A imprensa mossoroense está fracionada em três vertentes, na cobertura da "Operação Sal Grosso". O trabalho investigativo do Ministério Público é profundo.
Um segmento da mídia está claramente a serviço do desvirtuamento dos fatos, procurando tirar o foco do caso: produz "novas" polêmicas, como é o superdimensionamento de uma questão periférica, o mandado de busca e apreensão do escritório do advogado Igor Linhares.
É também supervalorizado o papel da vereadora Cícera Nogueira (PSB), como denunciante de irregularidades. O depoimento de Cícera é interessante, mas não decisivo às apurações. Os vereadores monitorados sabem disso. Depoentes, com o benefício da delação premiada, produziram estrago maior.
Outra corrente da mídia cai na armadilha de desfocalizar o centro investigativo, sem perceber que está sendo usada. Noticia o que lhe fornecem de "bandeja", em relatos longe da real gravidade. As características da operação são policiais mesmo. Há pouco ou quase nada de política no assunto.
Uma terceira e diminuta ala da imprensa cobre o núcleo dos fatos. Aí estão quase isoladamente alguns blogs (como este, que há meses trata do tema, sob severas críticas, desdém e achincalhes de jornalistas remunerados para esse fim).
O que veio à tona até aqui sobre denúncias de corrupção na Câmara de Vereadores é ainda superficial. Não posso adiantar maiores detalhes. O quadro é bem-pior. É isso que interessa à opinião pública.
Ainda hoje trago detalhes mostrando manobras de bastidores para tentar esvaziar o trabalho do MP e ludibriar a sociedade.
Faça um Comentário