A semana começa como tem iniciado há vários meses: com a visita de um oficial de Justiça à porta do meu moquiço-bunker.
Apresso-me para não deixá-lo esperando, sob a tutela de um sol dilacerante.
Desculpo-me por sair à vontade, expondo meu físico de canário-belga. Sou compreendido.
Assino outra citação para comparecer à 1ª Vara Cível de Mossoró, no dia 1º de setembro, às 9h15, para audiência em ação Indenizatória por "Danos Morais" e "Danos Psíquicos".
Segundo os demandantes, prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM) e agitador cultural e prefeito de fato Gustavo Rosado (PV) eu terei de lhes pagar a mufunfa de R$ 30 mil cumulativamente.
Alegam que na postagem do dia 5 de março (há quase cinco meses), às 10h36, sob o título "Facção de Fafá pressiona vereadores, mas não obtém apoio", eu lhes causei perdas morais e abalos psiquiátricos.
Como em todos os demais processos protocolados nos últimos meses, infileiram uma série de vocábulos, tentando induzir a Justiça à crença de que sou celerado e eles a quintessência humana.
O uso de palavras no texto, como "facção", "songamonga", "bovino", "descrédito", "iniquidade", "apaniguados", "má-fé", "patota", "manada", "sabujos" e "agitador cultural" são pinçados e impressos de forma descontextualizada na petição.
Tentam, indiretamente, que eu os trate por inteligentes, lindos, maravilhosos, preparados, vocacionados, de espírito público, grupo, estadistas, de credibilidade, mecenas etc.
Como agentes públicos, não aceitam a crítica, a cobrança, a censura. Querem o incenso, o festim, o puxa-saquismo doentio.
Essa patota não toma jeito. Sou tudo isso e mesmo assim diariamente recebo emails da própria prefeita, do seu marido songamonga de olhar bovino e do agitador cultural, pedindo divulgação de ações através do Blog. Quanta contradição.
Ou seja, fazer oba-oba pode. Criticar, não.
Veja AQUI a matéria que deu origem a mais essa bobagem.























À patota, hilária e ridícula, faço minhas as palavras do grande Gilbamar Oliveira:”…Tende a esconder-se do convívio humano para imiscuir-se pelos subterrâneos pantanosos dos recônditos mais sombrios do próprio ser”. A patota reúne o mesmo perfil psiquiátrico do personagem Simão Bacamarte, do célebre romance “O ALIENISTA”.