Por Bruno Ernesto
Você não acreditou, mas bem que eu avisei na semana passada (//blogcarlossantos.com.br/dona-mafisa/), e se ainda não se mexeu, corra! Dá tempo!
Prepare o balaio com flores, alfazema e decore a prece. Roupa branca e pés descalços na beira da praia, no quebrar das ondas ou no barco, amanhã é o dia de agradecer à Rainha do Mar. Nossa Senhora dos Navegantes também estará lá.
Se amanhã não conseguir ir ao mar, sete rosas brancas com os cabos cortados numa vasilha com água e perfume de alfazema resolve. Ofereça e agradeça mais do que pede ao seu orixá favorito, que jamais baixa a guarda.
Se você ainda não percebeu, registro que até um conhecido meu – que jura ser ateu – casou-se vestido com um puro linho branco e rosas brancas na decoração. A celebração no dia de Yemanjá foi mera coincidência.
Vá, vista-se de branco. Leve o balaio com flores e seu cachorrinho de estimação com você. Lance as flores ao mar como quem lança para ele correr e lhe trazer de volta. Ninguém desconfiará.
Se alguém questionar e insistir em dizer que não sabia que você também a reverencia, diga que foi mera coincidência. Que embora seja a primeira vez na vida que você faz isso e que não sabia que se agradece jogando flores ao mar, justifique que todos os anos você faz a mesma coisa. Ninguém perceberá.
Se lhe virem na procissão marÃtima com roupas brancas, diga que esqueceu onde estacionou o carro.
Acaso lhe flagrem jogando champanhe branca no mar, diga que está quente e que é melhor não estragar.
Lembre-se, quando o mar chamar, não tem quem não diga Odoyá.
Bruno Ernesto é advogado, professor e escritor. Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de –Mossoró – IHGM
























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