e a mulher também são sócios numa empresa de produção artística ligada à TV aberta, a New Beginnings.

Veja a íntegra AQUI.

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Categoria(s): Comunicação / Política
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sexta-feira - 12/06/2020 - 09:24h
Revista Piauí

A boa pena da cultura de Mossoró

Do Blog Tio Colorau

O advogado Marcelo Dantas Rosado Maia, neto de Vingt-un Rosado (já falecido) e filho do pediatra Dix-sept Rosado Sobrinho, venceu a edição de maio do concorrido concurso literário da revista Piauí. Ele teria que elaborar um texto que tivesse a frase “Um fio de cabelo no meu paletó” e o elemento estranho “Darth Vader”. Não poderia exceder 05 mil toques.

O advogado ganhou com o texto “O Beletrista de Antanhos”, desbancando outros 67 concorrentes.

Como mossoroense, também me sinto orgulhoso. A revista Piauí é conhecida por tratar dos assuntos do cotidiano em textos impecáveis e de fôlego, com aquela pitada literária, sempre pendendo para o sarcasmo e bom humor. Figurar nas suas páginas é um forte indício de qualidade literária.

O texto está na página 91.

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Categoria(s): Cultura
quinta-feira - 11/06/2020 - 23:59h

Pensando bem…

“A democracia é um regime de tolerância, mas tolerantes fortes. Não é uma casa de covardes.”

Torquato Jardim

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