terça-feira - 20/11/2007 - 20:07h

Pensando bem…

"O hábito da submissão constitui a primeira condição da ordem humana."

Augusto Comte

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Categoria(s): Pensando bem...

Comentários

  1. Antônio Alvino S Filho diz:

    Prezado Carlos Santos,
    Sobre a submissão, a servidão, o comportamento das massas, o cabresto mesmo, dois autores merecem atenção: o filósofo espanhol Ortega e Gasset (Psicologia das massas) e o francês Etiene la Boétie. Este, em 1548, aos 17 anos, escreveu o panfleto “O Discurso da Servidão Voluntária”. Reproduzo abaixo trechos, por aplicáveis ao Brasil e à Mossoró de hoje, em que um contingente humano se sujeita, voluntariamente, a um só governante.

    “Eu compreendo que uma pessoa queira ser poderosa e domine mil pessoas, cem mil pessoas, a população de um país inteiro. Ou, pela sua vontade, seja um ditador. Isso tem sido possível e já aconteceu muitas vezes. Agora, o que eu não consigo entender é como que cada pessoa, sabendo que existem milhões iguais a ela, obedecem à vontade de um homem que, se for enfrentado por apenas um deles, é capaz de ser derrubado; se por dez deles pode ser justiçado e que, diante de mil, desaparece”.
    “Que vício, ou antes, que vício infeliz, ver um número infinito de pessoas não obedecer, mas servir; não serem governadas, mas oprimidas, não tendo nem bens, nem parentes, mulheres nem crianças, nem sua própria vida que lhes pertença”.

    “Não é preciso combater esse único governante, não é preciso anulá-lo; ele se anula por si mesmo, contanto que o povo não consinta a sua servidão; não se deve tirar-lhe coisa alguma, e sim nada lhe dar. São os próprios povos que se deixam, ou melhor, se fazem dominar, pois cessando de servir estariam quites”.

    “A primeira razão por que os homens servem de bom grado é que nascem servos e são criados como tais. Desta decorre uma outra: que sob os governantes as pessoas facilmente se tornam covardes. Assim, o governante subjuga os cidadãos uns através dos outros e é protegido por aqueles que deveriam ser protegidos, se o governante valesse alguma coisa”.

    “Mas o rebanho quer servir para ter bens, como se não pudesse gerar nada que fosse dele, pois nada pode dizer de si que seja de si mesmo”.

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