domingo - 24/10/2021 - 09:18h

Rodrigo Pacheco dá o primeiro passo

Por Ney Lopes

Desfilado do DEM-MG, o senador Rodrigo Pacheco, presidente do senado, foi aclamado nesse sábado (23)  como pré-candidato a presidente da República por lideranças do PSD, liderado por Gilberto Kassab,  durante um encontro regional realizado no Rio de Janeiro.

A ida de Pacheco para o o seu novo partido será confirmada em uma cerimônia na quarta-feira, 27, no Memorial JK, em Brasília. A escolha do local foi pensada para criar um paralelo com o ex-presidente Juscelino Kubitschek, que era mineiro e filiado ao PSD.

Rodrigo Pacheco muda de partido e mantém o foco na cadeira presidencial (Foto: Senado)

Rodrigo Pacheco muda de partido e mantém o foco na cadeira presidencial (Foto: Senado)

Embora cauteloso, como bom mineiro, ninguém duvida que Pacheco será candidato a Presidente da República. Toda a articulação neste sentido vem sendo feita há meses pelo presidente do PSD, ex-ministro Gilberto Kassab, que confirma ser um competente articulador político. O nome de Rodrigo Pacheco nasceu de sua visão política e tem tudo para crescer.

O fato amplia o cenário de potenciais pré-candidatos à sucessão do presidente Bolsonaro. Cabe analisar, que com caraterísticas de terceira via, o senador Rodrigo Pacheco é o primeiro nome surgido.

Isso porque, os demais pretendentes têm posições radicais em relação a Lula e Bolsonaro, que hoje polarizam a corrida presidencial. Com radicalismo não se construirá a terceira via, esse é um postulado básico. É necessário o apelo ao diálogo e a posição de equilíbrio entre os antagônicos. O quadro nacional é grave e somente assim será possível montar uma ponte política estável para o futuro.

Vejamos os nomes que atualmente colocam-se como pré-candidatos, excluídos Lula e Bolsonaro. O governador João Doria (SP) é radical em sua posição. Os demais assumem posturas verbais, as vezes ofensivas, até entre eles mesmos, o que não passa à opinião pública a certeza de que serão conciliadores no futuro. Senão vejamos: Eduardo Leite (RS) e Arthur Virgílio (AM), Ciro Gomes (PDT), Alessandro Vieira (Cidadanias), Simone Tebet (MDB-MS), Luiz Henrique Mandetta (DEM), José Luiz Datena (PSL), Sergio Moro e Luiz Felipe d’Avila (Novo).

Até hoje, a acusação contra o senador Pacheco foi de “mineirice”, como se Minas Gerais não fosse a grande escola da política brasileira, ao seguir a regra de São Tomás de Aquino, de que o bom senso não é incompatível com coragem, fortaleza e sabedoria.

O autor inglês do século 17 Joseph Hall, disse, que “moderação é a corda de seda correndo através da corrente de pérolas de todas as virtudes”. Quando necessário ser forte., o senador não se omitiu. O exemplo foi quando o presidente Bolsonaro ameaçou rupturas democráticas e ele disse de alto e bom som: “ todo aquele que pretender algum retrocesso ao Estado Democrático de Direito será apontado pelo povo brasileiro como inimigo da nação”.

A posição pública assumida pelo senador Rodrigo Pacheco na presidência do senador o credencia para colocar-se como alternativa à presidência da República. A caminhada não será fácil, diante das ambições e vaidades em jogo. Todavia é possível que alguns líderes partidários despertem para a necessidade e da formação de um grupo único, que possa colaborar para o difícil período de reconstrução nacional, após a pandemia.

Esse objetivo será alcançado com a proposta da união nacional. Nunca do radicalismo, de fanatismo, de pressões descabidas. Outra qualidade notória do senador Rodrigo Pacheco é sua formação jurídica, que antecipa garantias de legalidade, em possível governo futuro.

A verdade é que a partir de ontem, coloca-se no tabuleiro político da nação o nome de Rodrigo Pacheco, realmente com a proposta de uma terceira via à Presidência da República, que contribua para a Paz nacional.

Ele, afinal, deu o primeiro passo no encontro do Rio de Janeiro e consumará a sua nova filiação partidária quarta próxima.

Só resta agora aguardar!

Ney Lopes é jornalista, ex-deputado federal e advogado

Categoria(s): Artigo

Comentários

  1. Amorim diz:

    BomDr. Ney Lopes, desculpe o cabimento, , seria desfiliado?
    A terceira via é inexorável a conjução de vaidades para que nosso Brasil, nós vassalos tenhamos paz e se possível prosperidade.
    Desta feita olharei o curriculo, falo no singular pois espero convergência para EXPURGAR de uma ve por todas estes vivêntes.
    E diho mais: que Deus os tenham e o diabo os carregue!
    Um abraçaço.

  2. Inácio Augusto de Almeida diz:

    Este Pacheco é o mesmo que prometeu doar 15 milhões de reais para construção do Santuário de Santa Luzia? É o que disse ter recebido uma mensagem divina?
    Se for, Mossoró já tem em quem votar. Não é possível que se elegendo, Pacheco deixe de cumprir a promessa feita de bancar todas as despesas de construção do Santuário.
    No dia da entrega do título de cidadão mossoroense a Pacheco faço questão de estar presente ao evento.
    Que venha o Pacheco.

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