Para que entendamos o destempero de Jair Bolsonaro e de tantos outros poderosos, irascíveis com a imprensa, leiamos “Cale a boca, jornalista” – de Fernando Jorge.
Ele faz apanhado que vem de muito longe sobre essa fúria que não é só de Messias.
Hoje, em Brasília
O presidente Jair Bolsonaro mandou repórteres calarem a boca nesta 3ª feira (5.mai.2020) e disse que não interferiu na mudança da superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, berço político de sua família. O novo diretor-geral da corporação, Rolando Alexandre de Souza, foi nomeado na segunda-feira (4) e logo que assumiu promoveu mudanças no comando da PF no RJ (Poder 360 – veja AQUI).
“O senhor pediu a troca, presidente?”, perguntou uma repórter.
“Isso é uma patifaria!”, gritou Bolsonaro.
“O senhor pediu alguma troca no Rio?”, perguntou novamente a repórter.
“Cala a boca! Não te perguntei nada!”, gritou mais uma vez.
Os apoiadores vibraram.
“O senhor pediu a troca, presidente?”, insistiu outro repórter.
“Cala a boca! Cala a boca!”, continuou.
Bolsonaro seguiu criticando a imprensa – em especial o jornal Folha de São Paulo – e foi embora, sem responder diretamente às perguntas sobre a troca na Polícia Federal do Rio.
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